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A Finep lançou, no dia 7 de janeiro, a segunda rodada do edital de 2018 do programa Finep Startup, que tem como objetivo alavancar empresas de base tecnológica em fase final de desenvolvimento de produto ou que precisem ganhar escala de produção, com viabilidade comercial comprovada. O limite de recursos totais desta rodada é de R$ 30 milhões para 30 startups. O período para envio de propostas fica aberto até o dia 28 de fevereiro.

A financiadora vai investir até R$ 1 milhão em cada uma das empresas selecionadas, que ainda poderão receber no futuro um novo aporte de até R$ 1 milhão, conforme a evolução do plano de negócios. Além disso, a Finep vai aportar conhecimento e recursos financeiros via participação no capital de empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. As startups concorrentes precisam ter protótipo MVP (Minimum Viable Product ou, em português, Produto Viável Mínimo), prova de conceito ou, preferencialmente, já estarem realizando as primeiras vendas. Ou seja: não se enquadram propostas em fase de ideia ou pesquisa.

Assim como na primeira rodada, o processo de seleção será composto por três etapas: avaliação de plano de negócios (eliminatória e classificatória); banca avaliadora presencial (eliminatória e classificatória); e visita técnica e avaliação de documentação jurídica (eliminatória). O resultado final está previsto para julho.

Serão selecionadas startups que atuam nas seguintes áreas temáticas: Agritech, Cidades Inteligentes e Sustentáveis, Construtech, Economia Circular, Defesa, Economia Criativa – Jogos Eletrônicos, Educação, Energia, Fintech/Insurtech, Healthtech, Mineração, Óleo & Gás, Química e Materiais Bio-baseados. Também podem concorrer empresas que desenvolvam soluções nas seguintes tecnologias habilitadoras: Biotecnologia, Blockchain, Inteligência Artificial, Internet das Coisas (IoT), Manufatura Avançada, Microeletrônica, Nanotecnologia e Realidade Aumentada, Realidade Virtual e Realidade Mista.

Quem é empreendedor sabe que o caminho entre a ideia do negócio e o lucro costuma ser longo e cheio de obstáculos. O objetivo da Finep é ajudar startups brasileiras a superar o gap de apoio conhecido como “vale da morte”, fase em que muitas delas se desestruturam por falta de recursos. Empresas nesse estágio possuem grande dificuldade para financiar seu desenvolvimento, principalmente em função de ausência de garantias e geração de caixa.

Modelo de investimento inédito no Brasil

O Finep Startup surgiu para preencher justamente a lacuna entre o primeiro investimento que uma startup recebe – em torno de R$ 100 mil e realizado, por exemplo, por investidores-anjo – e o aporte feito por meio de um Fundo de Seed Capital – em torno de R$ 3 milhões –, dependendo do grau de maturidade da empresa.

O investimento vai se dar por meio de contrato de opção de compra de ações. Esse tipo de contrato transforma a investidora – no caso, a Finep – em uma potencial acionista da empresa. A opção de se tornar ou não sócia da startup terá prazo total de vencimento de até três anos, podendo ser prorrogado por mais dois. Se a empresa for bem-sucedida, a Finep pode exercer essa opção. Se a empresa fracassar, a financiadora não arca com o passivo. O modelo, inédito no Brasil, é inspirado em programas de outros países, particularmente os Estados Unidos, mas incorporou novidades. A avaliação da empresa (valuation), por exemplo, não será feita na entrada do programa.

Investimento público-privado

A Finep, no entanto, não pretende tornar as startups brasileiras dependentes de recursos públicos. Por isso, criou um mecanismo pioneiro para estimular o empreendedor a buscar investimento privado: serão priorizadas empresas que forem aportadas por investidores-anjo. O processo funcionará da seguinte forma: a startup que se inscrever no edital com uma carta de compromisso de um investidor-anjo ganhará pontos na seleção. A quantidade de pontos obtidos dependerá do valor do investimento privado, cujo valor mínimo é de R$ 50 mil. Com o aporte mínimo para o seu negócio, a proponente garante 1 ponto, podendo chegar a 5 pontos no máximo. Ao todo, são 20 pontos possíveis: 15 da avaliação da proposta de valor da startup e 5 obtidos caso ela receba investimentos privados de R$ 250 mil ou mais.

O investidor-anjo que se comprometer a investir na empresa selecionada pelo edital receberá parte do retorno da Finep (que exceder IPCA + 10), com o objetivo de ampliar seu engajamento com o sucesso da empresa. Esse percentual será proporcional à participação do anjo na rodada de investimento. Além da alavancagem de recursos, a atração de investidores privados é fundamental para o sucesso do empreendimento, à medida que estes também agregam conhecimento ao negócio. As startups não necessitam somente de recursos financeiros, mas também de auxílio em questões extremamente relevantes para o futuro do negócio, como governança e gestão.

 

 

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Quando se fala em inovação e em propriedade industrial em nossa Universidade, a primeira coisa que tipicamente vem à mente são os inventos dos nossos docentes. Mas não só eles produzem inovações tecnológicas passíveis de proteção intelectual. Nossos técnicos administrativos também.

Um exemplo recente é o caso de Solange Viegas, prestes a completar uma década atuando como bibliotecária da UFRJ. Mestre em Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde pela Fiocruz, a servidora lotada na Biblioteca José de Alencar da Faculdade de Letras entrou em contato com a Agência UFRJ de Inovação relatando ter desenvolvido um novo módulo de higienização multifuncional para obras, o que acabou gerando um novo pedido de registro de desenho industrial em nome da Universidade junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial).

De acordo com a Lei 9279, que regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial, “considera-se desenho industrial a forma plástica ornamental de um objeto ou o conjunto ornamental de linhas e cores que possa ser aplicado a um produto, proporcionando resultado visual novo e original na sua configuração externa e que possa servir de tipo de fabricação industrial”. Foi justamente este o caso do módulo multifuncional desenvolvido por Solange.

Pensando nos entraves que normalmente envolvem os procedimentos de higienização de obras, a bibliotecária que também coordena a Oficina de Conservação e Restauro desenvolveu um compartimento que tem por objetivo auxiliar as instituições na preservação de seu patrimônio documental. Sua função é possibilitar a limpeza de obras isolando as partículas de poeira e garantindo mais proteção aos agentes de limpeza, já que muitos microorganismos podem ser absorvidos pela pele ou pelas vias respiratórias, ocasionando doenças. “Muitas instituições e bibliotecas da própria UFRJ realizam este procedimento em cima de uma mesa forrada com cartolina, sendo altamente prejudicial à saúde do funcionário, além da poeira retornar ao ambiente”, comenta.

Segundo ela, a sujidade é o agente de deterioração que mais afeta os documentos, podendo causar manchas quando associada à alta temperatura e alta umidade relativa, prejudicando-os do ponto de vista estético. As manchas ocorrem quando as partículas de poeira se umedecem e penetram no papel. A sujeira e outras substâncias dissolvidas se depositam nas margens das áreas molhadas, provocando a formação de manchas, cuja remoção requer a intervenção de um restaurador. Daí a importância do processo de higienização. Conforme explica Solange, "a higienização é um procedimento de conservação preventiva, considerado de rotina,  que deve ser realizado nas obras já incorporadas a um acervo ou que ainda o serão. Geralmente é realizado semestralmente ou anualmente a fim de prolongar a vida útil do papel, prevenindo possíveis ataques de agentes biológicos”.

Tendo isso em mente, o módulo de Solange foi desenvolvido com um compartimento para receber a sujidade, uma gaveta para guardar o material de higienização e um filtro que pode ser descartado ao final do trabalho. Também possui iluminação própria e dimensões que permitem sua portabilidade e compartilhamento. Além disso, ele é cerca de 80% mais barato que o equipamento similar atualmente disponível no mercado. A bibliotecária espera que o valor reduzido possa atender a um maior número de bibliotecas e instituições, auxiliando na importante tarefa que é a preservação de seus acervos.

“Muitos acervos da UFRJ são importantes devido ao seu valor histórico e cultural. A higienização, procedimento de conservação preventiva, deve ser realizada semestralmente ou anualmente a fim de prolongar a vida útil do papel, prevenindo possíveis ataques de agentes biológicos. Toda instituição detentora de acervos tem obrigação de preservá-los, além de oferecer aos seus usuários materiais em condições de higiene para serem utilizados”, finaliza.

 

 

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O Laboratório de Tecnologia Oceânica (LabOceano) da Coppe/UFRJ vai inaugurar, no dia 19 de dezembro, um Sistema de Correnteza que amplia sua capacidade para reproduzir, com alta precisão, a diversidade das correntes marinhas em função da profundidade do mar. Com o novo Sistema, o laboratório se mantém entre os quatro mais capacitados no mundo para simular as condições dos oceanos em regiões costeiras e em águas profundas. A inauguração terá início às 14h, no prédio do LabOceano da Coppe, no Parque Tecnológico da UFRJ, Cidade Universitária.

O Sistema de Correnteza, cuja implantação totalizou um investimento de R$ 22 milhões, contou com o apoio financeiro da Petrobras, que investiu R$ 18,8 milhões, e da Finep, com R$ 3,2 milhões. O Sistema oferece os mais modernos recursos para a execução de experimentos no mar, incluindo as especificidades das águas brasileiras. A instalação ocupa um prédio anexo ao prédio principal do LabOceano. Um conjunto de equipamentos compõe o sistema. A partir de uma sala de controle, seis motores e seis bombas hidráulicas são operados de modo independente, de modo que a velocidade e direcionamento de cada uma das seis correntes possam ser modificados sem que altere as demais.

Segundo o professor Paulo de Tarso T. Esperança, coordenador executivo do LabOceano da Coppe, a velocidade das correntes marinhas varia de acordo com a profundidade. “Por isso, desde a concepção do laboratório, a ideia era que o tanque tivesse seis galerias ao longo de sua dimensão vertical, capazes de gerar seis níveis diferentes de velocidade que representassem essa variação de velocidade com a profundidade do mar. O Sistema amplia a capacidade do laboratório para reproduzir, da melhor maneira possível, a diversidade das correntes marinhas. Tanto para simulações nos campos do pré-sal como nas águas menos profundas, as correntes são importantes, por exemplo, para representar a dinâmica dos risers, estruturas que conectam o poço de petróleo à plataforma”, explica o professor do Programa de Engenharia Oceânica da Coppe.

“As estimativas sinalizam que o pré-sal é, de fato, um conjunto de campos com especificidades únicas, e que vai ser preciso desenvolver muita tecnologia para explorá-lo. Portanto, as perspectivas são positivas. A necessidade existe e ela é o motor das nossas realizações”, ressalta Paulo de Tarso.

Para o Orlando Ribeiro, gerente-executivo do Centro de Pesquisas da Petrobras, “o sistema de geração de correnteza do LabOceano colocará o país em destacada liderança no desenvolvimento de pesquisas tecnológicas na área de engenharia naval e oceânica, dando suporte às atividades estratégicas de exploração e produção de óleo e gás em águas profundas e ultra-profundas.”

 

Inovações testadas no LabOceano resultaram em avanços no setor

Inaugurado em 2003, o LabOceano da Coppe dispõe de um tanque com capacidade para 20 milhões de litros d’água e altura equivalente a de um prédio de oito andares. Com 15 metros de profundidade e mais 10 metros adicionais em seu poço central, 40 metros de comprimento e 30 metros de largura, seus equipamentos possibilitam o desenvolvimento de pesquisas em hidrodinâmica experimental e computacional (CFD) e em modelagem numérica de sistemas oceânicos.

“Desde o início, a ideia era realizar ensaios para a exploração de petróleo em águas profundas. Daí a necessidade de ter grande profundidade”, revela Paulo de Tarso. Segundo o coordenador do laboratório, diversas inovações tecnológicas desenvolvidas para o segmento offshore foram ensaiadas neste laboratório. “Por exemplo, a estaca-torpedo, desenvolvida pela Petrobras, que representou um avanço importante no lançamento de linhas em águas profundas. Outra foi a própria instalação de plataformas do tipo tension leg, no campo de Papa-Terra. O sistema de correnteza aumenta a gama de possibilidades para a realização de ensaios, consolidando ainda mais a posição de liderança do laboratório em recursos para o desenvolvimento de tecnologia para explotação de petróleo offshore”, destacou.

Mas apesar da forte demanda por projetos offshore, o laboratório também é capaz de realizar os mais diversos tipos de ensaios para projetos da indústria naval, da Marinha, para o aproveitamento da energia térmica dos oceanos e geração de energia a partir das ondas. “Os primeiros protótipos de usina de geração de energia de ondas da América Latina foram instalados no Porto de Pecém/CE, a partir de projeto desenvolvido pelo Laboratório de Tecnologia Submarina (LTS) e pela Seahorse, startup oriunda da Coppe. Os testes com modelos reduzidos foram ensaiados aqui. Temos orgulho de ter participado desse desenvolvimento”, relata o coordenador do laboratório.

 

 

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou, em 6 de dezembro, a chamada para a participação de empreendedores no programa de desenvolvimento de 60 startups e o edital para selecionar o gestor do centro de inovação, que vai implementar a segunda fase do programa. A ideia é reunir em um mesmo espaço startups, médias e grandes empresas, investidores, universidades e centros de pesquisa. As iniciativas fazem parte do projeto BNDES Garagem.

Na cerimônia, o presidente do banco, Dyogo Oliveira, disse que a instituição está fazendo história com esse projeto. “Hoje para mim este é um dia histórico, que marca uma mudança na trajetória do BNDES para o desenvolvimento da economia brasileira”.

As startups interessadas em participar do projeto têm o prazo até 15 de fevereiro para a apresentação das propostas. Ao final desse prazo, haverá a escolha das que farão parte do programa. A seleção do gestor será no dia 12 de abril.

A primeira fase, com as statups, tem o custo de R$ 10 milhões. Dyogo Oliveira estimou que na segunda fase do projeto haverá mil postos de trabalho com a presença de 200 empresas. Para essa etapa o valor aumenta para R$ 20 milhões.

O presidente do BNDES destacou que os valores são pequenos em comparação a grandes projetos desenvolvidos pela instituição, como na participação em hidrelétricas, mas a importância é que as startups vão movimentar a economia. “São de naturezas diferentes. Quando se vai financiar uma hidrelétrica não tem como ser R$ 10 milhões. Custa alguns bilhões, é uma hidrelétrica, um negócio diferente. Mas dá para ser relevante e ter um impacto importante no país com programas mais baratos e que não são menos importantes. São programas que movimentam a economia, movimentam a camada de novos empreendedores, que são o futuro do país. Os caras que vão ser os empresários daqui a 10, 20, 30 anos sairão desses programas. Não só do BNDES, mas de outros que tenham. São esses caras que vão inventar os novos produtos e serviços”, disse.

Dyogo Oliveira disse que com o programa, o BNDES terá um novo viés de investimentos, acrescentando que o banco não será menos relevante por ter projetos de menor volume financeiro, porque essa é apenas uma das alternativas de incentivar o setor.

“Há uma sequência de instrumentos financeiros que são necessários para o desenvolvimento das empresas e que o banco pode ter uma participação muito relevante com volumes de recursos menores do que a gente teve historicamente”.

Renovação

No entendimento de Dyogo Oliveira, o programa é uma renovação até da visão de desenvolvimento do banco, que, segundo ele, cresceu durante 60 anos com uma tese de que o desenvolvimento estava atrelado à industrialização. “O que a gente está vendo aqui é que não necessariamente vai ter indústria, mas vai ter serviço, vai ter intermediação financeira, vai ter Fintec, uma série de outras atividades que não necessariamente indústria. É o novo conceito de desenvolvimento. Esse programa tem a importância de marcar a mudança na concepção de desenvolvimento dentro do BNDES. Não é estritamente a industrialização. É o processo de desenvolvimento dos negócios que gera o desenvolvimento”, disse.

Dyogo Oliveira disse ainda que o projeto vai beneficiar a economia do Rio de Janeiro, que vem enfrentando uma crise financeira considerável, além das crises políticas e na área de segurança. “Iniciativas como esta, acredito, que podem contribuir para esse ambiente e gerar na cidade um dinamismo em negócios e a atração de talentos de outras regiões do país. Isso, no meu ver, cria um ambiente melhor de negócios e um ambiente de convivência e cidadania melhor”.

 

 

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Os interessados em participar da IV Escola de Verão de Farmanguinhos têm do dia 16 de dezembro de 2018 até o dia 20 de janeiro de 2019 para realizarem suas inscrições. Os cursos oferecidos nesta edição serão o de Farmacologia Aplicada à Indústria Farmacêutica e o de Integridade e Conduta Responsável em Pesquisa.

 

Integridade e Conduta Responsável em Pesquisa

A inclusão do estudo da ética e da integridade em pesquisa na formação científica tem sido altamente encorajada por diferentes instituições de ensino e agências de fomento no mundo. O estudo e a reflexão sobre Conduta Responsável em Pesquisa visa à promoção da integridade na pesquisa através da prevenção de má condutas e de práticas questionáveis nas atividades científicas.

Farmacologia Aplicada à Indústria Farmacêutica

Os profissionais que atuam na Indústria Farmacêutica, independentemente de sua posição no setor produtivo, devem estar cientes de todas as etapas que envolvem a descoberta e desenvolvimento de medicamentos (DDM). Àqueles que atuam diretamente com a DDM ou gostariam de atuar nessa área, é importante a convivência com os outros atores do setor e entender como as etapas se relacionam entre si. Assim, o curso "Farmacologia Aplicada à Indústria Farmacêutica" abordará de forma prática e dinâmica, como os conceitos de farmacologia são usados para descobrir novos medicamentos.

 

As aulas serão ministradas entre os dias 4 e 8 de fevereiro, em horário a ser definido, no campus Manguinhos, da Fiocruz. Mais informações podem ser obtidas através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone (21)33485058. Os links para realizar as inscrições seguem abaixo:

 

Integridade e Conduta Responsável em Pesquisa - https://campusvirtual.fiocruz.br/portal/?q=node/37628

Farmacologia Aplicada à Industria Farmacêutica - https://campusvirtual.fiocruz.br/portal/?q=node/37621

 

 

tecnologia

A FAPERJ divulgou, em 29 de novembro, o resultado preliminar dos quatro editais – os programas de apoio a Projetos no Campo da Ciência Forense; às Incubadoras de Empresas; a Projetos de Núcleos de Inovação Tecnológica; e ao Empreendedorismo de Impacto Socioambiental do estado – lançados pela Diretoria de Tecnologia no mês de outubro deste ano. Foram selecionados um total de 41 projetos, que totalizam cerca de R$ 11 milhões em investimentos.

Para o diretor de Tecnologia da FAPERJ, Mauricio Guedes, o conjunto de editais está em acordo com as propostas levadas ao Conselho Superior da Fundação nos últimos meses. “Com relação aos editais voltados para o apoio às incubadoras de empresas e aos Núcleos de Inovação Tecnológica [NITs], nossa intenção é promover a aproximação entre as universidades sediadas em território fluminense e as empresas, seja por meio da geração de startups nas incubadoras, seja por meio dos NITs”, disse o dirigente. “Já em relação aos dois outros programas – Inovação no Campo da Segurança Pública/Perícia Técnica e Empreendedorismo de Impacto Socioambiental –, esses têm como missão o enfrentamento de desafios relevantes para a sociedade fluminense”, acrescentou.

O Edital do Programa de apoio a Projetos de Inovação no Campo da Segurança Pública - Ciência Forense teve 25 projetos submetidos ao processo seletivo dos quais foram aprovadas 13 propostas. Este Edital pretende estimular a pesquisa no âmbito da ciência forense, oferecendo novas metodologias e tecnologias relevantes para os profissionais da área.  O valor total dos projetos aprovados foi de R$ 3.468.257,00. Os proponentes neste edital estão principalmente vinculados à Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, Instituto Médico Legal e às universidades UFRJ e UERJ.

O Edital de Apoio aos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) pretende apoiar a capacitação e o aumento da eficiência dentro dos NITs do Rio de Janeiro, incluindo estudos e atividades relacionadas à busca de anterioridade, pedidos de patentes, transferência de tecnologia, prospecção de mercado e análises de viabilidade técnica, comercial e econômica de tecnologias desenvolvidas em nossas universidades e instituições de pesquisas. Foram submetidos 18 projetos, dos quais foram aprovadas 11 propostas que juntas somam R$ 3.341.359,00.

Para o Edital de Apoio às Incubadoras de empresas foram submetidos 19 projetos dos quais 15 foram aprovados, incluindo incubadoras em plena operação e também aquelas que estão buscando elaborar ou reformular seu planejamento estratégico. Foi também contemplado o projeto de fortalecimento da Rede de Incubadoras e Parques Tecnológicos do Estado do Rio de Janeiro (ReInc). O valor total aprovado foi de R$ 2.689.222,00.

Por fim, para o Edital de Programa de Apoio ao Empreendedorismo de Impacto Socioambiental do Estado do Rio de Janeiro foram submetidas 24 propostas das quais 12 foram aprovadas. O principal objetivo do programa é apoiar o desenvolvimento de iniciativas que voltadas para o enfrentamento de problemas de alto impacto socioambiental no Estado do Rio de Janeiro. O valor total de projetos aprovados foi de R$ 1.499.555,00.  Entre os aprovados estão as universidades UERJ, UFRJ, PUC-Rio e empreendedores individuais, entre outros.

Confira, nos links abaixo, a listagem completa dos resultados preliminares dos editais:

Resultado: Programa de Apoio às Incubadoras de Empresas do RJ_2018

Resultado: Apoio a Projetos de Núcleos de Inovação Tecnológica_NITs_2018

Resultado: Apoio a Projetos de Inovação no Campo da Segurança Pública - Ciência Forense_2018

Resultado: Apoio ao Empreendedorismo de Impacto Socioambiental do RJ_2018

 

 

lrap

 

A Coppe/UFRJ inaugurou, no final de novembro, o mais moderno Laboratório de Recuperação Avançada de Petróleo (LRAP) do país, cujo objetivo é investigar técnicas de recuperação avançada aplicáveis a rochas carbonáticas do pré-sal brasileiro. Trata-se de uma nova área de pesquisa, cujos resultados poderão representar bilhões de dólares em royalties e novos investimentos no Brasil. O valor total de investimento no laboratório foi de R$ 117 milhões, sendo R$ 107 milhões oriundos da Shell Brasil, e R$ 10 milhões da Petrobras. O projeto faz parte do compromisso de investimentos com P&D, que é gerenciado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

As rochas que compõem o reservatório da costa brasileira são únicas no mundo, e o fator de recuperação de óleo no Brasil é de 21%. Segundo o professor da Coppe, Paulo Couto, coordenador do LRAP, um aumento de apenas 1% na taxa de recuperação das rochas brasileiras poderá representar 11 bilhões de dólares em royalties, gerando um incremento das reservas brasileiras em 22 bilhões de barris, e novos investimentos da ordem de 16 bilhões de dólares.

“Na Noruega, por exemplo, há casos em que o fator de recuperação chega a 70%. Em termos de pesquisa, essa é uma área nova no Brasil e está alinhada com a diretriz da ANP de apoiar projetos voltados para o aumento do fator de recuperação. Neste laboratório, além de produzir conhecimento, também vamos formar recursos humanos. Como se trata de uma nova área, há carência de pessoal especializado e pouco conhecimento disponível no país sobre o tema”, afirma Couto.

O laboratório, de 230 m², integra o Núcleo Interdisciplinar de Dinâmica de Fluidos (Nidf) da Coppe. Cerca de 60% do investimento foi feito em equipamentos, alguns feitos especialmente para reproduzir em laboratório as mesmas condições de pressão e temperatura dos reservatórios em grandes profundidades, ou seja, cerca de 700 vezes a pressão atmosférica e temperatura de até 150 graus celsius. Entre os equipamentos está uma estufa para mediação de permeabilidade relativa, equipada com scaner de raios-X, que permite produzir imagens do deslocamento de petróleo dentro da rocha, em condições de laboratório. Como este equipamento, só existe um similar no mundo, instalado na Universidade Heriot-Watt, Edimburgo. Os demais 40% dos investimentos estão sendo aplicados em projetos de P&D e na formação e qualificação de pessoal especializado. Ao todo, até o momento, o laboratório conta com 50 profissionais: cinco professores, oito pesquisadores, oito técnicos, quatro pós-doutores, 16 alunos de mestrado e doutorado, e oito alunos de graduação, e uma engenheira de segurança do trabalho SMS.

“A Shell Brasil investiu muito em formação e qualificação de pessoal, por meio da ANP. Mesmo antes da inauguração, várias empresas do setor fizeram contato interessadas em realizar testes no laboratório, único no Brasil instalado em uma universidade”, ressaltou Couto.

"O Laboratório de Recuperação Avançada de Petróleo representa um importante reforço na infraestrutura laboratorial da Coppe, que há 55 anos contribui com a melhoria da vida dos brasileiros através de avanços em ciência e tecnologia. Os novos equipamentos incluem modernas técnicas de imageamento e automação, elementos chaves na nova Indústria 4.0. Pelo fato de conseguirem operar em condições muito próximas àquelas encontradas no campo, auxiliarão cientistas e engenheiros a melhor compreender o escoamento do petróleo através do intrincado sistemas de poros nas rochas carbonáticas, permitindo o aperfeiçoamento dos processos de extração de óleo em nosso pré-sal", afirmou o diretor de tecnologia e inovação da Coppe/UFRJ, Fernando Rochinha.

 

 

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O projeto de extensão universitária Alunos Contadores de História está em busca de doações para proporcionar uma festa de Natal repleta de presentes às crianças atendidas pelo IPPMG. O Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira é uma unidade de ensino, pesquisa e extensão que compõe o complexo médico-hospitalar da Universidade Federal do Rio de Janeiro, sendo uma das grandes referências nacionais na área de Pediatria. Todas as informações sobre como participar constam aqui.

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A aluna de doutorado da Coppe/UFRJ Linda Gabriele Gesenhues recebeu, no dia 15 de novembro, o prêmio ACM-IEEE CS George Michael Memorial HPC Fellowships, concedido pela Association for Computing Machinery (ACM), maior entidade científica e educacional de computação do mundo. O prêmio, no valor de cinco mil dólares, foi entregue durante a Conferência Internacional para Computação de Alto Desempenho, Redes, Armazenamento e Análise (Supercomputing 2018), em Dallas, EUA.

Primeira aluna de instituição sediada fora do eixo Estados Unidos e Europa a ganhar essa premiação, Linda vem trabalhando na simulação de correntes de turbidez, que causam mudanças na topografia oceânica. O trabalho é fruto da pesquisa que a aluna vem desenvolvendo para sua tese de doutorado, intitulada “Métodos avançados para simulação por elementos finitos de fluidos não newtonianos”, sob a orientação dos professores da Coppe Fernando Rochinha, do Programa de Engenharia Mecânica, e Alvaro Coutinho, do Programa de Engenharia Civil.

O estudo faz parte de um projeto em andamento na Coppe, que tem como objetivo desenvolver uma ferramenta computacional preditiva, capaz de simular como se formaram alguns campos de petróleo, há milhões de anos, a partir da ação das correntes de turbidez. Os resultados podem auxiliar geólogos e geofísicos a entenderem melhor o processo de formação desses reservatórios, possibilitando a identificação de outras regiões, que por terem passado por processos similares, podem abrigar reservas de petróleo. Em resumo, reconstituir o passado para identificar pistas que possam sinalizar futuras reservas.

Por meio de modelos matemáticos, Linda simula fenômenos que ocorrem no fundo do mar, como correntes de turbidez. Trata-se de um escoamento de alta densidade que transporta sedimentos e modifica a topografia oceânica. “Ele resulta em um fluído viscoso, similar a uma massa de panqueca, cujo comportamento varia de acordo com a pressão exercida na corrente. Sua taxa de deformação é modificada por meio de mudanças na velocidade desse escoamento turbulento”, explica a aluna da Coppe.

A ferramenta também pode contribuir para minimizar riscos econômicos e ambientais da extração de petróleo, assim como prever o comportamento de avalanches e erupções vulcânicas no fundo do mar. Linda Gesenhues acrescenta ainda que esta pode ser utilizada para prever impactos ambientais envolvendo o rompimento de barragens com resíduos de minérios, como o ocorrido na cidade de Mariana, em 2015. “Outra possibilidade de aplicação seria no auxílio da escolha de regiões para o armazenamento de água limpa”, antecipou Linda.

Financiada pela Petrobras, que já investiu mais de 10 milhões de reais, a pesquisa teve seu contrato renovado recentemente com a empresa por mais quatro anos. Também fez parte do HPC4E (High Performance Computing for Energy), projeto que reuniu entre fevereiro de 2016 e janeiro de 2018, instituições de pesquisa do Brasil e da União Europeia, com o objetivo de gerar conhecimento e tecnologias voltadas para o setor de energia.

Sobre a aluna premiada

Linda Gabriele Gesenhues tem 28 anos e nasceu na cidade de Heppenheim, na Alemanha. Formou-se em Engenharia Mecânica pela RWTH Aachen University, sediada na cidade de Aachen, Alemanha. Durante a graduação, fez intercâmbio nos Estados Unidos, onde estudou um ano na University of Wisconsin-Madison, na cidade de Madison, onde foi assistente de pesquisa em um projeto sobre modelos numéricos para a mistura de nano-partículas e fluídos não newtonianos.

Na mesma instituição que recebeu o diploma de engenheira, concluiu o mestrado em Engenharia de Polímeros e Têxtil, com ênfase em simulação numérica de danos sofridos pelas hemácias em bombas artificiais de sangue.

Em 2015, ingressou no doutorado do Programa de Engenharia Mecânica da Coppe, do qual fala com orgulho: “O curso é excelente. Superou minhas expectativas. Eu tenho muita sorte de poder trabalhar com dois grandes orientadores”, ressaltou a engenheira, que estima defender sua tese no início de 2020.

Linda se diz realizada. “Estou muito feliz por ter optado em fazer o doutorado na Coppe e morar no Brasil. Gosto muito do Rio de Janeiro. Eu vim de um país pequeno. Está sendo muito interessante viver em um país grande, com tanta diversidade cultural”, confessou entusiasmada a aluna que resolveu retribuir à cidade tornando-se professora voluntária no curso Pré-Vestibular Comunitário Vetor, no Colégio São Vicente de Paulo, no Cosme Velho. Todas às quartas-feiras a aluna da Coppe troca as modelagens e os supercomputadores pelo quadro e o giz para ensinar matemática a estudantes de baixa renda que se preparam para as provas do vestibular. “Ensino, mas também aprendo muito com eles”, acrescentou a engenheira, em bom português.

 

 

Tecnologia brasileira permite a combinação inédita da insulina com amilina humana, hormônios fundamentais para o controle da glicemia, que não é atingido por 2/3 dos pacientes diabéticos, com os tratamentos atuais

 

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Fruto de uma pesquisa realizada pelo grupo do professor Luís Mauricio Trambaioli, do Programa de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas da UFRJ, uma novidade brasileira no controle da glicemia promete ser uma alternativa terapêutica que fará diferença na vida dos pacientes. Trata-se de um novo fármaco que está sendo desenvolvido a partir da modificação da molécula da amilina humana — um hormônio natural co-secretado com a insulina, atuando no controle da diabetes e obesidade, crescentes problemas de saúde pública.

Para se ter idéia, em 2015, a Federação Internacional de Diabetes (International Diabetes Federation) estimou que 8,8% da população mundial com 20 a 79 anos de idade (415 milhões de pessoas) vivia com diabetes. Cerca de 75% dos casos são provenientes de países em desenvolvimento, onde a incidência da doença vem aumentando nas últimas décadas. Se esta tendência persistir, o número de pessoas diabéticas projetado para 2040 é de mais de 642 milhões. Tal crescimento está associado a fatores como a rápida urbanização, sedentarismo, excesso de peso e envelhecimento populacional. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a glicemia elevada seja a terceira maior causa de mortalidade prematura, superada apenas por pressão arterial aumentada e uso de tabaco. Daí a importância da nova tecnologia.

Por trás da iniciativa, está a Biozeus, empresa brasileira com atuação pioneira no desenvolvimento de novos fármacos no Brasil, ao combinar expertise científica e de negócios. “Estamos desenvolvendo um medicamento brasileiro inédito para atender pacientes diabéticos de todo o mundo”, comemora Luis Eduardo Caroli, CEO da Biozeus, adiantando que recentemente foram concluídos os ensaios que comprovaram eficácia da nova droga em animais diabéticos, mostrando a obtenção da normalização dos níveis de glicose no sangue quando a medicação foi aplicada em conjunto com baixas doses de insulina. O objetivo final da medicação é repor amilina e a insulina através de uma administração diária única, permitindo a restauração da fisiologia de forma prática, fácil e inédita.

O estudo, iniciado na Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), se mostrou inovador ao propor a modificação da amilina humana permitindo, de forma inédita, sua aplicação terapêutica. O paciente diabético deixa de produzir tanto a amilina quanto a insulina, dois hormônios fundamentais no controle da glicemia e do peso. As formas de tratamento atuais permitem a reposição da insulina, mas a amilina humana ainda não é disponível aos pacientes. Desta maneira, a reposição de amilina ao paciente diabético é fundamental para restauração da fisiologia perdida, desejo de 100% dos médicos no tratamento de seus pacientes.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, dados obtidos em 2015 apontam que 75% de brasileiros portadores de diabetes não apresentam controle glicêmico adequado com o tratamento usual. Mesmo seguindo dieta rigorosa e praticando exercícios físicos adequados, esses pacientes não se comportam fisiologicamente como indivíduos saudáveis. Neles, a deficiência está na produção não apenas da insulina, mas também da amilina. Esta última é responsável pela redução da velocidade de esvaziamento gástrico após as refeições e pela sensação de saciedade, pela redução da quantidade de glicose que o fígado joga na corrente sanguínea e por aumentar a queima calórica e o gasto energético. Juntas, estas ações equivalem a um controle maior da glicose e do peso. Em condições fisiológicas normais, a insulina e a amilina são produzidas por células do pâncreas e armazenadas nos mesmos compartimentos celulares, atuando sinergicamente no controle da glicemia.

De acordo com Caroli, a indústria farmacêutica até hoje não tinha conseguido obter um medicamento viável à base de amilina humana justamente por ela ser insolúvel em água e por formar corpos agregados, considerados tóxicos inclusive para o pâncreas. “Esse estudo pioneiro é uma enorme conquista para a medicina mundial e um benefício aos milhões de diabéticos. O novo fármaco em desenvolvimento tem o potencial de levar uma inovação brasileira aos pacientes de todo o mundo”, destaca.

Uma cadeia nacional de desenvolvimento

A notícia da nova amilina não se destaca apenas pelo caráter de inovação do fármaco em si, mas também pelo modelo usado para tornar possível seu desenvolvimento, que seguiu uma tendência do mercado farmacêutico internacional muito conveniente no atual contexto brasileiro: o de compartilhamento de riscos. Ainda colocado em prática por poucos no País, esse modelo consiste na participação conjunta de diferentes agentes (players) do setor farmacêutico, onde cada um contribui com sua expertise, compartilha riscos e, oportunamente, divide resultados.

“No caso da amilina, a relação da Biozeus com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) é um exemplo de sucesso, pois previu o compartilhamento dos riscos do negócio e a aposta conjunta num resultado visivelmente promissor. É uma das ferramentas que encontramos para enfrentar a escassez de recurso público, afastando qualquer prejuízo para o desenvolvimento da alta tecnologia brasileira”, explica Caroli.

Com investimento do Fundo Fin Health, fundo brasileiro de venture capital voltado exclusivamente para o segmento de Ciências da Vida, a Biozeus tem a expertise científica e de negócios para buscar, selecionar, investir e conduzir as diversas etapas de desenvolvimento e comercialização de fármacos, desde os estágios iniciais até a etapa em que o projeto é licenciado para a indústria farmacêutica, que assume a fase final do desenvolvimento e comercialização global.

Atualmente, o mercado de vendas mundial de medicamentos para diabetes é aproximadamente de US$ 58 bilhões, e a expectativa é que a nova tecnologia resulte em um produto que alcance US$ 2 bilhões em vendas por ano.

Recentemente a notícia foi destaque no portal G1. Confira aqui.

 

 

remedios

A Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI) lançou em parceria com a Federação Internacional de Fabricantes e Associações Farmacêuticas (IFPMA, na sigla em inglês) uma nova plataforma online com objetivo de ajudar agências governamentais a ter melhor entendimento do status global de patentes de remédios.

Criada a partir dos esforços da indústria para esclarecer informações de patentes, a Patent Information Initiative for Medicines (Pat-INFORMED) fornece informações através de um banco de dados livres e de acesso aberto. Através da nova plataforma, que se tornou operacional no fim de setembro, agências governamentais podem fazer consultas diretas com companhias.

A OMPI fornece recursos e hospeda o banco de dados para garantir desenvolvimento contínuo, enquanto a IFPMA trabalha junto a 20 companhias biofarmacêuticas que apoiaram a iniciativa para ajudar a garantir uma abordagem consistente e coordenada.

“A OMPI está comprometida a aumentar a transparência do sistema de patentes e garantir que funcione para benefício da humanidade. Como uma parceria público-privada focada no acesso de informações essenciais de patentes, a Pat-INFORMED irá facilitar a solicitação de patentes de remédios importantes e, logo, fornecer melhores resultados para pessoas de todo o globo. Tais parcerias são essenciais para o sucesso no campo da saúde pública”, disse o diretor-geral da OMPI, Francis Gurry.

Embora informações sobre solicitações e concessões de patentes estejam no domínio público, recursos que ligam diretamente patentes a remédios já no mercado são escassos e limitados. Estas ferramentas estão disponíveis publicamente apenas em alguns países ou através de bancos de dados privados. A Pat-INFORMED busca ajudar a fechar estes buracos e tornar pesquisas de patentes mais fáceis, rápidas e acessíveis a um grupo mais amplo de pessoas.

No momento, a Pat-INFORMED hospeda informações sobre mais de 14 mil patentes individuais, para 600 mil famílias de patentes e 169 INNs, nomes únicos que são reconhecidos globalmente e usados para identificar substâncias farmacêuticas ou ingredientes farmacêuticos ativos dentro de remédios que cobrem uma ampla gama de condições.

“Esta iniciativa é uma maneira prática de reduzir a complexidade em torno do acesso à informação de patentes, algo que especialistas da saúde pedem há tempos. Ao facilitar acesso à informação de patentes para autoridades da saúde pública, a Pat-INFORMED pode ajudá-las a tomar decisões mais informadas sobre opções disponíveis, e isto será uma contribuição importante à saúde global”, disse o diretor-geral da IFPMA, Thomas Cueni.

Segundo Wesley Kreft, diretor da Global Supply Chain, uma organização sem fins lucrativos sediada na Holanda e especializada na gestão da cadeia de suprimentos médicos para países desenvolvidos, “processos de solicitação de patentes mais eficientes salvam vidas ao levar remédios para as pessoas com maior rapidez”.

“A Pat-INFORMED possui o potencial de reduzir em 30% o tempo necessário para solicitar patentes para remédios para países de baixa e média renda", afirmou.

A plataforma possui informações de patentes para medicamentos dentro da oncologia, hepatite C, problemas cardiovasculares, HIV, diabetes e problemas respiratórios. Em uma fase posterior, a iniciativa irá se estender para todas as áreas terapêuticas e explorar a inclusão de terapias complexas.

O lançamento foi feito em evento às margens das Assembleias de Estados Membros da OMPI 2018.

Clique aqui para acessar a plataforma online.

 

 

fakenews

A Coordenadoria de Comunicação (Coordcom), em parceria com a Superintendência de Tecnologia (TIC), lançou um formulário on-line para denúncias de fake news relativas à UFRJ. A ferramenta permite que os usuários submetam notícias das quais desconfiem de falsidade e que tenham sido compartilhadas em texto, imagem ou vídeo em sites, redes sociais ou, até mesmo, aplicativos de mensagens. 

Após o recebimento das denúncias, a UFRJ analisará os casos relatados, investigando a veracidade e tomando as medidas legais individualmente. Entre as iniciativas cabíveis estão os pedidos de retirada do conteúdo, retratação, direito de resposta e, nos casos mais graves, denúncia ao Ministério Público junto à Procuradoria Federal. 

Viu alguma notícia falsa sobre a UFRJ circulando pela internet? Denuncie aqui.

 

 

sisgenPesquisadores com trabalhos experimentais ou teóricos realizados com patrimônio genético brasileiro têm até o dia 5/11 para finalizar o cadastro no Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado (SisGen). Esse sistema eletrônico foi criado pelo Decreto nº 8.772, de 11 de maio de 2016, que regulamenta a Lei nº 13.123, de 20 de maio de 2015, como um instrumento do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético na gestão do patrimônio genético e do conhecimento tradicional associado.

O cadastro é obrigatório para todas as atividades que utilizem material biológico de espécies (nativas ou exóticas ambientadas) vegetais, animais, microbianas, fúngicas ou de outra natureza que sejam encontradas em território nacional. Também estão obrigados a efetuar o cadastro pesquisadores cujos trabalhos utilizem o conhecimento tradicional associado ou sequências genéticas de espécies brasileiras depositadas em bases ou bancos de dados digitais.

Para mais informações sobre o sistema e o cadastramento, visite a página do Ministério do Meio Ambiente sobre patrimônio genético e/ou acesse o Manual do SisGen.

Dúvidas podem ser enviadas ao administrador do SisGen (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.) ou à Secretaria Executiva do Cgen (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.).

 

Pró-Reitoria de Pesquisa alerta sobre limitações do sistema

A Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação realizou, no dia 10/10, debate sobre a Nova Lei de Biodiversidade. Representantes de grupos envolvidos com o tema apresentaram os impactos sofridos pela academia, povos tradicionais, indústrias e gestão governamental, a partir da data em que  entrou em vigor a Lei nº13.123 de 2015 e o Decreto 8.772 de 2016.

Os palestrantes discorreram sobre o processo de criação da Lei e os gargalos e as contradições encontrados. A representante da Associação Brasileira da Indústria de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (Abifina), Ana Claudia Dias de Oliveira, esclareceu aos presentes  os termos utilizados e possíveis riscos a que as pesquisas estariam expostas.

Um dos pontos destacados foi o sigilo das informações: “Os cadastros de usuários são considerados sigilosos por conterem informações pessoais. Entretanto, nos demais campos, todas as informações são consideradas públicas”, alerta Oliveira. “É preciso que o pesquisador tenha discernimento nos dados colocados para não expor a uma fragilidade o trabalho de uma vida inteira.”

A palestrante informou que a Abifina disponibilizou um manual comentado sobre o tema.

 

(FONTE: CoordCOM/ UFRJ)

 

 

 

semanaglogaldeempreendedorismo

A Semana Global do Empreendedorismo (SGE) 2018, maior celebração mundial voltada para esta temática terá como mensagem principal “Empreendedorismo Jovem: A Hora é Agora”. O calendário oficial da Semana será de 5 a 9 de novembro, mas durante todo este mês o empreendedorismo será motivo de comemorações e atividades em todo país.  Três temas distintos foram definidos para nortear a semana: Mulheres, Inclusão Social e Inovação. O intuito é conectar, capacitar e inspirar o público, para que transforme ideias em iniciativas de sucesso.  Os jovens estão fazendo grandes mudanças nas formas de empreender, criando modelos flexíveis, digitais, ágeis.  O mundo dos negócios tem muito a aprender com eles, em especial com o engajamento em ações sociais, sustentáveis e justas. Jovens naturalmente compartilham informações e queremos potencializar esta troca, sempre rica e produtiva, explica, o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

A SGE está presente em mais de 167 países e mobiliza anualmente milhares de organizações e milhões de pessoas. Nos últimos três anos, apenas no Brasil, mais de 2,5 milhões de pessoas participaram de cerca de 10 mil atividades - o que faz da SGE brasileira a maior do mundo, com sete premiações internacionais. As pessoas ou organizações interessadas em participar das ações de mobilização podem conhecer mais sobre a Semana Global e obter materiais de apoio no site do movimento: www.empreendedorismo.org.br.

SGE

A Semana Global de Empreendedorismo foi criada em 2007, na Inglaterra, com o objetivo de fortalecer e disseminar a cultura empreendedora, conectando, capacitando e inspirando as pessoas a empreender. Como parte das mobilizações, são realizadas diversas atividades, de palestras a competições, com diferentes públicos e temáticas, sempre abordando o empreendedorismo de alguma forma. Esse é um grande movimento que acredita que a causa do empreendedorismo é capaz de gerar desenvolvimento econômico social e transformar realidades.

Serviço:

O site do movimento http://www.empreendedorismo.org.br/ possibilita acompanhar e participar das ações que vão ser realizadas no Brasil.

 

(FONTE: Agência Sebrae de Notícias)

 

 

radarbandax

Um sistema inovador pode contribuir para reduzir os impactos ambientais na Baía de Guanabara. Desenvolvido por meio de uma parceria entre pesquisadores da Coppe/UFRJ e da UFF, o sistema é fruto de um arranjo tecnológico, que por meio de computação de alto desempenho e modelos matemáticos, vai gerar parâmetros físicos e ambientais a partir de dados coletados por radar marítimo com frequência de Banda X, usado em grandes navios.

O sistema foi apresentado, no dia dia 10 de outubro, durante o “1º Workshop de Tecnologia de Radar (Banda X) Aplicada a Meteo-Oceanografia e Hidrografia”, no auditório Milton Santos, do Instituto de Geociências da UFF, no campus da Praia Vermelha, na Avenida Gal. Milton Tavares de Souza S/N, Boa Viagem, em Niterói.

Os pesquisadores do Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce) da Coppe/UFRJ e do Laboratório de Geofísica Marinha (Lagemar), da UFF, apresentaram a tecnologia para professores, alunos, representantes de empresas públicas e privadas, e possíveis investidores. As aplicações e resultados desse projeto serão testados e validados pelos pesquisadores desses laboratórios.

O sistema possibilita a definição de parâmetros para a logística marinha, disponibilizando dados sobre ondas e correntes, dispersão de vazamento de óleo e monitoramento de precipitação (chuvas). O radar marítimo emite pulsos de ondas eletromagnéticas para a superfície do oceano, que são refletidas em estruturas, como rochas ou embarcações, e retornam ao equipamento. As informações obtidas nesse processo também poderão ser usadas em pesquisas e soluções para reduzir os impactos ambientais na Baía de Guanabara provenientes da ação humana, além de auxiliar no controle e segurança do tráfego de embarcações.

“O radar pode ser utilizado para detecção de lixo flutuante. A partir dos dados de ondas e correntes é possível aprimorar o estudo da modelagem da dinâmica do oceano e criar prognósticos com a trajetória desse lixo, além de otimizar seu recolhimento e localizar possíveis fontes de lançamentos", afirma Fábio Hochleitner, pesquisador do Laboratório de Métodos Computacionais (Lamce) da Coppe. Essa tecnologia também pode ser utilizada como um mecanismo de proteção ao ambiente nas regiões portuárias, detectando e monitorando vazamentos de óleo e produtos químicos.

Desde 2017, o radar marítimo está instalado no topo do prédio do Instituto de Geociências da UFF, parceiro do Lamce nesse projeto. O local oferece ampla visão para a Baía de Guanabara, área escolhida para a realização de testes. Concluída a fase piloto do projeto, o sistema poderá ser aplicado em outras regiões do oceano.

“A parceria entre as instituições é promissora. O Lamce tem grande interesse em aplicações nas áreas de meteorologia e oceanografia, enquanto o Lagemar se interessa por aplicações em hidrografia. É um casamento perfeito”, ressalta Fábio Hochleitner.

O sistema foi destaque, no dia 05/10, em reportagens publicadas em O Globo (Sistema com radar norueguês vai monitorar Baía contra poluição ambiental) e no Jornal do Brasil (Coppe começa a operar, a partir da próxima quarta-feira, super radar para monitorar a Baía de Guanabara).
 

Sobre o Lamce

Coordenada pelo professor da Coppe, Luiz Landau, a equipe do Lamce tem desenvolvido projetos bem-sucedidos voltados para a redução de impactos nos oceanos.

Em 2010, uma iniciativa do laboratório em parceria com o Projeto Grael, a petroleira BG e a consultoria Prooceano, contribuiu para dar suporte a velejadores e a iniciativas destinadas a reduzir o impacto ambiental na Baía de Guanabara.

Boias com sensor de temperatura e monitoradas por satélite coletavam dados, gerando informações que possibilitavam estudar a movimentação de lixo no mar e vazamentos de óleo de refinarias e navios. O trabalho colaborou na inclusão social de jovens do projeto dos velejadores Axel, Torben e Lars Grael, que semanalmente iam de lancha até pontos previamente definidos para extrair dados oceanográficos.

Durante as Olimpíadas Rio 2016, um sistema desenvolvido pelos pesquisadores do laboratório forneceu dados sobre as condições de circulação marinha e atmosférica dos locais de competição para os atletas brasileiros de modalidades náuticas. Com essas informações, os atletas planejavam sua atuação durante as provas. A tecnologia foi desenvolvida em parceria com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Um projeto em andamento, realizado em parceria com a Shell, é o Sistema de Observação Oceânica para a Bacia de Santos. Ele inclui a utilização de veículos autônomos submarinos e de superfície para a medição de correntes marinhas e ondas, com foco no Campo de Libra. Trata-se de uma nova etapa do Projeto Azul, iniciado em 2012, coma BG Brasil, para modelagem computacional oceânica, com o uso de sensores locais e remotos a bordo de plataformas orbitais para realizar diagnósticos e prognósticos da dinâmica oceânica.

 

 

mocao do conselho universitario 01

Moção do Conselho Universitário da UFRJ, aprovada em sessão do dia 25/10/2018

Pronunciamento do Conselho Universitário para a comunidade da UFRJ e a sociedade brasileira

Em declaração pública, as reitoras e os reitores das universidades federais brasileiras, reunidos na Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), nos dias 17 e 18/10, reafirmaram o compromisso inquebrantável com o desenvolvimento social da nação e, de modo igualmente categórico, com a democracia como valor civilizatório e fundamento dos direitos humanos.

Não se trata de um pronunciamento protocolar. Os conhecimentos científico, tecnológico, cultural e artístico somente vicejam em ambientes democráticos, de irrestrita liberdade de cátedra e de plena liberdade de ensino e aprendizagem. Na mesma declaração, há o manifesto do compromisso com os preceitos constitucionais que asseguram as liberdades democráticas que conformam o ambiente universitário, como expresso na Constituição Federal de 1988. De fato, a fundamentação jurídica que assegura a irrestrita liberdade de cátedra é a autonomia universitária.

A instabilidade da democracia no Brasil exige a reafirmação do art. 207 da CF e a disposição de zelar pelos objetivos originais que levaram a Lei Maior do país a ser intitulada como a Constituição Cidadã. A autonomia se expressa pela autonormação – pelas leis próprias da universidade, muitas delas resultantes de mais de mil anos de história – e pelo autogoverno da instituição.

Conforme a Carta Magna, as universidades possuem autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial para que o espaço universitário seja acolhedor e de natureza comunitária, promovendo as melhores condições de aprendizagem, criação e interação dialógica com a sociedade. As conquistas ao longo do presente século são um patrimônio da nação.

A criação de novas universidades, institutos federais e de centenas de novos campi, a adoção de cotas, a institucionalização da assistência estudantil, por meio do Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), a realização regular de concursos públicos de provas e títulos, assegurando o ingresso no serviço público por mérito, foram marcos que permitem projetar de modo muito mais audacioso o porvir do país.

Acompanhando de modo cidadão o atual processo eleitoral, o Conselho Universitário da UFRJ manifesta o seu compromisso com a laicidade da educação pública, recusando de modo categórico tanto a difusão de proselitismo religioso de qualquer espécie nas atividades acadêmicas como o intento de imposição do criacionismo. Repudia as manifestações racistas, LGBTfóbicas, misóginas, xenofóbicas e todas as formas de negação da igual humanidade de todas as pessoas.

A universidade pública federal é uma instituição democrática que reconhece e valoriza todas as formas de expressão da humanidade. O Conselho Universitário repudia o uso da violência nas manifestações políticas. Ideias são debatidas. A tentativa de impor pela força e pelo medo concepções de mundo não é compatível com a convivência universitária.

O Estado Democrático de Direito impede tais manifestações e a UFRJ seguirá zelando por esses valores. Ainda em consideração ao contexto eleitoral, o Conselho Universitário também declara o compromisso com o art. 205 da CF, que consigna que a educação é um direito de todos os cidadãos e um dever do Estado.

A gratuidade, assegurada pelo art. 206 da CF, é um patrimônio da democracia brasileira que permite o direito de todos ao conhecimento e à melhoria das condições de vida das(os) universitárias(os) e do país de um modo mais geral. A experiência dos povos confirma que o desenvolvimento científico depende de sua interação com a vida social, com os processos produtivos, com as instituições de educação, saúde, meio ambiente, ciência e tecnologia, cultura etc. Nessa ótica, o Conselho Universitário reafirma a necessidade de revogação da Emenda Constitucional 95, que reduz, ano a ano, os gastos públicos.

Exortamos ainda toda a sociedade e a comunidade acadêmica, em especial, a praticarem a reflexão sistemática, contextualizada, fundamentada para que a escolha eleitoral reafirme os valores da democracia, do diálogo, da ética em prol de uma sociedade que proporcione bem viver a todo o povo. Em harmonia com as instituições e representações da sociedade civil democrática, o Conselho Universitário reitera a importância de interações e solidariedades a favor da garantia e do fortalecimento da democracia no Brasil, especialmente por meio da educação pública, gratuita, laica e comprometida com a ciência, a tecnologia, a cultura e a arte, pilares civilizatórios e condições para a existência de democracias vibrantes.

 

 

plasticor

Alunos e ex-alunos da UFRJ idealizaram e produziram uma embalagem de plástico biodegradável que revela a qualidade do alimento, a Plasticor. A coloração aponta se o produto está próprio para o consumo ou não. Em desenvolvimento há cerca de um ano, nos laboratórios do campus de Xerém, o bioplástico dos estudantes é uma saída sustentável no cenário de grande desperdício em que se vive atualmente.

Por ano, de toda a comida produzida no planeta, 30% (ou 1,3 bilhão de toneladas) vai para o lixo, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. A mudança de cor da embalagem seria, portanto, uma forma de administrar o consumo dos alimentos, com preferência aos mais próximos de vencer, além de garantir a confiabilidade da ingestão daqueles cuja data de validade esteja expirada, porém ainda possam ser consumidos de forma segura.

Mas as vantagens vão além. “O impacto ambiental também é reduzido, visto que, nas últimas décadas, a utilização de materiais plásticos é abundante na indústria alimentícia. Nossa embalagem é ecologicamente correta, já que não utiliza aditivos químicos nem demora anos para degradar”, explica João Vítor Balbino, estudante do 5º período de Biofísica e um dos sete integrantes da startup. Enquanto a degradação de plásticos comuns pode levar até cinco séculos, os alunos estimam que a do Plasticor seja de seis meses, porém ainda estão sendo feitos testes para precisar essa informação.

A equipe é multidisciplinar: envolve graduandos de Biotecnologia, Nanotecnologia, Biofísica e Marketing, além de um doutorando em Ciência e Tecnologia de Polímeros e um designer, todos da UFRJ. O projeto é custeado pelos próprios idealizadores, que estão em busca de possíveis investidores. Os interessados em ajudar podem participar do financiamento coletivo criado pela equipe, contribuindo com qualquer valor acima de R$ 10.

 

(FONTE: CoordCOM)

 

 

premionacionaldeinovacao

 

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Nacional de Inovação - Edição 2018/2019, realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Empresas de todos os portes podem submeter projetos, produtos e processos inovadores. A candidatura deve ser realizada no site do Prêmio até o dia 19 de novembro de 2018.

Os vencedores serão anunciados no dia 10 de junho de 2019. A premiação inclui participação em imersão internacional em ecossistemas de inovação e até R$ 150 mil por categoria pré-aprovados em editais de fomento à inovação, como o Edital de Inovação para a Indústria. A edição passada teve número recorde de inscritos: 3.987 empresas.

Nesta edição, há novidades no regulamento, com três modalidades: pequenos negócios, médias e grandes empresas. A premiação se dará nas categorias Gestão da Inovação e Inovação, sendo que esta tem quatro subcategorias: produto, processo, organizacional e marketing. Outra novidade desta edição será o reconhecimento a práticas inovadoras em saúde e segurança no trabalho.

Não é necessário inscrever um projeto específico de inovação para cada categoria. Com a nova metodologia, a empresa se inscreve uma única vez e é avaliada como um todo, podendo ser selecionada em mais de uma categoria ou subcategoria. No entanto, é preciso que as inovações desenvolvidas tenham acontecido, no máximo, nos últimos dois anos e estejam implantadas no momento da inscrição. 

O Prêmio Nacional de Inovação é voltado para a indústria, com exceção dos pequenos negócios, que podem ser do setor industrial, de comércio, de serviço ou agronegócio.

 

(FONTE: Agência CNI de Notícias)

 

 

 

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A FAPERJ anunciou, em 18 de outubro de 2018, o lançamento de quatro editais: Programa de Apoio a Projetos no Campo da Ciência Forense; Programa de Apoio às Incubadoras de Empresas do Estado do Rio de Janeiro; Programa de Apoio a Projetos de Núcleos de Inovação Tecnológica; e Programa de Apoio ao Empreendedorismo de Impacto Socioambiental do Estado do Rio de Janeiro. Ao todo, serão destinados R$ 13,5 milhões ao desenvolvimento de projetos nas áreas contempladas pelos editais.  

Os quatro editais seguem o mesmo cronograma: os interessados podem fazer a inscrição online das suas propostas até às 16h do dia 12 de novembro de 2018; a divulgação dos resultados preliminares está prevista para o dia 29 de novembro de 2018 (os aprovados nesta etapa terão até o dia 10 de dezembro de 2018 para apresentação dos documentos exigidos) e a divulgação dos resultados finais está prevista para o dia 13 de dezembro de 2018.

Apoio a Projetos de Inovação no Campo da Segurança Pública – Ciência Forense

Por meio deste programa, a FAPERJ pretende desenvolver o sistema estadual de inovação através da interação entre empresas, Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs), pesquisadores e peritos criminais, ao estimular a pesquisa forense a fim de gerar condições para qualificar as metodologias e tecnologias de pesquisa e de atuação forense – especialmente do campo da informática e tecnologia da informação; laboratórios analíticos forenses; avanços metodológicos e tecnologias inovadoras na investigação do crime de homicídio –, e ampliar o espaço de difusão e troca entre os diferentes campos do conhecimento. 

Para este edital, os proponentes elegíveis são pessoas físicas vinculadas a uma ICT, à perícia técnica da Policia Civil do Estado do Rio de Janeiro, ou a instituição inovadora nascente ou já estabelecida. Serão aceitos projetos para a criação, experimentação, pesquisa, desenvolvimento e inovação no campo da ciência forense.

Os recursos alocados para financiamento do edital serão, ao todo, da ordem de até R$ 3,5 milhões, divididos em duas Categorias: Categoria A: nível de implementação e validação de protótipos de produtos e serviços de empreendimentos nascentes, contemplando até R$ 1,5 milhões em projetos de valor unitário até R$ 250 mil; e Categoria B: nível de desenvolvimento e escalabilidade de empreendimentos nascentes, contemplando até R$ 2 milhões em projetos de valor unitário até R$ 500 mil.

Programa de Apoio às Incubadoras de Empresas do Estado do Rio de Janeiro

Com este programa, a FAPERJ pretende apoiar incubadoras de empresas de base tecnológica, de economia criativa e de empreendimentos sociais, a partir da seleção de empreendedores, oferecendo apoio por tempo limitado, incluindo espaço físico, capacitação empresarial e serviços de assessoria para o funcionamento dos empreendimentos nascentes, consolidando-as e reposicionando-as.

Para este edital são elegíveis como proponentes pessoas físicas vinculadas às incubadoras de empresas, sediadas ou não em ICTs, em operação no Estado do Rio de Janeiro, ou às redes de incubadoras em âmbito estadual.

Os recursos alocados para financiamento do presente edital são da ordem de R$ 4,5 milhões. O valor dos recursos solicitados à FAPERJ, em cada proposta, deverá ser limitado de acordo com a quantidade de empreendimentos residentes na incubadora.

Programa de Apoio a Projetos de Núcleos de Inovação Tecnológica

Este programa é uma oportunidade para apresentação de propostas por parte dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) sediados no Estado do Rio de Janeiro, que contemplem a capacitação, estudos e atividades relacionadas ao desenvolvimento de produtos, serviços, insumos, equipamentos e/ou processos inovadores, decorrentes de ideias ou desenvolvimentos efetuados na instituição ao qual pertençam.

Com este edital, a FAPERJ pretende desenvolver o Sistema Estadual de Inovação através da interação entre empresas, NITs, Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs) e pesquisadores, bem como capacitar jovens engenheiros em projetos de inovação. Os tipos de proponentes elegíveis para o programa são Pesquisador ou Pessoa Física, vinculados a um NIT, e serão aceitos projetos em um ou mais dos seguintes segmentos: busca de anterioridade; elaboração de pedidos de patentes; planos para transferência de tecnologia; prospecção de mercado; e estudos de viabilidade técnica, comercial e econômica (EVTE), incluindo ambiental, quando aplicável.

Serão selecionados até dez NITs, nos quais serão alocados recursos da ordem de até R$ 4 milhões, sendo que cada NIT poderá apresentar uma proposta de até R$ 500 mil. 

Programa de Apoio ao Empreendedorismo de Impacto Socioambiental do Estado do Rio de Janeiro

Pela primeira vez, a FAPERJ lança um programa de fomento voltado especificamente para o apoio ao empreendedorismo de impacto socioambiental no estado. Com previsão de destinar, ao todo, recursos da ordem de R$ 1,5 milhões, o programa tem o objetivo de apoiar o desenvolvimento do ecossistema fluminense, em especial nos segmentos ligados à saúde, educação, empregabilidade, tecnologias assistivas, mediação e resolução de conflitos, sistema prisional, desigualdade étnico-raciais, geracional, de gênero e de orientação sexual.

A FAPERJ entende que trata-se de um nicho estratégico, na medida em que esses empreendimentos têm a missão explícita de gerar impacto social e/ou ambiental, ao mesmo tempo em que geram resultado financeiro a partir da aplicação de modelos de negócios sob a égide de mecanismos de mercado.

Os empreendimentos proponentes podem solicitar até R$ 50 mil. Para o caso das entidades de apoio, o valor financiado é de até R$ 300 mil. Os candidatos poderão ainda considerar a utilização de recursos empresariais ou de outras instituições que se interessarem em participar do desenvolvimento do projeto, que terá vigência de até dois anos.

Confira abaixo as íntegras dos editais:

Edital FAPERJ Nº 07/2018 – Programa de Apoio a Projetos de Inovação no Campo da Segurança Pública – Ciência Forense

Edital FAPERJ Nº 08/2018 – Programa de Apoio às Incubadoras de Empresas do Estado do Rio de Janeiro

Edital FAPERJ Nº 09/2018 – Programa de Apoio a Projetos de Núcleos de Inovação Tecnológica

Edital FAPERJ Nº 10/2018 – Programa de Apoio ao Empreendedorismo de Impacto Socioambiental do Estado do Rio de Janeiro

 

 

palestramedicossemfronteira

 

Fruto de uma parceria entre a Agência UFRJ de Inovação e o Médicos Sem Fronteiras, ocorrerá, em 23 de outubro, às 12h, no Auditório Visconde do Rio Branco (fundos do bloco D, Centro de Tecnologia da UFRJ), a palestra "Para além da medicina: os perfis não médicos que recrutamos".

Médicos Sem Fronteiras é uma organização internacional humanitária que trabalha em mais de 70 países levando cuidados de saúde para populações vítimas de catástrofes naturais, conflitos armados, epidemias, fome ou falta de acesso aos cuidados básicos de saúde. Desde sua fundação em 1971, a organização já atendeu milhões de pacientes sem discriminação de raça, etnia, opção política ou religiosa. Em 1999, MSF venceu o Prêmio Nobel da Paz.

Diferentemente do que muitos pensam, as vagas para profissionais em Médicos Sem Fronteiras não se limitam somente à área médica. Levando em consideração sua atuação em locais com pouca infraestrutura, a ONG conta com cerca de 60% de suas vagas para profissionais de outras áreas, como psicologia, logística, engenharia, finanças, recursos humanos, entre outras.

Durante a palestra estarão presentes o recrutador do escritório do MSF no Brasil e duas expatriadas que falarão sobre o processo de recrutamento (pré requisitos, procedimento) e vivências profissionais no campo, assim como a vida de um expatriado de Médicos Sem Fronteiras.

 

 

semanacti2018

O Parque Tecnológico da UFRJ irá participar da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia em parceria com o Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (LAMCE) da COPPE, nos dias 16,17 e 18 de outubro. Durante os três dias, o Parque irá realizar visitas guiadas à telebiosfera do LAMCE, uma instalação artística para visualização lúdica da interação de plantas com todo o meio ambiente.

Em formato de domo para projeção 180 graus, a instalação foi pensada como uma plataforma audiovisual responsiva que permite visualizar em realidade aumentada alguns fenômenos da natureza. O público visitante poderá ter uma percepção das condições vitais das plantas e das interações com outros organismos vivos através das imagens feitas por meio de câmeras que registram em infravermelho. Uma colaboração do grupo NANO, da Escola de Belas Artes da UFRJ, com as atividades de pesquisa do LAMCE, a tecnologia investigativa tem como objetivo conscientizar sobre a sustentabilidade e sua importância na produção de alimentos, através da união entre arte, ciência e tecnologia.

No dia 18 de outubro, a programação também incluirá uma visita guiada pela Galeria Curto Circuito de Arte Pública. A galeria é uma parceria do Parque com a Escola de Belas Artes (EBA/UFRJ) e reúne obras de diversos artistas pelos 350 mil metros quadrados do ambiente de inovação do Parque.

Programação

16 de outubro
10h, 10h30, 11h, 14h, 14h30, 15h, 15h30 – Visita à telebiosfera do Lamce

17 de outubro
10h, 10h30, 11h, 14h, 14h30, 15h, 15h30 – Visita à telebiosfera do Lamce

18 de outubro
10h, 10h30, 11h, 14h, 14h30, 15h, 15h30 – Visita à telebiosfera do Lamce
10h30, 11h30, 14h30, 15h30 – Visita à Galeria

O Laboratório Fundo Verde de Desenvolvimento e Energia irá disponibilizar uma van que partirá da Escola de Educação Física da UFRJ para levar crianças até o laboratório, que fica dentro do Parque Tecnológico da UFRJ.

 

 

fortec 2018

De 15 a 19 de outubro, o Fortec – Associação Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia – vai promover seu 12º encontro anual na cidade do Rio de Janeiro, reunindo gestores de inovação de universidades públicas e privadas, centros de pesquisa e profissionais de Ciência, Tecnologia & Inovação.

Com o tema “Contribuição dos Núcleos de Inovação Tecnológica para o desenvolvimento econômico: transformar conhecimento em riqueza”, a programação traz palestras, painéis e mesas de debates, apresentando os principais impactos do Marco legal da C,T&I no cotidiano dos diversos agentes do ecossistema de inovação do país.

Entre os palestrantes confirmados, a coordenadora executiva da CTIT da UFMG, Juliana Crepalde, participará do painel “A implementação das Políticas de Inovação nas ICTs”, na terça-feira, dia 16, das 14h às 16h.

Acesse a programação completa e saiba mais sobre o evento no site do Fortec.

Sobre o Fortec

O Fortec é uma associação civil de direito privado sem fins lucrativos, de representação dos responsáveis nas universidades, institutos de pesquisa, instituições gestoras de inovação e pessoas físicas, pelo gerenciamento das políticas de inovação e das atividades relacionadas à propriedade intelectual e à transferência de tecnologia, incluindo os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs), agências, escritórios e congêneres.

XII Encontro Anual do Fortec

15 a 19 de outubro de 2018

Rio de Janeiro (RJ) – diversos locais

www.fortec.org.br

 

 

empresasfilhas

A difusão do empreendedorismo em várias frentes constitui-se enquanto uma das missões da Agência UFRJ de Inovação. É nosso papel incentivar iniciativas nessa área e articular a cooperação entre grupos com os mesmos interesses.

Tendo isso em vista, a Agência UFRJ de Inovação está realizando uma pesquisa para coletar os dados de suas empresas-filhas. Empresa-filha é a denominação dada a empreendimentos criados por alunos, ex-alunos e pessoas com vínculo empregatício com a UFRJ, assim como a negócios cuja atividade principal derive de uma inovação licenciada pela universidade.

Numa época em que a universidade pública sofre uma série de ataques, é essencial que possamos fundamentar sua defesa com base em dados concretos tais como o próprio retorno socioeconômico que é gerado a partir de suas iniciativas empreendedoras.

Se você é aluno, ex-aluno, servidor técnico ou professor da UFRJ e é fundador de uma empresa, preencha este formulário para que possamos cadastrar sua empresa.

 

 

mulheresnaciencia2018

A pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fernanda Ferreira Cruz, foi uma das vencedoras do prêmio “Para Mulheres na Ciência”, realizado pela L’Oréal Brasil, empresa residente do Parque Tecnológico da UFRJ, em parceria com a UNESCO BRASIL e com a Academia Brasileira de Ciências. O programa tem como motivação a transformação do panorama da ciência no País, favorecendo o equilíbrio dos gêneros no cenário brasileiro e incentivando a entrada de jovens mulheres no universo científico.

Docente recém-concursada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fernanda Ferreira Cruz já tinha uma longa história com a instituição. Moradora de Ramos, bairro próximo ao campus da Ilha do Fundão, Fernanda se formou em Medicina pela UFRJ – curso que, para ela, unia a pesquisa em laboratório com a aplicação prática nas clínicas. A cientista entrou em contato com o tema que mais tarde a daria o prêmio L’Oréal-UNESCO-ABC Para Mulheres na Ciência logo no início do curso, quando começou a iniciação científica no Laboratório de Investigação Pulmonar (LIP) do Instituto de Biofísica Carlos Chaga Filho (IBCCF/UFRJ).

Por meio da terapia celular, que consiste na administração de células, ela e seu grupo trabalham no desenvolvimento de alternativas inovadoras para o tratamento de doenças respiratórias. Em estudos anteriores, obtiveram resultados positivos ao extrair células-tronco adultas da medula óssea de pacientes e reintroduzi-las em sua corrente sanguínea. As células-tronco foram capazes de neutralizar a ação dos leucócitos, células sanguíneas de defesa que se encontram inflamadas nesses pacientes.

Foi também no LIP que a cientista conheceu uma de suas maiores inspirações: a pesquisadora Patricia Rocco, chefe do laboratório e agora sua colega de trabalho. “Patricia é mulher, é mãe, é médica, é pesquisadora, é professora, é a pessoa que abriu as portas do mundo científico para mim. Disse que eu conseguiria e foi quem mais me motivou”, conta.

“Fiquei em êxtase, não sabia o que falar. Foi uma sensação de muita felicidade”, conta Fernanda sobre o momento em que recebeu a ligação do presidente da Academia Brasileira de Ciências, Luiz Davidovich, para contar sobre o prêmio. “Estou começando agora, acabei de passar no concurso; ter uma verba para custear materiais e equipamentos para o meu laboratório é incrível, não é todo mundo que consegue”, comemora.

No LIP, Fernanda se especializou na área medicina regenerativa, que usa terapias com células-tronco – que podem se diferenciar em outros tipos de células – para reparar e regenerar tecidos e órgãos. As pesquisas se tornam ainda mais importantes no contexto de envelhecimento da população, em que doenças degenerativas – como a asma grave e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) – têm se tornado mais comuns.

Embora esse tipo de tratamento tenha mostrado bons resultados quando aplicado às doenças respiratórias estudadas, o processo para extração das células-tronco ainda é incômodo. Elas precisam ser retiradas da medula óssea, tecido gelatinoso que preenche a parte interna dos ossos. Por isso, Fernanda e seu grupo se dedicam a encontrar terapias que utilizem fontes menos invasivas. Uma descoberta foi a possibilidade do uso de monócitos em vez das células-tronco. Células adultas, os monócitos mostraram bons resultados quando aplicados em tratamentos para a asma e podem ser obtidos mais facilmente: além de serem encontradas na medula óssea, também estão presentes no sangue. A ideia é tirar essas células do sangue dos pacientes, tratá-las para mimetizar as condições em que se encontram na medula, e injetá-las de volta nos pacientes. Este é o próximo passo da pesquisa.

 

(FONTE: Para Mulheres na Ciência)

 

 

insitutoserrapilheira

 

Em 3 de outubro, o Instituto Serrapilheira lançou sua segunda chamada pública de apoio à pesquisa científica. O objetivo é apoiar projetos de excelência de jovens cientistas do Brasil nas áreas das Ciências Naturais (Ciências da Vida, Física, Geociências e Química), Matemática e Ciência da Computação. Os projetos receberão até R$ 2,4 milhões, no total, na primeira fase. As inscrições serão abertas em 5 de novembro no site do Serrapilheira.

Na primeira etapa, 24 pesquisadores serão selecionados para receber até R$ 100 mil por um ano. Em seguida, até três deles serão contemplados com um financiamento de até R$ 1 milhão ao longo de três anos. Após este período, o apoio pode ser renovado anualmente, com até R$ 300 mil por ano. Parte dos recursos é condicionada à promoção de iniciativas de diversidade pelos escolhidos.

"Queremos oferecer aos pesquisadores espaço para produzirem um conhecimento novo", afirmou o diretor-presidente do Serrapilheira, Hugo Aguilaniu. "Desenvolver ciência competitiva é um processo demorado, então permitimos a renovação do grant para que o tempo da pesquisa seja respeitado. Nosso princípio é concentrar os recursos em bons projetos em vez de pulverizá-los. Por isso, esperamos que os pesquisadores façam perguntas ousadas, capazes de criar uma ciência nova no Brasil", disse Aguilaniu.

A chamada será repetida anualmente e fará parte de uma iniciativa maior, o Programa de Apoio a Jovens Cientistas de Excelência do Serrapilheira. Informações mais detalhadas serão divulgadas em breve pelo instituto.

"Esta chamada, tanto na escolha de áreas quanto no formato, é um resultado do mapeamento realizado na primeira, em que procuramos entender o ambiente de pesquisa nacional", explicou a diretora de Pesquisa Científica do Serrapilheira, Cristina Caldas. "Decidimos apoiar pesquisa fundamental, a produção do conhecimento pelo conhecimento, sem o compromisso com a aplicação. Além disso, oferecemos flexibilidade no uso de recursos".

Inscrições

As inscrições da segunda chamada pública ficarão abertas de 5 de novembro a 14 de dezembro no site do Serrapilheira. Para se candidatar, os pesquisadores devem ter concluído doutorado entre 1º de janeiro de 2011 e 31 de dezembro de 2016 – prazo que pode ser estendido em um ano para mulheres com um filho e em dois anos para mulheres com dois ou mais filhos. Os selecionados receberão o financiamento a partir de junho de 2019.

 

 

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