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Em 5 de dezembro, ocorrerá, na Coppead, o workshop "Inovação Social: construindo ideias para transformar vidas", fruto de uma parceria entre a UFRJ e a Ashoka, uma organização internacional sem fins lucrativos, com foco em empreendedorismo social. As vagas são limitadas e as inscrições ocorrem até 02/12. O evento é gratuito e tem por objetivo construir, de forma co-criativa, uma rede que reúna os atores que já estão envolvidos com a temática da inovação social dentro da UFRJ. A intenção é que deste encontro surjam proposições de ações que contribuam com efetivação da rede.

Mais informações aqui.

Link para inscrições: http://app.pr2.ufrj.br/api_inovacao_social

 

 

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Com o objetivo de ensinar como é possível transformar pesquisas científicas em modelos de negócio, o Programa de Pós-graduação em Bioquímica, do Instituto de Química da UFRJ, oferecerá a disciplina "Empreendedorismo e Inovação", a ser ministrada pelo professor Anderson Fragoso. Maiores detalhes podem ser obtidos através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

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Entre os dias 5 e 7 de novembro, a Faculdade Nacional de Direito (FND-UFRJ) e o Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro sediaram o “I Simpósio Brasileiro Sobre Acesso ao Patrimônio Genético e Conhecimento Tradicional Associado: Interfaces entre Detentores, Academia, Empresas e Governo”. Realizada através de uma parceria que envolveu UFRJ, UERJ, UEZO, Sebrae, Iphan, Fiocruz e L’Oreal, entre outros, a iniciativa colocou lado a lado, ao longo de três dias, governo federal, academia, empresas, agricultores e detentores destes saberes tradicionais com o objetivo de compartilhar diferentes visões e perspectivas voltadas ao fomento da biodiversidade no desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e social do país.

Grande parte das discussões guardou relação com a Lei 13.123/15 (Marco Legal da Biodiversidade) no que tange ao acesso ao Patrimônio Genético e Conhecimento Tradicional Associado. Esta legislação incorporou diversos compromissos assumidos pelo governo brasileiro perante a Convenção sobre Diversidade Biológica, tratado da Organização das Nações Unidas que regula o tema. A lei estipulou novas regras para o acesso de pesquisadores e empresas ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional associado, além de ter normatizado os direitos dos povos tradicionais à repartição dos benefícios oriundos da utilização de seus conhecimentos.

Em sua fala de boas vindas no auditório da FND, o professor Danilo Ribeiro de Oliveira, coordenador de Biodiversidade da UFRJ, destacou a relevância do evento precursor, a “Oficina sobre o Patrimônio Genético e Conhecimento Tradicional Associado: a Lei da Biodiversidade na prática", realizada dois anos antes no Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR). Ele também salientou a importância da construção de diálogo entre governo, comunidades tradicionais, academia e empresas, buscando traçar os melhores rumos para o aproveitamento ético e sustentável da riqueza da sociobiodiversidade brasileira. “É fundamental que se busque ter uma visão holística sobre o tema, pensando-o de maneira conjunta e participativa”, disse.

Esta sinergia de esforços pautou as discussões da mesa de abertura composta por Fabrício Santana Santos (Diretor do DCGEN/MMA), Luiz Henrique Mourão do Canto Pereira (MCTIC), Laila Salmen Espindola (Conselheira da SBPC no CGen), Cristiane Julião Pankararu (Conselheira do CGen pelo Conselho Nacional de Política Indigenista) e Cristina Garcia (L’Oréal). Houve consenso entre os participantes no sentido de que se faz imperioso um diálogo entre governo, comunidades tradicionais, academia e empresas, buscando traçar os melhores rumos para o aproveitamento ético e sustentável da riqueza da sociobiodiversidade brasileira, bem como a repartição justa e igualitária de benefícios resultados das pesquisas sobre o patrimônio genético nacional, em especial no que diz respeito aos conhecimentos desses povos.

Em linha com a necessidade de aproximação entre os diferentes atores envolvidos nas discussões relativas a este tema, a diretora científica da L’Oréal Brasil, Cristina Garcia, mencionou a recente inauguração, em outubro de 2017, do mais importante centro de pesquisa e inovação da L’Oréal na América Latina, na Ilha de Bom Jesus, junto ao campus do Fundão da UFRJ. A representante do setor produtivo enfatizou o desejo da empresa de potencializar ao máximo esta proximidade física, desdobrando isso em uma proximidade científica com a academia.

A seguir, o biólogo Bráulio Dias, da Universidade de Brasília, apresentou a conferência “A Biodiversidade no contexto mundial: entre Protocolos e Convenções”. Bráulio iniciou sua apresentação destacando a vantagem comparativa que o Brasil possui em relação a outros países por conta de sua rica biodiversidade. “O Brasil é o país que possui a maior biodiversidade do mundo, o que nos traz muitas oportunidades mas também muita responsabilidade”, afirmou.

Ele apresentou uma série de dados preocupantes da organização alemã IPBES (Plataforma Intergovernamental de Política Científica sobre Serviços de Biodiversidade e Ecossistemas) que demonstram que a maioria dos indicadores mundiais de biodiversidade tem apresentado rápido declínio:

- 75% da superfície terrestre está significativamente alterada.

- 66% da área dos oceanos está experimentando um impacto cumulativo crescente.

- 85% das áreas pantanosas já foi perdida.

- 32 milhões de hectares de floresta tropical primária ou em recuperação foram perdidos durante o período de 2010 a 2015.

- 50% da cobertura de coral vivo foi perdida desde os anos 1870, com perdas aceleradas nas últimas décadas.

- Houve um declínio de 60% do tamanho da população de espécies selvagens de vertebrados nos últimos 50 anos.

- A taxa de perda de florestas diminuiu globalmente desde 2000, mas essa distribuição é desigual.

“Cerca de 25% das espécies animais e vegetais já classificadas estão ameaçadas. O processo de perda da biodiversidade é tão grave que muitos cientistas já falam de um sexto processo de extinção em massa no planeta. Estamos alcançando os limites planetários, os pontos de não retorno, ou seja, de não recuperação dos ecossistemas. E em grande medida, este esgotamento de recursos naturais tem como causa a sua exploração não sustentável”, alertou o biólogo antes de fazer uma provocação: “Será que teremos sucesso em destruir toda a natureza do Planeta Terra e encontrar a tempo outro planeta habitável para emigrarmos?”.

Bráulio terminou sua apresentação salientando a necessidade de que, no âmbito nacional, seja observada a eficácia do artigo 225 da Constituição Federal, que preconiza que “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. Também listou desafios que podem ter grande impacto positivo na preservação da biodiversidade tais quais a ratificação do Protocolo de Nagoia, a fim de garantir mais segurança jurídica e transparência ao acesso de recursos genéticos e repartição de seus benefícios com seus fornecedores, além de uma participação ativa num acordo sobre a aplicação das regras de ABS (access and benefit-sharing) às sequências genéticas digitais.

A questão de acesso e repartição de benefícios, aliás, foi central na apresentação seguinte, a cargo de Maira Smith, coordenadora-geral de atos normativos e processos decisórios do Departamento de Apoio ao Conselho de Gestão do Patrimônio Genético do Ministério do Meio Ambiente, que teve como tema o panorama atual da nova legislação.  Ela explicou que há vários interesses em jogo no que tange ao assunto. De um lado as empresas querem viabilizar a exploração econômica do patrimônio genético. De outro, os povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares querem garantir seus direitos a uma justa e equitativa repartição de benefícios. E entre os dois a academia tem como meta a desburocratização da pesquisa.

Neste sentido, ela concordou, que a Lei avançou em relação à medida provisória que a antecedia. “Apesar da lei ter muitos problemas ainda, reconhecemos que ela é bem melhor do que o marco regulatório anterior, a Medida Provisória 2186, que privatizava o patrimônio genético, um bem comum do povo brasileiro. Já o novo marco legal tem como princípio consolidar cadeias produtivas que mantém as florestas em pé desestimulando práticas predatórias”, avaliou.

Segundo Maira, pode ser observada uma mudança de paradigma no tocante à nova legislação de ABS no Brasil: “Enquanto a Medida Provisória 2186, que vigorou entre 2000 e 2015, espelhava uma lógica de comando e controle, a legislação posterior (Lei 13123 e Decreto 8772) reflete uma lógica declaratória, facilitando a pesquisa e desenvolvimento através do acesso ao patrimônio genético, bem como estimulando a exploração econômica da biodiversidade enquanto assegura a repartição de benefícios. O CGen (Conselho de Gestão do Patrimônio Genético), por sua vez, antes era um órgão de governança formado a partir de um colegiado governamental ao passo que hoje já conta com a participação da sociedade civil”, explicou.

A palestra a seguir ficou a cargo de Natália Guerra Brayner, do IPHAN. O tema foi “Biodiversidade e direitos culturais: os conhecimentos tradicionais como patrimônio cultural brasileiro”. Remetendo à Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), um tratado internacional da Organização das Nações Unidas sobre o meio ambiente estabelecido durante a notória ECO-92, Natália abordou a importância da conservação e uso sustentável da diversidade biológica, bem como da repartição justa e equitativa dos benefícios provenientes de sua utilização.

“A CDB reafirma o direito soberano dos Estados sobre os seus recursos biológicos e destaca o relevante papel das comunidades locais e populações indígenas na conservação da biodiversidade por meio da utilização sustentável de seus componentes. Esta convenção contém disposições relativas à conservação in situ da biodiversidade, estabelecendo o direito inalienável destes grupos populacionais à manutenção e preservação de seus estilos de vida tradicionais e à repartição de benefícios derivados do uso de seus conhecimentos tradicionais”, lembrou.

Ela também aludiu a instrumentos internacionais da Unesco tais quais a Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural (1972), a Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial (2003) e a Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais  (2005) que ratificam a ideia de preservação da diversidade. “A diversidade deve ser tratada como um patrimônio comum da humanidade e sua defesa um imperativo ético inseparável do respeito à dignidade da pessoa humana”, concluiu.

O evento teve continuidade com a mesa-redonda “A Academia e os desafios frente à Lei da Biodiversidade”, que contou com Manuela da Silva (Fiocruz), Cristiana Serejo (Museu Nacional) e Jerri Zilli (Embrapa). A moderação ficou a cargo de Renata Angeli (UEZO).

Entre os temas abordados, Manuela enfatizou a necessidade de realização de cadastramento das atividades de acesso ao patrimônio genético e conhecimento tradicional associado previamente à remessa, solicitações de propriedade intelectual, comercialização e divulgação de resultados de pesquisas, por exemplo. Ela também comentou sobre as dificuldades frutos da exigência de que os pesquisadores estrangeiros tenham que se associar a instituições brasileiras para pesquisar a biodiversidade nacional. A solução, segundo apontou, virá na versão 2 do SisGen: “Será desenvolvido um formulário simplificado na versão 2 do SisGen, em inglês, a ser preenchido pelo pesquisador estrangeiro. Ao final do formulário, o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), servindo como instituição parceira brasileira, convalidará as informações prestadas”.

Jerri Zili, por sua vez, enumerou quais são os principais desafios da academia nesta área. “Considero como grande desafio o intercâmbio de amostras de componentes do patrimônio genético”, afirmou. Outros pontos desafiadores segundo ele são: a internalização da legislação nas instituições; o próprio uso do SisGen, por conta das dificuldades operacionais que ainda existem; a regularização do passivo relativo às regras anteriores à entrada em vigor do Decreto 8722; a repartição de benefícios; a adequação de procedimentos internacionais à luz da legislação brasileira; e o intercâmbio de germoplasma.

Em linha com a mesa, Cristina Serejo ponderou que a burocracia para alimentar bases de dados redundantes não é razoável uma vez que os centros de pesquisa e universidades muitas vezes carecem de pessoal para efetuar a curadoria e o processamento de suas coleções. “As pesquisas no Brasil não devem estar atreladas a cadastramentos burocráticos infindáveis que podem inviabilizar o avanço do estudo da biodiversidade na sua essência e vêm prejudicando as parcerias internacionais”, concluiu.

A próxima mesa-redonda teve como tema as “Perspectivas dos povos e comunidades detentores de Conhecimento Tradicional Associado na implementação da Lei nº 13.123” e contou com Cláudia de Pinho (Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais), Cristiane Julião Pankararu (Conselheira do CGen pelo CNPI) e Marciano Silva (Câmara Setorial dos Detentores).

Dando voz aos guardiões e detentores dos conhecimentos tradicionais, os três foram muito enfáticos em cobrar a regularização fundiária dos povos e comunidades tradicionais, bem como em mostrar a insatisfação do segmento com o atual panorama que envolve toda a legislação relativa à questão do acesso ao patrimônio genético e conhecimento tradicional associado. “Se por um lado na elaboração desta lei não houve espaço para a participação dos detentores, da implementação dela nós não abriremos mão de participar”, frisou Claudia.

Marciano foi muito contundente em sua fala e estendeu a crítica também ao setor acadêmico: “A medida provisória anterior era péssima. Essa lei é ruim. Os interesses corporativos prevalecem. Mas os nossos conhecimentos não têm preço. Eles não estão à venda. Nós não somos objetos de pesquisa, apesar de muitos acadêmicos nos tratarem como tal. Nós somos sujeitos”.

O segundo dia de simpósio teve início com a mesa “Uso e Disponibilização de Sequências Genéticas: proteção ou estímulo à Biopirataria”, que contou com Ana Luiza Arraes (Ministério do Meio Ambiente/ Departamento do Patrimônio Genético), Ana Tereza de Vasconcelos (Laboratório Nacional de Computação Científica) e Guilherme Oliveira (Instituto Tecnológico Vale).

Ana Luiza trouxe o dado que dos 50.067 registros de acesso cadastrados no SisGen, 518 são de patrimônio genético com procedência in silico (experimentação através de simulação computacional que modela um fenômeno natural). Ela acredita, contudo, que este número ainda seja muito subestimado. “Muita coisa ainda não está sendo declarada porque os pesquisadores ainda estão esperando a adequação do SisGen”, disse.

Segundo ela, uma lição que a MP 2186 deixou foi que o excesso de comando e controle não incentiva o acesso, que é justamente o que gera a repartição de benefícios, não contribuindo, por conseguinte, para a conservação nem para o uso sustentável da biodiversidade. Pelo contrário, é algo que pode levar muitas parcerias em potencial para longe do sistema. “Deve-se, ao invés disso, buscar uma abordagem que gere confiança entre os diversos atores envolvidos no sistema e que proporcione rastreabilidade”, sugeriu.

Ana Tereza falou sobre o uso de sequências genéticas e da importância dos bancos de dados biológicos para a pesquisa. Sua apresentação suscitou uma interessante reflexão acerca de um tema muito atual. “A maior empresa de táxi do mundo, a Uber, não possui veículos próprios. O veículo de mídia mais popular do mundo, o Facebook, não cria conteúdo. O varejista mais valioso, o Alibaba, não possui estoque. E o maior provedor de acomodações do mundo, o Airbnb, não possui imóveis. Estamos adentrando uma era em que os dados são mais valiosos que os produtos”, concluiu.

A quantidade de dados da área genômica, por sinal, cresce em ritmo exponencial, conforme explicou Ana. “No que se refere à quantidade de informação genômica com a qual lidamos, os múltiplos utilizados tiveram que ir mudando ao longo do tempo. Em 1990, para quantificar os genes e operons, utilizávamos os kilobytes (10³ bytes). Em 1995, quando os primeiros genomas de bactérias foram sequenciados, já falávamos em megas (106 bytes). Com o Projeto Genoma, em 2000, isso já passou para gigas (109 bytes). O tera (1012 bytes) é a medida que utilizávamos há 14 anos para quantificar o microbioma humano. Hoje estamos na época do peta (1015) quase chegando ao exa (1018) e a previsão é de que em 2030 já tenhamos que lidar com yottabytes (1.000.000.000.000.000.000.000.000 bytes) de informação genética por conta das inúmeras iniciativas de sequenciamento de microoganismos de meios marinhos, terrestres, bem como do genoma humano”, disse.

A mesa a seguir foi moderada por Flávia do Carmo, coordenadora da Agência UFRJ de Inovação. O tema foi “Academia, Empresa e Comunidade: é possível caminhar juntos?”. Participaram Laila Espindola (Universidade de Brasília), Fabiana Munhoz (L’Oréal), Maria das Dores Viana Lima (Quebradeiras de Coco/ MA) e Mariana Finotti (Imaflora).

Um dos destaques apresentados foi o selo Origens Brasil, um certificado desenvolvido pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) que assegura a rastreabilidade da produção comunitária agroextrativista. “O selo Origens Brasil é um QR Code que funciona conectado a uma plataforma colaborativa, onde o consumidor conhece a origem dos produtos, as histórias dos povos e de seus territórios, estimulando relações comerciais mais éticas construídas a partir do diálogo, transparência e respeito à diversidade dos modos de vida tradicional”, explicou Mariana Finotti.

O segundo dia de evento ainda contou com uma palestra de Luiz Ricardo Marinello na qual se discutiu a jurisprudência referente a lides envolvendo a questão da biodiversidade, além de outras três mesas-redondas. Os temas foram: “Desafios na Geração de Negócios envolvendo o Patrimônio Genético, com Adriana Dantas Gonçalves (SEBRAE Nacional), Daniel Weingart Barreto (Escola de Química da UFRJ) e Ana Carolina Heemann (Heide Extratos Vegetais); “Panorama atual e perspectivas da Indústria quanto ao acesso ao PG e CTA e repartição de benefícios”, com Erica Pereira (Beraca), Ana Paula Viana (Natura) e Ronaldo Freitas (UEBT); e “Responsabilidade e Ética no Acesso ao Patrimônio Genético e ao Conhecimento Tradicional Associado”, com Nurit Bensusan (Instituto Socioambiental), Francine Leal (GSS) e Eliane Cristina Pinto Moreira (UFPA).

 

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No terceiro dia de evento ainda foi realizada, no Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro, a “Oficina dos detentores de CTA: a proteção dos conhecimentos tradicionais e o sistema brasileiro de repartição de benefícios”, que teve como público-alvo os representantes de povos indígenas, comunidades tradicionais, agricultores familiares, e parceiros que atuam junto a estes segmentos na implementação da Lei 13.123/2015. As discussões envolveram questões como o comércio e a propagação do uso popular e tradicional de plantas medicinais e produtos fitoterápicos, as perspectivas dos detentores de CTA sobre o comércio justo e a repartição de benefícios.

Para Flávia Lima do Carmo, o saldo do evento foi muito positivo. "Os três dias do evento foram marcados por uma rica troca de conhecimentos envolvendo os diferentes setores da sociedade civil acerca do acesso aos recursos genéticos da fauna e da flora brasileira, trazendo diferentes olhares e perspectivas voltadas ao fomento da biodiversidade no desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e social do país", avaliou a coordenadora da Agência UFRJ de Inovação.

 

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Em 11 de novembro, a direção da Agência UFRJ de Inovação esteve em Macaé para acompanhar os resultados dos seis primeiros meses do Programa Startup Macaé e discutir novas formas de colaboração. Na reunião, realizada na Cidade Universitária, foi apresentada a nova política de inovação que está sendo elaborada pela universidade e os potenciais de Macaé para fortalecimento do Ecossistema UFRJ de Inovação, que contempla o Parque Tecnológico, Incubadora de Empresas e Agência de Inovação.

“A vocação da cidade para a economia do petróleo, gás e energia e o perfil de relacionamento entre governo, universidades e empresas fazem da cidade um ambiente extremamente fértil para inovação. O Programa Startup Macaé tem apresentado resultados importantes nesta direção, o fortalecimento das parcerias com as agências de inovação das universidades vai acelerar este processo”, destacou o secretário adjunto de Ciência e Tecnologia de Macaé, Carlos Eduardo Silva.

A diretora da Agência UFRJ de Inovação, Flávia Lima, reafirmou a intenção de implementar um núcleo da agência em Macaé e trabalhar cada vez mais em conjunto para amadurecimento do ecossistema de inovação local, utilizando toda a expertise da universidade no tema e ampliando parcerias com unidades já estabelecidas, como o Parque Tecnológico da UFRJ e a Incubadora de Empresas. Após a reunião, a diretora proferiu uma palestra sobre “Propriedade Intelectual e formas de Transferência de Tecnologia – o papel da universidade na interação com empresas” para professores, alunos e empreendedores. Também participaram Gabriela Santos, advogada da Agência, e Marcela Ribeiro, agente de inovação.

De acordo com o secretário de Ciência e Tecnologia, as universidades têm exercido protagonismo nas políticas de desenvolvimento econômico nas regiões mais desenvolvidas do mundo por serem espaços de produção de conhecimento, capazes de gerar soluções tecnológicas de forma colaborativa com empresas.

"Macaé possui ambiente universitário fantástico, tal qual o ambiente empresarial. Esse talvez seja o maior segredo do nosso sucesso em tão pouco tempo, pois enquanto algumas regiões precisam fomentar e construir esses ambientes, em Macaé eles já estão consolidados, de forma que o Programa Startup Macaé simplesmente criou as conexões que faltavam, aumentando o fluxo de inovação e evidenciando esta importante vocação da cidade", argumentou Luiza Néto, coordenadora do programa.

(FONTE: http://www.macae.rj.gov.br)

 

 

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Nos dias 10 e 11 de dezembro, ocorrerá a II Feira de Inovação Biotecnológica do Instituto de Microbiologia Paulo de Góes (IMPG) / FIOCRUZ. A parceria será uma oportunidade de apresentar a inovação dos projetos, produtos e métodos de pesquisa desenvolvidos nesse instituto da UFRJ e na Fundação Oswaldo Cruz, contribuindo para sua divulgação e aplicabilidade. A idéia é reunir as principais pesquisas inovadoras em plataformas biotecnológicas.  O evento também contará com o apoio da Merck Life Science, da Agência UFRJ de Inovação e do Parque Tecnológico, que irão ressaltar a importância da aproximação da academia com o setor produtivo.

O público terá a oportunidade de conhecer startups geradas na FIOCRUZ e na Universidade Federal do Rio de Janeiro e a pesquisa realizada com potencial de aplicabilidade no setor produtivo. Empresas convidadas mostrarão tecnologias de ponta e inovação.

A feira se caracteriza pela exposição de produtos, processos, serviços inovadores da academia, startups e empresas por meio de exposição em stands, palestras da área de inovação e participação dos alunos de pós-graduação. Na manhã do primeiro dia, serão realizadas três palestras de renomados profissionais da área de inovação. Na parte da tarde, alunos de pós-graduação irão apresentar pôsteres com seus trabalhos na área de biotecnologia. Já no segundo dia, haverá uma apresentação de pitchs de startups e da academia dentro da área de saúde pública. As melhores startups e ideias inovadoras serão abrigadas pela FIOCRUZ.

A II Feira de Inovação Biotecnológica do IMPG/ FIOCRUZ é aberta ao público, estudantes e profissionais da área e concentrará a discussão de temas de grande interesse para os profissionais que atuam no setor, possibilitando que todas as esferas ligadas à atividade da área de microbiologia e saúde pública, sejam elas acadêmicas, científicas, profissionais, privadas ou governamentais, possam apresentar seus problemas e soluções, discuti-los e refletir sobre linhas de ação num ambiente cooperativo e instrutivo.

Todos os detalhes para submissão de trabalhos e participação no evento podem ser acessados aqui.

 

 

"Desafios da Inovação" é uma série de vídeos desenvolvida pela Agência UFRJ de Inovação que busca contribuir com um maior entendimento sobre as questões relacionadas ao tema. Ela está disponível em nosso canal no Youtube, onde, ao longo do próximo mês, todas as segundas-feiras serão disponibilizados novos episódios.

No sétimo episódio, Elias Pereira Jr., coordenador do núcleo de inovação tecnológica da Universidade Federal do Cariri, fala sobre o processo de criação do NIT, sobre as dificuldades encontradas e alguns dos desafios e oportunidades que surgiram ao longo deste processo.

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Não deixe de se inscrever no canal da Agência para acompanhar a série.

 

 

 

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Entre os dias 5 e 7 de novembro, a UFRJ realizará, em parceria com instituições públicas e privadas, o I Simpósio Brasileiro Sobre Acesso ao Patrimônio Genético e Conhecimento Tradicional Associado: Interfaces entre Detentores, Academia, Empresas e Governo. A iniciativa reúne governo federal, academia, empresas, agricultores e detentores desses saberes com o objetivo de compartilhar diferentes visões e perspectivas voltadas ao fomento da biodiversidade no desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e social do país. Também será pauta do evento a repartição justa e igualitária de benefícios resultados das pesquisas sobre o patrimônio genético nacional, em especial no que diz respeito aos conhecimentos desses povos. 

O simpósio acontecerá nos dias 5 e 6 de novembro, na Faculdade Nacional de Direito/UFRJ, na Rua Moncorvo Filho 8, Centro, Rio de Janeiro, entre 8h30 e 19h, e no dia 7 no Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro, na Praça Tiradentes, 69-71 - Centro, Rio de Janeiro.

A programação atualizada pode ser conferida aqui.

Quaisquer dúvidas devem ser encaminhadas para o email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

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No final de outubro, a 16ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) promoveu uma série de eventos em todo o Brasil com o objetivo de dar visibilidade às descobertas e inovações produzidas por instituições nacionais de pesquisa. O tema deste ano foi “Bioeconomia: diversidade e riqueza para o desenvolvimento sustentável”. De acordo com o MCTIC, o tema foi escolhido pela importância do fomento a projetos voltados a estimular o desenvolvimento sustentável em diversos campos, como biotecnologia industrial, saúde e agronomia, entre outros.

Na UFRJ, a SNCT ocorreu de forma integrada à 10ª Semana de Integração Acadêmica da UFRJ (Siac), contando com mais de 80 oficinas que realizaram atividades no Ginásio Verdão da Escola de Educação Física e Desportos, além do Museu da Geodiversidade e do Hangar Náutico (Projeto de Extensão UFRJMar).

A Agência UFRJ de Inovação também participou do evento apresentando aos visitantes tecnologias desenvolvidas na Universidade tais quais o luminol e a armadilha para mosquito aedes.

Luminol

luminolUtilizado pela polícia para detectar vestígios de sangue invisíveis a olho nu, o luminol é uma substância extremamente útil nas atividades forenses, em especial em perícias que envolvam a investigação de crimes. Ao entrar em contato com o ferro presente na hemoglobina, seguido de um tratamento com água oxigenada, o luminol desencadeia uma reação denominada quimiluminescência. Trata-se, na prática, de uma reação química que libera energia sob a forma de luz. No caso, uma luz azul suficientemente forte para ser vista no escuro.

Embora já existam vários produtos no mercado conhecidos pelo nome luminol, muitos não são eficientes em investigações nas quais só se possa contar com uma quantidade muito reduzida de sangue. Nestes casos, a luz produzida dificilmente chega a ser detectada pelos investigadores. Outro problema é que, muitas vezes, esses produtos danificam as amostras de sangue, impedindo análises posteriores mais detalhadas. Um terceiro complicador é que, não raramente, os locais a serem periciados não permitem a obtenção do estado de escuridão total necessário para garantir a eficiência de grande parte desses produtos. Basta pensar em hipotéticos crimes ocorridos em estações ferroviárias, estádios de futebol, florestas, parques etc.

Tendo em vista estes desafios, o Laboratório de Síntese e Análise de Produtos Estratégicos (Lasape), vinculado ao Departamento de Química Analítica do Instituto de Química da UFRJ, e coordenado pelo professor Claudio Cerqueira Lopes, desenvolveu um novo tipo de luminol. Mais sensível, e capaz de proporcionar uma luminescência três vezes superior aos produtos tradicionais, o luminol desenvolvido na UFRJ não danifica as amostras sanguíneas, ainda que sejam muito pequenas, permitindo a detecção de sangue oculto em cenas de crime, de sangue queimado em explosões e até mesmo de células presentes em armas de fogo, ainda que os casos não permitam a obtenção de um estado de escuridão total.

Além disso, a substância também tem potencial de uso em outras áreas como, por exemplo, a de saúde e de vigilância sanitária, viabilizando o diagnóstico de limpeza de unidades hospitalares, odontológicas e frigoríficos. O luminol atua como ferramenta de controle nos processos de higienização destes ambientes, atestando a remoção de sangue e a eficiência dos processos de desinfecção. Entre os benefícios que podem ser gerados estão a diminuição dos índices de contaminação hospitalar e dos períodos de permanência de pacientes após cirurgias, além da erradicação da presença do vírus da hepatite C e outros microrganismos patogênicos do ambiente hospitalar.

Armadilha para mosquito aedes

A invenção elaborada pelos professores Ivo Carlos Correa (Departamento de Prótese e Materiais Dentários da Faculdade de Odontologia), Mônica Ferreira Moreira (Laboratório de Bioquímica e Biologia Molecular de Vetores, do Instituto de Química) e Edimilson Migowski (Departamento de Pediatria, da Faculdade de Medicina) em conjunto com Tiago Salles (doutorando em Bioquímica) se mostra uma tecnologia extremamente promissora. Culminando em um pedido de patente realizado através da Agência UFRJ de Inovação, a invenção se trata de um dispositivo capaz de atrair, capturar e exterminar o mosquito Aedes aegypti, principalmente as fêmeas da espécie.

Conforme explica a professora Mônica Moreira, a armadilha desenvolvida pelos inventores tem como diferencial o fato de ser destinada especificamente ao mosquito Aedes. “Os outros produtos que já existem no mercado, especialmente os que fazem uso de luz ultravioleta ou branca, são voltados para insetos em geral. Acontece que os odores dos outros insetos acabam dificultando a captura do Aedes aegypti. E ao reconhecer estes odores, o Aedes simplesmente evita estes produtos já existentes”, explica. A professora também chama a atenção para outro detalhe importante: “É a fêmea do Aedes que é o vetor das doenças”.

É justamente aí que a engenhosa invenção desenvolvida na UFRJ se destaca. Baseada na emissão de luz LED em comprimentos de ondas específicos entre o azul e o amarelo e com pico na cor verde, a armadilha sensibiliza a retina da fêmea do mosquito para atraí-la e, em seguida, capturá-la através de um sistema de sucção reversa. Finalmente, o inseto é empurrado em direção a uma grade que emite uma descarga elétrica de baixa voltagem, causando a morte do mosquito.

A tecnologia ainda apresenta o benefício de agir também sobre os mosquitos resistentes a inseticidas químicos, além de se enquadrar na concepção de tecnologia limpa, não causando qualquer tipo de poluição ambiental. “Por não empregar inseticida ou qualquer produto químico, a invenção é considerada amigável ao meio ambiente e, por isso, pode ser usada em locais abertos ou fechados, frequentados por adultos, crianças ou recém-nascidos”, comentam os inventores.

Para se ter uma ideia, testes laboratoriais realizados na UFRJ demonstraram que durante um período de 24 horas, enquanto armadilhas para insetos que fazem uso de luz branca são capazes de matar de três a cinco em cada 20 mosquitos, a nova armadilha com luz LED foi capaz de eliminar de 16 a 19. Ou seja, ela mostrou ser praticamente cinco vezes mais eficiente.

O professor Ivo Carlos Correa explica ainda outra vantagem da nova armadilha: “Por conta do seu baixo custo de produção, ela pode ser fabricada em diversos tamanhos. Até mesmo o seu funcionamento através da conexão a um computador via USB seria algo viável”.

Resistência

Segundo Raphael Cavalcante, que trabalha na Agência UFRJ de Inovação, "a produção da SNCT deste ano sofreu muito com os cortes de recursos. Apesar disso, todos os servidores envolvidos se dedicaram ao máximo para manter a qualidade das atividades, mesmo com todas as dificuldades".

"Essa é uma oportunidade excelente para mostrar que a UFRJ não apenas resiste, mas que se supera e não recua frente às adversidades político-econômicas que se apresentam num contexto de tentativa de desmonte das instituições públicas de ensino superior", completou.

 

 

 

 

 

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O Instituto Nacional da Propriedade Industrial está com inscrições abertas para a Oficina de PCT (Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes) que acontecerá nos dias 27, 28 e 29 de novembro em sua sede, no Centro do Rio de Janeiro. O curso tem por objetivo apresentar o sistema PCT, identificando as fases e suas respectivas atividades, bem como fornecer informações para as diversas etapas do pedido internacional dentro do sistema PCT. A carga horária é de 24 horas e o curso é gratuito. Os pré-requisitos são ter feito:

a) Curso Geral de Propriedade Intelectual (DL-101P BR): curso básico a distância em PI em parceria com a OMPI (edições a partir de 2012)

ou

  1. b) Curso de Propriedade Industrial básico, presencial, com carga horária de 40 horas, oferecido por algum dos parceiros do INPI (com instrutores do INPI).

O link de inscrição é: http://epesquisa.inpi.gov.br/index.php/142939/lang-pt-BR.

 

 

"Desafios da Inovação" é uma série de vídeos desenvolvida pela Agência UFRJ de Inovação que busca contribuir com um maior entendimento sobre as questões relacionadas ao tema. Ela está disponível em nosso canal no Youtube, onde, ao longo do próximo mês, todas as segundas-feiras serão disponibilizados novos episódios.

No sexto episódio, Thaís Rosa conta como surgiu a ideia de abrir uma empresa de turismo de base comunitária, como foi o processo de montar seu negócio e quais os desafios encontrados em sua trajetória.

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"Desafios da Inovação" é uma série de vídeos desenvolvida pela Agência UFRJ de Inovação que busca contribuir com um maior entendimento sobre as questões relacionadas ao tema. Ela está disponível em nosso canal no Youtube, onde, ao longo do próximo mês, todas as segundas-feiras serão disponibilizados novos episódios.

O quarto episódio é uma cobertura de Simpósio Drone Master, realizado pela Agência em parceria com o MOBILOG/COPPE e DECEA/FAB com especialistas de diversas áreas que utilizam drones enquanto ferramenta de inovação para aumentar a eficácia e eficiência das suas atividades profissionais.

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O quinto episódio, por sua vez, consiste num bate-papo com Tatiana Roque, coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura, realizado pelo PACC (Programa Avançado de Cultura Contemporânea), da Faculdade de Letras no qual ela promove uma “DR” com Deleuze.

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Em 17 de outubro, o auditório do Parque Tecnológico da UFRJ sediou o evento Conexão Cosméticos, organizado pelo Parque em conjunto com a Agência UFRJ de Inovação, com apoio do SENAI CETIQT. O encontro teve como objetivo principal promover a conexão entre a indústria de cosméticos e o ecossistema da UFRJ para inovação aberta.

A abertura do evento contou com a participação de Flávia Lima do Carmo, coordenadora da Agência UFRJ de Inovação. Em sua apresentação, a professora destacou as novas possibilidades que o Marco Legal de Ciência Tecnologia e Inovação trouxe para o incremento da relação universidade-empresa, bem como o papel da Agência no sentido de transferir o conhecimento que é gerado na UFRJ para a sociedade através de licenciamentos de tecnologia, prestações de serviços, acordos de parceria e transferências de know-how.

A professora Denise Freire, pró-reitora de pós-graduação e pesquisa (PR2), também participou da abertura do encontro. Em sua fala, Denise comentou que aquela se tratava de uma excelente oportunidade para promover a aproximação entre linhas acadêmicas de excelência e o setor produtivo, no intuito de que possa surgir desta interação uma gama de parcerias e projetos conjuntos que futuramente venham a desembocar em algo maior para a UFRJ, como, por exemplo, uma unidade Embrapii Cosméticos. A pró-reitora apresentou números que corroboram a alta expectativa em relação ao setor: “O Brasil é o quarto maior consumidor de produtos de higiene pessoal e limpeza. A indústria cosmética movimentou R$99 milhões em 2017 e, mesmo sem números oficiais do setor em 2018, acredita-se que o seu crescimento foi de 3,8% no último ano, movimentando mais de R$105 milhões”.

Em seguida, o diretor-presidente da Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), Jorge Guimarães, salientou a necessidade imperiosa de que as empresas brasileiras disponham de centros de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) para poderem desenvolver plenamente seus projetos de inovação. Ele lembrou, contudo, que este tipo de estruturação exige investimentos vultosos em pessoal qualificado e em equipamentos. Uma alternativa é justamente a Embrapii, cujo papel é oferecer às empresas, a custos muito baixos, a possibilidade de trabalhar em conjunto com grupos selecionados de pesquisa aplicada e de inovação através do modelo de tripla hélice, que promove a interação entre academia, governo e setor produtivo.

Em seguida, os representantes do setor de cosméticos tiveram a oportunidade de assistir às apresentações de diversos pesquisadores da UFRJ acerca das pesquisas relacionadas ao tema que estão desenvolvendo em seus laboratórios. Participaram do evento:

Prof.ª Alane Beatriz Vermelho (Instituto de Microbiologia)

Prof. Andrew Macrae (Instituto de Microbiologia)

Prof.ª Claudia Regina Elias Mansur (Instituto de Macromoléculas)

Prof.ª Claudia Rezende (Instituto de Química)

Prof. Cláudio Lopes (Instituto de Química)

Prof.ª Denise Freire (Instituto de Química)

Prof. Rodrigo Octavio Mendonça Alves de Souza (Instituto de Química)

Prof. Daniel Weingart Barreto (Escola de Química)

Prof. Marcio Nele (Escola de Química)

Prof.ª Maria Alice Zarur Coelho (Escola de Química)

Prof.ª Veronica Maria de Araújo Calado (Escola de Química)

Prof.ª Ariane Batista (COPPE)

Prof. José Carlos Pinto (COPPE)

Prof.ª Roberta Campos (COPPEAD)

Prof.ª Adriana Passos (Faculdade de Farmácia)

Prof. Eduardo Ricci Junior (Faculdade de Farmácia)

Prof.ª Elisabete Pereira (Faculdade de Farmácia)

Prof.ª Flávia Alamada do Carmo (Faculdade de Farmácia)

Prof.ª Gisela Maria Dellamora Ortiz (Faculdade de Farmácia)

 

 

"Desafios da Inovação" é uma série de vídeos desenvolvida pela Agência UFRJ de Inovação que busca contribuir com um maior entendimento sobre as questões relacionadas ao tema. Inicialmente estão sendo disponibilizados três vídeos em nosso canal no Youtube. Ao longo do próximo mês, todas as segundas-feiras serão disponibilizados novos episódios.

No primeiro episódio, empreendedores e profissionais da UFRJ e da swissnex Brazil, uma plataforma para o intercâmbio de conhecimentos e ideias relacionadas a educação, pesquisa e inovação, falam sobre os principais desafios para inovar.

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Gravado durante o workshop “Redação de Patentes”, ocorrido em fevereiro na UERJ, o segundo episódio traz dois depoimentos de alunos do PROFNIT (Mestrado Profissional em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação) e um depoimento de um especialista em redação de patentes (e inventor) sobre os desafios para se inovar no país hoje.

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O terceiro episódio trata sobre a XI edição do evento Sabores e Saberes, que trouxe para debate com pesquisadores/profissionais e alunos do ensino médio e superior de diversas áreas o tema “Do campo à mesa: orgânicos, agrotóxicos e tecnologias na produção de alimentos”.

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Pelo segundo ano seguido, o Prosur (Foro de Cooperação sobre Aspectos de Informação Operacional e de Propriedade Industrial) irá realizar um concurso para destacar as melhores invenções da América Latina que foram protegidas como Patente de Invenção ou Modelo de Utilidade. O anúncio foi feito em Genebra, durante a 59ª Assembleia Geral da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), que apoia a iniciativa.

As inovações que poderão participar do concurso devem encontrar-se em etapa de comercialização e/ou apresentar projeção de crescimento no âmbito internacional.

Além destes critérios, um júri de especialistas terá a missão de avaliar os projetos segundo o potencial para geração de benefícios sociais, de impacto ambiental e de benefícios econômicos. Também haverá uma pontuação adicional para a participação de uma ou mais mulheres na equipe de desenvolvimento. O prazo para inscrição no concurso vai de 30 de setembro até 29 de outubro. O INPI indicará os representantes do Brasil até o dia 8 de novembro. Os resultados finais serão divulgados no dia 22 de janeiro de 2020, por meio dos canais oficiais do Prosur.

O invento vencedor será exibido na Feira Internacional de Invenções de Genebra, que será realizada em março de 2020, organizada pela OMPI, assim como ocorreu no primeiro concurso, quando o prêmio foi para uma inovação desenvolvida na Argentina, que permite neutralizar os efeitos nocivos do rotavírus.

Para mais informações, os interessados podem acessar o edital do concurso ou escrever para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. A inscrição deverá ser feita com o preenchimento do formulário online abaixo, segundo o tipo de participante:

- Pessoa física 

- Equipe de pessoas 

- Pessoa jurídica

 

 

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Popularizar a ciência e divulgar pesquisas e experimentos desenvolvidos na UFRJ, especialmente para estudantes da Educação Básica. Essa é a principal missão da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que ocorre entre os dias 22 e 24 de outubro, junto com a Semana de Integração Acadêmica.

Serão mais de 60 oficinas no Ginásio Verdão, no Prédio da Escola de Educação Física e Desportos, além de mais de dez oficinas no Hangar Náutico. O tema da SNCT deste ano será "Bioeconomia: Diversidade e Riqueza para o Desenvolvimento Sustentável".

Qualquer pessoa pode participar das atividades gratuitamente, sem necessidade de inscrição. A UFRJ disponibilizou ônibus para trazer 30 escolas. No momento, há vagas abertas para a lista de espera: bit.ly/EscolasSNCTUFRJ.

Acesse a programação completa da SNCT.

 

 

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A 11ª edição do Encontro Sabores e Saberes, ocorrida entre os dias 12 e 13 de setembro e promovida pelo Instituto de Nutrição Josué de Castro (INJC) e pela Agência UFRJ de Inovação, teve como tema central em 2019, “Do campo à mesa: orgânicos, agrotóxicos e tecnologias na produção de alimentos”. O evento ocorre anualmente, desde 2009, e tem como escopo o debate sobre temas como alimentação, meio ambiente e sustentabilidade.

Aumentar a produtividade da agricultura e torná-la menos dependente de insumos químicos são alguns dos principais desafios que o setor enfrentará para tornar a produção de alimentos mais sustentável, exigindo da ciência propostas de novas tecnologias e caminhos para a conciliação entre agricultura e proteção ambiental. O Encontro ofereceu atividades pré-evento no dia 11/09: oficina culinária sobre alimentação vegetariana e visita guiada ao espaço Ocupação Verde do projeto Capim Limão, no campus Fundão.

No dia 12 de setembro, após a mesa de abertura (que contou com a presença da Assessora Especial da Pró-Reitoria de Extensão, Prof.ª Ana Inês Sousa, representando a Pró-Reitora, Prof.ª Ivana Bentes; da diretora do INJC, profa Avany Fernandes; da Coordenadora da Agência UFRJ de Inovação, Prof.ª Flávia Lima do Carmo; da representante discente e membro da rede de agroecologia da UFRJ, Marina Pellegrini; e do agricultor da feira agroecológica da UFRJ Domingos Benevides), foi iniciada a programação científica.

A mesa redonda “Agrotóxicos- aspectos técnicos e impactos sobre a saúde humana” abordou questões relacionadas às características dos agrotóxicos, os impactos sobre a saúde do agricultor e os efeitos desses produtos químicos sobre a saúde materno-infantil. Ainda no dia 12, a mesa sob o título “Relato de Experiências” revelou vivências sobre as feiras orgânicas no RJ, restaurantes orgânicos, agricultura urbana e sobre esforços para mudar a cultura de produção de alimentos pela educação.

No dia 13, a conferência “O uso da tecnologia na produção de alimentos”, tratou dos avanços da ciência na área de tecnologia alimentar e dos desafios na produção de alimentos seguros para o consumo humano. O evento contou, também, com as exposições “Tenda da Felicidade”, na qual foi apresentada aos visitantes uma simulação da produção de refrigerante para demonstrar o tipo e quantidade de açúcar e outros ingredientes utilizados; a tenda da rotulagem, que enfatizou a importância da leitura e compreensão dos rótulos de alimentos; e a oficina “Os mistérios da extração do café”, atividade do projeto de Extensão "Transgarçonne" na qual os visitantes puderam conhecer diferentes tipos de grãos de café e saborear a bebida preparada com grãos orgânicos. 

O evento teve, também, uma seção de apresentação de trabalhos, na modalidade pôster, com um total de 49 trabalhos aprovados para exposição e apresentação à comissão científica do Encontro, além de quatro trabalhos premiados com menção honrosa.

Ao Encontro Sabores e Saberes, desde sua criação, integra-se a feira agroecológica, que reúne produtores da agricultura familiar e cooperativas de artesanato produzido de forma sustentável que, habitualmente, expõem seus produtos às quintas-feiras, no prédio do Centro de Ciências da Saúde e em outros pontos da Cidade Universitária.

A equipe organizadora foi composta por docentes e alunos dos cursos de Nutrição e Gastronomia do INJC e uma aluna do curso de Ciências Biológicas, além de um representante do Sistema de Alimentação da UFRJ e de Iris Guardatti, da Agência UFRJ de Inovação.

O Sabores e Saberes foi contemplado pelo edital PROFAEX 2019/PR5, com concessão de bolsas evento, recebeu o apoio da Coordenadoria de Comunicação - COORDCOM UFRJ para a produção da identidade visual e concepção das peças de divulgação do Encontro, da Diretoria de Acessibilidade - DIRAC/UFRJ, que disponibilizou profissionais para tradução/interpretação de língua de sinais e da Pró-Reitoria de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças/PR3.

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O professor Vicente Ferreira é o novo diretor executivo do Parque Tecnológico da UFRJ. Vicente sucede a José Carlos Pinto, que ocupou o cargo de novembro de 2015 até setembro deste ano, conduzindo o relacionamento entre as empresas instaladas no Parque, a Universidade Federal do Rio de Janeiro e demais agentes promotores de inovação e empreendedorismo. 

Professor e ex-diretor do Instituto COPPEAD de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Vicente Ferreira entende que seu principal desafio é dar continuidade à trajetória de relevância ascendente que o Parque teve nas gestões anteriores e garantir que a comunicação com os stakeholders seja a mais efetiva possível. 

“É importante garantir que o Parque continue crescendo em relevância e caminhando em direção à realização da sua visão. O Parque tem uma equipe técnica madura e dar continuidade ao desenvolvimento dessa equipe também faz parte da minha missão como gestor.  O segundo ponto importante é promover a comunicação com todos os stakeholders, de forma que consigamos agir de forma integrada e otimizada. Em resumo, cuidar para que o Parque Tecnológico seja sempre, e sobre todos os ângulos, um ambiente inspirador”, avalia Vicente.

Para o novo Diretor, o Parque Tecnológico da UFRJ é um dos canais que a Universidade Federal do Rio de Janeiro tem para entregar benefícios à sociedade. “ A Universidade existe para promover o Bem e o Parque é uma das ferramentas que a sua Administração dispõe para isto”, diz. 

Do ponto de vista pessoal, ele considera uma ótima oportunidade para sua carreira.

“Estou muito feliz em poder estar à frente desse projeto que considero de enorme relevância. Uma oportunidade ímpar para meu crescimento como gestor e também uma enorme satisfação pessoal. O Parque, além de ser para mim uma oportunidade única de aprendizado, está me proporcionando conhecer pessoas admiráveis dentro e fora da equipe. Estou muito motivado” afirma.  

Doutor em Economia, mestre, especialista e bacharel em Administração, professor do Instituto COPPEAD de Administração, onde além de ter ministrado diversas disciplinas na área de Finanças Corporativas, foi vice-diretor de Educação Executiva e Diretor do Instituto. Atualmente é coordenador dos cursos de especialização lato sensu Executive MBA e COPPEAD Finanças. Já desenvolveu pesquisas nas áreas de Avaliação de Desempenho Empresarial e Sistemas Contábeis para Tomada de Decisão Gerencial. Atualmente seus maiores interesses são relacionados ao tema de Valuation de Empresas nascentes. Experiência profissional nas áreas de compras, planejamento, controle gerencial e avaliação de desempenho empresarial em empresas multinacionais, públicas e privadas.

Sobre o Parque Tecnológico da UFRJ

O Parque Tecnológico da UFRJ é um ambiente de inovação da UFRJ que permite a interação entre a universidade – alunos e corpo técnico-acadêmico – e as empresas, transformando conhecimento em emprego e renda e oferecendo produtos e serviços inovadores para a sociedade. Inaugurado em 2003, o Parque abriga, atualmente, mais de 60 instituições. Hoje estão instalados no Parque centros de pesquisas grandes empresas nacionais e multinacionais, pequenas e médias empresas, startups e laboratórios da UFRJ.

 

 

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A UFRJ permanece no topo da lista das melhores universidades do Brasil. Segundo o Ranking Universitário Folha (RUF) 2019, divulgado nesta segunda-feira, 7/10, a UFRJ é a terceira melhor do país, atrás apenas da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que ficaram com 98,02 e 97,09 pontos, respectivamente, enquanto a Federal do Rio se classificou com 97 pontos, com apenas 0,09 ponto a menos que a segunda colocada.

O RUF 2019 avaliou 197 universidades brasileiras e usa dados nacionais e internacionais, além de duas pesquisas de opinião do Datafolha, considerando cinco critérios: pesquisa (42% do total), ensino (32%), mercado (18%), internacionalização (4%) e inovação (4%). A UFRJ caiu uma posição, em comparação com o ano passado, mas segue na liderança do ranking em inovação, além de ser a melhor entre as federais.

UFRJ em pesquisa, ensino, mercado, internacionalização e inovação

Em pesquisa, nove componentes são avaliados: total de publicações, total de citações, citações por publicação, publicações por docente, citações por professor, publicações em revistas nacionais, recursos recebidos por instituição, bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e teses. Neste quesito, a UFRJ figurou na quinta posição, com 40,54 pontos. Em primeiro lugar, ficou a USP, com 41,63 pontos.

Em ensino, quatro critérios são observados: opinião de docentes do ensino superior (pesquisa Datafolha), professores com doutorado e mestrado, professores em dedicação integral e parcial, além da nota no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). Neste item, a Federal do Rio conquistou o quarto lugar, empatada com a USP, com 31,10 pontos. A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) liderou a lista, com 31,47 pontos.

No quesito mercado, o RUF 2019 considera a opinião de empregadores sobre preferências de contratação. A UFRJ figurou na quarta posição, empatada com a Universidade Presbiteriana Mackenzie, com 17,72 pontos. A USP encabeça a lista, com 18 pontos.

Em internacionalização, dois critérios são analisados: citações internacionais por docente e publicações em coautoria internacional. A UFRJ também ficou na quarta posição, com 3,78 pontos, enquanto a Fundação Universidade Federal do ABC (UFABC) conduz a classificação, com 3,91 pontos.

Já em inovação, a UFRJ lidera o ranking pelo segundo ano consecutivo, desta vez com 3,86 pontos. São observados o número de patentes pedidas pela instituição e a quantidade de estudos da universidade em parceria com o setor produtivo. Para a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Denise Freire, o resultado que posiciona a UFRJ em lugar de destaque neste critério tem motivo.

“A história da inovação na UFRJ confunde-se com a própria história da Universidade. Atualmente, contamos com um Parque Tecnológico – referenciado como um dos melhores do mundo –, uma incubadora de empresas, uma incubadora tecnológica de cooperativas populares, uma agência de inovação (Núcleo de Inovação Tecnológica e Social) e diversas outras microestruturas, tais como os laboratórios de pesquisa e as atividades de fomento à inovação e ao empreendedorismo hospedadas nas unidades acadêmicas e que possuem efetiva interação com o mercado e a sociedade. Essas ações refletem os elevados índices obtidos no ranking de inovação”, afirma a pró-reitora, que adianta que a Universidade seguirá na busca por aperfeiçoamento na área: “A UFRJ constituiu um comitê de inovação, com professores e funcionários especialistas nessa área, oriundos de diferentes campos do saber, com o propósito de construir a política de inovação da UFRJ em conformidade com o Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação. Iremos fomentar e organizar atividades de inovação e empreendedorismo e estimular a criação de novas estruturas dentro do ecossistema, assim como dar suporte técnico-científico às decisões da Agência de Inovação”, completa.

Protagonismo no ensino superior brasileiro

A reitora da UFRJ, Denise Carvalho, também comemorou o resultado: “A UFRJ continua entre as melhores instituições de ensino superior do país. Somos a instituição mais inovadora, o que muito nos orgulha. A UFRJ atua com excelência na transformação da sociedade brasileira, rompendo barreiras e contribuindo para diminuir a desigualdade social”, afirma. Denise, porém, destaca a vontade do aperfeiçoamento de desempenho no ranking: “Precisamos melhorar na área de ensino, pesquisa e internacionalização para retornarmos ao primeiro lugar. Vamos avançar!”, conclui.

 

Bandeira da UFRJ - foto: Marco Fernandes (Panorama UFRJ)

 

 

 

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O Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançaram nova chamada pública para o programa Inova Talentos. O edital é voltado para empresas, institutos de ciência e tecnologia (ICTs), órgãos de governo e entidades do terceiro setor interessados em contar com bolsistas para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I). Os projetos poderão ser apresentados a partir do dia 7 de outubro, no site http://www.portaldaindustria.com.br/inovatalentos.

Os projetos aprovados serão contemplados com bolsas do CNPq a serem custeadas pelas instituições proponentes. O objetivo é que graduandos e graduados, mestres e doutores, realizem atividades de PD&I nas instalações dessas instituições. Dessa forma, os interessados serão responsáveis pelo custeio do bolsista durante o período de capacitação supervisionada. Os recursos serão captados e centralizados pelo IEL/NC e repassados ao CNPq. Assim, o CNPq não disponibilizará recursos financeiros próprios na execução deste Programa.

Ao longo de três anos, a chamada permanecerá aberta em fluxo contínuo para interessados em contar com a parceria do Inova Talentos em projetos de PD&I. As empresas aprovadas receberão bolsistas selecionados e capacitados pelo IEL, que levará em conta o perfil de cada projeto no momento da escolha do talento. O programa é voltado para universitários, graduados, mestres e doutores.

Todos os detalhes constam neste edital.

 

 

 

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A Johnson & Johnson acaba de lançar um novo desafio de inovação para startups da área de saúde de toda a América Latina. O vencedor poderá contar com mentoria dos experts da J&J e uma vaga para incubação no JLabs. O desafio busca tecnologias ou soluções altamente inovadoras área da saúde que avancem os campos da pesquisa em diagnósticos, medicina personalizada, terapias digitais, cirurgia robótica, ingredientes naturais, small molecules, moléculas biológicas, terapia gênica, terapia celular, novos materiais, materais sustentáveis e microbioma.

Tais soluções devem estar aplicadas a pelo menos uma das seguintes áreas: Saúde da Pele, Proteção Solar, Acne, Dor, Alergia, Cessação do Tabagismo, Saúde da Mulher, Oncologia, Neurociência, Cardiologia, Doenças Infecciosas, Vacinas, Imunologia, Hipertensão Pulmonar, Doenças Metabólicas, Obesidade, Osteoartrite e Osteoporose.

As inscrições ocorrem até até 10 de dezembro de 2019.

Apesar de voltado para startups latinas, a empresa disponibilizou as regras e regulamentos do desafio apenas no idioma inglês. O endereço é: http://jnj.openstartups.net.

 

 

Nos dias 9, 10 e 11 de outubro, o CCS sediará o III Workshop dos Pós-doutores do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho/UFRJ. Trata-se de um evento gratuito, abrangente e multidisciplinar que abordará temas como: Importância da Universidade Pública; Impacto da Maternidade na Carreira; Violência contra a Mulher e contra as Minorias; Saúde Mental na Universidade, entre outros. Mais informações em: https://workshoppd.wixsite.com/iiiwspdibccf

 

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O Parque Tecnológico da UFRJ irá realizar no próximo dia 20 de agosto o encontro O Futuro da Inovação da UFRJ.  A ação tem como objetivo abordar a construção do futuro da Política de Inovação da UFRJ. Serão discutidos temas como o modelo implementado e as melhores práticas implementadas em instituições brasileiras.

O evento faz parte do programa Encontros no Parque e contará com a presença de Denise Freire, Pró-Reitora de Pós-graduação e Pesquisa (PR2); José Carlos Pinto, diretor do Parque Tecnológico da UFRJ; Juliana Crepalde, da UFMG; Patrícia Leal, da UNICAMP e Marco Krieger, da Fiocruz.

O encontro será realizado no auditório do Parque Tecnológico da UFRJ, das 10h às 13h.

Inscrições aqui.

 

 

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XI Encontro Acadêmico de Propriedade Intelectual, Inovação e Desenvolvimento (ENAPID) será realizado de 03 a 05 de setembro no Rio de Janeiro, na sede do Instituto Militar de Engenharia (IME). O tema será "Propriedade Intelectual, Geração de Negócios e Ambientes de Inovação".

Um dia antes do evento, em 2 de setembro, no mesmo local, acontecerá o II Encontro de Grupos de Pesquisa em PI das Instituições de Ensino Superior do Rio de Janeiro (II GPPI-RJ). A inscrição para o ENAPID dá direito à participação neste evento.

A organização do XI ENAPID está a cargo da Academia do INPI, em conjunto com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), contando com o apoio do IME e do Escritório Dinamarquês de Marcas e Patentes (DKPTO).

Confira a página do XI ENAPID.

Conheça a programação do evento.

 

 

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O mês de julho foi marcado por renovações estruturais na Agência UFRJ de Inovação. Desde o dia 11, conforme a portaria 7045, a direção do setor passou a ficar a cargo da professora Flávia Lima do Carmo. Esta é a primeira vez, desde sua criação, em outubro de 2007, que a Agência passa a contar com um docente da UFRJ em sua direção.

Mestre e doutora em Biotecnologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Flávia é professora adjunta do Instituto de Microbiologia Professor Paulo de Góes, e membro da Câmara Técnica de Ética em Pesquisa, unidade da Pró-reitoria de Pós-graduação e Pesquisa (PR-2), onde está envolvida nas discussões relativas à Biodiversidade e Acesso ao Patrimônio Genético e ao Conhecimento Tradicional Associado.

Sua trajetória na Universidade também é marcada pelos esforços para a implementação do ponto focal do Mestrado Profissional em Rede Nacional em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação (PROFNIT), tanto como professora permanente quanto como coordenadora.

Por sua vez, sua atuação na Agência UFRJ de Inovação teve início em 2014, sendo que já no ano seguinte, assumiu o cargo de coordenadora adjunta do setor. Flávia enfatizou a importância de um ambiente de inovação dentro da universidade que seja efetivamente voltado ao desenvolvimento socioeconômico. Em suas palavras, "é necessário criar um ecossistema de inovação na UFRJ, isto é, um ambiente interligado que favoreça a relação da universidade com os demais atores deste ecossistema com intuito de fomentar o desenvolvimento econômico e social".

 

 

 

 

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O HackaTruck MakerSpace é um projeto de capacitação profissional no formato de um laboratório móvel itinerante financiado pela IBM Brasil e pela Flextronics Internacional, por meio da Lei de Informática, em parceria com o Instituto de Pesquisas Eldorado, e em colaboração com a Apple, destinado a estudantes universitários de qualquer área que se interessam por programação, desenvolvimento de aplicativos e Internet das Coisas (IoT, sigla em inglês para Internet of Things). A Universidade Federal do Rio de Janeiro é uma das instituições de ensino parceiras do projeto. As atividades para alunos de seus cursos têm início este mês e vão até 25 de outubro.

A seletiva para participar do projeto abriu as inscrições no começo de agosto, incluindo um curso à distância (EAD) gratuito, com certificado de participação, que acontecerá entre os dias 13 de agosto e 15 de setembro. Os alunos selecionados terão aulas presenciais no laboratório móvel, entre 23 de setembro e 25 de outubro, no campus do Fundão. Ao final, os participantes receberão um certificado de 100 horas-aulas. 

As atividades de capacitação têm como principal objetivo estimular os alunos a buscarem soluções através da linguagem de programação Swift, incorporadas a práticas de Cloud Services, Serviços Cognitivos e Internet das Coisas (IoT), e a desenvolverem protótipos de aplicativos relacionados a um dos sete temas de grande importância para a sociedade: saúde, educação, indústria 4.0, varejo, segurança, mobilidade urbana e sustentabilidade. 

No dia 13, a IBM fará uma série de palestras destinada aos alunos interessados em obter mais informações e esclarecer eventuais dúvidas sobre o projeto, de 8h até 19h, no Auditório André Rebouças (CT-D220). As inscrições podem ser feitas através do link a seguir: www.poli.ufrj.br/hackatruck-alunosufrj.

Mais informações: www.hackatruck.com.br

Serviço:

Palestras de divulgação do projeto: 13/08 às 8:00; 10:00; 13:00, 15:00, 17:00 e 19:00 – auditório André Rebouças (CT-D220);

Período de inscrições: 01/08 a 12/09 - Inserir o seguinte promocode no site oficial: UFRJ19HTMS;

Período do curso à distância (EAD): 13/08 a 15/09;

Período do curso presencial (caminhão): 23/09 a 25/10; turma manhã (8:00-12:00), turma tarde (13:00-17:00).

Site oficial para inscrição: www.hackatruck.com.br

Inscrição para a palestra de abertura: www.poli.ufrj.br/hackatruck-alunosufrj

 

 

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