respirador 2

Pesquisadores da Coppe/UFRJ concluíram, com sucesso, os testes in vitro de um ventilador de exceção produzido com baixo custo a fim de ser usado no tratamento de pacientes vítimas do novo coronavírus. Em 27/4, os resultados foram encaminhados para aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O equipamento também será submetido à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para testagem em pacientes no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF).

Especificamente com o objetivo de ajudar na produção do Ventilador de Exceção para covid-19 – UFRJ (VExCo), também foi iniciada uma campanha de doações realizada pela Fundação Coppetec. Os recursos doados serão  direcionados à compra das peças necessárias para fabricação dos ventiladores. Cada um  deverá custar cerca de R$ 5 mil.

Segundo Jurandir Nadal, professor titular da Coppe e coordenador do projeto, a estimativa é de que ainda nesta semana o equipamento possa ser testado em pacientes. “Esperamos arrecadar R$ 5 milhões para produzir até 1.000 ventiladores. Eles não serão comercializados, serão distribuídos para as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) por meio de um grande estudo de aplicação clínica”, afirma. Posteriormente os ventiladores serão doados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

O VExCo foi desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Engenharia Pulmonar e Cardiovascular (LEP) da Coppe, juntamente com uma grande equipe de colaboradores. O equipamento, concebido para atender, de modo excepcional, a necessidade de ventilação de pacientes em locais e situações em que não se disponha de um ventilador comercial padrão, foi desenhado para produção em massa, de forma simples, rápida e barata, com recursos disponíveis no mercado nacional.

A iniciativa tem o apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). Para viabilizá-la em tempo recorde, a equipe do LEP também conta com a colaboração voluntária de outros pesquisadores da UFRJ e de várias instituições do país. Algumas empresas têm se prontificado a ajudar no desenvolvimento, distribuição e financiamento do VExCo.

“O Ventilador de Exceção para covid-19 não pretende ser mais completo e versátil que os ventiladores de última geração disponíveis nas UTIs. Pelo contrário, é um recurso simples e seguro, porém emergencial, que deve ser utilizado somente quando não houver um equipamento padrão disponível, como já vem acontecendo em vários locais durante a pandemia global”, explica Nadal.

Participe da campanha e faça a sua doação

As doações deverão ser efetuadas, por depósito bancário, em nome da Fundação Coppetec. Criada pela Coppe/UFRJ, ela gerencia projetos e recursos destinados à ciência, tecnologia e inovação. Será a responsável por publicar, no site, os valores das doações recebidas e onde foram aplicados, como já tem sido feito pela campanha de captação de recursos para os hospitais da UFRJ. Para mas informações acesse o site http://www.coppetec.coppe.ufrj.br/site/transparencia/hospitais.php.

Dados para depósito:

Destinatário: Coppetec
Banco do Brasil
Agência: 2234-9
Conta: 55.622-X
CNPJ: 72.060.999/0001-75

Ajude os hospitais da UFRJ

A UFRJ também abriu campanha de doação para os hospitais da Universidade. Acesse coronavirus.ufrj.br/doe e enfrente a COVID-19 em parceria com a maior universidade federal do país.

 

 

A Agência de Inovação da UFRJ e o Parque Tecnológico da UFRJ convidam para o próximo Encontros no Parque - IP Day na UFRJ em tempos de covid-19. Em comemoração ao Dia Mundial da Propriedade Intelectual, vamos discutir o papel que a Inovação e a Propriedade Intelectual desempenham em momentos de crise, como o da pandemia do coronavírus. A programação contará com o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) apresentando o monitoramento de tecnologias sobre covid-19, cases de empresas e instituições e, por fim, um debate sobre a apropriação de valor pós covid-19.

O encontro online será no dia 30/04, às 16h. Faça a sua inscrição em https://tinyurl.com/inscricaoipday e receba o link de transmissão do evento.

 

Convite Encontros no Parque IP Day WhatsApp

 

 

campuscaxias

Em recente entrevista à Agência UFRJ de Inovação, a professora Juliany Cola Fernandes Rodrigues, futura Diretora Geral do Campus UFRJ Duque de Caxias, deu um panorama do funcionamento do campus durante a pandemia de Covid-19, bem como sobre as principais iniciativas que lá estão sendo desenvolvidas para o enfrentamento do coronavírus. Confira:

 

  1. 1. Como o Campus Duque de Caxias recebeu a notícia e se preparou para lidar com essa nova realidade imposta pelo novo coronavírus?

 

Quando recebemos a notícia da suspensão das atividades acadêmicas, estávamos nos preparando para realizar a compra de álcool gel para distribuir pelo campus. Durante o fim de semana, a direção do campus decidiu que a reunião para organização das nossas atividades seria virtual, porque boa parte do nosso corpo técnico-administrativo depende de transporte público e coletivo. Colocamos em primeiro lugar a saúde do nosso corpo social.

Após várias reuniões virtuais, organizamos a escala de trabalho home office de todos os setores do campus, definindo a continuidade das atividades, mas de forma remota. Prontamente foi colocado por todos que, precisando de atendimento presencial para solucionar problemas surgidos ao longo dos dias, os servidores estariam todos à disposição e com rápido acesso por parte da direção geral do campus. Todas as informações do trabalho home office dos nossos setores foram enviadas para a reitoria e suas pró-reitorias, circulado entre todo o corpo social por email e colocadas na página principal do nosso website (www.caxias.ufrj.br).

Em relação às atividades de pesquisa, o campus hoje tem dois laboratórios em funcionamento pleno. O Laboratório de Computação (NUMPEX-Comp) tem suas atividades todas podendo ocorrer por home office, então foi rapidamente fácil eles se organizarem. Já o Laboratório de Biologia (NUMPEX-Bio), que hoje tem um contingente grande de alunos de iniciação científica e pós-graduação (em torno de 100 alunos), alguns dos projetos estão em andamento mediante justificativa do orientador da essencialidade de manutenção dos experimentos. Por exemplo, temos um grupo que trabalha com Biotecnologia Vegetal e que estava numa fase de acompanhamento de plantas diárias por um tempo aproximado de seis meses e que se parasse, ia interromper uma análise funcional que colocaria mais de ano de projeto a perder. Quer dizer, é algo que não pode parar. Também temos um banco de células que são cultivadas em laboratório que precisamos manter congelada em nitrogênio líquido e a cada 15-21 dias é preciso completar o volume com nitrogênio para mantê-lo.

Ainda temos nossos administradores de prédio que têm ido praticamente todos os dias ao Campus para se certificar que tudo está sob controle e em segurança.

 

  1. 2. Existe alguma atividade sendo realizada para auxiliar as ações desenvolvidas pela instituição?

 

Apesar do campus ter apenas 11 anos de existência e se encontrar em fase de consolidação, também com um corpo docente de jovens pesquisadores, nós já temos contribuído significativamente para a produção científica da UFRJ e da Ciência Brasileira. E dentro do cenário que estamos vivendo neste momento, vários docentes do campus já estão em diferentes frentes de trabalho junto à UFRJ, startups e Instituições de Pesquisa atuando no enfrentamento da pandemia de coronavírus.

Com certeza o grupo de colegas que provavelmente vem articulando ideias para concorrer aos editais especificamente abertos no combate ao coronavírus é grande, mas vou citar alguns que já estão bem definidos e em andamento:

 

- Os professores Fabiana Carneiro, Lucio Caldas e Leandra Baptista estão participando de um projeto coordenado pelo prof. Wanderley de Souza que contará com apoio da FAPERJ para estudar os mecanismos de entrada do vírus e o curso da infecção em diferentes tipos celulares, usando tanto cultivo 2D, quanto cultivo 3D, neste caso utilizando a estrutura da startup Gcell coordenada cientificamente pela profa. Leandra e que está incubada no Inmetro em Xerém.

 

- A profa. Fabiana Carneiro em associação com a startup Magtech está envolvida na fabricação de kit diagnóstico reutilizável para COVID-19, utilizando nanopartículas magnéticas recobertas, sendo essa uma solução mais econômica em comparação aos kits disponíveis hoje e, além disso, gerando menos lixo para o meio ambiente.

 

- O prof. Ronaldo Pedro da Silva, líder do grupo ConvergeLab, também incubado no Inmetro, em parceria com este e a COPPE, está atuando na impressão 3D para produção de componentes das máscaras de acrílico. As impressoras do professor, que também são patrimônio da UFRJ, já estão produzindo 20 máscaras por dias e eles estão buscando a expansão para aumentar a produção, bem como componentes dos ventiladores pulmonares desenvolvidos pela equipe do colega Jurandir Nadal. Estes projetos contam com a participação de alunos de iniciação científica do campus, bem como outros docentes e técnicos da UFRJ. O prof. Ronaldo também vem trabalhando em cooperação com a PUC-Rio em busca de novos tecidos e materiais que poderiam ser usados na fabricação de máscaras N95, bem como métodos diagnósticos que fazem parte da monografia de final de curso de dois dos nossos estudantes do curso de Biotecnologia.

 

- O prof. William Correa Tavares está trabalhando em parceria com o Laboratório de Diversidade e Doenças Virais do Instituto de Biologia da UFRJ para a identificação de viromas em morcegos do Rio de Janeiro para identificar possíveis novos vírus que existam nestes seres que são muito frequentes nos ambientes urbanos e rurais no Brasil. É conhecido que os morcegos hospedam uma grande quantidade de vírus de 26 famílias virais, alguns com grande potencial zoonótico, isto é, de ser transferido para nós. O vírus da raiva é um destes. Agora sabemos que o coronavírus SARS-Cov2 originou a partir de uma linhagem de morcegos asiáticos. É importante conhecer possíveis vírus que estejam circulando entre a população de morcegos no Brasil para identificar quais deles poderiam ter potencial de salto zoonótico. Isto nos dará mais velocidade de reposta em caso de um surto zoonótico futuro.

 

- O prof. Adriano Cortes, pesquisador da área da Matemática, está começando um estudo para desenvolver estratégias ótimas de testagem em grupo via RTq-PCR como uma forma de compensar a problemática de não termos capacidade de testagem maciça individual. Através de modelos matemáticos e rodagem de simulações você busca o ótimo para obter números confiáveis a partir de testagem em grupo.

 

- A profa. Bianca Pizzorno, da área de Química e Ciências de Materiais, começou a realizar um estudo de avaliação da estrutura microscópica de diferentes tecidos que já vêm sendo utilizados para fazer máscaras caseiras (como jeans, algodão, tricoline, TNT, Oxford, meia, camisa de malha etc) de forma a identificar quais poderiam ser melhor barreira física para o vírus de acordo com o estudo de superfície do tecido. O vírus tem um tamanho entre 70 a 90 nm. Ela classificou o jeans, algodão 100% e Oxford, como os tecidos de trama mais fechada para o vírus. Ela já vem estudando tecidos com ação antimicrobiana e acredita que esta pode ser uma linha interessante de pesquisa pensando em alternativas para nos proteger do vírus.

 

- Temos duas professoras, a profa. Carolina Braga e Luiza Ketzer, que fazem parte da equipe do projeto de divulgação científica Ser Cientista que estão trabalhando com alunos de graduação na divulgação de trabalhos e informações relacionadas à Pandemia de COVID-19 e também sobre a biologia do coronavírus.

 

  1. 3. Quais foram e quais estão sendo os desafios?

 

Os desafios são gigantescos porque a universidade pública e a ciência brasileira já vêm há alguns anos vivendo um sucateamento com cortes cada vez maiores de recursos financeiros para nossas atividades acadêmicas de ensino, pesquisa e extensão. Nos últimos anos, houve também uma política de desvalorização do nosso trabalho e críticas infundadas sobre nossa atuação e importância.

Esta pandemia chegou na pior fase da ciência brasileira. Estamos vendo nos telejornais que muitos colegas que poderiam estar atuando, especialmente em diagnóstico, não têm recursos para isso. Vemos uma universidade do porte da UFRJ fazer um fundo para investir em infraestrutura para dar conta de atender os pacientes que chegarão em número cada vez maior no seu complexo hospitalar que tem nove unidades de saúde, incluindo o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho.

Mas por outro lado, ao final deste momento, que provavelmente vai demorar mais que esperamos com resultados muito negativos para a sociedade quando falamos de vidas humanas, acredito que vai ficar claro para os governantes e a sociedade como um todo a importância e essencialidade do desenvolvimento científico e tecnológico, da ciência para o nosso país. Como disse Sócrates, “a vida sem ciência é uma espécie de morte”. Não existe vida sem ciência. Absolutamente tudo que está ao nosso entorno tem a ciência como base para existir; tudo que conhecemos, que usamos, a forma de prevenir, diagnosticar e tratar doenças.

Para o Campus de Duque de Caxias é um desafio grande também. Vou tomar posse como diretora do campus na última semana de maio e é possível que ainda estejamos em quarentena (não sabemos ainda quanto tempo ficaremos assim) e em meio à fase mais difícil que já passamos em todos os sentidos. O campus vinha com uma perspectiva muito positiva, pois conseguimos recursos extra-orçamento participativo através da reitoria e emendas parlamentares para reformar prédios e ampliar nosso espaço de Laboratórios de Pesquisa para atender diferentes áreas do conhecimento como Nanotecnologia e ampliação das áreas de Biologia Geral e Biotecnologia.

Mas acredito que sairemos muito mais fortes e melhores, mais resilientes. Também mais organizados e com uma visão muito mais ampla e sólida por parte da sociedade e governos do que significa a universidade e a ciência para a sociedade.

A vida tem me ensinado que é na crise que mais crescemos e evoluímos. Assim venho tentando ser otimista, pensando que nunca mais seremos os mesmos. Nós seremos muito melhores.

 

A professora Juliany Rodrigues também falou mais sobre o funcionamento do campus Duque de Caxias no episódio 15 da série Desafios da Inovação. Assista no Youtube no link a seguir: https://youtu.be/LX1ZEdSwXRs.

 

 

Profa. Cassia Turci horizontal

Neste novo episódio da série Desafios da Inovação, a professora Cássia Turci, decana do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza, dá notícias sobre o funcionamento do CCMN em meio à pandemia do coronavírus.

Veja o vídeo.

Veja a playlist completa.

 

 

cnpq

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) concluiu a digitalização de serviços voltados para a importação de bens destinados à pesquisa científica e tecnológica. Além do serviço de credenciamento de pessoas físicas e jurídicas, o órgão finalizou agora, o serviço de operacionalização de importação de bens no processo de transformação digital, ganhando mais agilidade e transparência. 

Realizados, até então, por meio de solicitação por e-mail, esses serviços passam a ser oferecidos por meio do portal GOV.BR, dentro da estratégia do Plano de Transformação Digital do Governo do Brasil. Esse plano é orientado pela perspectiva dos cidadãos e empresas, buscando a simplificação e a oferta de serviços por canais digitais, possibilitando o acompanhamento da solicitação diretamente pela internet.

O primeiro serviço transformado digitalmente no CNPq foi o Serviço de Credenciamento (SECIF) que credencia pesquisadores, instituições de ciência, tecnologia e inovação (ICT), entidades sem fins lucrativos e empresas para importar bens destinados à pesquisa científica e tecnológica com isenção de impostos. Esse credenciamento é realizado exclusivamente pelo CNPq, agência vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

O segundo serviço transformado digitalmente é o Serviço de Importação do CNPq (SEIMP), que atua na operacionalização de todo processo de importação para os pesquisadores e instituições credenciadas no CNPq - Lei 8.010/90. 

A importação via CNPq

O CNPq presta assistência aos pesquisadores e instituições na operacionalização da importação de bens para pesquisa cientifica tanto para projetos de pesquisa cientifica do CNPq, como também para projetos cuja fonte de recursos não seja do CNPq. 

O pesquisador ou Instituição solicitante serão os responsáveis  pelo repasse ao CNPq dos recursos necessários para pagamento da importação e suas despesas acessórias na importação (transporte internacional e nacional da carga, seguro, armazenagem e outras relativas à nacionalização da carga junto a alfândega brasileira). O CNPq não cobra pelos serviços prestados.

A logística consiste no pagamento do bem no exterior (fechamento de câmbio), transporte internacional, seguro, desembaraço aduaneiro/nacionalização do bem, armazenagem e transporte nacional. Ou seja, o CNPq pega o bem no exportador e entrega diretamente no laboratório do solicitante da importação.

O credenciamento para importação

O credenciamento oferecido pelo CNPq tem como diretrizes as leis 8.010/1990 (para pessoas físicas e jurídicas sem finalidades lucrativas) e 8.032/1990 (para pessoas jurídicas) e consiste em uma análise feita pela equipe técnica da agência para validar o pesquisador ou a instituição como apto a receber os benefícios fiscais previstos.

Cada credenciamento tem validade de cinco anos e possibilita aos habilitados a isenção dos impostos de importação, de produtos industrializados e a isenção do adicional ao frete para renovação da marinha mercante nas importações de máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos, bem como suas partes e peças de reposição, acessórios, matérias-primas e produtos intermediários, destinados à pesquisa científica e tecnológica.

As pessoas físicas e pessoas jurídicas sem fins lucrativos também são dispensadas do exame de similaridade, da emissão de guia de importação ou documento de efeito equivalente e controles prévios ao despacho aduaneiro.

O CNPq já credenciou 1279 instituições e mais de 7 mil pesquisadores por meio desse serviço. O credenciamento digital amplia a capacidade de atendimento, facilita o acesso dos usuários, apresenta novas funcionalidades, como o acompanhamento do processo e do pedido, e confere mais transparência ao serviço.

Para acessar o credenciamento de Pessoas Físicas, clique aqui.

Para acessar o credenciamento de Pessoas Jurídicas, clique aqui.

Para acessar o serviço de Importação, clique aqui

 

 

covidsoftware

Pesquisadores do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação (Pesc) do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) e do Instituto Tércio Pacitti de Aplicações e Pesquisas Computacionais (NCE), ambos da UFRJ, desenvolveram um sistema georreferenciado para o acompanhamento on-line da evolução da pandemia causada pelo novo coronavírus. A tecnologia foi implantada no Rio de Janeiro, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde, e se encontra no ar o site para acompanhamento dos casos de infecções em todo o território fluminense: https://dadoscovid19.cos.ufrj.br.

Uma versão restrita do sistema está sendo utilizada pelo Gabinete Ampliado de Crise para assessoramento ao Governo Estado do Rio de Janeiro no enfrentamento da pandemia, e pelo Grupo de Trabalho (GT) Multidisciplinar para Enfrentamento da covid-19 para apoiar a tomada de decisões estratégicas relativas ao combate ao vírus SARS-COV-2.

Aberto ao público, o site permite acompanhar o número de casos confirmados, suspeitos, recuperados e a quantidade de óbitos, desde 1/3. A tecnologia do sistema, desenvolvida sob a coordenação do professor da Coppe/UFRJ e do NCE, Claudio Miceli de Farias, e do professor da Coppe/UFRJ, Guilherme Horta Travassos, permite também que os gestores da área de medicina acompanhem toda a evolução da epidemia, a partir do tratamento e da análise de dados realizados automaticamente pela ferramenta, o que facilitará na tomada de decisão. Os interessados podem ainda verificar as ocorrências por gênero e faixa etária, além de selecionar cada um dos municípios do Rio que desejar.

O sistema também está estruturado para consolidar dados coletados juntos às secretarias municipais e estaduais e ao Ministério da Saúde. Como parte da ferramenta, foi criado outro sistema voltado para a notificações de eventos que auxiliará os profissionais da saúde cadastrarem as ocorrências.

Essas tecnologias fazem parte de um conjunto de sistemas computacionais e modelagens desenvolvido por pesquisadores da UFRJ, em parceria com outras universidades. Muitas das ferramentas serão utilizadas por profissionais, gestores e tomadores de decisão que estão atuando na "linha de frente" para reduzir os efeitos da pandemia. As iniciativas incluem sistemas de software e tecnologias que possibilitam acompanhar a evolução do estado dos pacientes; facilitar a comunicação entre as equipes de saúde, e viabilizar a modelagem de equipamentos usados para proteger profissionais da área da Saúde que estão trabalhando em hospitais e postos de saúde.

foto: Artur Moês (Coordcom/UFRJ)

 

 

SeloVallourec.jpg

 

A Vallourec Tubos do Brasil, empresa do ramo de soluções tubulares para os mercados de energia, está em busca de ideias para o combate à epidemia de Covid-19. A empresa está em busca de soluções para atuar na prevenção e higienização de ambientes compartilhados e assegurar a higiene pessoal e segurança de todos os seus empregados e parceiros.

A solução precisa ser aplicada com facilidade e rapidez, garantindo que o ambiente esteja livre de qualquer vírus. Os ambientes a serem esterilizados são fábricas, restaurantes, banheiros, vestiários e transporte coletivo. Conforme explica a emrpesa, "necessitamos que a tecnologia a ser desenvolvida não seja tóxica ao contato humano e que preferencialmente possa ser aplicada na presença de pessoas".

O processo de seleção terá apenas duas etapas. A primeira consiste na análise das propostas enviadas pelo comitê julgador, que irá selecionar aquelas que apresentarem maior compatibilidade com aquilo que a empresa busca. Na segunda fase, as startups selecionadas participarão de uma entrevista técnica para avaliar a solução proposta e se o escopo é compatível com as atividades da empresa e aplicável em todas as plantas da Vallourec no Brasil. A startup vencedora, além de atuar como fornecedora da Vallourec, contará com a divulgação de suas soluções para todos os parceiros e unidades da empresa no mundo. As inscrições podem ser realizadas através do link http://bit.ly/desafiovallourec20.

 

inpicovid

 

Com foco no estímulo à produção e licenciamento de novas tecnologias, o INPI irá priorizar o exame de pedidos de patentes relativos a inovações que possam ser usadas no combate à pandemia do novo coronavírus. A medida foi oficializada por meio da Portaria n° 149/2020, publicada no dia 7 de abril, na Revista da Propriedade Industrial (RPI).

A concessão de uma patente pelo INPI atesta que seu objeto é novo e garante ao detentor a exclusividade para utilização e licenciamento no Brasil (a patente tem validade nacional). Portanto, com uma patente concedida, os inventores ganham mais segurança para iniciar a produção ou licenciar para um parceiro que possa produzi-la.

Entre as modalidades de trâmite prioritário de patentes, uma delas é voltada para tecnologias de saúde, especialmente as estratégicas para o Sistema Único de Saúde (SUS). Agora, as tecnologias relativas ao combate do novo coronavírus passam a fazer parte deste exame acelerado. 

Acesse aqui para mais informações sobre os procedimentos relativos ao trâmite prioritário de patentes e suas modalidades, que também incluem micro e pequenas empresas e instituições de ciência e tecnologia, entre outras.

Estímulo à inovação nacional

Além das ações realizadas no exame das patentes, o INPI também está trabalhando no incentivo ao patenteamento de inovações no País, também com foco no combate a Covid-19. Na semana passada, por exemplo, o INPI realizou atividades de mentoria, que forneceram as informações necessárias para viabilizar dois pedidos de patentes de ventiladores pulmonares, a partir de tecnologias desenvolvidas, respectivamente, nas Universidades Federal e Estadual da Paraíba.

Observatório de Tecnologias

Ainda no contexto da pandemia, o INPI criou, em março, o Observatório de Tecnologias Relacionadas à covid-19. O objetivo é divulgar as tecnologias que possam contribuir no enfrentamento da situação, incluindo vacinas, medicamentos, testes para diagnóstico, máscaras e equipamentos de saúde. Também estão sendo divulgadas iniciativas sobre financiamento e incentivo para pesquisa nessa área.

Entre as atualizações recentes, o Observatório apresenta um estudo sobre patentes depositadas no INPI a respeito de métodos de diagnóstico para a covid-19 e outras viroses respiratórias.   

Deste modo, contribui-se com informação relevante para os agentes públicos e integrantes do Sistema Nacional de Inovação que estão diretamente ligados ao combate à doença. Para mais informações, acesse o Observatório

 

 

dl101pbr

Estão abertas, até 20 de abril, as inscrições para a segunda edição anual do Curso Geral de Propriedade Intelectual a Distância – DL101P BR, que acontece no período de 28 de abril a 26 de junho.

Promovido pelo INPI em parceria com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), o curso é gratuito e abrange os aspectos fundamentais de propriedade intelectual, englobando temas como: direitos autorais, patentes, marcas, indicações geográficas, desenhos industriais, proteção de novas variedades vegetais/cultivares, concorrência desleal, informação tecnológica, contratos de tecnologia, tratados internacionais e propriedade intelectual e desenvolvimento.  

Adaptado à legislação brasileira e de nível básico, o DL 101P BR é oferecido totalmente na modalidade ensino a distância, possui carga horária de 75h e conta com a tutoria de especialistas nacionais. Para mais informações, acesse a página de cursos da Academia do INPI.

 

 

desafiosdainovacao13

Apesar do desmonte econômico do qual tem sido alvo, a UFRJ segue, de forma inovadora, superando obstáculos e dando continuidade a sua missão de ajudar a sociedade brasileira. Os novos vídeos da série "Desafios da Inovação" abordarão com mais detalhes esta questão ao longo de 2020. Este episódio aborda a iniciativa da UFRJ envolvendo o Instituto de Química, a Escola de Química, a Coppe, a Faculdade de Farmácia, a Decania do CCMN e a Decania do CT para a produção de álcool 70% e álcool glicerinado para o enfrentamento do coronavírus. Assista no Youtube.

 

 

ventilador pulmonar

Uma parceria firmada entre a Coppe/UFRJ e a Petrobras contribuirá no desenvolvimento e produção de protótipos de ventiladores pulmonares mecânicos para atender à demanda crescente desse tipo de equipamento no tratamento do Covid-19. A companhia não só mobilizou suas impressoras 3D, instaladas em seu centro de pesquisas (Cenpes) para produzir os componentes dos protótipos, como também está acionando seus especialistas para prestar consultoria técnica. A intenção é testar os protótipos nos próximos dias, para depois produzi-los em larga escala, de forma mais simplificada e barata.

A cooperação técnica da Petrobras abrange conhecimento em impressão 3D, em propriedade intelectual, além de conhecimento especializado em transição da fase de prototipagem para produção do produto. A companhia cedeu, também, um sensor de oxigênio à Coppe-UFRJ, que está sendo usado nos testes para garantir o nível correto de oxigenação dos aparelhos. "A ideia é agir o mais rápido possível para colaborar com o trabalho não só de prototipagem, mas com a etapa seguinte de produção em massa dos ventiladores, com ajuda da impressão 3D. Os ventiladores convencionais são mais sofisticados e exigem um tempo de produção maior.

Em apenas uma semana, já concluímos o primeiro protótipo e os testes de eficácia ficarão prontos em poucos dias", disse o gerente executivo do Cenpes, Juliano Dantas.

Esta iniciativa integra uma ampla frente científica da Petrobras, que reúne especialistas da companhia na geração de ideias e soluções de combate ao Covid-19 - em parceria com universidades, empresas, organizações sociais e instituições do Brasil e do exterior. O objetivo é propor soluções que possam utilizar a estrutura de tecnologia, equipamentos e consultoria técnica da companhia para auxiliar no trabalho de combate à pandemia, nas frentes de prevenção ao coronavírus, bem como no tratamento e suporte hospitalar.

Segundo o diretor da Coppe/UFRJ, professor Romildo Toledo, a Petrobras é uma parceira da Coppe de longa data, e esse apoio é fundamental para viabilizar a produção do ventilador pulmonar. “Esperamos que, com essa ação, possamos contribuir para salvar vidas nesse combate ao Coronavírus”, ressaltou.

"Esse equipamento não pretende ser mais completo e versátil que os ventiladores de última geração disponíveis nas UTIs. Pelo contrário, é um recurso simples e seguro, porém emergencial, que deve ser utilizado somente quando não houver um equipamento padrão disponível, como pode acontecer em alguns locais durante a pandemia global”, explica o professor Jurandir Nadal, coordenador do Laboratório de Engenharia Pulmonar e Cardiovascular da Coppe.

Confira o vídeo do protótipo em teste.

 

 

capescorona

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) lançou nesta quinta-feira, 02/04, o Programa de Combate às Epidemias. A ação vai destinar R$ 200 milhões pelos próximos quatro anos para projetos que lidam direta ou indiretamente com trabalhos envolvendo o estudo da COVID-19. Serão concedidas 2.600 bolsas de estudo, além do quantitativo já previsto pelo modelo de concessão de bolsas, e recursos de custeio e de capital de até R$ 345 mil, por projeto, para até 30 pesquisas selecionadas.

O Combate às Epidemias oferece apoio a projetos de pesquisas e formação de recursos humanos qualificados, direcionados ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus e temas relacionados às endemias e epidemias típicas no país. Para Benedito Aguiar, presidente da CAPES, o potencial das universidades brasileiras precisa ser aproveitado e valorizado: "Neste momento de grande apreensão na sociedade brasileira, a CAPES intensifica o seu apoio aos programas de pós-graduação”.

Principais responsáveis pela pesquisa científica e tecnológica no país, os programas de pós-graduação agora contam “com um programa estratégico emergencial que poderá contribuir de forma imediata à mitigação dos problemas ocasionados pela atual pandemia e contribuir para prevenção e combate de endemias e epidemias que assolam o país há anos", afirmou Aguiar.

Com isso a CAPES pretende incentivar pesquisas focadas no desenvolvimento de estudos inovadores de prevenção, diagnóstico e estratégias terapêuticas, além de um melhor entendimento de doenças infecciosas, agentes e vetores. Os demais objetivos do programa são voltados ao desenvolvimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para profissionais de saúde e de tecnologias e mecanismos para monitoramento, mapeamento e controle de surtos, endemias, epidemias e pandemias.

O Programa de Combate às Epidemias, cujo investimento previsto para este ano é de R$30,8 milhões, está estruturado em três ações emergenciais. Na primeira delas, já iniciada, serão concedidas 900 bolsas de mestrado e doutorado para os programas com nota 5, 6 e 7 da área de saúde, dentro da grande área do conhecimento dos Colégios da Vida. As bolsas serão concedidas por 36 meses que podem ser prorrogados por mais 12. Em 2020, o investimento será de R$ 14,5 milhões.

Na segunda ação, a CAPES lançará um edital para selecionar até 30 projetos nas áreas abrangidas pelo Programa, que são: epidemiologia, infectologia, microbiologia, imunologia, bioengenharia e bioinformática. Aqui serão concedidas 900 bolsas de doutorado e pós-doutorado destinadas à execução dos projetos de pesquisa selecionados. Cada projeto receberá 30 bolsas – 18 de pós-doutorado, com duração de 12 meses, e 12 de doutorado, com 36 meses de duração – renováveis por um ano. As iniciativas receberão R$ 345 mil de verba de custeio, sendo R$ 95 mil para a aquisição de bens. Em 2020, o investimento será de R$ 16,3 milhões.

A terceira ação, última etapa do Programa de Combate às Epidemias, terá início nos próximos meses e vai conceder mais 800 bolsas de pesquisa para cursos das áreas de Exatas e Saúde, ambas fundamentais no desenvolvimento conjunto de insumos para enfrentar crises como a atual.

Recursos
Os recursos alocados este ano no Programa de Combate às Epidemias seriam destinados a outros editais da CAPES, suspensos devido à pandemia. Do Programa Brafitec, cooperação internacional com a França para alunos de graduação, serão aplicados R$ 18,5 milhões. Outros R$ 6,6 milhões vieram do Programa de Doutorado-Sanduíche no Exterior (PDSE) e pelo Programa Nacional de Pós-Doutorado no País (PNPD) foram aportados R$ 3 milhões.

A propósito do PNPD, o Programa está sendo reformulado para atuar em programas estratégicos de ações induzidas, como o CAPES Entre Mares e o Combate às Epidemias.

O Programa Combate às Epidemias se soma aos esforços do governo federal na contenção da disseminação do vírus pelo país. Com o investimento atual será possível preparar a comunidade científica para trabalhar em soluções para situações-limite.

Confira o edital nº 09/2020.

 

 

pesquisacorona

O Governo do Brasil vai financiar pesquisas sobre novos métodos de diagnóstico, tratamento e interrupção da transmissão no país do coronavírus (Convid-19). Serão destinados R$ 50 milhões pelos ministérios da Saúde e Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Podem participar pesquisadores vinculados a instituições científicas, tecnológicas ou de inovação tanto públicas quanto privadas. A Chamada Pública Nacional de Pesquisa em Saúde sobre o Coronavírus será lançada até a próxima semana pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A iniciativa englobará pesquisas relacionadas à história natural da doença; desenvolvimento e avaliação de testes, de alternativas terapêuticas e de vacinas contra à Covid-19; avaliação da atenção à saúde nos três níveis de complexidade frente à epidemia; uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) nas ações de prevenção, controle e manejo; adesão e cumprimento das medidas de prevenção e controle, entre outros temas relacionados à doença.

As linhas de pesquisa foram definidas a partir de diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), alinhadas às prioridades nacionais em discussão entre o Ministério da Saúde e especialistas de todo o país, considerando a necessidade de resposta rápida e investimentos em estudos mais promissores.

Dada a urgência do assunto, a Chamada terá um período de submissão mais curto que o tradicional. Serão 20 dias de prazo, a contar da data de publicação.

Além disso, o Ministério da Saúde criou e-mail para receber contribuições externas de pesquisa e inovação por meio do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Nesta quarta-feira (1º) serão definidos os fluxos de funcionamento deste canal.

Desde o final de janeiro, após declaração de Emergência em Saúde Pública de Importância Internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os protocolos de pesquisas relacionados ao coronavírus submetidos à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) estão sendo analisados em caráter de urgência. Desde então, foram submetidos na Plataforma Brasil aproximadamente 100 projetos de pesquisa no Brasil relacionados ao coronavírus.

 

 

site senai lanca edital para projetos que apresentem solucoes de combate ao coronavirus lacen saul schramm 6 1024x536

Para encontrar soluções diante de problemas causados pela pandemia do Coronavírus, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) abriu o Edital de Inovação para a Indústria para receber propostas de soluções que tenham aplicação imediata e com resultados em até 40 dias. O investimento para projetos que ajudem na prevenção, diagnóstico e tratamento da doença será de R$ 10 milhões.

Segundo o diretor geral do SENAI, Rafael Lucchesi, a iniciativa deve amenizar a falta de itens como respiradores, álcool em gel e máscaras, além de manutenção de equipamentos necessários no combate à doença.

A instituição vai investir até R$ 2 milhões por projeto, não necessitando de contrapartida financeira ou econômica.

As inscrições podem ser feitas no portal até 30 de abril ou até que haja recurso disponível. Podem se inscrever empresas industriais brasileiras de qualquer porte ou startups, com CNPJ ativo e com pelo menos cinco anos de existência.

Os 27 institutos de Inovação e os 60 de Tecnologia do SENAI serão colocados à disposição durante o período.

Mais informações: https://tinyurl.com/editalsenaicorona

 

 

anafrota

Apesar do desmonte econômico do qual tem sido alvo, a UFRJ segue, de forma inovadora, superando obstáculos e dando continuidade a sua missão de ajudar a sociedade brasileira. Os novos vídeos da série "Desafios da Inovação" abordarão com mais detalhes esta questão ao longo de 2020. Neste episódio, a Dra. Ana Frota, médica coordenadora da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Instituto de Puericultura e Pediatria Martão Gesteira fala sobre o funcionamento do IPPMG em meio ao surto do novo coronavírus. Assista no Youtube.

 

 

embalagens1

A 31ª edição do Packaging Innovation Award, premiação realizada anualmente pela Dow, companhia estadunidense de produtos químicos, plásticos e agropecuários, que reúne as principais novidades na indústria de embalagens, foi marcada pelo reconhecimento de empresas brasileiras entre as finalistas e vencedoras. As três companhias nacionais – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), Incom Packing e Unilever – se destacaram na avaliação dos jurados por conta do caráter inovador em seus projetos dentro das categorias Diamond, Gold e Silver award, além de menções honrosas nas categorias Collaboration e Sustainability.

O Packaging Innovation Award é uma premiação que ocupa um lugar de destaque na indústria global graças à curadoria cuidadosamente realizada por parte da Dow ao longo de anos, combinada com um rigoroso escrutínio feito por um júri altamente especializado, o que dá a exata dimensão de como o cenário mundial de embalagens está evoluindo mundialmente.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) teve uma participação notória nesta edição. Finalista na principal categoria da premiação (Diamond Award), e reconhecida com uma menção honrosa na categoria Collaboration, a companhia concorreu, em parceria com o Instituto Nacional de Tecnologia e o IMA (Instituto de Macromoléculas da Universidade Federal do Rio de Janeiro) com uma embalagem que mantém as frutas frescas e sem marcas por mais tempo.

O produto foi desenvolvido como um sistema de duas peças. A primeira serve como um estojo para substituir a caixa de madeira tradicional e é feita de polietileno de alta densidade (HDPE). Já a segunda, onde as frutas são embaladas, é feita de PET formado e é colocada sobre a caixa HDPE formada, ao seu redor. As bordas superiores desta peça se ligam à parte superior da caixa de HDPE e as frutas são guardadas na camada PET dentro da caixa circundante. Graças a tais peças, a embalagem tem como um dos seus principais diferenciais a personalização de formato e tamanho de acordo com cada fruta, o que reduz substancialmente lesões mecânicas durante o transporte até o varejo. Outro atributo importante é que o recipiente, por ser um sistema fechado, otimiza o uso de refrigeração, diminui o gasto com energia e mantém a qualidade das frutas, reduzindo as perdas pós-colheita para menos de 5%.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO/ONU), cerca de um terço da produção de alimentos no mundo é perdido na distribuição ou desperdiçado no consumo. Mais da metade dessas perdas e desperdícios ocorre na manipulação, armazenamento e comercialização. O desenvolvimento de embalagens anatômicas para frutas foi uma das estratégias estudadas por uma equipe composta por cerca de 30 pesquisadores da Embrapa, INT e UFRJ para reduzir esses dados.

Esta não é a primeira vez que as embalagens foram reconhecidas com premiações. Em 2013 elas ganharam o Prêmio Brasil Design Award 2013 na categoria Embalagens para Alimentos. Internacionalmente, a primeira condecoração veio na Alemanha, também em 2013, através do International Forum Design Award, um dos mais prestigiados prêmios de excelência em desenho industrial.

O projeto já resultou também em 39 depósitos de patentes, sendo dois pedidos de patente de invenção, três pedidos de modelo de utilidade e 34 registros de desenho industrial junto ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).

 

 

covidfaixa2703

Diante da pandemia causada pelo novo coronavírus, o INPI criou o projeto “Observatório de Tecnologias Relacionadas ao COVID-19”, com o objetivo de divulgar as tecnologias que possam contribuir no enfrentamento da situação dessa emergência global.

Além das inovações relativas ao combate ao novo coronavírus, também estão sendo divulgadas notícias sobre iniciativas ligadas ao tema e financiamentos para pesquisa e produção de inovações e para projetos com viés socioeconômico.

O INPI destaca ainda a possibilidade de utilização do trâmite prioritário de exame de pedidos de patentes de médias e pequenas empresas e de instituições de ciência e tecnologia, com destaque para aqueles pedidos feitos pelo Ministério da Saúde para processos e produtos farmacêuticos, equipamentos e/ou materiais de uso em saúde considerados estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Acesse aqui a página do projeto.

 

 

respirador 2

Pesquisadores do Programa de Engenharia Biomédica da Coppe/UFRJ estão desenvolvendo um protótipo de ventilador pulmonar mecânico para ser reproduzido em massa, de forma simples, rápida e barata, com recursos disponíveis no mercado nacional. Desenvolvido no Laboratório de Engenharia Pulmonar e Cardiovascular da Coppe, o equipamento poderá contribuir para suprir, emergencialmente, a crescente demanda dos hospitais por esses aparelhos, em decorrência da pandemia causada pelo novo Coronavírus.

A estimativa é que o Brasil necessitará, nas próximas semanas, de mais de 20 mil ventiladores pulmonares mecânicos para atender as pessoas que chegarão aos hospitais, principalmente os casos mais graves de falta de ar e dificuldades respiratórias. A produção atual de ventiladores por empresas brasileiras é da ordem de dois mil por mês, e mesmo com a produção acelerada, ao máximo, tais empresas não conseguirão atender à demanda.

No intuito de reduzir essa lacuna, pesquisadores do laboratório da Coppe iniciaram uma campanha para obter financiamento e parcerias com empresas, instituições privadas e públicas. O objetivo é viabilizar a produção do protótipo, com rapidez e em larga escala. A iniciativa conta agora com a colaboração de pesquisadores de cinco programas de pós-graduação da Coppe, além de outras unidades da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e outras instituições de pesquisa do país. Várias empresas de grande porte têm se prontificado a ajudar no desenvolvimento, na distribuição e no financiamento dessa iniciativa.

Segundo o professor Jurandir Nadal, chefe do Laboratório de Engenharia Pulmonar e Cardiovascular da Coppe, a proposta é possibilitar a ventilação mecânica com diferentes concentrações de oxigênio e pressões compatíveis com pacientes com angústia respiratória. Ao mesmo tempo, válvulas de segurança protegem o paciente de pressão excessiva e filtros especiais evitam que o ar expirado espalhe coronavírus no ambiente e possa contaminar os profissionais de assistência intensiva.

Uma versão preliminar do ventilador foi realizada com recursos disponíveis no laboratório, envolvendo o emprego de válvulas solenoides e outras, apresentou um bom resultado em um modelo físico de pulmão configurado em condições semelhantes aos pacientes com insuficiência respiratória. No momento, adaptações vêm sendo feitas para a construção de um protótipo mais adequado à produção em escala industrial, o qual deverá ser testado em pacientes, até a próxima semana, de acordo com a aprovação prévia de um comitê de ética em pesquisa com seres humanos.

“A exemplo do Reino Unido, que lançou um edital mundial para a submissão de propostas de ventiladores já existentes e aprovados para uso clínico em pelo menos um país, que seja factível na Inglaterra, considero oportuno adotarmos um esforço coletivo semelhante, visando salvar vidas”, ressaltou o professor Nadal.

 

Como funciona o ventilador

A ventilação mecânica é aplicada a pacientes em UTI, sedados ou em coma induzido, por meio de um tubo inserido na traqueia. O ventilador proposto, classificado como ventilador de pressão, fornece a mistura de ar rico em oxigênio com pressão suficiente para vencer a resistência do pulmão doente. As válvulas oferecem ao paciente uma mistura de ar e oxigênio medicinais, durante a inspiração, e são fechadas na expiração.  O ventilador não deixa a pressão cair abaixo de um valor mínimo para evitar que as partes do pulmão que absorvem o oxigênio se colapsem, prevenindo lesões provocadas pela ventilação artificial. O ar expirado passa, então, por um filtro especial que retém as gotículas de água com vírus, mantendo a umidade do sistema respiratório.

“O ventilador pulmonar em desenvolvimento não pretende ser mais completo e versátil que os ventiladores de última geração disponíveis nas UTIs. Pelo contrário, é um recurso simples e seguro, porém emergencial, que deve ser utilizado somente quando não houver um equipamento padrão disponível, como pode acontecer em alguns locais durante a pandemia global”, explica o professor Nadal.

Hoje, os principais desafios dos pesquisadores para conseguir produzir esses ventiladores são as peças envolvidas. “Pelo fato do ventilador ser usado continuamente por vários dias e invadir o corpo do paciente, essas peças precisam ser muito resistentes, esterilizáveis e feitas com material biocompatível, para não liberar gases tóxicos e atingir o paciente. Por isso, a confecção em plástico com impressoras 3D comuns não é uma solução viável. Imagine, por exemplo, uma pessoa que precisa ser ventilada por 23 dias, respirando 30 vezes por minuto. Nesse caso, todas as peças têm que suportar um milhão de ciclos respiratórios. Algumas partes móveis precisam ser substituídas, como os filtros, que são trocados diariamente. O monitor e os controles precisam de baterias, pois não podem falhar em casos de falta de energia elétrica e não necessariamente todas as UTIs contam com geradores de reserva”, relata o professor da Coppe.

 

Parcerias firmadas e em negociação: próximos passos

Uma rede de empresas está sendo montada para iniciar a produção imediata, após a aprovação dos testes com pacientes e adequação às normas de segurança. Uma empresa de grande porte, ou mais de uma, cuidará da produção do ventilador, mas algumas partes serão produzidas por vários fornecedores de forma distribuída.

“Graças à extensa repercussão conseguida a partir das redes sociais, aliada à rede de contatos da direção da Coppe/UFRJ e voluntários, muitas empresas se apresentaram e algumas já vêm colaborando,” ressalta o professor da Coppe sinalizando que receberam muitas ofertas e já estão em negociação com várias empresas e instituições.

“Algumas estão entre as maiores empresas do país. A Petrobras vem ajudando no desenvolvimento do modelo experimental, com a participação presencial de engenheiros de seu Centro de Pesquisas, o Cenpes, na Ilha do Fundão. A Whirlpool (Brastemp/Consul) tem acompanhado dia a dia o desenvolvimento e teste de peças e prestado uma preciosa ajuda no contato e seleção de potenciais fornecedores. Vale e Firjan se dispuseram a apoiar financeiramente o projeto, assim como o BNDES, o Ministério da Saúde, o Ministério de Ciência e Tecnologia e o CNPq. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro já aprovou e liberou recursos para o projeto”, relata o professor.

Dentre as que se dispuseram a ajudar na fabricação, encontram-se grandes empresas nacionais de eletrodomésticos; indústrias automobilísticas do Estado do Rio de Janeiro; Embraer, Bosch, Weg e outras. As forças armadas também vêm se organizando com antecedência para apoiar na organização da fabricação, no transporte e entrega dos ventiladores, e mesmo na manutenção.

“Em relação a custos estimados, até o momento, o maior deles seria o pagamento de dezenas de pessoas por hora de trabalho, no entanto elas vêm trabalhando voluntariamente até o momento. As peças envolvidas são poucas e não é possível ainda avaliar com precisão o custo de cada uma na fase de produção em quantidade, mas espera-se ter um produto muito mais barato que um monitor médico comercial, cujo valor é cerca de 50 mil reais. Isso porque esse produto não pretende ter o mesmo nível de sofisticação dos demais. Além disso, seu custo final pode ainda ser reduzido se as intenções de apoio financeiro se concretizarem.

 

Como acompanhar e contribuir

Uma apresentação mais detalhada do projeto está disponível em um site especificamente desenvolvido para o projeto (http://sites.google.com/peb.ufrj.br/ventiladorcoppe), no qual é possível saber detalhes do projeto, necessidades futuras, colaboradores atuais e outras informações. O site disponibiliza também uma ficha de cadastro para potenciais colaboradores.

 

 

 

covid19

A direção da FAPERJ anunciou, no dia 26 de março, o lançamento de chamada emergencial destinada apoiar a pesquisa de Covid-19. A iniciativa é uma parceria da Secretaria de Estado da Saúde (SES) com a FAPERJ. Poderão participar instituições de Ensino, Pesquisa no Estado do Rio de Janeiro, startups, micro, pequenas e médias empresas. Intitulada Ação Emergencial Projetos para Combater os Efeitos da Covid-19 – Parceria FAPERJ/SES – 2020, a iniciativa lança simultaneamente (no mesmo documento), três chamadas: Apoio a Rede de Pesquisa em Vírus Emergentes e Reemergentes (Chamada A); Apoio a Projetos já concedidos e contratados em Editais da FAPERJ (Chamada B): e Apoio a Projetos em rede a serem financiados com recursos da FAPERJ em parceria com a SES (Chamada C). No total, serão disponibilizados R$ 30 milhões para os projetos aprovados.

De acordo com o presidente da FAPERJ, Jerson Lima Silva, o objetivo é dar continuidade aos trabalhos das redes de viroses emergentes e reemergentes, e financiar o estudo da Covid-19 e seu agente etiológico, o vírus da SARS-CoV-2 (síndrome respiratória aguda grave 2), abrangendo diversos aspectos: genômica do vírus, fisiopatologia da doença, aspectos clínicos, diagnóstico da doença,  epidemiologia, interação vírus-hospedeiro, desenvolvimento de kits-diagnóstico, controle e enfrentamento da doença, soluções inovadoras para ampliar a obtenção de insumos como máscaras, álcool em gel, respiradores, entre outros.

Os recursos financeiros poderão ser utilizados para o estabelecimento e melhoria de infraestrutura e despesas de custeio previstas em projetos de pesquisa apresentados por pesquisadores com vínculo empregatício ou estatutário em instituições de ensino e pesquisa do Rio de Janeiro e para desenvolvimento de novos equipamentos e insumos por startups, micro, pequenas e médias empresas sediadas no Estado do Rio de Janeiro.

Chamadas contemplam três modalidades de apoio

As chamadas A e B darão continuidade ao financiamento de redes em viroses emergentes e reemergentes, através de projetos em andamento, científicos ou tecnológicos, projetos de startups, micro, pequena e média empresas. A Chamada A contemplará a rede de Arboviroses (que passará a estudar vírus emergentes e reemergentes, como o COVID-19); a Chamada B, para projetos já concedidos, e para o qual poderão ser solicitados novos recursos com a inclusão de novas linhas de pesquisa.

A Chamada C se destinará à formação de até seis redes de pesquisa: 1) Controle da Epidemia no Estado do Rio de Janeiro e Brasil; 2) Diagnóstico molecular e sorológico do SARS-CoV-2/desenvolvimentos de testes; 3) Apoio a adequação e melhoria das instalações de laboratórios nível 3 (NB3) no Estado do Rio de Janeiro; 4) Estudos clínicos prospectivos colaborativos em COVID-19; 5) Epidemiologia da infecção do SARS-CoV-2 no Estado do Rio de Janeiro; e 6) Projetos de startups, micro, pequenas e médias empresas sediadas no Estado do Rio de Janeiro.

São elegíveis como proponentes pesquisadores e/ou equipes formadas por um conjunto de pesquisadores com vínculo empregatício ou estatutário com Instituições de Ensino e Pesquisa e empresas sediadas no Estado do Rio de Janeiro. No caso de Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME), os proponentes elegíveis são pessoas físicas, e deverão ser o responsável legal formalmente designado em seu estatuto ou algum outro funcionário da empresa designado pelo responsável legal da MPME ao qual o projeto esteja vinculado. Já no caso de startups que não tenham constituída sua personalidade jurídica, os proponentes elegíveis são pessoas físicas responsáveis pelo projeto.

Serão alocados R$ 25 milhões, assim divididos: R$ 6 milhões para a CHAMADA A; R$ 9 milhões para a CHAMADA B; e R$ 9,8 milhões para a CHAMADA C. R$ 5 milhões são provenientes da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e o restante é proveniente da FAPERJ. Os recursos serão pagos em única parcela na CHAMADA B e 2 (duas) parcelas na CHAMADA C.  A critério da diretoria da Fundação, o total concedido pode chegar a R$ 32 milhões.

Prazos:
Lançamento da chamada: 26/03/2020
Submissão de propostas on-line
CHAMADA A – a partir de 26/03/2020 em fluxo contínuo
CHAMADA B – a partir de 26/03/2020 em fluxo contínuo
CHAMADA C – de 26/03/2020 a 14/04/2020
Divulgação dos resultados: a partir de 02/05/2020

Confira a íntegra da chamada aqui.

 

 

estagiofarmaciaebiologia

A Agência UFRJ de Inovação está com uma vaga de estágio aberta para alunos interessados em trabalhar em projetos relacionados à área de Propriedade Intelectual. O estagiário(a) deve ter 20 horas por semana disponíveis (presenciais e não presenciais), estar cursando graduação em Farmácia ou Biologia na UFRJ, ter CRA maior ou igual a 6 e gostar da temática da inovação.

O estagiário receberá uma bolsa auxílio no valor de R$400. Os interessados devem enviar e-mail com currículo, valor do CRA e motivo do interesse na vaga para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. até o dia 03/04/2020. A vaga é para início imediato.

 

 

face shield

A Universidade está produzindo, juntamente com a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e membros da sociedade civil, máscaras de plástico não descartáveis para uso hospitalar.

Os protótipos de protetores faciais desenvolvidos pela UFRJ foram validados pelo Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) e seguem as diretrizes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os modelos oferecidos têm sido desenvolvidos seguindo um protocolo de avaliação com base em recomendações e requisitos da Anvisa. A obtenção de um modelo particular implica concordância e comprometimento em sua utilização, conforme os termos de licença  – usualmente seguindo os princípios de inovação aberta com base em Creative Commons. Esses termos identificam, modelo a modelo, as instituições responsáveis por oferecê-los em prol do bem-estar de nossa sociedade e da evolução do conhecimento técnico-científico.

Clique aqui para fazer o download com as instruções para impressão em 3D.

 

 

 

MAPEAMENTO COVID-19 - UFRJ

A Agência UFRJ de Inovação está mapeando iniciativas, tecnologias e projetos da UFRJ que guardem relação com o enfrentamento da covid-19. As iniciativas devem envolver de alguma forma a prevenção, diagnóstico ou combate ao novo coronavírus e/ou aos seus efeitos durante e após a epidemia, e podem se tratar de pesquisas, protótipos, ensaios, produtos, fármacos, análises estatísticas, aplicativos, softwares, estudos qualitativos, serviços, equipamentos, aparelhos, diagnósticos etc. Já os projetos e tecnologias podem enfocar prevenção, diagnóstico, tratamento, comunicação eficaz, gestão de dados, mitigação de efeitos, prognósticos, testes, gestão de demanda etc.

Neste sentido, solicitamos que nossos pesquisadores preencham nosso formulário online disponibilizado exclusivamente para esta finalidade.

Acesse o formulário aqui.

 

Seguem abaixo as tecnologias, projetos ou iniciativas relacionadas à pandemia de covid-19 que foram reportados pela comunidade acadêmica à Agência UFRJ de Inovação. OBS: As informações listadas foram repassadas pelos próprios pesquisadores.

 

App Minha Saúde

Pesquisador responsável: Sérgio Rodrigues

Email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Unidade: CT: Incubadora de Empresas da Coppe

Laboratório envolvido: Laboratório do Futuro da Saúde

Resumo da iniciativa, projeto ou tecnologia: Aplicativo integrador de dados de saúde do cidadão que permite identificar e acompanhar sintomas, doenças pré-existentes, sinais de alarme e alergias através de uma autoavaliação para o Coronavírus, além de diversos outros dados de saúde. Oferece também serviços como armazenamento de documentos, laudos e fotos de exames, agendamento de testes e em breve vacinas, teleatendimento e notícias atualizadas sobre a saúde local. Para a tomada de decisão dos gestores, são desenvolvidos painéis (Analytics/BI) integrados com os dados imputados.


 

Aprender a lavar as mãos previne doenças

Pesquisador responsável: Marinella Silva Laport, Bernadete Carvalho, Rosana Ferreira e Leonardo Rocchetto

Unidade: CCS: Instituto de Microbiologia Paulo de Góes (IMPG)

Laboratório envolvido: Departamento de Microbiologia Médica, IMPPG

Resumo da iniciativa, projeto ou tecnologia: Este projeto acontece desde 2017 e tem por finalidade divulgar a técnica correta de lavagem das mãos e a importância desse hábito no dia a dia de pacientes do ambulatório do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG) da UFRJ e de seus responsáveis e, consequentemente, estimular a educação sanitária da população para melhoria de sua qualidade de vida e a difusão de conhecimentos sobre Microbiologia.  Como o projeto físico não pôde acontecer neste ano, as alunas extensionistas estão organizando vídeos para divulgação: https://youtu.be/MMtDoHbTpbQ


 

E-book "Como cuidar do seu coração na pandemia do covid-19: recomendações para a prática de exercícios físicos e respiratórios"

Pesquisador responsável: Michel Silva Reis

Email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Unidade: CCS: Faculdade de Medicina (FM)

Laboratório envolvido: Laboratório do Grupo de Pesquisa em Avaliação e Reabilitação Cardiorrespiratória (GECARE) / Departamento de Fisioterapia

Resumo da iniciativa, projeto ou tecnologia: Trata-se de um e-book de orientação para profissionais da saúde, pacientes e pessoas em geral para a prática de exercício físico durante a quarentena para enfrentamento do covid-19. Este material foi publicado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia no site coronavirus.cardiol.online


 

Estudo da especificidade de reconhecimento de RNA pela proteína Nucleocapsídica (N) de SARS-CoV2 e descrição de potenciais antivirais inibidores da proteína N

Pesquisador responsável: Fabio C L Almeida

Email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Laboratório envolvido: Laboratório de RMN de Biomoléculas - IBqM; RMN-Rio

Resumo da iniciativa, projeto ou tecnologia: Estrutura dinâmica da proteína nucleocapsidica do Sars-CoV2 e interação com regiões regulatórias do genoma viral: triagem de compostos biológicamente ativos que inibam a ação regulatória da proteína nucleocapsidica. O projeto é parte do consórcio internacional Covid-19 NMR (https://covid19-nmr.de).


 

Estudos da Quimioteca do LASSBio em alvos do covid-19

Pesquisador responsável: Eliezer J Barreiro

Unidade: CCS: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB)

Laboratório envolvido: LASSBio

Resumo da iniciativa, projeto ou tecnologia: O projeto está sendo desenvolvido no LASSBio com a colaboração de docente, doutorando e pós-doutor e visa identificar in silico eventuais ligantes da Quimioteca do LASSBio/ICB-UFRJ.


 

Farmalimentos

Pesquisador responsável: Jéssica Chaves Rivas

Email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Unidade: UFRJ Campus Macaé

Resumo da iniciativa, projeto ou tecnologia: O projeto consiste na criação de mídia social, que atualmente é vista como um dos maiores meios de comunicação, capaz de alcançar milhares de pessoas ao mesmo tempo e disseminar informações úteis aos internautas. Logo é possível levar informação de confiança de forma a alertar pessoas sobre o que de fato estão consumindo no que diz respeito à alimentação e ao mesmo tempo adquirirem conhecimentos técnicos e científicos.

Mais informações:

Projeto de extensão Farmalimentos, do Campus UFRJ-Macaé, elabora manual "Higienização de alimentos em tempos de covid-19"


 

Hospitais seguros frente aos desastres: estratégias para a prevenção e gerenciamento de risco frente à pandemia de Covid-19 no estado do Rio de Janeiro

Pesquisador responsável: Alexandre Barbosa de Oliveira

Email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Unidade: CCS: Escola de Enfermagem Anna Nery (EEAN)

Resumo da iniciativa, projeto ou tecnologia: O objetivo geral é sintetizar evidências voltadas à prevenção e gerenciamento de risco em estabelecimentos de saúde, nas situações de emergências e desastres de origem natural e tecnológica, com ênfase nos efeitos diretos e indiretos da pandemia do novo coronavírus (covid-19). Objetivos específicos: identificar as condições de vulnerabilidade estrutural, não estrutural e funcional de estabelecimentos de saúde frente à pandemia; analisar as implicações de tais condições para a prevenção e gerenciamento de riscos em estabelecimentos de saúde; desenvolver planos de resposta e contingência direcionados à prevenção e gerenciamento de riscos em cenário hospitalar para a preparação para situações de emergências e desastres; e conhecer a percepção de risco e o padrão de preparação para enfrentamento de tais situações, antes e após intervenção educativa construída e implementada nos estabelecimentos de saúde estudados.


 

Influência do distanciamento social por covid-19 sobre o consumo de alimentos ultraprocessados relacionados à experiência afetiva

Pesquisador responsável: Ana Luisa Kremer Faller

Unidade: CCS: Instituto de Nutrição Josué de Castro (INJC)

Resumo da iniciativa, projeto ou tecnologia: Evidências sugerem que o comportamento alimentar pode ser alterado em função da experiência afetiva do indivíduo, e a preferência por alimentos ultra processados, ricos em gordura e açúcar, podem estar relacionados com uma compensação do estado emocional. Períodos de isolamento social podem desencadear alterações no estágio emocional dos indivíduos, impactando suas escolhas alimentares. Nesse sentido, esse estudo tem como objetivo avaliar o consumo de alimentos ultra processados e sua relação com a experiência afetiva na presença e na ausência do isolamento social.


 

Pessoas com doença de Parkinson e covid-19

Pesquisador responsável: Clynton Lourenço Correa

Unidade: CCS: Faculdade de Medicina (FM)

Laboratório envolvido: GEDOPA (Grupo de Estudos na Doença de Parkinson)

Resumo da iniciativa, projeto ou tecnologia: As pessoas com doença de Parkinson, geralmente idosas, estão no grupo de risco da covid-19. Os atendimentos de reabilitação física foram suspensos devido à pandemia da covid-19. Para que as pessoas om doença de Parkinson possam saber sobre suas condições de saúde, desenvolvemos um formulario que possibilita os usuarios receberem, no email cadastrado, resultados sobre a qualidade de vida e o fenômeno de congelamento da marcha no período de isolamento físico. Link do formulario https://docs.google.com/forms/d/1olvP2gGTu6oj03DVTWO7gh0XhioinM04EwjfF1hgVic/edit#responses


 

Prolac UFRJ

Pesquisador responsável: Ingrid Annes Pereira Pereira 

Email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Unidade: UFRJ Campus Macaé

Laboratório envolvido: Laboratório de Microbiologia de Alimentos

Nome da iniciativa, projeto ou tecnologia: Prolac UFRJ

Resumo da iniciativa, projeto ou tecnologia: Ações educativas para prevenção da pandemia de covid-19 aplicadas a manipuladores de alimentos.


 

Site Farmacologia Informa

Pesquisador responsável: Juliana Montani Raimundo

Email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Unidade: UFRJ Campus Macaé

Resumo da iniciativa, projeto ou tecnologia: O site Farmacologia Informa foi criado com o objetivo de informar à sociedade sobre as atualizações no tratamento farmacológico da COVID-19. Serão publicados no site textos informativos em linguagem acessível ao público não especializado, além de artigos científicos, diretrizes/posicionamentos oficiais sobre o tratamento da COVID-19 e informações sobre os estudos clínicos em andamento. O site está sendo desenvolvido pelos docentes da área de farmacologia do Campus UFRJ-Macaé.

Mais informações:

Docentes de Farmacologia do Campus UFRJ-Macaé lançam o site “Farmacologia Informa”, sobre os possíveis tratamentos medicamentosos da covid-19


 

Ventilador de Exceção para Covid-19 - UFRJ - VExCO

Pesquisador responsável: Jurandir Nadal

Email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Unidade: CT: Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe)

Laboratório envolvido: Laboratório de Engenharia Pulmonar

Resumo da iniciativa, projeto ou tecnologia: O projeto visa ao desenvolvimento de um ventilador pulmonar microcontrolado de exceção destinado à ventilação de suporte de pacientes com manifestações respiratórias graves da covid-19. Por ser de exceção, o equipamento não pode ser comercializado, devendo ser produzido por meio de doações e distribuído gratuitamente para o Sistema Único de Saúde utilizar apenas durante a pandemia. O desenvolvimento do protótipo recebeu apoio financeiro da FAPERJ e da Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas, e vem sendo realizado em parceria com a Petrobras e a Whirlpool, contando com mais de uma dezena de empresas e instituições colaboradoras.

Mais informações:

UFRJ faz campanha para produzir ventiladores de baixo custo para o SUS

Coppe e Petrobras firmam parceria para a produção de ventiladores pulmonares

Pesquisadores da Coppe promovem campanha para a produção em massa de ventilador pulmonar emergencial

Professor da UFRJ propõe esforço conjunto para viabilizar a produção de ventiladores mecânicos

 

 

 

ventiladormecanico

O professor Jurandir Nadal, da UFRJ, está propondo um esforço coletivo visando à produção rápida de ventiladores mecânicos para o combate ao Covid-19. Aqueles que puderem colaborar de alguma maneira devem fazê-lo através do grupo a seguir: https://www.facebook.com/groups/235476464265909/

Segue abaixo, ipsis litteris, a postagem feita pelo professor em seu perfil no Facebook:

"Caros Colegas,
Eu sou professor titular do Programa de Engenharia Biomédica da COPPE/UFRJ e há pouco tempo assumi a chefia do Laboratório de Engenharia Pulmonar e Cardiovascular do Programa.
Como os mais informados de vocês já sabem, estamos vivendo uma pandemia mundial de efeitos avassaladores e desafiadores para todo e qualquer sistema de saúde, em particular se o pico local da epidemia não for atenuado com medidas periféricas como o controle social.
Independente das ações ora em curso, a evolução de casos no Brasil (São Paulo e Rio em particular) se assemelha muito mais às da Itália e Espanha do que dos países orientais. Em breve aqui, como já acontece na Itália, as equipes de emergência terão que eleger quais pacientes ocuparão os leitos disponíveis de UTI e terão acesso a um ventilador mecânico, e quais serão deixados à própria sorte ou a cuidados paliativos. A gravidade dessa epidemia, por sua evolução, somente é comparável à gripe espanhola (H1-N1) havida há 100 anos.
Em nosso laboratório estamos estudando a viabilidade de desenvolver um modelo de ventilador mecânico de baixo custo e complexidade, que possa ser construído em massa, em pouco tempo e com os recursos disponíveis no mercado nacional, dadas as atuais dificuldades de importação. O equipamento tem que permitir a ventilação mecânica com diferentes concentrações de O2, e não causar barotrauma. Testamos uma versão, que aparentemente funciona, envolvendo o emprego de uma válvula Boussignac e válvulas solenoides, mas não atinge (ainda?) as condições ideais de ventilação invasiva.
Há dois dias tomamos conhecimento de que o Reino Unido lançou um edital mundial para a submissão de propostas de ventiladores já existentes e aprovados para uso clínico em pelo menos um país, que seja factível na Inglaterra. Creio que é oportuno pensarmos em adotar um esforço coletivo semelhante, visando salvar vidas de nossas comunidades. Assim como na grande guerra, “em que fábricas de penicos passaram a produzir capacetes”, imagino particularmente que um fabricante de eletrodomésticos possa redirecionar uma linha de produção para atender a essa demanda capital.
Enquanto isso não se faz possível, outras medidas mais ágeis podem ser realizadas. Por exemplo, imagino que apenas nos hospitais públicos haja centenas de ventiladores necessitando manutenção, mas que vêm sendo deixados de lado em troca de novos aparelhos. Afinal, como muitos sabem, muitas vezes é mais fácil a gente comprar um equipamento de alto custo do que consertar um!

No momento, precisamos de voluntário para tratar de:
A- fabricação da válvula Boussignac
B- fabricação da válvula de PEEP (mola - membrana)
C- contato com os fabricantes que possam se associar ao projeto em domínio público
D- Contato com fabricantes e distribuidores de oxigênio medicinal para instalar bicos em hospitais
E- contato com fornecedores de circuitos ventilatórios e conexões
F- Instrumental de monitorização da ventilação no leito, dado que nosso ventilador é cego
G- contato com produtores, distribuidores de HELMETs e máscaras
H- etc”
Voluntários devem entrar no grupo público
COVID-19 Air BRASIL - Fast production of assisted ventilation devices
Lá espero que vocês consigam se aglutinar grupos menores específicos, skipe, email, whatsapp etc. para cuidar desses diferentes pontos ou outros que surgirem."

 

 

faperj2

Em decorrência dos últimos acontecimentos, a FAPERJ prorrogou até o dia 30 de abril o prazo para submissões de propostas para o edital Doutor Empreendedor: Transformando Conhecimento em Inovação. O principal objetivo do programa é fomentar a aplicação de resultados de projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação conduzidos por doutores residentes no Estado do Rio de Janeiro em empreendimentos baseados em conhecimento científico e tecnológico.

Pretende-se com esse edital apoiar pesquisadores com grau de doutor mediante a concessão de bolsa e auxílio financeiro para a criação de empreendimentos a partir do capital intelectual acumulado ao longo de suas trajetórias acadêmicas.

Os Doutores Empreendedores receberão uma bolsa de subsistência no valor de R$ 4.100,00 por 24 meses, além de um auxílio de até R$ 50 mil para a execução do projeto. Além disso, poderão também ter um bolsista de Iniciação Tecnológica FAPERJ para atuar em sua equipe. 

O diretor de Tecnologia da FAPERJ, Mauricio Guedes destaca que, com o lançamento desse edital, a FAPERJ sinaliza para a comunidade acadêmica que existe um enorme potencial ainda pouco explorado no Rio de Janeiro para que os conhecimentos gerados nos programas de pós-graduação cheguem à sociedade também na forma de novos produtos e serviços inovadores. Segundo ele, "o Estado do Rio de Janeiro tem hoje mais de 15 mil estudantes de doutorado e pode incrementar a geração de emprego e renda com atividades econômicas baseadas no conhecimento. Ao lançar o programa Doutor Empreendedor, a FAPERJ está atendendo à sua missão institucional naquilo que se refere ao desenvolvimento econômico baseado na inovação”.

Além do apoio aos Doutores Empreendedores, esse edital ainda beneficiará os mecanismos de geração de iniciativas que vierem a abrigar o pesquisador e o seu empreendimento, por meio de um auxílio financeiro de R$ 20 mil. O valor total previsto para este edital é de até R$ 7.200.000,00, podendo beneficiar até 40 pesquisadores.

Confira abaixo a íntegra do edital:

Doutor Empreendedor: Transformando Conhecimento em Inovação

 

 

coronavirus

Em virtude do agravamento do surto de COVID-19 no Rio de Janeiro e seguindo as diretrizes de contingência adotadas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o uso de e-mails deverá ser o canal preferencial de comunicação com todos os setores da Agência UFRJ de Inovação. Os funcionários estarão disponíveis em regime de home office no horário comercial. Durante este período, qualquer demanda, dúvida ou auxílio serão prontamente atendidos através do nosso formulário de contato: https://inovacao.ufrj.br/index.php/contato/contato.

 

 

AGÊNCIA UFRJ DE INOVAÇÃO
Rua Hélio de Almeida, s/n - Incubadora de Empresas - Prédio 2 (2º andar)
Cidade Universitária | Ilha do Fundão | Rio de Janeiro - RJ | 21941614
agenciadeinovacao@inovacao.ufrj.br | 21 3733-1788 | 21 3733-1797

              facebook       instagram   pr2 
 
 
UFRJ Agência UFRJ de Inovação - PR2 - UFRJ
Desenvolvido por: TIC/UFRJ