webinarioendowmentsmcti2

A fim de se adequar à nova realidade orçamentária, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) tem envidado esforços na obtenção de recursos não orçamentários como uma alternativa viável para custear programas e projeto de ciência, tecnologia e inovação – CT&I.

Assim, com o advento da Lei nº 13.800/19, que autorizou a Administração Pública a firmar instrumentos de parceria e termos de execução de programas, projetos e demais finalidades de interesse público com organizações gestoras de fundos patrimoniais (fundos de endowment), estas se tornaram uma alternativa factível para se arrecadar e gerir recursos com vistas a apoiar instituições públicas ou privadas que desenvolvam projetos e pesquisas voltadas à CT&I.

É com este cenário em vista que o MCTI realizará a partir do dia 19 de agosto o 1º Webinário de Fundos Patrimoniais (Endowments) de CT&I. Serão quatro palestras online cuja programação consta a seguir:


19/08 - OS FUNDOS PATRIMONIAIS (ENDOWMENTS) DE CT&I (quarta-feira, das 10h às 11h40m)

1) Abertura: Ministro Marcos Pontes (10 min.)

2) Palavras de abertura e Lançamento da Logomarca Endowments – Fundos Patrimoniais de CT&I: Secretário Marcelo Meirelles (10 min.)

3) A visão do MCTI e os Fundos Patrimoniais – Endowments - de CT&I - Carlos Fernandes (MCTI) (20 min.)

4) A Experiência da COPPETEC na constituição do seu Fundo Patrimonial de CT&I - Fernando Peregrino (Diretor Executivo da Fundação COPPETEC) (20 min.)

5) Os desafios que permeiam a aplicação da Lei nº 13.800/2019 - Paula Fabiani (IDIS) (20 min.)

6) Respostas às perguntas / debates (20 min.)

 

26/08 - A GOVERNANÇA DOS FUNDOS PATRIMONIAIS – ENDOWMENTS (quarta-feira, das 10h às 11h30m)

1) A governança do Fundo Patrimonial RJZ: Marcelo Klepacz (Diretor Executivo do Fundo Patrimonial Rogério Jonas Zylbersztajn - RJZ) (20 min.)

2) Boas práticas para a captação de recursos para fundos patrimoniais – Ricardo Lagares Henriques (Presidente da Associação dos Amigos Antigos da PUC - RJ) (20 min.)

3) Boas práticas para a gestão financeira dos fundos patrimoniais – endowments: (20 min.) – Aguardando confirmação do Fundo Patrimonial convidado

4) Respostas às perguntas / debates (30 min.)

 

02/09 - QUESTÕES JURÍDICAS RELACIONADAS AOS FUNDOS PATRIMONIAIS (ENDOWMENTS) (quarta-feira, das 10h às 11h30m)

1) Tema em aberto - Dra. Érika Spalding (advogada) (20 min.)

2) As questões tributárias relacionadas aos fundos patrimoniais – Dra. Priscila Pasqualin (advogada) (20 min.)

3) Segregação patrimonial dos fundos (endowment) (20 min.) – Palestrante – aguardando confirmação

4) Respostas às perguntas / debates (30 min.)

 

09/09 - SOLUÇÕES FINANCEIRAS DE CAPTAÇÃO DE RECURSOS PARA CAUSAS DE INTERESSE PÚBLICO (quarta-feira, das 10h às 11h30m)

1) Tema em aberto - Izabela Algranti (Advogada do BNDES) (20 min.)

2) Tema em aberto - Dra. Patrícia Aldi (Advogada do SANTANDER) (20 min.)

3) Uma visão prospectiva para os Fundos Patrimoniais de CT&I - Secretário Marcelo Meirelles (MCTI) (20 min.)

4) Respostas às perguntas / debates (30 min.)

 

As inscrições devem ser feitas através deste link.

 

 

Uso de bioestimuladores para ativacao da defesa natural de plantas contra patogenos

A Agência UFRJ de Inovação realizou recentemente junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), através de um pedido de patente, a proteção intelectual de uma nova tecnologia desenvolvida no Instituto de Microbiologia Paulo de Góes. A inovação desenvolvida pelos pesquisadores da UFRJ faz uso de bioestimuladores derivados de fungos para a ativação da defesa natural de plantas contra patógenos, podendo representar um avanço para a sustentabilidade da agroindústria nacional.

O Brasil é o quarto maior produtor global de alimentos. Para garantir a produtividade das plantações, o agronegócio brasileiro investe bilhões de reais em insumos para evitar ataques por pragas e patógenos. A imensa maioria dos produtos utilizados é composta por químicos que afetam em diversos níveis do ambiente ao consumidor final. Segundo a professora Eliana Barreto Bergter, uma das responsáveis pela pesquisa que culminou com o desenvolvimento nova tecnologia, “um fator limitante para o alto rendimento de monoculturas são as doenças causadas por fitopatógenos que levam os agricultores a utilizarem cada vez mais defensivos agrícolas que geram prejuízos à saúde humana e ao meio ambiente”.

Após a Segunda Guerra Mundial, uma infinidade de novos compostos organossintéticos foram descobertos, gerando um aumento sem precedentes da oferta de alimentos. Este aumento da produtividade muito serviu para camuflar os efeitos da degradação do solo em função do uso de agrotóxicos na agricultura moderna, desviando os olhares críticos e retardando a introdução de práticas ecologicamente mais adequadas. Mascararam-se assim outros impactos negativos deste modelo, em especial os danos associados à saúde dos trabalhadores rurais, que podem ser afetados pela manipulação direta ou por meio de armazenamento inadequado destes produtos, bem como pelo reaproveitamento de embalagens, roupas contaminadas ou contaminação da água.

Tendo este cenário em vista, um grupo de pesquisadores da Universidade vinha há alguns anos realizando testes sobre a capacidade de moléculas fúngicas para induzir resistência sistêmica em plantas através de sua pulverização. O resultado foi um novo biopesticida que propicia o controle de pragas e patógenos de forma ecologicamente sustentável, sem prejuízo ao ambiente e aos consumidores finais. A inovação ainda a apresenta a vantagem adicional de ser um produto orgânico, o que pode, inclusive, despertar o interesse externo.

“Obtivemos primeiramente sucesso em plantas de fumo que após o tratamento tornaram-se tolerantes ao vírus do mosaico do tabaco. Hoje estamos testando estas moléculas em plantas de alto interesse comercial para o Brasil, o algodão e o maracujá. O fato é que o uso de bioinsumos e de moléculas que geram proteção às plantas é uma tendência mundial que vem ganhando os cenários brasileiros, principalmente, para o mercado de exportação. A utilização dos bioinsumos está se tornando uma realidade a ser usada por todos os agricultores brasileiros para um futuro mais sustentável e de alta eficiência”, explica Eliana Bergter.

Seguem abaixo os detalhes da nova tecnologia. Os interessados em obter mais informações devem contactar a Agência.

 

Uso de bioestimuladores para ativação da defesa natural de plantas contra patógenos

RESUMO: A invenção propõe resolver problemas associados a doenças causadas por patógenos e/ou pragas em plantas através do desenvolvimento de biopesticidas compostos por extratos obtidos de fungos. Foi demonstrado que, ao vaporizar esses extratos em plantas, ocorre a indução de uma resistência sistêmica. A defesa é ativada longe do local da infiltração e, quando um patógeno tenta atacar a planta, não consegue ou tem sua infecção limitada em função desta resposta de defesa.

DESAFIOS E OBJETIVOS: O Brasil é o 4o maior produtor global de alimentos. Para garantir a produtividade das culturas, o agronegócio brasileiro investe bilhões de reais em insumos para evitar ataques por pragas e patógenos. A imensa maioria dos insumos utilizados é composta por químicos que afetam em diversos níveis do ambiente ao consumidor final. O objetivo desta inovação é propiciar o controle de pragas e patógenos de forma ecologicamente sustentável, sem prejuízo ao ambiente e aos consumidores. Além deste objetivo, visa-se soluções que mitiguem prejuízos associados a doenças virais que na maioria das vezes não tem como ser controladas, restando ao produtor descartar a produção quando acometida por viroses.

SOLUÇÃO: Trata-se de produtos derivados de fungos que, ao serem aplicados nas plantas, as estimulam a ativar vias de defesa, fazendo com que fiquem protegidas contra ataques por pragas e patógenos. A solução apresenta comprovada ação antiviral e pode proteger diferentes plantas contra uma gama de distintos patógenos, com a vantagem adicional de ser um produto orgânico.

TITULAR: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

INVENTORES: Bianca Braz Mattos; Caroline de Barros Montebianco; Eliana Barreto Bergter; Maite Vaslin de Freitas Silva; Mariana Collodetti Bernardino; Mario Alberto Cardoso da Silva Neto; Stephanie Serafim de Carvalho

NÚMERO DO PEDIDO: BR1020170020452

Ver folder.

 

maquinadelavar

Materiais sintéticos e microplásticos estão por toda parte. E, sim, em todo o planeta. Há estudos que indicam a existência de fibras sintéticas – fruto da lavagem de roupas – em todos os continentes, inclusive em geleiras polares. Uma poluição invisível num primeiro momento, mas alarmante em seguida.

A cada lavagem, peças de náilon, poliéster e acrílico soltam fibras de até cinco milímetros de espessura, incapazes de serem capturadas pelos filtros das máquinas de lavar. Se quisermos que uma única peça de roupa fique limpa, imagine: pesquisas indicam que mais de 1.900 pedaços de fibra são liberados na água. Há outros estudos que atestam que em cada lavagem em uma máquina de seis quilos, por exemplo, pelo menos 700 mil fibras são despejadas no meio ambiente.

Pensando nesse conglomerado de poluição que parece caminhar oculto, estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ) criaram um filtro que captura as minúsculas fibras de plásticos presentes na água liberada pelas máquinas de lavar, algumas delas até menores que a espessura de um fio de cabelo. Essas partículas podem prejudicar a microfauna dos oceanos e são protagonistas na transferência de poluentes do mar para a vida marinha. No processo de lavagem de roupas em máquinas, os resíduos liberados correspondem à metade dos micro-organismos de uma casa. E, hoje, cerca de metade dos microplásticos produzidos em uma residência são provenientes de máquinas lavadoras de roupas.

A invenção dos cientistas frente a este problema global rendeu-lhes a vitória na maratona internacional de inovação Invent for the Planet 2020.

A equipe que representou o Brasil na competição foi formada por Dimitri Costa e Larissa Fonseca, alunos de doutorado em Engenharia Mecânica do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ), e Samuel Breves e João Lucas, estudantes de graduação de Engenharia de Produção e de Engenharia Mecânica do Cefet/RJ, respectivamente. O projeto foi orientado pelos professores Marcelo Savi (UFRJ) e Pedro Pacheco (Cefet/RJ).

“O diferencial do nosso filtro é que ele consegue filtrar partículas de cinco milímetros até alguns micrômetros, abrangendo todos os tamanhos de micropartículas de plásticos. Para isso, nós usamos a ferrita. Então, nós vamos ter uma primeira barreira, que é a barreira da própria malha. Ela vai liberar algumas partículas, que vão envolver os microplásticos, para depois serem magneticamente capturados pelos ímãs”, explica Dimitri.

Segundo Marcelo, o mecanismo de filtragem pode ser instalado em saídas de água de uma residência, como no sifão de banheiro, e na saída da máquina de lavar roupa. O filtro é composto por elementos que capturam os minúsculos pedaços de plástico e impedem sua trajetória aos rios e oceanos.

De acordo com Larissa, a equipe segue trabalhando. “Iniciamos o processo de patente para fazer a proteção intelectual dessa invenção e, posteriormente, vamos entrar em contato com empresas”, comenta a pesquisadora, que também ventila a possibilidade de abrir uma startup.

O objetivo do Invent for the Planet é contribuir para a melhoria da qualidade de vida do planeta, a partir de projetos tecnologicamente inovadores. Em 2019, alunos da UFRJ e do Cefet/RJ, com orientação dos mesmos professores, venceram a maratona mundial de inovação com o desenvolvimento do EVI – Echolocation for the visual impaired (ecolocalização para pessoas com deficiência visual).

 

Foto: Artur Moês (Coordcom/UFRJ)

 

 

abpipatentedoano

A ABPI lançou recentemente o Prêmio Patente do Ano. Nesta primeira edição, será premiada a melhor patente para o combate à covid-19. O objetivo é premiar o trabalho de profissionais e empresas que reconhecem a importância da Propriedade Intelectual e buscam proteção no Brasil de suas criações. As inscrições devem ser realizadas até 4 de setembro de 2020.

Pode se inscrever qualquer pessoa física ou jurídica que tenha um pedido de patente deferido ou patente concedida junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) relacionados à prevenção ou tratamento da Covid-19.

O prêmio, que tem o apoio do INPI,  será entregue de forma virtual, durante o 40º Congresso Internacional da Propriedade Intelectual da ABPI, que acontece entre de 19 a 22 de outubro deste ano. O vencedor ganhará isenção de mensalidade na ABPI durante um ano.

A avaliação dos inventos concorrentes ao prêmio fica a cargo de uma Comissão Julgadora que levará em conta os seguintes quesitos, com pesos diferenciados: potencial para geração de benefícios sociais (35%), impacto ambiental (15%), potencial para geração de benefícios econômicos (30%), internacionalização da proteção (10%) e participação de inventores brasileiros (10%).

Para inscrições e regulamento do Prêmio Patente do Ano da ABPI, acesse: www.eventosabpi.org.br/premiopatentedoano.

 

 

startup

As startups poderão solicitar ao INPI, a partir de 30 de julho, que seus pedidos de patente sejam examinados com prioridade. A iniciativa busca ajudar as empresas de base tecnológica a se consolidarem no mercado, uma vez que a patente atesta a originalidade de suas invenções e facilita sua comercialização. Ao final do primeiro semestre de 2020, o tempo médio de decisão de exame técnico de pedido prioritário de patentes estava em cerca de 13 meses.

Ao requerer o serviço no INPI, os depositantes de patentes que se enquadrarem na definição de startup, estabelecida na Lei Complementar nº 167, de 24 de abril de 2019, deverão apresentar a cópia de certidão emitida pelo portal da Redesim, dentro de seu prazo de validade, indicando a denominação da empresa Inova Simples.

A nova modalidade de trâmite prioritário foi aprovada pela Portaria INPI PR nº 247, de 22 de junho de 2020, que também implementou outras alterações para esse tipo de serviço. Destaque para os processos de patente de instituições de ciência e tecnologia (ICT), passando de projeto-piloto para serviço permanente, com número ilimitado de requerimentos por instituição. Usuários anteriores de tecnologia (titulares ou não) que estão sendo prejudicados por depósito de pedido de patente posterior também poderão solicitar o trâmite prioritário.

Com o grande impacto da pandemia do novo coronavírus nas pesquisas, desde abril deste ano também contam com o exame acelerado os pedidos de patentes de produtos e processos farmacêuticos e de equipamentos e/ou materiais de uso em saúde, para o diagnóstico, profilaxia e tratamento da covid-19.

Confira a Portaria PR nº 247/2020.

Acesse a página de trâmite prioritário.

 

 

agronegocio

A Faperj anunciou, na segunda quinzena de julho, que irá apoiar a criação de um “Polo de Inovação Tecnológica do Agronegócio”, iniciativa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa, que destinou para essa finalidade um prédio na Unidade Embrapa Solos, localizada no Jardim Botânico, na cidade do Rio de Janeiro. Através deste polo, a Embrapa pretende conectar as dezenas de unidades e centros de pesquisas de sua rede, instalados nas diversas regiões do País, com outros atores, universidades, centros de pesquisas, empresas, investidores e empreendedores, visando o fortalecimento do ecossistema de inovação na cadeia brasileira do agronegócio.

O apoio da Fundação acontecerá por meio do Edital FAPERJ Nº 01/2020 – Programa Polo de Inovação Tecnológica do Agronegócio, no valor de R$ 1,5 milhão, fruto do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a FAPERJ e a Embrapa em dezembro de 2019, que visa a capacitação de recursos humanos e programas ou projetos de pesquisa científica, tecnológica ou de inovação para o desenvolvimento sustentável da agropecuária e da agroindústria fluminense, além da estruturação de um Polo de Inovação Tecnológica do Agronegócio. As propostas, de pessoas físicas/pesquisadores com vínculo empregatício com a Embrapa, deverão ser enviadas até 17 de agosto de 2020.

Para o diretor de Tecnologia da FAPERJ, Mauricio Guedes, neste momento de grave crise, a implantação deste Polo de Inovação será de grande importância, tendo em vista as oportunidades que poderão ser geradas no setor do agronegócio de alta tecnologia, que podem representar um forte impulso para a  recuperação econômica do estado do Rio de Janeiro.

Confira, no link abaixo, o conteúdo do edital:
Edital FAPERJ Nº 01/2020 – Programa Polo de Inovação Tecnológica do Agronegócio

 

 

embrapiivinnova

A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) junto com a Vinnova, agência governamental sueca para pesquisa e desenvolvimento, abriram uma chamada de colaboração internacional para realizar projetos de pesquisa e inovação a partir de 2021, no Brasil.

O público-alvo é formado por qualquer empresa, prestadora de serviços ou instituição de pesquisa que esteja desenvolvendo um projeto inovador com valor agregado para a economia ou para a indústria.

“É necessário desenvolver uma solução para um problema tecnológico industrial, um produto ou um processo, que conte com a participação de pesquisadores suecos e brasileiros no seu desenvolvimento e que possa ser comercializada ou ir para o mercado no futuro”, diz Márcio Canedo, pesquisador do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict).

Todas as áreas são contempladas, porém os seguintes setores são prioritários: Aeronáutica, Smart Cities (Cidades Inteligentes), IoT (Internet das Coisas), Bioeconomia, Mineração Sustentável e Life Science.

A chamada conta com o apoio da Enterprise Europe Network (EEN), rede que tem o objetivo de promover o crescimento de pequenos e médios negócios com a União Europeia. A EEN Brasil é gerenciada pelo Ibict.

A chamada é fruto do Acordo de Cooperação firmado entre a EEN Brasil, Embrapii e a Vinnova para a inovação tecnológica econômica e industrial. Os objetivos da parceria são buscar soluções tecnológicas de interesse comum, permitir a internacionalização de pequenas e médias empresas brasileiras e promover maior visibilidade da PD&I brasileira.

Como participar

Para participar, a empresa brasileira precisa entrar em contato com uma Unidade Embrapii e encontrar um parceiro da Suécia para realizar a pesquisa e seu desenvolvimento em conjunto. Não há edital ou formulários a serem preenchidos. A negociação do projeto é feita diretamente com a Embrapii.

Calendário:

Encerramento da chamada: 30 de novembro 2020

Resultados sobre as propostas aprovadas: 18 de dezembro 2020

Previsão de início do projeto: 15 de janeiro de 2021

Para mais informações, entre em contato por e-mail:  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

 

Nanoparticulas de carbono como agentes de contraste em MRI

 

Uma parceria envolvendo pesquisadores da UFRJ e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) resultou em avanços tecnológicos relacionados ao campo da ressonância magnética (MRI). Denominada “Nanopartículas de carbono como agentes de contraste em MRI”, a nova tecnologia desenvolvida pelo grupo já teve sua proteção intelectual solicitada pela Agência UFRJ de Inovação junto ao INPI mediante um pedido de patente.

Em 2004, durante um experimento conduzido por pesquisadores da Universidade da Carolina do Sul, nos EUA, foi descoberta, por acaso, uma nova classe de nanomateriais: os carbon dots (pontos de carbono). Por conta de suas propriedades ópticas e emissões fluorescentes, os carbon dots têm adquirido um crescente interesse em diversos ramos científicos, entre eles o da Biomedicina.

A tecnologia desenvolvida pela UFRJ consiste num processo de encapsulamento de carbon dots com metais, nos quais foi possível realizar a inserção de íons de manganês, ferro ou európio de modo a viabilizar seu uso como agentes de contraste para ressonância magnética. A ideia é que, no futuro, estes agentes de contrastes possam ser projetados para reconhecer marcadores tumorais e órgãos específicos, aumentando assim a acurácia dos diagnósticos que façam uso de ressonância magnética.

Os interessados em obter mais informações sobre esta tecnologia, que já está disponível para licenciamento e parcerias, devem contactar a Agência. Seus detalhes técnicos estão especificados abaixo:

 

Nanopartículas de carbono encapsuladas com íons metálicos biocompatíveis e respectivo método de síntese das mesmas para aplicação biológica como agente de contraste em MRI

RESUMO: Nesta invenção foram desenvolvidos Carbon dots encapsulados com metais, nos quais foi possível inserir em cada sistema íons de Mn2+, Fe3+ ou Eu3+ para seu uso como agentes de contraste em MRI. Os resultados físico-químicos e biológicos indicam que esses cdots têm o tamanho ideal para alcançar a distribuição in vivo, apresentados nas imagens por ressonância magnética no camundongo masculino (black C57BL/6).

DESAFIOS E OBJETIVOS: Apesar do potencial desenvolvimento que têm os cdots para serem utilizados em aplicações biomédicas como agentes de contraste em (MRI), o controle da interação destes nanomateriais com sistemas biológicos até chegar ao seu destino final representa um desafio, e ainda faltam estudos que forneçam o total entendimento para que estas partículas contribuam trazendo novas informações sobre a influência no organismo. Já que atualmente um dos objetivos da biomedicina é detectar ou diagnosticar doenças em sua fase inicial, o objetivo é aplicar o tratamento no local e em momento apropriado, utilizando a dose mínima possível de nanomedicamentos (cdots) para evitar possíveis efeitos colaterais.

SOLUÇÃO: Estes agentes de contrastes poderão ser, no futuro, projetados para reconhecerem marcadores tumorais e órgãos específicos, melhorar sequências de pulso, além de viabilizarem a ressonância magnética como técnica para o diagnóstico de doenças e seu monitoramento, podendo ser uma alternativa aos compostos de Gd. O aspecto do realce de imagens é importante porque irá fornecer informações específicas que auxiliam diagnósticos mais precisos. Portanto eles aumentariam a acurácia no diagnóstico final.

TITULARES: Universidade Federal do Rio De Janeiro (UFRJ); Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

INVENTORES: Adriane Regina Todeschini; Andréia de Vasconcelos dos Santos; Gustavo Tavares Ventura; Jorge Luiz Neves; Rafaela Muniz de Queiroz; Yarima Sanchez Garcia

NÚMERO DO PEDIDO: BR1020180058380

Ver folder.

 

 

Abastecimento criogenico do Maglev Cobra

 

Um supercondutor é um tipo de material que, quando resfriado abaixo de determinada temperatura, conhecida como temperatura crítica, apresenta resistência elétrica nula ou não mensurável. O fenômeno da supercondutividade foi descoberto em 1911 pelo físico holandês Heike Onnes ao estudar as propriedades do mercúrio resfriado com hélio líquido. De lá para cá, vários outros materiais supercondutores foram descobertos ou desenvolvidos sinteticamente. Em especial, em 1987, foi criado o óxido de ítrio-bário-cobre (YBa2Cu3O7-y), que transita para o estado supercondutor ao ser resfriado com nitrogênio líquido à pressão atmosférica, ampliando as possibilidades de aplicações de supercondutores.

Na UFRJ, o principal centro de referência sobre o tema é o Laboratório de Aplicações de Supercondutores (Lasup), da Coppe. Fundado em 1998 pelo professor Roberto Nicolsky, o Lasup tem por objetivo a pesquisa e desenvolvimento de dispositivos supercondutores para meios de transporte e sistemas elétricos de potência. O principal projeto do laboratório é o Maglev-Cobra, o conhecido protótipo de trem de levitação magnética da UFRJ.

Em constante aprimoramento, em 2020, o veículo teve duas de suas novas tecnologias protegidas pela Agência UFRJ de Inovação junto ao INPI. Uma delas é um sistema de freios de emergência e de estacionamento. A outra é um método de abastecimento automático de nitrogênio líquido em seus diversos tanques criogênicos.

A criogenia é uma área do conhecimento científico e tecnológico cujas atividades são desenvolvidas em torno dos fenômenos que ocorrem em temperaturas muito baixas. A tecnologia de levitação utilizada no Maglev necessita que as cerâmicas supercondutoras responsáveis pelo fenômeno estejam devidamente refrigeradas a  aproximadamente 196ᵒC negativos. Para que seja possível alcançar e manter essa baixa temperatura, é feito uso de um equipamento denominado levitador, que isola termicamente os supercondutores do meio externo. É este o equipamento a ser abastecido com nitrogênio líquido.

Atualmente, só existem três modelos de veículo de levitação supercondutora. Um alemão, um chinês e o brasileiro. Nos veículos desenvolvidos no exterior, o método de abastecimento dos reservatórios criogênicos é feito à mão e por gravidade, através um funil especial. Também existe um método de abastecimento por pressão, porém ele é realizado de forma individual para cada reservatório. A quantidade de tanques criogênicos varia de projeto para projeto, sendo que o brasileiro é o que possui o maior número desses reservatórios a serem abastecidos. São 24 levitadores ao todo.

Estes recipientes são extremamente sensíveis e caros e por isso mesmo, o abastecimento deve ser realizado de forma extremamente cuidadosa. Pensando nisso, os pesquisadores Richard Magdalena Stephan e Felipe dos Santos Costa (ambos do Lasup) e Fernando Augusto de Noronha Castro Pinto (do Departamento de Engenharia Mecânica) desenvolveram um método de abastecimento automatizado para o Maglev.

Os detalhes técnicos estão especificados a seguir. Os interessados em obter mais informações sobre a tecnologia devem contactar a Agência.

RESUMO: A presente invenção propõe a automação do sistema de abastecimento de nitrogênio líquido nos diversos tanques criogênicos do equipamento de levitação do veículo Maglev-Cobra, desenvolvido na Universidade Federal do Rio de Janeiro. A tecnologia de levitação supercondutora que é usada nesse veículo necessita que as cerâmicas supercondutoras YBa2Cu3O7-x responsáveis pelo fenômeno estejam devidamente refrigeradas em uma temperatura de aproximadamente -196ᵒC. Para isto, existe um equipamento chamado criostato (ou levitador), o qual isola termicamente os supercondutores do meio externo, sendo exatamente este equipamento que deverá ser abastecido diariamente com nitrogênio líquido.

DESAFIOS E OBJETIVO: A presente invenção trata de um sistema para abastecer de forma simultânea múltiplos tanques criogênicos (chamados de criostatos ou levitadores) necessários para o funcionamento de um veículo de levitação magnética supercondutora. Atualmente, só existem 3 modelos de veículo de levitação supercondutora. Um alemão, um chinês e um brasileiro. Nestes veículos o método de abastecimento dos reservatórios criogênicos é feito à mão e por gravidade utilizando um funil especial. Há também um abastecimento por pressão, porém de forma individual para cada reservatório. Estes recipientes são extremamente sensíveis e caros e por isso o abastecimento é realizado de forma cuidadosa. A quantidade de tanques criogênicos varia de projeto para projeto sendo o brasileiro o que possui o maior número desses reservatórios a serem abastecidos, 24 no total.

SOLUÇÃO: Para a automação do processo de abastecimento são utilizadas válvulas solenoides criogênicas normalmente fechadas para liberar ou bloquear a passagem do fluido na linha; fonte de tensão para a alimentação elétrica de diversos componentes; um reservatório central onde o fluido de trabalho é inicialmente armazenado; tubulações criogênicas termicamente isoladas; válvulas de alívio de pressão; manômetros em diferentes pontos da linha; sensores de temperatura para realimentação do controle detectando o transbordo do líquido e informando quais criostatos foram completamente abastecidos; um PLC ou computador para receber os sinais de todos os sensores de temperatura e comandar as válvulas controlando a lógica do processo e uma IHM (interface homem máquina) para a interação do operador com o sistema de abastecimento para que possa iniciar o processo, escolher a quantidade de criostatos a serem abastecidos e finalizar o processo. Este conjunto de equipamentos permite uma operação mais segura e rápida facilitando o procedimento diário e reduzindo o contato direto do operador com a baixa temperatura.

TITULARES: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

INVENTORES: Felipe dos Santos Costa; Fernando Augusto de Noronha Castro Pinto; Richard Magdalena

NÚMERO DO PEDIDO: BR1020200135678

Ver folder.

 

 

Sistema de freios de emergencia e de estacionamento do veiculo Maglev Cobra

 

Em 16 de fevereiro de 2016, o Maglev-Cobra, veículo de levitação magnética desenvolvido pela Coppe/UFRJ, passava a operar suas primeiras viagens demonstrativas abertas ao público. Através do uso da levitação magnética por supercondutividade, desde então, o Maglev liga o Centro de Tecnologia (CT) ao Centro de Tecnologia 2 (CT2) da UFRJ, no campus da Ilha do Fundão.

A viagem é silenciosa e não causa nenhum impacto ecológico já que, uma vez que sua linha é alimentada por quatro painéis de energia solar fotovoltaica, a emissão de poluentes é nula. A tecnologia do Maglev baseia-se nas propriedades diamagnéticas de supercondutores de elevada temperatura crítica e do campo magnético produzido por ímãs de Nd-Fe-B (neodímio, ferro e boro) para obter sua levitação.

Por ser ainda uma linha experimental, o Maglev-Cobra transporta até 30 passageiros por viagem e circula a uma velocidade de 10 km/h. É possível, no entanto, conectar novos módulos, de 1,5 m de comprimento cada, e aumentar a capacidade do veículo que, em percursos mais longos, pode chegar à velocidade de 100 km/h.

Em constante aprimoramento, em 2020, o veículo teve duas de suas novas tecnologias protegidas pela Agência UFRJ de Inovação junto ao INPI através de pedidos de patente. Uma delas é um método de abastecimento automático para o veículo. A outra consiste num sistema de freios de emergência e de estacionamento.

O conceito consiste em um arranjo físico de um conjunto leve e compacto, no qual um cilindro hidráulico está contido no interior de uma mola, que por sua vez está contida no interior de uma carcaça de alumínio, denominada suporte do freio. Este arranjo tornou possível a montagem de cada suporte do freio nos reduzidos espaços existentes no assoalho, debaixo no veículo. A frenagem ocorre através da carga imposta por cada par de conjunto, em trilhos de aço existentes ao longo da via. Por sua vez, cada conjunto exerce carga no trilho em direção oposta (um contra o outro), evitando assim o desalinhamento lateral e o comprometimento da estabilidade do Maglev.

Os responsáveis pelo desenvolvimento da tecnologia são os engenheiros Paulo Roberto da Costa, do Laboratório de Tecnologia Submarina (LTS) da Coppe; e Felipe dos Santos Costa, pesquisador do Laboratório de Aplicação de Supercondutores (Lasup) da Coppe.

O projeto do Maglev, que em novembro de 2015 conquistou o “Troféu Frotas e Fretes Verdes”, é desenvolvido por pesquisadores do Lasup, sob a coordenação do professor Richard Stephan. Fundado em 1998 pelo professor Roberto Nicolsky, o Lasup tem por objetivo a pesquisa e o desenvolvimento de dispositivos supercondutores (material que, resfriado abaixo de determinada temperatura, apresenta resistência elétrica nula ou não mensurável) para meios de transporte e sistemas elétricos de potência.

Seguem os dados técnicos da tecnologia. Os interessados em obter mais informações sobre as tecnologias devem contactar a Agência.

RESUMO: Sistema de freio de emergência e de estacionamento para veículo de levitação magnética. Apresenta o diferencial de operar em veículo sem rodas, e incorpora um sistema que assegura aos passageiros a parada automática do veículo em casos de falta de energia elétrica.

DESAFIOS E OBJETIVOS: Entende-se que os desafios se apresentam na área da comercialização do presente invento, uma vez que o sistema de freios aqui apresentado já opera em um protótipo de veículo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desde 2016. Assim, com relação à parte técnica, o nível de prontidão tecnológica já atingiu o seu valor mais elevado. Dentre os objetivos se encontra a necessidade de se conseguir investidores para a implantação do veículo Maglev, visando ao atendimento das populações de grandes centros urbanos.

SOLUÇÃO: A solução consiste na implementação física de um conceito para frenagem em um veículo sem rodas (veículo de levitação). O conceito consiste em um arranjo físico de um conjunto leve e compacto, no qual um cilindro hidráulico está contido no interior de uma mola, que por sua vez está contida no interior de uma carcaça de alumínio, denominada suporte do freio. Esse suporte consiste na estrutura principal de frenagem do veículo. Tal arranjo tornou possível a montagem de cada suporte do freio nos reduzidos espaços existentes no assoalho, debaixo no veículo. A frenagem ocorre através da carga imposta por cada par de conjunto, em trilhos de aço existentes ao longo da via. Cada conjunto exerce carga no trilho em direção oposta (um contra o outro) em forma de "sandwich", evitando assim o desalinhamento lateral e o comprometimento da estabilidade do veículo.

TITULARES: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

INVENTORES: Felipe dos Santos Costa; Paulo Roberto da Costa

NÚMERO DO PEDIDO: BR1020200124307

Ver folder.

 

 

petroleo2

A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis divulgou, no início de julho, o edital do Prêmio ANP de Inovação Tecnológica. Seu objetivo é reconhecer e premiar os resultados associados a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I), que representem inovação tecnológica de interesse do setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis, desenvolvidos no Brasil por instituições de pesquisa credenciadas pela ANP, empresas brasileiras e empresas petrolíferas, com utilização total ou parcial de recursos da Cláusula de P,D&I presente nos contratos de Exploração e Produção (E&P).

Poderão concorrer ao Prêmio instituições de pesquisa credenciadas pela ANP, empresas brasileiras e empresas petrolíferas que apresentem resultados associados a um ou mais projetos que estejam relacionados ao desenvolvimento de bens, produtos, serviços, sistemas, processos, metodologias ou conceitos inovadores de interesse do setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis, desenvolvidos no Brasil, com utilização total ou parcial de recursos da Cláusula de P,D&I presente nos contratos de E&P.

A inscrição deverá ser realizada preferencialmente por representante da empresa petrolífera. No caso de a inscrição ser realizada por representante de instituição credenciada ou empresa brasileira, deverá haver a confirmação da empresa petrolífera responsável.

Clique aqui para fazer o download do Formulário de Inscrição.

As regras do Prêmio ANP de Inovação Tecnológica 2020 estão dispostas neste edital.

 

 

Nanoparticulas polimericas de L asparaginase

Uma nova tecnologia desenvolvida pelo Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IBqM – UFRJ) em parceria com a Universidade Tiradentes e o Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP) pode significar um avanço no tratamento da leucemia em crianças. Trata-se de um novo processo de obtenção de nanopartículas poliméricas de L-asparaginase, um bioativo muito importante no tratamento da leucemia linfoblástica aguda, enfermidade que evolui de forma muito agressiva, sendo mortal no prazo de semanas ou meses se não tratada.

A leucemia linfoblástica aguda é uma doença mais comum em crianças, sobretudo entre os dois e cinco anos de idade. Na maior parte dos casos, a causa é desconhecida, mas estudos mostram que entre os fatores de risco genéticos está a síndrome de Down, e entre os fatores de risco ambientais estão a exposição significativa à radiação ou antecedentes de quimioterapia.

Amplamente utilizada no tratamento da leucemia, por sua vez, a L-asparaginase é uma enzima que atua diminuindo a concentração do aminoácido L-asparagina livre no plasma e, dessa forma, impede a proliferação de células cancerígenas. O nome do aminoácido deriva do fato da asparagina ter sido isolada pela primeira vez, em 1806, justamente a partir do suco de aspargos. Os responsáveis foram os químicos franceses Louis Nicolas Vauquelin e Pierre Jean Robiquet.

Até o fim de 2013, a L-asparaginase era comprada pelos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) habilitados em oncologia. Porém, nessa época, a empresa brasileira que distribuía o medicamento informou ao governo federal que o produtor estrangeiro havia interrompido a sua fabricação. A crise de abastecimento forçou o Ministério da Saúde a investir R$ 17,6 milhões na compra de 52,3 mil frascos, quantidade suficiente para suprir toda a demanda nacional (mais de três mil crianças) em 2014. Foi nesta época que surgiu um elevado interesse na produção da L-asparaginase no Brasil no sentido não apenas de solucionar um desafio econômico, mas também de sanar a falta de uma indústria enzimática nacional bem estabelecida.

Nanopartículas poliméricas de L-asparaginase

Buscando trazer avanços neste ramo científico, um grupo de pesquisadores que inclui a professora Maria Lucia Bianconi, do IbqM – UFRJ, uniu esforços e desenvolveu um novo processo de obtenção de nanopartículas poliméricas de L-asparaginase, o qual potencializa seus efeitos e possui aplicação direta nas áreas de Farmácia, Medicina, Biomedicina, Química e Biotecnologia. Os interessados em obter mais informações devem contactar a Agência.

RESUMO: Processo de obtenção de nanopartículas a partir de biopolímeros de baixa toxicidade e biocompatíveis. Devido às suas características, apresenta potencial para carrear macromoléculas com finalidade terapêutica. O carreamento da L-asparaginase pelas nanopartículas visa uma liberação lenta do ativo e o aumento da atividade enzimática, e consequentemente, aumenta a sua biodisponibilidade e efeito terapêutico. Além disso, o produto final pode ser um ingrediente ativo para novas formulações farmacêuticas.

DESAFIOS E OBJETIVOS: A enzima L-asparaginase é um bioativo muito importante no tratamento da leucemia linfoblástica aguda em crianças e necessita de alternativas para aumentar sua estabilidade plasmática e diminuir seus efeitos adversos, como indução de reação do sistema imune e produção de anticorpos antiasparaginase. Assim, o carreamento pelas nanopartículas propostas visa diminuir as limitações do uso desse biofármaco. Para tal finalidade, o processo de obtenção do produto deve evitar alteração na estrutura da enzima, uma vez que sua atividade é diretamente relacionada a sua conformação, bem como o produto deve ser estável em condições fisiológicas e apresentar baixa toxicidade.

SOLUÇÃO: Sistema estável em pH 7,4 (pH fisiológico) e possibilita liberação lenta da enzima, a qual apresenta aumento de 60% na eficiência catalítica dentro da matriz polimérica em comparação com a enzima livre. Avaliação em células indicou que a enzima não perde sua atividade anti-leucêmica. A suspensão de nanopartículas é obtida por um método que não utiliza solventes orgânicos nem altas temperaturas. Sob condições adequadas pode ser liofilizada, assim é possível ser estocada por mais tempo. Apresenta potencial para carrear macromoléculas com finalidade terapêutica, bem como aplicação direta nas áreas de Farmácia, Medicina, Biomedicina, Química e Biotecnologia.

TITULARES: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Instituto de Tecnologia e Pesquisa; Universidade Tiradentes

INVENTORES: Caroline Dutra Lacerda; Maria Lucia Bianconi; Patrícia Severino

NÚMERO DO PEDIDO: BR10201807584

Ver folder.

Fechadura para portas de passagem acionada pelos pes

A principal forma de disseminação do coronavírus é contato com pessoas doentes através do toque de mão ou via gotículas de saliva presentes no espirro e na tosse. Mas, embora menor, também existe o risco de contágio através do contato com superfícies e objetos contaminados.

O estudo Aerosol and surface stability of HCoV-19 (SARS-CoV-2) compared to SARS-CoV-1, publicado no The New England Journal of Medicine, identifica a sobrevida do vírus em várias superfícies: aço inoxidável - 3 dias; plástico - 3 dias; papelão - 1 dia; cobre - 4 horas. Assim, a limpeza de utensílios e objetos deve abranger todos os possíveis locais que podem estar com o coronavírus presente, seja com água e sabão, com desinfectantes ou álcool gel a 70%. Deste modo, é importante não descuidar da higienização de celulares, mesas, teclados de computador, maçanetas etc.

Em 2018, Rafael Aguirre, então graduando do curso de Desenho Industrial da UFRJ, possivelmente não tinha este contexto de pandemia em vista enquanto desenvolvia seu projeto de conclusão de curso. Mas ao criar uma uma fechadura para portas acionada com os pés, talvez o ex-aluno da UFRJ tenha, como diz o ditado, “mirado no que viu e acertado o que não viu”.

Seguem mais informações técnicas desta tecnologia que já se encontra protegida por um pedido de patente realizado pela Agência UFRJ de Inovação junto ao INPI e que atualmente está disponível para licenciamento. Os interessados em obter mais informações devem contactar a Agência.

RESUMO: Nos centros urbanos o convívio com pessoas desconhecidas no cotidiano é inevitável e o contato com objetos de uso comum – como maçanetas – se tornou um risco para a saúde. O presente produto tem a função inovadora de atuar como uma fechadura para portas de passagem acionada pelos pés, sendo uma alternativa higiênica e funcional ao uso das mãos para abrir portas, direcionada para o público em geral e em especial para pessoas com deficiência nos membros superiores.

OBJETIVO: Tornar o dia a dia mais prático e higiênico, proporcionando uma alternativa para a abertura de portas de passagem que evite o contato das mãos com maçanetas. Proporcionar segurança sanitária para pessoas em locais de grande circulação, cortando um foco de contaminação por contato das mãos com superfícies contaminadas. Fornecer uma fechadura adequada para o uso por pessoas com deficiência nos membros superiores. Ser um produto de baixo custo e de alta capacidade de penetração no mercado, com mecanismos internos e processo de instalação similar ao de fechaduras internas convencionais.

SOLUÇÃO: Uma fechadura que é uma alternativa às fechaduras convencionais de acionamento manual, podendo ser instalada individualmente ou em conjunto com uma fechadura convencional, com processo de fabricação compatível com o parque fabril nacional e que dispense a integração de elementos eletrônicos, simplificando a sua fabricação e consequentemente reduzindo o seu custo de produção (tendo em vista o nível tecnológico atual).

TITULAR DO PEDIDO: Universidade Federal do Rio de Janeiro

INVENTOR: Rafael R. Pires Aguirre

NÚMERO DO PEDIDO: BR2020190035973

Ver folder.

 

 

Aditivos biocidas para tintas anti incrustantes

 

A incrustação biológica constitui um dos maiores problemas encontrados pelo homem em suas atividades no mar. Seu aparecimento provoca danos nas estruturas submersas das embarcações e causa prejuízos econômicos uma vez que eleva o seu consumo de combustível. É fácil entender o motivo: a incrustação torna irregular a superfície dos cascos dos navios, o que aumenta o arrasto e, por sua vez, reduz as velocidades que podem ser alcançadas.

Deste modo, a necessidade de proteger das incrustações os cascos dos barcos existe desde que o homem começou a utilizá-los como meio de transporte para percorrer longas distâncias. Periodicamente essas embarcações tinham que ser varadas e tombadas de modo que seus fundos pudessem ser raspados para que fosse então removido este acúmulo de cracas, permitindo assim a manutenção normal de uma velocidade comercial aceitável.

A necessidade de realizar viagens em menos tempo e de otimizar os gastos com combustível fez com que não demorassem a aparecer os primeiros produtos anti-incrustantes navais. Inicialmente fazia-se uso de compostos de substâncias naturais como cera, piche e betume para revestir os cascos de madeira dos navios. Depois o cobre também passou a ser utilizado. Registros históricos indicam que foram os fenícios e os cartagineses os primeiros povos a utilizarem o metal para este propósito.

No século XIX, surgiram as primeiras tintas voltadas especificamente a este fim, baseadas na ideia de dispersão de uma substância tóxica potente em um aglutinante polimérico. Nesta mesma época, o óxido cuproso passou a ser utilizado como biocida em tintas anti-incrustantes. No entanto, as tintas à base de cobre se tornavam ineficientes em pouco tempo, o que gerou uma demanda por biocidas mais efetivos.

Na década de 1960, foi desenvolvida a primeira tinta incorporando um composto organoestânico como biocida. Devido a sua grande eficácia como agente anti-incrustante, o uso dessas tintas aumentou drasticamente nas décadas seguintes. Contudo, no início dos anos 80 começaram a surgir os primeiros indícios de contaminação do ambiente marinho por tais compostos. A partir de então, as preocupações quanto ao uso de produtos contendo este tipo de biocidas levaram alguns países a restringirem sua comercialização, resultando no banimento completo, em escala global, em janeiro de 2008.

Por conta disso, desde então, o desenvolvimento de sistemas anti-incrustantes que causem baixo impacto ambiental tem sido uma meta perseguida por vários grupos de pesquisa.

 

Nova tecnologia desenvolvida pela UFRJ

Com o intuito de desenvolver uma alternativa comercial viável e que cause baixo impacto ecológico, um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro desenvolveu a tecnologia “Síntese de 1-O-alquilgliceróis naturais: potenciais aditivos biocidas para serem usados em tintas anti-incrustantes”. Ela já se encontra protegida por um pedido de patente realizado pela Agência UFRJ de Inovação junto ao INPI e atualmente está disponível para licenciamento. Os interessados em obter mais informações devem contactar a Agência. Seguem as informações técnicas sobre a nova tecnologia:

RESUMO: A invenção descreve a síntese de compostos 1-O-alquilgliceróis, potenciais biocidas no combate à bioincrustação marinha, especificamente os álcoois quimílico, batílico e selaquílico. A estratégia sintética pode ser realizada empregando-se reações independentes ou reações sequenciais em um único recipiente, denominadas “reações em um único pote”. A tecnologia utiliza como matéria-prima a epicloridrina, um produto de baixo custo industrial, fator que torna sua reprodução em larga escala mais viável e compromete-se com a reprodutibilidade, redução no número de etapas, e condições que proporcionem práticas tecnológicas de menor impacto ambiental.

DESAFIOS E OBJETIVO: A bioincrustação marinha afeta vários serviços desenvolvidos em alto-mar, pois, diversas superfícies podem servir de substrato para a adesão de organismos aquáticos e assim danificar essas estruturas. Em embarcações, a acumulação de organismos marinhos em sua superfície pode gerar alto consumo de energia/combustível, e consequentemente diminuir a velocidade operacional destes. Uma solução para esta problemática tem sido o uso de tintas anti-incrustantes com aditivos biocidas na prevenção e controle do processo de bioincrustação em cascos de navios, plataformas e estruturas submersas.

SOLUÇÃO: Alguns efeitos benéficos relacionados aos 1-O-alquilgliceróis já estão descritos na literatura, além disso, experimentos desenvolvidos com o objetivo de avaliar as atividades biológicas dos 1-O-alquilgliceróis sugerem que eles podem ser incorporados em fosfolipídios de membranas celulares, causar modificações em suas propriedades físicas, e assim impedir a formação da bioincrustação em sua forma consolidada.

TITULAR DO PEDIDO: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

INVENTORES: Claudio Cerqueira Lopes; Rosangela Sabbatini Capella Lopes; Thiana Santiago Nascimento

NÚMERO DO PEDIDO: BR1020200122100

Ver folder.

 

 

Complexo de inclusao no tratamento de leishmaniose

 

É possível que muitos brasileiros que possuam cães em casa e se preocupem com seus animais de estimação já tenham em algum momento ouvido falar sobre os perigos da leishmaniose. Infelizmente também é provável que nem todos saibam sobre os reais perigos que esta doença - ou grupo de doenças - pode representar não só para os bichos mas também para os humanos.

Ao contrário de enfermidades mais conhecidas, sua causa não é um vírus nem uma bactéria, mas protozoários do gênero leishmania. Sua transmissão ocorre por meio da picada do inseto popularmente conhecido como mosquito-palha, sendo que suas manifestações variam de lesões ulceradas simples e autolimitadas na pele até uma doença visceral com manifestações graves.

No caso da leishmaniose cutânea, os sintomas podem variar segundo o tipo de parasita transmitido pela picada do mosquito e as condições imunológicas da pessoa. O primeiro sinal costuma ser uma única ou várias lesões, quase sempre indolores na pele. Inicialmente, são feridas pequenas, com fundo granuloso e purulento, e bordas avermelhadas, que vão aumentando de tamanho e demoram para cicatrizar. Também podem ocorrer metástases nas mucosas da nasofaringe que destroem a cartilagem do nariz e do palato provocando deformações graves. Ainda mais perigosa, a leishmaniose visceral, por sua vez, é uma zoonose de evolução crônica, com acometimento sistêmico e que, se não tratada, pode levar a óbito até 90% dos casos.

É importante ressaltar que a leishmaniose não é uma doença contagiosa nem se transmite diretamente de uma pessoa para outra, nem de um animal para outro, nem dos animais para as pessoas. A transmissão do parasita ocorre apenas através da picada do mosquito fêmea infectado, de modo que o principal método de combate à doença são os cuidados para evitar a proliferação do transmissor. Ou seja, os mesmos métodos sanitários e de higiene empregados no combate ao Aedes aegypti (vetor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela).

 

Nova terapia desenvolvida pela UFRJ

Com o intuito de desenvolver uma nova proposta terapêutica para o tratamento da leishmaniose a ser empregado na área humana e veterinária, um grupo composto por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro, do Instituto de Tecnologia e Pesquisa, da Universidade de Sorocaba, da Universidade Federal da Paraíba e da Universidade Tiradentes somou esforços e desenvolveu a tecnologia “Processo de preparação de um complexo de inclusão no tratamento da leishmaniose”. A tecnologia já se encontra protegida por um pedido de patente realizado pela Agência UFRJ de Inovação junto ao INPI e atualmente está disponível para licenciamento. Os interessados em obter mais informações devem contactar a Agência.

Seguem as informações técnicas sobre a nova tecnologia:

RESUMO: Trata-se de um processo de obtenção de um complexo de inclusão obtido a partir do polímero β-ciclodextrina incorporando o composto fenólico cafeato de isopentila visando à atividade anti-leishmania frente a duas diferentes formas de leishmaniose (visceral e tegumentar). A formulação proposta melhora as características biofarmacêuticas do ativo e favorece a liberação controlada. O processo e produto desenvolvidos destinam-se preferencialmente à área de formulações farmacêuticas e veterinárias, representado assim uma importante estratégia tecnológica para o tratamento da Leishmaniose.

DESAFIOS E OBJETIVOS: Os tratamentos comercialmente disponíveis para o tratamento da leishmaniose apresentam efeitos colaterais elevados, quimiorresistência pelo parasito e elevada toxicidade. Com isso, o objetivo foi desenvolver uma nova proposta terapêutica para tratamento da leishmaniose para ser empregado na área humana e veterinária. Assim, o produto desenvolvido buscou melhorar a eficácia do tratamento e a qualidade de vida dos pacientes.

SOLUÇÃO: O desenvolvimento de complexo de inclusão incorporando cafeato de isopentila representa uma alternativa inédita às formas farmacêuticas já desenvolvidas, apresentando maior eficiência terapêutica frente aos promastigotas da L. amazonensis e L. chagasi comparado com os tratamentos convencionais descritos na literatura. O complexo de inclusão produzido é composto de polímero natural biocompatível, biodegradável, de baixo custo, liberação controlada e aumento da biodisponibilidade. O processo de obtenção é prático, seguro, associado a baixo custo e aplicação de processos/etapas simplificadas, e pode ser aplicado em escala industrial tornando uma alternativa altamente promissora para o mercado consumidor. É um produto de preço potencialmente acessível, de forma que pode ser adquirido pelas empresas farmacêuticas e veterinárias para tratamento de portadores de leishmaniose mais seguro e eficaz.

TITULARES: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Instituto de Tecnologia e Pesquisa; Universidade de Sorocaba; Universidade Federal da Paraíba; Universidade Tiradentes

INVENTORES: Alini Tinoco Fricks; André Luis Souza dos Santos; Carine Santana Ferreira Marques; Damião Pergentino de Sousa; Eliana Barbosa Souto; Luciana Nalone Andrade; Marco Vinícius Chaud; Matheus Mendonça Pereira; Patrícia Severino; Simone Santiago Carvalho de Oliveira; 

NÚMERO DO PEDIDO: BR1020200051512

Ver folder.

 

 

 

equipe quimica

A UFRJ desenvolveu uma tecnologia para filtragem de impurezas do etanol de modo a transformá-lo em álcool hospitalar. O projeto nasceu a partir do Grupo de Trabalho do Álcool da UFRJ, que envolve a Escola de Química, o Instituto de Química, a Faculdade de Farmácia e a Coppe, e busca suprir a demanda dos hospitais da Universidade pelo produto durante a pandemia.

A iniciativa do projeto se deu a partir de uma doação de etanol como insumo, recebida pelo Grupo de Trabalho. A partir de então, os pesquisadores criaram um kit com filtros para retirar as impurezas do álcool combustível. Bombeado para o módulo, o líquido passa por duplas filtragens de carvão ativado e resinas poliméricas, seguidas de uma filtragem adicional em membranas de microfiltração, transformando-se em álcool puro. Após esse processo, ele pode ser diluído e receber os aditivos químicos para virar álcool 70% em líquido, gel ou glicerinado.

Seleção em edital

O projeto foi escolhido, dentre 1.858 propostas, no Desafio Vale COVID-19, iniciativa da mineradora para selecionar tecnologias que tragam soluções para o enfrentamento da COVID-19. Com o apoio da Vale, foram produzidos seis sistemas de purificação para serem doados a instituições federais que também produzem álcool farmacêutico, sem onerar os beneficiados. Esse era um dos requisitos necessários para os inscritos.

O recurso permitirá a produção de aproximadamente 150 mil litros de álcool por mês. A avaliação técnica coube ao Hospital Israelita Albert Einstein e à Rede Mater Dei de Saúde.

Para a Professora Fabiana Valéria da Fonseca (EQ/UFRJ), coordenadora do projeto, “é importante destacar a relevância de editais como esse que foi lançado pela Vale, especialmente neste momento tão crítico para o país que, além de sofrer com o avanço da pandemia, tem visto os recursos para a ciência sendo cada vez mais limitados”.

Os sistemas de purificação produzidos na UFRJ já foram doados a outras instituições públicas parceiras, como o IFRJ (Instituto Federal do Rio de Janeiro), a Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), a UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro), a UFTPR (Universidade Federal Tecnológica do Paraná) e a UFMA (Universidade Federal do Maranhão). Todo o álcool produzido por esses grupos será doado para uso nos hospitais e clínicas locais.

 

 

finep

A Finep, Financiadora de Inovação e Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), anunciou um novo edital de subvenção econômica, no valor de R$50 milhões, para apoio à projetos de inovação envolvendo tecnologias 4.0. Os recursos serão destinados a empresas brasileiras de pequeno, médio e grande portes que tenham interesse em desenvolver produtos, processos e serviços inovadores em quatro áreas temáticas: Agro 4.0 (agricultura, pecuária de precisão e sistemas transversais à agricultura e pecuária), Cidades Inteligentes (logística urbana, segurança pública, saneamento ambiental, e monitoramento e desastres naturais); Indústria 4.0 (processos 4.0, virtualização de ambientes, e máquinas e equipamentos 4.0); e Saúde 4.0 (sistemas de predição, monitoramento remoto, telemedicina, gestão hospitalar, e prevenção e controle de epidemias).

As propostas deverão contemplar ao menos uma tecnologia habilitadora, tais como 5G, Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial, Robótica Avançada, Computação em Nuvem, Realidade Aumentada ou Manufatura Aditiva.

“O trabalho da Finep tem sido extremamente importante, não só nas ações de combate à covid-19, em áreas de reposicionamento de medicamentos e desenvolvimento de vacinas, como na melhoria da infraestrutura de pesquisa científica do País", disse o ministro Astronauta Marcos Pontes.

"Esse aporte de R$50 milhões é o maior já destinado pela Finep à essa indústria 4.0, cujo desenvolvimento é fundamental para a retomada da nossa economia, pois faz com que o Brasil se posicione no mesmo patamar de países desenvolvidos", disse o presidente da Finep/MCTI, general Waldemar Barroso.

Serão apoiados projetos que apresentem níveis de maturidade tecnológica de 3 a 7, os chamados TRLs (Technology Readiness Levels). Serão aplicados R$ 15 milhões nos temas Agro 4.0, Indústria 4.0 e Saúde 4.0, e R$5 milhões nos temas relativos a Cidades Inteligentes. Será obrigatória a apresentação de uma contrapartida financeira, que poderá variar entre 5% e 100% do valor a ser subvencionado, dependendo do porte da empresa.

Poderão se candidatar empresas brasileiras com Receita Operacional Bruta (ROB) superior a R$ 360 mil. O valor mínimo da subvenção, por projeto, é de R$ 500 mil e, o máximo, R$5 milhões. As Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs) poderão participar do projeto como prestadoras de serviços.

As propostas de submissão de projetos de inovação referentes às tecnologias 4.0 devem estar acompanhadas de um Plano de Negócios contemplando o planejamento em todas as suas fases, considerando a sua estratégia, descrição, planejamento e execução dos investimentos produtivos, desde as etapas de pesquisa e desenvolvimento, até a inserção no mercado e comercialização de produtos.

Essas propostas deverão ser encaminhadas à Finep/MCTI por meio eletrônico até o dia 27 de julho quando se encerra a chamada do edital. Para isso, é necessário preencher o Formulário de Apresentação de Proposta (FAP), disponível no sítio da Finep. O resultado preliminar está previsto para meados de outubro desse ano, ao passo que o resultado final, considerando a análise de recursos, a partir de novembro próximo.

“Esse edital tem por objetivo financiar, via subvenção econômica, projetos de inovação em tecnologias 4.0 nos temas transversais da indústria brasileira e integra as políticas públicas do governo federal de fomento à manufatura avançada e à internet das coisas”, afirma o diretor de Inovação da Finep/MCTI, Alberto Dantas.

Ainda segundo executivo, as tecnologias apoiáveis nesta chamada pública são importantes para a retomada e para o futuro da economia nacional. “A crescente digitalização e o uso de tecnologias, como Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial, big data e robótica avançada, têm elevado potencial de aumento de produtividade, de impulsionar inovações em modelos de negócios e de alterar a competitividade relativa dos países”, ressaltou Dantas.

 

 

coronaviruseditalfinep

Em mais uma iniciativa destinada ao enfrentamento do novo coronavírus, a Finep – Financiadora de Inovação e Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) acaba de disponibilizar, por meio deste edital, R$132 milhões para o desenvolvimento de três linhas de pesquisa que ajudem no combate à pandemia. Os recursos, de subvenção econômica, serão destinados a empresas brasileiras de todos os portes que atuem, preferencialmente, em parceria com uma Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT).

Do total a ser investido, R$80 milhões vão apoiar soluções inovadoras em ventiladores pulmonares mecânicos e equipamentos suplementares de suporte a vida de pacientes acometidos pela doença; R$35 milhões serão aplicados no desenvolvimento de testes diagnósticos e biosensores, reagentes e insumos associados; e os R$17 milhões restantes vão financiar máscaras de proteção, equipamentos e sistemas de descontaminação, desinfecção e esterilização.

“O nosso foco é a proteção de equipes da cadeia de atendimento médico-hospitalar, a redução da dependência internacional e o desenvolvimento de equipamentos para a retomada das atividades pós-pandemia”, disse o diretor de Inovação da Finep-MCTIC, Alberto Dantas.

Com o novo edital, a Finep-MCTIC espera apoiar a incorporação de novas soluções tecnológicas, baseadas em nanotecnologia, materiais avançados, indústria avançada, inteligência artificial, Internet das Coisas, biologia sintética, além de outras que se mostrarem promissoras para adição de funcionalidades aos equipamentos, partes, peças e insumos específicos para a covid-19.

“Apenas com investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação em componentes críticos para ventiladores pulmonares - válvulas proporcionais, sensores de fluxo, sensores de pressão e filtros trocadores de calor e umidade, vamos conseguir reduzir a dependência do Brasil por tecnologias desenvolvidas em outros países”, afirmou o diretor.

A empresa interessada poderá solicitar à Finep-MCTIC o valor mínimo de R$500 mil e o máximo de R$ 5 milhões. Será obrigatória a apresentação de uma contrapartida financeira, que poderá variar entre 10% e 100% do valor a ser financiado, dependendo do porte da empresa.

Na análise do mérito, o Comitê de Avalição levará em conta o grau de inovação da proposta, o risco tecnológico, o impacto esperado e o tempo previsto para disponibilização do produto no mercado.

As propostas deverão ser encaminhadas à Finep-MCTIC por meio eletrônico até o dia 21 de junho próximo. Para isso, deverão preencher o Formulário de Apresentação de Proposta (FAP), que estará disponível no site da Finep-MCTIC a partir do dia 5 de junho. O resultado preliminar está previsto para o dia 1º de julho e o resultado final, no dia 31 de julho.

Para mais informações entre em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente no email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

campanhaashoka1

 

campanhaashoka

A UFRJ, em parceria com a Ashoka, está promovendo uma campanha solidária com o objetivo de apoiar populações em condições de vulnerabilidade social e econômica do Rio de Janeiro frente à pandemia da covid-19 e do isolamento. São diversas ações e oportunidades de apoio às famílias e pessoas em situação de rua coordenadas por organizações sociais experientes nos territórios, com estratégias seguras de distribuição de recursos. Veja o vídeo.

 

O que doar?

Alimentos não perecíveis, água mineral, materiais de higiene e limpeza ou doações financeiras

 

Onde doar?

Posto de coleta 1

Prefeitura UFRJ - Praça Jorge Machado Moreira, 100, Cidade Universitária. Entre 10h00 e 16h00.

Posto de coleta 2

Refetorio Gastromotiva - Rua da Lapa 108, Centro. Entre 9h00 e 18h00.

Posto de coleta 3

Centro de Artes da Maré - Rua Bittencourt Sampaio, 181, Nova Holanda. Entre as passarelas 9 e 10 da Avenida Brasil. Entre 9h00 e 18h00.

 

Como doar?

Associação Saúde Criança Renascer

https://doe.saudecrianca.org.br/coronavirus/people/view

CNPJ 40.358.848/0001-01

Itaú:  Agência 0532 , conta corrente 18096-5 

Associação Incubadora Social Gastromotiva

www.gastromotiva.org

CNPJ 08.505.223/0002-01

Itaú: Agência 0619, conta corrente 35732-0

Asplande

www.asplande.org.br

CNPJ68.623,982/0001-01

 Itaú: Agência: 0706, Conta Corrente: 09586-6

Associação Redes de Desenvolvimento da Maré

http://redesdamare.org.br/br/quemsomos/coronavirus

CNPJ: 08.934.089/0001-75

Itaú: Agencia 0023, conta corrente 54338-2

Luta pela Paz

www.lutapelapaz.org

CNPJ: 09.300.383/0001-98

Bradesco: Agência: 0814 - Conta: 0295-0 

Viva Rio

http://vivario.org.br/sosfavela_pessoa_cadastro

Observatorio de Favela

http://abre.ai/observatoriodefavelascampanhacontracoronavirus

CNPJ 06.055.395/0001-06

Itaú: Agência, 8467, Conta Corrente: 35845-6

 

 

 

laboratoriocatalogo

A Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PR-2) da UFRJ lançou o Catálogo de Projetos e Ações “A Ciência no Combate à COVID-19 e aos seus Efeitos Diretos e Indiretos”, que reúne atividades de laboratórios de diferentes unidades e áreas do saber da Universidade em busca de respostas para as consequências da pandemia provocada pelo vírus Sars-Cov-2, as formas de enfrentar as manifestações da doença no organismo humano e os efeitos diretos e indiretos da pandemia na sociedade.

O objetivo da elaboração do catálogo é angariar apoio financeiro para desenvolvimento e implementação de pesquisas na área. Na publicação, são apresentados os coordenadores e uma descrição sucinta dos projetos. Há também informações sobre a situação atual em que as pesquisas se encontram e suas estimativas de custo e conclusão. Um questionário online foi direcionado aos e-mails dos 1.456 laboratórios de pesquisa que compõem a base de dados da Universidade para que todas as informações pertinentes ao trabalho fossem incluídas no catálogo.

Nos últimos dias, a PR-2 tem recebido novos projetos para inclusão na publicação, de modo que em breve sairá uma lista atualizada, que será divulgada no site institucional da UFRJ. O catálogo foi apresentado pelo Grupo de Trabalho (GT) Multidisciplinar para Enfrentamento da COVID-19, instituído em fevereiro pela Reitoria da UFRJ e que se subdividiu em 25 frentes de atuação. Todos os dias, inclusive aos fins de semana, o GT discute soluções que possam ser aplicadas pela maior universidade federal do país.

Acesse aqui o catálogo.

 

 

capesbolsas

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) lançou em 01/06, o Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação (PDPG) – Parcerias Estratégicas nos Estados que oferecerá 1.800 bolsas para a formação de recursos humanos altamente qualificados e desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação do País. Em parceria com as Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs), a iniciativa fortalece Programas de Pós-Graduação (PPGs) criados a partir de 2013 que passaram por apenas um processo avaliativo da CAPES. As informações constam na Portaria 68, publicada no Diário Oficial da União (DOU) de 01 de junho de 2020.

Serão apoiados PPGs emergentes que sejam estratégicos nos estados e atuem em áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento científico e tecnológico nas regiões onde se encontram. “Este programa vai contribuir de forma significativa para o desenvolvimento regional, reduzindo assimetrias, e possibilitando alavancar potencialidades específicas existentes nos estados da Federação", argumenta  Benedito Aguiar, presidente da CAPES.

A CAPES lançará edital específico, restrito às áreas previamente consideradas prioritárias para o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação. A definição será feita em conjunto pelas FAPs e as instituições de ensino superior nos estados que, também, vão propor os indicadores para acompanhamento dos resultados. As parcerias serão firmadas por acordo de cooperação entre a Coordenação e a Fundação de Amparo à Pesquisa que tiver a proposta de Plano de Desenvolvimento devidamente aprovada na seleção.  O convênio poderá envolver, também, entidades privadas ou do terceiro setor.

Os valores a serem investidos pela CAPES levarão em conta, por exemplo, a contrapartida de cada Fundação e a localização geográfica do projeto. No mínimo 30% dos recursos serão aplicados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com exceção do Distrito Federal.

O programa prevê ainda a concessão de bolsas e pagamento de auxílios financeiros pela CAPES. As FAPs, por sua vez, além de oferecerem bolsas, darão uma contrapartida que deverá ser, prioritariamente, em valores que correspondam a um percentual mínimo do total financiado pela Coordenação para a execução dos respectivos Planos de Desenvolvimento.

 

 

 

visualizacovid19

O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF/UFRJ) desenvolveu um painel de indicadores para o monitoramento dos casos atendidos pela unidade durante a pandemia de covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus.

O painel é atualizado automaticamente a cada três horas por meio de ferramentas digitais de automação desenvolvidas pela Coordenação de Informática e Rede (CIR) do HUCFF. A fonte de dados do dashboard é o sistema de informação para vigilância epidemiológica da covid-19 (VisualizaCOVID-19), também desenvolvido pela CIR, que permite a sinalização dos casos suspeitos de covid-19 no prontuário eletrônico (ProntHU), a notificação ao Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SVS-SUS) e o monitoramento desses casos até a alta hospitalar.

Aberto ao público, o site permite acompanhar o número de casos confirmados, suspeitos e descartados e a quantidade de altas ou óbitos no HUCFF. Os interessados podem, ainda, verificar as ocorrências por gênero, faixa etária e região da residência desses pacientes. Além disso, é possível calcular as Taxas de Mortalidade Hospitalar (TMH) e Institucional (TMI). É uma ferramenta dinâmica, que permite a interação por meio de filtros de seleção contidos em cada gráfico.

A propagação da covid-19 no Brasil exige da vigilância epidemiológica mecanismos que garantam informação de forma ágil, para subsidiar a tomada de decisão nos diferentes níveis de gestão. No caso do HUCFF, o maior hospital do estado do Rio de Janeiro em número de consultas, o uso de tecnologia digital e de informação tem permitido o acompanhamento em tempo real das informações sobre os atendimentos aos pacientes suspeitos ou confirmados com covid-19 na unidade, fornecendo subsídios para o planejamento das ações na instituição.

Eis o endereço do site: https://tinyurl.com/visualizacovid19

 

Parcerias

O Serviço de Epidemiologia e Avaliação (Seav) do HUCFF integra uma rede nacional de monitoramento das doenças e agravos que põem em risco a população humana e é responsável pelos indicadores hospitalares de desempenho. Em parceria com a CIR, o Seav integra o Laboratório de Informação para Gestão Hospitalar (LaBIGh), ambiente físico e virtual de atuação multidisciplinar orientado à resolução de problemas relacionados à análise de dados. Por meio dessa parceria, foi possível construir o painel em Power BI, uma ferramenta de modelagem de dados multidimensionais (cubo de dados) e seus componentes (Business Intelligence – BI).

 

 

cientistaempreendedor

Durante a primeira semana de junho, a Cientista Empreendedor, empresa especializada em criação de negócios para projetos científicos, oferecerá um curso online e gratuito que terá como foco principal a criação de empresas de base tecnológica (EBT). Ao longo de três aulas serão explorados temas como buscas de patentes, modelagem de negócios e outros assuntos relacionados com a geração de spin-offs acadêmicas.

Segundo Mariana Bottino, responsável pelo curso: "Não é tradição das Universidades brasileiras criar spin-offs acadêmicas. Isso começou a mudar após a Lei 10.973/2004, que estimula a inovação no ambiente acadêmico por meio de parcerias com empresas. Mas criar uma EBT não é fácil. Requer tempo, paciência e estudo. A ideia do curso é justamente mostrar o que é preciso fazer para começar a estruturar um projeto científico mais competitivo no mercado".

Os interessados em participar podem se inscrever através do endereço a seguir: tinyurl.com/ybmlqfxy.

 

 

desafiosdainovacao17

Neste novo episódio da série Desafios da Inovação, a Profa. Kathleen Teresa da Cruz, médica sanitarista que coordena o GT Covid-19 UFRJ Macaé, esclarece alguns conceitos importantes para que se possa entender melhor o que é uma pandemia, além de discorrer sobre o panorama de desafios impostos durante o enfrentamento do novo coronavírus.

O GT Covid-19 UFRJ Macaé realiza um trabalho multidisciplinar com participação de mais de 100 docentes, técnicos e alunos da UFRJ-Macaé e outras instituições da região, e desenvolve análises que acompanham o comportamento da Pandemia no Norte Fluminense e Baixada Litorânea. Este grupo também tem dialogado com os municípios dessas regiões ofertando apoio técnico e científico para o enfrentamento da pandemia.

Assista aqui.

 

 

plugue

O MJV Lab, laboratório de design, ciência de dados, tecnologia e arte da empresa MJV, instalada no Parque Tecnológico da UFRJ, desenvolveu o Plugue, plataforma que tem o objetivo de conectar grupos de trabalho de universidades a voluntários, inventores e empresas para combater a pandemia do novo coronavírus.

Em versão beta, o Plugue já cadastrou 14 iniciativas de instituições do Rio de Janeiro, como as universidades federais e a Fundação Oswaldo Cruz. Entre as iniciativas, estão o grupo SOS 3D Covid-19, que une voluntários para produzir equipamentos de proteção individual para profissionais de saúde, e o Laboratório de Engenharia Pulmonar e Cardiovascular da Coppe/UFRJ, que desenvolve o VexCo, um ventilador usado em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) para salvar pacientes com insuficiência respiratória grave. A ideia é permitir que esses grupos atuem em rede para enfrentar a covid-19 de forma mais efetiva, promovendo o intercâmbio de materiais, como peças para equipamentos ou reagentes químicos, por exemplo, e o trabalho voluntário.

Glauber Guimarães, consultor de Inovação Aberta do MJV Lab, explica que a plataforma é um desdobramento de projeto anterior, o Mapa do Conhecimento, que visa integrar pesquisadores, laboratórios e publicações das mais diversas áreas da Universidade. Segundo Glauber, o Plugue é uma forma de concretizar ações de impacto positivo para a sociedade. “Na plataforma, os responsáveis pelas iniciativas podem buscar auxílios, que vão desde conhecimento e equipamentos até tecnologia e outros tipos de assistência. O objetivo do Plugue é somar esforços e potencializar soluções reais por meio da colaboração em rede”, afirma, acrescentando que a plataforma está em desenvolvimento contínuo por uma equipe formada por designers, desenvolvedores e uma jornalista.

O endereço da plataforma é plugue.io. O cadastro é gratuito e não há limite ao número de iniciativas.

 

 

AGÊNCIA UFRJ DE INOVAÇÃO
Rua Hélio de Almeida, s/n - Incubadora de Empresas - Prédio 2 (2º andar)
Cidade Universitária | Ilha do Fundão | Rio de Janeiro - RJ | 21941614
agenciadeinovacao@inovacao.ufrj.br | 21 3733-1788 | 21 3733-1797

              facebook       instagram   pr2 
 
 
UFRJ Agência UFRJ de Inovação - PR2 - UFRJ
Desenvolvido por: TIC/UFRJ