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Em 14 de novembro, a FAPERJ lançou, em parceria com a AGERIO, o Edital de Apoio à Inovação em Micro, Pequenas e Médias Empresas no Estado do Rio de Janeiro – InovAÇÃO Rio. O principal objetivo desse edital é apoiar MPMEs fluminenses através do aporte de recursos financeiros de fomento e financiamento disponibilizados por ambas as agências, visando o fortalecimento de suas atividades inovadoras. Enquanto os recursos provenientes da FAPERJ são do tipo subvenção econômica e destinados exclusivamente a despesas de custeio, os recursos da AGERIO são na modalidade crédito, oriundos da linha INOVACRED da Finep, e direcionados a despesas de capital e/ou custeio.

São elegíveis neste programa Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs) instaladas no estado do Rio de Janeiro com faturamento anual de até R$ 90.000.000,00 (noventa milhões de reais). O foco dos projetos a serem apoiados é o da inovação para a competitividade, incluindo inovações de produto, inovações de processo, inovações organizacionais e inovações de marketing.

A Diretoria de Tecnologia da FAPERJ espera por meio desse programa, inédito no estado, aumentar a articulação entre os atores do ecossistema de inovação fluminense, estimular a criação de área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação nas MPMEs fluminenses. Além disso, busca-se ampliar a capacidade inovativa das empresas instaladas no estado e incentivar a geração de novos produtos e processos que possam aumentar a competitividade da economia do Estado do Rio de Janeiro. Segundo o Diretor de Tecnologia da Fundação, Maurício Guedes, essa iniciativa reforça o compromisso da Faperj com o desenvolvimento socioeconômico do estado, conforme estabelece o seu estatuto.

O Programa InovAÇÃO Rio terá três faixas de atuação:

- A Faixa A abrange projetos de até R$ 200.000,00 para despesas de custeio, oriundos da FAPERJ na modalidade subvenção econômica e destina-se a MPMEs com faturamento até R$ 90.000.000,00 e que comprovem faturamento nos 12 meses anteriores à data de lançamento do edital;

- A Faixa B permite apoiar projetos de até R$ 600.000,00, sendo metade com recursos de subvenção da FAPERJ e metade com recursos de financiamento da AGERIO com juros de TJLP + 1% a.a. , e está disponível apenas para micro e pequenas empresas com faturamento até R$ 4.800.000,00 e que comprovem faturamento ininterrupto nos 24 meses anteriores ao lançamento do edital; e

- A Faixa C possibilita apoiar projetos de até R$ 3.000.000,00, sendo até R$ 1,5 milhão da FAPERJ em recursos de subvenção e até R$ 1,5 milhão da AGERIO em forma de crédito com juros de TJLP + 1% a.a. ou TJLP + 2% a.a. (a depender do porte da empresa), e está disponível para MPMEs com faturamento até R$ 90.000.000,00 e que comprovem faturamento ininterrupto nos 24 meses anteriores à data de lançamento do edital.

“Esse edital inédito é uma importante ação de estado para catalisar a grande vocação do Rio de Janeiro que é a economia do conhecimento, com destaques para as áreas de tecnologia da informação, inteligência artificial, energia, nanotecnologia, meio ambiente, medicamentos e vacinas, agronegócio, entre outras. O Rio de Janeiro, por ser um farol do país, tem todas as condições de se projetar internacionalmente como um Estado 4.0 de produção de produtos com alta intensidade tecnológica”, disse o presidente da FAPERJ, Jerson Lima Silva.

Cada empresa poderá submeter ao edital apenas um projeto, com prazo de execução de no máximo 24 meses. O processo de inscrição para as três faixas será feito através do SisFAPERJ em chamada específica para cada uma delas e estará aberto até o dia 15 de fevereiro de 2020. Nas Faixas B e C as empresas receberão os recursos solicitados apenas se forem aprovadas por ambas as agências e não poderão acessar os recursos da FAPERJ caso sejam reprovadas na análise de crédito da AGERIO.

As propostas poderão ser submetidas no sisFaperj até 28/02/2020.

Edital de Apoio à Inovação em Micro, Pequenas e Médias Empresas no Estado do Rio de Janeiro – InovAÇÃO Rio

 

 

 

 

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Estão abertas até 30 de janeiro as inscrições para a primeira edição de 2020 do Curso Geral de Propriedade Intelectual a Distância – DL101P BR. Oferecido pelo INPI em parceria com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), o curso acontece de 4 de fevereiro a 3 de abril e apresenta uma visão geral sobre diversos temas relativos à propriedade intelectual, com enfoque na legislação brasileira.

Com tutoria de especialistas nacionais e totalmente na modalidade ensino a distância, o DL101P BR é gratuito e possui carga horária de 75 horas/aula.

Inscreva-se em: https://bit.ly/30jkZ5G

Saiba mais na agenda de cursos do INPI: https://bit.ly/2FLdon5

 

 

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Larissa Santiago Ormay, doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI), desenvolvido por meio de convênio entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), sob a orientação do professor Marcos Dantas, ganhou o Prêmio Valério Brittos. A honraria é concedida pela União Latina de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura (Ulepicc) à melhor tese defendida anualmente no campo da Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura.

A tese de Larissa, "Propriedade Intelectual e Renda no Capital-Informação", foi premiada em Sevilha, na Espanha, durante o congresso da Ulepicc, em novembro de 2019. “Trata-se do reconhecimento internacional de uma pesquisa realizada em instituições públicas brasileiras, contando, inclusive, com apoio parcial do CNPq. Nenhuma conquista é individual e sou grata a todos os envolvidos no processo”, explica Larissa.

Além de doutora em Ciência da Informação, Larissa é mestre em Ciência Política pela Universidade Federal Fluminense (2013) e graduada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2008). A pesquisadora atua na Divisão de Relações Multilaterais da Coordenação de Relações Internacionais do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e estuda relações entre a liberdade de expressão e a propriedade privada, principalmente nos temas acesso ao conhecimento e propriedade intelectual e informação e democracia.

Em entrevista, Larissa detalha como teve a ideia de escrever a tese e contextualiza o assunto.

Comunicação Social do Ibict/UFRJ - Como surgiu a ideia de escrever o tema da tese?

Larissa Ormay - Eu estava muito empolgada com a disciplina do doutorado no PPGCI, chamada “Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura”, ministrada pelo professor Marcos Dantas, que se tornou meu orientador. Fui percebendo que as abordagens teóricas dessa disciplina poderiam explicar aspectos de uma situação que eu observava em minha experiência de trabalho com gestão de ciência e tecnologia no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas: a “corrida quântica”.

Trata-se de uma competição mundial entre grandes empresas aliadas a Estados em busca de novas tecnologias quânticas, como o computador, a criptografia e o laser quânticos. Estima-se que essas tecnologias representam um novo marco para a área de processamento, transmissão, organização e recuperação da informação, com relevantes impactos sociais, políticos, econômicos e culturais.

Por isso, existe forte concorrência global para o domínio do conhecimento no campo, o que se reflete na escalada da propriedade intelectual relacionada a uma disciplina da Física denominada “Informação Quântica”, que estuda os fenômenos da informação que tais tecnologias visam explorar. Meu objetivo foi procurar entender principalmente o papel das patentes e dos direitos autorais nessa disputa global que, no fundo, é uma disputa de poder.

Comunicação Social do Ibict/UFRJ - Poderia explicar sobre o que versa sua tese?

Larissa Ormay - A propriedade intelectual é um artifício jurídico que autoriza uma apropriação de bens que, a princípio, não teriam capacidade em si de serem apropriados, por conta de sua natureza intangível – como a cognição, o pensamento, a informação, a cultura e o conhecimento. Por exemplo, podemos demarcar um bem material, cercá-lo com grades e garantir sua posse e propriedade exclusivas.

Quando se trata de conhecimento, fica mais difícil “amarrá-lo” de modo a excluir sua aquisição por terceiros. Um livro pode pertencer a alguém, mas a princípio nada impediria que o conhecimento que está nesse livro seja retransmitido à vontade. A expansão da propriedade intelectual tem servido para colocar “cercas” onde inicialmente haveria caráter de livre compartilhamento.

Minha tese realiza um desenvolvimento teórico sobre o mecanismo que representa esse “cercamento”, que teria origem no cercamento de terras que possibilitou o estabelecimento do capitalismo. De maneira análoga à remuneração de um proprietário fundiário a partir do arrendamento de sua terra a quem nela produz mercadorias, vislumbramos o possível caráter rentista do enriquecimento via propriedade intelectual.

É como se o conhecimento desempenhasse o mesmo papel que a terra representou nos primórdios do capitalismo, quando ocorreram os primeiros cercamentos. Trata-se de um modelo cuja intensificação gera um cenário em que muitos trabalham para sustentar o modo improdutivo de quem vive de renda – tudo justificado pela propriedade privada, contemporaneamente cada vez mais sob a versão “intelectual”.

A pesquisa mostrou a relação entre a renda da terra e a “renda informacional”, que seria a renda da propriedade intelectual. Esse desenvolvimento teórico foi aplicado à situação concreta da “corrida quântica” com um estudo de caso. Os monopólios de conhecimento representados pelos títulos de propriedade intelectual acumulados por gigantes corporações tecnológicas parecem favorecer uma acumulação predominantemente rentista, em que aos “donos” da propriedade intelectual se paga o preço pela utilização de tecnologias e saberes tornados indispensáveis ao desenvolvimento econômico e social. 

Os países em desenvolvimento que não investem na criação e titularidade desse tipo de domínio permanecem no papel de pagadores, em vez de se tornarem credores e diminuírem o abismo que os separa dos países desenvolvidos. Em resumo, foi nessa direção que procurei reunir teoria e realidade prática contemporânea a fim de contribuir para estratégias brasileiras de posicionamento sobre o assunto, seja perante novos acordos de propriedade intelectual ou futuras políticas de acesso ao conhecimento científico.

Comunicação Social do Ibict/UFRJ - Considerando o tema da sua tese, por que devemos pensar a informação como trabalho?

Larissa Ormay - Existem diversos conceitos associados à palavra informação. Eu utilizo uma abordagem teórica segundo a qual o que gera valor econômico é o trabalho. Considerando a informação como um processo de produção de signos, essa produção se expressa como trabalho quando inserida em uma relação economicamente produtiva. 

Sujeitos produzem significado partindo de conhecimento para gerar novo conhecimento. Isso é um trabalho imprescindível no contexto atual, quando mais do que nunca a informação parece ser o grande alvo de exploração econômica. A informação nesse sentido não é simplesmente um recurso, mas tempo de nossas vidas gasto como atividade produtiva, como trabalho semiótico.

Trata-se de uma concepção que procura enxergar a informação não como algo que existe em si, como tendo algum tipo de substância. Em vez disso, a informação seria um processo que necessariamente passaria pela nossa atividade mental de criação a partir de determinada materialidade.

Comunicação Social do Ibict/UFRJ - Qual a importância do PPGCI Ibict/UFRJ para a realização do seu trabalho?

Larissa Ormay - O programa me ofereceu contato com uma interdisciplinaridade ímpar, o ambiente acadêmico ideal para quem pretende abordar questões complexas que envolvem o cruzamento de diversas áreas do conhecimento relacionadas à questão da informação. Tive ótimos professores e acesso à alta qualidade de ensino e pesquisa.
 

Acesse a tese "Propriedade Intelectual e Renda no Capital-Informação".

 

FONTE: Núcleo de Comunicação Social do Ibict/UFRJ

 

 

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A cena é de filme: um mergulhador com uma bela concha nas mãos, que traz à tona, abre, e encontra o tesouro, uma pérola preciosa. Mas para cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Universidade do Estado do Rio de Janeiro, o tesouro não está dentro, mas na própria concha. É que um projeto de pesquisa trabalha no desenvolvimento de um medicamento antimetastático desenvolvido a partir de uma substância encontrada nas vieiras, um molusco muito apreciado na culinária, e facilmente encontrado na costa brasileira.

O composto antimetastático é análogo à heparina, uma substância unicamente encontrada no intestino de porcos, e utilizada para combater a trombose. Mauro Pavão, coordenador do projeto, pesquisador da UFRJ e apaixonado pelo mar, trabalha há anos estudando substâncias encontradas em animais marinhos como o pepino-do-mar, ouriço e ascídia. Ele percebeu que a estrutura química de muitas dessas substâncias é semelhante à heparina.

E o câncer? "Trabalhos feitos por outros pesquisadores mostraram que a heparina inibe várias moléculas de adesão celular que estavam envolvidas na progressão do câncer. Mais especificamente, quando a célula tumoral entra na corrente sanguínea, ela é protegida por um cinturão de plaquetas, e a heparina atua justamente removendo essa proteção e fazendo com que as células tumorais sejam atacadas pelas células do sistema imune que circulam no sangue", afirma Mauro Pavão.

Os pesquisadores então fizeram uma série de testes in vitro que confirmaram que as substâncias análogas à heparina, encontradas em moluscos como a vieira, também atuavam destruindo o complexo célula tumoral-plaquetas, mas com um grande e importante diferencial. "Nós observamos que várias dessas substâncias análogas não tinham efeito anticoagulante, não causavam sangramento, que é um dos efeitos colaterais da heparina que limita drasticamente seu uso clínico", diz Mauro. Os testes foram feitos em animais com câncer de mama, melanoma e carcinoma de colon, e confirmaram a ação antimetastática da substância nos três modelos de câncer - sem que o sangramento fosse observado.

O projeto de pesquisa coordenado por Mauro é financiado pelo Ministério da Saúde, e também reúne pesquisadores da Faculdade de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), que pesquisam e desenvolvem o cultivo da vieira junto a pescadores e produtores da Ilha Grande, na costa verde do estado do RJ. "A vieira é uma potencial fonte de substância para produção desses remédios antimetastáticos porque é cultivável, e a heparina está alocada justamente em um tecido que é descartado pelos produtores. São vários aspectos positivos no ponto de vista ecológico e social", afirma Mauro.

Graças ao financiamento destinado ao projeto, os pesquisadores estão montando um laboratório no Hospital Universitário da UFRJ para a produção em larga escala dos compostos destinados aos testes pré-clínicos, que precisam ser realizados em animais antes de chegar aos testes em seres humanos. Por enquanto, os pesquisadores trabalham com a ideia de produzir um medicamento que possa ser usado na prevenção da metástase do câncer. "Por exemplo, se células tumorais caírem na corrente sanguínea, o sistema imune vai estar mais capacitado para remover essas células, por causa da ação intravascular que esse composto tem. Essa seria uma abordagem. Uma outra abordagem seria ministrar o medicamento antes do paciente fazer uma cirurgia de remoção de um tumor primário, já que é comum que células cancerígenas caiam na corrente sanguínea durante esses procedimentos", afirma Mauro.

O novo laboratório está em fase de montagem e poderá também purificar e estudar outros compostos de origem marinha. Além disso, o projeto inclui investimento a longo prazo na produção em larga escala da substância e prevê a construção de um laboratório de reprodução das vieiras, em Ilha Grande, e a ampliação da fazenda marinha onde os moluscos são cultivados, etapas que ainda aguardam os recursos previstos do Ministério da Saúde.

Um vídeo institucional sobre o projeto está disponível aqui.

Recentemente, as vieiras foram tema do programa Rio em Foco da TV Alerj, em dezembro de 2019, que pode ser assistido aqui.

 

 

 

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A Agência UFRJ de Inovação também está no Instagram. Convidamos todos a seguirem o perfil @agenciaufrjdeinovacao para acompanharem as notícias do núcleo de inovação tecnológica da UFRJ também neste canal. O endereço é www.instagram.com/agenciaufrjdeinovacao.

 

 

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2018 e 2019. Dois anos de efervescência sócio-político-econômica no Brasil e, em meio à instabilidade do país, um feito: a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) conquistou, nos dois anos seguidos, o topo absoluto em inovação no Ranking Universitário Folha (RUF), mostrando que a primeira universidade criada pelo Governo Federal (em 1920) também se espraia para a liderança na inventividade em novos conhecimentos. 

Com metodologia inspirada em rankings internacionais, o quesito inovação do RUF levou em conta dois critérios: patentes depositadas junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e artigos em colaboração com empresas. Em 2019, 197 universidades foram ranqueadas. Das 20 primeiras posições do ranking de inovação, 15 são ocupadas por universidades públicas, sendo 11 federais. Atrás da UFRJ, figuram a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Federal do Paraná (UFPR), em segundo e terceiro lugares, respectivamente.

Denise Freire, pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa, aponta possíveis motivações para a Federal do Rio ter atingido o primeiro lugar no Brasil. “A UFRJ teve, nos últimos anos, um enorme crescimento da qualificação docente, o que repercutiu positivamente na expansão da oferta de programas de pós-graduação e, consequentemente, na produção científica e de inovação da Universidade. Inovação somente é possível com geração de conhecimento científico de qualidade. Somos líderes nesse quesito porque a UFRJ já possui um excelente ecossistema de inovação com vários componentes maduros e produtivos, como o  Parque Tecnológico, uma incubadora de empresas, uma incubadora tecnológica de cooperativas populares, a Agência de Inovação e diversas outras microestruturas, tais como os laboratórios de pesquisa e as atividades de fomento à inovação e ao empreendedorismo”, afirma.

“A inovação, que trata da transformação de ciência em algo de valor para a sociedade, é um conceito que acompanha a UFRJ desde sua criação. As inovações tecnológica e social são componentes cruciais para a complexificação das cadeias produtivas do país, uma vez que os agentes econômicos e sociais se tornam mais interdependentes econômica, política, social e tecnologicamente. Diferentemente do que acontecia em sociedades industriais tradicionais, a atual lógica da inovação se apoia muito mais em produção e aprendizagem do conhecimento. Essa dependência da produção em relação à aprendizagem gera, por sua vez, uma forte interação entre agentes produtivos e agentes produtores de saber. E as universidades e os centros de pesquisa são os agentes produtores do saber”, diz.

O papel da Agência de Inovação

Em 12 anos, a UFRJ, com a Agência de Inovação, acumulou 371 depósitos de pedido de patente, 687 notificações de invenção, de 2016 a 2019, 42 registros de software, 16 contratos de licenciamento e 214 acordos de parceria que geraram R$ 1,8 milhão em comercialização da propriedade intelectual. 

Para Flavia Lima, coordenadora da Agência UFRJ de Inovação, o órgão ocupa posição de relevância na Universidade. “Nossos principais objetivos são proteger, por meio de patentes e registros, as criações intelectuais decorrentes das pesquisas acadêmicas da UFRJ e buscar sua transferência, por meio de licenciamentos, para o setor produtor de bens e serviços”, afirma. 

“A Agência foi criada em 2007 e, ao longo dos últimos 12 anos, veio desenvolvendo uma série de atividades, que vão desde a questão da proteção intelectual em si até o estímulo de iniciativas empreendedoras e socialmente inovadoras geradas na UFRJ, além da realização de atividades de difusão da cultura de inovação e empreendedorismo por meio de cursos, palestras, workshops etc. É muito importante que haja na UFRJ um somatório de esforços com esse objetivo, e a Agência de Inovação tem um papel fundamental, nesse sentido, ao promover a articulação do ecossistema de inovação da UFRJ”, completa Flavia.

A pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa acrescenta: “Esse ecossistema gera produção científica de qualidade, que se traduz num grande número de artigos científicos publicados em cooperação com empresas, evidenciando o fato de que os investimentos em ciência e tecnologia garantem o retorno para a sociedade, não apenas com as novas descobertas e produtos desenvolvidos, mas também com a interação universidade-empresa”, conclui.

(FONTE: Assessoria de Imprensa do Gabinete da Reitora)

 

 

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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) entregou, na última quinta-feira, 28/11, o Prêmio ANP de Inovação Tecnológica 2019. Distribuídos em cinco categorias, concorreram, ao todo, 147 resultados de projetos de mais de cinco empresas petrolíferas, 20 empresas brasileiras de tecnologia e 40 instituições credenciadas com diversas unidades laboratoriais. A UFRJ venceu em duas categorias, ambas inéditas: “Segurança, Meio Ambiente e Saúde – SMS” e “Indústria 4.0”.

Na primeira categoria, o vencedor foi o projeto “Tecnologias verdes para a reciclagem de polímeros da indústria do petróleo: transformando resíduos em matérias-primas de valor para a cadeia produtiva”, organizado a partir de uma parceria entre o Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano (IMA), da UFRJ, e o Laboratório de Tecnologias Limpas (Lateclim), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O estudo versa sobre o processo de despolimerização e a posterior reciclagem de embalagens e demais materiais a base de poli(tereftalato de etileno) ou, como mais conhecido pela sigla em inglês, PET — polímero ambientalmente amigável e aderente aos princípios de engenharia verde. Nas configurações desenvolvidas, a despolimerização é catalisada por enzimas, catalisadores químicos ou mesmo pela combinação destes — o que leva a uma conversão do polímero em monômeros. Os processos consistem em reações em batelada, em que o polímero moído entra em contato com o catalisador, em fase aquosa (reação de hidrólise) ou orgânica (reação de glicólise). A partir daí, há, no caso da hidrólise, a liberação de monômeros, ácido tereftálico (TPA) e monoetileno glicol (MEG); já no caso da glicólise, o composto obtido é o tereftalato de bis (2-hidroxietila). O uso de um catalisador de origem biológica (enzima), biodegradável e capaz de promover a despolimerização do PET em condições brandas de temperatura e pressão, torna o processo totalmente sustentável, de condução segura e sem gerar resíduos tóxicos ao meio ambiente e ao ser humano. Os catalisadores químicos, por sua vez, agregam eficiência e rapidez ao experimento, ao passo que foi possível alcançar conversões da ordem de 96% em apenas 15 minutos de reação.

Já na segunda categoria, foi contemplado o projeto “OtimRota – Ferramenta computacional para projeto conceitual e otimização de sistemas submarinos”. A concepção foi produzida pelo Laboratório de Métodos Computacionais e Sistemas Offshore (LAMCSO), da UFRJ; o Núcleo de Dinâmica e Fluidos (NDF), da Universidade de São Paulo (USP); e o Instituto Tecgraf de Desenvolvimento de Software Técnico-Científico (Tecgraf), da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Alinhado à inclusão da transformação digital nos projetos na área submarina, o OtimRota surge como uma ferramenta computacional para auxiliar o engenheiro na elaboração, avaliação e comparação de projetos conceituais otimizados de sistemas submarinos. A ferramenta gera automaticamente alternativas para a locação da plataforma e para a arquitetura e disposição espacial dos diversos tipos de equipamentos submarinos (árvores de natal, manifolds, unidades de tratamento de ar, entre outros). Em suma, o OtimRota engloba novas metodologias para automatizar a síntese de sistemas submarinos, proporcionando a maximização do valor gerado pelo sistema de produção e obtendo arranjos otimizados, avaliados por critérios de engenharia e de custos (Capex, Opex e Abex). Isso fornece benefícios importantes em termos de projetos mais eficientes e significativa redução dos custos associados.

Originalidade, relevância, aplicabilidade e funcionalidade da tecnologia foram os critérios utilizados na avaliação dos projetos. A produção científica e tecnológica foi usada, ainda, como critério de desempate.

Criado em 2014, o Prêmio ANP tem como objetivo reconhecer e premiar os resultados associados a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) que representem inovação tecnológica para o setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis. As iniciativas devem ter sido desenvolvidas no Brasil por instituições de pesquisa credenciadas pela ANP, empresas brasileiras e empresas petrolíferas, com recursos provenientes da cláusula de PD&I presente nos contratos de Exploração e Produção.

(FONTE: Assessoria de Imprensa do Gabinete da Reitora)

 

 

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"Desafios da Inovação" é uma série de vídeos desenvolvida pela Agência UFRJ de Inovação que busca contribuir com um maior entendimento sobre as questões relacionadas ao tema. Ela está disponível em nosso canal no Youtube. Neste novo episódio, conversamos com o Professor Cláudio Cerqueira Lopes, do Instituto de Química, para conhecer mais sobre o LUMINOL, cujo registro de patente foi realizado pela Agência UFRJ de Inovação. Neste vídeo aprenderemos como funciona e quais as possibilidades de uso do referido produto.

 

 

 

 

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Parceria formada pela PepsiCo, Young Americas Business Trust (YABT) e a Organização dos Estados Americanos (OEA) busca promover o empreendedorismo ao incentivar jovens a atuarem como agentes transformadores para a sustentabilidade. Participantes irão concorrera prêmios de US$ 5.000 em diferentes categorias.

 

Com o objetivo de incentivar jovens na América Latina e no Caribe a apresentar ideias para a redução de resíduos plásticos, a PepsiCo, em parceria com a Young Americas Business Trust (YABT) e a Organização dos Estados Americanos (OEA),está lançando a 11ª edição do Eco-Desafio. O foco na identificação de soluções sustentáveis, com alto potencial de implementação, permitirá à PepsiCo avançar em direção à sua visão de ajudar a construir um mundo onde os plásticos nunca precisem se tornar lixo. Jovens entre 18 e 34 anos podem se inscrever até o dia 29 de fevereiro de 2020 por meio do site https://ticamericas.net/eco-desafio.

O Eco-Desafio tem como objetivo promover o empreendedorismo através do empoderamento dos jovens, capazes de contribuir com soluções criativas e de alto impacto. No Brasil, o programa considera as seguintes categorias:

1. Além da Garrafa e do Pacote: Soluções inovadoras e novas tecnologias focadas na criação de alternativas para os materiais das garrafas e dos pacotes e/ou na sua substituição. Soluções para pós-uso do consumidor de material PET também serão consideradas nesta categoria.

2. Reciclagem e uso Pós-Consumo do BOPP: Soluções inovadoras para reciclar BOPP (material usado em embalagens flexíveis, como as de salgadinhos), bem como soluções para pós-uso do material pelo consumidor.

“A PepsiCo vem trabalhando ativamente há alguns anos em programas de reciclagem, apoiando a educação, o empreendedorismo e capacitando cooperativas de reciclagem. Reconhecemos que não podemos criar mudanças sustentáveis sozinhos, por isso trabalhamos para ampliar nossas estratégias por meio de parcerias e assim aumentar seu impacto. Convidamos os jovens a serem nossos aliados nesse processo e contamos com a grande criatividade que os diferenciam para encontrar soluções inovadoras que nos permitam continuar avançando nessa visão”, afirma João Campos, CEO da PepsiCo Brasil Alimentos.

“O Eco-Desafio e nossa aliança de mais de onze anos com um parceiro de primeiro nível, como a YABT, é uma grande oportunidade para expandir nossos esforços pela redução do desperdício de plástico e reinvenção de nossas embalagens. É incrível ver o nível de compromisso que os jovens têm para ter um impacto positivo e apresentar inovações que combinam seus conhecimentos e habilidades, juntamente com sua experiência e entendimento de ciência, tecnologia e desenvolvimento sustentável”, reforça Ricardo Maldonado, general manager de Bebidas da PepsiCo Brasil.

O Eco-Desafio é a categoria especial de inovação sustentável da Competição de Talento e Inovação das Américas (TIC Americas). O programa está em vigor desde 2009 e, ao longo de suas dez edições, já recebeu 17.448 propostas de negócios entregues por 22.920 jovens em mais de 33 países. O programa oferece treinamento gratuito a todos os participantes, além de patrocínio para asequipes que chegarem às inais e prêmios de US$ 5.000 para os vencedores de cada categoria, entre outros benefícios.

Para mais informações sobre o Eco-Desafio e sobre como se inscrever, acesse https://ticamericas.net/eco-desafio.

 

 

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A UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO – UFRJ torna público e comunica aos interessados em apresentar propostas para cumprimento do objeto deste Edital que em até 30 dias após a publicação no sítio eletrônico oficial da UFRJ (publicação realizada em 02/12/2019), receberá através dos Correios os envelopes dos interessados contendo a documentação prevista nos itens 4 e 5 do presente Edital. O endereço para a entrega dos respectivos envelopes é: Agência UFRJ de Inovação, Rua Hélio de Almeida, s/n, Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ, Prédio 2, Sala 26a, CEP 21941-614, Cidade Universitária, Ilha do Fundão, Rio de Janeiro - RJ.

O edital tem por objetivo estabelecer condições destinadas à seleção de proposta mais vantajosa para contratação de empresa ou consórcio de empresas, para o licenciamento em caráter exclusivo dos direitos e obrigações para uso, exploração, desenvolvimento, industrialização e comercialização das criações intituladas “BIOCONJUGADOS NÃO AGLOMERANTES DE AMILINOMIMÉTICOS COM POLIETILENOGLICOL USO DE BIOCONJUGADOS NÃO AGLOMERANTES DE AMILINOMIMÉTICOS COM POLIETILENOGLICOL, COMPOSIÇÕES FARMACÊUTICAS DE BAIXA TOXICIDADE, ADJUVANTE PARA A PREVENÇÃO OU TRATAMENTO DAS DOENÇAS, MEDICAMENTO, MÉTODO DE TRATAMENTO OU PREVENÇÃO DE DOENÇAS” (BR 102013017626-5) e “BIOCONJUGADO DE AMILINA HUMANA OU DE ANÁLOGOS DE AMILINA NÃO AGREGANTES, COMPOSIÇÃO, MÉTODOS PARA A PREPARAÇÃO DE UMA COMPOSIÇÃO, PARA O TRATAMENTO DE UMA DOENÇA OU CONDIÇÃO E PARA ESTABILIZAR UM COMPOSTO AMILINO-MIMÉTICO, E, MEDICAMENTO” (BR 102015031283-0), depositadas no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

O pedido de patente BR 102013017626-5, prioridade interna dos pedidos internacionais listados acima, intitulado “Bioconjugados não aglomerantes de amilinomiméticos com polietilenoglicol, uso de bioconjugados não aglomerantes de amilinomiméticos com polietilenoglicol, composições farmacêuticas de baixa toxicidade, adjuvante para a prevenção ou tratamento das doenças, medicamento, método de tratamento ou prevenção de doenças dentro de sua generalidade”, refere-se a novos bioconjugados não aglomerantes de amilinomiméticos com polietilenoglicol e sua utilização principalmente em tratamentos de doenças associadas à deposição ou acúmulo amilóide extracelular, o que favorece a disfunção ou falha de órgãos sistêmicos como o pâncreas. A presente invenção pertence à área farmacêutica, referindo-se aos novos compostos bioconjugados não aglomerantes de amilinomiméticos com polietilenoglicol, incluindo a própria amilina humana, natural ou sintetizada. Dentre os objetivos desta invenção destacam-se os novos bioconjugados não aglomerante de amilinomiméticos de polietilenoglicol de fórmula (I) (R1-COX)m-R2 e fórmula (II) (R1X)m-R2. Tais compostos são utilizados na prevenção e tratamento de doenças causadas pela deposição amiloide, levando a disfunção ou falha de órgãos sistêmicos. Os mesmos bioconjugados de fórmula (I) e (II) são utilizados na preparação de uma composição farmacêutica de baixa toxicidade. 

Já o pedido de patente de invenção BR 102015031283-0, prioridade dos pedidos internacionais listados acima, intitulado, “Bioconjugado de amilina humana ou de análogos de amilina não agregantes, composição, métodos para a preparação de uma composição, para o tratamento de uma doença ou condição e para estabilizar um composto amilino-mimético, e, medicamento” refere-se a novos bioconjugados não agregantes de amilina, compostos amilino-miméticos, e combinações compreendendo os mesmos. A metodologia para preparar e utilizar os mesmos é também fornecida. Em algumas modalidades os presentes bioconjugados não agregantes de amilina podem ser utilizados para o tratamento de uma doença associada com a falta de produção natural de amilina e/ou deposição ou acúmulo de fibras amiloides extracelulares, as quais contribuem com a disfunção ou falha de órgãos sistêmicos tais como o pâncreas e o cérebro.

Constam a seguir os link do edital e da respectiva minuta.

 

 

 

 

FeiraGastronomica2019

Nos dias 3, 4 e 5 de dezembro, o Parque Tecnológico da UFRJ vai realizar a 10ª edição da sua Feira Gastronômica e Cultural. O evento é fruto de uma parceria com o curso de Gastronomia do Instituto de Nutrição Josué de Castro, da UFRJ, e reúne empreendimentos culinários de alunos de toda universidade e de ex-alunos de Gastronomia, que vão oferecer refeições, lanches, doces e bebidas. A Feira Gastronômica acontece das 11h às 20h, no Parque Tecnológico, e contará com karaokê todos os dias a partir de 16h, durante o happy hour.

 

 

premiocasafirjan2019

A gerente de novos negócios, Luciana Carvalho, 31 anos, está eufórica. É porque foi uma das contempladas pelo Prêmio Casa Firjan, iniciativa que visa valorizar pesquisas científicas com os temas A reinvenção das empresas e O futuro do trabalho. O estudo desenvolvido como mestranda do Coppead, Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da UFRJ, foi um dos oito premiados pelo projeto que teve cerimônia de premiação no dia 22/11. Todas as pesquisas são oriundas de universidades públicas e 90% delas, elaboradas por mulheres pesquisadoras.

“Faço parte de uma geração que vive uma transformação muito expressiva no ambiente corporativo. Antigamente as empresas tradicionais tinham o poder do mercado. Hoje, uma startup pode chegar e “chacoalhar” com as “grandes”, disse Luciana. 
Para minimizar a distância entre a academia e o mercado de trabalho, ela também propôs uma lista de boas práticas a fim de tornar a pesquisa útil e aplicável aos gestores que consideram implementar estratégias de inovação por meio do engajamento com startups.

“Os efeitos positivos dessas ações são a flexibilização de estruturas corporativas engessadas, o aumento no nível de agilidade e uma oxigenação da cultura corporativa tradicional”, complementou.

Conforme a gerente de Ambientes de Inovação da Casa Firjan, Julia Zardo, a universidade tem muito a agregar nesse momento de reinvenção das empresas e de desafios da transformação. “É por isso que organizamos essa iniciativa: para levantar quais linhas de pesquisa existem sobre inovação na indústria e quais dessas práticas inovadores podem ser adaptadas à realidade do Rio.”

Trata-se, na visão da Firjan, do primeiro passo para aproximar a universidade da indústria fluminense. “Comemoramos  hoje não só a qualidade dessas pesquisas, mas uma possível continuidade deste projeto que fala de futuro e estimula a relação academia e empresa”, frisou o presidente do Conselho Estratégico da Casa Firjan, Joaquim Falcão.

“A ideia, agora, é disseminar as soluções e as reflexões proposta. Só assim a gente sai do “achismo” e prova, com dados, que a inovação é, sim, essencial para o desenvolvimento do estado”, finalizou Julia.

Mulheres na pesquisa

Na visão da professora orientadora do Coppead, UFRJ, Elaine Tavares, o resultado do Prêmio Casa Firjan reflete a capacidade das mulheres pesquisadoras e a presença massiva delas na universidade.  “A academia é um dos espaços mais diversos e, apesar de apresentar certos entraves em determinadas áreas, abre cada vez mais espaço para a mulher e para a diversidade.” Segundo a docente, a presença da mulher na universidade tem pautado os debates da UFRJ, principalmente após Denise Pires de Carvalho ter sido nomeada a primeira reitora da instituição.

Nesse contexto, emociona-se a doutora em Engenharia pela Universidade Federal Fluminense (UFF) Adriane Quelhas que, durante o doutorado, intercalou o desafio de largar uma profissão para seguir o sonho da academia e, ainda, aliar a criação da filha. “Na vida de uma mulher nada é simples. Os primeiros anos do meu doutorado foram muito puxados, pois além de deixar o emprego para me dedicar à academia, tive que amamentar, acordar de madrugada e dar conta de ser mãe”, lembrou.

Os desafios, porém, foram superados pelo propósito de Adriane: educar e desenvolver pessoas. “Recebi muito apoio nessa trajetória, mas é fato que a mulher cria uma “musculatura” mais forte ao encarar tantas montanhas no meio do caminho. Agora só tenho a agradecer”, finaliza.

“Reduzir o abismo entre universidade e organizações”

A doutora pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Adriane Quelhas, avalia o Prêmio Casa Firjan como uma injeção de ânimo para os pesquisadores do Rio. “Esse prêmio significa um reconhecimento da dedicação, amor pela pesquisa acadêmica e a certeza de que é possível reduzir o abismo que existe hoje no Brasil entre as universidades e as organizações, criando uma nova relação entre a teoria e pratica na reinvenção das empresas.”

Nesse contexto, Luciana Carvalho complementa: “Além de contribuir para o fomento de pesquisa sobre assuntos relevantes, esta iniciativa também ajuda a propagar as pesquisas para empresas e gestores que podem aplicar esse novo conhecimento e trazer benefícios para as suas empresas.”

Nesse contexto, o presidente e um dos jurados do prêmio, Antônio Carlos Vilela complementou que o Prêmio Casa Firjan é uma iniciativa que colabora para inovar a relação entre universidade e empresa. “Se não revermos nossos processos dentro das empresas, dificilmente iremos avançar. Nós, empresários, conseguimos enxergar melhor o mundo através do olhar desses pesquisadores”, finalizou o empresário.

O Prêmio Casa Firjan recebeu 117 inscritos e, dos oito vencedores, sete foram mulheres. Além da UFRJ e UFF, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) também marcou presença entre a lista de vencedores. Os orientadores também serão contemplados com o prêmio que varia de R$ 2 a R$ 20 mil. O prêmio integra o programa “Pensamento”, que provoca o diálogo e a troca com diferentes públicos e ecossistemas sobre os principais temas da Casa Firjan: o futuro do trabalho, a reinvenção das empresas e o novo papel da representação empresarial.

Veja quem são os vencedores

Tema: A reinvenção das empresas

MESTRADO

1° lugar:
Luciana Lima Meik de Carvalho (pesquisadora) e Elaine Tavares (orientadora)
CORPORATE INNOVATION THROUGH ENGAGEMENT WITH STARTUPS: searching for sustained competitive advantage?
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

2º lugar:
Bruno Montandon Noronha Barros (pesquisador) e Elaine Tavares (orientadora)
Intangíveis na Análise de Projetos Tecnológicos para Institutos Públicos de Pesquisa
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

DOUTORADO

1° lugar:
Amanda Fernandes Xavier Pedrosa (pesquisadora) e Ricardo Manfredi Naveiro (orientador)
Proposta de um Modelo de Maturidade para Avaliação das Práticas de Eco-Inovação nas Organizações: ECO-MI
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

2° lugar:
Daniella Fartes dos Santos e Silva (pesquisadora) e José Vitor Bomtempo (orientador)
Ecossistemas de Inovação: 2 estudos de caso na Bioeconomia
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Tema: O Futuro do Trabalho

MESTRADO

1° lugar:
Antonella Bruna da Silva Melo Roriz (pesquisadora) e Sérgio Medeiros Paulino de Carvalho (orientador):
Experiência-piloto de teletrabalho para os Tecnologistas do Instituto Nacional da Propriedade Industrial: impactos na produtividade, desempenho institucional e qualidade de vida no trabalho.
Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi)

2° lugar:
Cristine Clemente de Carvalho (pesquisadora) e Roberto dos Santos Bartholo Junior (orientador)
Modelo de Negócio Virtual e Operação Real. Estudo de Caso da empresa Uber Technologies Inc no Rio de Janeiro.
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

DOUTORADO

1° lugar:
Simone Metello de Mattos Castro (pesquisadora) e Fernando Toledo Ferraz (orientador)
Reflexos do teletrabalho no comprometimento organizacional, intenção de sair, satisfação e exaustão no trabalho.
Universidade Federal Fluminense (UFF)

2° lugar:
Adriane D. Quelhas (pesquisadora) e José Rodrigues de Farias Filho (orientador)
Modelo para medir a aderência da cultura, clima, e comportamento organizacional em uma empresa de construção civil estado do Rio de Janeiro
Universidade Federal Fluminense (UFF)

O PRÊMIO CASA FIRJAN EM NÚMEROS

•         56% dos inscritos foram mulheres (Dos 117 inscritos, 66 foram mulheres);
•         64% dos inscritos foram de universidades públicas (Dos 117 inscritos, 73 foram mulheres);
•         320% dos inscritos foram da área de engenharia (Dos 117 inscritos, 24 foram de área de engenharia);
•         100% dos vencedores são de universidades públicos (Os 8 vencedores são de universidades públicas: 5 da UFRJ, 2 da UFF e 1 do INPI);
•         62,5% dos vencedores são da área da engenharia (Dos 8 vencedores, 5 são da área da engenharia (2 da administração e 1 de uma área multidisciplinar).

Saiba mais sobre o Prêmio Casa Firjan.

 

(FONTE: FIRJAN)

 

 

producaodeplantastransgenicas

Recentemente o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concedeu à UFRJ a carta-patente "PI 1015903-7", relativa à tecnologia "Utilização do gene homeobox de café CAHB12 na produção de plantas transgênicas mais tolerantes ao déficit hídrico e estresse salino". A tecnologia já está disponível para licenciamento para o setor produtivo. Os interessados em obter mais informações devem entrar em contato com a Agência UFRJ de Inovação.

 

Resumo

Os estresses abióticos, causados pela falta de água, ou por altas concentrações de sais são responsáveis por grandes perdas na agricultura. Diante de tais circunstancias, a presente invenção baseia-se no melhoramento biotecnológico vegetal de espécies de interesse comercial, através da produção de plantas transgênicas mais tolerantes ao déficit hídrico e estresse salino, utilizando-se da expressão de um novo gene de café (sp. Coffea arabica), pertencente à família HD-Zip.

Desafios

A invenção objetiva a utilização do gene CAHB12 de café, ou um fragmento dele originado, para a produção de plantas transgênicas em cultivos de importância sócio econômica, que sejam mais tolerantes ao déficit hídrico e estresse salino, evitando assim possíveis perdas de produtividade em meio a condições de estresse abiótico.

Solução

As buscas por genes homeobox que apresentassem sua expressão modulada em condições de déficit hídrico e testes em uma planta modelo permitiu o isolamento e caracterização do gene CAHB12 em café, pertencente à família HD-Zip (homodomínio associado a um zíper de leucina).

A aplicação dessa invenção está, portanto, na produção de plantas transgênicas sobre-expressando o gene CAHB12 que apresentem uma maior tolerância, tanto a diferentes níveis de seca, quanto a elevadas concentrações de sal em relação a plantas não transgênicas, que mostraram-se mais sensíveis a tais estresses abióticos.

A presente patente, depositada no Brasil, Argentina e PCT tem como público alvo as agroindústrias ligadas à cadeia produtiva do café que se interessem pelo aumento de produtividade e resistência das lavouras utilizando-se da biotecnologia.

Oportunidades

A Universidade Federal do Rio de Janeiro busca interessados no licenciamento da tecnologia ou em parcerias para o desenvolvimento da tecnologia em escala industrial.

Contato

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Agência UFRJ de Inovação

Sabrina Dias: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Tels: (55) 21 3733.1788/1793

 

ufrjashoka

Em 5 de dezembro, ocorrerá, na Coppead, o workshop "Inovação Social: construindo ideias para transformar vidas", fruto de uma parceria entre a UFRJ e a Ashoka, uma organização internacional sem fins lucrativos, com foco em empreendedorismo social. As vagas são limitadas e as inscrições ocorrem até 02/12. O evento é gratuito e tem por objetivo construir, de forma co-criativa, uma rede que reúna os atores que já estão envolvidos com a temática da inovação social dentro da UFRJ. A intenção é que deste encontro surjam proposições de ações que contribuam com efetivação da rede.

Mais informações aqui.

Link para inscrições: http://app.pr2.ufrj.br/api_inovacao_social

 

 

topicosespeciaisembiotecnologia

Com o objetivo de ensinar como é possível transformar pesquisas científicas em modelos de negócio, o Programa de Pós-graduação em Bioquímica, do Instituto de Química da UFRJ, oferecerá a disciplina "Empreendedorismo e Inovação", a ser ministrada pelo professor Anderson Fragoso. Maiores detalhes podem ser obtidos através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

simposiapgcta2019

Entre os dias 5 e 7 de novembro, a Faculdade Nacional de Direito (FND-UFRJ) e o Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro sediaram o “I Simpósio Brasileiro Sobre Acesso ao Patrimônio Genético e Conhecimento Tradicional Associado: Interfaces entre Detentores, Academia, Empresas e Governo”. Realizada através de uma parceria que envolveu UFRJ, UERJ, UEZO, Sebrae, Iphan, Fiocruz e L’Oreal, entre outros, a iniciativa colocou lado a lado, ao longo de três dias, governo federal, academia, empresas, agricultores e detentores destes saberes tradicionais com o objetivo de compartilhar diferentes visões e perspectivas voltadas ao fomento da biodiversidade no desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e social do país.

Grande parte das discussões guardou relação com a Lei 13.123/15 (Marco Legal da Biodiversidade) no que tange ao acesso ao Patrimônio Genético e Conhecimento Tradicional Associado. Esta legislação incorporou diversos compromissos assumidos pelo governo brasileiro perante a Convenção sobre Diversidade Biológica, tratado da Organização das Nações Unidas que regula o tema. A lei estipulou novas regras para o acesso de pesquisadores e empresas ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional associado, além de ter normatizado os direitos dos povos tradicionais à repartição dos benefícios oriundos da utilização de seus conhecimentos.

Em sua fala de boas vindas no auditório da FND, o professor Danilo Ribeiro de Oliveira, coordenador de Biodiversidade da UFRJ, destacou a relevância do evento precursor, a “Oficina sobre o Patrimônio Genético e Conhecimento Tradicional Associado: a Lei da Biodiversidade na prática", realizada dois anos antes no Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR). Ele também salientou a importância da construção de diálogo entre governo, comunidades tradicionais, academia e empresas, buscando traçar os melhores rumos para o aproveitamento ético e sustentável da riqueza da sociobiodiversidade brasileira. “É fundamental que se busque ter uma visão holística sobre o tema, pensando-o de maneira conjunta e participativa”, disse.

Esta sinergia de esforços pautou as discussões da mesa de abertura composta por Fabrício Santana Santos (Diretor do DCGEN/MMA), Luiz Henrique Mourão do Canto Pereira (MCTIC), Laila Salmen Espindola (Conselheira da SBPC no CGen), Cristiane Julião Pankararu (Conselheira do CGen pelo Conselho Nacional de Política Indigenista) e Cristina Garcia (L’Oréal). Houve consenso entre os participantes no sentido de que se faz imperioso um diálogo entre governo, comunidades tradicionais, academia e empresas, buscando traçar os melhores rumos para o aproveitamento ético e sustentável da riqueza da sociobiodiversidade brasileira, bem como a repartição justa e igualitária de benefícios resultados das pesquisas sobre o patrimônio genético nacional, em especial no que diz respeito aos conhecimentos desses povos.

Em linha com a necessidade de aproximação entre os diferentes atores envolvidos nas discussões relativas a este tema, a diretora científica da L’Oréal Brasil, Cristina Garcia, mencionou a recente inauguração, em outubro de 2017, do mais importante centro de pesquisa e inovação da L’Oréal na América Latina, na Ilha de Bom Jesus, junto ao campus do Fundão da UFRJ. A representante do setor produtivo enfatizou o desejo da empresa de potencializar ao máximo esta proximidade física, desdobrando isso em uma proximidade científica com a academia.

A seguir, o biólogo Bráulio Dias, da Universidade de Brasília, apresentou a conferência “A Biodiversidade no contexto mundial: entre Protocolos e Convenções”. Bráulio iniciou sua apresentação destacando a vantagem comparativa que o Brasil possui em relação a outros países por conta de sua rica biodiversidade. “O Brasil é o país que possui a maior biodiversidade do mundo, o que nos traz muitas oportunidades mas também muita responsabilidade”, afirmou.

Ele apresentou uma série de dados preocupantes da organização alemã IPBES (Plataforma Intergovernamental de Política Científica sobre Serviços de Biodiversidade e Ecossistemas) que demonstram que a maioria dos indicadores mundiais de biodiversidade tem apresentado rápido declínio:

- 75% da superfície terrestre está significativamente alterada.

- 66% da área dos oceanos está experimentando um impacto cumulativo crescente.

- 85% das áreas pantanosas já foi perdida.

- 32 milhões de hectares de floresta tropical primária ou em recuperação foram perdidos durante o período de 2010 a 2015.

- 50% da cobertura de coral vivo foi perdida desde os anos 1870, com perdas aceleradas nas últimas décadas.

- Houve um declínio de 60% do tamanho da população de espécies selvagens de vertebrados nos últimos 50 anos.

- A taxa de perda de florestas diminuiu globalmente desde 2000, mas essa distribuição é desigual.

“Cerca de 25% das espécies animais e vegetais já classificadas estão ameaçadas. O processo de perda da biodiversidade é tão grave que muitos cientistas já falam de um sexto processo de extinção em massa no planeta. Estamos alcançando os limites planetários, os pontos de não retorno, ou seja, de não recuperação dos ecossistemas. E em grande medida, este esgotamento de recursos naturais tem como causa a sua exploração não sustentável”, alertou o biólogo antes de fazer uma provocação: “Será que teremos sucesso em destruir toda a natureza do Planeta Terra e encontrar a tempo outro planeta habitável para emigrarmos?”.

Bráulio terminou sua apresentação salientando a necessidade de que, no âmbito nacional, seja observada a eficácia do artigo 225 da Constituição Federal, que preconiza que “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. Também listou desafios que podem ter grande impacto positivo na preservação da biodiversidade tais quais a ratificação do Protocolo de Nagoia, a fim de garantir mais segurança jurídica e transparência ao acesso de recursos genéticos e repartição de seus benefícios com seus fornecedores, além de uma participação ativa num acordo sobre a aplicação das regras de ABS (access and benefit-sharing) às sequências genéticas digitais.

A questão de acesso e repartição de benefícios, aliás, foi central na apresentação seguinte, a cargo de Maira Smith, coordenadora-geral de atos normativos e processos decisórios do Departamento de Apoio ao Conselho de Gestão do Patrimônio Genético do Ministério do Meio Ambiente, que teve como tema o panorama atual da nova legislação.  Ela explicou que há vários interesses em jogo no que tange ao assunto. De um lado as empresas querem viabilizar a exploração econômica do patrimônio genético. De outro, os povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares querem garantir seus direitos a uma justa e equitativa repartição de benefícios. E entre os dois a academia tem como meta a desburocratização da pesquisa.

Neste sentido, ela concordou, que a Lei avançou em relação à medida provisória que a antecedia. “Apesar da lei ter muitos problemas ainda, reconhecemos que ela é bem melhor do que o marco regulatório anterior, a Medida Provisória 2186, que privatizava o patrimônio genético, um bem comum do povo brasileiro. Já o novo marco legal tem como princípio consolidar cadeias produtivas que mantém as florestas em pé desestimulando práticas predatórias”, avaliou.

Segundo Maira, pode ser observada uma mudança de paradigma no tocante à nova legislação de ABS no Brasil: “Enquanto a Medida Provisória 2186, que vigorou entre 2000 e 2015, espelhava uma lógica de comando e controle, a legislação posterior (Lei 13123 e Decreto 8772) reflete uma lógica declaratória, facilitando a pesquisa e desenvolvimento através do acesso ao patrimônio genético, bem como estimulando a exploração econômica da biodiversidade enquanto assegura a repartição de benefícios. O CGen (Conselho de Gestão do Patrimônio Genético), por sua vez, antes era um órgão de governança formado a partir de um colegiado governamental ao passo que hoje já conta com a participação da sociedade civil”, explicou.

A palestra a seguir ficou a cargo de Natália Guerra Brayner, do IPHAN. O tema foi “Biodiversidade e direitos culturais: os conhecimentos tradicionais como patrimônio cultural brasileiro”. Remetendo à Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), um tratado internacional da Organização das Nações Unidas sobre o meio ambiente estabelecido durante a notória ECO-92, Natália abordou a importância da conservação e uso sustentável da diversidade biológica, bem como da repartição justa e equitativa dos benefícios provenientes de sua utilização.

“A CDB reafirma o direito soberano dos Estados sobre os seus recursos biológicos e destaca o relevante papel das comunidades locais e populações indígenas na conservação da biodiversidade por meio da utilização sustentável de seus componentes. Esta convenção contém disposições relativas à conservação in situ da biodiversidade, estabelecendo o direito inalienável destes grupos populacionais à manutenção e preservação de seus estilos de vida tradicionais e à repartição de benefícios derivados do uso de seus conhecimentos tradicionais”, lembrou.

Ela também aludiu a instrumentos internacionais da Unesco tais quais a Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural (1972), a Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial (2003) e a Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais  (2005) que ratificam a ideia de preservação da diversidade. “A diversidade deve ser tratada como um patrimônio comum da humanidade e sua defesa um imperativo ético inseparável do respeito à dignidade da pessoa humana”, concluiu.

O evento teve continuidade com a mesa-redonda “A Academia e os desafios frente à Lei da Biodiversidade”, que contou com Manuela da Silva (Fiocruz), Cristiana Serejo (Museu Nacional) e Jerri Zilli (Embrapa). A moderação ficou a cargo de Renata Angeli (UEZO).

Entre os temas abordados, Manuela enfatizou a necessidade de realização de cadastramento das atividades de acesso ao patrimônio genético e conhecimento tradicional associado previamente à remessa, solicitações de propriedade intelectual, comercialização e divulgação de resultados de pesquisas, por exemplo. Ela também comentou sobre as dificuldades frutos da exigência de que os pesquisadores estrangeiros tenham que se associar a instituições brasileiras para pesquisar a biodiversidade nacional. A solução, segundo apontou, virá na versão 2 do SisGen: “Será desenvolvido um formulário simplificado na versão 2 do SisGen, em inglês, a ser preenchido pelo pesquisador estrangeiro. Ao final do formulário, o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), servindo como instituição parceira brasileira, convalidará as informações prestadas”.

Jerri Zili, por sua vez, enumerou quais são os principais desafios da academia nesta área. “Considero como grande desafio o intercâmbio de amostras de componentes do patrimônio genético”, afirmou. Outros pontos desafiadores segundo ele são: a internalização da legislação nas instituições; o próprio uso do SisGen, por conta das dificuldades operacionais que ainda existem; a regularização do passivo relativo às regras anteriores à entrada em vigor do Decreto 8722; a repartição de benefícios; a adequação de procedimentos internacionais à luz da legislação brasileira; e o intercâmbio de germoplasma.

Em linha com a mesa, Cristina Serejo ponderou que a burocracia para alimentar bases de dados redundantes não é razoável uma vez que os centros de pesquisa e universidades muitas vezes carecem de pessoal para efetuar a curadoria e o processamento de suas coleções. “As pesquisas no Brasil não devem estar atreladas a cadastramentos burocráticos infindáveis que podem inviabilizar o avanço do estudo da biodiversidade na sua essência e vêm prejudicando as parcerias internacionais”, concluiu.

A próxima mesa-redonda teve como tema as “Perspectivas dos povos e comunidades detentores de Conhecimento Tradicional Associado na implementação da Lei nº 13.123” e contou com Cláudia de Pinho (Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais), Cristiane Julião Pankararu (Conselheira do CGen pelo CNPI) e Marciano Silva (Câmara Setorial dos Detentores).

Dando voz aos guardiões e detentores dos conhecimentos tradicionais, os três foram muito enfáticos em cobrar a regularização fundiária dos povos e comunidades tradicionais, bem como em mostrar a insatisfação do segmento com o atual panorama que envolve toda a legislação relativa à questão do acesso ao patrimônio genético e conhecimento tradicional associado. “Se por um lado na elaboração desta lei não houve espaço para a participação dos detentores, da implementação dela nós não abriremos mão de participar”, frisou Claudia.

Marciano foi muito contundente em sua fala e estendeu a crítica também ao setor acadêmico: “A medida provisória anterior era péssima. Essa lei é ruim. Os interesses corporativos prevalecem. Mas os nossos conhecimentos não têm preço. Eles não estão à venda. Nós não somos objetos de pesquisa, apesar de muitos acadêmicos nos tratarem como tal. Nós somos sujeitos”.

O segundo dia de simpósio teve início com a mesa “Uso e Disponibilização de Sequências Genéticas: proteção ou estímulo à Biopirataria”, que contou com Ana Luiza Arraes (Ministério do Meio Ambiente/ Departamento do Patrimônio Genético), Ana Tereza de Vasconcelos (Laboratório Nacional de Computação Científica) e Guilherme Oliveira (Instituto Tecnológico Vale).

Ana Luiza trouxe o dado que dos 50.067 registros de acesso cadastrados no SisGen, 518 são de patrimônio genético com procedência in silico (experimentação através de simulação computacional que modela um fenômeno natural). Ela acredita, contudo, que este número ainda seja muito subestimado. “Muita coisa ainda não está sendo declarada porque os pesquisadores ainda estão esperando a adequação do SisGen”, disse.

Segundo ela, uma lição que a MP 2186 deixou foi que o excesso de comando e controle não incentiva o acesso, que é justamente o que gera a repartição de benefícios, não contribuindo, por conseguinte, para a conservação nem para o uso sustentável da biodiversidade. Pelo contrário, é algo que pode levar muitas parcerias em potencial para longe do sistema. “Deve-se, ao invés disso, buscar uma abordagem que gere confiança entre os diversos atores envolvidos no sistema e que proporcione rastreabilidade”, sugeriu.

Ana Tereza falou sobre o uso de sequências genéticas e da importância dos bancos de dados biológicos para a pesquisa. Sua apresentação suscitou uma interessante reflexão acerca de um tema muito atual. “A maior empresa de táxi do mundo, a Uber, não possui veículos próprios. O veículo de mídia mais popular do mundo, o Facebook, não cria conteúdo. O varejista mais valioso, o Alibaba, não possui estoque. E o maior provedor de acomodações do mundo, o Airbnb, não possui imóveis. Estamos adentrando uma era em que os dados são mais valiosos que os produtos”, concluiu.

A quantidade de dados da área genômica, por sinal, cresce em ritmo exponencial, conforme explicou Ana. “No que se refere à quantidade de informação genômica com a qual lidamos, os múltiplos utilizados tiveram que ir mudando ao longo do tempo. Em 1990, para quantificar os genes e operons, utilizávamos os kilobytes (10³ bytes). Em 1995, quando os primeiros genomas de bactérias foram sequenciados, já falávamos em megas (106 bytes). Com o Projeto Genoma, em 2000, isso já passou para gigas (109 bytes). O tera (1012 bytes) é a medida que utilizávamos há 14 anos para quantificar o microbioma humano. Hoje estamos na época do peta (1015) quase chegando ao exa (1018) e a previsão é de que em 2030 já tenhamos que lidar com yottabytes (1.000.000.000.000.000.000.000.000 bytes) de informação genética por conta das inúmeras iniciativas de sequenciamento de microoganismos de meios marinhos, terrestres, bem como do genoma humano”, disse.

A mesa a seguir foi moderada por Flávia do Carmo, coordenadora da Agência UFRJ de Inovação. O tema foi “Academia, Empresa e Comunidade: é possível caminhar juntos?”. Participaram Laila Espindola (Universidade de Brasília), Fabiana Munhoz (L’Oréal), Maria das Dores Viana Lima (Quebradeiras de Coco/ MA) e Mariana Finotti (Imaflora).

Um dos destaques apresentados foi o selo Origens Brasil, um certificado desenvolvido pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) que assegura a rastreabilidade da produção comunitária agroextrativista. “O selo Origens Brasil é um QR Code que funciona conectado a uma plataforma colaborativa, onde o consumidor conhece a origem dos produtos, as histórias dos povos e de seus territórios, estimulando relações comerciais mais éticas construídas a partir do diálogo, transparência e respeito à diversidade dos modos de vida tradicional”, explicou Mariana Finotti.

O segundo dia de evento ainda contou com uma palestra de Luiz Ricardo Marinello na qual se discutiu a jurisprudência referente a lides envolvendo a questão da biodiversidade, além de outras três mesas-redondas. Os temas foram: “Desafios na Geração de Negócios envolvendo o Patrimônio Genético, com Adriana Dantas Gonçalves (SEBRAE Nacional), Daniel Weingart Barreto (Escola de Química da UFRJ) e Ana Carolina Heemann (Heide Extratos Vegetais); “Panorama atual e perspectivas da Indústria quanto ao acesso ao PG e CTA e repartição de benefícios”, com Erica Pereira (Beraca), Ana Paula Viana (Natura) e Ronaldo Freitas (UEBT); e “Responsabilidade e Ética no Acesso ao Patrimônio Genético e ao Conhecimento Tradicional Associado”, com Nurit Bensusan (Instituto Socioambiental), Francine Leal (GSS) e Eliane Cristina Pinto Moreira (UFPA).

 

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No terceiro dia de evento ainda foi realizada, no Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro, a “Oficina dos detentores de CTA: a proteção dos conhecimentos tradicionais e o sistema brasileiro de repartição de benefícios”, que teve como público-alvo os representantes de povos indígenas, comunidades tradicionais, agricultores familiares, e parceiros que atuam junto a estes segmentos na implementação da Lei 13.123/2015. As discussões envolveram questões como o comércio e a propagação do uso popular e tradicional de plantas medicinais e produtos fitoterápicos, as perspectivas dos detentores de CTA sobre o comércio justo e a repartição de benefícios.

Para Flávia Lima do Carmo, o saldo do evento foi muito positivo. "Os três dias do evento foram marcados por uma rica troca de conhecimentos envolvendo os diferentes setores da sociedade civil acerca do acesso aos recursos genéticos da fauna e da flora brasileira, trazendo diferentes olhares e perspectivas voltadas ao fomento da biodiversidade no desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e social do país", avaliou a coordenadora da Agência UFRJ de Inovação.

 

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Em 11 de novembro, a direção da Agência UFRJ de Inovação esteve em Macaé para acompanhar os resultados dos seis primeiros meses do Programa Startup Macaé e discutir novas formas de colaboração. Na reunião, realizada na Cidade Universitária, foi apresentada a nova política de inovação que está sendo elaborada pela universidade e os potenciais de Macaé para fortalecimento do Ecossistema UFRJ de Inovação, que contempla o Parque Tecnológico, Incubadora de Empresas e Agência de Inovação.

“A vocação da cidade para a economia do petróleo, gás e energia e o perfil de relacionamento entre governo, universidades e empresas fazem da cidade um ambiente extremamente fértil para inovação. O Programa Startup Macaé tem apresentado resultados importantes nesta direção, o fortalecimento das parcerias com as agências de inovação das universidades vai acelerar este processo”, destacou o secretário adjunto de Ciência e Tecnologia de Macaé, Carlos Eduardo Silva.

A diretora da Agência UFRJ de Inovação, Flávia Lima, reafirmou a intenção de implementar um núcleo da agência em Macaé e trabalhar cada vez mais em conjunto para amadurecimento do ecossistema de inovação local, utilizando toda a expertise da universidade no tema e ampliando parcerias com unidades já estabelecidas, como o Parque Tecnológico da UFRJ e a Incubadora de Empresas. Após a reunião, a diretora proferiu uma palestra sobre “Propriedade Intelectual e formas de Transferência de Tecnologia – o papel da universidade na interação com empresas” para professores, alunos e empreendedores. Também participaram Gabriela Santos, advogada da Agência, e Marcela Ribeiro, agente de inovação.

De acordo com o secretário de Ciência e Tecnologia, as universidades têm exercido protagonismo nas políticas de desenvolvimento econômico nas regiões mais desenvolvidas do mundo por serem espaços de produção de conhecimento, capazes de gerar soluções tecnológicas de forma colaborativa com empresas.

"Macaé possui ambiente universitário fantástico, tal qual o ambiente empresarial. Esse talvez seja o maior segredo do nosso sucesso em tão pouco tempo, pois enquanto algumas regiões precisam fomentar e construir esses ambientes, em Macaé eles já estão consolidados, de forma que o Programa Startup Macaé simplesmente criou as conexões que faltavam, aumentando o fluxo de inovação e evidenciando esta importante vocação da cidade", argumentou Luiza Néto, coordenadora do programa.

(FONTE: http://www.macae.rj.gov.br)

 

 

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Nos dias 10 e 11 de dezembro, ocorrerá a II Feira de Inovação Biotecnológica do Instituto de Microbiologia Paulo de Góes (IMPG) / FIOCRUZ. A parceria será uma oportunidade de apresentar a inovação dos projetos, produtos e métodos de pesquisa desenvolvidos nesse instituto da UFRJ e na Fundação Oswaldo Cruz, contribuindo para sua divulgação e aplicabilidade. A idéia é reunir as principais pesquisas inovadoras em plataformas biotecnológicas.  O evento também contará com o apoio da Merck Life Science, da Agência UFRJ de Inovação e do Parque Tecnológico, que irão ressaltar a importância da aproximação da academia com o setor produtivo.

O público terá a oportunidade de conhecer startups geradas na FIOCRUZ e na Universidade Federal do Rio de Janeiro e a pesquisa realizada com potencial de aplicabilidade no setor produtivo. Empresas convidadas mostrarão tecnologias de ponta e inovação.

A feira se caracteriza pela exposição de produtos, processos, serviços inovadores da academia, startups e empresas por meio de exposição em stands, palestras da área de inovação e participação dos alunos de pós-graduação. Na manhã do primeiro dia, serão realizadas três palestras de renomados profissionais da área de inovação. Na parte da tarde, alunos de pós-graduação irão apresentar pôsteres com seus trabalhos na área de biotecnologia. Já no segundo dia, haverá uma apresentação de pitchs de startups e da academia dentro da área de saúde pública. As melhores startups e ideias inovadoras serão abrigadas pela FIOCRUZ.

A II Feira de Inovação Biotecnológica do IMPG/ FIOCRUZ é aberta ao público, estudantes e profissionais da área e concentrará a discussão de temas de grande interesse para os profissionais que atuam no setor, possibilitando que todas as esferas ligadas à atividade da área de microbiologia e saúde pública, sejam elas acadêmicas, científicas, profissionais, privadas ou governamentais, possam apresentar seus problemas e soluções, discuti-los e refletir sobre linhas de ação num ambiente cooperativo e instrutivo.

Todos os detalhes para submissão de trabalhos e participação no evento podem ser acessados aqui.

 

 

"Desafios da Inovação" é uma série de vídeos desenvolvida pela Agência UFRJ de Inovação que busca contribuir com um maior entendimento sobre as questões relacionadas ao tema. Ela está disponível em nosso canal no Youtube, onde, ao longo do próximo mês, todas as segundas-feiras serão disponibilizados novos episódios.

No sétimo episódio, Elias Pereira Jr., coordenador do núcleo de inovação tecnológica da Universidade Federal do Cariri, fala sobre o processo de criação do NIT, sobre as dificuldades encontradas e alguns dos desafios e oportunidades que surgiram ao longo deste processo.

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Entre os dias 5 e 7 de novembro, a UFRJ realizará, em parceria com instituições públicas e privadas, o I Simpósio Brasileiro Sobre Acesso ao Patrimônio Genético e Conhecimento Tradicional Associado: Interfaces entre Detentores, Academia, Empresas e Governo. A iniciativa reúne governo federal, academia, empresas, agricultores e detentores desses saberes com o objetivo de compartilhar diferentes visões e perspectivas voltadas ao fomento da biodiversidade no desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e social do país. Também será pauta do evento a repartição justa e igualitária de benefícios resultados das pesquisas sobre o patrimônio genético nacional, em especial no que diz respeito aos conhecimentos desses povos. 

O simpósio acontecerá nos dias 5 e 6 de novembro, na Faculdade Nacional de Direito/UFRJ, na Rua Moncorvo Filho 8, Centro, Rio de Janeiro, entre 8h30 e 19h, e no dia 7 no Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro, na Praça Tiradentes, 69-71 - Centro, Rio de Janeiro.

A programação atualizada pode ser conferida aqui.

Quaisquer dúvidas devem ser encaminhadas para o email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

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No final de outubro, a 16ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) promoveu uma série de eventos em todo o Brasil com o objetivo de dar visibilidade às descobertas e inovações produzidas por instituições nacionais de pesquisa. O tema deste ano foi “Bioeconomia: diversidade e riqueza para o desenvolvimento sustentável”. De acordo com o MCTIC, o tema foi escolhido pela importância do fomento a projetos voltados a estimular o desenvolvimento sustentável em diversos campos, como biotecnologia industrial, saúde e agronomia, entre outros.

Na UFRJ, a SNCT ocorreu de forma integrada à 10ª Semana de Integração Acadêmica da UFRJ (Siac), contando com mais de 80 oficinas que realizaram atividades no Ginásio Verdão da Escola de Educação Física e Desportos, além do Museu da Geodiversidade e do Hangar Náutico (Projeto de Extensão UFRJMar).

A Agência UFRJ de Inovação também participou do evento apresentando aos visitantes tecnologias desenvolvidas na Universidade tais quais o luminol e a armadilha para mosquito aedes.

Luminol

luminolUtilizado pela polícia para detectar vestígios de sangue invisíveis a olho nu, o luminol é uma substância extremamente útil nas atividades forenses, em especial em perícias que envolvam a investigação de crimes. Ao entrar em contato com o ferro presente na hemoglobina, seguido de um tratamento com água oxigenada, o luminol desencadeia uma reação denominada quimiluminescência. Trata-se, na prática, de uma reação química que libera energia sob a forma de luz. No caso, uma luz azul suficientemente forte para ser vista no escuro.

Embora já existam vários produtos no mercado conhecidos pelo nome luminol, muitos não são eficientes em investigações nas quais só se possa contar com uma quantidade muito reduzida de sangue. Nestes casos, a luz produzida dificilmente chega a ser detectada pelos investigadores. Outro problema é que, muitas vezes, esses produtos danificam as amostras de sangue, impedindo análises posteriores mais detalhadas. Um terceiro complicador é que, não raramente, os locais a serem periciados não permitem a obtenção do estado de escuridão total necessário para garantir a eficiência de grande parte desses produtos. Basta pensar em hipotéticos crimes ocorridos em estações ferroviárias, estádios de futebol, florestas, parques etc.

Tendo em vista estes desafios, o Laboratório de Síntese e Análise de Produtos Estratégicos (Lasape), vinculado ao Departamento de Química Analítica do Instituto de Química da UFRJ, e coordenado pelo professor Claudio Cerqueira Lopes, desenvolveu um novo tipo de luminol. Mais sensível, e capaz de proporcionar uma luminescência três vezes superior aos produtos tradicionais, o luminol desenvolvido na UFRJ não danifica as amostras sanguíneas, ainda que sejam muito pequenas, permitindo a detecção de sangue oculto em cenas de crime, de sangue queimado em explosões e até mesmo de células presentes em armas de fogo, ainda que os casos não permitam a obtenção de um estado de escuridão total.

Além disso, a substância também tem potencial de uso em outras áreas como, por exemplo, a de saúde e de vigilância sanitária, viabilizando o diagnóstico de limpeza de unidades hospitalares, odontológicas e frigoríficos. O luminol atua como ferramenta de controle nos processos de higienização destes ambientes, atestando a remoção de sangue e a eficiência dos processos de desinfecção. Entre os benefícios que podem ser gerados estão a diminuição dos índices de contaminação hospitalar e dos períodos de permanência de pacientes após cirurgias, além da erradicação da presença do vírus da hepatite C e outros microrganismos patogênicos do ambiente hospitalar.

Armadilha para mosquito aedes

A invenção elaborada pelos professores Ivo Carlos Correa (Departamento de Prótese e Materiais Dentários da Faculdade de Odontologia), Mônica Ferreira Moreira (Laboratório de Bioquímica e Biologia Molecular de Vetores, do Instituto de Química) e Edimilson Migowski (Departamento de Pediatria, da Faculdade de Medicina) em conjunto com Tiago Salles (doutorando em Bioquímica) se mostra uma tecnologia extremamente promissora. Culminando em um pedido de patente realizado através da Agência UFRJ de Inovação, a invenção se trata de um dispositivo capaz de atrair, capturar e exterminar o mosquito Aedes aegypti, principalmente as fêmeas da espécie.

Conforme explica a professora Mônica Moreira, a armadilha desenvolvida pelos inventores tem como diferencial o fato de ser destinada especificamente ao mosquito Aedes. “Os outros produtos que já existem no mercado, especialmente os que fazem uso de luz ultravioleta ou branca, são voltados para insetos em geral. Acontece que os odores dos outros insetos acabam dificultando a captura do Aedes aegypti. E ao reconhecer estes odores, o Aedes simplesmente evita estes produtos já existentes”, explica. A professora também chama a atenção para outro detalhe importante: “É a fêmea do Aedes que é o vetor das doenças”.

É justamente aí que a engenhosa invenção desenvolvida na UFRJ se destaca. Baseada na emissão de luz LED em comprimentos de ondas específicos entre o azul e o amarelo e com pico na cor verde, a armadilha sensibiliza a retina da fêmea do mosquito para atraí-la e, em seguida, capturá-la através de um sistema de sucção reversa. Finalmente, o inseto é empurrado em direção a uma grade que emite uma descarga elétrica de baixa voltagem, causando a morte do mosquito.

A tecnologia ainda apresenta o benefício de agir também sobre os mosquitos resistentes a inseticidas químicos, além de se enquadrar na concepção de tecnologia limpa, não causando qualquer tipo de poluição ambiental. “Por não empregar inseticida ou qualquer produto químico, a invenção é considerada amigável ao meio ambiente e, por isso, pode ser usada em locais abertos ou fechados, frequentados por adultos, crianças ou recém-nascidos”, comentam os inventores.

Para se ter uma ideia, testes laboratoriais realizados na UFRJ demonstraram que durante um período de 24 horas, enquanto armadilhas para insetos que fazem uso de luz branca são capazes de matar de três a cinco em cada 20 mosquitos, a nova armadilha com luz LED foi capaz de eliminar de 16 a 19. Ou seja, ela mostrou ser praticamente cinco vezes mais eficiente.

O professor Ivo Carlos Correa explica ainda outra vantagem da nova armadilha: “Por conta do seu baixo custo de produção, ela pode ser fabricada em diversos tamanhos. Até mesmo o seu funcionamento através da conexão a um computador via USB seria algo viável”.

Resistência

Segundo Raphael Cavalcante, que trabalha na Agência UFRJ de Inovação, "a produção da SNCT deste ano sofreu muito com os cortes de recursos. Apesar disso, todos os servidores envolvidos se dedicaram ao máximo para manter a qualidade das atividades, mesmo com todas as dificuldades".

"Essa é uma oportunidade excelente para mostrar que a UFRJ não apenas resiste, mas que se supera e não recua frente às adversidades político-econômicas que se apresentam num contexto de tentativa de desmonte das instituições públicas de ensino superior", completou.

 

 

 

 

 

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O Instituto Nacional da Propriedade Industrial está com inscrições abertas para a Oficina de PCT (Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes) que acontecerá nos dias 27, 28 e 29 de novembro em sua sede, no Centro do Rio de Janeiro. O curso tem por objetivo apresentar o sistema PCT, identificando as fases e suas respectivas atividades, bem como fornecer informações para as diversas etapas do pedido internacional dentro do sistema PCT. A carga horária é de 24 horas e o curso é gratuito. Os pré-requisitos são ter feito:

a) Curso Geral de Propriedade Intelectual (DL-101P BR): curso básico a distância em PI em parceria com a OMPI (edições a partir de 2012)

ou

  1. b) Curso de Propriedade Industrial básico, presencial, com carga horária de 40 horas, oferecido por algum dos parceiros do INPI (com instrutores do INPI).

O link de inscrição é: http://epesquisa.inpi.gov.br/index.php/142939/lang-pt-BR.

 

 

"Desafios da Inovação" é uma série de vídeos desenvolvida pela Agência UFRJ de Inovação que busca contribuir com um maior entendimento sobre as questões relacionadas ao tema. Ela está disponível em nosso canal no Youtube, onde, ao longo do próximo mês, todas as segundas-feiras serão disponibilizados novos episódios.

No sexto episódio, Thaís Rosa conta como surgiu a ideia de abrir uma empresa de turismo de base comunitária, como foi o processo de montar seu negócio e quais os desafios encontrados em sua trajetória.

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"Desafios da Inovação" é uma série de vídeos desenvolvida pela Agência UFRJ de Inovação que busca contribuir com um maior entendimento sobre as questões relacionadas ao tema. Ela está disponível em nosso canal no Youtube, onde, ao longo do próximo mês, todas as segundas-feiras serão disponibilizados novos episódios.

O quarto episódio é uma cobertura de Simpósio Drone Master, realizado pela Agência em parceria com o MOBILOG/COPPE e DECEA/FAB com especialistas de diversas áreas que utilizam drones enquanto ferramenta de inovação para aumentar a eficácia e eficiência das suas atividades profissionais.

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O quinto episódio, por sua vez, consiste num bate-papo com Tatiana Roque, coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura, realizado pelo PACC (Programa Avançado de Cultura Contemporânea), da Faculdade de Letras no qual ela promove uma “DR” com Deleuze.

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Em 17 de outubro, o auditório do Parque Tecnológico da UFRJ sediou o evento Conexão Cosméticos, organizado pelo Parque em conjunto com a Agência UFRJ de Inovação, com apoio do SENAI CETIQT. O encontro teve como objetivo principal promover a conexão entre a indústria de cosméticos e o ecossistema da UFRJ para inovação aberta.

A abertura do evento contou com a participação de Flávia Lima do Carmo, coordenadora da Agência UFRJ de Inovação. Em sua apresentação, a professora destacou as novas possibilidades que o Marco Legal de Ciência Tecnologia e Inovação trouxe para o incremento da relação universidade-empresa, bem como o papel da Agência no sentido de transferir o conhecimento que é gerado na UFRJ para a sociedade através de licenciamentos de tecnologia, prestações de serviços, acordos de parceria e transferências de know-how.

A professora Denise Freire, pró-reitora de pós-graduação e pesquisa (PR2), também participou da abertura do encontro. Em sua fala, Denise comentou que aquela se tratava de uma excelente oportunidade para promover a aproximação entre linhas acadêmicas de excelência e o setor produtivo, no intuito de que possa surgir desta interação uma gama de parcerias e projetos conjuntos que futuramente venham a desembocar em algo maior para a UFRJ, como, por exemplo, uma unidade Embrapii Cosméticos. A pró-reitora apresentou números que corroboram a alta expectativa em relação ao setor: “O Brasil é o quarto maior consumidor de produtos de higiene pessoal e limpeza. A indústria cosmética movimentou R$99 milhões em 2017 e, mesmo sem números oficiais do setor em 2018, acredita-se que o seu crescimento foi de 3,8% no último ano, movimentando mais de R$105 milhões”.

Em seguida, o diretor-presidente da Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), Jorge Guimarães, salientou a necessidade imperiosa de que as empresas brasileiras disponham de centros de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) para poderem desenvolver plenamente seus projetos de inovação. Ele lembrou, contudo, que este tipo de estruturação exige investimentos vultosos em pessoal qualificado e em equipamentos. Uma alternativa é justamente a Embrapii, cujo papel é oferecer às empresas, a custos muito baixos, a possibilidade de trabalhar em conjunto com grupos selecionados de pesquisa aplicada e de inovação através do modelo de tripla hélice, que promove a interação entre academia, governo e setor produtivo.

Em seguida, os representantes do setor de cosméticos tiveram a oportunidade de assistir às apresentações de diversos pesquisadores da UFRJ acerca das pesquisas relacionadas ao tema que estão desenvolvendo em seus laboratórios. Participaram do evento:

Prof.ª Alane Beatriz Vermelho (Instituto de Microbiologia)

Prof. Andrew Macrae (Instituto de Microbiologia)

Prof.ª Claudia Regina Elias Mansur (Instituto de Macromoléculas)

Prof.ª Claudia Rezende (Instituto de Química)

Prof. Cláudio Lopes (Instituto de Química)

Prof.ª Denise Freire (Instituto de Química)

Prof. Rodrigo Octavio Mendonça Alves de Souza (Instituto de Química)

Prof. Daniel Weingart Barreto (Escola de Química)

Prof. Marcio Nele (Escola de Química)

Prof.ª Maria Alice Zarur Coelho (Escola de Química)

Prof.ª Veronica Maria de Araújo Calado (Escola de Química)

Prof.ª Ariane Batista (COPPE)

Prof. José Carlos Pinto (COPPE)

Prof.ª Roberta Campos (COPPEAD)

Prof.ª Adriana Passos (Faculdade de Farmácia)

Prof. Eduardo Ricci Junior (Faculdade de Farmácia)

Prof.ª Elisabete Pereira (Faculdade de Farmácia)

Prof.ª Flávia Alamada do Carmo (Faculdade de Farmácia)

Prof.ª Gisela Maria Dellamora Ortiz (Faculdade de Farmácia)

 

 

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