somosEm 24 de junho, o auditório do CGTEC-CT2, sediou a cerimônia de lançamento da plataforma Somos – UFRJ, um portal que reunirá informações detalhadas sobre professores, laboratórios e pesquisas desenvolvidas na Universidade. A implementação do Somos – UFRJ foi viabilizada a partir de uma parceria envolvendo a Agência UFRJ de Inovação, a Universidade Federal de Minas Gerais e a empresa de tecnologia integrada Siemens.

Participaram do evento o atual reitor da UFRJ, Carlos Antônio Levi da Conceição, o vice-reitor, Antônio José Ledo Alves da Cunha, o coordenador da Agência UFRJ de Inovação, Ricardo Pereira, e a pró-reitora de pós-graduação e pesquisa, Debora Foguel, além de representantes da Siemens, patrocinadora do projeto de implementação do portal, e da UFMG, universidade onde o sistema foi desenvolvido.

A apresentação exibiu ao público os recursos da plataforma, que, apesar de ainda estar em fase final de testes, já demonstrou seu potencial para facilitar pesquisas que envolvam principalmente dados quantitativos relacionados à produção acadêmica da UFRJ. Na prática, o Somos trata-se de um portal que faz uso de dados contidos na plataforma Lattes para permitir a identificação, de maneira detalhada, simples e organizada, dos pesquisadores da Universidade e de sua produção científica. Além disso, o sistema também viabiliza o acesso a informações sobre unidades acadêmicas, departamentos, ativos de propriedade intelectual e infraestrutura laboratorial, apenas para citar algumas de suas funcionalidades. Objetiva-se, desta maneira, facilitar o mapeamento das competências da instituição e incrementar a interação entre a Universidade e outras instituições públicas e privadas, especialmente nas áreas de pesquisa científica e tecnológica.
 
Idealizada pela Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica da UFMG, sob a direção do professor Ado Jorio de Vasconcelos, que apresentou o software durante a cerimônia, a plataforma Somos é hoje utilizada em instituições de ensino como a Unicamp, UFSCar, UFJF, Unesp, entre outras, além da própria UFMG. Na ocasião, Ado Jorio ressaltou que “nenhum pesquisador precisará preencher formulários para o Somos, já que os dados serão automaticamente importados de seus currículos Lattes”. Neste sentido, passa a ser essencial que cada professor mantenha seu respectivo Lattes atualizado, uma vez que são as informações ali presentes que constituirão, na plataforma, o perfil de cada pesquisador da Universidade.
 
De acordo com os números apresentados, apenas a plataforma Somos – UFMG já recebe cerca de 30 mil visitas por mês, originadas, em sua totalidade, em 159 países. Deste modo, estima-se que a implementação da plataforma pela UFRJ represente um grande passo na universalização e gestão do conhecimento produzido pela instituição, favorecendo, num futuro próximo, não apenas as pesquisas científicas, mas também as interações entre o conhecimento acadêmico e o setor produtivo, especialmente no que tange à transferência e aplicação de inovações tecnológicas.

 

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No início de junho, as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro sediaram o evento Hightech Nation. A edição carioca aconteceu no centro de convenções da bolsa de valores, no Centro da cidade, e contou com a participação de atores do governo e do setor privado, além de representantes da Technion – Israel Institute of Technology.

 

O evento, que foi apoiado pela Agência UFRJ de Inovação, tratou de temas como a geração e aceleração de negócios, alta tecnologia e inovação. Os principais destaques foram as apresentações de Boaz Golany e de Rafi Nave, ambos da Technion, que, fundada em 1912, trata-se da mais antiga universidade de Israel.

 

A primeira apresentação ficou por conta do professor Boaz Golany, vice-presidente de relações externas e desenvolvimento de recursos da Technion. A tônica da apresentação foram as peculiaridades que compõem o ecossistema de inovação de Israel. O professor Golany explicou que o papel de protagonismo que o país desempenha na área de inovação deve-se a uma combinação de ações governamentais que primam pela diversificação econômica e que, por isso, visam sempre ao incentivo ao empreendedorismo. Prova disso é que Israel representa hoje em dia a 2ª região do mundo onde mais surgem start ups, ficando atrás apenas do Vale do Silício, nos EUA.

 

Segundo Golany, há também um fator cultural que não deve ser negligenciado: “A sociedade israelense constitui-se enquanto um corpo social desierarquizado e informal que tende a questionar qualquer forma de autoridade, o que acaba repercutindo no desenvolvimento de uma mentalidade mais suscetível ao empreendedorismo”. A existência de recursos humanos qualificados é outro fator crucial para explicar o sucesso de Israel no que se refere à inovação. Nos dez anos compreendidos entre o período de 1989 e 1999, Israel recebeu cerca de um milhão de imigrantes soviéticos. Obviamente, veio junto uma imensa carga de conhecimento gerado na antiga URSS.

 

A segunda apresentação ficou a cargo de Maurício Guedes, que, além de ser diretor do Parque Tecnológico da UFRJ, coordena a Incubadora de Empresas da Coppe. Segundo ele, a missão do parque é “criar um ambiente de cooperação entre universidade, governo e setor privado”. Maurício explicou que no Parque Tecnológico, inaugurado em 2003, estão atualmente localizados centros de pesquisa de 11 grandes empresas, 6 laboratórios, 7 pequenas e médias empresas, além de 30 start ups, resultando na geração de mais de 2000 empregos diretos até o momento.

 

Em seguida, foi a vez de Rafi Nave, diretor do centro de empreendedorismo da Technion, falar. Segundo Nave: “A dinâmica do empreendedorismo é análoga à de uma gravidez, mas a diferença é que uma gravidez tem 90% de chance de ser bem sucedida, e um empreendimento tem 90% de chance de fracassar”. A frase de efeito ilustra bem a tônica da apresentação de Nave, que foi a relação de interdependência entre a disposição para a assunção de riscos e a existência de uma cultura empreendedora. Além da coragem para assumir riscos, Nave atribui o sucesso de Israel na área de inovação à baixa interferência estatal na economia, fruto de uma política que sempre se mostrou contrária ao excesso de regulação governamental.

 

Cabe ressaltar, contudo, algumas especificidades conjunturais israelenses. Israel trata-se de um país pequeno com um mercado interno incipiente (apenas 8 milhões de habitantes) e que conta com vizinhos, digamos, não muito amigáveis, impossibilitando negociações econômicas. Conforme o próprio Nave explicou: “Diante deste panorama de falta de opções, é natural primar pelo livre mercado”. Deste modo, se o Brasil pode aprender importantes lições com a experiência israelense, é preciso ter em mente que o cenário brasileiro é bem diferente e possui características próprias que demandam soluções igualmente originais.

 

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A cidade de Curitiba sediou entre os dias 19 e 22 de maio o 9º Encontro Anual da Associação Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec). O evento ocorreu na sede da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e recebeu mais de 400 inscritos de 22 estados brasileiros. Com a proposta de promover a interação entre a academia, o setor produtivo e o setor público, o Fortec é tido como uma oportunidade única para o estabelecimento de debates qualificados acerca do desenvolvimento tecnológico nacional. Durante os quatro dias de evento, foram realizadas palestras, minicursos, painéis e apresentações de resultados obtidos com pesquisas na área de inovação.

O primeiro dia do evento foi voltado à realização de minicursos com especialistas da área. “Gestores de inovação: abrindo a caixa preta e entendendo os números” foi o nome do curso ministrado por Vanessa Rasoto e Armando Rasoto, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), quando foram abordados aspectos ligados ao controle absoluto financeiro, geração de balancetes patrimoniais e demonstrativos de resultado sobre o tema. Em outro minicurso, o assunto “Prospecção e Mercado” foi trabalhado pelo consultor da empresa Kaiser, Antônio Nápoli. Os principais pontos desenvolvidos foram a importância da aproximação entre o mercado e os segmentos que realizam pesquisas, além dos processos que agilizam e contribuem para o aumento dos pedidos de patentes.

Um dos pontos altos do segundo dia do Fortec foi a palestra magna de Armando Milioni, titular da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A tônica da apresentação foram as ações de fomento à inovação no Brasil. Segundo o palestrante, tais políticas se fazem necessárias uma vez que “o Brasil tem sido muito bem sucedido em transformar dinheiro em ciência, mas tem tido dificuldade em transformar ciência em dinheiro”. Outros destaques foram as apresentações de Renee Ben-Israel narrando o sucesso da Yissum, companhia de desenvolvimento e pesquisa da Universidade Hebraica de Jerusalém, e da advogada Cristina Assimakopoulos descrevendo o papel dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) nos contratos e convênios de pesquisa e desenvolvimento entre o Brasil e a União Europeia.

Infelizmente, as aguardadas apresentações sobre a Emenda 85 e sobre as alterações no acesso ao Patrimônio Genético nacional, a cargo, respectivamente, do professor Gesil Amarante da UESC e da pesquisadora Celeste Emerick da Gestec/Fiocruz, acabaram prejudicadas pelo pouco tempo concedido para perguntas e debates em função de atrasos na programação.

 

IMG 8487O terceiro dia de evento ficou marcado pelo painel “Conte algo que eu não sei!”, que contou com a relatoria de Ricardo Pereira, vice-coordenador da regional Sudeste do FORTEC. Na ocasião foram apresentados exemplos de caminhos e soluções encontradas por Núcleos de Inovação Tecnológica de todo o Brasil para superar limitações e problemas que frequentemente os afetam. Uma das experiências bem sucedidas relatadas por Ricardo Pereira, que também coordena a Agência UFRJ de Inovação, foi a possibilidade de estabelecimento de parcerias entre os Núcleos de Inovação tecnológica e outros institutos das respectivas universidades. Na UFRJ duas parcerias do gênero já foram travadas entre a Agência e o Instituto de Biblioteconomia e a Faculdade de Direito, por exemplo. Outra prática apresentada no Fortec que vem gerando bons resultados está relacionada aos estímulos ao setor de Inovação Social. Um relevante projeto da Agência neste segmento é a Unidade de (Des)envolvimento Intensivo, proposta que visa à tratar a inovação, literalmente, como um projeto de vida, relacionando-a aos próprios projetos de desenvolvimento pessoal dos sujeitos envolvidos nas ações inovadoras. Finalmente, outra experiência compartilhada no Fortec foi a possibilidade de abertura de concursos públicos para o cargo de tecnólogo, voltado especificamente para atuação nos Núcleos de Inovação Tecnológica. A previsão existe na Lei 11.091, configurando-se como uma alternativa para problemas relativos ao quadro de pessoal dos NITs.

A ideia é que este se torne um painel permanente nas futuras edições do Encontro e que possa figurar também no portal do Fortec na internet. Conforme explica Ricardo Pereira, trata-se de uma oportunidade importante para priorizar o âmbito prático dos NITs, focando em suas experiências bem sucedidas: “A concepção do painel partiu do fato de que a consolidação da Agência UFRJ de Inovação em muito se deveu ao compartilhamento de experiências dos Núcleos mais antigos. Seria, portanto, uma forma de a Agência retribuir um pouco desta ajuda recebida e de ampliá-la ao incluir as experiências dos demais NITs”.

 

biodiversidadeO último dia 20 de maio ficou marcado pela sanção da Lei 13123/15, também conhecida como Marco Legal da Biodiversidade. O texto, que já havia sido votado na Câmara e no Senado, foi finalmente aprovado pela presidenta Dilma Rousseff. O governo espera fazer as regulamentações finais da lei dentro do prazo de seis meses.

A nova legislação incorpora diversos compromissos assumidos pelo governo brasileiro perante a Convenção sobre Diversidade Biológica, tratado da Organização das Nações Unidas que regula o tema. A lei estipula novas regras para o acesso de pesquisadores e empresas ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional associado, além de normatizar os direitos dos povos tradicionais à repartição dos benefícios oriundos da utilização de seus conhecimentos.

De acordo com as biólogas Flávia do Carmo e Mariana Bottino, que atuam na Agência UFRJ de Inovação, a redução da burocracia deve ser o principal legado da nova legislação. “Estamos em um momento especial, onde será reduzida a burocracia para o desenvolvimento de novos produtos. Essa nova lei ampliará o acesso à biodiversidade e facilitará a vida dos pesquisadores brasileiros”, explica a professora Flávia do Carmo. Esta também é a visão da pesquisadora Mariana Bottino: “A ideia da nova lei é estimular a inovação e diminuir a burocracia que envolve a realização de pesquisas científicas com recursos genéticos de plantas e animais nativos”.

Um ponto importante da lei é a estipulação de normas de pagamento pelo uso de recursos genéticos naturais por parte das empresas. Esta é uma medida que trará benefícios não apenas ao governo, mas também aos povos tradicionais, como as comunidades indígenas. Outra novidade é a instituição do Fundo Nacional para a Repartição de Benefícios (FNRB), que será vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e terá como objetivo a valorização do patrimônio genético e dos conhecimentos tradicionais associados, promovendo seu uso de forma sustentável. O fundo será constituído a partir de diversas fontes de receitas, dentre elas uma porcentagem da arrecadação líquida anual obtida com a exploração econômica de produtos criados a partir de material existente na biodiversidade brasileira. Um tratamento diferenciado será dispensado às microempresas, empresas de pequeno porte e microempreendedores individuais, os quais ficarão isentos deste pagamento. Deste modo, busca-se evitar a oneração dos pequenos empresários.

A lei também prevê o perdão de até 90% do valor multas cobradas de empresas e pesquisadores que desrespeitaram a legislação anterior, desde que os mesmos se comprometam a se adequarem às novas regras. Há até mesmo a possibilidade de total anistia, a depender do caso em questão.

O inteiro teor da Lei 13123/15 pode ser conferido aqui.

 

manchesterUma nova parceria envolvendo a UFRJ e a Universidade de Manchester acaba de ser estabelecida. Em abril deste ano, um grupo de seis pesquisadores do Laboratório de Lógica Fuzzy da Coppe realizou uma visita à Manchester Business School, uma das maiores faculdades de Administração do Reino Unido, com uma agenda destinada à abertura de oportunidades para o diálogo entre as instituições.

Compondo a equipe de pesquisadores brasileiros, esteve Paulo Reis, que também atua no setor de Empreendedorismo e Inovação Social da Agência UFRJ de Inovação. Segundo Paulo, a visita foi muito prolífica na medida em que viabiliza futuros projetos e parcerias entre as instituições: “A Universidade de Manchester demonstrou interesse em desenvolver novas pesquisas juntamente à UFRJ, o que pode significar uma importante possibilidade de internacionalização do conhecimento”. Entre os objetivos desta soma de esforços está o desenvolvimento de atividades de colaboração científica e tecnológica que promovam o uso da lógica fuzzy na solução de questões relativas ao zoneamento econômico, relação entre produtos, otimização, flutuação de preços e tomada de decisões.

A lógica fuzzy, também conhecida como lógica difusa, é um modelo matemático que leva em consideração o uso da argumentação, podendo ser entendida como uma área de pesquisa sobre tratamento da incerteza. Ao passo que a lógica tradicional pode ser considerada um sistema binário, admitindo, por exemplo, que uma declaração seja classificada tão somente enquanto verdadeira ou falsa, a lógica fuzzy, por outro lado, abre espaço para que uma proposição seja classificada como parcialmente verdadeira ou parcialmente falsa. Em outras palavras, ela suporta modos de raciocínio que são aproximados ao invés dos modelos exatos com os quais estamos naturalmente acostumados a trabalhar.

As pesquisas sobre lógica fuzzy do Programa de Engenharia de Produção da COPPE datam da década de 70, com a constituição dos primeiros estudos de impactos econômicos desenvolvidos pelo professor Carlos Alberto Nunes Cosenza. A evolução desses estudos agregou complexidade matemática na constituição de modelos locacionais avançados, hoje descritos de maneira formal nas aplicações do Modelo Coppe Cosenza de localização industrial, que desponta também como um modelo eficaz para tomada de decisões e solução de problemas de alta complexidade nas áreas de Medicina, Arquitetura e Robótica, entre outras.

 

professoraclaudiaUma recente parceria estabelecida por intermédio da Agência UFRJ de Inovação entre a Universidade e uma empresa do ramo de fármacos pode representar um significativo avanço no combate aos problemas de próstata. Trata-se de um contrato de licenciamento firmado no início de abril entre a UFRJ e a Biozeus Desenvolvimento de Produtos Biofarmacêuticos S.A. O acordo possibilita a continuidade do desenvolvimento de um projeto acadêmico que poderá, assim, culminar com a chegada de um novo medicamento ao mercado.

Através de uma pesquisa desenvolvida no Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, foi possível chegar a novas substâncias para o tratamento clínico dos sintomas do trato urinário inferior, também conhecidos pela sigla LUTS (do inglês Lower Urinary Tract Symptoms). Dentre os LUTS mais comuns incluem-se a dificuldade de esvaziar a bexiga, o gotejamento, a urgência e a noctúria (necessidade de se levantar várias vezes durante a noite para urinar, interrompendo o sono). Além disso, essas novas substâncias também inibem in vitro a proliferação de células prostáticas de pacientes com hiperplasia prostática benigna (HPB), condição caracterizada pelo aumento progressivo do volume da próstata.

A próstata é uma glândula acessória do aparelho reprodutor masculino que fica localizada na base da bexiga e é atravessada pela uretra. Muitas vezes, a próstata tende a crescer vagarosamente à medida que o homem envelhece. Nos pacientes com HPB, o aumento da glândula pode chegar a obstruir a uretra, provocando os sintomas urinários. De acordo com a professora Cláudia Lúcia Martins da Silva, responsável pelo projeto que originou essas novas substâncias: “A prevalência da HPB aumenta em geral a partir dos 50 anos, e afeta negativamente a qualidade de vida do paciente. Se não for tratada adequadamente pode haver necessidade de procedimento cirúrgico”. A originalidade dessas substâncias reside no mecanismo de ação multi-alvo proposto visando a bloquear a contração prostática e frear a progressão da doença, resultando na redução dos LUTS.

Desta forma, mais uma pesquisa iniciada na esfera acadêmica segue para o setor produtivo, viabilizando as demais etapas necessárias à continuidade do projeto. Essas etapas, apesar de demoradas e de alto custo, são essenciais uma vez que podem resultar na aprovação de um novo medicamento, gerando uma expressiva melhoria na qualidade de vida dos pacientes com HPB.

A parte química do projeto foi desenvolvida pelo professor Luiz Antônio Soares Romeiro na Universidade Católica de Brasília, e os ensaios farmacológicos foram realizados no Laboratório de Farmacologia Bioquímica e Molecular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, por doutorandas do programa de pós-graduação em Farmacologia e Química Medicinal (Jéssica Barbosa Nascimento Viana e Fernanda Chagas da Silva), sob orientação dos professores Cláudia Lúcia Martins Silva (orientadora) e François Noël (co-orientador).

 

udiDe um modo geral, quando se pensa em “inovação”, a primeira coisa que vem à mente são as últimas novidades tecnológicas relacionadas a produtos e a processos produtivos. Ainda que esta visão corresponda, de fato, a uma grande parte das atividades desempenhadas dentro da seara da inovação, outras ações igualmente importantes não podem ser deixadas de lado. Pensando nisso, a Agência UFRJ de Inovação dispõe de um setor específico de Empreendedorismo e Inovação Social.

 
O empreendedorismo representa uma atitude indispensável ao processo de inovação, uma vez que se trata de uma característica pessoal que influencia diretamente o modo de solucionar problemas e de propor novas estratégias. A inovação social, por sua vez, tem como alguns de seus principais objetivos a melhoria das práticas sociais e organizacionais, bem como da qualidade de vida dos indivíduos através de serviços e produtos que gerem novas soluções para questões socialmente relevantes.

Buscando atender a estes propósitos, a Agência UFRJ de Inovação, por meio da sua Coordenação de Empreendedorismo e Inovação Social, passou a contar com a colaboração da equipe de Estágio “Psicologia Aplicada em Novos Contextos” da Divisão de Psicologia Aplicada do Instituto de Psicologia da UFRJ. O resultado desta ação conjunta é um projeto que, sugestivamente, foi batizado com a sigla UDI (Unidade de Desenvolvimento Intensivo). Destinada a alunos, ex-alunos e servidores da Universidade, a proposta desta soma de esforços é tratar a inovação, literalmente, como um projeto de vida, relacionando-a aos próprios projetos de desenvolvimento pessoal dos sujeitos envolvidos nas ações inovadoras.

Segundo a supervisora da equipe de estágio, Sandra Korman: “Tão importante quanto pensar o empreendedorismo a partir da visão das ferramentas técnicas de planejamento, é considerar as próprias trajetórias e projetos de vida dos sujeitos”. Buscando-se o incremento dos espaços para empreender de forma crítica e comprometida, passou a fazer-se necessária na Universidade a ampliação de ambiências capazes de alavancar projetos empreendedores que promovam uma inserção profissional diferenciada ao jovem universitário. É justamente isso o que busca a UDI, conforme explica Iris Mara Guardatti, responsável pelo setor de Empreendedorismo e Inovação Social da Agência: "A UDI prevê a construção de uma ambiência positiva para o estímulo ao desenvolvimento de ideias inovadoras, seja na dimensão do comportamento, seja na dimensão do planejamento, fomentando a cultura empreendedora na nossa universidade".

Além disso, a unidade aponta para a necessidade da criação de espaços de co-planning para o desenvolvimento de projetos inovadores, sejam eles de trajetória profissional ou de aplicação prática, através da participação em oficinas, cursos, workshops e palestras. Para tanto, a UDI conta com a participação estratégica de uma equipe multidisciplinar composta por universitários, membros e ex-membros de empresas juniores, servidores, empreendedores e pesquisadores comprometidos com o fomento ao contínuo diálogo entre as iniciativas de inovação social e o empreendedorismo.

embalagens1Otimizar a logística de transporte, manuseio e distribuição de frutas e hortaliças, diminuindo custos e evitando o desperdício. Estes são os objetivos de um bem-sucedido projeto desenvolvido a partir de uma parceria entre o Instituto de Macromoléculas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IMA - UFRJ), o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).


Os esforços conjuntos entre as três instituições culminaram com o desenvolvimento de um sistema de embalagens para frutas e hortaliças desenhado de modo a acomodar e proteger anatomicamente vegetais como manga, mamão, caqui, morango e palmito, entre outros. Resultantes de um processo de escaneamento 3D que determina a melhor forma de armazenar estes alimentos, as embalagens são compostas por uma bandeja reciclável de geometrias variadas, e uma base articulada e retornável que se dobra e arma com um simples movimento, o que reduz o tempo de montagem. Além disso, seus formatos são compatíveis com os pallets utilizados tanto no Brasil quanto na Europa, viabilizando a sua utilização tanto no mercado doméstico quanto nos países que importam de nós estes produtos.
 
A iniciativa visa principalmente a solucionar parte do desperdício de alimentos que acontece por questões de inadequação e ineficiência logística. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), aproximadamente 40% dos vegetais produzidos em todo o mundo para a alimentação acabam não chegando ao prato do consumidor final por conta de sua deterioração. Curiosamente, esta porcentagem é observada tanto em países desenvolvidos quanto naqueles em desenvolvimento. A diferença é que nos primeiros o desperdício ocorre durante a fase de comercialização, enquanto nos países em desenvolvimento isso acontece durante os processos de transporte e armazenamento. Esse dado alarmante pode ser atribuído, em grande parte, à utilização de embalagens inadequadas. Daí a importância deste produto inovador.
 
Não é à toa que as embalagens obtiveram reconhecimento nacional, ganhando o Prêmio Brasil Design Award 2013 na categoria Embalagens para Alimentos. Internacionalmente, a condecoração veio através do International Forum Design Award, um dos mais prestigiados prêmios de excelência em desenho industrial. O projeto resultou também em 39 depósitos de patentes, sendo dois pedidos de patente de invenção, três pedidos de modelo de utilidade e 34 registros de desenho industrial junto ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).
 

novosservidoresEm 23 de fevereiro, tomaram posse os servidores aprovados no concurso público para provimento de vagas de cargos técnico-administrativos da UFRJ regido pelo edital 70/2014. A Agência UFRJ de Inovação foi uma das unidades contempladas pelo certame com a nomeação de quatro novos servidores para comporem o seu quadro funcional. Os novos cargos criados são os de tecnólogo de comunicação, de engenharia de produção, de farmácia e de física.

De acordo com o coordenador da agência, Ricardo Pereira: “A chegada dos novos servidores revigora não apenas a Agência em si, mas a própria universidade”. Segundo ele, as nomeações serão importantes para estreitar os laços entre a UFRJ e a sociedade: “Esta oxigenação da Agência ajudará a promover uma maior integração entre a sociedade e a Universidade através da difusão do conhecimento produzido dentro da instituição”.

Vale ressaltar que esta expansão do quadro de servidores da Agência praticamente coincide com um importante marco nacional sobre o tema da inovação que é a Emenda Constitucional 85, promulgada pelo Congresso Nacional em 26 de fevereiro. A partir da emenda, o texto da Constituição Federal passa a incorporar de maneira expressa o termo “inovação”, e não mais apenas “ciência e tecnologia”, ao fazer referência às atividades que devem ser estimuladas pelo setor público. Esta é uma alteração constitucional que, além de reconhecer formalmente a importância com a qual deve ser tratada em âmbito nacional a questão da inovação, confere uma perspectiva de otimismo em relação às futuras possibilidades de atuação dos núcleos de inovação tecnológica no país.

 

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