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A startup Lemobs, da Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ, foi selecionada pela Petrobras para implantar na companhia uma solução tecnológica e inovadora de acompanhamento remoto de saúde física e mental dos funcionários. A equipe da Lemobs está adaptando o seu aplicativo App Minha Saúde, lançado em abril de 2020, com o objetivo de apoiar os municípios, gratuitamente, facilitando na avaliação de sintomas para o diagnóstico da Covid-19. O aplicativo que será testado na Petrobras inclui novas funcionalidades e protocolos específicos voltados para a promoção da saúde e prevenção de riscos de doenças físicas e mentais, estimulando hábitos saudáveis e ajudando na prevenção de absenteísmo e afastamento por agravos à saúde.

A Lemobs é uma das sete empresas selecionadas, por meio de um edital piloto, em âmbito nacional, para testar em ambiente de trabalho da Petrobras tecnologias inovadoras, já validadas ou em fase de validação no mercado. O objetivo é atender demandas nas áreas de Saúde e Segurança Operacional e Otimização e Automação de Processos. As soluções serão testadas em condições representativas do ambiente real, para que se faça uma avaliação de desempenho e do potencial de contribuição para os negócios da Petrobras. Cada empresa receberá R$ 60 mil, e a previsão é de que os testes terão início ainda no primeiro semestre de 2021.

Segundo o pesquisador Sérgio Rodrigues, CEO da Lemobs, o aplicativo desenvolvido pela startup da Coppe possibilita realizar autoavaliação com base em protocolos de especialidades, já validados, para sintomas da Covid-19. “Embora não substitua o diagnóstico clínico, que deve ser feito exclusivamente por médicos, pode indicar a necessidade de monitoramento diário de sintomas como temperatura, pressão, entre outros, gerando escores de risco e análises por parte dos profissionais ligados à área de Saúde. A ferramenta agora será utilizada na Petrobras para monitorar cerca de mil funcionários. Uma vez aprovado nos testes, a expectativa é que possa atender a todos os 50 mil funcionários e ainda ser estendido a outros benificiários, a exemplo dos familiares”, explica.

“Nós pretendemos proporcionar aos funcionários da empresa o máximo de tratamento individualizado para potencializar a adesão e a conscientização quanto ao autocuidado. A tecnologia disposta no projeto visa contemplar a abrangência e diversidade de grande parte do quadro de funcionários, incluindo as características de cada profissão e local de atuação”, afirma Sérgio.

O aplicativo está sendo adaptado de forma que os funcionários da petrolífera possam cadastrar seus hábitos e riscos aos quais podem se expor em função de suas atividades. A consultora médica do projeto, professora Lena Peres, do curso de Medicina e Mestrado Profissional da Universidade São Caetano do Sul, explica que cada funcionário receberá, pelo aplicativo, o resultado de sua avaliação e também sugestões de informações sobre os temas a que precisam estar atentos para evitarem doenças, risco de complicações de situações crônicas e orientações de como se manterem saudáveis.

Pelo aplicativo, a equipe de Medicina do Trabalho da Petrobras poderá gerenciar riscos de acidentes individuais ou coletivos, avaliar risco à saúde mental e estruturar uma proposta de apoio e cuidados. “Com base nas informações cadastradas, a equipe médica da empresa poderá também planejar ações coletivas, a exemplo de dietas e prática de esporte, medidas ergonômicas, para melhorar a saúde de seus funcionários”, garante a Lena, que é especialista em Gestão da Atenção à Saúde pela Fundação Dom Cabral/IEP/ Hospital Sírio Libanês.

 

Sucesso do App Minha Saúde é fruto de expertise iniciada em laboratório da Coppe

Até o momento, o App Minha Saúde foi adotado oficialmente por 13 cidades brasileiras, e contabiliza um uso espontâneo de 80 mil usuários residentes em cerca de 800 diferentes municípios. O aplicativo é resultado de uma parceria entre a Lemobs, a empresa ProntLife, o Laboratório do Futuro do Programa de Engenharia de Sistema e Computação (Pesc) da Coppe, o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e a Universidade Federal de Itajubá (Unifei). Algumas universidades, a exemplo da própria Unifei, passaram a utilizá-lo no apoio a funcionários e alunos.

Sérgio explica que a ferramenta foi estruturada de forma que os profissionais da secretaria de saúde, ou outros gestores afins, possam organizar o conteúdo seguindo os protocolos de segurança da informação, como determina a Lei Geral de Proteção de Dados.

A ferramenta pode ainda ser configurada e integrada a prontuário eletrônico para que companhias de planos de saúde possam oferecer o serviço a seus associados, e também para que empresas prestem serviço de acompanhamento médico online aos seus funcionários, a exemplo da adaptação que está sendo feita para a Petrobras.

O grupo da Lemobs foi criado para levar ao mercado as técnicas adquiridas durante o mestrado e doutorado de Sérgio Rodrigues no Programa de Engenharia de Sistemas e Computação (Pesc) da Coppe, sob orientação do professor Jano Moreira de Souza. O grupo tem possibilitado criar, de forma rápida, ferramentas que atendam demandas, algumas urgentes, e desenvolver tecnologias antecipando necessidades.

Os estudos de Sérgio foram realizados no Centro de Apoio a Políticas de Governo (CAPGov), um laboratório do Pesc/Coppe, que ajudou a criar junto com Jano, o coordenador, para dar mais foco aos projetos voltados para gestão governamental. De acordo com o professor, toda a experiência adquirida por Sérgio, ao trabalhar e liderar mais de dez projetos de grande porte e longa duração no CAPGov, serviu de base para o que faz hoje.

“O Sérgio foi fundamental na implantação deste centro que resolvi criar para dar uma identidade mais clara aos projetos em parceria com governos. Até então, estes eram realizados pelo grupo DESENVBD que tínhamos no nosso Laboratório de Banco de Dados. Foram mais de 200 trabalhos”, diz Jano.

O primeiro projeto realizado no CAPGov foi o I3Gov, voltado para o Desenvolvimento e Interoperabilidade de Sistemas de Governo, junto com o Ministério do Planejamento. De acordo com o professor, a partir daí começaram a surgir demandas de novos parceiros e alguns projetos motivaram ideias para outros, incluindo novas aplicações para as técnicas que desenvolviam. Jano diz que é uma evolução contínua visando soluções não somente para o presente, mas também prevendo o que estar por vir, de acordo com o que passa a seus alunos e se refletem nas empresas que eles têm criado e tornam-se parceiras de pesquisas. Como exemplo cita a Lemobs, a ProntLife e a Labore, uma spin-off do Laboratório do Futuro, também coordenado pelo professor.

“Nunca o mundo teve tanta informação e conhecimento como agora, mas nunca foi tão difícil prever o amanhã.  O trabalho com a Lemobs, ProntLife e, agora, com a Labore, uma startup totalmente oriunda do LabFuturo, deve se intensificar, visto que lidam com temas de crescente importância, como Cidades, Saúde e Trabalho”, conclui o professor da Coppe Jano.

 

 

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