Uso de bioestimuladores para ativacao da defesa natural de plantas contra patogenos

A Agência UFRJ de Inovação realizou recentemente junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), através de um pedido de patente, a proteção intelectual de uma nova tecnologia desenvolvida no Instituto de Microbiologia Paulo de Góes. A inovação desenvolvida pelos pesquisadores da UFRJ faz uso de bioestimuladores derivados de fungos para a ativação da defesa natural de plantas contra patógenos, podendo representar um avanço para a sustentabilidade da agroindústria nacional.

O Brasil é o quarto maior produtor global de alimentos. Para garantir a produtividade das plantações, o agronegócio brasileiro investe bilhões de reais em insumos para evitar ataques por pragas e patógenos. A imensa maioria dos produtos utilizados é composta por químicos que afetam em diversos níveis do ambiente ao consumidor final. Segundo a professora Eliana Barreto Bergter, uma das responsáveis pela pesquisa que culminou com o desenvolvimento nova tecnologia, “um fator limitante para o alto rendimento de monoculturas são as doenças causadas por fitopatógenos que levam os agricultores a utilizarem cada vez mais defensivos agrícolas que geram prejuízos à saúde humana e ao meio ambiente”.

Após a Segunda Guerra Mundial, uma infinidade de novos compostos organossintéticos foram descobertos, gerando um aumento sem precedentes da oferta de alimentos. Este aumento da produtividade muito serviu para camuflar os efeitos da degradação do solo em função do uso de agrotóxicos na agricultura moderna, desviando os olhares críticos e retardando a introdução de práticas ecologicamente mais adequadas. Mascararam-se assim outros impactos negativos deste modelo, em especial os danos associados à saúde dos trabalhadores rurais, que podem ser afetados pela manipulação direta ou por meio de armazenamento inadequado destes produtos, bem como pelo reaproveitamento de embalagens, roupas contaminadas ou contaminação da água.

Tendo este cenário em vista, um grupo de pesquisadores da Universidade vinha há alguns anos realizando testes sobre a capacidade de moléculas fúngicas para induzir resistência sistêmica em plantas através de sua pulverização. O resultado foi um novo biopesticida que propicia o controle de pragas e patógenos de forma ecologicamente sustentável, sem prejuízo ao ambiente e aos consumidores finais. A inovação ainda a apresenta a vantagem adicional de ser um produto orgânico, o que pode, inclusive, despertar o interesse externo.

“Obtivemos primeiramente sucesso em plantas de fumo que após o tratamento tornaram-se tolerantes ao vírus do mosaico do tabaco. Hoje estamos testando estas moléculas em plantas de alto interesse comercial para o Brasil, o algodão e o maracujá. O fato é que o uso de bioinsumos e de moléculas que geram proteção às plantas é uma tendência mundial que vem ganhando os cenários brasileiros, principalmente, para o mercado de exportação. A utilização dos bioinsumos está se tornando uma realidade a ser usada por todos os agricultores brasileiros para um futuro mais sustentável e de alta eficiência”, explica Eliana Bergter.

Seguem abaixo os detalhes da nova tecnologia. Os interessados em obter mais informações devem contactar a Agência.

 

Uso de bioestimuladores para ativação da defesa natural de plantas contra patógenos

RESUMO: A invenção propõe resolver problemas associados a doenças causadas por patógenos e/ou pragas em plantas através do desenvolvimento de biopesticidas compostos por extratos obtidos de fungos. Foi demonstrado que, ao vaporizar esses extratos em plantas, ocorre a indução de uma resistência sistêmica. A defesa é ativada longe do local da infiltração e, quando um patógeno tenta atacar a planta, não consegue ou tem sua infecção limitada em função desta resposta de defesa.

DESAFIOS E OBJETIVOS: O Brasil é o 4o maior produtor global de alimentos. Para garantir a produtividade das culturas, o agronegócio brasileiro investe bilhões de reais em insumos para evitar ataques por pragas e patógenos. A imensa maioria dos insumos utilizados é composta por químicos que afetam em diversos níveis do ambiente ao consumidor final. O objetivo desta inovação é propiciar o controle de pragas e patógenos de forma ecologicamente sustentável, sem prejuízo ao ambiente e aos consumidores. Além deste objetivo, visa-se soluções que mitiguem prejuízos associados a doenças virais que na maioria das vezes não tem como ser controladas, restando ao produtor descartar a produção quando acometida por viroses.

SOLUÇÃO: Trata-se de produtos derivados de fungos que, ao serem aplicados nas plantas, as estimulam a ativar vias de defesa, fazendo com que fiquem protegidas contra ataques por pragas e patógenos. A solução apresenta comprovada ação antiviral e pode proteger diferentes plantas contra uma gama de distintos patógenos, com a vantagem adicional de ser um produto orgânico.

TITULAR: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

INVENTORES: Bianca Braz Mattos; Caroline de Barros Montebianco; Eliana Barreto Bergter; Maite Vaslin de Freitas Silva; Mariana Collodetti Bernardino; Mario Alberto Cardoso da Silva Neto; Stephanie Serafim de Carvalho

NÚMERO DO PEDIDO: BR1020170020452

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