consultapublicainovacao2020

Está aberta a consulta pública à Estratégia Nacional de Inovação. A Estratégia faz parte da Política Nacional de Inovação (PNI) e conterá as iniciativas, que serão os instrumentos para que seja possível alcançar os objetivos da Política. Até o dia 09 de novembro, pessoas físicas ou jurídicas podem participar com contribuições à minuta da Estratégia por meio de um formulário eletrônico disponível neste site

Com a consulta pública, o objetivo é disponibilizar um canal de interação entre a sociedade e o Governo Federal para permitir a participação popular na gestão pública, especialmente para indicar os temas a serem priorizados no contexto da política de inovação. Depois que for concluída, a Estratégia Nacional de Inovação servirá de base para a elaboração dos Planos de Inovação. 

A estratégia é coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e conta com a participação do Ministério da Educação (MEC), que organizou e realizou um ciclo de oficinas sobre o tema "desenvolvimento dos sistemas educacionais". Estes eventos discutiram a ampliação da qualificação profissional de recursos humanos (eixo formação tecnológica) para potencialização da inovação no cenário brasileiro. 

Política Nacional de Inovação 

A Política Nacional de Inovação propõe um modelo de governança das inúmeras ações relacionadas ao tema no país. Além disso, busca estruturar o planejamento e a execução das ações e programas de inovação, a partir da Estratégia Nacional de Inovação, de acordo com os seguintes eixos: 

  • - ampliação da qualificação profissional por meio da formação tecnológica de recursos humanos – órgão responsável: Ministério da Educação (MEC);
  • - alinhar e assegurar o fomento à inovação – órgão responsável: MCTI;
  • - estímulo das bases de conhecimento tecnológico para inovação – órgão responsável: MCTI;
  • - estímulo ao desenvolvimento de mercados para produtos e serviços inovadores – órgão responsável: Ministério da Economia (ME);
  • - disseminação da cultura de inovação empreendedora – órgão responsável: MCTI; e
  • - proteção do conhecimento – órgão responsável: ME

 

Filamento reciclado de PVDF para impressao 3D

O polifluoreto de vinilideno (PVDF) é um polímero semicristalino de fácil usinagem que possui excelente resistência a agentes químicos, à abrasão e a impactos, além de boa impermeabilidade a líquidos e gases. Versátil, ele pode ser usado em muitas áreas, principalmente naquelas que requeiram alta resistência química, alta resistência a radiação ultravioleta, boas propriedades sob baixas e altas temperaturas e alta resistência à abrasão. Por conta disso, ele tem obtido sucesso quando utilizado em equipamentos diversos para as indústrias química, petroquímica, alimentícia, farmacêutica, elétrica e nuclear.

Seu revés é o fato de não ser biodegradável, o que traz consigo um risco de toxicidade ao meio ambiente, fazendo com que seu descarte ainda seja um desafio. Pensando nisso, em 2019, Ana Carolina Pereira Soares Brandão, então aluna do curso de Engenharia de Materiais da Escola Politécnica da UFRJ, elaborou um projeto de graduação intitulado “Viabilização da impressão 3D como método de reciclagem para o PVDF incluindo a fabricação do filamento”.

O trabalho, que teve orientação das professoras Marysilvia Ferreira da Costa e Rossana Mara da Silva Moreira Thiré, do Programa de Engenharia Metalúrgica e de Materiais, acabou originando um pedido de patente.

Em sua pesquisa, Ana Carolina Brandão explica que a reciclagem de plásticos teve início no século XX como uma solução para o consumo desenfreado de matérias-primas e o grande acúmulo de lixo em áreas urbanas. Contudo, a utilização do PVDF para a fabricação de linhas flexíveis para a extração de petróleo ainda é responsável por gerar grandes quantidades de resíduos pós-processamento que, a princípio, têm seu destino em aterros sanitários e lixões.

Foi com tal cenário em vista que surgiu a ideia de desenvolver um novo método para que o PVDF oriundo de resíduos pós-industriais provenientes principalmente das indústrias de óleo e gás possam ser reaproveitados enquanto filamentos para impressão 3D.

Os artigos impressos com o filamento originado a partir deste processo de reciclagem apresentaram propriedades térmicas, químicas e mecânicas superiores, que justificam o seu uso em aplicações com alto valor agregado. Além disso, esta invenção também viabiliza condições necessárias do processo de impressão 3D por extrusão de material, utilizando filamentos de PVDF para a obtenção de peças tridimensionais com propriedades especiais.

No caso dos polímeros de engenharia, como o PVDF, a reciclagem não é tão comum. Em função da densidade destes materiais ser maior, a relação custo por peso é alta e somente em aplicações de longo prazo e alto valor agregado a reciclagem desses materiais torna-se economicamente viável. Desta forma, normalmente, as indústrias preferem não utilizar materiais reciclados evitando assim comprometer o desempenho de seus produtos.

No entanto, a nova tecnologia desenvolvida na UFRJ originou um processo de reciclagem de PVDF, pós-processamento ou pós-uso, que permite a obtenção de artigos customizados com propriedades químicas, térmicas e mecânicas semelhantes às do polímero virgem. Assim, o filamento pode ser utilizado como matéria-prima principalmente para a fabricação por impressão 3D de peças customizadas, com geometrias complexas, que serão submetidas a ambiente agressivo de solventes, temperatura e solicitação mecânica.

Por agregar uma inovadora solução ambiental à impressão 3D, que, por sua vez, é considerada fundamental à nova indústria 4.0, a Agência UFRJ de Inovação enxergou na nova tecnologia um grande potencial econômico e optou por proceder à sua proteção intelectual junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) no intuito de viabilizar futuras parcerias capazes de levar esta inovação ao setor produtivo.

Mais detalhes sobre o Filamento reciclado de PVDF para impressão 3D estão disponíveis aqui.

 

 

finepstartup2020

Já estão abertas as inscrições para a segunda rodada do terceiro edital do Programa Finep Startup. A novidade agora são os novos temas para combate à covid-19, além das áreas de Inteligência Artificial e Tratamento da Poluição e Resíduos Sólidos. A inclusão se fez necessária para atender aos desafios impostos pela epidemia do novo coronavírus e está alinhada às prioridades temáticas incluídas na Portaria 1122 de 19 de março de 2020 do MCTI.

Além dos temas prioritários e daqueles vinculados ao Programa Rota 2030, também são passíveis de investimento por meio deste edital do Finep Startup os seguintes temas estratégicos: Agritech, Saúde Animal e Foodtech; Biotecnologia; Cidades Inteligentes e Sustentáveis; Defesa; Economia Circular; Edutech; Energia Renovável e Eficiência Energética; Healthtech; Indústria 4.0 (Manufatura Avançada; Internet das Coisas - IoT); 5G; Materiais Avançados e Nanotecnologia.

Esta segunda rodada, com prazo para inscrições até 14 de dezembro, mantém a pontuação adicional aos temas prioritários associados a soluções de problemas da sociedade, alinhados às diretrizes do MCTI. São eles: Autismo, TDAH, Déficit de Atenção, Bioeconomia, Cidades Inteligentes para Comunidades Carentes, Divulgação de Ciência nas Escolas, Queimadas e Desmatamento, Seca e Estiagens, Segurança Pública e Privada e Realidade Virtual e Aumentada para Healthtech.

O aporte será de até R$ 1,2 milhão por startup, sendo que propostas relacionadas ao setor automotivo poderão pleitear até R$ 2,2 milhões, devido à parceria com o Programa Rota 2030, cujo objetivo é desenvolver toda a cadeia do setor automotivo através do fomento a projetos inovadores de todos os Níveis de Maturidade Tecnológica (TRL 1 a 9), financiando ICT e empresas com recursos não reembolsáveis, com investimento em Startups e Fundos de Participação. 

Para concorrer, as startups precisam ter protótipo MVP (Minimum Viable Product, em português, Produto Viável Mínimo), prova de conceito ou, preferencialmente, já estarem realizando as primeiras vendas. Assim, não se enquadram propostas em fase de ideia ou pesquisa.

O Programa Finep Startup, que está indo para a sua sexta rodada de investimentos, tem por objetivo impulsionar empresas de base tecnológica em fase final de desenvolvimento de produto ou que precisem ganhar escala de produção, com viabilidade comercial comprovada. “Até o momento, 23 startups já foram investidas pelo Programa, 10 encontram-se me fase de contratação e 23 em avaliação técnica”, afirma o diretor Financeiro, de Crédito e Captação da Finep/MCTI, Adriano Lattarulo.

Na primeira rodada do edital 2020 foram submetidas 350 propostas nos mais diversos temas. O de maior destaque foi o relacionado à Healthtech, com um total de 56 propostas. No momento, as startups inscritas estão sendo avaliadas por uma equipe técnica da Finep/MCTI, a quem caberá a decisão final sobre o investimento.

Investimento público-privado

A Finep/MCTI não pretende tornar as startups brasileiras dependentes de recursos públicos. Por isso, criou um mecanismo pioneiro para estimular o empreendedor a buscar investimento privado: serão priorizadas empresas que forem aportadas por investidores-anjo. O processo funcionará da seguinte forma: a startup que se inscrever no edital com uma carta de compromisso de um investidor-anjo ganhará pontos na seleção. A quantidade de pontos obtidos dependerá do valor do investimento privado, cujo valor mínimo é de R$ 50 mil. Com o aporte mínimo para o seu negócio, a proponente garante 1 ponto, podendo chegar a 5 pontos, no máximo. Ao todo, são 20 pontos possíveis: 15 da avaliação da proposta de valor da startup e 5 obtidos caso ela receba investimentos privados de R$ 250 mil ou mais.

 

 

manamano

A recessão causada pela pandemia do novo coronavírus teve graves consequências na vida de pequenos empreendedores e trabalhadores do mercado informal. Com o isolamento social, diversos negócios tiveram que fechar às portas ou viram suas possibilidades de renda extremamente reduzidas. Muitos também sofreram com entraves para conseguir acessar linhas de crédito emergenciais e, sem o benefício, a sobrevivência tornou-se um desafio.

Voltado para o fortalecimento de nano e microempreendedores situados em regiões periféricas do Rio de Janeiro, o Fundo Manamano é uma parceria entre instituições de fellows Ashoka (Asplande, Saúde Criança, Luta pela Paz, Gastromotiva) e a UFRJ. O objetivo do fundo é promover o resgate da autonomia e do protagonismo de famílias em situação de vulnerabilidade especialmente afetadas pela crise decorrente da pandemia do novo coronavírus.

Segundo a professora do Instituto Coppead Maribel Carvalho Suarez, o projeto é uma oportunidade tanto para os empreendedores quanto para a comunidade UFRJ. “É preciso que a universidade se conecte com os desafios que afetam a vida das pessoas. A inovação social traz resultados transformadores para a sociedade. Além disso, reforça a missão da universidade, a cultura de voluntariado e a atuação social que deve estar presente na formação dos alunos”, acredita.

E como funciona?

O Fundo ManaMano precisa do engajamento da sociedade para existir e ajudar as pessoas. Haverá uma seleção focada nos empreendedores que precisam de auxílio (financeiro e educacional), o processo de reconhecimento social, as doações e a atuação direta da UFRJ.

O processo de seleção é composto de algumas fases como o preenchimento de questionário e a apresentação de proposta do projeto por meio de vídeo. Uma vez selecionados, os empreendimentos passarão para a etapa de formação, que consiste em atividades de desenvolvimento e modelagem de negócios, além de cursos temáticos ligados à área.

Durante um período de três meses, que pode ser renovado por mais três, os beneficiários terão um acompanhamento no desenvolvimento do seu negócio através de mentorias coletivas com professores e estudantes da UFRJ e empreendedores sociais. Além disso, estes empreendedores serão acompanhados pelas equipes técnicas das ONGs.

O valor a ser investido em cada negócio será de aproximadamente R$ 2.500 para cada empreendedor. Esses recursos serão destinados à compra de insumos, de equipamentos e de acesso à Internet. Todos os investimentos serão acompanhados e subsidiados por um programa de capacitação cocriado em parceria com Ashoka, as organizações dos Fellows e a UFRJ.

O edital de seleção será publicado no site www.manamano.org.br, assim como outras informações sobre o projeto.

Quer/pode doar? Confira as informações abaixo:

Para doar via cartão de crédito e boleto bancário:
https://doe.saudecrianca.org.br/manamano/single_step

Para doar via transferência bancária
Banco do Brasil
Agência 3519
CC 25838 5
Associação Saúde Criança Renascer
CNPJ 40.358.848/0001 01

 

 

Acao da centraterina e derivados no tratamento de neoplasias

Uma nova tecnologia desenvolvida a partir de uma parceria que envolve pesquisadores do Instituto de Pesquisas de Produtos Naturais Walter Mors – (IPPN/ UFRJ), da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) pode significar um novo avanço no tratamento da leucemia e do câncer.

De origem geralmente desconhecida, a leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos, tendo como principal característica o acúmulo de células doentes na medula óssea, que substituem as células sanguíneas normais. A medula óssea é o local de fabricação das células sanguíneas e ocupa a cavidade dos ossos, sendo popularmente conhecida por tutano. Nela são encontradas as células que dão origem aos glóbulos brancos (leucócitos), aos glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos) e às plaquetas.

Na leucemia, as células sanguíneas que ainda não atingiram a maturidade sofrem uma mutação genética que a transforma em células cancerosas, fazendo com que elas se multipliquem mais rapidamente e morram menos do que as células normais. Dessa forma, as células sanguíneas saudáveis da medula óssea vão sendo substituídas por células anormais cancerosas.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a estimativa de incidência da doença até o momento no ano de 2020 é de 10.810 novos casos, sendo que os quatro tipos mais comuns são a leucemia mieloide aguda (LMA), a leucemia linfocítica aguda (LLA), a leucemia linfocítica crônica (CLL) e a leucemia mieloide crônica (LMC), modalidade que afeta células mieloides e se desenvolve vagarosamente, acometendo principalmente indivíduos adultos.

Os tratamentos tradicionalmente utilizados em pacientes com leucemia são imunoterapia, radioterapia, transplante de células-tronco e quimioterapia. Contudo, de acordo com professor Ricardo Moreira Borges, que além de integrar o corpo docente do IPPN/ UFRJ, também coordena o Laboratório de Análise e Avaliação da Biodiversidade, muitas vezes os quimioterápicos utilizados não são capazes de promover a cura total da leucemia mieloide crônica.

“Apesar dos avanços no tratamento da leucemia mieloide crônica, os medicamentos utilizados não têm sido suficientes para promover a cura da doença. As células podem se tornar resistentes ou os pacientes podem sofrer com efeitos colaterais ocasionados pelo medicamento. Por isso, há a necessidade de novas abordagens para seu tratamento e que sejam de menor custo, já que no tratamento da LMC são utilizados medicamentos importados”, explica.

Foi tendo este panorama em vista que o professor Ricardo Borges, juntamente a pesquisadores da UFF e da Uerj, conduziram uma pesquisa com a centraterina, um produto natural isolado da planta Eremanthus crotonoides, proveniente da restinga de Jurubatiba, no Rio de Janeiro.

“Nosso grupo entende que a centraterina é considerada forte candidata como novo quimioterápico de baixo custo para o tratamento de leucemias por ser obtida facilmente, a partir de fonte natural. Sua estrutura pode ser usada para o desenvolvimento de novos fármacos com maior atividade e seletividade, fornecendo aplicação terapêutica mais favorável para o tratamento do câncer, incluindo leucemias”, afirma Ricardo.

Seguem abaixo os detalhes da nova tecnologia já protegida pela Agência UFRJ de Inovação junto ao INPI. Os interessados em obter mais informações devem contactar a Agência.

 

Ação antineoplásica e indutora de apoptose da lactona sesquiterpênica c isolada da planta Eremanthus crotonoides proveniente da restinga de Jurubatiba - RJ

RESUMO: A invenção descreve a ação antineoplásica e indutora de apoptose da lactona sesquiterpênica (LS) centraterina, isolada da planta Eremanthus crotonoides, proveniente da Restinga de Jurubatiba – RJ. A molécula centraterina possui em sua estrutura um centro alquilante capaz de induzir a toxicidade em célula tumoral de leucemia (K562). O tratamento com centraterina induz morte celular por apoptose, produção de espécies reativas de oxigênio (ROS) e atividade citostática.

DESAFIOS E OBJETIVOS: O tratamento utilizado em pacientes com leucemia, incluindo crianças e adultos, são imunoterapia, radioterapia, transplante de células-tronco e quimioterapia. O quimioterápico Imatinibe é o tratamento padrão para leucemia mieloide crônica. Entretanto, este não é capaz de promover cura total contra este tipo de leucemia. Além disso, alguns pacientes são resistentes à terapia e apresentam mau prognóstico, havendo a necessidade do uso continuado do medicamento. Há uma necessidade crescente de estratégias para maximizar o controle da doença, prolongar a sobrevivência, minimizar os efeitos colaterais da quimioterapia e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

SOLUÇÃO: Por ser 12 vezes mais potente em células de leucemia do que em células não tumorais, a centraterina pode ser usada no tratamento de leucemias. Além disso, a centraterina pode ser modificada quimicamente para obtenção de moléculas com maior atividade e especificidade contra câncer.

TITULARES: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Universidade do Estado do Rio de Janeiro; Universidade Federal Fluminense

INVENTORES: Elaine da Silva Castro Ferreira; Jonathas Felipe Revoredo Lobo; Leandro Machado Rocha; Lidia Maria da Fonte de Amorim; Marcelo Guerra Santos; Patricia Burth; Ricardo Moreira Borges

NÚMERO DO PEDIDO: BR1020180721763

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homeoffice

Oito horas para o trabalho, oito horas para o lazer e oito horas para o sono. Resultado de vários estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS), a “Filosofia dos Três Oito” é uma tentativa de prevenção do esgotamento físico e mental que o ritmo de vida atual impõe. Mas não é preciso ser um matemático para saber que, na vida real, dificilmente esta conta fecha. Qualquer trabalhador que vê suas horas de lazer — quando não as de sono — serem sugadas em meio ao caótico trânsito dos grandes centros urbanos sabe que “na prática a teoria é outra”.

Tão frustrante quanto ver a vida se esvaindo diante dos ponteiros do relógio num engarrafamento durante o trajeto para o trabalho é ter a plena convicção de que tudo poderia ser diferente. É 2020. As correspondências, os cadernos, os scanners, as linhas telefônicas, os computadores, enfim… O escritório inteiro cabe num bolso sob a forma de um celular. Há anos já existe tecnologia de sobra para implementar uma mudança estrutural significativa que, se ainda não é possível para todos, certamente tem potencial para impactar positivamente a vida de muitos, nem que seja indiretamente pelos carros retirados de circulação e conduções menos lotadas. Trata-se do teletrabalho.

O instituto em questão pode ser conceituado como “o trabalho executado à distância, através das novas tecnologias de comunicação, permitindo a flexibilização de tempo e lugar, com redução de custos”. No âmbito do serviço público, é o conjunto de atividades realizadas fora das dependências físicas do órgão e que não configure trabalho externo, tendo enquanto principal fundamento o princípio constitucional da eficiência na Administração Pública.

Até pouco tempo, a adoção do teletrabalho no funcionalismo público ainda causava certa polêmica, principalmente por conta das visões equivocadas que persistiam acerca do tema. Havia certo receio por parte dos dirigentes públicos de olhar mais antiquado em relação à possibilidade de que servidores pudessem trabalhar à distância via computador em vez de fisicamente presentes em suas unidades como sempre foi tradicionalmente feito antes da ampla difusão das novas tecnologias de comunicação. Contudo, este preconceito foi sendo vencido aos poucos na medida em que foram se somando inúmeras experiências bem-sucedidas no âmbito público, tanto no regime estatutário como no celetista.

Os benefícios são consideráveis: redução do estresse dos funcionários por conta do menor tempo gasto com deslocamentos, proporcionando, assim, mais qualidade de vida e subsequentes ganhos de produtividade; proteção do meio ambiente com menor fluxo de veículos em prol da mobilidade urbana e da redução da poluição; e a economia de espaço físico e de gastos com água, energia e aluguéis — pontos nevrálgicos em tempos de crise como os de agora. Além disso, o teletrabalho pode proporcionar ao servidor maior autonomia na realização das atividades com a possibilidade de estabelecer e controlar (sem invalidar a supervisão da chefia), um ritmo próprio de trabalho.

No setor público brasileiro, a primeira a adotar o modelo do teletrabalho domiciliar foi a Serpro, maior empresa pública de prestação de serviços em tecnologia da informação do Brasil, vinculada ao Ministério da Fazenda. Em 2009 o Tribunal de Contas da União também aderiu ao trabalho à distância. Em 2010 foi a vez da Receita Federal implementar um programa piloto de teletrabalho para os integrantes da carreira de Auditoria, assim como fez a Advocacia Geral da União (AGU) ao final de 2011. No Poder Judiciário, já podemos encontrar também há algum tempo situação semelhante nos órgãos com visões mais modernas e progressistas sobre como devem se dar as novas práticas trabalhistas, tais quais diversos Tribunais Regionais do Trabalho e no próprio Tribunal Superior do Trabalho.

Em 2015 a discussão chegou ao Congresso através do Projeto de Lei 2723/15, que propunha alterar o Regime Jurídico Único (Lei 8.112/90) de modo a permitir o teletrabalho. Apesar de aprovado por unanimidade pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP) e contar com um parecer de constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa por parte da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), o projeto acabou sucumbindo à morosidade do Legislativo e foi arquivado em 2019 simplesmente por conta do fim da legislatura em questão.

 

No meio do caminho tinha um vírus

Eis que em março de 2020, como uma bomba atômica, veio a pandemia alterando significativamente o cotidiano de todos. E o que era apenas um punhado de experiências isoladas torna-se, por meses a fio, uma necessidade imposta por motivos sanitários. E conclui-se o óbvio. Os serviços públicos delegados aos servidores momentaneamente em home-office não pararam. Inclusive não raras foram as vezes em que ganhos de eficiência foram observados. À experiência positiva somam-se as dificuldades orçamentárias derivadas do enfrentamento ao coronavírus e uma economia superior a R$ 691,9 milhões (entre abril e julho de 2020) com despesas de transporte, viagens, energia elétrica, água e esgoto etc.

“O Ministério da Economia tem observado reduções expressivas nas despesas de custeio nos últimos meses e cada real economizado em gastos administrativos pode ser investido em áreas finalísticas. Nós monitoramos essas despesas para saber onde investir na modernização dos processos”, disse o secretário de Gestão da Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do ME, Cristiano Heckert. “A experiência do trabalho remoto durante a pandemia demonstrou que muitas atividades podem ser realizadas sem prejudicar o atendimento aos cidadãos”, complementou Heckert. 

É com este cenário em vista que o Ministério da Economia publicou a Instrução Normativa nº 65, que versa sobre o programa de gestão que implementa o teletrabalho nos órgãos integrantes do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal, e que entra em vigor a partir de 1º de setembro de 2020. Cabe ressaltar que sua implementação é facultativa e depende de um tríplice aval: do Ministro de Estado responsável pela pasta a qual pertence determinado órgão; do próprio órgão; e do servidor público. Na UFRJ, por exemplo, isso demandaria a autorização do Ministério da Educação, o interesse da Universidade e, finalmente, a concordância do servidor.

Uma vez autorizada pelo dirigente máximo de cada pasta a implementação do programa de gestão, os órgãos deverão lançar um edital com as regras do teletrabalho em cada unidade, onde constarão informações sobre o número de servidores e atividades a serem desempenhadas, se o regime será parcial ou integral e o plano de trabalho com metas e cronograma. No regime de execução integral o servidor cumpre a jornada de trabalho remotamente em sua totalidade. No parcial o participante cumpre parte da jornada de trabalho remotamente e parte em regime presencial, conforme cronograma específico definido com a chefia imediata.

Deste modo, dado o caráter de facultatividade, cai por terra o argumento de que haverá qualquer espécie de prejuízo aos servidores. Àqueles que não quiserem abrir mão do recebimento de auxílio-transporte, da remuneração por horas extras e adicional noturno, verbas que não serão pagas aos servidores em teletrabalho, bastará não aderir ao programa. Aos que enxergarem no programa uma oportunidade de melhorar sua qualidade de vida, ainda que devendo arcar com novos gastos com internet, eletricidade etc., caberá discutir com suas chefias e com os dirigentes de seus órgãos esta possibilidade.

Aos interessados em se inteirar sobre o assunto, recomenda-se assistir o vídeo “Apresentação das Novas Regras para o Teletrabalho”, do Ministério da Economia, onde Luiza Roland, Diretora do Departamento de Provimento e Movimentação de Pessoal; Roberto Pojo, Gerente de Projetos da Secretaria de Gestão; e Diana Rodrigues, Coordenadora Geral de Concursos e Provimento de Pessoal esmiúçam vários detalhes acerca do tema.

Mais esclarecimentos constam na cartilha de perguntas e respostas sobre a Instrução Normativa 65, de 2020, elaborada pelo Ministério da Economia, que está reproduzida abaixo:

 

  1. 1. O regime de teletrabalho será estendido a todos os órgãos da administração pública federal?

As disposições da IN se aplicam a todos os órgãos e entidades integrantes do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal – SIPEC.

 

  1. 2. Essas regras valerão para empresas públicas? Nesse caso, será preciso fazer acordo com os sindicatos?

Não. As orientações da Instrução Normativa são válidas para os órgãos e entidades integrantes do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal – SIPEC. Quando em exercício em órgãos do SIPEC, a participação dos empregados públicos deverá observar as regras dos respectivos contratos de trabalho e das normas celetistas.

 

  1. 3. Quais são as modalidades do programa de gestão?

As modalidades são: presencial e teletrabalho, sendo que o teletrabalho poder ser realizado em regime integralou parcial. Embora seja indicado que as atividades que possam ser realizadas de maneira remota sejam incluídas na modalidade de teletrabalho, o dirigente da unidade poderá adotar o programa de gestão para os servidores em regime presencial também, se entender conveniente para a Administração.

 

  1. 4. Qual a diferença entre execução parcial e integral?

No regime de execução integral o participante cumpre a jornada de trabalho remotamente em sua totalidade e no regime de execução parcial o participante cumpre parte da jornada de trabalho remotamente e parte em regime presencial, conforme cronograma específico definido com a chefia imediata.

 

  1. 5. Que atividades estão autorizadas? Quais estão vedadas? Quem definirá o que pode e o que não pode?

Existe a indicação de priorizar a execução de forma remota e com a utilização de recursos tecnológicos para atividades cuja natureza demande maior esforço individual e menor interação com outros agentes públicos, cuja natureza de complexidade exija elevado grau de concentração, ou cuja natureza seja de baixa a média complexidade com elevado grau de previsibilidade e/ou padronização nas entregas.

Por outro lado, não poderão ser realizadas atividades cuja natureza exija a presença física do participante na unidade ou que impliquem redução na capacidade de atendimento de setores que atendam ao público interno e externo ou, ainda, que sejam desenvolvidas por meio de trabalho externo.

A definição das atividades que integrarão o programa de gestão, entretanto, é parte da norma de procedimentos gerais e de responsabilidade do dirigente da unidade, autoridade de nível não inferior ao de secretário nos ministérios ou equivalente nas vinculadas.

 

  1. 6. O Ministro de Estado poderá delegar a competência para autorizar a implementação do programa de gestão no órgão?

Não. A competência para autorização é exclusiva do Ministro de Estado, indelegável. As unidades que quiserem instituir programa de gestão deverão solicitar autorização, demostrando que os resultados poderão ser efetivamente mensurados. Essa regra vale também para as autarquias e fundações públicas, que deverão solicitar autorização do Ministro de Estado da Pasta a qual sejam vinculadas.

 

  1. 7. Qual é o menor vel hierárquico necessário para que uma unidade possa instituir programa de gestão, após a autorização do Ministro de Estado?

Havendo autorização do Ministro de Estado, cada unidade de nível não inferior ao de Secretaria no âmbito dos Ministérios, ou equivalente nas autarquias e fundações públicas, poderá implementar seu respectivo programa de gestão quando entender conveniente. Vale lembrar que é necessário que o titular da unidade ocupe cargo correspondente a, no mínimo, DAS 101.6 (ou equivalente).

 

8. Metas e indicadores de cumprimento do trabalho serão iguais para todos os órgãos?

Não, a definição é do dirigente da unidade, que estabelece se haverá produtividade adicional e o percentual mínimo e máximo de produtividade adicional dos participantes em relação às atividades presenciais.

 

  1. 9. Qual o percentual de servidores públicos federais que serão mantidos em regime de teletrabalho após a pandemia?

Não há como prever um percentual de agentes públicos que irão aderir ao teletrabalho após a pandemia. Isso dependerá da adesão dos órgãos e entidades da administração pública federal ao programa de gestão e das vagas que serão abertas de acordo com as especificidades de cada unidade.

 

  1. 10. Quem define metas que deverão ser atingidas pelo servidor em teletrabalho?

As atividades e respectivas metas a serem acordadas em plano de trabalho serão definidas em conjunto pelo participante e respectiva chefia imediata, em conformidade com o estabelecido na norma de procedimentos gerais e na tabela de atividades.

 

  1. 11. Como será medida a produtividade do servidor em teletrabalho?

O plano de trabalho deverá prever o cronograma das entregas, que se referem às atividades desempenhadas e as respectivas metas, bem como sua aferição, que será realizada mediante análise fundamentada da chefia imediata quanto ao atingimento ou não das metas estipuladas.

 

  1. 12. Como serão avaliados os participantes em regime de teletrabalho?

As entregas referentes ao plano de trabalho deverão ter sua aferição realizadas pela chefia imediata em até 40 dias e registradas em um valor que varia de 0 a 10, somente serão consideradas aceitas as entregas cuja nota atribuída pela chefia imediata seja igual ou superior a 5.

 

13. Como será a avaliação dos gestores?

A regra para as avaliações vale também para os gestores que, como participantes do programa de gestão, exercerem suas atribuições nos moldes do programa. Assim, os gestores deverão assinar plano de trabalho com as atividades e respectivas metas e as chefias imediatas deverão avaliar suas entregas, em até 40 dias, em uma escala que varia de 0 a 10, considerando-se aceitas as entregas cuja nota atribuída seja igual ou superior a 5.

Vale lembrar que, embora as atividades realizadas pelos gestores apresentem características distintas das atividades dos demais participantes, isso não inviabiliza sua previsão, mensuração e avaliação, para fins de controle de produtividade e de qualidade, principalmente para resguardar a transparência do programa de gestão.

 

  1. 14. Haverá uma regra de transição/ prazo para implementação ou adaptação às novas regras?

Conforme previsão do art. 16 da Instrução Normativa, o prazo para adaptação às novas regras, referido no dispositivo como ambientação, será de seis meses.

 

  1. 15. Como será feita a divulgação das informações do programa de gestão?

A norma de procedimentos gerais deverá ser publicada no Diário Oficial da União. Os dados referentes ao plano de trabalho, participantes e resultados do programa deverão ser publicados pelos órgãos que implementarem o programa, em seus respectivos sites. Também é responsabilidade dos órgãos enviar as informações sobre o programa para o órgão central do Sipec.

 

  1. 16. Quando houver alteração na tabela de atividades a unidade poderá publicar somente a tabela alterada ou deverá republicar toda a norma de procedimentos gerais?

Considerando que a norma de procedimentos gerais consiste em ato normativo, eventuais alterações efetivadas deverão ser realizadas em consonância com as regras vigentes acerca da alteração de atos normativos, inclusive no que concerne aos critérios relacionados à publicidade.

 

  1. 17. Servidor que ocupa DAS ou gratificação pode trabalhar em regime parcial ou integral de teletrabalho?

A IN não veda a participação, tal avaliação e diretriz é estabelecida pelo dirigente da unidade, com base em critérios técnicos que a justifiquem.

 

  1. 18. Contrato temporário ou empregado público pode fazer teletrabalho?

A IN não veda a participação. A participação poderá ser estabelecida pelo dirigente da unidade, com base em critérios técnicos que a justifiquem.

 

  1. 19. Estagiário pode fazer teletrabalho?

Não. A IN não prevê a participação de estagiários no programa de gestão.

 

  1. 20. Uma vez em regime de teletrabalho, o servidor poderá voltar ao trabalho presencial?
  2. Sim, o participante poderá ser desligado do programa de gestão nas seguintes hipóteses: por solicitação do participante; no interesse da Administração, em razão de conveniência, necessidade ou redimensionamento da força de trabalho; pelo descumprimento das metas e obrigações estabelecidas; pelo decurso de prazo, quando houver; em virtude de remoção do participante para outra unidade; em virtude de aprovação do participante para a execução de outra atividade não abrangida pelo programa de gestão, salvo na hipótese de acumulação lícita de cargos e desde que comprovada a compatibilidade de horários; pela superveniência das hipóteses de vedação previstas no documento de procedimentos gerais da unidade, quando estabelecidas; e pelo descumprimento das atribuições e responsabilidades.

 

  1. 21. Haverá prazo de vigência para o a participação em programa de gestão?
  2. Pode ser estipulado, a critério do dirigente da unidade.

 

  1. 22. O que acontece com o servidor em regime de teletrabalho que não cumprir as metas de produtividade?

O agente público que descumprir as metas e obrigações previstas no plano de trabalho será desligado do programa de gestão pelo dirigente da unidade.

 

  1. 23. Os participantes em regime de teletrabalho terão direito a amparo para despesas com internet, energia elétrica ou insumos para a execução do trabalho?

O participante é responsável por manter a infraestrutura necessária para o exercício de suas atribuições, inclusive aquelas relacionadas à segurança da informação, quando executar o programa de gestão na modalidade teletrabalho. Salientamos que é de livre escolha do servidor a participação ou não no programa de gestão. Caso o servidor opte por participar do teletrabalho, ele deve observar todas as orientações, critérios e procedimentos determinados na Instrução Normativa nº 65, de 2020.

 

  1. 24. O servidor em teletrabalho terá que comparecer, eventualmente, ao órgão em que está lotado?

Sim, uma das responsabilidades do participante de programa de gestão é atender às convocações para comparecimento à unidade sempre que sua presença física for necessária e houver interesse da Administração Pública, desde que devidamente justificado pela chefia imediata.

 

  1. 25. Qual será o prazo e a forma de disponibilização do sistema para acompanhamento e controle do programa de gestão?

A disponibilização do Sistema está prevista para 25 de agosto. Será disponibilizado no Portal de Software público com código, banco de dados e documentação.

 

  1. 26. Será flexibilizada a orientação do SISP de que sistemas não finalísticos não sejam desenvolvidos por empresas terceirizadas?

Considera-se o sistema para acompanhamento e controle do programa de gestão como sistema finalístico do ponto de vista do órgão central.

 

  1. 27. Os órgãos que possuam sistema poderão utilizá-los para acompanhamento do programa de gestão?

Sim, desde que contenham os requisitos mínimos estabelecidos na Instrução Normativa: tabela de atividades; plano de trabalho; acompanhamento do cumprimento de metas; registro das alterações no plano de trabalho, quando houver; avaliação qualitativa das entregas; e designação dos executores e avaliadores das entregas acordadas.

 

  1. 28. Como será feito o envio de dados para o órgão central do SIPEC? Qual a periodicidade?

Os órgãos que implementarem programa de gestão deverão disponibilizar Interface de Programação de Aplicativospara o órgão central do SIPECcom o objetivo de fornecer asinformaçõesregistradasno sistema de acompanhamento do programa, atualizadas no mínimo semanalmente.

 

  1. 29. Os participantes que extrapolarem a jornada de 40 horas semanais durante o teletrabalho terão direito a banco de horas ou hora extra?

As metas estabelecidas deverão ser compatíveis com a jornada de trabalho do participante. É vedada aos participantes a realização de banco de horas e de serviços extraordinários, sendo que o cumprimento de metas superiores às metas previamente estabelecidas não configura horas excedentes para o participante.

 

  1. 30. Há alteração nas regras de pagamento de indenizações e vantagens dos participantes do programa de gestão?

A instrução normativa veda o pagamento de indenizações e vantagens que são incompatíveis com a modalidade teletrabalho, seja pela ausência de controle de jornada, pelo não deslocamento da residência para os locais de trabalho ou a não exposição a agentes nocivos para a saúde.

 

  1. 31. É possível proporcionalizar as metas do mês subsequente no caso de produção excedente no mês de referência?

Não é possível a proporcionalização das metas, considerando que a IN nº 65, de 2020, veda a realização de serviço extraordinário, bem como a adesão ao banco de horas. Além disso, a norma determina que as metas acordadas com o participante deverão ser compatíveis com a jornada de trabalho regular, devendo-se redefinir as metas, no interesse do serviço, quando surgirem demandas prioritárias.

 

  1. 32. Os participantes do programa de gestão sofrerão alguma alteração no valor pago como auxílio alimentação?

A IN nº 65, de 2020, não dispõe acerca do auxílio alimentação, que deverá ser pago conforme legislação de referência, quando atendidos os requisitos necessários.

 

  1. 33. Os participantes do programa de gestão poderão usufruir do recesso de final de ano?

A IN não veda o usufruto de recesso de fim de ano, uma vez que consiste em benefício concedido pela Administração Pública. No entanto, as metas equivalentes às horas não trabalhadas no período de fruição do recesso deverão ser compensadas em sua totalidade.

 

34. Quais as regras para apresentação de atestado de comparecimento:

O tratamento a ser dado aos atestados de comparecimento dos servidores encontra-se consignado na IN nº 2, de 2018. A IN não trata do assunto, mas estabelece que o participante deverá comunicar ao chefe imediato a ocorrênciade afastamentos, licenças ou outros impedimentos para eventual adequação das metas e prazos ou possível redistribuição do trabalho;

 

 

incubadora2011

 

A Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ acaba de lançar um edital de fluxo contínuo para seleção de novas empresas. A chamada é voltada para startups que desenvolvem produtos ou serviços de base tecnológica, com alto grau de inovação e potencial de interação com atividades de pesquisa da UFRJ. As startups selecionadas poderão utilizar as instalações e serviços da Incubadora por um prazo de três anos, sendo possível renovar por mais dois. Também terão à disposição uma sala de uso privativo, acesso à infraestrutura de uso comum, como salas de reunião, auditório, além de serviços de assessoria, capacitações em gestão de negócio, entre outros.

O edital ficará aberto por seis meses, a partir do dia 3 de agosto. Para saber mais sobre o processo de seleção e como se candidatar, os interessados devem acessar o edital para mais informações.

 

 

barco

Os mares são uma das maiores rotas comerciais e turísticas do mundo. Fenícios, cartagineses, chineses, britânicos e diversos outros povos se dedicaram, ao longo dos séculos, no aprimoramento de embarcações em busca de maior eficiência e preservação nos oceanos. Na UFRJ, pesquisadores se empenham na criação de materiais que permitam uma menor aderência de substâncias incrustantes e menor impacto no ambiente marinho.

A bioincrustação marinha é um acúmulo de organismos em estruturas molhadas que estejam nos oceanos. O processo acontece em diversas etapas: inicia-se pela adsorção de moléculas orgânicas a uma superfície imersa, como polissacarídeos e proteínas, seguida da adesão de microrganismos, tais como bactérias, cianobactérias e protozoários.

A última etapa caracteriza-se pela formação do biofilme, que permite o desenvolvimento de macro-organismos, como crustáceos e algas. Esse fenômeno acontece tanto em seres vivos, como tartarugas, em pedras e, também, em cascos de embarcações. A aglomeração desses organismos causa impactos profundos na economia, já que aumenta o peso dos navios e os custos com combustível.

No Laboratório de Síntese e Análise de Produtos Estratégicos (Lasape) do Instituto de Química (IQ), Cláudio Cerqueira e Rosangela Lopes desenvolvem uma solução que pretende diminuir o acúmulo dos organismos nos cascos e, assim, baratear os custos e reduzir o impacto ambiental.

“Nossa linha de pesquisa estuda o aproveitamento dos resíduos da indústria da soja, gerados na produção de óleo comestível, das lecitinas de soja e do biodiesel, relacionada com a glicerina, produto de partida para a produção industrial de epicloridrina”, explica o professor.

A equipe passou, então, a trabalhar em um produto com essas matérias-primas de baixo custo, sintetizando substâncias eficientes no combate à bioincrustação: as 1-hexadecil-glicerofosfocolinas e as lisolecitinas. Cerqueira explica que o composto produzido auxilia na prevenção do acúmulo relacionado com a formação de cracas em embarcações, plataformas de petróleo, dutos de gás e óleo.

Segundo o professor, a larva do mexilhão dourado é a principal espécie invasora presente nas águas de lastro dos navios chineses. Originário do sudeste asiático, o molusco é responsável por uma infestação na América do Sul, a partir de 1991, adentrando pela bacia do Rio da Prata para o resto do país, infestando reservatórios de usinas hidrelétricas e ameaçando a biodiversidade dos rios brasileiros.

Testes realizados no Smithsonium Environmental Research Center (SERC), nos Estados Unidos, mostraram que as lisolecitinas têm a capacidade de inibir o crescimento de espécies invasoras em águas de lastro de embarcações. A partir desses estudos, os dois pesquisadores da Universidade começaram a realizar experimentos com substâncias presentes em animais marinhos que não apresentam o processo de bioincrustação.

“Essas substâncias naturais não contêm em suas estruturas químicas halogênios ou metais pesados, portanto apresentam aspectos favoráveis com relação à ecotoxicologia. Por esse motivo, são  produtos inseridos nos conceitos da química verde”, afirmou Cerqueira.

A equipe está agora na fase de buscar maneiras de realizar testes de avaliação taxonômica e ecotoxicológica do biocida.

Saiba mais sobre a pesquisa no site do Laboratório de Síntese e Análise de Produtos Estratégicos (Lasape). Veja os detalhes da nova tecnologia já protegida pela Agência UFRJ de Inovação aqui.

 

Foto: Artur Moês

 

 

 

 

siteempresasfilhas

 

Empreendedorismo pode ser definido como a capacidade de identificar problemas e oportunidades, desenvolver soluções e investir recursos na criação de algo positivo para a sociedade. Pode ser um negócio, um projeto ou mesmo um movimento que gere mudanças reais e impacto no cotidiano das pessoas. Segundo o economista e cientista político austríaco Joseph Schumpeter, o empreendedorismo está diretamente associado à inovação. Por isso mesmo, a difusão do empreendedorismo em várias frentes constitui-se em um dos focos da Agência UFRJ de Inovação.

Tendo isso em vista, a Agência UFRJ de Inovação está lançando o site www.empresasfilhasufrj.org, fruto de um levantamento que buscou coletar os dados das empresas-filhas de nossa Universidade. Em nosso caso, as empresas-filhas da UFRJ são empreendimentos criados por alunos, ex-alunos, servidores técnicos ou docentes, empresas em processo de incubação ou graduadas por alguma das incubadoras de empresas da UFRJ ou que tenham seu principal negócio baseado em alguma tecnologia licenciada pela Universidade.

A página estará em constante atualização, mas os dados atuais coletados de cerca 60 empresas cadastradas já mostram resultados muito positivos como a geração de quase 1000 vagas de emprego e um faturamento superior a R$ 140 milhões no ano de 2018.

Em relação às unidades de origem dessas empresas-filhas, as duas que mais se destacam são o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), de onde saíram 43% das novas empresas, e a Escola Politécnica, que originou 19% delas. Suas principais áreas de atuação são a tecnologia da informação, energia, engenharia e o serviço de consultorias.

O novo site também conta com uma sessão dedicada às empresas-juniores, associações civis sem fins lucrativos que são formadas e geridas por alunos, sob orientação de professores, e que visam aprimorar o aprendizado prático dos universitários em sua área de atuação, além de aproximar o mercado de trabalho da Universidade.

Confira mais detalhes em www.empresasfilhasufrj.org.

 

 

covid19

A Faperj anunciou o lançamento da Segunda Chamada Emergencial de Projetos para Combater os Efeitos da covid-19 – 2020. O objetivo é ampliar o financiamento a projetos que tratam do vírus SARS-CoV-2 e de sua interação com o organismo humano, assim como das manifestações clínicas da covid-19 e seu tratamento, envolvendo um maior número de pesquisas capazes de produzir conhecimento científico, inovação e insumos diretamente envolvidos no tratamento da doença e na proteção individual das equipes de saúde.

“Como novos obstáculos se apresentam para a comunidade cientifica a cada vez que o conhecimento avança, faz-se necessário que os investimentos sejam mantidos para que se continue encontrando as soluções eficientes e duradouras que só a ciência e a tecnologia podem alcançar. Por isso a Faperj está lançando a segunda chamada dessa ‘Ação Emergencial’, indispensável no enfrentamento desse que talvez seja um dos maiores desafios feitos à ciência e à sociedade brasileira”, afirma Jerson Lima Silva, presidente da Fundação.

De acordo com a chamada, o objetivo é financiar o estudo da doença covid-19 e seu agente etiológico, o vírus da SARS-CoV-2 (síndrome respiratória aguda grave 2), abrangendo pontos como: aspectos genômicos do vírus; fisiopatologia da doença; aspectos clínicos da doença; diagnóstico da doença; epidemiologia da doença; interação vírus-hospedeiro; desenvolvimento de kits-diagnóstico para a doença; controle e enfrentamento da doença no Estado do Rio de Janeiro; soluções inovadoras para ampliar a obtenção de insumos como máscaras, álcool em gel, respiradores, entre outros. Os recursos financeiros poderão ser utilizados para o estabelecimento e melhoria de infraestrutura e despesas de custeio previstas em projetos de pesquisa apresentados por pesquisadores com vínculo empregatício ou estatutário em Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro e para desenvolvimento de novos equipamentos e insumos por startups, micro, pequenas e médias empresas sediadas no Estado do Rio de Janeiro. O financiamento se dará através de projetos em andamento, científicos ou tecnológicos, projetos de startups, micro, pequena e média empresas.

A chamada também se destina a apoiar projetos concedidos pelas Diretorias Científica e de Tecnologia da Faperj conduzidos tanto em ICTs (Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação) quanto em empresas. Os projetos deverão incluir novas linhas de pesquisas voltadas para soluções a curto e médio prazo voltados para a covid-19, cabendo destaque para os projetos na área de diagnóstico, epidemiologia, clínica e desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras, tais como respiradores, insumos de proteção, soluções digitais envolvendo Inteligência Artificial (IA), internet das coisas (IOT), aplicativos para polícia, bombeiros, médicos e enfermeiros, aplicativos para serviços públicos de suporte à saúde, telemedicina, estudos econômicos e sociais de monitoramento e previsão de impacto das medidas de enfrentamento da epidemia no estado do Rio de Janeiro.

Prazos:
Submissão de propostas on-line: 13/08/2020 até 03/09/2020
Divulgação dos resultados: a partir de 08/10/2020

Confira a íntegra da chamada abaixo:

Segunda Chamada Emergencial de Projetos para Combater os Efeitos da Covid-19 – 2020

 

 

cavalos soro 0

Plasmas de quatro dos cinco cavalos do Instituto Vital Brazil (IVB) transmitidos com proteína S recombinante do coronavírus produzida no Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ) apresentaram anticorpos neutralizantes até 50 vezes mais potentes contra o novo coronavírus do que os plasmas de pessoas que contraíram a covid-19.

O resultado foi obtido após 70 dias de testes realizados em maio deste ano. A proteína S foi produzida no Laboratório de Engenharia de Cultivos Celulares (Lecc) da Coppe, sob a coordenação da professora Leda Castilho.

Segundo Castilho, a proteína S apresenta estrutura equivalente à proteína presente na superfície do coronavírus, sendo, portanto, capaz de estimular a produção de anticorpos que reconhecem e neutralizam o vírus.

“A proteína que produzimos na Coppe/UFRJ se mostrou muito efetiva para estimular a produção de anticorpos em cavalos, tendo-se obtido uma quantidade muito maior do que a de anticorpos encontrados em humanos que já contraíram covid-19. Diante da inexistência de terapias específicas para a doença, os anticorpos de cavalos produzidos pelo IVB são uma grande esperança de tratamento possível e específico para a COVID-19”, afirma a cientista.

Por conta do êxito nos testes, pesquisadores da UFRJ e do IVB solicitaram a patente da invenção do soro anti-SARS-CoV-2, produzido a partir de equinos imunizados com a proteína S. O trabalho científico, que envolve a parceria entre UFRJ, IVB e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), está no MedRxiv, um repositório de resultados preprint (pré-publicados).

Terapia com soro como opção

A pandemia por COVID-19 resultou, até agosto de 2020, em mais de 700 mil mortes e mais de 19 milhões de casos confirmados no mundo. No Brasil, a triste marca de 100 mil óbitos e 3 milhões de infectados foi atingida nesta semana. Enquanto não há vacinas aprovadas e, mesmo posteriormente, por conta da dificuldade em atender globalmente à grande demanda de vacinação, o uso potencial da imunização passiva por terapia com soro deve ser considerado uma opção.

Soroterapia: um tratamento bem-sucedido

O pedido de patente refere-se ao processo de produção do soro anti-SARS-CoV-2 a partir da glicoproteína da espícula (spike) com todos os domínios, preparação do antígeno, hiperimunização dos equinos, produção do plasma hiperimune, produção do concentrado de anticorpos específicos e do produto finalizado, após a sua purificação por filtração esterilizante e clarificação, envase e formulação final.

A soroterapia é um tratamento bem-sucedido, usado há décadas contra doenças como raiva, tétano e picadas de abelhas, cobras e outros animais peçonhentos, como aranha e escorpiões. Os soros produzidos pelo IVB tiveram êxito no resultado de uso clínico, sem histórico de hipersensibilidade ou quaisquer outras eventuais reações adversas. Os estudos clínicos vão acontecer em parceria com o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor).

Um grupo grande de cientistas participou da pesquisa – todos brasileiros: Amilcar Tanuri, Andrea Cheble Oliveira, Andre Gomes, Carlos Dumard, Leda Castilho, Renata Alvim e Victor Pereira (UFRJ); Luís Eduardo Ribeiro da Cunha, Adilson Stolet e Marcelo Strauch (IVB); Thiago Moreno Lopes (Fiocruz) e Herbert Guedes (UFRJ/Fiocruz).

A pesquisa contou com apoio financeiro da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Com informações da Ascom/Faperj

 

 

materiais avancados

A Finep, Financiadora de Inovação e Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), está aceitando propostas para seu edital de Subvenção Econômica à Inovação para apoio ao desenvolvimento de novos produtos, processos e/ou serviços inovadores na área de materiais avançados. Ao todo, serão disponibilizados R$ 10 milhões, em recursos não reembolsáveis, do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológicos (FNDCT).

Serão apoiadas atividades que apresentem níveis de maturidade tecnológica de 4 a 7, os chamados TRLs (Technology Readiness Levels). O edital tem linhas voltadas tanto para aprimoramento de produtos de alta performance - uma pá de um aerogerador, por exemplo, quanto para produtos completamente novos, como wearebles ou tablet dobrável e transparente. “Além do enorme potencial de gerar novos produtos e processos inovadores de elevado valor tecnológico e econômico, os materiais avançados podem contribuir para aumentar o desempenho, agregar valor ou introduzir novas funcionalidades em produtos e processos tradicionais”, disse o diretor de Inovação da Finep/MCTI, Alberto Dantas. O objetivo é apoiar o desenvolvimento de produtos, processos e serviços, novos ou aprimorados, com aplicação dos materiais avançados.

As propostas deverão contemplar, no mínimo, um dos quatro subitens previstos na linha temática do edital. São eles: melhor performance dos produtos, demonstrada pela adição de resistência, desempenho, leveza, durabilidade e/ou armazenamento de energia; redução do impacto ambiental do produto ou no processo industrial, comprovada pelo aumento da segurança ou pelo menor consumo de energia, matéria-prima e/ou emissões de gases do efeito estufa (GEE); nova aplicação resultante do desenvolvimento de tecnologia que exija modificação no processo e infraestrutura existente, etapa de escalonamento em ambiente operacional, desenvolvimento do mercado e/ou reestruturação do modelo de negócio; e aumento da competitividade, por meio de aplicações em componentes, processos e sistemas produtivos, tais como o desenvolvimento de soluções para ferramental, máquinas, equipamentos, moldes, sensores, dentre outros que resultem em maior produtividade.

Poderão se candidatar empresas brasileiras de todos os portes, individualmente ou em parceria com uma ou mais empresas. É desejável, ainda, a participação no desenvolvimento do projeto, como prestadoras de serviços, de Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs). O valor solicitado deve enquadrar-se entre o mínimo de R$ 500 mil e o máximo de R$ 1,5 milhão. “Tanto pequenas empresas como grandes podem se candidatar, mas o ideal é que estejam conectadas”, afirmou o executivo.

O envio das propostas, e de todos os documentos complementares determinados no Anexo 2 do edital, deverá ocorrer até às 18h do dia 14 de setembro, exclusivamente por meio do Formulário de Apresentação de Propostas (FAP), específico para esta Seleção Pública. O FAP estará disponível no Portal da Finep/MCTI, no endereço www.finep.gov.br. A divulgação do resultado preliminar da análise de mérito está prevista para 30 de novembro e, o resultado final para o dia 22 de dezembro.

 

 

webinarioendowmentsmcti2

A fim de se adequar à nova realidade orçamentária, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) tem envidado esforços na obtenção de recursos não orçamentários como uma alternativa viável para custear programas e projeto de ciência, tecnologia e inovação – CT&I.

Assim, com o advento da Lei nº 13.800/19, que autorizou a Administração Pública a firmar instrumentos de parceria e termos de execução de programas, projetos e demais finalidades de interesse público com organizações gestoras de fundos patrimoniais (fundos de endowment), estas se tornaram uma alternativa factível para se arrecadar e gerir recursos com vistas a apoiar instituições públicas ou privadas que desenvolvam projetos e pesquisas voltadas à CT&I.

É com este cenário em vista que o MCTI realizará a partir do dia 19 de agosto o 1º Webinário de Fundos Patrimoniais (Endowments) de CT&I. Serão quatro palestras online cuja programação consta a seguir:


19/08 - OS FUNDOS PATRIMONIAIS (ENDOWMENTS) DE CT&I (quarta-feira, das 10h às 11h40m)

1) Abertura: Ministro Marcos Pontes (10 min.)

2) Palavras de abertura e Lançamento da Logomarca Endowments – Fundos Patrimoniais de CT&I: Secretário Marcelo Meirelles (10 min.)

3) A visão do MCTI e os Fundos Patrimoniais – Endowments - de CT&I - Carlos Fernandes (MCTI) (20 min.)

4) A Experiência da COPPETEC na constituição do seu Fundo Patrimonial de CT&I - Fernando Peregrino (Diretor Executivo da Fundação COPPETEC) (20 min.)

5) Os desafios que permeiam a aplicação da Lei nº 13.800/2019 - Paula Fabiani (IDIS) (20 min.)

6) Respostas às perguntas / debates (20 min.)

 

26/08 - A GOVERNANÇA DOS FUNDOS PATRIMONIAIS – ENDOWMENTS (quarta-feira, das 10h às 11h30m)

1) A governança do Fundo Patrimonial RJZ: Marcelo Klepacz (Diretor Executivo do Fundo Patrimonial Rogério Jonas Zylbersztajn - RJZ) (20 min.)

2) Boas práticas para a captação de recursos para fundos patrimoniais – Ricardo Lagares Henriques (Presidente da Associação dos Amigos Antigos da PUC - RJ) (20 min.)

3) Boas práticas para a gestão financeira dos fundos patrimoniais – endowments: (20 min.) – Aguardando confirmação do Fundo Patrimonial convidado

4) Respostas às perguntas / debates (30 min.)

 

02/09 - QUESTÕES JURÍDICAS RELACIONADAS AOS FUNDOS PATRIMONIAIS (ENDOWMENTS) (quarta-feira, das 10h às 11h30m)

1) Tema em aberto - Dra. Érika Spalding (advogada) (20 min.)

2) As questões tributárias relacionadas aos fundos patrimoniais – Dra. Priscila Pasqualin (advogada) (20 min.)

3) Segregação patrimonial dos fundos (endowment) (20 min.) – Palestrante – aguardando confirmação

4) Respostas às perguntas / debates (30 min.)

 

09/09 - SOLUÇÕES FINANCEIRAS DE CAPTAÇÃO DE RECURSOS PARA CAUSAS DE INTERESSE PÚBLICO (quarta-feira, das 10h às 11h30m)

1) Tema em aberto - Izabela Algranti (Advogada do BNDES) (20 min.)

2) Tema em aberto - Dra. Patrícia Aldi (Advogada do SANTANDER) (20 min.)

3) Uma visão prospectiva para os Fundos Patrimoniais de CT&I - Secretário Marcelo Meirelles (MCTI) (20 min.)

4) Respostas às perguntas / debates (30 min.)

 

As inscrições devem ser feitas através deste link.

 

 

Uso de bioestimuladores para ativacao da defesa natural de plantas contra patogenos

A Agência UFRJ de Inovação realizou recentemente junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), através de um pedido de patente, a proteção intelectual de uma nova tecnologia desenvolvida no Instituto de Microbiologia Paulo de Góes. A inovação desenvolvida pelos pesquisadores da UFRJ faz uso de bioestimuladores derivados de fungos para a ativação da defesa natural de plantas contra patógenos, podendo representar um avanço para a sustentabilidade da agroindústria nacional.

O Brasil é o quarto maior produtor global de alimentos. Para garantir a produtividade das plantações, o agronegócio brasileiro investe bilhões de reais em insumos para evitar ataques por pragas e patógenos. A imensa maioria dos produtos utilizados é composta por químicos que afetam em diversos níveis do ambiente ao consumidor final. Segundo a professora Eliana Barreto Bergter, uma das responsáveis pela pesquisa que culminou com o desenvolvimento nova tecnologia, “um fator limitante para o alto rendimento de monoculturas são as doenças causadas por fitopatógenos que levam os agricultores a utilizarem cada vez mais defensivos agrícolas que geram prejuízos à saúde humana e ao meio ambiente”.

Após a Segunda Guerra Mundial, uma infinidade de novos compostos organossintéticos foram descobertos, gerando um aumento sem precedentes da oferta de alimentos. Este aumento da produtividade muito serviu para camuflar os efeitos da degradação do solo em função do uso de agrotóxicos na agricultura moderna, desviando os olhares críticos e retardando a introdução de práticas ecologicamente mais adequadas. Mascararam-se assim outros impactos negativos deste modelo, em especial os danos associados à saúde dos trabalhadores rurais, que podem ser afetados pela manipulação direta ou por meio de armazenamento inadequado destes produtos, bem como pelo reaproveitamento de embalagens, roupas contaminadas ou contaminação da água.

Tendo este cenário em vista, um grupo de pesquisadores da Universidade vinha há alguns anos realizando testes sobre a capacidade de moléculas fúngicas para induzir resistência sistêmica em plantas através de sua pulverização. O resultado foi um novo biopesticida que propicia o controle de pragas e patógenos de forma ecologicamente sustentável, sem prejuízo ao ambiente e aos consumidores finais. A inovação ainda a apresenta a vantagem adicional de ser um produto orgânico, o que pode, inclusive, despertar o interesse externo.

“Obtivemos primeiramente sucesso em plantas de fumo que após o tratamento tornaram-se tolerantes ao vírus do mosaico do tabaco. Hoje estamos testando estas moléculas em plantas de alto interesse comercial para o Brasil, o algodão e o maracujá. O fato é que o uso de bioinsumos e de moléculas que geram proteção às plantas é uma tendência mundial que vem ganhando os cenários brasileiros, principalmente, para o mercado de exportação. A utilização dos bioinsumos está se tornando uma realidade a ser usada por todos os agricultores brasileiros para um futuro mais sustentável e de alta eficiência”, explica Eliana Bergter.

Seguem abaixo os detalhes da nova tecnologia. Os interessados em obter mais informações devem contactar a Agência.

 

Uso de bioestimuladores para ativação da defesa natural de plantas contra patógenos

RESUMO: A invenção propõe resolver problemas associados a doenças causadas por patógenos e/ou pragas em plantas através do desenvolvimento de biopesticidas compostos por extratos obtidos de fungos. Foi demonstrado que, ao vaporizar esses extratos em plantas, ocorre a indução de uma resistência sistêmica. A defesa é ativada longe do local da infiltração e, quando um patógeno tenta atacar a planta, não consegue ou tem sua infecção limitada em função desta resposta de defesa.

DESAFIOS E OBJETIVOS: O Brasil é o 4o maior produtor global de alimentos. Para garantir a produtividade das culturas, o agronegócio brasileiro investe bilhões de reais em insumos para evitar ataques por pragas e patógenos. A imensa maioria dos insumos utilizados é composta por químicos que afetam em diversos níveis do ambiente ao consumidor final. O objetivo desta inovação é propiciar o controle de pragas e patógenos de forma ecologicamente sustentável, sem prejuízo ao ambiente e aos consumidores. Além deste objetivo, visa-se soluções que mitiguem prejuízos associados a doenças virais que na maioria das vezes não tem como ser controladas, restando ao produtor descartar a produção quando acometida por viroses.

SOLUÇÃO: Trata-se de produtos derivados de fungos que, ao serem aplicados nas plantas, as estimulam a ativar vias de defesa, fazendo com que fiquem protegidas contra ataques por pragas e patógenos. A solução apresenta comprovada ação antiviral e pode proteger diferentes plantas contra uma gama de distintos patógenos, com a vantagem adicional de ser um produto orgânico.

TITULAR: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

INVENTORES: Bianca Braz Mattos; Caroline de Barros Montebianco; Eliana Barreto Bergter; Maite Vaslin de Freitas Silva; Mariana Collodetti Bernardino; Mario Alberto Cardoso da Silva Neto; Stephanie Serafim de Carvalho

NÚMERO DO PEDIDO: BR1020170020452

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maquinadelavar

Materiais sintéticos e microplásticos estão por toda parte. E, sim, em todo o planeta. Há estudos que indicam a existência de fibras sintéticas – fruto da lavagem de roupas – em todos os continentes, inclusive em geleiras polares. Uma poluição invisível num primeiro momento, mas alarmante em seguida.

A cada lavagem, peças de náilon, poliéster e acrílico soltam fibras de até cinco milímetros de espessura, incapazes de serem capturadas pelos filtros das máquinas de lavar. Se quisermos que uma única peça de roupa fique limpa, imagine: pesquisas indicam que mais de 1.900 pedaços de fibra são liberados na água. Há outros estudos que atestam que em cada lavagem em uma máquina de seis quilos, por exemplo, pelo menos 700 mil fibras são despejadas no meio ambiente.

Pensando nesse conglomerado de poluição que parece caminhar oculto, estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ) criaram um filtro que captura as minúsculas fibras de plásticos presentes na água liberada pelas máquinas de lavar, algumas delas até menores que a espessura de um fio de cabelo. Essas partículas podem prejudicar a microfauna dos oceanos e são protagonistas na transferência de poluentes do mar para a vida marinha. No processo de lavagem de roupas em máquinas, os resíduos liberados correspondem à metade dos micro-organismos de uma casa. E, hoje, cerca de metade dos microplásticos produzidos em uma residência são provenientes de máquinas lavadoras de roupas.

A invenção dos cientistas frente a este problema global rendeu-lhes a vitória na maratona internacional de inovação Invent for the Planet 2020.

A equipe que representou o Brasil na competição foi formada por Dimitri Costa e Larissa Fonseca, alunos de doutorado em Engenharia Mecânica do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ), e Samuel Breves e João Lucas, estudantes de graduação de Engenharia de Produção e de Engenharia Mecânica do Cefet/RJ, respectivamente. O projeto foi orientado pelos professores Marcelo Savi (UFRJ) e Pedro Pacheco (Cefet/RJ).

“O diferencial do nosso filtro é que ele consegue filtrar partículas de cinco milímetros até alguns micrômetros, abrangendo todos os tamanhos de micropartículas de plásticos. Para isso, nós usamos a ferrita. Então, nós vamos ter uma primeira barreira, que é a barreira da própria malha. Ela vai liberar algumas partículas, que vão envolver os microplásticos, para depois serem magneticamente capturados pelos ímãs”, explica Dimitri.

Segundo Marcelo, o mecanismo de filtragem pode ser instalado em saídas de água de uma residência, como no sifão de banheiro, e na saída da máquina de lavar roupa. O filtro é composto por elementos que capturam os minúsculos pedaços de plástico e impedem sua trajetória aos rios e oceanos.

De acordo com Larissa, a equipe segue trabalhando. “Iniciamos o processo de patente para fazer a proteção intelectual dessa invenção e, posteriormente, vamos entrar em contato com empresas”, comenta a pesquisadora, que também ventila a possibilidade de abrir uma startup.

O objetivo do Invent for the Planet é contribuir para a melhoria da qualidade de vida do planeta, a partir de projetos tecnologicamente inovadores. Em 2019, alunos da UFRJ e do Cefet/RJ, com orientação dos mesmos professores, venceram a maratona mundial de inovação com o desenvolvimento do EVI – Echolocation for the visual impaired (ecolocalização para pessoas com deficiência visual).

 

Foto: Artur Moês (Coordcom/UFRJ)

 

 

abpipatentedoano

A ABPI lançou recentemente o Prêmio Patente do Ano. Nesta primeira edição, será premiada a melhor patente para o combate à covid-19. O objetivo é premiar o trabalho de profissionais e empresas que reconhecem a importância da Propriedade Intelectual e buscam proteção no Brasil de suas criações. As inscrições devem ser realizadas até 4 de setembro de 2020.

Pode se inscrever qualquer pessoa física ou jurídica que tenha um pedido de patente deferido ou patente concedida junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) relacionados à prevenção ou tratamento da Covid-19.

O prêmio, que tem o apoio do INPI,  será entregue de forma virtual, durante o 40º Congresso Internacional da Propriedade Intelectual da ABPI, que acontece entre de 19 a 22 de outubro deste ano. O vencedor ganhará isenção de mensalidade na ABPI durante um ano.

A avaliação dos inventos concorrentes ao prêmio fica a cargo de uma Comissão Julgadora que levará em conta os seguintes quesitos, com pesos diferenciados: potencial para geração de benefícios sociais (35%), impacto ambiental (15%), potencial para geração de benefícios econômicos (30%), internacionalização da proteção (10%) e participação de inventores brasileiros (10%).

Para inscrições e regulamento do Prêmio Patente do Ano da ABPI, acesse: www.eventosabpi.org.br/premiopatentedoano.

 

 

startup

As startups poderão solicitar ao INPI, a partir de 30 de julho, que seus pedidos de patente sejam examinados com prioridade. A iniciativa busca ajudar as empresas de base tecnológica a se consolidarem no mercado, uma vez que a patente atesta a originalidade de suas invenções e facilita sua comercialização. Ao final do primeiro semestre de 2020, o tempo médio de decisão de exame técnico de pedido prioritário de patentes estava em cerca de 13 meses.

Ao requerer o serviço no INPI, os depositantes de patentes que se enquadrarem na definição de startup, estabelecida na Lei Complementar nº 167, de 24 de abril de 2019, deverão apresentar a cópia de certidão emitida pelo portal da Redesim, dentro de seu prazo de validade, indicando a denominação da empresa Inova Simples.

A nova modalidade de trâmite prioritário foi aprovada pela Portaria INPI PR nº 247, de 22 de junho de 2020, que também implementou outras alterações para esse tipo de serviço. Destaque para os processos de patente de instituições de ciência e tecnologia (ICT), passando de projeto-piloto para serviço permanente, com número ilimitado de requerimentos por instituição. Usuários anteriores de tecnologia (titulares ou não) que estão sendo prejudicados por depósito de pedido de patente posterior também poderão solicitar o trâmite prioritário.

Com o grande impacto da pandemia do novo coronavírus nas pesquisas, desde abril deste ano também contam com o exame acelerado os pedidos de patentes de produtos e processos farmacêuticos e de equipamentos e/ou materiais de uso em saúde, para o diagnóstico, profilaxia e tratamento da covid-19.

Confira a Portaria PR nº 247/2020.

Acesse a página de trâmite prioritário.

 

 

agronegocio

A Faperj anunciou, na segunda quinzena de julho, que irá apoiar a criação de um “Polo de Inovação Tecnológica do Agronegócio”, iniciativa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa, que destinou para essa finalidade um prédio na Unidade Embrapa Solos, localizada no Jardim Botânico, na cidade do Rio de Janeiro. Através deste polo, a Embrapa pretende conectar as dezenas de unidades e centros de pesquisas de sua rede, instalados nas diversas regiões do País, com outros atores, universidades, centros de pesquisas, empresas, investidores e empreendedores, visando o fortalecimento do ecossistema de inovação na cadeia brasileira do agronegócio.

O apoio da Fundação acontecerá por meio do Edital FAPERJ Nº 01/2020 – Programa Polo de Inovação Tecnológica do Agronegócio, no valor de R$ 1,5 milhão, fruto do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a FAPERJ e a Embrapa em dezembro de 2019, que visa a capacitação de recursos humanos e programas ou projetos de pesquisa científica, tecnológica ou de inovação para o desenvolvimento sustentável da agropecuária e da agroindústria fluminense, além da estruturação de um Polo de Inovação Tecnológica do Agronegócio. As propostas, de pessoas físicas/pesquisadores com vínculo empregatício com a Embrapa, deverão ser enviadas até 17 de agosto de 2020.

Para o diretor de Tecnologia da FAPERJ, Mauricio Guedes, neste momento de grave crise, a implantação deste Polo de Inovação será de grande importância, tendo em vista as oportunidades que poderão ser geradas no setor do agronegócio de alta tecnologia, que podem representar um forte impulso para a  recuperação econômica do estado do Rio de Janeiro.

Confira, no link abaixo, o conteúdo do edital:
Edital FAPERJ Nº 01/2020 – Programa Polo de Inovação Tecnológica do Agronegócio

 

 

embrapiivinnova

A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) junto com a Vinnova, agência governamental sueca para pesquisa e desenvolvimento, abriram uma chamada de colaboração internacional para realizar projetos de pesquisa e inovação a partir de 2021, no Brasil.

O público-alvo é formado por qualquer empresa, prestadora de serviços ou instituição de pesquisa que esteja desenvolvendo um projeto inovador com valor agregado para a economia ou para a indústria.

“É necessário desenvolver uma solução para um problema tecnológico industrial, um produto ou um processo, que conte com a participação de pesquisadores suecos e brasileiros no seu desenvolvimento e que possa ser comercializada ou ir para o mercado no futuro”, diz Márcio Canedo, pesquisador do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict).

Todas as áreas são contempladas, porém os seguintes setores são prioritários: Aeronáutica, Smart Cities (Cidades Inteligentes), IoT (Internet das Coisas), Bioeconomia, Mineração Sustentável e Life Science.

A chamada conta com o apoio da Enterprise Europe Network (EEN), rede que tem o objetivo de promover o crescimento de pequenos e médios negócios com a União Europeia. A EEN Brasil é gerenciada pelo Ibict.

A chamada é fruto do Acordo de Cooperação firmado entre a EEN Brasil, Embrapii e a Vinnova para a inovação tecnológica econômica e industrial. Os objetivos da parceria são buscar soluções tecnológicas de interesse comum, permitir a internacionalização de pequenas e médias empresas brasileiras e promover maior visibilidade da PD&I brasileira.

Como participar

Para participar, a empresa brasileira precisa entrar em contato com uma Unidade Embrapii e encontrar um parceiro da Suécia para realizar a pesquisa e seu desenvolvimento em conjunto. Não há edital ou formulários a serem preenchidos. A negociação do projeto é feita diretamente com a Embrapii.

Calendário:

Encerramento da chamada: 30 de novembro 2020

Resultados sobre as propostas aprovadas: 18 de dezembro 2020

Previsão de início do projeto: 15 de janeiro de 2021

Para mais informações, entre em contato por e-mail:  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

 

Nanoparticulas de carbono como agentes de contraste em MRI

 

Uma parceria envolvendo pesquisadores da UFRJ e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) resultou em avanços tecnológicos relacionados ao campo da ressonância magnética (MRI). Denominada “Nanopartículas de carbono como agentes de contraste em MRI”, a nova tecnologia desenvolvida pelo grupo já teve sua proteção intelectual solicitada pela Agência UFRJ de Inovação junto ao INPI mediante um pedido de patente.

Em 2004, durante um experimento conduzido por pesquisadores da Universidade da Carolina do Sul, nos EUA, foi descoberta, por acaso, uma nova classe de nanomateriais: os carbon dots (pontos de carbono). Por conta de suas propriedades ópticas e emissões fluorescentes, os carbon dots têm adquirido um crescente interesse em diversos ramos científicos, entre eles o da Biomedicina.

A tecnologia desenvolvida pela UFRJ consiste num processo de encapsulamento de carbon dots com metais, nos quais foi possível realizar a inserção de íons de manganês, ferro ou európio de modo a viabilizar seu uso como agentes de contraste para ressonância magnética. A ideia é que, no futuro, estes agentes de contrastes possam ser projetados para reconhecer marcadores tumorais e órgãos específicos, aumentando assim a acurácia dos diagnósticos que façam uso de ressonância magnética.

Os interessados em obter mais informações sobre esta tecnologia, que já está disponível para licenciamento e parcerias, devem contactar a Agência. Seus detalhes técnicos estão especificados abaixo:

 

Nanopartículas de carbono encapsuladas com íons metálicos biocompatíveis e respectivo método de síntese das mesmas para aplicação biológica como agente de contraste em MRI

RESUMO: Nesta invenção foram desenvolvidos Carbon dots encapsulados com metais, nos quais foi possível inserir em cada sistema íons de Mn2+, Fe3+ ou Eu3+ para seu uso como agentes de contraste em MRI. Os resultados físico-químicos e biológicos indicam que esses cdots têm o tamanho ideal para alcançar a distribuição in vivo, apresentados nas imagens por ressonância magnética no camundongo masculino (black C57BL/6).

DESAFIOS E OBJETIVOS: Apesar do potencial desenvolvimento que têm os cdots para serem utilizados em aplicações biomédicas como agentes de contraste em (MRI), o controle da interação destes nanomateriais com sistemas biológicos até chegar ao seu destino final representa um desafio, e ainda faltam estudos que forneçam o total entendimento para que estas partículas contribuam trazendo novas informações sobre a influência no organismo. Já que atualmente um dos objetivos da biomedicina é detectar ou diagnosticar doenças em sua fase inicial, o objetivo é aplicar o tratamento no local e em momento apropriado, utilizando a dose mínima possível de nanomedicamentos (cdots) para evitar possíveis efeitos colaterais.

SOLUÇÃO: Estes agentes de contrastes poderão ser, no futuro, projetados para reconhecerem marcadores tumorais e órgãos específicos, melhorar sequências de pulso, além de viabilizarem a ressonância magnética como técnica para o diagnóstico de doenças e seu monitoramento, podendo ser uma alternativa aos compostos de Gd. O aspecto do realce de imagens é importante porque irá fornecer informações específicas que auxiliam diagnósticos mais precisos. Portanto eles aumentariam a acurácia no diagnóstico final.

TITULARES: Universidade Federal do Rio De Janeiro (UFRJ); Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

INVENTORES: Adriane Regina Todeschini; Andréia de Vasconcelos dos Santos; Gustavo Tavares Ventura; Jorge Luiz Neves; Rafaela Muniz de Queiroz; Yarima Sanchez Garcia

NÚMERO DO PEDIDO: BR1020180058380

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Abastecimento criogenico do Maglev Cobra

 

Um supercondutor é um tipo de material que, quando resfriado abaixo de determinada temperatura, conhecida como temperatura crítica, apresenta resistência elétrica nula ou não mensurável. O fenômeno da supercondutividade foi descoberto em 1911 pelo físico holandês Heike Onnes ao estudar as propriedades do mercúrio resfriado com hélio líquido. De lá para cá, vários outros materiais supercondutores foram descobertos ou desenvolvidos sinteticamente. Em especial, em 1987, foi criado o óxido de ítrio-bário-cobre (YBa2Cu3O7-y), que transita para o estado supercondutor ao ser resfriado com nitrogênio líquido à pressão atmosférica, ampliando as possibilidades de aplicações de supercondutores.

Na UFRJ, o principal centro de referência sobre o tema é o Laboratório de Aplicações de Supercondutores (Lasup), da Coppe. Fundado em 1998 pelo professor Roberto Nicolsky, o Lasup tem por objetivo a pesquisa e desenvolvimento de dispositivos supercondutores para meios de transporte e sistemas elétricos de potência. O principal projeto do laboratório é o Maglev-Cobra, o conhecido protótipo de trem de levitação magnética da UFRJ.

Em constante aprimoramento, em 2020, o veículo teve duas de suas novas tecnologias protegidas pela Agência UFRJ de Inovação junto ao INPI. Uma delas é um sistema de freios de emergência e de estacionamento. A outra é um método de abastecimento automático de nitrogênio líquido em seus diversos tanques criogênicos.

A criogenia é uma área do conhecimento científico e tecnológico cujas atividades são desenvolvidas em torno dos fenômenos que ocorrem em temperaturas muito baixas. A tecnologia de levitação utilizada no Maglev necessita que as cerâmicas supercondutoras responsáveis pelo fenômeno estejam devidamente refrigeradas a  aproximadamente 196ᵒC negativos. Para que seja possível alcançar e manter essa baixa temperatura, é feito uso de um equipamento denominado levitador, que isola termicamente os supercondutores do meio externo. É este o equipamento a ser abastecido com nitrogênio líquido.

Atualmente, só existem três modelos de veículo de levitação supercondutora. Um alemão, um chinês e o brasileiro. Nos veículos desenvolvidos no exterior, o método de abastecimento dos reservatórios criogênicos é feito à mão e por gravidade, através um funil especial. Também existe um método de abastecimento por pressão, porém ele é realizado de forma individual para cada reservatório. A quantidade de tanques criogênicos varia de projeto para projeto, sendo que o brasileiro é o que possui o maior número desses reservatórios a serem abastecidos. São 24 levitadores ao todo.

Estes recipientes são extremamente sensíveis e caros e por isso mesmo, o abastecimento deve ser realizado de forma extremamente cuidadosa. Pensando nisso, os pesquisadores Richard Magdalena Stephan e Felipe dos Santos Costa (ambos do Lasup) e Fernando Augusto de Noronha Castro Pinto (do Departamento de Engenharia Mecânica) desenvolveram um método de abastecimento automatizado para o Maglev.

Os detalhes técnicos estão especificados a seguir. Os interessados em obter mais informações sobre a tecnologia devem contactar a Agência.

RESUMO: A presente invenção propõe a automação do sistema de abastecimento de nitrogênio líquido nos diversos tanques criogênicos do equipamento de levitação do veículo Maglev-Cobra, desenvolvido na Universidade Federal do Rio de Janeiro. A tecnologia de levitação supercondutora que é usada nesse veículo necessita que as cerâmicas supercondutoras YBa2Cu3O7-x responsáveis pelo fenômeno estejam devidamente refrigeradas em uma temperatura de aproximadamente -196ᵒC. Para isto, existe um equipamento chamado criostato (ou levitador), o qual isola termicamente os supercondutores do meio externo, sendo exatamente este equipamento que deverá ser abastecido diariamente com nitrogênio líquido.

DESAFIOS E OBJETIVO: A presente invenção trata de um sistema para abastecer de forma simultânea múltiplos tanques criogênicos (chamados de criostatos ou levitadores) necessários para o funcionamento de um veículo de levitação magnética supercondutora. Atualmente, só existem 3 modelos de veículo de levitação supercondutora. Um alemão, um chinês e um brasileiro. Nestes veículos o método de abastecimento dos reservatórios criogênicos é feito à mão e por gravidade utilizando um funil especial. Há também um abastecimento por pressão, porém de forma individual para cada reservatório. Estes recipientes são extremamente sensíveis e caros e por isso o abastecimento é realizado de forma cuidadosa. A quantidade de tanques criogênicos varia de projeto para projeto sendo o brasileiro o que possui o maior número desses reservatórios a serem abastecidos, 24 no total.

SOLUÇÃO: Para a automação do processo de abastecimento são utilizadas válvulas solenoides criogênicas normalmente fechadas para liberar ou bloquear a passagem do fluido na linha; fonte de tensão para a alimentação elétrica de diversos componentes; um reservatório central onde o fluido de trabalho é inicialmente armazenado; tubulações criogênicas termicamente isoladas; válvulas de alívio de pressão; manômetros em diferentes pontos da linha; sensores de temperatura para realimentação do controle detectando o transbordo do líquido e informando quais criostatos foram completamente abastecidos; um PLC ou computador para receber os sinais de todos os sensores de temperatura e comandar as válvulas controlando a lógica do processo e uma IHM (interface homem máquina) para a interação do operador com o sistema de abastecimento para que possa iniciar o processo, escolher a quantidade de criostatos a serem abastecidos e finalizar o processo. Este conjunto de equipamentos permite uma operação mais segura e rápida facilitando o procedimento diário e reduzindo o contato direto do operador com a baixa temperatura.

TITULARES: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

INVENTORES: Felipe dos Santos Costa; Fernando Augusto de Noronha Castro Pinto; Richard Magdalena

NÚMERO DO PEDIDO: BR1020200135678

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Sistema de freios de emergencia e de estacionamento do veiculo Maglev Cobra

 

Em 16 de fevereiro de 2016, o Maglev-Cobra, veículo de levitação magnética desenvolvido pela Coppe/UFRJ, passava a operar suas primeiras viagens demonstrativas abertas ao público. Através do uso da levitação magnética por supercondutividade, desde então, o Maglev liga o Centro de Tecnologia (CT) ao Centro de Tecnologia 2 (CT2) da UFRJ, no campus da Ilha do Fundão.

A viagem é silenciosa e não causa nenhum impacto ecológico já que, uma vez que sua linha é alimentada por quatro painéis de energia solar fotovoltaica, a emissão de poluentes é nula. A tecnologia do Maglev baseia-se nas propriedades diamagnéticas de supercondutores de elevada temperatura crítica e do campo magnético produzido por ímãs de Nd-Fe-B (neodímio, ferro e boro) para obter sua levitação.

Por ser ainda uma linha experimental, o Maglev-Cobra transporta até 30 passageiros por viagem e circula a uma velocidade de 10 km/h. É possível, no entanto, conectar novos módulos, de 1,5 m de comprimento cada, e aumentar a capacidade do veículo que, em percursos mais longos, pode chegar à velocidade de 100 km/h.

Em constante aprimoramento, em 2020, o veículo teve duas de suas novas tecnologias protegidas pela Agência UFRJ de Inovação junto ao INPI através de pedidos de patente. Uma delas é um método de abastecimento automático para o veículo. A outra consiste num sistema de freios de emergência e de estacionamento.

O conceito consiste em um arranjo físico de um conjunto leve e compacto, no qual um cilindro hidráulico está contido no interior de uma mola, que por sua vez está contida no interior de uma carcaça de alumínio, denominada suporte do freio. Este arranjo tornou possível a montagem de cada suporte do freio nos reduzidos espaços existentes no assoalho, debaixo no veículo. A frenagem ocorre através da carga imposta por cada par de conjunto, em trilhos de aço existentes ao longo da via. Por sua vez, cada conjunto exerce carga no trilho em direção oposta (um contra o outro), evitando assim o desalinhamento lateral e o comprometimento da estabilidade do Maglev.

Os responsáveis pelo desenvolvimento da tecnologia são os engenheiros Paulo Roberto da Costa, do Laboratório de Tecnologia Submarina (LTS) da Coppe; e Felipe dos Santos Costa, pesquisador do Laboratório de Aplicação de Supercondutores (Lasup) da Coppe.

O projeto do Maglev, que em novembro de 2015 conquistou o “Troféu Frotas e Fretes Verdes”, é desenvolvido por pesquisadores do Lasup, sob a coordenação do professor Richard Stephan. Fundado em 1998 pelo professor Roberto Nicolsky, o Lasup tem por objetivo a pesquisa e o desenvolvimento de dispositivos supercondutores (material que, resfriado abaixo de determinada temperatura, apresenta resistência elétrica nula ou não mensurável) para meios de transporte e sistemas elétricos de potência.

Seguem os dados técnicos da tecnologia. Os interessados em obter mais informações sobre as tecnologias devem contactar a Agência.

RESUMO: Sistema de freio de emergência e de estacionamento para veículo de levitação magnética. Apresenta o diferencial de operar em veículo sem rodas, e incorpora um sistema que assegura aos passageiros a parada automática do veículo em casos de falta de energia elétrica.

DESAFIOS E OBJETIVOS: Entende-se que os desafios se apresentam na área da comercialização do presente invento, uma vez que o sistema de freios aqui apresentado já opera em um protótipo de veículo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desde 2016. Assim, com relação à parte técnica, o nível de prontidão tecnológica já atingiu o seu valor mais elevado. Dentre os objetivos se encontra a necessidade de se conseguir investidores para a implantação do veículo Maglev, visando ao atendimento das populações de grandes centros urbanos.

SOLUÇÃO: A solução consiste na implementação física de um conceito para frenagem em um veículo sem rodas (veículo de levitação). O conceito consiste em um arranjo físico de um conjunto leve e compacto, no qual um cilindro hidráulico está contido no interior de uma mola, que por sua vez está contida no interior de uma carcaça de alumínio, denominada suporte do freio. Esse suporte consiste na estrutura principal de frenagem do veículo. Tal arranjo tornou possível a montagem de cada suporte do freio nos reduzidos espaços existentes no assoalho, debaixo no veículo. A frenagem ocorre através da carga imposta por cada par de conjunto, em trilhos de aço existentes ao longo da via. Cada conjunto exerce carga no trilho em direção oposta (um contra o outro) em forma de "sandwich", evitando assim o desalinhamento lateral e o comprometimento da estabilidade do veículo.

TITULARES: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

INVENTORES: Felipe dos Santos Costa; Paulo Roberto da Costa

NÚMERO DO PEDIDO: BR1020200124307

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petroleo2

A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis divulgou, no início de julho, o edital do Prêmio ANP de Inovação Tecnológica. Seu objetivo é reconhecer e premiar os resultados associados a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I), que representem inovação tecnológica de interesse do setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis, desenvolvidos no Brasil por instituições de pesquisa credenciadas pela ANP, empresas brasileiras e empresas petrolíferas, com utilização total ou parcial de recursos da Cláusula de P,D&I presente nos contratos de Exploração e Produção (E&P).

Poderão concorrer ao Prêmio instituições de pesquisa credenciadas pela ANP, empresas brasileiras e empresas petrolíferas que apresentem resultados associados a um ou mais projetos que estejam relacionados ao desenvolvimento de bens, produtos, serviços, sistemas, processos, metodologias ou conceitos inovadores de interesse do setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis, desenvolvidos no Brasil, com utilização total ou parcial de recursos da Cláusula de P,D&I presente nos contratos de E&P.

A inscrição deverá ser realizada preferencialmente por representante da empresa petrolífera. No caso de a inscrição ser realizada por representante de instituição credenciada ou empresa brasileira, deverá haver a confirmação da empresa petrolífera responsável.

Clique aqui para fazer o download do Formulário de Inscrição.

As regras do Prêmio ANP de Inovação Tecnológica 2020 estão dispostas neste edital.

 

 

Nanoparticulas polimericas de L asparaginase

Uma nova tecnologia desenvolvida pelo Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IBqM – UFRJ) em parceria com a Universidade Tiradentes e o Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP) pode significar um avanço no tratamento da leucemia em crianças. Trata-se de um novo processo de obtenção de nanopartículas poliméricas de L-asparaginase, um bioativo muito importante no tratamento da leucemia linfoblástica aguda, enfermidade que evolui de forma muito agressiva, sendo mortal no prazo de semanas ou meses se não tratada.

A leucemia linfoblástica aguda é uma doença mais comum em crianças, sobretudo entre os dois e cinco anos de idade. Na maior parte dos casos, a causa é desconhecida, mas estudos mostram que entre os fatores de risco genéticos está a síndrome de Down, e entre os fatores de risco ambientais estão a exposição significativa à radiação ou antecedentes de quimioterapia.

Amplamente utilizada no tratamento da leucemia, por sua vez, a L-asparaginase é uma enzima que atua diminuindo a concentração do aminoácido L-asparagina livre no plasma e, dessa forma, impede a proliferação de células cancerígenas. O nome do aminoácido deriva do fato da asparagina ter sido isolada pela primeira vez, em 1806, justamente a partir do suco de aspargos. Os responsáveis foram os químicos franceses Louis Nicolas Vauquelin e Pierre Jean Robiquet.

Até o fim de 2013, a L-asparaginase era comprada pelos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) habilitados em oncologia. Porém, nessa época, a empresa brasileira que distribuía o medicamento informou ao governo federal que o produtor estrangeiro havia interrompido a sua fabricação. A crise de abastecimento forçou o Ministério da Saúde a investir R$ 17,6 milhões na compra de 52,3 mil frascos, quantidade suficiente para suprir toda a demanda nacional (mais de três mil crianças) em 2014. Foi nesta época que surgiu um elevado interesse na produção da L-asparaginase no Brasil no sentido não apenas de solucionar um desafio econômico, mas também de sanar a falta de uma indústria enzimática nacional bem estabelecida.

Nanopartículas poliméricas de L-asparaginase

Buscando trazer avanços neste ramo científico, um grupo de pesquisadores que inclui a professora Maria Lucia Bianconi, do IbqM – UFRJ, uniu esforços e desenvolveu um novo processo de obtenção de nanopartículas poliméricas de L-asparaginase, o qual potencializa seus efeitos e possui aplicação direta nas áreas de Farmácia, Medicina, Biomedicina, Química e Biotecnologia. Os interessados em obter mais informações devem contactar a Agência.

RESUMO: Processo de obtenção de nanopartículas a partir de biopolímeros de baixa toxicidade e biocompatíveis. Devido às suas características, apresenta potencial para carrear macromoléculas com finalidade terapêutica. O carreamento da L-asparaginase pelas nanopartículas visa uma liberação lenta do ativo e o aumento da atividade enzimática, e consequentemente, aumenta a sua biodisponibilidade e efeito terapêutico. Além disso, o produto final pode ser um ingrediente ativo para novas formulações farmacêuticas.

DESAFIOS E OBJETIVOS: A enzima L-asparaginase é um bioativo muito importante no tratamento da leucemia linfoblástica aguda em crianças e necessita de alternativas para aumentar sua estabilidade plasmática e diminuir seus efeitos adversos, como indução de reação do sistema imune e produção de anticorpos antiasparaginase. Assim, o carreamento pelas nanopartículas propostas visa diminuir as limitações do uso desse biofármaco. Para tal finalidade, o processo de obtenção do produto deve evitar alteração na estrutura da enzima, uma vez que sua atividade é diretamente relacionada a sua conformação, bem como o produto deve ser estável em condições fisiológicas e apresentar baixa toxicidade.

SOLUÇÃO: Sistema estável em pH 7,4 (pH fisiológico) e possibilita liberação lenta da enzima, a qual apresenta aumento de 60% na eficiência catalítica dentro da matriz polimérica em comparação com a enzima livre. Avaliação em células indicou que a enzima não perde sua atividade anti-leucêmica. A suspensão de nanopartículas é obtida por um método que não utiliza solventes orgânicos nem altas temperaturas. Sob condições adequadas pode ser liofilizada, assim é possível ser estocada por mais tempo. Apresenta potencial para carrear macromoléculas com finalidade terapêutica, bem como aplicação direta nas áreas de Farmácia, Medicina, Biomedicina, Química e Biotecnologia.

TITULARES: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Instituto de Tecnologia e Pesquisa; Universidade Tiradentes

INVENTORES: Caroline Dutra Lacerda; Maria Lucia Bianconi; Patrícia Severino

NÚMERO DO PEDIDO: BR10201807584

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Fechadura para portas de passagem acionada pelos pes

A principal forma de disseminação do coronavírus é contato com pessoas doentes através do toque de mão ou via gotículas de saliva presentes no espirro e na tosse. Mas, embora menor, também existe o risco de contágio através do contato com superfícies e objetos contaminados.

O estudo Aerosol and surface stability of HCoV-19 (SARS-CoV-2) compared to SARS-CoV-1, publicado no The New England Journal of Medicine, identifica a sobrevida do vírus em várias superfícies: aço inoxidável - 3 dias; plástico - 3 dias; papelão - 1 dia; cobre - 4 horas. Assim, a limpeza de utensílios e objetos deve abranger todos os possíveis locais que podem estar com o coronavírus presente, seja com água e sabão, com desinfectantes ou álcool gel a 70%. Deste modo, é importante não descuidar da higienização de celulares, mesas, teclados de computador, maçanetas etc.

Em 2018, Rafael Aguirre, então graduando do curso de Desenho Industrial da UFRJ, possivelmente não tinha este contexto de pandemia em vista enquanto desenvolvia seu projeto de conclusão de curso. Mas ao criar uma uma fechadura para portas acionada com os pés, talvez o ex-aluno da UFRJ tenha, como diz o ditado, “mirado no que viu e acertado o que não viu”.

Seguem mais informações técnicas desta tecnologia que já se encontra protegida por um pedido de patente realizado pela Agência UFRJ de Inovação junto ao INPI e que atualmente está disponível para licenciamento. Os interessados em obter mais informações devem contactar a Agência.

RESUMO: Nos centros urbanos o convívio com pessoas desconhecidas no cotidiano é inevitável e o contato com objetos de uso comum – como maçanetas – se tornou um risco para a saúde. O presente produto tem a função inovadora de atuar como uma fechadura para portas de passagem acionada pelos pés, sendo uma alternativa higiênica e funcional ao uso das mãos para abrir portas, direcionada para o público em geral e em especial para pessoas com deficiência nos membros superiores.

OBJETIVO: Tornar o dia a dia mais prático e higiênico, proporcionando uma alternativa para a abertura de portas de passagem que evite o contato das mãos com maçanetas. Proporcionar segurança sanitária para pessoas em locais de grande circulação, cortando um foco de contaminação por contato das mãos com superfícies contaminadas. Fornecer uma fechadura adequada para o uso por pessoas com deficiência nos membros superiores. Ser um produto de baixo custo e de alta capacidade de penetração no mercado, com mecanismos internos e processo de instalação similar ao de fechaduras internas convencionais.

SOLUÇÃO: Uma fechadura que é uma alternativa às fechaduras convencionais de acionamento manual, podendo ser instalada individualmente ou em conjunto com uma fechadura convencional, com processo de fabricação compatível com o parque fabril nacional e que dispense a integração de elementos eletrônicos, simplificando a sua fabricação e consequentemente reduzindo o seu custo de produção (tendo em vista o nível tecnológico atual).

TITULAR DO PEDIDO: Universidade Federal do Rio de Janeiro

INVENTOR: Rafael R. Pires Aguirre

NÚMERO DO PEDIDO: BR2020190035973

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