Inibidores da enzima dipeptidil peptidase 4 DPP4 com efeito antidiabetico

Uma pesquisa desenvolvida no Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ (ICB-UFRJ) culminou com o desenvolvimento de inibidores da enzima dipeptidil peptidase-4 (hipoglicemiantes) que além de controlarem a glicemia (quantidade de açúcar no sangue), também possuem ação anti-inflamatória. A nova tecnologia pode trazer avanços no enfrentamento à diabetes mellitus tipo 2, tornando-se um novo agente terapêutico no futuro. Os resultados já foram protegidos pela Agência UFRJ de Inovação junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) através de um pedido de patente. Veja abaixo os detalhes:

 

TECNOLOGIA: Compostos ß-amino-n-acilidrazônicos e/ou ß-amino-n-acilidrazidas, seus sais farmacêuticamente aceitáveis e derivados, inibidores de enzima dipeptidil peptidase-4 (DPP4) com atividade anti-inflamatoria e/ou anti-citocina, composições farmacêuticas contendo os mesmos, e processo para sua produção

RESUMO: Trata-se da invenção de novos inibidores da enzima DPP-4 com ação anti-inflamatória. O planejamento foi validado por docking, as propriedades drug-likeness foram preditas in sílico e os compostos foram sintetizados como racematos e enantiómeros puros. Estes compostos foram ativos sobre a DPP-4 com valores de CI50 de 2,93 a 44,74 µM. Em modelos in vivo foi demostrado que LASSBio-2024 é um efetivo agente antidiabético com propriedades superiores ao fármaco de referência sitagliptina.

DESAFIOS E OBJETIVOS: A diabetes mellitus tipo 2 é um grave problema de saúde pública, com mais de 463 milhões de pessoas diagnosticadas em 2019 (em 2045 se espera que aumente a 700 milhões) segundo a OMS. Este cenário é ainda mais preocupante considerando que pacientes com DM2 apresentam um aumento de complicações crônicas, tendo a inflamação como principal mecanismo de desenvolvimento. Assim, o objetivo foi associar na mesma molécula a capacidade de inibir a DPP-4 e de atuar como composto anti-inflamatório. Com esta abordagem se buscou ampliar o espectro terapêutico dos inibidores habituais da DPP-4, tornando-os capazes de controlar a hiperglicemia e de prevenir ou controlar as principais comorbidades da DM2.

SOLUÇÃO: LASSBio-2124, embora menos potente que a sitagliptina na inibição de DPP4, exibiu efeito hipoglicêmico in vivo semelhante à sitagliptina. Com relação à última, os efeitos do LASSBio-2124 foram superiores em modelos de doença cardiovascular e disfunção renal. Com estes resultados, o novo protótipo mostrou-se promissor para evitar comorbidades em modelos experimentais de DM2 e, portanto, pode constituir um agente terapêutico inovador para o tratamento dessas condições no campo clínico no futuro.

TITULAR: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

INVENTORES: Bryelle Eccard de Oliveira Alves; Eliézer Jesus de Lacerda Barreiro; Gizele Zapata Sudo; Lídia Moreira Lima; Luis Eduardo Reina Gamba; Roberto Takashi Sudo

NÚMERO DO PEDIDO: BR1020180709135

 

 

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