vigilancia

Uma nova publicação, que trata sobre a vigilância nas redes sociais de internet, foi disponibilizada na seção de "indicações úteis" do site. Trata-se do artigo "Rastros Digitais: entre a Superexposição e a Vigilância", de autoria do servidor Julio Longo, que atua na Agência UFRJ de Inovação. O material pode ser acessado aqui. Segue abaixo um breve resumo do artigo.

"A quadra inicial do século XXI está marcada por um fenômeno social que encontra ancoragem nas novas modalidades de mídia: a superexposição. Não mais basta ter. É preciso mostrar que se tem. Não mais basta ser. É preciso mostrar que se é. A afirmação dos sujeitos decorre menos daquilo que é vivenciado e mais daquilo que se pode provar a terceiros que foi experienciado.

Neste sentido, as redes sociais de internet despontam como novas arenas para a busca dos “quinze minutos de fama” tão difundidos no imaginário coletivo moderno. Riquíssimas fontes de informação, estes sites transformam agora o sem-número de detalhes cotidianos e pessoais de seus usuários, antes perdidos no fundo de memórias falhas, em dados potencialmente perenes e indefinidamente estocáveis.

Nossos universos particulares nunca foram tão amplamente visíveis e deliberadamente publicizados. E tudo é prontamente aceito com pouca ou nenhuma hesitação. A cada acesso às nossas contas de Facebook, sem vacilarmos, respondemos a invasiva pergunta: “No que você está pensando?”. O totalitarismo orwelliano torna-se praticamente obsoleto frente às novas técnicas de domínio das autonomias da vontade. Para o bem ou para o mal, submetemo-nos. E esta é uma submissão a algo que, por conta da própria novidade, ainda não se sabe ao certo o que significa e o que implicará.

O certo é que a midiatização da vida pessoal também acarreta efeitos indesejáveis como o aviltamento do direito à privacidade. Não faltam exemplos de relações sociais e profissionais estremecidas evidenciando uma dinâmica em que o controle e a vigilância de pessoas no ciberespaço se configuram como possibilidades reais. Não por acaso, a instrução de processos judiciais também já passa a levar em consideração aquilo que é exposto nestes ambientes.

Este artigo enumera diversos casos que ilustram como o Judiciário brasileiro tem se valido destas informações para em seguida debruçar-se filosoficamente sobre este fascinante cenário de considerável ineditismo".

 

 

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