semanaglogaldeempreendedorismo

A Semana Global do Empreendedorismo (SGE) 2018, maior celebração mundial voltada para esta temática terá como mensagem principal “Empreendedorismo Jovem: A Hora é Agora”. O calendário oficial da Semana será de 5 a 9 de novembro, mas durante todo este mês o empreendedorismo será motivo de comemorações e atividades em todo país.  Três temas distintos foram definidos para nortear a semana: Mulheres, Inclusão Social e Inovação. O intuito é conectar, capacitar e inspirar o público, para que transforme ideias em iniciativas de sucesso.  Os jovens estão fazendo grandes mudanças nas formas de empreender, criando modelos flexíveis, digitais, ágeis.  O mundo dos negócios tem muito a aprender com eles, em especial com o engajamento em ações sociais, sustentáveis e justas. Jovens naturalmente compartilham informações e queremos potencializar esta troca, sempre rica e produtiva, explica, o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

A SGE está presente em mais de 167 países e mobiliza anualmente milhares de organizações e milhões de pessoas. Nos últimos três anos, apenas no Brasil, mais de 2,5 milhões de pessoas participaram de cerca de 10 mil atividades - o que faz da SGE brasileira a maior do mundo, com sete premiações internacionais. As pessoas ou organizações interessadas em participar das ações de mobilização podem conhecer mais sobre a Semana Global e obter materiais de apoio no site do movimento: www.empreendedorismo.org.br.

SGE

A Semana Global de Empreendedorismo foi criada em 2007, na Inglaterra, com o objetivo de fortalecer e disseminar a cultura empreendedora, conectando, capacitando e inspirando as pessoas a empreender. Como parte das mobilizações, são realizadas diversas atividades, de palestras a competições, com diferentes públicos e temáticas, sempre abordando o empreendedorismo de alguma forma. Esse é um grande movimento que acredita que a causa do empreendedorismo é capaz de gerar desenvolvimento econômico social e transformar realidades.

Serviço:

O site do movimento http://www.empreendedorismo.org.br/ possibilita acompanhar e participar das ações que vão ser realizadas no Brasil.

 

(FONTE: Agência Sebrae de Notícias)

 

 

radarbandax

Um sistema inovador pode contribuir para reduzir os impactos ambientais na Baía de Guanabara. Desenvolvido por meio de uma parceria entre pesquisadores da Coppe/UFRJ e da UFF, o sistema é fruto de um arranjo tecnológico, que por meio de computação de alto desempenho e modelos matemáticos, vai gerar parâmetros físicos e ambientais a partir de dados coletados por radar marítimo com frequência de Banda X, usado em grandes navios.

O sistema foi apresentado, no dia dia 10 de outubro, durante o “1º Workshop de Tecnologia de Radar (Banda X) Aplicada a Meteo-Oceanografia e Hidrografia”, no auditório Milton Santos, do Instituto de Geociências da UFF, no campus da Praia Vermelha, na Avenida Gal. Milton Tavares de Souza S/N, Boa Viagem, em Niterói.

Os pesquisadores do Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce) da Coppe/UFRJ e do Laboratório de Geofísica Marinha (Lagemar), da UFF, apresentaram a tecnologia para professores, alunos, representantes de empresas públicas e privadas, e possíveis investidores. As aplicações e resultados desse projeto serão testados e validados pelos pesquisadores desses laboratórios.

O sistema possibilita a definição de parâmetros para a logística marinha, disponibilizando dados sobre ondas e correntes, dispersão de vazamento de óleo e monitoramento de precipitação (chuvas). O radar marítimo emite pulsos de ondas eletromagnéticas para a superfície do oceano, que são refletidas em estruturas, como rochas ou embarcações, e retornam ao equipamento. As informações obtidas nesse processo também poderão ser usadas em pesquisas e soluções para reduzir os impactos ambientais na Baía de Guanabara provenientes da ação humana, além de auxiliar no controle e segurança do tráfego de embarcações.

“O radar pode ser utilizado para detecção de lixo flutuante. A partir dos dados de ondas e correntes é possível aprimorar o estudo da modelagem da dinâmica do oceano e criar prognósticos com a trajetória desse lixo, além de otimizar seu recolhimento e localizar possíveis fontes de lançamentos", afirma Fábio Hochleitner, pesquisador do Laboratório de Métodos Computacionais (Lamce) da Coppe. Essa tecnologia também pode ser utilizada como um mecanismo de proteção ao ambiente nas regiões portuárias, detectando e monitorando vazamentos de óleo e produtos químicos.

Desde 2017, o radar marítimo está instalado no topo do prédio do Instituto de Geociências da UFF, parceiro do Lamce nesse projeto. O local oferece ampla visão para a Baía de Guanabara, área escolhida para a realização de testes. Concluída a fase piloto do projeto, o sistema poderá ser aplicado em outras regiões do oceano.

“A parceria entre as instituições é promissora. O Lamce tem grande interesse em aplicações nas áreas de meteorologia e oceanografia, enquanto o Lagemar se interessa por aplicações em hidrografia. É um casamento perfeito”, ressalta Fábio Hochleitner.

O sistema foi destaque, no dia 05/10, em reportagens publicadas em O Globo (Sistema com radar norueguês vai monitorar Baía contra poluição ambiental) e no Jornal do Brasil (Coppe começa a operar, a partir da próxima quarta-feira, super radar para monitorar a Baía de Guanabara).
 

Sobre o Lamce

Coordenada pelo professor da Coppe, Luiz Landau, a equipe do Lamce tem desenvolvido projetos bem-sucedidos voltados para a redução de impactos nos oceanos.

Em 2010, uma iniciativa do laboratório em parceria com o Projeto Grael, a petroleira BG e a consultoria Prooceano, contribuiu para dar suporte a velejadores e a iniciativas destinadas a reduzir o impacto ambiental na Baía de Guanabara.

Boias com sensor de temperatura e monitoradas por satélite coletavam dados, gerando informações que possibilitavam estudar a movimentação de lixo no mar e vazamentos de óleo de refinarias e navios. O trabalho colaborou na inclusão social de jovens do projeto dos velejadores Axel, Torben e Lars Grael, que semanalmente iam de lancha até pontos previamente definidos para extrair dados oceanográficos.

Durante as Olimpíadas Rio 2016, um sistema desenvolvido pelos pesquisadores do laboratório forneceu dados sobre as condições de circulação marinha e atmosférica dos locais de competição para os atletas brasileiros de modalidades náuticas. Com essas informações, os atletas planejavam sua atuação durante as provas. A tecnologia foi desenvolvida em parceria com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Um projeto em andamento, realizado em parceria com a Shell, é o Sistema de Observação Oceânica para a Bacia de Santos. Ele inclui a utilização de veículos autônomos submarinos e de superfície para a medição de correntes marinhas e ondas, com foco no Campo de Libra. Trata-se de uma nova etapa do Projeto Azul, iniciado em 2012, coma BG Brasil, para modelagem computacional oceânica, com o uso de sensores locais e remotos a bordo de plataformas orbitais para realizar diagnósticos e prognósticos da dinâmica oceânica.

 

 

mocao do conselho universitario 01

Moção do Conselho Universitário da UFRJ, aprovada em sessão do dia 25/10/2018

Pronunciamento do Conselho Universitário para a comunidade da UFRJ e a sociedade brasileira

Em declaração pública, as reitoras e os reitores das universidades federais brasileiras, reunidos na Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), nos dias 17 e 18/10, reafirmaram o compromisso inquebrantável com o desenvolvimento social da nação e, de modo igualmente categórico, com a democracia como valor civilizatório e fundamento dos direitos humanos.

Não se trata de um pronunciamento protocolar. Os conhecimentos científico, tecnológico, cultural e artístico somente vicejam em ambientes democráticos, de irrestrita liberdade de cátedra e de plena liberdade de ensino e aprendizagem. Na mesma declaração, há o manifesto do compromisso com os preceitos constitucionais que asseguram as liberdades democráticas que conformam o ambiente universitário, como expresso na Constituição Federal de 1988. De fato, a fundamentação jurídica que assegura a irrestrita liberdade de cátedra é a autonomia universitária.

A instabilidade da democracia no Brasil exige a reafirmação do art. 207 da CF e a disposição de zelar pelos objetivos originais que levaram a Lei Maior do país a ser intitulada como a Constituição Cidadã. A autonomia se expressa pela autonormação – pelas leis próprias da universidade, muitas delas resultantes de mais de mil anos de história – e pelo autogoverno da instituição.

Conforme a Carta Magna, as universidades possuem autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial para que o espaço universitário seja acolhedor e de natureza comunitária, promovendo as melhores condições de aprendizagem, criação e interação dialógica com a sociedade. As conquistas ao longo do presente século são um patrimônio da nação.

A criação de novas universidades, institutos federais e de centenas de novos campi, a adoção de cotas, a institucionalização da assistência estudantil, por meio do Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), a realização regular de concursos públicos de provas e títulos, assegurando o ingresso no serviço público por mérito, foram marcos que permitem projetar de modo muito mais audacioso o porvir do país.

Acompanhando de modo cidadão o atual processo eleitoral, o Conselho Universitário da UFRJ manifesta o seu compromisso com a laicidade da educação pública, recusando de modo categórico tanto a difusão de proselitismo religioso de qualquer espécie nas atividades acadêmicas como o intento de imposição do criacionismo. Repudia as manifestações racistas, LGBTfóbicas, misóginas, xenofóbicas e todas as formas de negação da igual humanidade de todas as pessoas.

A universidade pública federal é uma instituição democrática que reconhece e valoriza todas as formas de expressão da humanidade. O Conselho Universitário repudia o uso da violência nas manifestações políticas. Ideias são debatidas. A tentativa de impor pela força e pelo medo concepções de mundo não é compatível com a convivência universitária.

O Estado Democrático de Direito impede tais manifestações e a UFRJ seguirá zelando por esses valores. Ainda em consideração ao contexto eleitoral, o Conselho Universitário também declara o compromisso com o art. 205 da CF, que consigna que a educação é um direito de todos os cidadãos e um dever do Estado.

A gratuidade, assegurada pelo art. 206 da CF, é um patrimônio da democracia brasileira que permite o direito de todos ao conhecimento e à melhoria das condições de vida das(os) universitárias(os) e do país de um modo mais geral. A experiência dos povos confirma que o desenvolvimento científico depende de sua interação com a vida social, com os processos produtivos, com as instituições de educação, saúde, meio ambiente, ciência e tecnologia, cultura etc. Nessa ótica, o Conselho Universitário reafirma a necessidade de revogação da Emenda Constitucional 95, que reduz, ano a ano, os gastos públicos.

Exortamos ainda toda a sociedade e a comunidade acadêmica, em especial, a praticarem a reflexão sistemática, contextualizada, fundamentada para que a escolha eleitoral reafirme os valores da democracia, do diálogo, da ética em prol de uma sociedade que proporcione bem viver a todo o povo. Em harmonia com as instituições e representações da sociedade civil democrática, o Conselho Universitário reitera a importância de interações e solidariedades a favor da garantia e do fortalecimento da democracia no Brasil, especialmente por meio da educação pública, gratuita, laica e comprometida com a ciência, a tecnologia, a cultura e a arte, pilares civilizatórios e condições para a existência de democracias vibrantes.

 

 

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Alunos e ex-alunos da UFRJ idealizaram e produziram uma embalagem de plástico biodegradável que revela a qualidade do alimento, a Plasticor. A coloração aponta se o produto está próprio para o consumo ou não. Em desenvolvimento há cerca de um ano, nos laboratórios do campus de Xerém, o bioplástico dos estudantes é uma saída sustentável no cenário de grande desperdício em que se vive atualmente.

Por ano, de toda a comida produzida no planeta, 30% (ou 1,3 bilhão de toneladas) vai para o lixo, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. A mudança de cor da embalagem seria, portanto, uma forma de administrar o consumo dos alimentos, com preferência aos mais próximos de vencer, além de garantir a confiabilidade da ingestão daqueles cuja data de validade esteja expirada, porém ainda possam ser consumidos de forma segura.

Mas as vantagens vão além. “O impacto ambiental também é reduzido, visto que, nas últimas décadas, a utilização de materiais plásticos é abundante na indústria alimentícia. Nossa embalagem é ecologicamente correta, já que não utiliza aditivos químicos nem demora anos para degradar”, explica João Vítor Balbino, estudante do 5º período de Biofísica e um dos sete integrantes da startup. Enquanto a degradação de plásticos comuns pode levar até cinco séculos, os alunos estimam que a do Plasticor seja de seis meses, porém ainda estão sendo feitos testes para precisar essa informação.

A equipe é multidisciplinar: envolve graduandos de Biotecnologia, Nanotecnologia, Biofísica e Marketing, além de um doutorando em Ciência e Tecnologia de Polímeros e um designer, todos da UFRJ. O projeto é custeado pelos próprios idealizadores, que estão em busca de possíveis investidores. Os interessados em ajudar podem participar do financiamento coletivo criado pela equipe, contribuindo com qualquer valor acima de R$ 10.

 

(FONTE: CoordCOM)

 

 

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Estão abertas as inscrições para o Prêmio Nacional de Inovação - Edição 2018/2019, realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Empresas de todos os portes podem submeter projetos, produtos e processos inovadores. A candidatura deve ser realizada no site do Prêmio até o dia 19 de novembro de 2018.

Os vencedores serão anunciados no dia 10 de junho de 2019. A premiação inclui participação em imersão internacional em ecossistemas de inovação e até R$ 150 mil por categoria pré-aprovados em editais de fomento à inovação, como o Edital de Inovação para a Indústria. A edição passada teve número recorde de inscritos: 3.987 empresas.

Nesta edição, há novidades no regulamento, com três modalidades: pequenos negócios, médias e grandes empresas. A premiação se dará nas categorias Gestão da Inovação e Inovação, sendo que esta tem quatro subcategorias: produto, processo, organizacional e marketing. Outra novidade desta edição será o reconhecimento a práticas inovadoras em saúde e segurança no trabalho.

Não é necessário inscrever um projeto específico de inovação para cada categoria. Com a nova metodologia, a empresa se inscreve uma única vez e é avaliada como um todo, podendo ser selecionada em mais de uma categoria ou subcategoria. No entanto, é preciso que as inovações desenvolvidas tenham acontecido, no máximo, nos últimos dois anos e estejam implantadas no momento da inscrição. 

O Prêmio Nacional de Inovação é voltado para a indústria, com exceção dos pequenos negócios, que podem ser do setor industrial, de comércio, de serviço ou agronegócio.

 

(FONTE: Agência CNI de Notícias)

 

 

 

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A FAPERJ anunciou, em 18 de outubro de 2018, o lançamento de quatro editais: Programa de Apoio a Projetos no Campo da Ciência Forense; Programa de Apoio às Incubadoras de Empresas do Estado do Rio de Janeiro; Programa de Apoio a Projetos de Núcleos de Inovação Tecnológica; e Programa de Apoio ao Empreendedorismo de Impacto Socioambiental do Estado do Rio de Janeiro. Ao todo, serão destinados R$ 13,5 milhões ao desenvolvimento de projetos nas áreas contempladas pelos editais.  

Os quatro editais seguem o mesmo cronograma: os interessados podem fazer a inscrição online das suas propostas até às 16h do dia 12 de novembro de 2018; a divulgação dos resultados preliminares está prevista para o dia 29 de novembro de 2018 (os aprovados nesta etapa terão até o dia 10 de dezembro de 2018 para apresentação dos documentos exigidos) e a divulgação dos resultados finais está prevista para o dia 13 de dezembro de 2018.

Apoio a Projetos de Inovação no Campo da Segurança Pública – Ciência Forense

Por meio deste programa, a FAPERJ pretende desenvolver o sistema estadual de inovação através da interação entre empresas, Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs), pesquisadores e peritos criminais, ao estimular a pesquisa forense a fim de gerar condições para qualificar as metodologias e tecnologias de pesquisa e de atuação forense – especialmente do campo da informática e tecnologia da informação; laboratórios analíticos forenses; avanços metodológicos e tecnologias inovadoras na investigação do crime de homicídio –, e ampliar o espaço de difusão e troca entre os diferentes campos do conhecimento. 

Para este edital, os proponentes elegíveis são pessoas físicas vinculadas a uma ICT, à perícia técnica da Policia Civil do Estado do Rio de Janeiro, ou a instituição inovadora nascente ou já estabelecida. Serão aceitos projetos para a criação, experimentação, pesquisa, desenvolvimento e inovação no campo da ciência forense.

Os recursos alocados para financiamento do edital serão, ao todo, da ordem de até R$ 3,5 milhões, divididos em duas Categorias: Categoria A: nível de implementação e validação de protótipos de produtos e serviços de empreendimentos nascentes, contemplando até R$ 1,5 milhões em projetos de valor unitário até R$ 250 mil; e Categoria B: nível de desenvolvimento e escalabilidade de empreendimentos nascentes, contemplando até R$ 2 milhões em projetos de valor unitário até R$ 500 mil.

Programa de Apoio às Incubadoras de Empresas do Estado do Rio de Janeiro

Com este programa, a FAPERJ pretende apoiar incubadoras de empresas de base tecnológica, de economia criativa e de empreendimentos sociais, a partir da seleção de empreendedores, oferecendo apoio por tempo limitado, incluindo espaço físico, capacitação empresarial e serviços de assessoria para o funcionamento dos empreendimentos nascentes, consolidando-as e reposicionando-as.

Para este edital são elegíveis como proponentes pessoas físicas vinculadas às incubadoras de empresas, sediadas ou não em ICTs, em operação no Estado do Rio de Janeiro, ou às redes de incubadoras em âmbito estadual.

Os recursos alocados para financiamento do presente edital são da ordem de R$ 4,5 milhões. O valor dos recursos solicitados à FAPERJ, em cada proposta, deverá ser limitado de acordo com a quantidade de empreendimentos residentes na incubadora.

Programa de Apoio a Projetos de Núcleos de Inovação Tecnológica

Este programa é uma oportunidade para apresentação de propostas por parte dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) sediados no Estado do Rio de Janeiro, que contemplem a capacitação, estudos e atividades relacionadas ao desenvolvimento de produtos, serviços, insumos, equipamentos e/ou processos inovadores, decorrentes de ideias ou desenvolvimentos efetuados na instituição ao qual pertençam.

Com este edital, a FAPERJ pretende desenvolver o Sistema Estadual de Inovação através da interação entre empresas, NITs, Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs) e pesquisadores, bem como capacitar jovens engenheiros em projetos de inovação. Os tipos de proponentes elegíveis para o programa são Pesquisador ou Pessoa Física, vinculados a um NIT, e serão aceitos projetos em um ou mais dos seguintes segmentos: busca de anterioridade; elaboração de pedidos de patentes; planos para transferência de tecnologia; prospecção de mercado; e estudos de viabilidade técnica, comercial e econômica (EVTE), incluindo ambiental, quando aplicável.

Serão selecionados até dez NITs, nos quais serão alocados recursos da ordem de até R$ 4 milhões, sendo que cada NIT poderá apresentar uma proposta de até R$ 500 mil. 

Programa de Apoio ao Empreendedorismo de Impacto Socioambiental do Estado do Rio de Janeiro

Pela primeira vez, a FAPERJ lança um programa de fomento voltado especificamente para o apoio ao empreendedorismo de impacto socioambiental no estado. Com previsão de destinar, ao todo, recursos da ordem de R$ 1,5 milhões, o programa tem o objetivo de apoiar o desenvolvimento do ecossistema fluminense, em especial nos segmentos ligados à saúde, educação, empregabilidade, tecnologias assistivas, mediação e resolução de conflitos, sistema prisional, desigualdade étnico-raciais, geracional, de gênero e de orientação sexual.

A FAPERJ entende que trata-se de um nicho estratégico, na medida em que esses empreendimentos têm a missão explícita de gerar impacto social e/ou ambiental, ao mesmo tempo em que geram resultado financeiro a partir da aplicação de modelos de negócios sob a égide de mecanismos de mercado.

Os empreendimentos proponentes podem solicitar até R$ 50 mil. Para o caso das entidades de apoio, o valor financiado é de até R$ 300 mil. Os candidatos poderão ainda considerar a utilização de recursos empresariais ou de outras instituições que se interessarem em participar do desenvolvimento do projeto, que terá vigência de até dois anos.

Confira abaixo as íntegras dos editais:

Edital FAPERJ Nº 07/2018 – Programa de Apoio a Projetos de Inovação no Campo da Segurança Pública – Ciência Forense

Edital FAPERJ Nº 08/2018 – Programa de Apoio às Incubadoras de Empresas do Estado do Rio de Janeiro

Edital FAPERJ Nº 09/2018 – Programa de Apoio a Projetos de Núcleos de Inovação Tecnológica

Edital FAPERJ Nº 10/2018 – Programa de Apoio ao Empreendedorismo de Impacto Socioambiental do Estado do Rio de Janeiro

 

 

palestramedicossemfronteira

 

Fruto de uma parceria entre a Agência UFRJ de Inovação e o Médicos Sem Fronteiras, ocorrerá, em 23 de outubro, às 12h, no Auditório Visconde do Rio Branco (fundos do bloco D, Centro de Tecnologia da UFRJ), a palestra "Para além da medicina: os perfis não médicos que recrutamos".

Médicos Sem Fronteiras é uma organização internacional humanitária que trabalha em mais de 70 países levando cuidados de saúde para populações vítimas de catástrofes naturais, conflitos armados, epidemias, fome ou falta de acesso aos cuidados básicos de saúde. Desde sua fundação em 1971, a organização já atendeu milhões de pacientes sem discriminação de raça, etnia, opção política ou religiosa. Em 1999, MSF venceu o Prêmio Nobel da Paz.

Diferentemente do que muitos pensam, as vagas para profissionais em Médicos Sem Fronteiras não se limitam somente à área médica. Levando em consideração sua atuação em locais com pouca infraestrutura, a ONG conta com cerca de 60% de suas vagas para profissionais de outras áreas, como psicologia, logística, engenharia, finanças, recursos humanos, entre outras.

Durante a palestra estarão presentes o recrutador do escritório do MSF no Brasil e duas expatriadas que falarão sobre o processo de recrutamento (pré requisitos, procedimento) e vivências profissionais no campo, assim como a vida de um expatriado de Médicos Sem Fronteiras.

 

 

semanacti2018

O Parque Tecnológico da UFRJ irá participar da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia em parceria com o Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (LAMCE) da COPPE, nos dias 16,17 e 18 de outubro. Durante os três dias, o Parque irá realizar visitas guiadas à telebiosfera do LAMCE, uma instalação artística para visualização lúdica da interação de plantas com todo o meio ambiente.

Em formato de domo para projeção 180 graus, a instalação foi pensada como uma plataforma audiovisual responsiva que permite visualizar em realidade aumentada alguns fenômenos da natureza. O público visitante poderá ter uma percepção das condições vitais das plantas e das interações com outros organismos vivos através das imagens feitas por meio de câmeras que registram em infravermelho. Uma colaboração do grupo NANO, da Escola de Belas Artes da UFRJ, com as atividades de pesquisa do LAMCE, a tecnologia investigativa tem como objetivo conscientizar sobre a sustentabilidade e sua importância na produção de alimentos, através da união entre arte, ciência e tecnologia.

No dia 18 de outubro, a programação também incluirá uma visita guiada pela Galeria Curto Circuito de Arte Pública. A galeria é uma parceria do Parque com a Escola de Belas Artes (EBA/UFRJ) e reúne obras de diversos artistas pelos 350 mil metros quadrados do ambiente de inovação do Parque.

Programação

16 de outubro
10h, 10h30, 11h, 14h, 14h30, 15h, 15h30 – Visita à telebiosfera do Lamce

17 de outubro
10h, 10h30, 11h, 14h, 14h30, 15h, 15h30 – Visita à telebiosfera do Lamce

18 de outubro
10h, 10h30, 11h, 14h, 14h30, 15h, 15h30 – Visita à telebiosfera do Lamce
10h30, 11h30, 14h30, 15h30 – Visita à Galeria

O Laboratório Fundo Verde de Desenvolvimento e Energia irá disponibilizar uma van que partirá da Escola de Educação Física da UFRJ para levar crianças até o laboratório, que fica dentro do Parque Tecnológico da UFRJ.

 

 

fortec 2018

De 15 a 19 de outubro, o Fortec – Associação Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia – vai promover seu 12º encontro anual na cidade do Rio de Janeiro, reunindo gestores de inovação de universidades públicas e privadas, centros de pesquisa e profissionais de Ciência, Tecnologia & Inovação.

Com o tema “Contribuição dos Núcleos de Inovação Tecnológica para o desenvolvimento econômico: transformar conhecimento em riqueza”, a programação traz palestras, painéis e mesas de debates, apresentando os principais impactos do Marco legal da C,T&I no cotidiano dos diversos agentes do ecossistema de inovação do país.

Entre os palestrantes confirmados, a coordenadora executiva da CTIT da UFMG, Juliana Crepalde, participará do painel “A implementação das Políticas de Inovação nas ICTs”, na terça-feira, dia 16, das 14h às 16h.

Acesse a programação completa e saiba mais sobre o evento no site do Fortec.

Sobre o Fortec

O Fortec é uma associação civil de direito privado sem fins lucrativos, de representação dos responsáveis nas universidades, institutos de pesquisa, instituições gestoras de inovação e pessoas físicas, pelo gerenciamento das políticas de inovação e das atividades relacionadas à propriedade intelectual e à transferência de tecnologia, incluindo os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs), agências, escritórios e congêneres.

XII Encontro Anual do Fortec

15 a 19 de outubro de 2018

Rio de Janeiro (RJ) – diversos locais

www.fortec.org.br

 

 

empresasfilhas

A difusão do empreendedorismo em várias frentes constitui-se enquanto uma das missões da Agência UFRJ de Inovação. É nosso papel incentivar iniciativas nessa área e articular a cooperação entre grupos com os mesmos interesses.

Tendo isso em vista, a Agência UFRJ de Inovação está realizando uma pesquisa para coletar os dados de suas empresas-filhas. Empresa-filha é a denominação dada a empreendimentos criados por alunos, ex-alunos e pessoas com vínculo empregatício com a UFRJ, assim como a negócios cuja atividade principal derive de uma inovação licenciada pela universidade.

Numa época em que a universidade pública sofre uma série de ataques, é essencial que possamos fundamentar sua defesa com base em dados concretos tais como o próprio retorno socioeconômico que é gerado a partir de suas iniciativas empreendedoras.

Se você é aluno, ex-aluno, servidor técnico ou professor da UFRJ e é fundador de uma empresa, preencha este formulário para que possamos cadastrar sua empresa.

 

 

mulheresnaciencia2018

A pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fernanda Ferreira Cruz, foi uma das vencedoras do prêmio “Para Mulheres na Ciência”, realizado pela L’Oréal Brasil, empresa residente do Parque Tecnológico da UFRJ, em parceria com a UNESCO BRASIL e com a Academia Brasileira de Ciências. O programa tem como motivação a transformação do panorama da ciência no País, favorecendo o equilíbrio dos gêneros no cenário brasileiro e incentivando a entrada de jovens mulheres no universo científico.

Docente recém-concursada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fernanda Ferreira Cruz já tinha uma longa história com a instituição. Moradora de Ramos, bairro próximo ao campus da Ilha do Fundão, Fernanda se formou em Medicina pela UFRJ – curso que, para ela, unia a pesquisa em laboratório com a aplicação prática nas clínicas. A cientista entrou em contato com o tema que mais tarde a daria o prêmio L’Oréal-UNESCO-ABC Para Mulheres na Ciência logo no início do curso, quando começou a iniciação científica no Laboratório de Investigação Pulmonar (LIP) do Instituto de Biofísica Carlos Chaga Filho (IBCCF/UFRJ).

Por meio da terapia celular, que consiste na administração de células, ela e seu grupo trabalham no desenvolvimento de alternativas inovadoras para o tratamento de doenças respiratórias. Em estudos anteriores, obtiveram resultados positivos ao extrair células-tronco adultas da medula óssea de pacientes e reintroduzi-las em sua corrente sanguínea. As células-tronco foram capazes de neutralizar a ação dos leucócitos, células sanguíneas de defesa que se encontram inflamadas nesses pacientes.

Foi também no LIP que a cientista conheceu uma de suas maiores inspirações: a pesquisadora Patricia Rocco, chefe do laboratório e agora sua colega de trabalho. “Patricia é mulher, é mãe, é médica, é pesquisadora, é professora, é a pessoa que abriu as portas do mundo científico para mim. Disse que eu conseguiria e foi quem mais me motivou”, conta.

“Fiquei em êxtase, não sabia o que falar. Foi uma sensação de muita felicidade”, conta Fernanda sobre o momento em que recebeu a ligação do presidente da Academia Brasileira de Ciências, Luiz Davidovich, para contar sobre o prêmio. “Estou começando agora, acabei de passar no concurso; ter uma verba para custear materiais e equipamentos para o meu laboratório é incrível, não é todo mundo que consegue”, comemora.

No LIP, Fernanda se especializou na área medicina regenerativa, que usa terapias com células-tronco – que podem se diferenciar em outros tipos de células – para reparar e regenerar tecidos e órgãos. As pesquisas se tornam ainda mais importantes no contexto de envelhecimento da população, em que doenças degenerativas – como a asma grave e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) – têm se tornado mais comuns.

Embora esse tipo de tratamento tenha mostrado bons resultados quando aplicado às doenças respiratórias estudadas, o processo para extração das células-tronco ainda é incômodo. Elas precisam ser retiradas da medula óssea, tecido gelatinoso que preenche a parte interna dos ossos. Por isso, Fernanda e seu grupo se dedicam a encontrar terapias que utilizem fontes menos invasivas. Uma descoberta foi a possibilidade do uso de monócitos em vez das células-tronco. Células adultas, os monócitos mostraram bons resultados quando aplicados em tratamentos para a asma e podem ser obtidos mais facilmente: além de serem encontradas na medula óssea, também estão presentes no sangue. A ideia é tirar essas células do sangue dos pacientes, tratá-las para mimetizar as condições em que se encontram na medula, e injetá-las de volta nos pacientes. Este é o próximo passo da pesquisa.

 

(FONTE: Para Mulheres na Ciência)

 

 

insitutoserrapilheira

 

Em 3 de outubro, o Instituto Serrapilheira lançou sua segunda chamada pública de apoio à pesquisa científica. O objetivo é apoiar projetos de excelência de jovens cientistas do Brasil nas áreas das Ciências Naturais (Ciências da Vida, Física, Geociências e Química), Matemática e Ciência da Computação. Os projetos receberão até R$ 2,4 milhões, no total, na primeira fase. As inscrições serão abertas em 5 de novembro no site do Serrapilheira.

Na primeira etapa, 24 pesquisadores serão selecionados para receber até R$ 100 mil por um ano. Em seguida, até três deles serão contemplados com um financiamento de até R$ 1 milhão ao longo de três anos. Após este período, o apoio pode ser renovado anualmente, com até R$ 300 mil por ano. Parte dos recursos é condicionada à promoção de iniciativas de diversidade pelos escolhidos.

"Queremos oferecer aos pesquisadores espaço para produzirem um conhecimento novo", afirmou o diretor-presidente do Serrapilheira, Hugo Aguilaniu. "Desenvolver ciência competitiva é um processo demorado, então permitimos a renovação do grant para que o tempo da pesquisa seja respeitado. Nosso princípio é concentrar os recursos em bons projetos em vez de pulverizá-los. Por isso, esperamos que os pesquisadores façam perguntas ousadas, capazes de criar uma ciência nova no Brasil", disse Aguilaniu.

A chamada será repetida anualmente e fará parte de uma iniciativa maior, o Programa de Apoio a Jovens Cientistas de Excelência do Serrapilheira. Informações mais detalhadas serão divulgadas em breve pelo instituto.

"Esta chamada, tanto na escolha de áreas quanto no formato, é um resultado do mapeamento realizado na primeira, em que procuramos entender o ambiente de pesquisa nacional", explicou a diretora de Pesquisa Científica do Serrapilheira, Cristina Caldas. "Decidimos apoiar pesquisa fundamental, a produção do conhecimento pelo conhecimento, sem o compromisso com a aplicação. Além disso, oferecemos flexibilidade no uso de recursos".

Inscrições

As inscrições da segunda chamada pública ficarão abertas de 5 de novembro a 14 de dezembro no site do Serrapilheira. Para se candidatar, os pesquisadores devem ter concluído doutorado entre 1º de janeiro de 2011 e 31 de dezembro de 2016 – prazo que pode ser estendido em um ano para mulheres com um filho e em dois anos para mulheres com dois ou mais filhos. Os selecionados receberão o financiamento a partir de junho de 2019.

 

 

Debate Nova Lei da Biodiversidade Cartaz Divulgacao

 

Em 10 de outubro, o Auditório Quinhentão, no CCS, sediará o evento “Debate sobre a Nova Lei da Biodiversidade: Implicações para a Pesquisa Científica e Tecnológica no seu Laboratório”. De acordo com o professor Danilo de Oliveira, que, além de lecionar na Faculdade de Farmácia, também integra a Câmara Técnica de Ética em Pesquisa da UFRJ, “o evento é especialmente relevante para quem realiza pesquisa científica na área das Ciências Biológicas ou atua em projetos de Biotecnologia baseados em fungos, plantas, animais brasileiros ou com comunidades tradicionais". O debate tem início às 9h.

Data: 10/10 (quarta-feira)

Abertura (09:00-09:15): Profa. Leila Rodrigues (Pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação/PR2), Prof. Marcelo Byrro (Superintendente de Pesquisa da PR2), Prof. Danilo R. Oliveira (Câmara Técnica de Ética em Pesquisa- CTEP/PR2/UFRJ)

Palestra (09:15-10:30): Como funciona a Nova Lei da Biodiversidade? Ana Claudia Dias de Oliveira (Consultora Abifina)

Intervalo (10:30-11:00)

Mesa redonda (11:00-13:00): As visões socioambiental, acadêmica e empresarial sobre o acesso à biodiversidade

1. Cláudia de Pinho (Rede Pantaneira) - Patrimônio genético e conhecimento tradicional associado

2. Prof. Paulo Buckup (Museu Nacional – UFRJ) - Pesquisa científica em biodiversidade e o acesso ao patrimônio genético

3. Prof. Daniel Weingart Barreto (Escola de Química/UFRJ) - Relação universidade empresa no aproveitamento da biodiversidade

Moderador: Prof. Marcelo Weskler (Museu Nacional)

Local: Auditório Quinhentão/CCS

Horário: 09:00-13:00

Realização: Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação-PR2/UFRJ e Câmara Técnica de Ética em Pesquisa-CTEP/PR2/UFRJ

Apoio: Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação-PR2/UFRJ e Centro de Ciências da Saúde-CCS/UFRJ

 

 

maratonamanserv2018

Com o objetivo de estimular o espírito empreendedor na comunidade UFRJ, a Manserv, empresa residente do Parque Tecnológico da UFRJ, está lançando um concurso de soluções inovadoras para a área de Comunicação. Organizado pela Incubadora de Empresas da Coppe, o “Desafio Manserv: como se comunicar com um universo de 30.000 colaboradores?” é aberto a todos os alunos de graduação e pós-graduação da Universidade. A equipe vencedora receberá como prêmio a participação na Campus Party, um dos principais eventos de inovação do Brasil (entrada no evento, passagens aéreas, hospedagem, e diárias para refeição e transporte).

Como participar

Cada candidatura deve ser formada por um grupo de 3 ou 4 participantes, sendo pelo menos um deles aluno da UFRJ. O critério será classificatório, mas não eliminatório, sendo permitida a formação de equipes multidisciplinares, com integrantes de cada um dos cursos: Administração; Design ou Comunicação Social; e Tecnologia da Informação ou Engenharia. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até 19 de outubro através do site da Incubadora. É preciso realizar um vídeo-pitch com duração máxima de 3 minutos, que deverá estar postado no Youtube (Para se inscrever configurações de privacidade: opção “não listado”). O vídeo deverá apresentar os membros da equipe e suas competências e apresentar a proposta de solução relacionada ao desafio, descrito no regulamento. O link do Youtube deverá ser enviado na própria ficha de inscrição online.

Serão selecionadas até 15 equipes finalistas para uma etapa de imersão que será realizada entre os dias 5 e 8 de novembro, no auditório da Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ. Nesta fase, os participantes terão acesso às informações relacionadas ao desafio e ao negócio da Manserv, além de receberem suporte para a elaboração da proposta de solução. A orientação será feita por especialistas, empreendedores e profissionais de mercado e cada equipe contará ainda com o apoio de um executivo da Manserv como mentor.

Ao final do período de imersão, os finalistas irão se apresentar para uma banca composta por especialistas, que vai escolher a equipe vencedora.

Em caso de dúvidas, entre em contato com a organização do desafio através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

 

 

ufrjreitoria

Em 01 de outubro a Folha de São Paulo divulgou os resultados do Ranking Universitário Folha 2018. A UFRJ foi considerada a universidade mais inovadora do país, obtendo a maior pontuação no indicador de inovação. No ranking geral, a UFRJ figura em segundo lugar, atrás apenas da USP.

Os resultados da UFRJ foram:

Ensino - 3º lugar

Pesquisa - 5º lugar

Mercado - 2º lugar

Inovação - 1º lugar

Internacionalização - 2º lugar

O RUF (Ranking Universitário Folha) é uma avaliação anual do ensino superior do Brasil feita pela Folha desde 2012. Há dois produtos principais: o ranking de universidades e os rankings de cursos. No ranking de universidades estão classificadas as 196 universidades brasileiras, públicas e privadas, a partir de cinco indicadores: pesquisa, internacionalização, inovação, ensino e mercado. No ranking de cursos é possível encontrar a avaliação de cada um dos 40 cursos de graduação com mais ingressantes no Brasil de acordo com o último Censo da Educação Superior disponível, como administração, direito e medicina, a partir de dois indicadores: ensino e mercado. Nos rankings de cursos são avaliadas universidades, centros universitários e faculdades. Os dados que compõem os indicadores de avaliação do RUF são coletados pela Folha nas bases do Censo da Educação Superior Superior do Inep-MEC, Enade, SciELO, Web of Science, Inpi, Capes, CNPq, fundações estaduais de fomento à ciência e em duas pesquisas anuais feitas pelo Datafolha.

A matéria pode ser lida integralmente em: http://ruf.folha.uol.com.br/noticias/2018/10/1982683-parceria-com-empresas-coloca-ufrj-a-frente-em-inovacao-no-ruf.shtml

 

 

I Feira de Inovacao Biotecnologica do IMPG2

O evento aconteceu no dia 21 de setembro no Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Rio de Janeiro e contou com a presença de grandes nomes da pesquisa científica nacional, em palestras sobre variados temas, na parte da manhã. No espaço de exposição, a I Feira de Inovação recebeu empresas convidadas, pesquisadores do Instituto de Microbiologia e representantes de startups que demonstraram sua produção científica, organizados em 17 estandes.

O pioneirismo da proposta consolidou a parceira promissora entre a Merck Life Science e Fiocruz com o Instituto de Microbiologia. O evento recebeu um público de cerca de 250 pessoas, eentre estudantes do ensino médio da Escola Técnica IFRJ, estudantes dos diferentes cursos de graduação e pós-graduação do Centro de Ciências da Saúde e pesquisadores convidados.

Parceiros internos como a Agência UFRJ de Inovação e o Parque Tecnológico da UFRJ foram fundamentais para que o evento alcançasse a estrutura organizacional e o reconhecimento como lócus privilegiado de compartilhamento e discussão sobre o cenário nacional de inovação.

Pela manhã, as palestras contaram com a presença do vice-presidente de produção e inovação em saúde da Fiocruz, Marco Krieger, que ressaltou a importância da instituição como referência mundial na exportação de vacinas e antirretrovirais, chegando a uma produção anual de dois milhões de vacinas. Especialista em células-tronco, o pesquisador Stevens Rehen apresentou o trabalho de desenvolvimento de “minicérebros” a partir de células-tronco, com o objetivo de entender melhor seu funcionamento e buscar a cura para doenças como esquizofrenia,
depressão e estresse pós-traumático.

O SEBRAE foi representado por Miriam Ferraz, diretora do Programa Prointer Bio cujo objetivo é apoiar o crescimento de empresas que desenvolvem produtos voltados para a saúde humana, alimentos e cosméticos.

A MERCK e a Fiocruz assinaram o evento com o Instituto de Microbiologia. Presente em 66 países a Merck investe anualmente 13% de seu faturamento em inovação. Dentro da categoria "Life Science", mais de 300 mil ferramentas de alta tecnologia estão disponíveis para pesquisas.

No foyer do auditório Rodolpho Paulo Rocco, 17 estandes estavam abertos à visitação e apresentaram o que há de mais moderno em tecnologia, como impressoras 3D, drones e até cerveja produzida a partir de uma nova levedura. Dentre os participantes, havia as startups Biotecam, LeishNano, Hana Biocosmética, geradas na Fiocruz e na UFRJ.

A Biotecam desenvolve biotecido composto de celulose bacteriana, que pode ser usado na confecção de roupas, acessórios, bolsas e outros itens. Fundada em 2016, a LeishNano produz tecnologias terapêuticas inovadoras, se dedicando ao tratamento e prevenção da leishmaniose, doença parasitária endêmica em nosso país. A Hana Biocosmética é uma spin-off voltada para a produção de matérias-primas de origem microbiana para a indústria de cosmético.

A equipe do Laboratório de Ecologia Molecular Microbiana (LEMM), em parceria com o AquaRio, expôs o projeto pioneiro, sob a coordenação da bióloga professora Raquel Peixoto, de recuperação de corais destruídos pelo aquecimento global ao redor do mundo. O método, desenvolvido no Brasil, será implementado na Grande Barreira de Corais da Austrália, que já teve 30% da sua área de dois mil quilômetros devastada pelo aumento da temperatura da água marinha.

Com a exposição de métodos e produtos de alta tecnologia, a 1ª Feira de Inovação Biotecnológica do IMPG promoveu um grande encontro entre os setores acadêmico e produtivo, demonstrando a importante contribuição das pesquisas para a sociedade.

 

(FONTE: Andréa Pestana e Daniela Pontes; FOTOS: Luciana Vermelho)

 

 

brasilsuica

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Fundação Nacional de Ciência da Suíça (SNSF) publicaram recentemente uma chamada que tem por objetivo apoiar projetos conjuntos de pesquisa que visem a contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico e para a inovação no Brasil.

Os projetos deverão estar inseridos nas seguintes linhas de pesquisa: Tecnologia da Informação e Comunicação; ou Recursos Hídricos relacionados a questões ambientais.

As propostas aprovadas serão financiadas pelo lado brasileiro com recursos no valor global de R$3.000.000,00, a serem liberados de acordo com a disponibilidade orçamentária e financeira no CNPq. A data limite para submissão das pré-propostas é 23 de novembro.

Maiores informações neste link.

 

 

adsiscolo

O câncer de colo de útero é um tipo de tumor maligno, de evolução lenta, que acomete, sobretudo, mulheres acima de 25 anos. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), este é o terceiro tipo de câncer de maior incidência na população feminina, ficando atrás apenas dos cânceres de mama e colorretal. Felizmente, hoje em dia, é possível evitar a doença se a lesão precursora for identificada e tratada, ou mesmo curá-la caso diagnosticada em fase precoce e tratada.

Após dez anos de trabalho na melhoria de indicadores para avaliar o programa de rastreamento desse câncer, a professora Rosimary Terezinha de Almeida, do Programa de Engenharia Biomédica da COPPE-UFRJ, e o professor Sergio Miranda Freire, da Faculdade de Ciências Médicas-UERJ, orientaram a doutoranda Sulafa Yacoub Mohammed Ahmed (bolsista do convênio CNPq/TWAS GD-2012 # 190023/2012-0) na elaboração de um programa de computador cuja proteção acaba de ser solicitada pela Agência UFRJ de Inovação junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Trata-se do AD-SISCOLO.

Para entender as funcionalidades do novo software, é necessário voltar a 1999, ano em que o Inca, em parceria com o Departamento de Informática do SUS (Datasus) desenvolveu o Sistema de Informação do Câncer do Colo do Útero (SISCOLO), uma ferramenta destinada ao gerenciamento das ações do programa de prevenção à doença. Os dados gerados pelo sistema permitem avaliar a produção de exames realizados no SUS em dada região, período, unidade de coleta e laboratório, dentre outras informações relevantes ao acompanhamento e melhoria das ações de rastreamento, diagnóstico e tratamento desse tipo de câncer.

Por sua vez, o novo software desenvolvido na UFRJ (o AD-SISCOLO) gera uma série de indicadores e de relatórios a partir dos registros que integram o SISCOLO, tendo como unidade de observação tanto o exame como a mulher, compondo um armazém de dados com grande potencial para avaliar as ações do Programa Nacional de Rastreamento do Câncer de Colo de Útero. Assim, o software permite que o gestor tenha informação quanto à trajetória da mulher no SISCOLO e possa com isso identificar as perdas de seguimento e tempo médio de realização dos exames, além de estimar a cobertura real do programa na região. Com o AD-SISCOLO, os indicadores podem ser facilmente visualizados e manipulados por usuários com pouca experiência em informática.

Mais informações sobre o software podem ser obtidas entrando em contato com a Agência UFRJ de Inovação.

 

 

inpilogo2Até o dia 10 de outubro, ficam abertas as inscrições para o Curso Geral de Propriedade Intelectual à Distância (DL 101P BR), oferecido pelo INPI em parceria com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). O curso é online, gratuito, possui carga horária de 75 horas e apresenta uma visão geral sobre diversos temas relativos à propriedade intelectual, com enfoque na legislação brasileira.

Dentre os temas a serem abordados estão: direitos autorais, patentes, marcas, indicações geográficas, desenhos industriais, proteção de novas variedades vegetais/cultivares, concorrência desleal, informação tecnológica, contratos de tecnologia e tratados internacionais.

Através do link a seguir é possível se inscrever e obter mais informações: http://www.inpi.gov.br/academia/cursos-de-extensao/agenda-de-cursos

 

 

feiradeinovacaoimpg2018

 

A I Feira de Inovação Biotecnológica do Instituto de Microbiologia Paulo de Góes (IMPG) é uma oportunidade de apresentar a inovação dos projetos, produtos e métodos de pesquisa desenvolvidos no Instituto, na UFRJ e na FIOCRUZ, contribuindo para sua divulgação e aplicabilidade. A Merck e o Parque Tecnológico irão ressaltar a importância da aproximação academia com o setor produtivo.

O evento será realizado pelo IMPG em parceria com a MERCK Life Science, FIOCRUZ e Parque Tecnológico e reunirá pesquisas inovadoras em plataformas biotecnológicas. O público terá a oportunidade de conhecer startups geradas na FIOCRUZ e na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O evento apresentará, pela manhã do dia 21/09, cinco palestras de renomados profissionais da área de inovação. E às 13h, o espaço expositivo da I Feira contará com 17 stands, incluindo os laboratórios do IMPG com pesquisas inovadoras, NIT, SEBRAE, FIOCRUZ e Startups, que serão abertos ao público e convidados, dentre eles os estudantes do IFRJ.

Todos os detalhes estão disponíveis em www.microbiologia.ufrj.br/feirainovacao.

 

 

petroleo

O que significa a descoberta e exploração das reservas de petróleo do pré-sal para o desenvolvimento do país e de nosso povo? Os recursos advindos dessa riqueza descoberta por brasileiros, com tecnologia brasileira precisam ser entregues para empresas estrangeiras?

O que significa cessão onerosa? Contrato de partilha? Os recursos do pré-sal serão mesmo alocados para as áreas de Educação, Saúde, Ciência e Tecnologia? Qual o real montante desses recursos? Como dar continuidade ao papel da Petrobras como instrumento estratégico do desenvolvimento brasileiro?

Qual é a política de petróleo que realmente interessa ao Brasil?
A Universidade não pode se omitir e precisamos discutir com urgência a política nacional do petróleo e a destinação dos seus recursos.

Mais do que convidar, estamos convocando e mobilizando todo o corpo social da UFRJ para discutir, conhecer e, se for necessário, resistir aos rumos atuais que estão impondo à nossa política do petróleo e à Petrobras.

Vamos todos, professores, funcionários técnico-administrativos em educação, estudantes de graduação e pós-graduação, organizações da sociedade civil, sindicatos, associações de classe e o público em geral debater, questionar e encontrar respostas.

PROGRAMAÇÃO

8:00 as 8:30 – Recepção com café da manhã
8:30 às 10:05 – Mesa de abertura – Estado e política do petróleo. O papel da Universidade.
Presidente da mesa – Professor Roberto Leher (Reitor da UFRJ)
Arthur Raguso – Diretor de Formação da Federação Única dos Petroleiros
Prof. Luiz Pinguelli Rosa (COPPE/UFRJ).
Guilherme Estrela – Geólogo, Ex diretor de Exploração e Produção da Petrobrás.

10:05 às 10:35 – Debate com os participantes

10:35 às 10:45 – Intervalo para troca da mesa

10:45- as 12:05 – Mesa Redonda: Política do Petróleo e Orçamento Federal. Recursos para Educação, Ciência, Tecnologia e Saúde. Royalties, Fundo Social e Pré-sal, Fundos Setoriais, Dívida Pública.
Presidente da Mesa – Prof. Carlos Levi da Conceição (Ex-Reitor da UFRJ)
Prof. Eduardo Costa Pinto(I.E./UFRJ)
Prof. Roberto Leher (Reitor / UFRJ)
Profa. Esther Dweck (I.E./UFRJ)

12:05 às 12:35 – Debate com a plateia

12:35 – Encerramento

Realização:
Reitoria da UFRJ
Fórum de Ciência e Cultura – FCC

Apoio: DCE Mário Prata, ADUFRJ, SINTUFRJ
Detalhes do evento:

Dia(s): 18/09/2018
Horário: 8:30 - 13:00

Local: Auditório CGTEC-CT2
R. Moniz de Aragão, 360 - Cidade Universitária/ Ilha do Fundão
Rio de Janeiro - CEP 23058-440

Evento gratuito
Sem inscrição

 

 

museu nacional 01

A UFRJ e o Museu Nacional (MN) pensaram em iniciativas a fim de preservar a memória e resgatar a história da instituição após o incêndio do dia 2/9. Entre essas iniciativas estão canais para o recebimento de fotos do acervo e de doações de peças, além de voluntariado.

Como parte da vida dos brasileiros, o MN está presente em diversas fotografias dos visitantes. A UFRJ pede àqueles que possuírem imagens do acervo e das salas de exposição que as enviem pelo site do Museu.

O Museu Nacional pede também que todos os interessados que tenham peças ou cópias virtuais e queiram doá-las ao acervo entrem em contato pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. com o assunto “Doação”. Já os interessados em participar de ações voluntárias devem se inscrever pelo mesmo e-mail, mas com o assunto “Voluntariado”. As manifestações de apoio organizadas pela comunidade podem ser enviadas com o assunto “Manifestação”.

O MN está organizando, ainda, doações por meio de uma conta disponibilizada pelo Fundo de Apoio ao Museu Nacional. Os dados cadastrais e uma imagem do comprovante de depósito deverão ser enviados para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Os recibos de doação para pessoas físicas e jurídicas serão emitidos pela Associação Amigos do Museu Nacional (Samn), entidade de utilidade pública, reconhecida nos termos do Estatuto dos Museus e que, há mais de 80 anos, apoia ações e projetos do MN.

Mais informações estão disponíveis na página da instituição.

 

 

museubesouros

 

Moradores de bairros próximos à Quinta da Boa Vista vêm relatando a descoberta de objetos, em suas casas, que podem ter sido levados pelo vento após o incêndio no Museu Nacional, como páginas e fragmentos de livros.

Para recolher esse material, o Museu montou uma força-tarefa e pede que os objetos sejam entregues na portaria da Biblioteca Central, no Horto Botânico, das 10h às 16h. A equipe pede que os fragmentos não sejam entregues em outro local para que assim a memória do Museu Nacional possa ser preservada.

A UFRJ agradece a ajuda de toda a população neste momento difícil.

 

 

parqueyoutube

A MJV, tradicional consultoria em tecnologia e inovação que, há mais de 20 anos, se dedica a transformar negócios digitalmente, no Brasil e no mundo, escolheu o Parque Tecnológico da UFRJ para a instalação de seu laboratório de inovação. O projeto terá como foco a inovação aberta, por meio da conexão com a UFRJ, para desenvolver projetos nas áreas de Design Thinking, Gamificação, Big Data/Analytics, Metodologia Ágil, Estratégia Digital e Internet das Coisas. “Estar no Parque Tecnológico da UFRJ é um passo em direção ao futuro. Apostar na inovação passa a ser um processos de inter-relacionar pessoas pra produzir algo e, no Parque, iremos aprender fazendo”, diz Ysmar Vianna, presidente da empresa.

 

 

saboresesaberes2018foto

Nos dias 29 e 30 de agosto, foi realizada na UFRJ a décima edição do Encontro Sabores e Saberes. Fruto de uma parceria que envolve a Agência UFRJ de Inovação e o Instituto de Nutrição Josué de Castro, desde 2009 o encontro integra o calendário de eventos da Universidade. A edição deste ano teve como tema central “Alimentação e Meio Ambiente em Foco”.

A mesa de abertura do evento contou com Ricardo Pereira, coordenador da Agência UFRJ de Inovação e com a profª. Avany Fernandes Pereira, diretora do Instituto de Nutrição. Ambos ressaltaram que recentemente o curso de Nutrição da UFRJ foi avaliado com nota 6 pela Capes, logrando o êxito de ficar entre os três melhores do Brasil.

Também estava presente o decano do CCS, prof. Luiz Eurico Nasciutti, que reforçou que em 2018 se comemora os 110 anos do nascimento do patrono do Instituto de Nutrição da UFRJ, professor Josué de Castro, que teve um papel muito importante não só na sua criação, mas no estudo da alimentação e da fome no Brasil. A mesa também contou com a profª Rogéria Moreira, da Pró-reitoria de Extensão, e com um representante do Capim Limão, projeto de extensão universitária relacionado às temáticas da Educação e Agroecologia.

Em seguida foi exibido o documentário Histórias da Fome no Brasil, com roteiro e direção de Camilo Galli Tavares – mesmo diretor de O Dia Que Durou 21 Anos. O filme apresenta uma cronologia da fome no país, perpassando períodos históricos desde o Brasil Colônia até a atualidade.

A ideia do documentário surgiu em 2014, quando a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) anunciou que o Brasil havia deixado de compor o Mapa da Fome mundial. Integram esta relação aqueles países que contam com mais de 5% da população ingerindo menos calorias que o recomendável. Em 2014, ao registrar uma porcentagem de 3%, pela primeira vez, o país deixou de estar nesta lista vexatória.

Os motivos foram uma série de políticas públicas macroeconômicas adotadas a partir de 2003, como a geração de empregos, a formalização do trabalho e a correção do salário mínimo acima da inflação (que irradia seus efeitos para o fortalecimento de economias locais), aliadas a programas importantes como a instalação de cisternas no semiárido e a aquisição de alimentos da agricultura familiar por parte do governo para o abastecimento de escolas públicas, por exemplo.

No entanto, um relatório elaborado por cerca de 20 entidades da sociedade civil no ano passado trouxe o alerta de que o Brasil, infelizmente, periga voltar a figurar no Mapa da Fome num futuro próximo. Um dos especialistas responsáveis pela elaboração do relatório é o economista e pesquisador do Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas) Francisco Menezes, que integrou a mesa de debates que se iniciou logo após a exibição do documentário.

Segundo ele, este risco se deve a uma combinação de fatores que se colocaram de 2015 a 2017, como alta do desemprego, o avanço da pobreza, o corte de beneficiários do Bolsa Família e principalmente o congelamento dos gastos públicos por até 20 anos, frutos da Emenda Constitucional 95.

A mesa também contou com a participação do principal idealizador do filme, Daniel de Souza, que atua como presidente da ONG Ação da Cidadania, organização criada em 1993 com o objetivo de formar uma rede de mobilização nacional para ajudar 32 milhões de brasileiros que, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), estavam abaixo da linha da pobreza naquela época. Daniel, por sinal, é filho de um importante personagem no combate à fome no Brasil, o sociólogo e ativista dos Direitos Humanos Herbert José de Souza (Betinho).

Ele contextualizou o documentário com a própria obra de Josué de Castro, que atribuía este mal a motivos sociais específicos tais qual a falta de vontade política, por exemplo. Aliás, a tônica do produtivo debate que se seguiu foi justamente a desmistificação da naturalização da fome, que não pode e não deve ser concebida como fruto da vontade divina ou de forças da natureza.

“É a sociedade que cria a fome, e o filme mostra isso", concluiu.

O evento também contou com oficinas temáticas que tratavam sobre PANCs (plantas alimentícias não convencionais) e sobre as cozinhas regionais brasileiras, rodas de conversa, com exposições de trabalhos científicos e pôsteres, além da já tradicional Feira Agroecológica da UFRJ.

 

 

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