Nanoparticulas polimericas de L asparaginase

Uma nova tecnologia desenvolvida pelo Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IBqM – UFRJ) em parceria com a Universidade Tiradentes e o Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP) pode significar um avanço no tratamento da leucemia em crianças. Trata-se de um novo processo de obtenção de nanopartículas poliméricas de L-asparaginase, um bioativo muito importante no tratamento da leucemia linfoblástica aguda, enfermidade que evolui de forma muito agressiva, sendo mortal no prazo de semanas ou meses se não tratada.

A leucemia linfoblástica aguda é uma doença mais comum em crianças, sobretudo entre os dois e cinco anos de idade. Na maior parte dos casos, a causa é desconhecida, mas estudos mostram que entre os fatores de risco genéticos está a síndrome de Down, e entre os fatores de risco ambientais estão a exposição significativa à radiação ou antecedentes de quimioterapia.

Amplamente utilizada no tratamento da leucemia, por sua vez, a L-asparaginase é uma enzima que atua diminuindo a concentração do aminoácido L-asparagina livre no plasma e, dessa forma, impede a proliferação de células cancerígenas. O nome do aminoácido deriva do fato da asparagina ter sido isolada pela primeira vez, em 1806, justamente a partir do suco de aspargos. Os responsáveis foram os químicos franceses Louis Nicolas Vauquelin e Pierre Jean Robiquet.

Até o fim de 2013, a L-asparaginase era comprada pelos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) habilitados em oncologia. Porém, nessa época, a empresa brasileira que distribuía o medicamento informou ao governo federal que o produtor estrangeiro havia interrompido a sua fabricação. A crise de abastecimento forçou o Ministério da Saúde a investir R$ 17,6 milhões na compra de 52,3 mil frascos, quantidade suficiente para suprir toda a demanda nacional (mais de três mil crianças) em 2014. Foi nesta época que surgiu um elevado interesse na produção da L-asparaginase no Brasil no sentido não apenas de solucionar um desafio econômico, mas também de sanar a falta de uma indústria enzimática nacional bem estabelecida.

Nanopartículas poliméricas de L-asparaginase

Buscando trazer avanços neste ramo científico, um grupo de pesquisadores que inclui a professora Maria Lucia Bianconi, do IbqM – UFRJ, uniu esforços e desenvolveu um novo processo de obtenção de nanopartículas poliméricas de L-asparaginase, o qual potencializa seus efeitos e possui aplicação direta nas áreas de Farmácia, Medicina, Biomedicina, Química e Biotecnologia. Os interessados em obter mais informações devem contactar a Agência.

RESUMO: Processo de obtenção de nanopartículas a partir de biopolímeros de baixa toxicidade e biocompatíveis. Devido às suas características, apresenta potencial para carrear macromoléculas com finalidade terapêutica. O carreamento da L-asparaginase pelas nanopartículas visa uma liberação lenta do ativo e o aumento da atividade enzimática, e consequentemente, aumenta a sua biodisponibilidade e efeito terapêutico. Além disso, o produto final pode ser um ingrediente ativo para novas formulações farmacêuticas.

DESAFIOS E OBJETIVOS: A enzima L-asparaginase é um bioativo muito importante no tratamento da leucemia linfoblástica aguda em crianças e necessita de alternativas para aumentar sua estabilidade plasmática e diminuir seus efeitos adversos, como indução de reação do sistema imune e produção de anticorpos antiasparaginase. Assim, o carreamento pelas nanopartículas propostas visa diminuir as limitações do uso desse biofármaco. Para tal finalidade, o processo de obtenção do produto deve evitar alteração na estrutura da enzima, uma vez que sua atividade é diretamente relacionada a sua conformação, bem como o produto deve ser estável em condições fisiológicas e apresentar baixa toxicidade.

SOLUÇÃO: Sistema estável em pH 7,4 (pH fisiológico) e possibilita liberação lenta da enzima, a qual apresenta aumento de 60% na eficiência catalítica dentro da matriz polimérica em comparação com a enzima livre. Avaliação em células indicou que a enzima não perde sua atividade anti-leucêmica. A suspensão de nanopartículas é obtida por um método que não utiliza solventes orgânicos nem altas temperaturas. Sob condições adequadas pode ser liofilizada, assim é possível ser estocada por mais tempo. Apresenta potencial para carrear macromoléculas com finalidade terapêutica, bem como aplicação direta nas áreas de Farmácia, Medicina, Biomedicina, Química e Biotecnologia.

TITULARES: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Instituto de Tecnologia e Pesquisa; Universidade Tiradentes

INVENTORES: Caroline Dutra Lacerda; Maria Lucia Bianconi; Patrícia Severino

NÚMERO DO PEDIDO: BR10201807584

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