artigo

 

A Agência UFRJ de Inovação disponibilizou em dezembro mais dois novos artigos técnicos relacionados à inovação, empreendedorismo e temas relacionados. Os trabalhos são de autoria do desenhista industrial Paulo Reis e tratam sobre os seguintes assuntos:

Vol 59 - C-Strat – Processo de Depósito

Vol 58 - Inovação e Tecnologia: Lógica Fuzzy e Design Thinking Aplicados em Processos de Avaliação

 

Os interessados podem acessar estes e outros artigos através deste link.

 

 

Trilho ativo para o Maglev Cobra

 

Em 16 de fevereiro de 2016, o Maglev-Cobra, veículo de levitação magnética desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Aplicações de Supercondutores (Lasup - Coppe), sob a coordenação do professor Richard Stephan, passava a operar suas primeiras viagens demonstrativas abertas ao público. Através do uso da levitação magnética por supercondutividade, desde então, o Maglev já transportou mais de 20 mil passageiros entre o Centro de Tecnologia (CT) e o Centro de Tecnologia 2 (CT2) da UFRJ, no campus da Ilha do Fundão.

A silenciosa viagem não causa nenhum impacto ecológico já que, uma vez que sua linha é alimentada por quatro painéis de energia solar fotovoltaica, a emissão de poluentes é nula. A tecnologia do Maglev baseia-se nas propriedades diamagnéticas de supercondutores de elevada temperatura crítica e do campo magnético produzido por ímãs de Nd-Fe-B (neodímio, ferro e boro) para obter sua levitação, podendo chegar até a velocidade de 100 km/h.

Em setembro de 2020, contudo, o Maglev foi desativado. A operação do veículo era uma atividade de extensão do curso de Engenharia Elétrica e acabou parando durante o período da pandemia. “Aquele veículo foi feito de maneira artesanal. O próximo passo, se quisermos andar para frente, é sair desse veículo artesanal para um industrial”, explica Stephan. O valor necessário para essa etapa, segundo o professor, é de R$ 10 milhões: “Se conseguirmos os R$ 10 milhões que estamos pleiteando, colocaremos naquela mesma linha de teste um veículo industrial padrão, autônomo, um equipamento pronto para ser vendido”.

Pronto, o Maglev-Cobra pode revolucionar o transporte urbano no Brasil. O modal não é um transporte de massa como o metrô, mas é mais barato. Na comparação com o VLT que opera no Rio de Janeiro, o Cobra tem os mesmos custos de implantação, de R$ 40 milhões por quilômetro, mas com vantagens que otimizam o transporte de passageiros, como as linhas segregadas, que permitem que o veículo se mova em uma velocidade média de 50 km/h, contra uma velocidade média de 15 km/h do VLT. O Maglev também é mais silencioso e consome menos energia. “Estamos trabalhando em uma alternativa que tem os mesmos custos de implantação, mas é melhor e tem uma tecnologia nova, nacional e realmente disruptiva”, disse Richard.

Atualmente apenas três países usam trens de levitação magnética: Coreia do Sul, China e Japão. O projeto desenvolvido pela UFRJ é inovador em relação à tecnologia que já é utilizada nestes países. “Nossa técnica de levitação é mais interessante. A diferença básica é que a nossa é estável, e a usada nesses outros Maglevs depende de sistemas de controle, de realimentação”, detalha o coordenador do projeto. “A tecnologia que desenvolvemos está sendo perseguida na Alemanha e na China, mas nós estamos na frente”, diz.

Em constante aprimoramento, apenas no ano de 2020, o veículo teve três de suas novas tecnologias protegidas pela Agência UFRJ de Inovação junto ao INPI através de pedidos de patente. Uma delas é um método de abastecimento automático. Outra consiste num sistema de freios de emergência e de estacionamento. Finalmente, a terceira são seus trilhos eletromagnéticos, cujos detalhes são especificados a seguir:

 

Trilho eletromagnético para aparelho de mudança de via de sistema de transporte por levitação magnética

 

RESUMO: A presente invenção propõe um trilho ativo através do uso de campos eletromagnéticos gerados a partir de bobinas de material condutor enroladas em um núcleo de ferro para ser utilizado em um sistema de transporte que utiliza levitação magnética para operar. Esta tecnologia deve ser utilizada no equipamento de levitação do veículo Maglev-Cobra, desenvolvido na Universidade Federal do Rio de Janeiro, como meio de operação em trechos específicos da via. A tecnologia de levitação supercondutora que é usada neste veículo necessita de cerâmicas supercondutoras YBa2Cu3O7-x refrigeradas a 77K e um trilho magnético que gere um fluxo magnético para ser aprisionado e repelido pelas cerâmicas supercondutoras gerando o fenômeno da levitação e estabilidade.

DESAFIOS E OBJETIVOS: Atualmente são utilizados trilhos fabricados a partir de ímãs de terras raras para a geração dos campos magnéticos que guiam e sustentam o veículo. Porém, em determinados trechos da via de operação é necessário que tais campos magnéticos sejam desativados e, para isso, é necessária a existência de uma versão de trilho ativo que forneça o mesmo perfil de campo magnético dos trilhos de ímãs de terras raras mas que possa ser desligado e ligado quando necessário como no caso de trechos de mudança de via.

SOLUÇÃO: A versão de trilho eletromagnético aqui apresentada utiliza lâminas de aço silício com espessuras de pelo menos 0.5mm empilhadas para formar o núcleo de ferro do eletroímã a fim de eliminar a presença de correntes parasitas. Também utiliza bobinas de cobre enroladas neste núcleo de ferro para a geração dos campos magnéticos. Os trilhos são organizados em pequenos módulos que possuem a mesma largura do trilho de ímãs permanentes e comprimento total de até 200 mm. O sistema de levitação utilizará estes trilhos montados em série para atingir o comprimento total necessário.

TITULAR: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

INVENTORES: Elkin Ferney Rodriguez Velandia; Felipe dos Santos Costa; Richard Magdalena Stephan

NÚMERO DO PEDIDO: BR1020200156330

 

Os interessados em obter mais informações sobre as tecnologias devem contactar a Agência.

 

 

segurancacibernetica

A Finep/MCTI lançou recentemente o Programa Desafio Finep - Desafio Cibernético, iniciativa que contemplará, no final do processo, até cinco empresas brasileiras nascentes de base tecnológica, com alto potencial de crescimento, com valores de até R$ 200 mil para cada empreendimento, com recursos de subvenção econômica (que não necessita ser devolvido), totalizando R$ 1 milhão.

O Programa visa estimular a competitividade entre as empresas de base tecnológica e startups, gerando soluções inovadoras para o enfrentamento dos principais desafios tecnológicos estratégicos para o país. No edital, em parceria com o Exército Brasileiro, a Finep tem por objetivo fomentar e encontrar soluções para o setor cibernético e fortalecer a soberania nacional. O prazo para apresentação de propostas vai até 25/01/2021. Saiba mais sobre as etapas, cronograma e todos os detalhes na página do Programa.

 

Prêmio

"Além dos recursos mencionados, ao final da competição, a empresa com a solução mais bem avaliada receberá um prêmio no valor de R$ 100 mil adicionais e se tornará uma potencial candidata a um investimento, seja no âmbito do Programa de Investimento em Startups Inovadoras – Finep Startup, ou outra iniciativa da financiadora", complementa o diretor de Desenvolvimento Científico-Tecnológico da Finep, Marcelo Bortolini.

A área temática tem foco no desenvolvimento de um sistema de modelagem de alto nível para a atividade de Análise de Resiliência Cibernética que incorpore a gestão de riscos. Esse sistema deve integrar subsistemas e APIs ("Application Programming Interface") complementares incorporando uma metodologia de aferição de Índice de Resiliência Cibernética (IRCiber), baseada em práticas modernas e aplicável a qualquer tipo de organização.

 

Resiliência cibernética

Segundo o superintendente da Área de Pesquisa Aplicada e Desenvolvimento da Finep, Marcelo Camargo, "devido à intensa conectividade que existe atualmente, em termos de sistemas, houve um crescimento relevante na disrupção de ataques cibernéticos. O que antes configurava-se como necessidade de defender sistemas contra vírus e vazamento de informações, hoje se encontram configuradas infiltrações nos ativos físicos e na infraestrutura das empresas. Transportando isso para os sistemas de defesa, torna-se imperiosa a busca de soluções que aumentem a resiliência cibernética, isto é, a capacidade de mitigar riscos nesses sistemas de forma preventiva, permitindo que eles possam continuar operando sem interrupção ou apagões".

 

 

 

covidmascara

Foto: Artur Moês (CoordCom/UFRJ)

 

O Grupo de Trabalho para Enfrentamento da COVID-19 da UFRJ emitiu, em 30/11, nova Nota Técnica alertando para o aumento acelerado de casos da doença sem ter ocorrido o término da primeira onda. Os dados sugerem que há uma nova onda se sobrepondo à primeira, fato que torna o problema ainda mais grave e complexo, principalmente em virtude de aglomerações desnecessárias e declarações públicas de autoridades governamentais afirmando que não retrocederão nas medidas de flexibilização. A Nota Técnica conclama os entes municipal, estadual e federal para uma ação unificada e a adoção de diversas medidas. Leia abaixo a íntegra do documento:

 

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO

GABINETE EMERGENCIAL DE CRISE

Alerta à comunidade universitária sobre a adoção de ações de gestão de risco frente ao aumento de casos de COVID-19 no estado do Rio de Janeiro

 

Rio de Janeiro, 30 de novembro de 2020

 

Diante do aumento de casos de COVID-19 no estado do Rio de Janeiro nas últimas semanas e das repercussões desse fato em relação às atividades desenvolvidas no âmbito da UFRJ, o Gabinete Emergencial de Crise vem a público apontar algumas ações de gestão de risco que deverão ser desenvolvidas pelos membros de nossa comunidade universitária neste momento.

Tais ações foram definidas não somente em função da situação epidemiológica no estado do Rio de Janeiro, mas também a partir da análise de nossa capacidade atual de resposta em termos de recursos humanos e materiais, das orientações de autoridades sanitárias nacionais e internacionais, e com base em evidências científicas sobre o tema¹.

Assim, compreendendo que a avaliação de riscos nessas circunstâncias requer flexibilidade, consideração de potenciais vulnerabilidades e ajustamentos processuais, aponta-se a necessidade de adoção das seguintes ações voltadas à resposta a esta emergência de saúde pública, como medida de segurança individual, coletiva e institucional:

➢ Intensificar as medidas de restrição de circulação de pessoal nos campi da UFRJ, mantendo as atividades reconhecidas como essenciais². Nesses casos específicos, devem ser observadas as orientações que constam no Guia de ações de biossegurança para resposta à pandemia pela COVID-19 no âmbito da UFRJ, disponível em: https://gestao.ufrj.br/images/Noticias/PDF/GUIA_BIOSSEGURANCA_UFRJ.pdf.

➢ Orientar os membros da comunidade universitária envolvidos nas atividades essenciais que evitem ao máximo o uso de transportes coletivos ao se deslocarem para os campi.

➢ Observar as medidas de proteção individuais e coletivas recomendadas, em função dos potenciais riscos de transmissão da doença, inclusive de reinfecção.

➢ Realizar testes por RT-PCR dos membros da comunidade universitária que reportem sinais e sintomas de suspeita de infecção por COVID-19, comunicando os casos confirmados às respectivas direções e chefias imediatas para a tomada de medidas cabíveis. Os agendamentos devem ser feitos em: https://agendamento.coronavirus.ufrj.br/login.

➢ Restringir a distribuição de EPIs e álcool 70%, mantendo-a, por ora, apenas a unidades assistenciais do Complexo Hospitalar, ao Restaurante Universitário e aos estudantes residentes no Alojamento Estudantile na Vila Residencial, considerando as dificuldades de repasse de verbas de recursos federais e a sobrecarga das unidades hospitalares da UFRJ, provocada pelo aumento de casos de COVID-19.

➢ Manter as demais atividades laborais (não essenciais) em trabalho remoto, desenvolvendo as práticas de ensino, pesquisa e extensão nesse formato.

➢ Manter rigorosa fiscalização e restringir ao máximo toda e qualquer atividade que promova aglomerações de pessoas nos campi.

➢ Desenvolver medidas de comunicação de risco no âmbito das unidades, com vistas a informar amplamente sobre as medidas de proteção contra a COVID-19 e controlar rumores.

➢ Manter as estratégias voltadas à atenção psicossocial promovidas pela UFRJ junto aos estudantes e servidores.³

➢ Observar as demais medidas previstas no Plano de Contingência para enfrentamento da pandemia causada pelo novo Coronavírus (COVID-19) no âmbito da UFRJ, ativado em setembro de 2020 e disponível em: https://coronavirus.ufrj.br/wp-content/uploads/sites/5/2020/10/Plano-de-Continge%CC%82ncia_COVID-19-versa%CC%83o-1.3_set-2020-6.pdf.

Tais ações devem ser tomadas até que os dados epidemiológicosda COVID-19 no estado do Rio de Janeiro proporcionem as devidas condições para uma flexibilização segura. Para tanto, contamos com o compromisso social e trabalho colaborativodos membros de nossa comunidade universitária.

 

¹ Nota Técnica sobre o aumento de casos de COVID-19 no município do Rio de Janeiro e medidas para conter sua disseminação (Grupo de Trabalho Multidisciplinar da UFRJ sobre a Coronavirus Disease–COVID-19), de 30 de novembro de 2020. Disponível em: https://ufrj.br/wp-content/uploads/sites/7/2020/11/Nota-tecnica-sobre-aumento-de-casos-RJ_Nov-2020.pdf

² Cabe ao órgão colegiado da instância acadêmica ou administrativa definir o escopo das atividades que podem ser realizadas presencialmente, à luz da Resolução nº 07/2020 do Consuni, da Portaria UFRJ nº 2.562, de 01/04/2020, e do Decreto Federal nº 10.282, de 20/03/2020.

³ Os contatos com os setores envolvidos na atenção psicossocial constam no Plano de Contingência para enfrentamento da pandemia causada pelo novo Coronavírus (COVID-19) no âmbito da UFRJ.

 

 

Nanocompositos hibridos para insercao de farmacos

Uma parceria interinstitucional envolvendo a UFRJ, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) culminou com o desenvolvimento de uma nova tecnologia. Trata-se de um novo processo de obtenção de um nanocompósito híbrido que pode ser empregado no acoplamento de fármacos para utilização em práticas médicas, em especial a oncologia. Participaram da pesquisa dois professores do PPGCF-UFRJ (Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da UFRJ): Flávia Almada do Carmo; e Lúcio Mendes Cabral. Os resultados já foram protegidos pela Agência UFRJ de Inovação junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) através de um pedido de patente. Veja abaixo os detalhes:

TECNOLOGIA: Nanocompósitos híbridos, processo de obtenção,composições farmacêuticas e usos

RESUMO: A presente invenção é resultado de um trabalho interinstitucional multidisciplinar de cientistas que desenvolveram um processo de obtenção do nanocompósito híbrido, preparado com um poliéster biocompatível, biorreabsorvível e biodegradável, o PLDLA-co-TMC, na forma de partículas nanométricas de um óxido de ferro magnético, a magnetita ou a maghemita, adequadamente versátil ao acoplamento de fármacos, como a finasterida, para uso em práticas médicas, em oncologia.

DESAFIOS E OBJETIVOS: O câncer é uma doença com diversas alternativas terapêuticas, a maioria associada a riscos e a efeitos secundários indesejados. A presente proposta é que a terapia oncológica seja feita via nanotecnologia farmacêutica, especificamente, por hipertermia magnética, por (a)internalização celular do nanossistema magnético; (b) liberação gradual e sustentada do fármaco, controlada pela resposta magnetocalórica a um campo magnético aplicado, que aja no local do nanomaterial superparamagnético, na região do tecido afetado pelo tumor. A primeira fase do desenvolvimento consistiu na preparação do nanocompósito magnético contendo o fármaco. A próxima etapa serão os testes ex vivo e in vivo, com animais.

SOLUÇÃO: Os nanocompósitos híbridos podem ser obtidos por um processo diretamente transferível, por escalonamento, a uma linha industrial. O nanomaterial magnético permite a dissipação de calor na região tumoral, por resposta a um campo magnético aplicado, além da liberação sustentada do fármaco-modelo, a finasterida. Mas outros fármacos podem ser utilizados. Os materiais para a preparação do compósito são amplamente disponíveis no mercado ou na natureza; são quimicamente simples e de baixo custo.

TITULARES: Universidade Federal do Rio De Janeiro (UFRJ); Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)

INVENTORES: Ângela Leão Andrade; Carlos Nelson Elias; Flávia Almada do Carmo (UFRJ); José Domingos Fabris; Lúcio Mendes Cabral (UFRJ); Rosana Zacarias Domingues; Vagner De Oliveira Machado

NÚMERO DO PEDIDO: BR1020190102853

 

 

propmec 6

Professores e pesquisadores da Coppe/UFRJ desenvolveram uma nanotecnologia inovadora para tratamento de câncer por hipertermia. Os pesquisadores liderados pelo professor Dilson dos Santos, do Programa de Engenharia da Nanotecnologia e do Programa de Engenharia Metalúrgica e de Materiais, sintetizaram nanocubos de paládio e nanopartículas de paládio e óxido de cério, ambas sob a forma de hidreto (composto metal-hidrogênio). Essa tecnologia ainda deve ser testada in vivo, de modo a permitir uma melhor adequação dos parâmetros para, mediante irradiação por laser, eliminar células tumorais com alta eficiência e sem afetar as células saudáveis ao redor do tumor. Os resultados foram publicados no site da Nature Scientific Reports em outubro.


O artigo intitulado Synthesis, characterization and photothermal analysis of nanostructured hydrides of Pd and PdCeO2 também teve como coautores o professor Helcio Orlande, do Programa de Engenharia Mecânica e do Programa de Engenharia de Nanotecnologia; as alunas de Doutorado do Programa de Engenharia de Nanotecnologia (PENt) da Coppe, Cláudia Cruz e Amanda Castilho; o aluno de Doutorado do Programa de Engenharia Mecânica (PEM) da Coppe e professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Nilton da Silva; o professor Claudio Lenz, do Instituto de Física da UFRJ; e a professora Viviane Favre-Nicolin, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (IFES), ex- aluna da Coppe.


De acordo com os autores, as nanopartículas podem ser usadas na terapia de hipertermia para aprimorar a absorção localizada de energia oriunda de fontes externas, de modo a matar células tumorais somente pelo efeito do calor. Além disso, elas podem ser utilizadas como condutores de fármacos que atuarão no tumor quando aquecidos, incluindo o hidrogênio que pode ser absorvido para promover efeito antioxidante local e reduzir a viabilidade das células cancerígenas.


Assim, o professor Dilson dos Santos, coordenador do PENt, identificou os nanocubos de  paládio e o nanocomposto  paládio- óxido de cério como materiais promissores para o tratamento de hipertermia. Sob sua orientação, os pesquisadores desenvolveram, no Laboratório de Metalurgia Física e Propriedades Mecânicas (PROPMEC) da Coppe, nanocubos (estruturas de 20 nanômetros – 20 milionésimos de milímetro - assumem formato cuboide ao contrário de nanopartículas maiores, que assumem forma de esfera ou bastão) de paládio e nanopartículas de liga de paládio e óxido de cério (PdCeO2).  Os nanofluidos produzidos com esses nanomateriais foram hidrogenados, obtendo-se hidretos, que foram caracterizados quanto às suas propriedades fototérmicas no Laboratório de Tecnologia e Transferência de Calor  (LTTC), da Coppe. Submetidos à irradiação de laser-díodo por três minutos, os nanofluidos compostos por hidretos de  nanocubos de  paládio tiveram a temperatura aumentada em 30ºC e os nanofluidos compostos pela liga de paládio e óxido de cério, em 11º C.


“Caso o paciente tenha um tumor subcutâneo, a equipe médica pode injetar o nanofluido hidrogenado e depois incidir um laser sob o tecido, aquecendo as nanopartículas. Com uma potência pequena, atinge-se um aquecimento localizado,  sem dano às células sãs adjacentes ao tumor. Com 43 ou 44º C (já incluindo a temperatura corporal), já é possível aniquilar o tumor”, explica o professor Dilson dos Santos.


Tecnologia segura e eficiente para a otimização do tratamento

 

O professor Helcio Orlande, coautor do estudo, tem trabalhado com a transferência de calor associada à Medicina, estando inclusive associado ao Programa de Oncobiologia da UFRJ. “A hipertermia é uma técnica antiga para tratamento médico e vem despertando interesse para o tratamento de tumores devido à nanotecnologia. Associadas, as tecnologias permitem matar diretamente células cancerosas ou as tornam mais suscetíveis a outros tratamentos, como quimioterapia ou radioterapia”, informa o professor, que atua nos Programas de Engenharia Mecânica e de Engenharia da Nanotecnologia.


Na avaliação de Helcio, os dois nanomateriais são muito promissores. “A liga de paládio e óxido de cério gerou, no tempo determinado de irradiação, um aquecimento mais próximo do necessário à eliminação de tumores. Os nanocubos de paládio hidrogenado levaram a um aquecimento de 30 graus, que é muito maior do que se precisa, mas isso permite otimizar o tratamento, diminuindo o tempo de irradiação ou a quantidade de nanopartículas empregada”.


No artigo publicado na Nature Scientific Reports, os pesquisadores também indicam que o uso de hidrogênio, além do seu papel na transferência de calor, é muito promissor nesta terapia, devido ao seu papel na regulação fisiológica, e por reduzir a presença da hidroxila (OH-), um dos metabólitos mais citotóxicos produzidos pelas células tumorais. Para o tratamento hipertérmico, o hidrogênio precisa ser armazenado de maneira eficaz e os nanomateriais desenvolvidos demonstraram boa biocompatibilidade e alta eficiência de conversação fototérmica.


A pesquisa contou com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

 

 

Inibidores da enzima dipeptidil peptidase 4 DPP4 com efeito antidiabetico

Uma pesquisa desenvolvida no Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ (ICB-UFRJ) culminou com o desenvolvimento de inibidores da enzima dipeptidil peptidase-4 (hipoglicemiantes) que além de controlarem a glicemia (quantidade de açúcar no sangue), também possuem ação anti-inflamatória. A nova tecnologia pode trazer avanços no enfrentamento à diabetes mellitus tipo 2, tornando-se um novo agente terapêutico no futuro. Os resultados já foram protegidos pela Agência UFRJ de Inovação junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) através de um pedido de patente. Veja abaixo os detalhes:

 

TECNOLOGIA: Compostos ß-amino-n-acilidrazônicos e/ou ß-amino-n-acilidrazidas, seus sais farmacêuticamente aceitáveis e derivados, inibidores de enzima dipeptidil peptidase-4 (DPP4) com atividade anti-inflamatoria e/ou anti-citocina, composições farmacêuticas contendo os mesmos, e processo para sua produção

RESUMO: Trata-se da invenção de novos inibidores da enzima DPP-4 com ação anti-inflamatória. O planejamento foi validado por docking, as propriedades drug-likeness foram preditas in sílico e os compostos foram sintetizados como racematos e enantiómeros puros. Estes compostos foram ativos sobre a DPP-4 com valores de CI50 de 2,93 a 44,74 µM. Em modelos in vivo foi demostrado que LASSBio-2024 é um efetivo agente antidiabético com propriedades superiores ao fármaco de referência sitagliptina.

DESAFIOS E OBJETIVOS: A diabetes mellitus tipo 2 é um grave problema de saúde pública, com mais de 463 milhões de pessoas diagnosticadas em 2019 (em 2045 se espera que aumente a 700 milhões) segundo a OMS. Este cenário é ainda mais preocupante considerando que pacientes com DM2 apresentam um aumento de complicações crônicas, tendo a inflamação como principal mecanismo de desenvolvimento. Assim, o objetivo foi associar na mesma molécula a capacidade de inibir a DPP-4 e de atuar como composto anti-inflamatório. Com esta abordagem se buscou ampliar o espectro terapêutico dos inibidores habituais da DPP-4, tornando-os capazes de controlar a hiperglicemia e de prevenir ou controlar as principais comorbidades da DM2.

SOLUÇÃO: LASSBio-2124, embora menos potente que a sitagliptina na inibição de DPP4, exibiu efeito hipoglicêmico in vivo semelhante à sitagliptina. Com relação à última, os efeitos do LASSBio-2124 foram superiores em modelos de doença cardiovascular e disfunção renal. Com estes resultados, o novo protótipo mostrou-se promissor para evitar comorbidades em modelos experimentais de DM2 e, portanto, pode constituir um agente terapêutico inovador para o tratamento dessas condições no campo clínico no futuro.

TITULAR: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

INVENTORES: Bryelle Eccard de Oliveira Alves; Eliézer Jesus de Lacerda Barreiro; Gizele Zapata Sudo; Lídia Moreira Lima; Luis Eduardo Reina Gamba; Roberto Takashi Sudo

NÚMERO DO PEDIDO: BR1020180709135

 

 

pesquisadorvieirasfaperjEspécies marinhas podem oferecer um alto valor agregado tanto na fabricação de cosméticos, como na produção de medicamentos e na indústria alimentícia. Compostos comuns para a fabricação destes itens, os colágenos podem ser obtidos de diferentes fontes animais, como o colágeno bovino e suíno. Porém, podem provocar alergia e doenças autoimunes, além de serem potenciais vetores de doenças transmissíveis, como encefalopatia espongiforme bovina, febre aftosa, entre outras. Já os de fonte marinha, normalmente presentes em partes destes animais descartadas pelos aquacultores, são compostos com baixo risco de transmissão de doenças aos seres humanos.

Pensando nisso, o pesquisador Felipe Castro de Oliveira de Brito Teixeira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), propôs projeto para alavancar uma empresa de biotecnologia, na área de produtos naturais extraídos de espécies marinhas: a Grisea Biotecnologia. O autor do projeto foi um dos contemplados com uma bolsa dentro do edital Doutor Empreendedor: Transformando conhecimento em Inovação, da FAPERJ.

Uma das ideias, segundo Felipe, é produzir colágeno a partir das vísceras da espécie Nodipecten nodosus, popularmente conhecido como vieira, cultivado em larga escala por aquacultores no Rio de Janeiro, cujas vísceras são normalmente descartadas após a retirada do músculo, que é vendido para restaurantes. “No laboratório que eu trabalhei, da Iniciação Científica ao doutorado, a principal linha de pesquisa buscava extrair um tipo especial de açúcares presentes em amostras de invertebrados marinhos e testar a sua atividade biológica. Estes açúcares, presentes em diversas partes da anatomia destes animais, frequentemente apresentam alguma atividade anti-inflamatória, anticoagulante, antitumoral, antiviral, entre outras”, explica Teixeira.

Agora, ele terá direito a uma bolsa, como prevê o edital, para despesas de subsistência, e uma bolsa de Iniciação Tecnológica, para contratar um graduando na área do projeto, por até 24 meses. Além disso, receberá um auxílio de até 50 mil reais para adquirir itens necessários ao desenvolvimento inicial da empresa. Em contrapartida, o edital demanda que os contemplados se instalem em algum mecanismo de geração de empreendimentos inovadores. No caso do Teixeira, a empresa Grisea Biotecnologia, que contará ainda com uma parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Para o diretor de Tecnologia da FAPERJ, Maurício Guedes, o edital Doutor Empreendedor, que investirá R$ 5 milhões em projetos inovadores, visa avançar em uma mudança cultural no Brasil. “Ao contrário do que se imagina entre nós, a maior parte dos pesquisadores no mundo trabalha em empresas. Somos recordistas mundiais em concentração de pesquisadores nas universidades. Isto nos posiciona bem no ranking mundial da produção científica, mas ficamos numa posição vergonhosa quando se fala em capacidade de inovação da economia. Este edital mostra aos jovens doutorandos que buscar a transformação de conhecimento em emprego, renda e produtos inovadores é uma opção de carreira extremamente nobre e desafiadora, afirma Guedes.

 

 

bandeirasbrasilealemanha

Ficarão abertas até 19/03/21 as inscrições para a chamada pública “Soluções tecnológicas inovadoras para o desenvolvimento sustentável e o crescimento econômico do Brasil e da Alemanha em projetos de Bioeconomia”. Serão oferecidos recursos não reembolsáveis para o desenvolvimento de soluções inovadoras por Instituições Científicas Tecnológicas e de Inovação (ICTs) brasileiras que atuem com pesquisa, desenvolvimento e inovação, obrigatoriamente em cooperação com uma instituição alemã, de modo a atender alguns dos temas e desafios da Bioeconomia.

As duas principais linhas temáticas são: Uso industrial de recursos renováveis (biomassa); e Plantas aromáticas e medicinais. O valor total do edital é de 2 milhões de euros (via Alemanha) e, no lado brasileiro, 4,65 milhões de reais (FNDCT e MAPA).

A chamada é fruto do trabalho cooperativo entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e o governo alemão, representado pelo Ministério da Agricultura Alemão (BMEL), Ministério Federal da Educação e Pesquisa da Alemanha (BMBF) e pelas agências de pesquisa alemãs, Forschungszentrum Jüelich GmbH (FZJ) e Fachagentur Nachwachsende Rohstoffe (FNR).

O edital completo pode ser conferido em www.tinyurl.com/selecaopublica082020.

 

 

artigoscientificos

 

No mês de novembro, a Agência UFRJ de Inovação está disponibilizando três novos artigos técnicos relacionados à temática de Inovação e Empreendedorismo. Os trabalhos são de autoria do desenhista industrial Paulo Reis e tratam sobre os seguintes assuntos:

Vol 57 - Formas de Integração - Parcerias e Inovação Aberta

Vol 56 - C-Strat - Processo Cognitivo Estratégico de Pensar Projetos

Vol 55 - Sujeito, Conhecimento e Projeto

 

Os interessados também podem acessar outros artigos através deste link.

 

 

vitrinedepi

 

Em 10 de novembro, às 14h30, a Agência UFRJ de Inovação, em conjunto com o Parque Tecnológico da UFRJ e o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) realizarão o evento online "Vitrine de PI". A ideia é apresentar à comunidade acadêmica esta iniciativa do programa INPI Negócios que permite tanto que os interessados em novas soluções tecnológicas possam identificar aquelas que estão disponíveis para a negociação, quanto que os criadores possam expor suas tecnologias ao mercado.

A disponibilização das informações em questão está vinculada à existência de um processo no INPI, o que garante a expectativa ou o efetivo direito do expositor sobre a tecnologia. Com isso, o INPI amplia seu espectro de atuação, oferecendo um novo serviço para, sem abrir mão da segurança jurídica, facilitar a transferência de tecnologia e licenciamento de ativos de PI.

São justamente os mecanismos de Transferência de Tecnologia, tais quais licenciamentos e acordos de parcerias, entre outros, que possibilitam que os produtos e processos pesquisados na Universidade cheguem de fato à sociedade.

Tendo isso em vista, convidamos toda a comunidade acadêmica e interessados no tema da propriedade intelectual a participar do evento.

O evento ocorrerá via Zoom. O link é https://tinyurl.com/vitrinedepi (senha 640330).

 

 

cursoveraoompi2020

 

Os alunos da Escola de Verão da OMPI/Brasil (WIPO Summer School) se organizaram em torno do tema de Propriedade Intelectual, sobre questões atuais e suas complexidades, e estão ofertando um curso de extensão, ao longo dos meses de novembro e dezembro.

 

A programação será (sempre das 18h30min às 19h30min):

Ter - 17/nov - Ecossistemas de Empreendedorismo e Inovação e Unidades EMBRAPII

Qua - 18/nov - Relacionamentos internos e externos de um NIT

Qui - 19/nov - Desenhos Industriais como ativos de empresas

Ter - 24/nov - O Exame técnico de pedidos de patentes sob a ótica do examinador

Qua - 25/nov - Fashion Tech, Moda e Propriedade Intelectual

Qui - 26/nov - Direito Autoral em tempos de pandemia

Ter - 08/dez - Prospecção tecnológica para o enfrentamento da covid-19

Qua - 09/dez - O papel da PI na aceleração de negócios

Qui - 10/dez - Marco tecnológico e instrumentos de relacionamento

Ter - 15/dez - Patentes Verdes no Brasil: Gênese, Cenário Atual e Reflexões para o Futuro

Qua - 16/dez - Trade dress e a Propriedade Intelectual

Qui - 17/dez - NITs, relacionamento com Ecossistemas e Gestão da PI

 

Para aqueles que comparecerem a 75% das apresentações, será emitido um certificado.

 

Inscrições: http://bit.ly/curso_Prop_Intel.

 

anprotec2020

A Conferência Anprotec, que conta com apoio da Agência UFRJ de Inovação, está com inscrições abertas. Programado para os dias 23 a 25 de novembro, pela primeira vez em 30 edições, o evento acontecerá de forma 100% online. Embora seja uma novidade para a Associação, os encontros virtuais fazem parte do novo normal de 2020. A pandemia trouxe mudanças profundas na sociedade, alterando drasticamente a forma como as pessoas trabalham, estudam, interagem, consomem e ocupam espaços. Nesse contexto, os ambientes de inovação - parques tecnológicos, incubadoras, aceleradoras e hubs de inovação - têm sido obrigados a avaliar seu modelo de negócios, seus espaços e sua entrega de valor para as startups e empresas nascentes. Contribuir com essas reflexões é o objetivo da Conferência Anprotec 2020, realizada pela Anprotec e o Sebrae.

Já há alguns anos, termos como internet das coisas, big data, inteligência artificial, computação em nuvem e transformação digital fazem parte dos ciclos de discussão sobre competitividade e inovação. No entanto, a aplicação destas tecnologias nunca ocorreu de forma tão acelerada como em 2020. “Vivemos um apocalipse digital. Foram 25 anos em algumas semanas. As pessoas passaram a usar numa escala impensada as tecnologias e serviços que já estavam aí. A rede brasileira de internet teve um aumento de 30% no tráfego a partir de 15 de março”, afirmou Sílvio Meira, presidente do Conselho de Administração do Porto Digital e membro do Conselho Consultivo da Anprotec, durante a série de eventos online AnproTalks, criada pela Anprotec.

Os três dias de evento

O primeiro dia da Conferência Anprotec, 23/11, será dedicado ao workshop “Qualificação e Reinvenção dos Ambientes de Inovação”, que terá como foco oferecer aos participantes uma abordagem prática, que auxiliará os ambientes de inovação a repensarem seus modelos de atuação e a forma como entregam valor para as empresas que abrigam, para que consigam atrair projetos e recursos humanos de alto potencial, diante dos atuais desafios impostos pelas novas condições e tecnologias. As atividades terão como objetivo auxiliar o participante a compreender as dinâmicas e ações que geram competitividade aos novos negócios, aprofundando práticas inovadoras na relação com o mercado e o cliente, na lógica financeira, em suas demandas por tecnologias e por diferenciação, bem como explorar novas práticas, como corporate venture, internacionalização e negócios de impacto social e ambiental.

Os dois próximos dias serão dedicados à discussão do tema central “Ambientes de Inovação 4.0: Desafios e Oportunidades na Nova Dinâmica Global”, com a participação de mais de 60 palestrantes - brasileiros e internacionais - representantes de ambientes de inovação, governo, órgãos de fomento, grandes corporações, startups e investidores, discutindo os cinco subtemas que serão pilares do evento:

Capital Humano: O papel e os desafios dos ambientes de inovação 4.0;

Inovação Aberta: Ecossistema de inovação como instrumentos de transformação das indústrias tradicionais;

Financiamento: Novos modelos de sustentabilidade para os ambientes de inovação;

Cidades: Ecossistemas de inovação como alavancas para o desenvolvimento humano sustentável;

Tecnologia: O papel dos ambientes de inovação para a ge ração de soluções na nova dinâmica global.

O encontro virtual abrigará ainda O Fórum Sebrae de Inovação, a Assembleia IASP Latam e a apresentação de tra- balhos técnicos dos associados Anprotec.

"A qualificação dos gestores, líderes atuais e futuros de parques tecnológicos, aceleradoras, incubadoras, hubs de inovação e gestores públicos que implementam políticas de inovação é essencial, em especial em face da nova dinâmi ca imposta pela pandemia e o que virá no pós-pandemia. A reinvenção é o grande desafio dos ambientes de inovação. Durante a Conferência Anprotec 2020, nós queremos contribuir de forma decisiva para o sucesso diante deste desafio”, explica Carlos Eduardo Aranha, diretor da Anprotec.

Serviço

30a Conferência Anprotec de Empreendedorismo e Ambientes de Inovação - Ambientes de Inovação 4.0 - Desafios e Oportunidades na Nova Dinâmica Global

Data: 23 a 25 de novembro de 2020

Local: conferenciaanprotec.com.br

 

 

consultapublicainovacao2020

Está aberta a consulta pública à Estratégia Nacional de Inovação. A Estratégia faz parte da Política Nacional de Inovação (PNI) e conterá as iniciativas, que serão os instrumentos para que seja possível alcançar os objetivos da Política. Até o dia 09 de novembro, pessoas físicas ou jurídicas podem participar com contribuições à minuta da Estratégia por meio de um formulário eletrônico disponível neste site

Com a consulta pública, o objetivo é disponibilizar um canal de interação entre a sociedade e o Governo Federal para permitir a participação popular na gestão pública, especialmente para indicar os temas a serem priorizados no contexto da política de inovação. Depois que for concluída, a Estratégia Nacional de Inovação servirá de base para a elaboração dos Planos de Inovação. 

A estratégia é coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e conta com a participação do Ministério da Educação (MEC), que organizou e realizou um ciclo de oficinas sobre o tema "desenvolvimento dos sistemas educacionais". Estes eventos discutiram a ampliação da qualificação profissional de recursos humanos (eixo formação tecnológica) para potencialização da inovação no cenário brasileiro. 

Política Nacional de Inovação 

A Política Nacional de Inovação propõe um modelo de governança das inúmeras ações relacionadas ao tema no país. Além disso, busca estruturar o planejamento e a execução das ações e programas de inovação, a partir da Estratégia Nacional de Inovação, de acordo com os seguintes eixos: 

  • - ampliação da qualificação profissional por meio da formação tecnológica de recursos humanos – órgão responsável: Ministério da Educação (MEC);
  • - alinhar e assegurar o fomento à inovação – órgão responsável: MCTI;
  • - estímulo das bases de conhecimento tecnológico para inovação – órgão responsável: MCTI;
  • - estímulo ao desenvolvimento de mercados para produtos e serviços inovadores – órgão responsável: Ministério da Economia (ME);
  • - disseminação da cultura de inovação empreendedora – órgão responsável: MCTI; e
  • - proteção do conhecimento – órgão responsável: ME

 

Filamento reciclado de PVDF para impressao 3D

O polifluoreto de vinilideno (PVDF) é um polímero semicristalino de fácil usinagem que possui excelente resistência a agentes químicos, à abrasão e a impactos, além de boa impermeabilidade a líquidos e gases. Versátil, ele pode ser usado em muitas áreas, principalmente naquelas que requeiram alta resistência química, alta resistência a radiação ultravioleta, boas propriedades sob baixas e altas temperaturas e alta resistência à abrasão. Por conta disso, ele tem obtido sucesso quando utilizado em equipamentos diversos para as indústrias química, petroquímica, alimentícia, farmacêutica, elétrica e nuclear.

Seu revés é o fato de não ser biodegradável, o que traz consigo um risco de toxicidade ao meio ambiente, fazendo com que seu descarte ainda seja um desafio. Pensando nisso, em 2019, Ana Carolina Pereira Soares Brandão, então aluna do curso de Engenharia de Materiais da Escola Politécnica da UFRJ, elaborou um projeto de graduação intitulado “Viabilização da impressão 3D como método de reciclagem para o PVDF incluindo a fabricação do filamento”.

O trabalho, que teve orientação das professoras Marysilvia Ferreira da Costa e Rossana Mara da Silva Moreira Thiré, do Programa de Engenharia Metalúrgica e de Materiais, acabou originando um pedido de patente.

Em sua pesquisa, Ana Carolina Brandão explica que a reciclagem de plásticos teve início no século XX como uma solução para o consumo desenfreado de matérias-primas e o grande acúmulo de lixo em áreas urbanas. Contudo, a utilização do PVDF para a fabricação de linhas flexíveis para a extração de petróleo ainda é responsável por gerar grandes quantidades de resíduos pós-processamento que, a princípio, têm seu destino em aterros sanitários e lixões.

Foi com tal cenário em vista que surgiu a ideia de desenvolver um novo método para que o PVDF oriundo de resíduos pós-industriais provenientes principalmente das indústrias de óleo e gás possam ser reaproveitados enquanto filamentos para impressão 3D.

Os artigos impressos com o filamento originado a partir deste processo de reciclagem apresentaram propriedades térmicas, químicas e mecânicas superiores, que justificam o seu uso em aplicações com alto valor agregado. Além disso, esta invenção também viabiliza condições necessárias do processo de impressão 3D por extrusão de material, utilizando filamentos de PVDF para a obtenção de peças tridimensionais com propriedades especiais.

No caso dos polímeros de engenharia, como o PVDF, a reciclagem não é tão comum. Em função da densidade destes materiais ser maior, a relação custo por peso é alta e somente em aplicações de longo prazo e alto valor agregado a reciclagem desses materiais torna-se economicamente viável. Desta forma, normalmente, as indústrias preferem não utilizar materiais reciclados evitando assim comprometer o desempenho de seus produtos.

No entanto, a nova tecnologia desenvolvida na UFRJ originou um processo de reciclagem de PVDF, pós-processamento ou pós-uso, que permite a obtenção de artigos customizados com propriedades químicas, térmicas e mecânicas semelhantes às do polímero virgem. Assim, o filamento pode ser utilizado como matéria-prima principalmente para a fabricação por impressão 3D de peças customizadas, com geometrias complexas, que serão submetidas a ambiente agressivo de solventes, temperatura e solicitação mecânica.

Por agregar uma inovadora solução ambiental à impressão 3D, que, por sua vez, é considerada fundamental à nova indústria 4.0, a Agência UFRJ de Inovação enxergou na nova tecnologia um grande potencial econômico e optou por proceder à sua proteção intelectual junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) no intuito de viabilizar futuras parcerias capazes de levar esta inovação ao setor produtivo.

Mais detalhes sobre o Filamento reciclado de PVDF para impressão 3D estão disponíveis aqui.

 

 

finepstartup2020

Já estão abertas as inscrições para a segunda rodada do terceiro edital do Programa Finep Startup. A novidade agora são os novos temas para combate à covid-19, além das áreas de Inteligência Artificial e Tratamento da Poluição e Resíduos Sólidos. A inclusão se fez necessária para atender aos desafios impostos pela epidemia do novo coronavírus e está alinhada às prioridades temáticas incluídas na Portaria 1122 de 19 de março de 2020 do MCTI.

Além dos temas prioritários e daqueles vinculados ao Programa Rota 2030, também são passíveis de investimento por meio deste edital do Finep Startup os seguintes temas estratégicos: Agritech, Saúde Animal e Foodtech; Biotecnologia; Cidades Inteligentes e Sustentáveis; Defesa; Economia Circular; Edutech; Energia Renovável e Eficiência Energética; Healthtech; Indústria 4.0 (Manufatura Avançada; Internet das Coisas - IoT); 5G; Materiais Avançados e Nanotecnologia.

Esta segunda rodada, com prazo para inscrições até 14 de dezembro, mantém a pontuação adicional aos temas prioritários associados a soluções de problemas da sociedade, alinhados às diretrizes do MCTI. São eles: Autismo, TDAH, Déficit de Atenção, Bioeconomia, Cidades Inteligentes para Comunidades Carentes, Divulgação de Ciência nas Escolas, Queimadas e Desmatamento, Seca e Estiagens, Segurança Pública e Privada e Realidade Virtual e Aumentada para Healthtech.

O aporte será de até R$ 1,2 milhão por startup, sendo que propostas relacionadas ao setor automotivo poderão pleitear até R$ 2,2 milhões, devido à parceria com o Programa Rota 2030, cujo objetivo é desenvolver toda a cadeia do setor automotivo através do fomento a projetos inovadores de todos os Níveis de Maturidade Tecnológica (TRL 1 a 9), financiando ICT e empresas com recursos não reembolsáveis, com investimento em Startups e Fundos de Participação. 

Para concorrer, as startups precisam ter protótipo MVP (Minimum Viable Product, em português, Produto Viável Mínimo), prova de conceito ou, preferencialmente, já estarem realizando as primeiras vendas. Assim, não se enquadram propostas em fase de ideia ou pesquisa.

O Programa Finep Startup, que está indo para a sua sexta rodada de investimentos, tem por objetivo impulsionar empresas de base tecnológica em fase final de desenvolvimento de produto ou que precisem ganhar escala de produção, com viabilidade comercial comprovada. “Até o momento, 23 startups já foram investidas pelo Programa, 10 encontram-se me fase de contratação e 23 em avaliação técnica”, afirma o diretor Financeiro, de Crédito e Captação da Finep/MCTI, Adriano Lattarulo.

Na primeira rodada do edital 2020 foram submetidas 350 propostas nos mais diversos temas. O de maior destaque foi o relacionado à Healthtech, com um total de 56 propostas. No momento, as startups inscritas estão sendo avaliadas por uma equipe técnica da Finep/MCTI, a quem caberá a decisão final sobre o investimento.

Investimento público-privado

A Finep/MCTI não pretende tornar as startups brasileiras dependentes de recursos públicos. Por isso, criou um mecanismo pioneiro para estimular o empreendedor a buscar investimento privado: serão priorizadas empresas que forem aportadas por investidores-anjo. O processo funcionará da seguinte forma: a startup que se inscrever no edital com uma carta de compromisso de um investidor-anjo ganhará pontos na seleção. A quantidade de pontos obtidos dependerá do valor do investimento privado, cujo valor mínimo é de R$ 50 mil. Com o aporte mínimo para o seu negócio, a proponente garante 1 ponto, podendo chegar a 5 pontos, no máximo. Ao todo, são 20 pontos possíveis: 15 da avaliação da proposta de valor da startup e 5 obtidos caso ela receba investimentos privados de R$ 250 mil ou mais.

 

 

manamano

A recessão causada pela pandemia do novo coronavírus teve graves consequências na vida de pequenos empreendedores e trabalhadores do mercado informal. Com o isolamento social, diversos negócios tiveram que fechar às portas ou viram suas possibilidades de renda extremamente reduzidas. Muitos também sofreram com entraves para conseguir acessar linhas de crédito emergenciais e, sem o benefício, a sobrevivência tornou-se um desafio.

Voltado para o fortalecimento de nano e microempreendedores situados em regiões periféricas do Rio de Janeiro, o Fundo Manamano é uma parceria entre instituições de fellows Ashoka (Asplande, Saúde Criança, Luta pela Paz, Gastromotiva) e a UFRJ. O objetivo do fundo é promover o resgate da autonomia e do protagonismo de famílias em situação de vulnerabilidade especialmente afetadas pela crise decorrente da pandemia do novo coronavírus.

Segundo a professora do Instituto Coppead Maribel Carvalho Suarez, o projeto é uma oportunidade tanto para os empreendedores quanto para a comunidade UFRJ. “É preciso que a universidade se conecte com os desafios que afetam a vida das pessoas. A inovação social traz resultados transformadores para a sociedade. Além disso, reforça a missão da universidade, a cultura de voluntariado e a atuação social que deve estar presente na formação dos alunos”, acredita.

E como funciona?

O Fundo ManaMano precisa do engajamento da sociedade para existir e ajudar as pessoas. Haverá uma seleção focada nos empreendedores que precisam de auxílio (financeiro e educacional), o processo de reconhecimento social, as doações e a atuação direta da UFRJ.

O processo de seleção é composto de algumas fases como o preenchimento de questionário e a apresentação de proposta do projeto por meio de vídeo. Uma vez selecionados, os empreendimentos passarão para a etapa de formação, que consiste em atividades de desenvolvimento e modelagem de negócios, além de cursos temáticos ligados à área.

Durante um período de três meses, que pode ser renovado por mais três, os beneficiários terão um acompanhamento no desenvolvimento do seu negócio através de mentorias coletivas com professores e estudantes da UFRJ e empreendedores sociais. Além disso, estes empreendedores serão acompanhados pelas equipes técnicas das ONGs.

O valor a ser investido em cada negócio será de aproximadamente R$ 2.500 para cada empreendedor. Esses recursos serão destinados à compra de insumos, de equipamentos e de acesso à Internet. Todos os investimentos serão acompanhados e subsidiados por um programa de capacitação cocriado em parceria com Ashoka, as organizações dos Fellows e a UFRJ.

O edital de seleção será publicado no site www.manamano.org.br, assim como outras informações sobre o projeto.

Quer/pode doar? Confira as informações abaixo:

Para doar via cartão de crédito e boleto bancário:
https://doe.saudecrianca.org.br/manamano/single_step

Para doar via transferência bancária
Banco do Brasil
Agência 3519
CC 25838 5
Associação Saúde Criança Renascer
CNPJ 40.358.848/0001 01

 

 

Acao da centraterina e derivados no tratamento de neoplasias

Uma nova tecnologia desenvolvida a partir de uma parceria que envolve pesquisadores do Instituto de Pesquisas de Produtos Naturais Walter Mors – (IPPN/ UFRJ), da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) pode significar um novo avanço no tratamento da leucemia e do câncer.

De origem geralmente desconhecida, a leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos, tendo como principal característica o acúmulo de células doentes na medula óssea, que substituem as células sanguíneas normais. A medula óssea é o local de fabricação das células sanguíneas e ocupa a cavidade dos ossos, sendo popularmente conhecida por tutano. Nela são encontradas as células que dão origem aos glóbulos brancos (leucócitos), aos glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos) e às plaquetas.

Na leucemia, as células sanguíneas que ainda não atingiram a maturidade sofrem uma mutação genética que a transforma em células cancerosas, fazendo com que elas se multipliquem mais rapidamente e morram menos do que as células normais. Dessa forma, as células sanguíneas saudáveis da medula óssea vão sendo substituídas por células anormais cancerosas.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a estimativa de incidência da doença até o momento no ano de 2020 é de 10.810 novos casos, sendo que os quatro tipos mais comuns são a leucemia mieloide aguda (LMA), a leucemia linfocítica aguda (LLA), a leucemia linfocítica crônica (CLL) e a leucemia mieloide crônica (LMC), modalidade que afeta células mieloides e se desenvolve vagarosamente, acometendo principalmente indivíduos adultos.

Os tratamentos tradicionalmente utilizados em pacientes com leucemia são imunoterapia, radioterapia, transplante de células-tronco e quimioterapia. Contudo, de acordo com professor Ricardo Moreira Borges, que além de integrar o corpo docente do IPPN/ UFRJ, também coordena o Laboratório de Análise e Avaliação da Biodiversidade, muitas vezes os quimioterápicos utilizados não são capazes de promover a cura total da leucemia mieloide crônica.

“Apesar dos avanços no tratamento da leucemia mieloide crônica, os medicamentos utilizados não têm sido suficientes para promover a cura da doença. As células podem se tornar resistentes ou os pacientes podem sofrer com efeitos colaterais ocasionados pelo medicamento. Por isso, há a necessidade de novas abordagens para seu tratamento e que sejam de menor custo, já que no tratamento da LMC são utilizados medicamentos importados”, explica.

Foi tendo este panorama em vista que o professor Ricardo Borges, juntamente a pesquisadores da UFF e da Uerj, conduziram uma pesquisa com a centraterina, um produto natural isolado da planta Eremanthus crotonoides, proveniente da restinga de Jurubatiba, no Rio de Janeiro.

“Nosso grupo entende que a centraterina é considerada forte candidata como novo quimioterápico de baixo custo para o tratamento de leucemias por ser obtida facilmente, a partir de fonte natural. Sua estrutura pode ser usada para o desenvolvimento de novos fármacos com maior atividade e seletividade, fornecendo aplicação terapêutica mais favorável para o tratamento do câncer, incluindo leucemias”, afirma Ricardo.

Seguem abaixo os detalhes da nova tecnologia já protegida pela Agência UFRJ de Inovação junto ao INPI. Os interessados em obter mais informações devem contactar a Agência.

 

Ação antineoplásica e indutora de apoptose da lactona sesquiterpênica c isolada da planta Eremanthus crotonoides proveniente da restinga de Jurubatiba - RJ

RESUMO: A invenção descreve a ação antineoplásica e indutora de apoptose da lactona sesquiterpênica (LS) centraterina, isolada da planta Eremanthus crotonoides, proveniente da Restinga de Jurubatiba – RJ. A molécula centraterina possui em sua estrutura um centro alquilante capaz de induzir a toxicidade em célula tumoral de leucemia (K562). O tratamento com centraterina induz morte celular por apoptose, produção de espécies reativas de oxigênio (ROS) e atividade citostática.

DESAFIOS E OBJETIVOS: O tratamento utilizado em pacientes com leucemia, incluindo crianças e adultos, são imunoterapia, radioterapia, transplante de células-tronco e quimioterapia. O quimioterápico Imatinibe é o tratamento padrão para leucemia mieloide crônica. Entretanto, este não é capaz de promover cura total contra este tipo de leucemia. Além disso, alguns pacientes são resistentes à terapia e apresentam mau prognóstico, havendo a necessidade do uso continuado do medicamento. Há uma necessidade crescente de estratégias para maximizar o controle da doença, prolongar a sobrevivência, minimizar os efeitos colaterais da quimioterapia e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

SOLUÇÃO: Por ser 12 vezes mais potente em células de leucemia do que em células não tumorais, a centraterina pode ser usada no tratamento de leucemias. Além disso, a centraterina pode ser modificada quimicamente para obtenção de moléculas com maior atividade e especificidade contra câncer.

TITULARES: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Universidade do Estado do Rio de Janeiro; Universidade Federal Fluminense

INVENTORES: Elaine da Silva Castro Ferreira; Jonathas Felipe Revoredo Lobo; Leandro Machado Rocha; Lidia Maria da Fonte de Amorim; Marcelo Guerra Santos; Patricia Burth; Ricardo Moreira Borges

NÚMERO DO PEDIDO: BR1020180721763

Ver folder.

 

 

homeoffice

Oito horas para o trabalho, oito horas para o lazer e oito horas para o sono. Resultado de vários estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS), a “Filosofia dos Três Oito” é uma tentativa de prevenção do esgotamento físico e mental que o ritmo de vida atual impõe. Mas não é preciso ser um matemático para saber que, na vida real, dificilmente esta conta fecha. Qualquer trabalhador que vê suas horas de lazer — quando não as de sono — serem sugadas em meio ao caótico trânsito dos grandes centros urbanos sabe que “na prática a teoria é outra”.

Tão frustrante quanto ver a vida se esvaindo diante dos ponteiros do relógio num engarrafamento durante o trajeto para o trabalho é ter a plena convicção de que tudo poderia ser diferente. É 2020. As correspondências, os cadernos, os scanners, as linhas telefônicas, os computadores, enfim… O escritório inteiro cabe num bolso sob a forma de um celular. Há anos já existe tecnologia de sobra para implementar uma mudança estrutural significativa que, se ainda não é possível para todos, certamente tem potencial para impactar positivamente a vida de muitos, nem que seja indiretamente pelos carros retirados de circulação e conduções menos lotadas. Trata-se do teletrabalho.

O instituto em questão pode ser conceituado como “o trabalho executado à distância, através das novas tecnologias de comunicação, permitindo a flexibilização de tempo e lugar, com redução de custos”. No âmbito do serviço público, é o conjunto de atividades realizadas fora das dependências físicas do órgão e que não configure trabalho externo, tendo enquanto principal fundamento o princípio constitucional da eficiência na Administração Pública.

Até pouco tempo, a adoção do teletrabalho no funcionalismo público ainda causava certa polêmica, principalmente por conta das visões equivocadas que persistiam acerca do tema. Havia certo receio por parte dos dirigentes públicos de olhar mais antiquado em relação à possibilidade de que servidores pudessem trabalhar à distância via computador em vez de fisicamente presentes em suas unidades como sempre foi tradicionalmente feito antes da ampla difusão das novas tecnologias de comunicação. Contudo, este preconceito foi sendo vencido aos poucos na medida em que foram se somando inúmeras experiências bem-sucedidas no âmbito público, tanto no regime estatutário como no celetista.

Os benefícios são consideráveis: redução do estresse dos funcionários por conta do menor tempo gasto com deslocamentos, proporcionando, assim, mais qualidade de vida e subsequentes ganhos de produtividade; proteção do meio ambiente com menor fluxo de veículos em prol da mobilidade urbana e da redução da poluição; e a economia de espaço físico e de gastos com água, energia e aluguéis — pontos nevrálgicos em tempos de crise como os de agora. Além disso, o teletrabalho pode proporcionar ao servidor maior autonomia na realização das atividades com a possibilidade de estabelecer e controlar (sem invalidar a supervisão da chefia), um ritmo próprio de trabalho.

No setor público brasileiro, a primeira a adotar o modelo do teletrabalho domiciliar foi a Serpro, maior empresa pública de prestação de serviços em tecnologia da informação do Brasil, vinculada ao Ministério da Fazenda. Em 2009 o Tribunal de Contas da União também aderiu ao trabalho à distância. Em 2010 foi a vez da Receita Federal implementar um programa piloto de teletrabalho para os integrantes da carreira de Auditoria, assim como fez a Advocacia Geral da União (AGU) ao final de 2011. No Poder Judiciário, já podemos encontrar também há algum tempo situação semelhante nos órgãos com visões mais modernas e progressistas sobre como devem se dar as novas práticas trabalhistas, tais quais diversos Tribunais Regionais do Trabalho e no próprio Tribunal Superior do Trabalho.

Em 2015 a discussão chegou ao Congresso através do Projeto de Lei 2723/15, que propunha alterar o Regime Jurídico Único (Lei 8.112/90) de modo a permitir o teletrabalho. Apesar de aprovado por unanimidade pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP) e contar com um parecer de constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa por parte da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), o projeto acabou sucumbindo à morosidade do Legislativo e foi arquivado em 2019 simplesmente por conta do fim da legislatura em questão.

 

No meio do caminho tinha um vírus

Eis que em março de 2020, como uma bomba atômica, veio a pandemia alterando significativamente o cotidiano de todos. E o que era apenas um punhado de experiências isoladas torna-se, por meses a fio, uma necessidade imposta por motivos sanitários. E conclui-se o óbvio. Os serviços públicos delegados aos servidores momentaneamente em home-office não pararam. Inclusive não raras foram as vezes em que ganhos de eficiência foram observados. À experiência positiva somam-se as dificuldades orçamentárias derivadas do enfrentamento ao coronavírus e uma economia superior a R$ 691,9 milhões (entre abril e julho de 2020) com despesas de transporte, viagens, energia elétrica, água e esgoto etc.

“O Ministério da Economia tem observado reduções expressivas nas despesas de custeio nos últimos meses e cada real economizado em gastos administrativos pode ser investido em áreas finalísticas. Nós monitoramos essas despesas para saber onde investir na modernização dos processos”, disse o secretário de Gestão da Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do ME, Cristiano Heckert. “A experiência do trabalho remoto durante a pandemia demonstrou que muitas atividades podem ser realizadas sem prejudicar o atendimento aos cidadãos”, complementou Heckert. 

É com este cenário em vista que o Ministério da Economia publicou a Instrução Normativa nº 65, que versa sobre o programa de gestão que implementa o teletrabalho nos órgãos integrantes do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal, e que entra em vigor a partir de 1º de setembro de 2020. Cabe ressaltar que sua implementação é facultativa e depende de um tríplice aval: do Ministro de Estado responsável pela pasta a qual pertence determinado órgão; do próprio órgão; e do servidor público. Na UFRJ, por exemplo, isso demandaria a autorização do Ministério da Educação, o interesse da Universidade e, finalmente, a concordância do servidor.

Uma vez autorizada pelo dirigente máximo de cada pasta a implementação do programa de gestão, os órgãos deverão lançar um edital com as regras do teletrabalho em cada unidade, onde constarão informações sobre o número de servidores e atividades a serem desempenhadas, se o regime será parcial ou integral e o plano de trabalho com metas e cronograma. No regime de execução integral o servidor cumpre a jornada de trabalho remotamente em sua totalidade. No parcial o participante cumpre parte da jornada de trabalho remotamente e parte em regime presencial, conforme cronograma específico definido com a chefia imediata.

Deste modo, dado o caráter de facultatividade, cai por terra o argumento de que haverá qualquer espécie de prejuízo aos servidores. Àqueles que não quiserem abrir mão do recebimento de auxílio-transporte, da remuneração por horas extras e adicional noturno, verbas que não serão pagas aos servidores em teletrabalho, bastará não aderir ao programa. Aos que enxergarem no programa uma oportunidade de melhorar sua qualidade de vida, ainda que devendo arcar com novos gastos com internet, eletricidade etc., caberá discutir com suas chefias e com os dirigentes de seus órgãos esta possibilidade.

Aos interessados em se inteirar sobre o assunto, recomenda-se assistir o vídeo “Apresentação das Novas Regras para o Teletrabalho”, do Ministério da Economia, onde Luiza Roland, Diretora do Departamento de Provimento e Movimentação de Pessoal; Roberto Pojo, Gerente de Projetos da Secretaria de Gestão; e Diana Rodrigues, Coordenadora Geral de Concursos e Provimento de Pessoal esmiúçam vários detalhes acerca do tema.

Mais esclarecimentos constam na cartilha de perguntas e respostas sobre a Instrução Normativa 65, de 2020, elaborada pelo Ministério da Economia, que está reproduzida abaixo:

 

  1. 1. O regime de teletrabalho será estendido a todos os órgãos da administração pública federal?

As disposições da IN se aplicam a todos os órgãos e entidades integrantes do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal – SIPEC.

 

  1. 2. Essas regras valerão para empresas públicas? Nesse caso, será preciso fazer acordo com os sindicatos?

Não. As orientações da Instrução Normativa são válidas para os órgãos e entidades integrantes do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal – SIPEC. Quando em exercício em órgãos do SIPEC, a participação dos empregados públicos deverá observar as regras dos respectivos contratos de trabalho e das normas celetistas.

 

  1. 3. Quais são as modalidades do programa de gestão?

As modalidades são: presencial e teletrabalho, sendo que o teletrabalho poder ser realizado em regime integralou parcial. Embora seja indicado que as atividades que possam ser realizadas de maneira remota sejam incluídas na modalidade de teletrabalho, o dirigente da unidade poderá adotar o programa de gestão para os servidores em regime presencial também, se entender conveniente para a Administração.

 

  1. 4. Qual a diferença entre execução parcial e integral?

No regime de execução integral o participante cumpre a jornada de trabalho remotamente em sua totalidade e no regime de execução parcial o participante cumpre parte da jornada de trabalho remotamente e parte em regime presencial, conforme cronograma específico definido com a chefia imediata.

 

  1. 5. Que atividades estão autorizadas? Quais estão vedadas? Quem definirá o que pode e o que não pode?

Existe a indicação de priorizar a execução de forma remota e com a utilização de recursos tecnológicos para atividades cuja natureza demande maior esforço individual e menor interação com outros agentes públicos, cuja natureza de complexidade exija elevado grau de concentração, ou cuja natureza seja de baixa a média complexidade com elevado grau de previsibilidade e/ou padronização nas entregas.

Por outro lado, não poderão ser realizadas atividades cuja natureza exija a presença física do participante na unidade ou que impliquem redução na capacidade de atendimento de setores que atendam ao público interno e externo ou, ainda, que sejam desenvolvidas por meio de trabalho externo.

A definição das atividades que integrarão o programa de gestão, entretanto, é parte da norma de procedimentos gerais e de responsabilidade do dirigente da unidade, autoridade de nível não inferior ao de secretário nos ministérios ou equivalente nas vinculadas.

 

  1. 6. O Ministro de Estado poderá delegar a competência para autorizar a implementação do programa de gestão no órgão?

Não. A competência para autorização é exclusiva do Ministro de Estado, indelegável. As unidades que quiserem instituir programa de gestão deverão solicitar autorização, demostrando que os resultados poderão ser efetivamente mensurados. Essa regra vale também para as autarquias e fundações públicas, que deverão solicitar autorização do Ministro de Estado da Pasta a qual sejam vinculadas.

 

  1. 7. Qual é o menor vel hierárquico necessário para que uma unidade possa instituir programa de gestão, após a autorização do Ministro de Estado?

Havendo autorização do Ministro de Estado, cada unidade de nível não inferior ao de Secretaria no âmbito dos Ministérios, ou equivalente nas autarquias e fundações públicas, poderá implementar seu respectivo programa de gestão quando entender conveniente. Vale lembrar que é necessário que o titular da unidade ocupe cargo correspondente a, no mínimo, DAS 101.6 (ou equivalente).

 

8. Metas e indicadores de cumprimento do trabalho serão iguais para todos os órgãos?

Não, a definição é do dirigente da unidade, que estabelece se haverá produtividade adicional e o percentual mínimo e máximo de produtividade adicional dos participantes em relação às atividades presenciais.

 

  1. 9. Qual o percentual de servidores públicos federais que serão mantidos em regime de teletrabalho após a pandemia?

Não há como prever um percentual de agentes públicos que irão aderir ao teletrabalho após a pandemia. Isso dependerá da adesão dos órgãos e entidades da administração pública federal ao programa de gestão e das vagas que serão abertas de acordo com as especificidades de cada unidade.

 

  1. 10. Quem define metas que deverão ser atingidas pelo servidor em teletrabalho?

As atividades e respectivas metas a serem acordadas em plano de trabalho serão definidas em conjunto pelo participante e respectiva chefia imediata, em conformidade com o estabelecido na norma de procedimentos gerais e na tabela de atividades.

 

  1. 11. Como será medida a produtividade do servidor em teletrabalho?

O plano de trabalho deverá prever o cronograma das entregas, que se referem às atividades desempenhadas e as respectivas metas, bem como sua aferição, que será realizada mediante análise fundamentada da chefia imediata quanto ao atingimento ou não das metas estipuladas.

 

  1. 12. Como serão avaliados os participantes em regime de teletrabalho?

As entregas referentes ao plano de trabalho deverão ter sua aferição realizadas pela chefia imediata em até 40 dias e registradas em um valor que varia de 0 a 10, somente serão consideradas aceitas as entregas cuja nota atribuída pela chefia imediata seja igual ou superior a 5.

 

13. Como será a avaliação dos gestores?

A regra para as avaliações vale também para os gestores que, como participantes do programa de gestão, exercerem suas atribuições nos moldes do programa. Assim, os gestores deverão assinar plano de trabalho com as atividades e respectivas metas e as chefias imediatas deverão avaliar suas entregas, em até 40 dias, em uma escala que varia de 0 a 10, considerando-se aceitas as entregas cuja nota atribuída seja igual ou superior a 5.

Vale lembrar que, embora as atividades realizadas pelos gestores apresentem características distintas das atividades dos demais participantes, isso não inviabiliza sua previsão, mensuração e avaliação, para fins de controle de produtividade e de qualidade, principalmente para resguardar a transparência do programa de gestão.

 

  1. 14. Haverá uma regra de transição/ prazo para implementação ou adaptação às novas regras?

Conforme previsão do art. 16 da Instrução Normativa, o prazo para adaptação às novas regras, referido no dispositivo como ambientação, será de seis meses.

 

  1. 15. Como será feita a divulgação das informações do programa de gestão?

A norma de procedimentos gerais deverá ser publicada no Diário Oficial da União. Os dados referentes ao plano de trabalho, participantes e resultados do programa deverão ser publicados pelos órgãos que implementarem o programa, em seus respectivos sites. Também é responsabilidade dos órgãos enviar as informações sobre o programa para o órgão central do Sipec.

 

  1. 16. Quando houver alteração na tabela de atividades a unidade poderá publicar somente a tabela alterada ou deverá republicar toda a norma de procedimentos gerais?

Considerando que a norma de procedimentos gerais consiste em ato normativo, eventuais alterações efetivadas deverão ser realizadas em consonância com as regras vigentes acerca da alteração de atos normativos, inclusive no que concerne aos critérios relacionados à publicidade.

 

  1. 17. Servidor que ocupa DAS ou gratificação pode trabalhar em regime parcial ou integral de teletrabalho?

A IN não veda a participação, tal avaliação e diretriz é estabelecida pelo dirigente da unidade, com base em critérios técnicos que a justifiquem.

 

  1. 18. Contrato temporário ou empregado público pode fazer teletrabalho?

A IN não veda a participação. A participação poderá ser estabelecida pelo dirigente da unidade, com base em critérios técnicos que a justifiquem.

 

  1. 19. Estagiário pode fazer teletrabalho?

Não. A IN não prevê a participação de estagiários no programa de gestão.

 

  1. 20. Uma vez em regime de teletrabalho, o servidor poderá voltar ao trabalho presencial?
  2. Sim, o participante poderá ser desligado do programa de gestão nas seguintes hipóteses: por solicitação do participante; no interesse da Administração, em razão de conveniência, necessidade ou redimensionamento da força de trabalho; pelo descumprimento das metas e obrigações estabelecidas; pelo decurso de prazo, quando houver; em virtude de remoção do participante para outra unidade; em virtude de aprovação do participante para a execução de outra atividade não abrangida pelo programa de gestão, salvo na hipótese de acumulação lícita de cargos e desde que comprovada a compatibilidade de horários; pela superveniência das hipóteses de vedação previstas no documento de procedimentos gerais da unidade, quando estabelecidas; e pelo descumprimento das atribuições e responsabilidades.

 

  1. 21. Haverá prazo de vigência para o a participação em programa de gestão?
  2. Pode ser estipulado, a critério do dirigente da unidade.

 

  1. 22. O que acontece com o servidor em regime de teletrabalho que não cumprir as metas de produtividade?

O agente público que descumprir as metas e obrigações previstas no plano de trabalho será desligado do programa de gestão pelo dirigente da unidade.

 

  1. 23. Os participantes em regime de teletrabalho terão direito a amparo para despesas com internet, energia elétrica ou insumos para a execução do trabalho?

O participante é responsável por manter a infraestrutura necessária para o exercício de suas atribuições, inclusive aquelas relacionadas à segurança da informação, quando executar o programa de gestão na modalidade teletrabalho. Salientamos que é de livre escolha do servidor a participação ou não no programa de gestão. Caso o servidor opte por participar do teletrabalho, ele deve observar todas as orientações, critérios e procedimentos determinados na Instrução Normativa nº 65, de 2020.

 

  1. 24. O servidor em teletrabalho terá que comparecer, eventualmente, ao órgão em que está lotado?

Sim, uma das responsabilidades do participante de programa de gestão é atender às convocações para comparecimento à unidade sempre que sua presença física for necessária e houver interesse da Administração Pública, desde que devidamente justificado pela chefia imediata.

 

  1. 25. Qual será o prazo e a forma de disponibilização do sistema para acompanhamento e controle do programa de gestão?

A disponibilização do Sistema está prevista para 25 de agosto. Será disponibilizado no Portal de Software público com código, banco de dados e documentação.

 

  1. 26. Será flexibilizada a orientação do SISP de que sistemas não finalísticos não sejam desenvolvidos por empresas terceirizadas?

Considera-se o sistema para acompanhamento e controle do programa de gestão como sistema finalístico do ponto de vista do órgão central.

 

  1. 27. Os órgãos que possuam sistema poderão utilizá-los para acompanhamento do programa de gestão?

Sim, desde que contenham os requisitos mínimos estabelecidos na Instrução Normativa: tabela de atividades; plano de trabalho; acompanhamento do cumprimento de metas; registro das alterações no plano de trabalho, quando houver; avaliação qualitativa das entregas; e designação dos executores e avaliadores das entregas acordadas.

 

  1. 28. Como será feito o envio de dados para o órgão central do SIPEC? Qual a periodicidade?

Os órgãos que implementarem programa de gestão deverão disponibilizar Interface de Programação de Aplicativospara o órgão central do SIPECcom o objetivo de fornecer asinformaçõesregistradasno sistema de acompanhamento do programa, atualizadas no mínimo semanalmente.

 

  1. 29. Os participantes que extrapolarem a jornada de 40 horas semanais durante o teletrabalho terão direito a banco de horas ou hora extra?

As metas estabelecidas deverão ser compatíveis com a jornada de trabalho do participante. É vedada aos participantes a realização de banco de horas e de serviços extraordinários, sendo que o cumprimento de metas superiores às metas previamente estabelecidas não configura horas excedentes para o participante.

 

  1. 30. Há alteração nas regras de pagamento de indenizações e vantagens dos participantes do programa de gestão?

A instrução normativa veda o pagamento de indenizações e vantagens que são incompatíveis com a modalidade teletrabalho, seja pela ausência de controle de jornada, pelo não deslocamento da residência para os locais de trabalho ou a não exposição a agentes nocivos para a saúde.

 

  1. 31. É possível proporcionalizar as metas do mês subsequente no caso de produção excedente no mês de referência?

Não é possível a proporcionalização das metas, considerando que a IN nº 65, de 2020, veda a realização de serviço extraordinário, bem como a adesão ao banco de horas. Além disso, a norma determina que as metas acordadas com o participante deverão ser compatíveis com a jornada de trabalho regular, devendo-se redefinir as metas, no interesse do serviço, quando surgirem demandas prioritárias.

 

  1. 32. Os participantes do programa de gestão sofrerão alguma alteração no valor pago como auxílio alimentação?

A IN nº 65, de 2020, não dispõe acerca do auxílio alimentação, que deverá ser pago conforme legislação de referência, quando atendidos os requisitos necessários.

 

  1. 33. Os participantes do programa de gestão poderão usufruir do recesso de final de ano?

A IN não veda o usufruto de recesso de fim de ano, uma vez que consiste em benefício concedido pela Administração Pública. No entanto, as metas equivalentes às horas não trabalhadas no período de fruição do recesso deverão ser compensadas em sua totalidade.

 

34. Quais as regras para apresentação de atestado de comparecimento:

O tratamento a ser dado aos atestados de comparecimento dos servidores encontra-se consignado na IN nº 2, de 2018. A IN não trata do assunto, mas estabelece que o participante deverá comunicar ao chefe imediato a ocorrênciade afastamentos, licenças ou outros impedimentos para eventual adequação das metas e prazos ou possível redistribuição do trabalho;

 

 

incubadora2011

 

A Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ acaba de lançar um edital de fluxo contínuo para seleção de novas empresas. A chamada é voltada para startups que desenvolvem produtos ou serviços de base tecnológica, com alto grau de inovação e potencial de interação com atividades de pesquisa da UFRJ. As startups selecionadas poderão utilizar as instalações e serviços da Incubadora por um prazo de três anos, sendo possível renovar por mais dois. Também terão à disposição uma sala de uso privativo, acesso à infraestrutura de uso comum, como salas de reunião, auditório, além de serviços de assessoria, capacitações em gestão de negócio, entre outros.

O edital ficará aberto por seis meses, a partir do dia 3 de agosto. Para saber mais sobre o processo de seleção e como se candidatar, os interessados devem acessar o edital para mais informações.

 

 

barco

Os mares são uma das maiores rotas comerciais e turísticas do mundo. Fenícios, cartagineses, chineses, britânicos e diversos outros povos se dedicaram, ao longo dos séculos, no aprimoramento de embarcações em busca de maior eficiência e preservação nos oceanos. Na UFRJ, pesquisadores se empenham na criação de materiais que permitam uma menor aderência de substâncias incrustantes e menor impacto no ambiente marinho.

A bioincrustação marinha é um acúmulo de organismos em estruturas molhadas que estejam nos oceanos. O processo acontece em diversas etapas: inicia-se pela adsorção de moléculas orgânicas a uma superfície imersa, como polissacarídeos e proteínas, seguida da adesão de microrganismos, tais como bactérias, cianobactérias e protozoários.

A última etapa caracteriza-se pela formação do biofilme, que permite o desenvolvimento de macro-organismos, como crustáceos e algas. Esse fenômeno acontece tanto em seres vivos, como tartarugas, em pedras e, também, em cascos de embarcações. A aglomeração desses organismos causa impactos profundos na economia, já que aumenta o peso dos navios e os custos com combustível.

No Laboratório de Síntese e Análise de Produtos Estratégicos (Lasape) do Instituto de Química (IQ), Cláudio Cerqueira e Rosangela Lopes desenvolvem uma solução que pretende diminuir o acúmulo dos organismos nos cascos e, assim, baratear os custos e reduzir o impacto ambiental.

“Nossa linha de pesquisa estuda o aproveitamento dos resíduos da indústria da soja, gerados na produção de óleo comestível, das lecitinas de soja e do biodiesel, relacionada com a glicerina, produto de partida para a produção industrial de epicloridrina”, explica o professor.

A equipe passou, então, a trabalhar em um produto com essas matérias-primas de baixo custo, sintetizando substâncias eficientes no combate à bioincrustação: as 1-hexadecil-glicerofosfocolinas e as lisolecitinas. Cerqueira explica que o composto produzido auxilia na prevenção do acúmulo relacionado com a formação de cracas em embarcações, plataformas de petróleo, dutos de gás e óleo.

Segundo o professor, a larva do mexilhão dourado é a principal espécie invasora presente nas águas de lastro dos navios chineses. Originário do sudeste asiático, o molusco é responsável por uma infestação na América do Sul, a partir de 1991, adentrando pela bacia do Rio da Prata para o resto do país, infestando reservatórios de usinas hidrelétricas e ameaçando a biodiversidade dos rios brasileiros.

Testes realizados no Smithsonium Environmental Research Center (SERC), nos Estados Unidos, mostraram que as lisolecitinas têm a capacidade de inibir o crescimento de espécies invasoras em águas de lastro de embarcações. A partir desses estudos, os dois pesquisadores da Universidade começaram a realizar experimentos com substâncias presentes em animais marinhos que não apresentam o processo de bioincrustação.

“Essas substâncias naturais não contêm em suas estruturas químicas halogênios ou metais pesados, portanto apresentam aspectos favoráveis com relação à ecotoxicologia. Por esse motivo, são  produtos inseridos nos conceitos da química verde”, afirmou Cerqueira.

A equipe está agora na fase de buscar maneiras de realizar testes de avaliação taxonômica e ecotoxicológica do biocida.

Saiba mais sobre a pesquisa no site do Laboratório de Síntese e Análise de Produtos Estratégicos (Lasape). Veja os detalhes da nova tecnologia já protegida pela Agência UFRJ de Inovação aqui.

 

Foto: Artur Moês

 

 

 

 

siteempresasfilhas

 

Empreendedorismo pode ser definido como a capacidade de identificar problemas e oportunidades, desenvolver soluções e investir recursos na criação de algo positivo para a sociedade. Pode ser um negócio, um projeto ou mesmo um movimento que gere mudanças reais e impacto no cotidiano das pessoas. Segundo o economista e cientista político austríaco Joseph Schumpeter, o empreendedorismo está diretamente associado à inovação. Por isso mesmo, a difusão do empreendedorismo em várias frentes constitui-se em um dos focos da Agência UFRJ de Inovação.

Tendo isso em vista, a Agência UFRJ de Inovação está lançando o site www.empresasfilhasufrj.org, fruto de um levantamento que buscou coletar os dados das empresas-filhas de nossa Universidade. Em nosso caso, as empresas-filhas da UFRJ são empreendimentos criados por alunos, ex-alunos, servidores técnicos ou docentes, empresas em processo de incubação ou graduadas por alguma das incubadoras de empresas da UFRJ ou que tenham seu principal negócio baseado em alguma tecnologia licenciada pela Universidade.

A página estará em constante atualização, mas os dados atuais coletados de cerca 60 empresas cadastradas já mostram resultados muito positivos como a geração de quase 1000 vagas de emprego e um faturamento superior a R$ 140 milhões no ano de 2018.

Em relação às unidades de origem dessas empresas-filhas, as duas que mais se destacam são o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), de onde saíram 43% das novas empresas, e a Escola Politécnica, que originou 19% delas. Suas principais áreas de atuação são a tecnologia da informação, energia, engenharia e o serviço de consultorias.

O novo site também conta com uma sessão dedicada às empresas-juniores, associações civis sem fins lucrativos que são formadas e geridas por alunos, sob orientação de professores, e que visam aprimorar o aprendizado prático dos universitários em sua área de atuação, além de aproximar o mercado de trabalho da Universidade.

Confira mais detalhes em www.empresasfilhasufrj.org.

 

 

covid19

A Faperj anunciou o lançamento da Segunda Chamada Emergencial de Projetos para Combater os Efeitos da covid-19 – 2020. O objetivo é ampliar o financiamento a projetos que tratam do vírus SARS-CoV-2 e de sua interação com o organismo humano, assim como das manifestações clínicas da covid-19 e seu tratamento, envolvendo um maior número de pesquisas capazes de produzir conhecimento científico, inovação e insumos diretamente envolvidos no tratamento da doença e na proteção individual das equipes de saúde.

“Como novos obstáculos se apresentam para a comunidade cientifica a cada vez que o conhecimento avança, faz-se necessário que os investimentos sejam mantidos para que se continue encontrando as soluções eficientes e duradouras que só a ciência e a tecnologia podem alcançar. Por isso a Faperj está lançando a segunda chamada dessa ‘Ação Emergencial’, indispensável no enfrentamento desse que talvez seja um dos maiores desafios feitos à ciência e à sociedade brasileira”, afirma Jerson Lima Silva, presidente da Fundação.

De acordo com a chamada, o objetivo é financiar o estudo da doença covid-19 e seu agente etiológico, o vírus da SARS-CoV-2 (síndrome respiratória aguda grave 2), abrangendo pontos como: aspectos genômicos do vírus; fisiopatologia da doença; aspectos clínicos da doença; diagnóstico da doença; epidemiologia da doença; interação vírus-hospedeiro; desenvolvimento de kits-diagnóstico para a doença; controle e enfrentamento da doença no Estado do Rio de Janeiro; soluções inovadoras para ampliar a obtenção de insumos como máscaras, álcool em gel, respiradores, entre outros. Os recursos financeiros poderão ser utilizados para o estabelecimento e melhoria de infraestrutura e despesas de custeio previstas em projetos de pesquisa apresentados por pesquisadores com vínculo empregatício ou estatutário em Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro e para desenvolvimento de novos equipamentos e insumos por startups, micro, pequenas e médias empresas sediadas no Estado do Rio de Janeiro. O financiamento se dará através de projetos em andamento, científicos ou tecnológicos, projetos de startups, micro, pequena e média empresas.

A chamada também se destina a apoiar projetos concedidos pelas Diretorias Científica e de Tecnologia da Faperj conduzidos tanto em ICTs (Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação) quanto em empresas. Os projetos deverão incluir novas linhas de pesquisas voltadas para soluções a curto e médio prazo voltados para a covid-19, cabendo destaque para os projetos na área de diagnóstico, epidemiologia, clínica e desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras, tais como respiradores, insumos de proteção, soluções digitais envolvendo Inteligência Artificial (IA), internet das coisas (IOT), aplicativos para polícia, bombeiros, médicos e enfermeiros, aplicativos para serviços públicos de suporte à saúde, telemedicina, estudos econômicos e sociais de monitoramento e previsão de impacto das medidas de enfrentamento da epidemia no estado do Rio de Janeiro.

Prazos:
Submissão de propostas on-line: 13/08/2020 até 03/09/2020
Divulgação dos resultados: a partir de 08/10/2020

Confira a íntegra da chamada abaixo:

Segunda Chamada Emergencial de Projetos para Combater os Efeitos da Covid-19 – 2020

 

 

cavalos soro 0

Plasmas de quatro dos cinco cavalos do Instituto Vital Brazil (IVB) transmitidos com proteína S recombinante do coronavírus produzida no Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ) apresentaram anticorpos neutralizantes até 50 vezes mais potentes contra o novo coronavírus do que os plasmas de pessoas que contraíram a covid-19.

O resultado foi obtido após 70 dias de testes realizados em maio deste ano. A proteína S foi produzida no Laboratório de Engenharia de Cultivos Celulares (Lecc) da Coppe, sob a coordenação da professora Leda Castilho.

Segundo Castilho, a proteína S apresenta estrutura equivalente à proteína presente na superfície do coronavírus, sendo, portanto, capaz de estimular a produção de anticorpos que reconhecem e neutralizam o vírus.

“A proteína que produzimos na Coppe/UFRJ se mostrou muito efetiva para estimular a produção de anticorpos em cavalos, tendo-se obtido uma quantidade muito maior do que a de anticorpos encontrados em humanos que já contraíram covid-19. Diante da inexistência de terapias específicas para a doença, os anticorpos de cavalos produzidos pelo IVB são uma grande esperança de tratamento possível e específico para a COVID-19”, afirma a cientista.

Por conta do êxito nos testes, pesquisadores da UFRJ e do IVB solicitaram a patente da invenção do soro anti-SARS-CoV-2, produzido a partir de equinos imunizados com a proteína S. O trabalho científico, que envolve a parceria entre UFRJ, IVB e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), está no MedRxiv, um repositório de resultados preprint (pré-publicados).

Terapia com soro como opção

A pandemia por COVID-19 resultou, até agosto de 2020, em mais de 700 mil mortes e mais de 19 milhões de casos confirmados no mundo. No Brasil, a triste marca de 100 mil óbitos e 3 milhões de infectados foi atingida nesta semana. Enquanto não há vacinas aprovadas e, mesmo posteriormente, por conta da dificuldade em atender globalmente à grande demanda de vacinação, o uso potencial da imunização passiva por terapia com soro deve ser considerado uma opção.

Soroterapia: um tratamento bem-sucedido

O pedido de patente refere-se ao processo de produção do soro anti-SARS-CoV-2 a partir da glicoproteína da espícula (spike) com todos os domínios, preparação do antígeno, hiperimunização dos equinos, produção do plasma hiperimune, produção do concentrado de anticorpos específicos e do produto finalizado, após a sua purificação por filtração esterilizante e clarificação, envase e formulação final.

A soroterapia é um tratamento bem-sucedido, usado há décadas contra doenças como raiva, tétano e picadas de abelhas, cobras e outros animais peçonhentos, como aranha e escorpiões. Os soros produzidos pelo IVB tiveram êxito no resultado de uso clínico, sem histórico de hipersensibilidade ou quaisquer outras eventuais reações adversas. Os estudos clínicos vão acontecer em parceria com o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor).

Um grupo grande de cientistas participou da pesquisa – todos brasileiros: Amilcar Tanuri, Andrea Cheble Oliveira, Andre Gomes, Carlos Dumard, Leda Castilho, Renata Alvim e Victor Pereira (UFRJ); Luís Eduardo Ribeiro da Cunha, Adilson Stolet e Marcelo Strauch (IVB); Thiago Moreno Lopes (Fiocruz) e Herbert Guedes (UFRJ/Fiocruz).

A pesquisa contou com apoio financeiro da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Com informações da Ascom/Faperj

 

 

materiais avancados

A Finep, Financiadora de Inovação e Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), está aceitando propostas para seu edital de Subvenção Econômica à Inovação para apoio ao desenvolvimento de novos produtos, processos e/ou serviços inovadores na área de materiais avançados. Ao todo, serão disponibilizados R$ 10 milhões, em recursos não reembolsáveis, do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológicos (FNDCT).

Serão apoiadas atividades que apresentem níveis de maturidade tecnológica de 4 a 7, os chamados TRLs (Technology Readiness Levels). O edital tem linhas voltadas tanto para aprimoramento de produtos de alta performance - uma pá de um aerogerador, por exemplo, quanto para produtos completamente novos, como wearebles ou tablet dobrável e transparente. “Além do enorme potencial de gerar novos produtos e processos inovadores de elevado valor tecnológico e econômico, os materiais avançados podem contribuir para aumentar o desempenho, agregar valor ou introduzir novas funcionalidades em produtos e processos tradicionais”, disse o diretor de Inovação da Finep/MCTI, Alberto Dantas. O objetivo é apoiar o desenvolvimento de produtos, processos e serviços, novos ou aprimorados, com aplicação dos materiais avançados.

As propostas deverão contemplar, no mínimo, um dos quatro subitens previstos na linha temática do edital. São eles: melhor performance dos produtos, demonstrada pela adição de resistência, desempenho, leveza, durabilidade e/ou armazenamento de energia; redução do impacto ambiental do produto ou no processo industrial, comprovada pelo aumento da segurança ou pelo menor consumo de energia, matéria-prima e/ou emissões de gases do efeito estufa (GEE); nova aplicação resultante do desenvolvimento de tecnologia que exija modificação no processo e infraestrutura existente, etapa de escalonamento em ambiente operacional, desenvolvimento do mercado e/ou reestruturação do modelo de negócio; e aumento da competitividade, por meio de aplicações em componentes, processos e sistemas produtivos, tais como o desenvolvimento de soluções para ferramental, máquinas, equipamentos, moldes, sensores, dentre outros que resultem em maior produtividade.

Poderão se candidatar empresas brasileiras de todos os portes, individualmente ou em parceria com uma ou mais empresas. É desejável, ainda, a participação no desenvolvimento do projeto, como prestadoras de serviços, de Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs). O valor solicitado deve enquadrar-se entre o mínimo de R$ 500 mil e o máximo de R$ 1,5 milhão. “Tanto pequenas empresas como grandes podem se candidatar, mas o ideal é que estejam conectadas”, afirmou o executivo.

O envio das propostas, e de todos os documentos complementares determinados no Anexo 2 do edital, deverá ocorrer até às 18h do dia 14 de setembro, exclusivamente por meio do Formulário de Apresentação de Propostas (FAP), específico para esta Seleção Pública. O FAP estará disponível no Portal da Finep/MCTI, no endereço www.finep.gov.br. A divulgação do resultado preliminar da análise de mérito está prevista para 30 de novembro e, o resultado final para o dia 22 de dezembro.

 

 

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