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A 31ª edição do Packaging Innovation Award, premiação realizada anualmente pela Dow, companhia estadunidense de produtos químicos, plásticos e agropecuários, que reúne as principais novidades na indústria de embalagens, foi marcada pelo reconhecimento de empresas brasileiras entre as finalistas e vencedoras. As três companhias nacionais – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), Incom Packing e Unilever – se destacaram na avaliação dos jurados por conta do caráter inovador em seus projetos dentro das categorias Diamond, Gold e Silver award, além de menções honrosas nas categorias Collaboration e Sustainability.

O Packaging Innovation Award é uma premiação que ocupa um lugar de destaque na indústria global graças à curadoria cuidadosamente realizada por parte da Dow ao longo de anos, combinada com um rigoroso escrutínio feito por um júri altamente especializado, o que dá a exata dimensão de como o cenário mundial de embalagens está evoluindo mundialmente.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) teve uma participação notória nesta edição. Finalista na principal categoria da premiação (Diamond Award), e reconhecida com uma menção honrosa na categoria Collaboration, a companhia concorreu, em parceria com o Instituto Nacional de Tecnologia e o IMA (Instituto de Macromoléculas da Universidade Federal do Rio de Janeiro) com uma embalagem que mantém as frutas frescas e sem marcas por mais tempo.

O produto foi desenvolvido como um sistema de duas peças. A primeira serve como um estojo para substituir a caixa de madeira tradicional e é feita de polietileno de alta densidade (HDPE). Já a segunda, onde as frutas são embaladas, é feita de PET formado e é colocada sobre a caixa HDPE formada, ao seu redor. As bordas superiores desta peça se ligam à parte superior da caixa de HDPE e as frutas são guardadas na camada PET dentro da caixa circundante. Graças a tais peças, a embalagem tem como um dos seus principais diferenciais a personalização de formato e tamanho de acordo com cada fruta, o que reduz substancialmente lesões mecânicas durante o transporte até o varejo. Outro atributo importante é que o recipiente, por ser um sistema fechado, otimiza o uso de refrigeração, diminui o gasto com energia e mantém a qualidade das frutas, reduzindo as perdas pós-colheita para menos de 5%.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO/ONU), cerca de um terço da produção de alimentos no mundo é perdido na distribuição ou desperdiçado no consumo. Mais da metade dessas perdas e desperdícios ocorre na manipulação, armazenamento e comercialização. O desenvolvimento de embalagens anatômicas para frutas foi uma das estratégias estudadas por uma equipe composta por cerca de 30 pesquisadores da Embrapa, INT e UFRJ para reduzir esses dados.

Esta não é a primeira vez que as embalagens foram reconhecidas com premiações. Em 2013 elas ganharam o Prêmio Brasil Design Award 2013 na categoria Embalagens para Alimentos. Internacionalmente, a primeira condecoração veio na Alemanha, também em 2013, através do International Forum Design Award, um dos mais prestigiados prêmios de excelência em desenho industrial.

O projeto já resultou também em 39 depósitos de patentes, sendo dois pedidos de patente de invenção, três pedidos de modelo de utilidade e 34 registros de desenho industrial junto ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).

 

 

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