parquetecnologicopolobiotecnologia

Desde 1º de fevereiro de 2019, o Polo de Biotecnologia da UFRJ passou a ser administrado temporariamente pelo Parque Tecnológico e, desta forma, as empresas instaladas passaram a ter acesso aos serviços e atividades de interação com a universidade desenvolvidos pela instituição. Em maio de 2018, o convênio da Fundação Bio-Rio, antiga gestora do Polo, com a UFRJ teve seu prazo encerrado. Com a decisão da UFRJ pela administração do local, as atuais 34 empresas lá instaladas iniciam, a partir de agora, um processo de transição, com duração ainda indefinida, para que se estruturem aos processos e serviços oferecidos pelo Parque Tecnológico da UFRJ

O Parque Tecnológico da UFRJ é um ambiente de inovação dentro da UFRJ que permite a interação entre a universidade e as empresas, transformando conhecimento em emprego e renda e oferecendo produtos e serviços inovadores para a sociedade. Uma empresa instalada no Parque deve, obrigatoriamente, manter relações de pesquisa e desenvolvimento com a UFRJ para viabilizar parcerias capazes de promover inovações. O Parque também acompanha a gestão das pequenas e médias empresas instaladas e realiza atividades que estimulam o relacionamento entre as organizações residentes e demais públicos de interesse.

“Para o Parque Tecnológico este é um processo que vai ao encontro de nosso planejamento estratégico, de ampliar nossa atuação nas mais variadas áreas do conhecimento. Acreditamos que as empresas atualmente instaladas no Polo possuem sinergia com nossas atividades e com as capacidades inovadoras dos grupos de pesquisa da UFRJ. Desta forma, iremos, cada vez mais, intensificar nossa estratégia de transbordamento das atividades do Parque”, diz José Carlos Pinto, diretor executivo do Parque Tecnológico da UFRJ.

 

 

MJV

A MJV, empresa residente do Parque Tecnológico da UFRJ, está lançando uma plataforma de empreendedorismo para a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Os alunos e professores terão acesso a materiais exclusivos sobre negócios, ferramentas para começar a empreender e workshops para desenvolver e testar suas ideias. Para participar e conhecer um pouco mais sobre a plataforma basta acessar o link.

A MJV, tradicional consultoria em tecnologia e inovação, é pioneira no uso do Design Thinking no Brasil, com mais de 21 anos de experiência e mais de 200 projetos realizados em grandes clientes como Coca-Cola, Bradesco Seguros e Santander.

 

 

editaldeinovacaonaindustria

Startups, micro e pequenas empresas de base tecnológica interessadas em solução de desafios propostos por grandes indústrias podem contar com três chamadas do Edital de Inovação para a Indústria categoria C. O valor total do apoio é de R$ 13 milhões para o desenvolvimento de projetos em áreas como sustentabilidade, bem-estar social, inteligência operacional e eficiência.

O Edital de Inovação para a Indústria categoria C é uma parceria de grandes empresas com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Na análise do gerente-executivo de Inovação e Tecnologia do SENAI, Marcelo Prim,as novas chamadas se destacam pelo maior aporte financeiro que as empresas estão colocando nos projetos. “O aumento da quantia investida pelas empresas mostra que elas estão vendo maior valor agregado nos editais de inovação”, afirma. “O edital não só conecta a demanda de grandes empresas com startups, como é uma oportunidade de compartilhar riscos tecnológicos e de negócios, bem como de ter acesso ao quadro de pesquisadores que o SENAI coloca à disposição”, complementa.

Especialista em inovação do Sebrae, Agnaldo Dantas acredita que o Edital de Inovação para a Indústria é uma excelente oportunidade para promover a aproximação entre os pequenos negócios e as médias e grandes empresas. Para ele, com a parceria, as grandes empresas ganham agilidade ao agregar pequenas empresas capazes de desenvolver soluções para os seus problemas. As pequenas ganham tanto no aspecto financeiro, quanto pelo fato de terem o suporte de grandes indústrias. “É o que chamamos de um jogo de ganha-ganha entre as empresas. Mas ganha também o país, com empresas mais inovadoras e mais competitivas”.

Empresas parceiras

Uma das chamadas é da Enel, um dos principais players de energia do país. As inscrições abriram em 23/01 e se encerram em 29/03.  A empresa propõe três desafios. Um deles pede soluções para levar água potável a populações sem acesso a serviços de água tratada e esgoto. O segundo diz respeito à diminuição de poeira em residências próximas a construções de usinas fotovoltaicas e eólicas.

O terceiro pretende resolver a gestão de resíduos sólidos e promoção do melhor aproveitamento do lixo no Nordeste brasileiro. “Buscamos ideias inovadoras e sustentáveis para solucionar desafios encontrados no desenvolvimento de nossos negócios, sempre atentos às necessidades das comunidades locais”, afirma a responsável por Projetos de Sustentabilidade em Geração e Transmissão da Enel no Brasil, Débora Pinho.

A outra chamada é da Engie Energia. Neste caso, as inscrições seguem até 31/03. Serão selecionadas até seis startups que apresentem soluções aplicáveis e funcionais. Dos três desafios propostos, dois estão centrados no desenvolvimento de plataformas digitais (como formato de nuvem e big data) que permitam otimizar o consumo de energia por meio de análise de perfil de consumo, inteligência operacional e diminuição de desperdícios.

O terceiro pede um sistema para gestão da saúde e segurança do trabalho para reduzir a incidência de acidentes. “Queremos promover o progresso harmonioso e temos na inovação e nas parcerias com startups pilares fundamentais para transformamos a relação das pessoas com a energia para um mundo sustentável”, ressalta Maurício Bähr, CEO da ENGIE Brasil.

A terceira chamada é da Ternium, empresa especializada na produção e processamento de produtos em aço. As inscrições vão até 15/03. Serão selecionadas até dez startups que apresentem soluções para três temas. O primeiro deles propõe que a startup desenvolva monitoramento online para garantias físico-químicas das matérias-primas e solução automatizada para determinação de peso de materiais baseado na relação "volume versus densidade".

O outro diz respeito à mobilidade com segurança e pede à startup que crie tecnologias para carros industriais autônomos de transporte de metal líquido nos processos siderúrgicos. E, por fim, uma solução para rastreamento e monitoramento online dos resíduos e coprodutos gerados no processo siderúrgico. “Estamos sempre em busca de novas tecnologias que aprimorem a segurança operacional, melhorem a qualidade de trabalho dos nossos funcionários e promovam inovação. Estamos animados com as novas ideias e soluções que podem surgir desse projeto”, conclui o presidente-executivo da Ternium, Marcelo Chara.

Como funciona

O Edital de Inovação para a Indústria é uma iniciativa do SENAI, do Sebrae e do Serviço Social da Indústria (SESI). Desde que foi criado, em 2004, ajudou mais de 800 empresas a serem competitivas por meio de novos produtos e processos inovadores. As chamadas funcionam da seguinte maneira: grandes empresas fazem parceria com o SENAI, Sebrae e SESI para abrir a chamada e atrair startups interessadas em resolver desafios propostos. As grandes empresas financiam parte dos projetos, a outra parte é financiada por SENAI, SESI e Sebrae. O SENAI disponibiliza ainda laboratórios e centros de inovação para a execução dos projetos.

 

 

bootcampdefabricacaodigital

A Agência UFRJ de Inovação está apoiando o Bootcamp de Fabricação Digital, programa de treinamento prático e intensivo de cinco dias e uma ampla introdução a ambientes de prototipagem e fabricação rápida.

O programa é organizado pelo HUB de Inovação na UFRJ, pelo Maker Factory Impressão 3D e também conta com apoio da FIRJAN Senai, do Parque Tecnológico da UFRJ e do LAB3i – Laboratório de Inovação Informação e Interação, da Coppe/UFRJ.

Os participantes conhecerão as máquinas e aprenderão a operá-las. Ao longo do bootcamp serão fornecidas as ferramentas e ensinadas as habilidades para desenvolver ideias dentro do escopo da fabricação digital. Os participantes também irão desenvolver objetos feitos sob encomenda e que serão prototipados como finalização do evento.

O programa é destinado a profissionais interessados em diversificar suas habilidades acessando um novo campo como a fabricação digital e que também tenham interesse no movimento maker.

As inscrições vão até o dia 8 de fevereiro e podem ser feitas através deste link.

 

 

 

modulosO Rio? É doce.
A Vale? Amarga.
Ai, antes fosse
Mais leve a carga.
Entre estatais
E multinacionais,
Quantos ais!
A dívida interna.
A dívida externa
A dívida eterna.
Quantas toneladas exportamos
De ferro?
Quantas lágrimas disfarçamos
Sem berro?

 

“Lira Itabirana” é um poema de 1984 assinado por Carlos Drummond de Andrade. Naquela época, um dos maiores nomes da literatura brasileira já criticava a cobiça por trás da mineração sem respeito ao meio ambiente e à comunidade. O poeta parecia prever os desastres ambientais e sociais que viriam a ocorrer 2015, em Mariana, e em 2019, em Brumadinho. Os dois casos chocaram o Brasil por conta da destruição provocada e pelos danos ambientais de magnitude incalculável.

Além da grande quantidade de desaparecidos e de tantas outras vidas perdidas, uma questão recorrente em desastres deste porte é a das pessoas que perdem suas moradias e acabam desabrigadas. Nestes momentos difíceis, as construções habitualmente adaptadas para servirem de abrigo aos que perderam suas casas são os ginásios, igrejas e escolas municipais. Ocorre que, não raramente, os desabrigados enfrentam problemas como superlotação, brigas e falta de privacidade, causando ainda mais desconforto justamente àqueles que já estão passando por árduas provações. Muito disso em função de se tratarem de locais improvisados às pressas para atenderem a estas demandas emergenciais.

Em 2013, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da UFRJ, a então aluna Natália da Cunha Cidade defendia um trabalho final de graduação intitulado “Habitação Emergencial”, no qual apresentou um interessante e inovador projeto para abrigos temporários. Impossível não fazer uma associação com os lamentáveis efeitos destas recentes tragédias da mineração no Brasil.

O trabalho de Natália inova justamente quando propõe que os abrigos passem a adotar estruturas modulares que podem ser produzidas a um menor custo através do uso de materiais simples presentes na construção civil, tais quais tubos e conexões de PVC, juntamente a divisórias de náilon resinado para as vedações. Por conta do material utilizado, além da fácil estocagem – já que suas peças ficam guardadas como um "kit" –, as estruturas concebidas pela arquiteta podem ser montadas por mão de obra não-especializada, uma vez que se tratam de simples encaixes. Elas também possuem uma leveza muito maior, o que representa mais facilidade para o seu transporte. Desta forma, o projeto representa uma alternativa barata e prática para repensar os abrigos temporários.

Atualmente busca-se parcerias para que o projeto possa ser desenvolvido em larga escala. Os interessados podem entrar em contato através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

redacao

Oficinas gratuitas ajudarão pesquisadores na redação de patentes. Organizadas pela Axonal, serão mais de 70 edições cobrindo todas as 27 unidades federativas. 

As oficinas são uma parceria da Axonal com universidades e instituições de ciência e tecnologia e têm como objetivo capacitar os participantes a darem os primeiros passos na redação de patentes, incluindo a realização de buscas, identificação e leitura de documentos relacionados, definição do escopo da invenção, decisão sobre formas de proteção, elaboração de quadros reivindicatórios e relatórios descritivos.

No Rio de Janeiro, as oficinas acontecerão nos dias 11 e 12 de fevereiro, na UERJ.

Mais informações em www.axonal.com.br/capacitacao

 

 

bndes

 

Com o foco em desenvolver e fomentar o empreendedorismo no Brasil, o BNDES – Banco Nacional do Desenvolvimento – criou o BNDES Garagem, uma iniciativa de apoio às startups brasileiras, que inclui a realização do Programa BNDES Garagem de Desenvolvimento de Startups e a estruturação de um Centro de Inovação no Rio de Janeiro.

O programa será dividido em duas vertentes: um projeto focado em ideias e desenvolvimento de produto e uma outra que abordará negócios já em fase de tração, respectivamente, BNDES Garagem Criação e Aceleração. Compostos por workshops presenciais, conteúdo, acompanhamento no dia a dia, acesso à rede de mentores e parceiros, os programas contribuirão para a geração de negócios. As startups selecionadas, além destes benefícios, também terão direito a um escritório completo na WeWork Carioca.

A iniciativa terá a parceria de duas grandes aceleradoras, referências na aceleração de startups e geração de negócios: a Liga Ventures, a primeira aceleradora focada em conectar startups e grandes empresas do Brasil e responsável pela aceleração de mais de 100 startups nos últimos 3 anos fazendo negócios com grandes corporações como Unilever, GPA, Porto Seguro, Mercedes-Benz e outros; e a Wayra, hub de inovação aberta da Vivo no Brasil e da Telefônica no mundo, que tem como objetivo buscar, investir e escalar as melhores startups fazendo negócios com Vivo e Telefônica, com grandes empresas e parceiros do mercado. A Wayra está presente em 10 países e já investiu em mais de 800 startups.

O programa BNDES Criação é destinado à empreendedores que querem ou estão tirando suas ideias do papel. Em geral, são empreendedores que ainda não lançaram seus produtos ou lançaram em ambiente controlado, com poucos usuários testando. Utilizando metodologias que são referência para o desenvolvimento de startups, esse programa visa ajudar empreendedores na criação de empresas a partir de ideias ou projetos inovadores, apoiar o desenvolvimento do produto mínimo viável (MVP), validação de problema e solução, até o lançamento da startup para os clientes no mercado.

O programa BNDES Aceleração, por sua vez, vai apoiar startups já constituídas, com produto no mercado e que buscam ganhar crescimento e escala. Ele oferece acesso a uma ampla rede de mentores, potenciais investidores e parceiros. Além disso, vai fomentar a geração de negócios entre as aceleradas e as empresas parceiras do BNDES, trazendo inovação para todas as partes interessadas no processo.

A participação é gratuita e a data limite para as inscrições é 27 de janeiro de 2019. Mais informações.

 

 

startupreciclagem

Você sabia que até 2050 devem ser produzidas mais de 30 bilhões de toneladas de plástico, aumentando ainda mais a poluição mundial? A iniciativa alemã Global Pioneers quer contribuir para a solução deste desafio e, para isso, busca startups com ideias visionárias voltadas a gestão de resíduos, reciclagem e sustentabilidade.

Sua startup se encaixa neste perfil? Então não deixe de participar. A startup selecionada poderá receber investimento de até 25.000 euros.

Acesse: www.global-pioneers.com

 

 

Premios innovacion RRSS facebook 640x360

 

A Fundación MAPFRE deu início à 2ª edição dos "Prêmios Fundación MAPFRE à Inovação Social", em parceria com o I.E (Instituto de Empresas), e reconhecerá com 30 mil euros, iniciativas que possuam grande potencial de impacto social nas seguintes categorias: melhora da saúde e tecnologia digital (e-health); inovação em seguros (insurtech); mobilidade sustentável e segurança viária.

Os prêmios estão divididos em três regiões geográficas: Brasil, América Latina e Europa. Além da premiação em dinheiro para os três vencedores (um por categoria) , as 9 iniciativas selecionadas para a grande final que acontecerá na Espanha, receberão sessões presenciais de coaching, todas as despesas de viagem pagas, presença na mídia para dar visibilidade a seus projetos e participação na Rede Innova, um ponto de encontro baseado no sistema de cocriação para viabilizar o intercâmbio de conhecimento especializado e o apoio mútuo entre seus membros, além de promover projetos de impacto social em todo o mundo.

As inscrições estão abertas até 31/01. Para mais informações acesse: http://fundacionpremiosinovacao.mapfre.com.br/

 

 

irisina

A Doença de Alzheimer (DA) afeta hoje cerca de 35 milhões de pessoas no mundo, das quais mais de 1 milhão está no Brasil. A DA tem como seu principal sintoma a perda progressiva de memórias e, infelizmente, ainda não tem cura. Não se sabe exatamente o que causa a DA, mas há fortes indícios de que falhas na comunicação entre os neurônios, as chamadas sinapses, estão por trás da perda de memórias em pacientes com aessa enfermidade.

Por outro lado, sabe-se que o exercício físico é muito importante para a prevenção de diversas doenças. Embora os benefícios do exercício sejam melhor conhecidos na prevenção de doenças cardiovasculares e endócrinas, por exemplo, estudos realizados nos últimos anos revelaram que a atividade física pode também trazer benefícios para pacientes afetados pela DA, especialmente nos estágios iniciais da doença. No entanto, muito pouco se sabe ainda sobre como o exercício dispara sinais no cérebro dos pacientes para promover tais benefícios.

Os professores Fernanda G. de Felice e Sergio T. Ferreira, do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis e do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da UFRJ, lideraram uma pesquisa que revelou que um hormônio recentemente descoberto e chamado de irisina pode ser a chave para entender os benefícios do exercício físico na DA. Os pesquisadores da UFRJ mostraram que a irisina, já sabidamente produzida pelo músculo, também pode ser produzida pelo cérebro em resposta ao exercício físico.  Havia-se descrito anteriormente que a função da irisina seria regular o metabolismo do tecido adiposo, onde ficam armazenadas as reservas de gordura do corpo, em resposta ao exercício físico. No entanto, o novo estudo mostra que a irisina também tem efeitos benéficos no cérebro, ao promover mecanismos que protegem as sinapses e favorecem a manutenção das memórias. O grupo de cientistas da UFRJ inicialmente mostrou que a irisina se encontra em níveis bastante diminuídos nos cérebros de pacientes afetados pela DA, assim como no cérebro de camundongos que são utilizados como modelos experimentais da doença.

“Isso nos levou a imaginar que a falta de irisina no cérebro poderia ser prejudicial às sinapses e, portanto, poderia prejudicar a memória”, explica Mychael V. Lourenco, primeiro autor do estudo agora publicado e também professor do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ.

Confirmando essa hipótese, eles descobriram que a reposição dos níveis de irisina no cérebro de diferentes formas, inclusive através do exercício físico, foi capaz de reverter a perda de memória dos camundongos afetados pela DA. Mais ainda, os pesquisadores descobriram que a irisina atua como responsável pelos efeitos benéficos do exercício físico no cérebro e na memória dos camundongos.

Esses resultados revelam que a irisina é um novo alvo para o desenvolvimento de tratamentos para a DA. Além disso, as descobertas do grupo brasileiro reforçam a importância da atividade física para prevenir a perda de memória e doenças do cérebro, inclusive a doença de Alzheimer. “Este novo estudo demonstra, ainda, que a administração de irisina consegue mimetizar, ao menos em modelos animais, os efeitos do exercício físico no cérebro, o que pode ser terapeuticamente importante para pacientes idosos que não conseguem mais se exercitar adequadamente”, conclui Fernanda de Felice.  Finalmente, “por se tratar de um hormônio produzido pelo próprio organismo humano, imagina-se que a irisina poderia trazer menos efeitos colaterais adversos em futuros testes clínicos com seres humanos e, especialmente, em pacientes afetados pela Doença de Alzheimer”, complementa Sergio Ferreira.

 

 

museulego

Uma dupla de publicitários brasileiros, Caio Gandolfi e Diego Ferrite, inscreveu esta maquete do Museu Nacional — destruído pelo incêndio em 2 de setembro de 2018 —, em Lego, as pecinhas de montar, num concurso online promovido pela empresa dinamarquesa. Caso o projeto seja “curtido” no site por 10 mil pessoas, ele vai virar um brinquedo e será colocado à venda pela Lego. E todos os royalties das vendas do produto serão repassados pelos publicitários ao fundo de reconstrução do Museu Nacional. Veja aqui o projeto.

 

 

armadilhaparaaedes2018

 

As altas temperaturas dos primeiros dias de 2019 não deixam dúvidas: estamos em pleno verão. A estação mais quente do ano, comumente associada a férias e diversão, é caracterizada por dias mais longos, noites mais curtas e mudanças rápidas nas condições diárias do tempo, com chuvas fortes e de curta duração.

São estas características que, além de proporcionar momentos de diversão, também estão associadas a algo que, de forma contrária, não tem nada de bom: possíveis surtos e até mesmo epidemias de doenças como dengue, zika e chikungunya. Tais doenças são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, que encontra na alternância de altas temperaturas com chuvas típicas do verão o ambiente ideal para o desenvolvimento de suas larvas e para sua reprodução.

As fêmeas do mosquito não colocam seus ovos diretamente na água, mas a milímetros acima de sua superfície, na parede do reservatório. Quando chove (e no verão as chuvas são constantes), o nível da água sobe, atingindo os ovos e fazendo-os passar à fase de larvas e até fase adulta. Além disso, o verão também é ideal para o desenvolvimento das larvas, já que a temperatura mais favorável para o seu crescimento é entre 25 e 30°C. O resultado desta combinação é o aumento da população de Aedes aegypti e, com isso, o aumento do risco de epidemias das doenças transmitidas pelo mosquito.

Foi com este cenário em vista que um grupo de pesquisadores da UFRJ uniu esforços para buscar uma solução mais eficiente para o combate ao Aedes aegypti. Neste sentido, a invenção elaborada pelos professores Ivo Carlos Correa (Departamento de Prótese e Materiais Dentários da Faculdade de Odontologia), Mônica Ferreira Moreira (Laboratório de Bioquímica e Biologia Molecular de Vetores, do Instituto de Química) e Edimilson Migowski (Departamento de Pediatria, da Faculdade de Medicina) em conjunto com Tiago Salles (doutorando em Bioquímica) se mostra uma tecnologia extremamente promissora. Culminando em um pedido de patente realizado através da Agência UFRJ de Inovação, a invenção se trata de um dispositivo capaz de atrair, capturar e exterminar o mosquito Aedes aegypti, principalmente as fêmeas da espécie.

Conforme explica a professora Mônica Moreira, a armadilha desenvolvida pelos inventores tem como diferencial o fato de ser destinada especificamente ao mosquito Aedes. “Os outros produtos que já existem no mercado, especialmente os que fazem uso de luz ultravioleta ou branca, são voltados para insetos em geral. Acontece que os odores dos outros insetos acabam dificultando a captura do Aedes aegypti. E ao reconhecer estes odores, o Aedes simplesmente evita estes produtos já existentes”, explica. A professora também chama a atenção para outro detalhe importante: “É a fêmea do Aedes que é o vetor das doenças”.

É justamente aí que a engenhosa invenção desenvolvida na UFRJ se destaca. Baseada na emissão de luz LED em comprimentos de ondas específicos entre o azul e o amarelo e com pico na cor verde, a armadilha sensibiliza a retina da fêmea do mosquito para atraí-la e, em seguida, capturá-la através de um sistema de sucção reversa. Finalmente, o inseto é empurrado em direção a uma grade que emite uma descarga elétrica de baixa voltagem, causando a morte do mosquito.

A tecnologia ainda apresenta o benefício de agir também sobre os mosquitos resistentes a inseticidas químicos, além de se enquadrar na concepção de tecnologia limpa, não causando qualquer tipo de poluição ambiental. “Por não empregar inseticida ou qualquer produto químico, a invenção é considerada amigável ao meio ambiente e, por isso, pode ser usada em locais abertos ou fechados, frequentados por adultos, crianças ou recém-nascidos”, comentam os inventores.

Para se ter uma ideia, testes laboratoriais realizados na UFRJ demonstraram que durante um período de 24 horas, enquanto armadilhas para insetos que fazem uso de luz branca são capazes de matar de três a cinco em cada 20 mosquitos, a nova armadilha com luz LED foi capaz de eliminar de 16 a 19. Ou seja, ela mostrou ser praticamente cinco vezes mais eficiente.

O professor Ivo Carlos Correa explica ainda outra vantagem da nova armadilha: “Por conta do seu baixo custo de produção, ela pode ser fabricada em diversos tamanhos. Até mesmo o seu funcionamento através da conexão a um computador via USB seria algo viável”.

A invenção já se encontra protegida por um pedido de patente realizado pela UFRJ junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). O próximo passo é buscar a inserção desta promissora tecnologia na cadeia produtiva. Atualmente a Agência UFRJ de Inovação está em busca de empresas interessadas em levar a armadilha para mosquito Aedes ao mercado para produzi-la em escala, permitindo que a população em geral possa usufruir do invento. Os interessados podem entrar em contato através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

finepstartup2019

A Finep lançou, no dia 7 de janeiro, a segunda rodada do edital de 2018 do programa Finep Startup, que tem como objetivo alavancar empresas de base tecnológica em fase final de desenvolvimento de produto ou que precisem ganhar escala de produção, com viabilidade comercial comprovada. O limite de recursos totais desta rodada é de R$ 30 milhões para 30 startups. O período para envio de propostas fica aberto até o dia 28 de fevereiro.

A financiadora vai investir até R$ 1 milhão em cada uma das empresas selecionadas, que ainda poderão receber no futuro um novo aporte de até R$ 1 milhão, conforme a evolução do plano de negócios. Além disso, a Finep vai aportar conhecimento e recursos financeiros via participação no capital de empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. As startups concorrentes precisam ter protótipo MVP (Minimum Viable Product ou, em português, Produto Viável Mínimo), prova de conceito ou, preferencialmente, já estarem realizando as primeiras vendas. Ou seja: não se enquadram propostas em fase de ideia ou pesquisa.

Assim como na primeira rodada, o processo de seleção será composto por três etapas: avaliação de plano de negócios (eliminatória e classificatória); banca avaliadora presencial (eliminatória e classificatória); e visita técnica e avaliação de documentação jurídica (eliminatória). O resultado final está previsto para julho.

Serão selecionadas startups que atuam nas seguintes áreas temáticas: Agritech, Cidades Inteligentes e Sustentáveis, Construtech, Economia Circular, Defesa, Economia Criativa – Jogos Eletrônicos, Educação, Energia, Fintech/Insurtech, Healthtech, Mineração, Óleo & Gás, Química e Materiais Bio-baseados. Também podem concorrer empresas que desenvolvam soluções nas seguintes tecnologias habilitadoras: Biotecnologia, Blockchain, Inteligência Artificial, Internet das Coisas (IoT), Manufatura Avançada, Microeletrônica, Nanotecnologia e Realidade Aumentada, Realidade Virtual e Realidade Mista.

Quem é empreendedor sabe que o caminho entre a ideia do negócio e o lucro costuma ser longo e cheio de obstáculos. O objetivo da Finep é ajudar startups brasileiras a superar o gap de apoio conhecido como “vale da morte”, fase em que muitas delas se desestruturam por falta de recursos. Empresas nesse estágio possuem grande dificuldade para financiar seu desenvolvimento, principalmente em função de ausência de garantias e geração de caixa.

Modelo de investimento inédito no Brasil

O Finep Startup surgiu para preencher justamente a lacuna entre o primeiro investimento que uma startup recebe – em torno de R$ 100 mil e realizado, por exemplo, por investidores-anjo – e o aporte feito por meio de um Fundo de Seed Capital – em torno de R$ 3 milhões –, dependendo do grau de maturidade da empresa.

O investimento vai se dar por meio de contrato de opção de compra de ações. Esse tipo de contrato transforma a investidora – no caso, a Finep – em uma potencial acionista da empresa. A opção de se tornar ou não sócia da startup terá prazo total de vencimento de até três anos, podendo ser prorrogado por mais dois. Se a empresa for bem-sucedida, a Finep pode exercer essa opção. Se a empresa fracassar, a financiadora não arca com o passivo. O modelo, inédito no Brasil, é inspirado em programas de outros países, particularmente os Estados Unidos, mas incorporou novidades. A avaliação da empresa (valuation), por exemplo, não será feita na entrada do programa.

Investimento público-privado

A Finep, no entanto, não pretende tornar as startups brasileiras dependentes de recursos públicos. Por isso, criou um mecanismo pioneiro para estimular o empreendedor a buscar investimento privado: serão priorizadas empresas que forem aportadas por investidores-anjo. O processo funcionará da seguinte forma: a startup que se inscrever no edital com uma carta de compromisso de um investidor-anjo ganhará pontos na seleção. A quantidade de pontos obtidos dependerá do valor do investimento privado, cujo valor mínimo é de R$ 50 mil. Com o aporte mínimo para o seu negócio, a proponente garante 1 ponto, podendo chegar a 5 pontos no máximo. Ao todo, são 20 pontos possíveis: 15 da avaliação da proposta de valor da startup e 5 obtidos caso ela receba investimentos privados de R$ 250 mil ou mais.

O investidor-anjo que se comprometer a investir na empresa selecionada pelo edital receberá parte do retorno da Finep (que exceder IPCA + 10), com o objetivo de ampliar seu engajamento com o sucesso da empresa. Esse percentual será proporcional à participação do anjo na rodada de investimento. Além da alavancagem de recursos, a atração de investidores privados é fundamental para o sucesso do empreendimento, à medida que estes também agregam conhecimento ao negócio. As startups não necessitam somente de recursos financeiros, mas também de auxílio em questões extremamente relevantes para o futuro do negócio, como governança e gestão.

 

 

moduloparalimpezadedocumentos

 

Quando se fala em inovação e em propriedade industrial em nossa Universidade, a primeira coisa que tipicamente vem à mente são os inventos dos nossos docentes. Mas não só eles produzem inovações tecnológicas passíveis de proteção intelectual. Nossos técnicos administrativos também.

Um exemplo recente é o caso de Solange Viegas, prestes a completar uma década atuando como bibliotecária da UFRJ. Mestre em Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde pela Fiocruz, a servidora lotada na Biblioteca José de Alencar da Faculdade de Letras entrou em contato com a Agência UFRJ de Inovação relatando ter desenvolvido um novo módulo de higienização multifuncional para obras, o que acabou gerando um novo pedido de registro de desenho industrial em nome da Universidade junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial).

De acordo com a Lei 9279, que regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial, “considera-se desenho industrial a forma plástica ornamental de um objeto ou o conjunto ornamental de linhas e cores que possa ser aplicado a um produto, proporcionando resultado visual novo e original na sua configuração externa e que possa servir de tipo de fabricação industrial”. Foi justamente este o caso do módulo multifuncional desenvolvido por Solange.

Pensando nos entraves que normalmente envolvem os procedimentos de higienização de obras, a bibliotecária que também coordena a Oficina de Conservação e Restauro desenvolveu um compartimento que tem por objetivo auxiliar as instituições na preservação de seu patrimônio documental. Sua função é possibilitar a limpeza de obras isolando as partículas de poeira e garantindo mais proteção aos agentes de limpeza, já que muitos microorganismos podem ser absorvidos pela pele ou pelas vias respiratórias, ocasionando doenças. “Muitas instituições e bibliotecas da própria UFRJ realizam este procedimento em cima de uma mesa forrada com cartolina, sendo altamente prejudicial à saúde do funcionário, além da poeira retornar ao ambiente”, comenta.

Segundo ela, a sujidade é o agente de deterioração que mais afeta os documentos, podendo causar manchas quando associada à alta temperatura e alta umidade relativa, prejudicando-os do ponto de vista estético. As manchas ocorrem quando as partículas de poeira se umedecem e penetram no papel. A sujeira e outras substâncias dissolvidas se depositam nas margens das áreas molhadas, provocando a formação de manchas, cuja remoção requer a intervenção de um restaurador. Daí a importância do processo de higienização. Conforme explica Solange, "a higienização é um procedimento de conservação preventiva, considerado de rotina,  que deve ser realizado nas obras já incorporadas a um acervo ou que ainda o serão. Geralmente é realizado semestralmente ou anualmente a fim de prolongar a vida útil do papel, prevenindo possíveis ataques de agentes biológicos”.

Tendo isso em mente, o módulo de Solange foi desenvolvido com um compartimento para receber a sujidade, uma gaveta para guardar o material de higienização e um filtro que pode ser descartado ao final do trabalho. Também possui iluminação própria e dimensões que permitem sua portabilidade e compartilhamento. Além disso, ele é cerca de 80% mais barato que o equipamento similar atualmente disponível no mercado. A bibliotecária espera que o valor reduzido possa atender a um maior número de bibliotecas e instituições, auxiliando na importante tarefa que é a preservação de seus acervos.

“Muitos acervos da UFRJ são importantes devido ao seu valor histórico e cultural. A higienização, procedimento de conservação preventiva, deve ser realizada semestralmente ou anualmente a fim de prolongar a vida útil do papel, prevenindo possíveis ataques de agentes biológicos. Toda instituição detentora de acervos tem obrigação de preservá-los, além de oferecer aos seus usuários materiais em condições de higiene para serem utilizados”, finaliza.

 

 

laboceano

O Laboratório de Tecnologia Oceânica (LabOceano) da Coppe/UFRJ vai inaugurar, no dia 19 de dezembro, um Sistema de Correnteza que amplia sua capacidade para reproduzir, com alta precisão, a diversidade das correntes marinhas em função da profundidade do mar. Com o novo Sistema, o laboratório se mantém entre os quatro mais capacitados no mundo para simular as condições dos oceanos em regiões costeiras e em águas profundas. A inauguração terá início às 14h, no prédio do LabOceano da Coppe, no Parque Tecnológico da UFRJ, Cidade Universitária.

O Sistema de Correnteza, cuja implantação totalizou um investimento de R$ 22 milhões, contou com o apoio financeiro da Petrobras, que investiu R$ 18,8 milhões, e da Finep, com R$ 3,2 milhões. O Sistema oferece os mais modernos recursos para a execução de experimentos no mar, incluindo as especificidades das águas brasileiras. A instalação ocupa um prédio anexo ao prédio principal do LabOceano. Um conjunto de equipamentos compõe o sistema. A partir de uma sala de controle, seis motores e seis bombas hidráulicas são operados de modo independente, de modo que a velocidade e direcionamento de cada uma das seis correntes possam ser modificados sem que altere as demais.

Segundo o professor Paulo de Tarso T. Esperança, coordenador executivo do LabOceano da Coppe, a velocidade das correntes marinhas varia de acordo com a profundidade. “Por isso, desde a concepção do laboratório, a ideia era que o tanque tivesse seis galerias ao longo de sua dimensão vertical, capazes de gerar seis níveis diferentes de velocidade que representassem essa variação de velocidade com a profundidade do mar. O Sistema amplia a capacidade do laboratório para reproduzir, da melhor maneira possível, a diversidade das correntes marinhas. Tanto para simulações nos campos do pré-sal como nas águas menos profundas, as correntes são importantes, por exemplo, para representar a dinâmica dos risers, estruturas que conectam o poço de petróleo à plataforma”, explica o professor do Programa de Engenharia Oceânica da Coppe.

“As estimativas sinalizam que o pré-sal é, de fato, um conjunto de campos com especificidades únicas, e que vai ser preciso desenvolver muita tecnologia para explorá-lo. Portanto, as perspectivas são positivas. A necessidade existe e ela é o motor das nossas realizações”, ressalta Paulo de Tarso.

Para o Orlando Ribeiro, gerente-executivo do Centro de Pesquisas da Petrobras, “o sistema de geração de correnteza do LabOceano colocará o país em destacada liderança no desenvolvimento de pesquisas tecnológicas na área de engenharia naval e oceânica, dando suporte às atividades estratégicas de exploração e produção de óleo e gás em águas profundas e ultra-profundas.”

 

Inovações testadas no LabOceano resultaram em avanços no setor

Inaugurado em 2003, o LabOceano da Coppe dispõe de um tanque com capacidade para 20 milhões de litros d’água e altura equivalente a de um prédio de oito andares. Com 15 metros de profundidade e mais 10 metros adicionais em seu poço central, 40 metros de comprimento e 30 metros de largura, seus equipamentos possibilitam o desenvolvimento de pesquisas em hidrodinâmica experimental e computacional (CFD) e em modelagem numérica de sistemas oceânicos.

“Desde o início, a ideia era realizar ensaios para a exploração de petróleo em águas profundas. Daí a necessidade de ter grande profundidade”, revela Paulo de Tarso. Segundo o coordenador do laboratório, diversas inovações tecnológicas desenvolvidas para o segmento offshore foram ensaiadas neste laboratório. “Por exemplo, a estaca-torpedo, desenvolvida pela Petrobras, que representou um avanço importante no lançamento de linhas em águas profundas. Outra foi a própria instalação de plataformas do tipo tension leg, no campo de Papa-Terra. O sistema de correnteza aumenta a gama de possibilidades para a realização de ensaios, consolidando ainda mais a posição de liderança do laboratório em recursos para o desenvolvimento de tecnologia para explotação de petróleo offshore”, destacou.

Mas apesar da forte demanda por projetos offshore, o laboratório também é capaz de realizar os mais diversos tipos de ensaios para projetos da indústria naval, da Marinha, para o aproveitamento da energia térmica dos oceanos e geração de energia a partir das ondas. “Os primeiros protótipos de usina de geração de energia de ondas da América Latina foram instalados no Porto de Pecém/CE, a partir de projeto desenvolvido pelo Laboratório de Tecnologia Submarina (LTS) e pela Seahorse, startup oriunda da Coppe. Os testes com modelos reduzidos foram ensaiados aqui. Temos orgulho de ter participado desse desenvolvimento”, relata o coordenador do laboratório.

 

 

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou, em 6 de dezembro, a chamada para a participação de empreendedores no programa de desenvolvimento de 60 startups e o edital para selecionar o gestor do centro de inovação, que vai implementar a segunda fase do programa. A ideia é reunir em um mesmo espaço startups, médias e grandes empresas, investidores, universidades e centros de pesquisa. As iniciativas fazem parte do projeto BNDES Garagem.

Na cerimônia, o presidente do banco, Dyogo Oliveira, disse que a instituição está fazendo história com esse projeto. “Hoje para mim este é um dia histórico, que marca uma mudança na trajetória do BNDES para o desenvolvimento da economia brasileira”.

As startups interessadas em participar do projeto têm o prazo até 15 de fevereiro para a apresentação das propostas. Ao final desse prazo, haverá a escolha das que farão parte do programa. A seleção do gestor será no dia 12 de abril.

A primeira fase, com as statups, tem o custo de R$ 10 milhões. Dyogo Oliveira estimou que na segunda fase do projeto haverá mil postos de trabalho com a presença de 200 empresas. Para essa etapa o valor aumenta para R$ 20 milhões.

O presidente do BNDES destacou que os valores são pequenos em comparação a grandes projetos desenvolvidos pela instituição, como na participação em hidrelétricas, mas a importância é que as startups vão movimentar a economia. “São de naturezas diferentes. Quando se vai financiar uma hidrelétrica não tem como ser R$ 10 milhões. Custa alguns bilhões, é uma hidrelétrica, um negócio diferente. Mas dá para ser relevante e ter um impacto importante no país com programas mais baratos e que não são menos importantes. São programas que movimentam a economia, movimentam a camada de novos empreendedores, que são o futuro do país. Os caras que vão ser os empresários daqui a 10, 20, 30 anos sairão desses programas. Não só do BNDES, mas de outros que tenham. São esses caras que vão inventar os novos produtos e serviços”, disse.

Dyogo Oliveira disse que com o programa, o BNDES terá um novo viés de investimentos, acrescentando que o banco não será menos relevante por ter projetos de menor volume financeiro, porque essa é apenas uma das alternativas de incentivar o setor.

“Há uma sequência de instrumentos financeiros que são necessários para o desenvolvimento das empresas e que o banco pode ter uma participação muito relevante com volumes de recursos menores do que a gente teve historicamente”.

Renovação

No entendimento de Dyogo Oliveira, o programa é uma renovação até da visão de desenvolvimento do banco, que, segundo ele, cresceu durante 60 anos com uma tese de que o desenvolvimento estava atrelado à industrialização. “O que a gente está vendo aqui é que não necessariamente vai ter indústria, mas vai ter serviço, vai ter intermediação financeira, vai ter Fintec, uma série de outras atividades que não necessariamente indústria. É o novo conceito de desenvolvimento. Esse programa tem a importância de marcar a mudança na concepção de desenvolvimento dentro do BNDES. Não é estritamente a industrialização. É o processo de desenvolvimento dos negócios que gera o desenvolvimento”, disse.

Dyogo Oliveira disse ainda que o projeto vai beneficiar a economia do Rio de Janeiro, que vem enfrentando uma crise financeira considerável, além das crises políticas e na área de segurança. “Iniciativas como esta, acredito, que podem contribuir para esse ambiente e gerar na cidade um dinamismo em negócios e a atração de talentos de outras regiões do país. Isso, no meu ver, cria um ambiente melhor de negócios e um ambiente de convivência e cidadania melhor”.

 

 

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Os interessados em participar da IV Escola de Verão de Farmanguinhos têm do dia 16 de dezembro de 2018 até o dia 20 de janeiro de 2019 para realizarem suas inscrições. Os cursos oferecidos nesta edição serão o de Farmacologia Aplicada à Indústria Farmacêutica e o de Integridade e Conduta Responsável em Pesquisa.

 

Integridade e Conduta Responsável em Pesquisa

A inclusão do estudo da ética e da integridade em pesquisa na formação científica tem sido altamente encorajada por diferentes instituições de ensino e agências de fomento no mundo. O estudo e a reflexão sobre Conduta Responsável em Pesquisa visa à promoção da integridade na pesquisa através da prevenção de má condutas e de práticas questionáveis nas atividades científicas.

Farmacologia Aplicada à Indústria Farmacêutica

Os profissionais que atuam na Indústria Farmacêutica, independentemente de sua posição no setor produtivo, devem estar cientes de todas as etapas que envolvem a descoberta e desenvolvimento de medicamentos (DDM). Àqueles que atuam diretamente com a DDM ou gostariam de atuar nessa área, é importante a convivência com os outros atores do setor e entender como as etapas se relacionam entre si. Assim, o curso "Farmacologia Aplicada à Indústria Farmacêutica" abordará de forma prática e dinâmica, como os conceitos de farmacologia são usados para descobrir novos medicamentos.

 

As aulas serão ministradas entre os dias 4 e 8 de fevereiro, em horário a ser definido, no campus Manguinhos, da Fiocruz. Mais informações podem ser obtidas através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone (21)33485058. Os links para realizar as inscrições seguem abaixo:

 

Integridade e Conduta Responsável em Pesquisa - https://campusvirtual.fiocruz.br/portal/?q=node/37628

Farmacologia Aplicada à Industria Farmacêutica - https://campusvirtual.fiocruz.br/portal/?q=node/37621

 

 

tecnologia

A FAPERJ divulgou, em 29 de novembro, o resultado preliminar dos quatro editais – os programas de apoio a Projetos no Campo da Ciência Forense; às Incubadoras de Empresas; a Projetos de Núcleos de Inovação Tecnológica; e ao Empreendedorismo de Impacto Socioambiental do estado – lançados pela Diretoria de Tecnologia no mês de outubro deste ano. Foram selecionados um total de 41 projetos, que totalizam cerca de R$ 11 milhões em investimentos.

Para o diretor de Tecnologia da FAPERJ, Mauricio Guedes, o conjunto de editais está em acordo com as propostas levadas ao Conselho Superior da Fundação nos últimos meses. “Com relação aos editais voltados para o apoio às incubadoras de empresas e aos Núcleos de Inovação Tecnológica [NITs], nossa intenção é promover a aproximação entre as universidades sediadas em território fluminense e as empresas, seja por meio da geração de startups nas incubadoras, seja por meio dos NITs”, disse o dirigente. “Já em relação aos dois outros programas – Inovação no Campo da Segurança Pública/Perícia Técnica e Empreendedorismo de Impacto Socioambiental –, esses têm como missão o enfrentamento de desafios relevantes para a sociedade fluminense”, acrescentou.

O Edital do Programa de apoio a Projetos de Inovação no Campo da Segurança Pública - Ciência Forense teve 25 projetos submetidos ao processo seletivo dos quais foram aprovadas 13 propostas. Este Edital pretende estimular a pesquisa no âmbito da ciência forense, oferecendo novas metodologias e tecnologias relevantes para os profissionais da área.  O valor total dos projetos aprovados foi de R$ 3.468.257,00. Os proponentes neste edital estão principalmente vinculados à Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, Instituto Médico Legal e às universidades UFRJ e UERJ.

O Edital de Apoio aos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) pretende apoiar a capacitação e o aumento da eficiência dentro dos NITs do Rio de Janeiro, incluindo estudos e atividades relacionadas à busca de anterioridade, pedidos de patentes, transferência de tecnologia, prospecção de mercado e análises de viabilidade técnica, comercial e econômica de tecnologias desenvolvidas em nossas universidades e instituições de pesquisas. Foram submetidos 18 projetos, dos quais foram aprovadas 11 propostas que juntas somam R$ 3.341.359,00.

Para o Edital de Apoio às Incubadoras de empresas foram submetidos 19 projetos dos quais 15 foram aprovados, incluindo incubadoras em plena operação e também aquelas que estão buscando elaborar ou reformular seu planejamento estratégico. Foi também contemplado o projeto de fortalecimento da Rede de Incubadoras e Parques Tecnológicos do Estado do Rio de Janeiro (ReInc). O valor total aprovado foi de R$ 2.689.222,00.

Por fim, para o Edital de Programa de Apoio ao Empreendedorismo de Impacto Socioambiental do Estado do Rio de Janeiro foram submetidas 24 propostas das quais 12 foram aprovadas. O principal objetivo do programa é apoiar o desenvolvimento de iniciativas que voltadas para o enfrentamento de problemas de alto impacto socioambiental no Estado do Rio de Janeiro. O valor total de projetos aprovados foi de R$ 1.499.555,00.  Entre os aprovados estão as universidades UERJ, UFRJ, PUC-Rio e empreendedores individuais, entre outros.

Confira, nos links abaixo, a listagem completa dos resultados preliminares dos editais:

Resultado: Programa de Apoio às Incubadoras de Empresas do RJ_2018

Resultado: Apoio a Projetos de Núcleos de Inovação Tecnológica_NITs_2018

Resultado: Apoio a Projetos de Inovação no Campo da Segurança Pública - Ciência Forense_2018

Resultado: Apoio ao Empreendedorismo de Impacto Socioambiental do RJ_2018

 

 

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A Coppe/UFRJ inaugurou, no final de novembro, o mais moderno Laboratório de Recuperação Avançada de Petróleo (LRAP) do país, cujo objetivo é investigar técnicas de recuperação avançada aplicáveis a rochas carbonáticas do pré-sal brasileiro. Trata-se de uma nova área de pesquisa, cujos resultados poderão representar bilhões de dólares em royalties e novos investimentos no Brasil. O valor total de investimento no laboratório foi de R$ 117 milhões, sendo R$ 107 milhões oriundos da Shell Brasil, e R$ 10 milhões da Petrobras. O projeto faz parte do compromisso de investimentos com P&D, que é gerenciado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

As rochas que compõem o reservatório da costa brasileira são únicas no mundo, e o fator de recuperação de óleo no Brasil é de 21%. Segundo o professor da Coppe, Paulo Couto, coordenador do LRAP, um aumento de apenas 1% na taxa de recuperação das rochas brasileiras poderá representar 11 bilhões de dólares em royalties, gerando um incremento das reservas brasileiras em 22 bilhões de barris, e novos investimentos da ordem de 16 bilhões de dólares.

“Na Noruega, por exemplo, há casos em que o fator de recuperação chega a 70%. Em termos de pesquisa, essa é uma área nova no Brasil e está alinhada com a diretriz da ANP de apoiar projetos voltados para o aumento do fator de recuperação. Neste laboratório, além de produzir conhecimento, também vamos formar recursos humanos. Como se trata de uma nova área, há carência de pessoal especializado e pouco conhecimento disponível no país sobre o tema”, afirma Couto.

O laboratório, de 230 m², integra o Núcleo Interdisciplinar de Dinâmica de Fluidos (Nidf) da Coppe. Cerca de 60% do investimento foi feito em equipamentos, alguns feitos especialmente para reproduzir em laboratório as mesmas condições de pressão e temperatura dos reservatórios em grandes profundidades, ou seja, cerca de 700 vezes a pressão atmosférica e temperatura de até 150 graus celsius. Entre os equipamentos está uma estufa para mediação de permeabilidade relativa, equipada com scaner de raios-X, que permite produzir imagens do deslocamento de petróleo dentro da rocha, em condições de laboratório. Como este equipamento, só existe um similar no mundo, instalado na Universidade Heriot-Watt, Edimburgo. Os demais 40% dos investimentos estão sendo aplicados em projetos de P&D e na formação e qualificação de pessoal especializado. Ao todo, até o momento, o laboratório conta com 50 profissionais: cinco professores, oito pesquisadores, oito técnicos, quatro pós-doutores, 16 alunos de mestrado e doutorado, e oito alunos de graduação, e uma engenheira de segurança do trabalho SMS.

“A Shell Brasil investiu muito em formação e qualificação de pessoal, por meio da ANP. Mesmo antes da inauguração, várias empresas do setor fizeram contato interessadas em realizar testes no laboratório, único no Brasil instalado em uma universidade”, ressaltou Couto.

"O Laboratório de Recuperação Avançada de Petróleo representa um importante reforço na infraestrutura laboratorial da Coppe, que há 55 anos contribui com a melhoria da vida dos brasileiros através de avanços em ciência e tecnologia. Os novos equipamentos incluem modernas técnicas de imageamento e automação, elementos chaves na nova Indústria 4.0. Pelo fato de conseguirem operar em condições muito próximas àquelas encontradas no campo, auxiliarão cientistas e engenheiros a melhor compreender o escoamento do petróleo através do intrincado sistemas de poros nas rochas carbonáticas, permitindo o aperfeiçoamento dos processos de extração de óleo em nosso pré-sal", afirmou o diretor de tecnologia e inovação da Coppe/UFRJ, Fernando Rochinha.

 

 

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O projeto de extensão universitária Alunos Contadores de História está em busca de doações para proporcionar uma festa de Natal repleta de presentes às crianças atendidas pelo IPPMG. O Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira é uma unidade de ensino, pesquisa e extensão que compõe o complexo médico-hospitalar da Universidade Federal do Rio de Janeiro, sendo uma das grandes referências nacionais na área de Pediatria. Todas as informações sobre como participar constam aqui.

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A aluna de doutorado da Coppe/UFRJ Linda Gabriele Gesenhues recebeu, no dia 15 de novembro, o prêmio ACM-IEEE CS George Michael Memorial HPC Fellowships, concedido pela Association for Computing Machinery (ACM), maior entidade científica e educacional de computação do mundo. O prêmio, no valor de cinco mil dólares, foi entregue durante a Conferência Internacional para Computação de Alto Desempenho, Redes, Armazenamento e Análise (Supercomputing 2018), em Dallas, EUA.

Primeira aluna de instituição sediada fora do eixo Estados Unidos e Europa a ganhar essa premiação, Linda vem trabalhando na simulação de correntes de turbidez, que causam mudanças na topografia oceânica. O trabalho é fruto da pesquisa que a aluna vem desenvolvendo para sua tese de doutorado, intitulada “Métodos avançados para simulação por elementos finitos de fluidos não newtonianos”, sob a orientação dos professores da Coppe Fernando Rochinha, do Programa de Engenharia Mecânica, e Alvaro Coutinho, do Programa de Engenharia Civil.

O estudo faz parte de um projeto em andamento na Coppe, que tem como objetivo desenvolver uma ferramenta computacional preditiva, capaz de simular como se formaram alguns campos de petróleo, há milhões de anos, a partir da ação das correntes de turbidez. Os resultados podem auxiliar geólogos e geofísicos a entenderem melhor o processo de formação desses reservatórios, possibilitando a identificação de outras regiões, que por terem passado por processos similares, podem abrigar reservas de petróleo. Em resumo, reconstituir o passado para identificar pistas que possam sinalizar futuras reservas.

Por meio de modelos matemáticos, Linda simula fenômenos que ocorrem no fundo do mar, como correntes de turbidez. Trata-se de um escoamento de alta densidade que transporta sedimentos e modifica a topografia oceânica. “Ele resulta em um fluído viscoso, similar a uma massa de panqueca, cujo comportamento varia de acordo com a pressão exercida na corrente. Sua taxa de deformação é modificada por meio de mudanças na velocidade desse escoamento turbulento”, explica a aluna da Coppe.

A ferramenta também pode contribuir para minimizar riscos econômicos e ambientais da extração de petróleo, assim como prever o comportamento de avalanches e erupções vulcânicas no fundo do mar. Linda Gesenhues acrescenta ainda que esta pode ser utilizada para prever impactos ambientais envolvendo o rompimento de barragens com resíduos de minérios, como o ocorrido na cidade de Mariana, em 2015. “Outra possibilidade de aplicação seria no auxílio da escolha de regiões para o armazenamento de água limpa”, antecipou Linda.

Financiada pela Petrobras, que já investiu mais de 10 milhões de reais, a pesquisa teve seu contrato renovado recentemente com a empresa por mais quatro anos. Também fez parte do HPC4E (High Performance Computing for Energy), projeto que reuniu entre fevereiro de 2016 e janeiro de 2018, instituições de pesquisa do Brasil e da União Europeia, com o objetivo de gerar conhecimento e tecnologias voltadas para o setor de energia.

Sobre a aluna premiada

Linda Gabriele Gesenhues tem 28 anos e nasceu na cidade de Heppenheim, na Alemanha. Formou-se em Engenharia Mecânica pela RWTH Aachen University, sediada na cidade de Aachen, Alemanha. Durante a graduação, fez intercâmbio nos Estados Unidos, onde estudou um ano na University of Wisconsin-Madison, na cidade de Madison, onde foi assistente de pesquisa em um projeto sobre modelos numéricos para a mistura de nano-partículas e fluídos não newtonianos.

Na mesma instituição que recebeu o diploma de engenheira, concluiu o mestrado em Engenharia de Polímeros e Têxtil, com ênfase em simulação numérica de danos sofridos pelas hemácias em bombas artificiais de sangue.

Em 2015, ingressou no doutorado do Programa de Engenharia Mecânica da Coppe, do qual fala com orgulho: “O curso é excelente. Superou minhas expectativas. Eu tenho muita sorte de poder trabalhar com dois grandes orientadores”, ressaltou a engenheira, que estima defender sua tese no início de 2020.

Linda se diz realizada. “Estou muito feliz por ter optado em fazer o doutorado na Coppe e morar no Brasil. Gosto muito do Rio de Janeiro. Eu vim de um país pequeno. Está sendo muito interessante viver em um país grande, com tanta diversidade cultural”, confessou entusiasmada a aluna que resolveu retribuir à cidade tornando-se professora voluntária no curso Pré-Vestibular Comunitário Vetor, no Colégio São Vicente de Paulo, no Cosme Velho. Todas às quartas-feiras a aluna da Coppe troca as modelagens e os supercomputadores pelo quadro e o giz para ensinar matemática a estudantes de baixa renda que se preparam para as provas do vestibular. “Ensino, mas também aprendo muito com eles”, acrescentou a engenheira, em bom português.

 

 

Tecnologia brasileira permite a combinação inédita da insulina com amilina humana, hormônios fundamentais para o controle da glicemia, que não é atingido por 2/3 dos pacientes diabéticos, com os tratamentos atuais

 

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Fruto de uma pesquisa realizada pelo grupo do professor Luís Mauricio Trambaioli, do Programa de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas da UFRJ, uma novidade brasileira no controle da glicemia promete ser uma alternativa terapêutica que fará diferença na vida dos pacientes. Trata-se de um novo fármaco que está sendo desenvolvido a partir da modificação da molécula da amilina humana — um hormônio natural co-secretado com a insulina, atuando no controle da diabetes e obesidade, crescentes problemas de saúde pública.

Para se ter idéia, em 2015, a Federação Internacional de Diabetes (International Diabetes Federation) estimou que 8,8% da população mundial com 20 a 79 anos de idade (415 milhões de pessoas) vivia com diabetes. Cerca de 75% dos casos são provenientes de países em desenvolvimento, onde a incidência da doença vem aumentando nas últimas décadas. Se esta tendência persistir, o número de pessoas diabéticas projetado para 2040 é de mais de 642 milhões. Tal crescimento está associado a fatores como a rápida urbanização, sedentarismo, excesso de peso e envelhecimento populacional. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a glicemia elevada seja a terceira maior causa de mortalidade prematura, superada apenas por pressão arterial aumentada e uso de tabaco. Daí a importância da nova tecnologia.

Por trás da iniciativa, está a Biozeus, empresa brasileira com atuação pioneira no desenvolvimento de novos fármacos no Brasil, ao combinar expertise científica e de negócios. “Estamos desenvolvendo um medicamento brasileiro inédito para atender pacientes diabéticos de todo o mundo”, comemora Luis Eduardo Caroli, CEO da Biozeus, adiantando que recentemente foram concluídos os ensaios que comprovaram eficácia da nova droga em animais diabéticos, mostrando a obtenção da normalização dos níveis de glicose no sangue quando a medicação foi aplicada em conjunto com baixas doses de insulina. O objetivo final da medicação é repor amilina e a insulina através de uma administração diária única, permitindo a restauração da fisiologia de forma prática, fácil e inédita.

O estudo, iniciado na Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), se mostrou inovador ao propor a modificação da amilina humana permitindo, de forma inédita, sua aplicação terapêutica. O paciente diabético deixa de produzir tanto a amilina quanto a insulina, dois hormônios fundamentais no controle da glicemia e do peso. As formas de tratamento atuais permitem a reposição da insulina, mas a amilina humana ainda não é disponível aos pacientes. Desta maneira, a reposição de amilina ao paciente diabético é fundamental para restauração da fisiologia perdida, desejo de 100% dos médicos no tratamento de seus pacientes.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, dados obtidos em 2015 apontam que 75% de brasileiros portadores de diabetes não apresentam controle glicêmico adequado com o tratamento usual. Mesmo seguindo dieta rigorosa e praticando exercícios físicos adequados, esses pacientes não se comportam fisiologicamente como indivíduos saudáveis. Neles, a deficiência está na produção não apenas da insulina, mas também da amilina. Esta última é responsável pela redução da velocidade de esvaziamento gástrico após as refeições e pela sensação de saciedade, pela redução da quantidade de glicose que o fígado joga na corrente sanguínea e por aumentar a queima calórica e o gasto energético. Juntas, estas ações equivalem a um controle maior da glicose e do peso. Em condições fisiológicas normais, a insulina e a amilina são produzidas por células do pâncreas e armazenadas nos mesmos compartimentos celulares, atuando sinergicamente no controle da glicemia.

De acordo com Caroli, a indústria farmacêutica até hoje não tinha conseguido obter um medicamento viável à base de amilina humana justamente por ela ser insolúvel em água e por formar corpos agregados, considerados tóxicos inclusive para o pâncreas. “Esse estudo pioneiro é uma enorme conquista para a medicina mundial e um benefício aos milhões de diabéticos. O novo fármaco em desenvolvimento tem o potencial de levar uma inovação brasileira aos pacientes de todo o mundo”, destaca.

Uma cadeia nacional de desenvolvimento

A notícia da nova amilina não se destaca apenas pelo caráter de inovação do fármaco em si, mas também pelo modelo usado para tornar possível seu desenvolvimento, que seguiu uma tendência do mercado farmacêutico internacional muito conveniente no atual contexto brasileiro: o de compartilhamento de riscos. Ainda colocado em prática por poucos no País, esse modelo consiste na participação conjunta de diferentes agentes (players) do setor farmacêutico, onde cada um contribui com sua expertise, compartilha riscos e, oportunamente, divide resultados.

“No caso da amilina, a relação da Biozeus com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) é um exemplo de sucesso, pois previu o compartilhamento dos riscos do negócio e a aposta conjunta num resultado visivelmente promissor. É uma das ferramentas que encontramos para enfrentar a escassez de recurso público, afastando qualquer prejuízo para o desenvolvimento da alta tecnologia brasileira”, explica Caroli.

Com investimento do Fundo Fin Health, fundo brasileiro de venture capital voltado exclusivamente para o segmento de Ciências da Vida, a Biozeus tem a expertise científica e de negócios para buscar, selecionar, investir e conduzir as diversas etapas de desenvolvimento e comercialização de fármacos, desde os estágios iniciais até a etapa em que o projeto é licenciado para a indústria farmacêutica, que assume a fase final do desenvolvimento e comercialização global.

Atualmente, o mercado de vendas mundial de medicamentos para diabetes é aproximadamente de US$ 58 bilhões, e a expectativa é que a nova tecnologia resulte em um produto que alcance US$ 2 bilhões em vendas por ano.

Recentemente a notícia foi destaque no portal G1. Confira aqui.

 

 

remedios

A Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI) lançou em parceria com a Federação Internacional de Fabricantes e Associações Farmacêuticas (IFPMA, na sigla em inglês) uma nova plataforma online com objetivo de ajudar agências governamentais a ter melhor entendimento do status global de patentes de remédios.

Criada a partir dos esforços da indústria para esclarecer informações de patentes, a Patent Information Initiative for Medicines (Pat-INFORMED) fornece informações através de um banco de dados livres e de acesso aberto. Através da nova plataforma, que se tornou operacional no fim de setembro, agências governamentais podem fazer consultas diretas com companhias.

A OMPI fornece recursos e hospeda o banco de dados para garantir desenvolvimento contínuo, enquanto a IFPMA trabalha junto a 20 companhias biofarmacêuticas que apoiaram a iniciativa para ajudar a garantir uma abordagem consistente e coordenada.

“A OMPI está comprometida a aumentar a transparência do sistema de patentes e garantir que funcione para benefício da humanidade. Como uma parceria público-privada focada no acesso de informações essenciais de patentes, a Pat-INFORMED irá facilitar a solicitação de patentes de remédios importantes e, logo, fornecer melhores resultados para pessoas de todo o globo. Tais parcerias são essenciais para o sucesso no campo da saúde pública”, disse o diretor-geral da OMPI, Francis Gurry.

Embora informações sobre solicitações e concessões de patentes estejam no domínio público, recursos que ligam diretamente patentes a remédios já no mercado são escassos e limitados. Estas ferramentas estão disponíveis publicamente apenas em alguns países ou através de bancos de dados privados. A Pat-INFORMED busca ajudar a fechar estes buracos e tornar pesquisas de patentes mais fáceis, rápidas e acessíveis a um grupo mais amplo de pessoas.

No momento, a Pat-INFORMED hospeda informações sobre mais de 14 mil patentes individuais, para 600 mil famílias de patentes e 169 INNs, nomes únicos que são reconhecidos globalmente e usados para identificar substâncias farmacêuticas ou ingredientes farmacêuticos ativos dentro de remédios que cobrem uma ampla gama de condições.

“Esta iniciativa é uma maneira prática de reduzir a complexidade em torno do acesso à informação de patentes, algo que especialistas da saúde pedem há tempos. Ao facilitar acesso à informação de patentes para autoridades da saúde pública, a Pat-INFORMED pode ajudá-las a tomar decisões mais informadas sobre opções disponíveis, e isto será uma contribuição importante à saúde global”, disse o diretor-geral da IFPMA, Thomas Cueni.

Segundo Wesley Kreft, diretor da Global Supply Chain, uma organização sem fins lucrativos sediada na Holanda e especializada na gestão da cadeia de suprimentos médicos para países desenvolvidos, “processos de solicitação de patentes mais eficientes salvam vidas ao levar remédios para as pessoas com maior rapidez”.

“A Pat-INFORMED possui o potencial de reduzir em 30% o tempo necessário para solicitar patentes para remédios para países de baixa e média renda", afirmou.

A plataforma possui informações de patentes para medicamentos dentro da oncologia, hepatite C, problemas cardiovasculares, HIV, diabetes e problemas respiratórios. Em uma fase posterior, a iniciativa irá se estender para todas as áreas terapêuticas e explorar a inclusão de terapias complexas.

O lançamento foi feito em evento às margens das Assembleias de Estados Membros da OMPI 2018.

Clique aqui para acessar a plataforma online.

 

 

fakenews

A Coordenadoria de Comunicação (Coordcom), em parceria com a Superintendência de Tecnologia (TIC), lançou um formulário on-line para denúncias de fake news relativas à UFRJ. A ferramenta permite que os usuários submetam notícias das quais desconfiem de falsidade e que tenham sido compartilhadas em texto, imagem ou vídeo em sites, redes sociais ou, até mesmo, aplicativos de mensagens. 

Após o recebimento das denúncias, a UFRJ analisará os casos relatados, investigando a veracidade e tomando as medidas legais individualmente. Entre as iniciativas cabíveis estão os pedidos de retirada do conteúdo, retratação, direito de resposta e, nos casos mais graves, denúncia ao Ministério Público junto à Procuradoria Federal. 

Viu alguma notícia falsa sobre a UFRJ circulando pela internet? Denuncie aqui.

 

 

sisgenPesquisadores com trabalhos experimentais ou teóricos realizados com patrimônio genético brasileiro têm até o dia 5/11 para finalizar o cadastro no Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado (SisGen). Esse sistema eletrônico foi criado pelo Decreto nº 8.772, de 11 de maio de 2016, que regulamenta a Lei nº 13.123, de 20 de maio de 2015, como um instrumento do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético na gestão do patrimônio genético e do conhecimento tradicional associado.

O cadastro é obrigatório para todas as atividades que utilizem material biológico de espécies (nativas ou exóticas ambientadas) vegetais, animais, microbianas, fúngicas ou de outra natureza que sejam encontradas em território nacional. Também estão obrigados a efetuar o cadastro pesquisadores cujos trabalhos utilizem o conhecimento tradicional associado ou sequências genéticas de espécies brasileiras depositadas em bases ou bancos de dados digitais.

Para mais informações sobre o sistema e o cadastramento, visite a página do Ministério do Meio Ambiente sobre patrimônio genético e/ou acesse o Manual do SisGen.

Dúvidas podem ser enviadas ao administrador do SisGen (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.) ou à Secretaria Executiva do Cgen (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.).

 

Pró-Reitoria de Pesquisa alerta sobre limitações do sistema

A Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação realizou, no dia 10/10, debate sobre a Nova Lei de Biodiversidade. Representantes de grupos envolvidos com o tema apresentaram os impactos sofridos pela academia, povos tradicionais, indústrias e gestão governamental, a partir da data em que  entrou em vigor a Lei nº13.123 de 2015 e o Decreto 8.772 de 2016.

Os palestrantes discorreram sobre o processo de criação da Lei e os gargalos e as contradições encontrados. A representante da Associação Brasileira da Indústria de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (Abifina), Ana Claudia Dias de Oliveira, esclareceu aos presentes  os termos utilizados e possíveis riscos a que as pesquisas estariam expostas.

Um dos pontos destacados foi o sigilo das informações: “Os cadastros de usuários são considerados sigilosos por conterem informações pessoais. Entretanto, nos demais campos, todas as informações são consideradas públicas”, alerta Oliveira. “É preciso que o pesquisador tenha discernimento nos dados colocados para não expor a uma fragilidade o trabalho de uma vida inteira.”

A palestrante informou que a Abifina disponibilizou um manual comentado sobre o tema.

 

(FONTE: CoordCOM/ UFRJ)

 

 

 

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