Nanoparticulas de carbono como agentes de contraste em MRI

 

Uma parceria envolvendo pesquisadores da UFRJ e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) resultou em avanços tecnológicos relacionados ao campo da ressonância magnética (MRI). Denominada “Nanopartículas de carbono como agentes de contraste em MRI”, a nova tecnologia desenvolvida pelo grupo já teve sua proteção intelectual solicitada pela Agência UFRJ de Inovação junto ao INPI mediante um pedido de patente.

Em 2004, durante um experimento conduzido por pesquisadores da Universidade da Carolina do Sul, nos EUA, foi descoberta, por acaso, uma nova classe de nanomateriais: os carbon dots (pontos de carbono). Por conta de suas propriedades ópticas e emissões fluorescentes, os carbon dots têm adquirido um crescente interesse em diversos ramos científicos, entre eles o da Biomedicina.

A tecnologia desenvolvida pela UFRJ consiste num processo de encapsulamento de carbon dots com metais, nos quais foi possível realizar a inserção de íons de manganês, ferro ou európio de modo a viabilizar seu uso como agentes de contraste para ressonância magnética. A ideia é que, no futuro, estes agentes de contrastes possam ser projetados para reconhecer marcadores tumorais e órgãos específicos, aumentando assim a acurácia dos diagnósticos que façam uso de ressonância magnética.

Os interessados em obter mais informações sobre esta tecnologia, que já está disponível para licenciamento e parcerias, devem contactar a Agência. Seus detalhes técnicos estão especificados abaixo:

 

Nanopartículas de carbono encapsuladas com íons metálicos biocompatíveis e respectivo método de síntese das mesmas para aplicação biológica como agente de contraste em MRI

RESUMO: Nesta invenção foram desenvolvidos Carbon dots encapsulados com metais, nos quais foi possível inserir em cada sistema íons de Mn2+, Fe3+ ou Eu3+ para seu uso como agentes de contraste em MRI. Os resultados físico-químicos e biológicos indicam que esses cdots têm o tamanho ideal para alcançar a distribuição in vivo, apresentados nas imagens por ressonância magnética no camundongo masculino (black C57BL/6).

DESAFIOS E OBJETIVOS: Apesar do potencial desenvolvimento que têm os cdots para serem utilizados em aplicações biomédicas como agentes de contraste em (MRI), o controle da interação destes nanomateriais com sistemas biológicos até chegar ao seu destino final representa um desafio, e ainda faltam estudos que forneçam o total entendimento para que estas partículas contribuam trazendo novas informações sobre a influência no organismo. Já que atualmente um dos objetivos da biomedicina é detectar ou diagnosticar doenças em sua fase inicial, o objetivo é aplicar o tratamento no local e em momento apropriado, utilizando a dose mínima possível de nanomedicamentos (cdots) para evitar possíveis efeitos colaterais.

SOLUÇÃO: Estes agentes de contrastes poderão ser, no futuro, projetados para reconhecerem marcadores tumorais e órgãos específicos, melhorar sequências de pulso, além de viabilizarem a ressonância magnética como técnica para o diagnóstico de doenças e seu monitoramento, podendo ser uma alternativa aos compostos de Gd. O aspecto do realce de imagens é importante porque irá fornecer informações específicas que auxiliam diagnósticos mais precisos. Portanto eles aumentariam a acurácia no diagnóstico final.

TITULARES: Universidade Federal do Rio De Janeiro (UFRJ); Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

INVENTORES: Adriane Regina Todeschini; Andréia de Vasconcelos dos Santos; Gustavo Tavares Ventura; Jorge Luiz Neves; Rafaela Muniz de Queiroz; Yarima Sanchez Garcia

NÚMERO DO PEDIDO: BR1020180058380

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