vigilancia

Uma nova publicação, que trata sobre a vigilância nas redes sociais de internet, foi disponibilizada na seção de "indicações úteis" do site. Trata-se do artigo "Rastros Digitais: entre a Superexposição e a Vigilância", de autoria do servidor Julio Longo, que atua na Agência UFRJ de Inovação. O material pode ser acessado aqui. Segue abaixo um breve resumo do artigo.

"A quadra inicial do século XXI está marcada por um fenômeno social que encontra ancoragem nas novas modalidades de mídia: a superexposição. Não mais basta ter. É preciso mostrar que se tem. Não mais basta ser. É preciso mostrar que se é. A afirmação dos sujeitos decorre menos daquilo que é vivenciado e mais daquilo que se pode provar a terceiros que foi experienciado.

Neste sentido, as redes sociais de internet despontam como novas arenas para a busca dos “quinze minutos de fama” tão difundidos no imaginário coletivo moderno. Riquíssimas fontes de informação, estes sites transformam agora o sem-número de detalhes cotidianos e pessoais de seus usuários, antes perdidos no fundo de memórias falhas, em dados potencialmente perenes e indefinidamente estocáveis.

Nossos universos particulares nunca foram tão amplamente visíveis e deliberadamente publicizados. E tudo é prontamente aceito com pouca ou nenhuma hesitação. A cada acesso às nossas contas de Facebook, sem vacilarmos, respondemos a invasiva pergunta: “No que você está pensando?”. O totalitarismo orwelliano torna-se praticamente obsoleto frente às novas técnicas de domínio das autonomias da vontade. Para o bem ou para o mal, submetemo-nos. E esta é uma submissão a algo que, por conta da própria novidade, ainda não se sabe ao certo o que significa e o que implicará.

O certo é que a midiatização da vida pessoal também acarreta efeitos indesejáveis como o aviltamento do direito à privacidade. Não faltam exemplos de relações sociais e profissionais estremecidas evidenciando uma dinâmica em que o controle e a vigilância de pessoas no ciberespaço se configuram como possibilidades reais. Não por acaso, a instrução de processos judiciais também já passa a levar em consideração aquilo que é exposto nestes ambientes.

Este artigo enumera diversos casos que ilustram como o Judiciário brasileiro tem se valido destas informações para em seguida debruçar-se filosoficamente sobre este fascinante cenário de considerável ineditismo".

 

 

estagiofarmaciaebiologia

A Agência UFRJ de Inovação está com uma vaga de estágio aberta para alunos interessados em trabalhar em projetos relacionados à área de Propriedade Intelectual. O estagiário(a) deve ter 20 horas por semana disponíveis (presenciais e não presenciais), estar cursando graduação em Farmácia ou Biologia na UFRJ, ter CRA maior ou igual a 6 e gostar da temática da inovação.

O estagiário receberá uma bolsa auxílio no valor de R$400. Os interessados devem enviar e-mail com currículo, valor do CRA e motivo do interesse na vaga para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. até o dia 06/03/2020. A vaga é para início imediato.

 

 

A UFRJ apresentou, em 6/2, o Centro de Excelência em Transformação Digital e Inteligência Artificial do Estado do Rio de Janeiro (Hub.Rio). A iniciativa é liderada pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ) e pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), entidades que abrigam os mais potentes computadores de alto desempenho do país. O evento contou com a presença de docentes, pesquisadores de diversas instituições de ensino e pesquisa fluminenses, além de órgãos públicos e empresas sediadas no estado.

inteligenciaartificial

O Hub.Rio tem como proposta reunir e alavancar ativos do estado para ofertar soluções tecnológicas contemporâneas ancoradas em inteligência artificial. O objetivo é reunir a comunidade científica, técnica e empresarial do Rio de Janeiro para enfrentar desafios tecnológicos que envolvam transformação digital e inteligência artificial em várias áreas como: saúde; energias renováveis e mudanças climáticas; óleo e gás; indústria 4.0; educação; agronegócio; cidades inteligentes; segurança pública e cibernética; administração pública; comércio eletrônico, comunicações, turismo, jogos, e entretenimento, entre outras.

Guilherme Travassos, professor do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação da Coppe, acredita que o diferencial do Hub.Rio em relação a iniciativas semelhantes adotadas no passado é a estrutura federada e com governança multistakeholder [envolvendo os muitos atores do processo]. “Precisamos melhorar a sinergia na tripla hélice [academia, setor produtivo privado e poder público], para ampliar a transferência de tecnologia”, analisa.

O professor destacou, ainda, que o estado do Rio de Janeiro reúne os elementos necessários para seguir o exemplo de outras localidades no mundo que construíram sólidos ecossistemas de inovação tecnológica. “As cidades que criaram hubs de inovação bem-sucedidos contavam com fatores críticos de sucesso: instituições educacionais fortes; empresas pioneiras; investidores que apoiam a inovação; e tradição e relevância histórica”, ressaltou Travassos.

O diretor de Tecnologia da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Maurício Guedes, antecipou que a fundação prepara um edital, de cerca de R$ 45 milhões (mas que ainda pode chegar a R$ 50 ou 60 milhões), para apoiar ações integradas de inovação em instituições de Ciência e Tecnologia, com autonomia para que decidam o que fazer no campo da inovação e do empreendedorismo. “Queremos dar às universidades um volume de recursos considerável por um prazo de três a cinco anos para que elas possam desenvolver uma política de inovação”, explicou o diretor, que também foi fundador do Parque Tecnológico da UFRJ.

Guedes também reiterou o interesse da Faperj em apoiar essa iniciativa de articulação das competências que existem no Rio de Janeiro, mas com a presença de empresas que apostem na inovação como um fator importante aos seus negócios. “Precisamos de empresas que estejam motivadas a inovar e a oferecer soluções tecnológicas, porque isso significa renda, significa arrecadação de impostos, e, mais importante, significa geração de emprego.”, concluiu.

O evento contou com a presença do vice-reitor da UFRJ, Carlos Frederico Rocha; da diretora de Tecnologia e Inovação da Coppe/UFRJ, Angela Uller; e do diretor do Parque Tecnológico da UFRJ, Vicente Ferreira, entre outras autoridades.

 

 

startup

A Apex-Brasil e o Ministério de Relações Exteriores (MRE) abriram as inscrições para startups brasileiras interessadas em participar dos eventos Viva Technology em Paris, França, e The New Web Conference, em Amsterdã, Países Baixos.

As missões de internacionalização fazem parte do Programa de Diplomacia da Inovação (PDI), implementado pelo MRE, que visa elevar o perfil do Brasil junto aos ecossistemas estrangeiros de inovação, com vistas a identificar parcerias e atrair investimentos para apoiar a internacionalização das startups.

O programa selecionará startups brasileiras para participar de alguns dos principais eventos mundiais de tecnologia nas cidades de Dubai, Amsterdã, Madri, Paris e Lisboa, em espaços para apresentação de suas soluções. Veja a relação dos eventos com inscrições previstas para o primeiro semestre de 2020 logo a seguir.

Missão de Internacionalização Viva Technology

Local: Paris, França

Data: 10 a 13 de junho de 2020

Vagas: 7 startups brasileiras

Sobre o evento: O Viva Technology é um evento internacional realizado em Paris que recebeu 124 mil visitantes em 2019, e pretende reunir CEOs de grandes empresas, startups em rápido crescimento e investidores para debater e apresentar soluções tecnológicas.

Acesse aqui o link de inscrição para a Missão Viva Technology.

Acesse aqui o Regulamento para a Missão Viva Technology.

 

Missão de Internacionalização TNW Conference (The New Web)

Local: Amsterdã, Países Baixos

Data: 17 a 19 de junho de 2020

Vagas: 8 startups brasileiras

Sobre o evento: O TNW Conference (The New Web) é um festival internacional a céu aberto para debater questões de tecnologia e economia criativa. Em franco crescimento, espera receber 20.000 visitantes em 2020, reunindo grandes empresas do setor de tecnologia e comunicação, startups em rápido crescimento, investidores, e outros tomadores de decisão. Nessa missão a Apex-Brasil e o MRE oferecerão um dia de agenda exclusiva de apresentação do ecossistema local, desafios e oportunidades para soft landing e programa dematchmaking com atores locais e empreendedores brasileiros nos Países Baixos.

Acesse aqui o link de inscrição para a Missão TNW Conference.

Acesse aqui o Regulamento para a Missão TNW Conference.

 

Próximas Missões de Internacionalização em evento de inovação

Escolha o mercado mais alinhado com a sua estratégia de expansão internacional e reserve estes compromissos na sua agenda!  Em breve serão divulgados o regulamento e os links de inscrições para os eventos listados abaixo.

 

Missão de Internacionalização Startup Olé, Salamanca, Espanha – 05 a 07 de maio de 2020

Vagas: 15 startups brasileiras

Sobre o evento: O evento espera receber em 2020 mais de 30.000 visitantes de 120 países, 850 startups e mais de 250 investidores. A iniciativa contará com apoio para hospedagem e passagens aéreas para as duas startups melhores colocadas no ranking de aprovação da missão.

 

Missão de Internacionalização GITEX Future Stars, Dubai, Emirados Árabes Unidos – 27 a 30 de setembro de 2020

Vagas: 5 startups brasileiras

Sobre o evento: O GITEX Future Stars é a porta de entrada das startups para os mercados de tecnologia do Oriente Médio, do norte da África e do sul da Ásia, sendo o evento a maior plataforma de matchmaking da região. O evento também conta com painéis sobre as novas tendências nesses mercados, aliando conhecimento de ponta e contatos de alto nível.

 

Missão de Internacionalização South Summit, Madri, Espanha – 6 a 8 de outubrode 2020

Vagas: 12 startups brasileiras

Sobre o evento: O South Summit é uma plataforma que busca conectar investidores e startups por meio de sessões de pitch e apresentação de projetos. Na edição de 2019 foram apresentados mais de 3.800 projetos e teve a presença de mais de 1000 investidores. O evento já revelou nomes como Cabify, Typeform, Drivy, Glovo e Spotahome.

 

Missão de Internacionalização Web Summit, Lisboa, Portugal – 2 a 5 de novembro de 2020

Vagas: 30 startups brasileiras

Sobre o evento: O Web Summit é um evento internacional que congrega CEOs de empresas de tecnologia, startups em rápido crescimento, investidores e outros tomadores de decisão para debater quais os próximos passos e desafios tecnológicos na indústria mundial. O evento congrega exposição, apresentações, pitch sessions e mentorias e tem o Brasil bastante presente, sendo a 6ª maior presença. Nos últimos anos tem se mostrado uma excelente oportunidade para empresas que pretendem abrir operações na Europa.

 

MAIS INFORMAÇÕES:
Apex-Brasil
Relacionamento com Clientes
Tel.: (61) 2027-0202
www.apexbrasil.com.br
Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

 

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A Agência UFRJ de Inovação está com uma vaga de estágio aberta para alunos interessados em trabalhar em projetos de fomento da cultura da inovação e do empreendedorismo na Universidade. O estagiário(a) deve ter 20 horas por semana disponíveis (presenciais e não presenciais), estar cursando graduação na UFRJ, ter CRA maior ou igual a 6, gostar da temática da inovação e ter muita disposição para circular por toda a UFRJ e participar de vários projetos e eventos.

Temos 6 projetos planejados para desenvolvimento no ano de 2020. O estagiário poderá trabalhar em todos ou naqueles com os quais tiver mais afinidade. São eles:

1. Levantamento das empresas-filhas da UFRJ e o evento I Encontro das empresas-filhas da UFRJ

2. Fomento à Inovação no serviço público

3. Inova CCS - “braço” da Agência de Inovação no Centro de Ciências da Saúde, focado em fomentar a inovação na área das ciências da vida

4. Mapa de Inovação da UFRJ - mapeamento dos atores, estruturas e iniciativas relacionadas à inovação e empreendedorismo na universidade

5. Startup Acelera UFRJ - programa piloto de aceleração de startups da UFRJ

6. Inovando na divulgação da ciência/ inovação da UFRJ

 

A. Desenvolvimento de um toolkit replicável para divulgação dos eventos científicos, visando aumentar os seus impactos e o número de pessoas impactadas.

B. Mídia de divulgação (revista, blog etc) semestral das pesquisas de alto impacto científico e inovador da UFRJ, mostrando para a sociedade que na UFRJ fazemos ciência de ponta comparável a qualquer lugar do mundo.

 

O estagiário receberá uma bolsa auxílio no valor de R$400. Os interessados devem enviar e-mail com currículo, valor do CRA e motivo do interesse na vaga para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. até o dia 21/02/2020. A vaga é para início imediato.

 

 

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A Finep acaba de lançar o primeiro edital do Programa Mulheres Inovadoras, criado para estimular startups lideradas por mulheres, de forma a contribuir para o aumento da representatividade feminina no cenário empreendedor nacional, por meio da capacitação e do reconhecimento de empreendimentos que possam favorecer o incremento da competitividade brasileira.

O programa é uma atividade decorrente do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Telecomunicações (MCTIC), a Finep e a prefeitura do município de São Paulo, que tem como finalidade apoiar o empreendedorismo feminino, procurando utilizar a experiência das instituições na formulação de políticas, coordenação de programas e aporte de recursos para o apoio a empresas nascentes inovadoras e de base tecnológica.

O Programa contará inicialmente com um evento imersivo, a ser realizado no dia 12 de março, com conteúdo relacionado ao empreendedorismo feminino apresentado por palestrantes, executivas e especialistas no tema. Após o término do período de submissão de propostas, que se encerra em 16 de março, a Finep selecionará 20 startups lideradas por mulheres para receberem um programa de aceleração durante 30 dias, após o qual serão selecionadas até cinco startups para recebimento de uma premiação de R$ 100 mil cada, conforme critérios estabelecidos no edital.

Podem se candidatar ao Prêmio as empresas brasileiras – ou seja, com sede no Brasil e instituídas conforme a legislação nacional, que atendam, aos requisitos detalhes no edital.

O programa contará, ainda, com o apoio de parcerias engajadas em alavancar a participação feminina no empreendedorismo, como Sebrae Nacional e RME - Rede Mulher Empreendedora

Prazos

As inscrições estão abertas até 16 de março e os resultados finais, após a seleção, duas etapas (1- Elegibilidade e Plano de Negócios; 2-Aceleração, Relatório Técnico Final e Banca Avaliadora Presencial) e recursos, está previsto para 17/7.

As inscrições podem ser feitas no link.

 

 

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A Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PR-2) prorrogou até 15/03, o prazo para recebimento de colaborações para a proposta da política de inovação da UFRJ.

A ideia é que ela se constitua abrangendo a inovação de produtos e processos em tecnologias sociais, economia solidária, políticas públicas e serviços de atendimento à população.

A proposta apresentada pela PR-2 inclui o estabelecimento de diretrizes básicas para a gestão da política, bem como a criação do Conselho de Coordenação do Ecossistema de Inovação (CCI) da UFRJ, que seria vinculado ao Gabinete da Reitoria.

Com a política de inovação, quatro objetivos centrais são desejados:

  1. - Fortalecer o ecossistema de inovação da Universidade, de modo que as unidades possam dialogar melhor e desenvolver atividades conjuntas, aumentando a eficiência e eficácia de suas ações; 
  2. - Estimular o desenvolvimento de estruturas descentralizadas de inovação na UFRJ organizadas pelos centros, a fim de que se possa disseminar melhor as ações e articulá-las nessa área;
  3. - Incentivar a disseminação da cultura da inovação na Universidade por meio de projetos de ensino, pesquisa e extensão que permitam maior interação entre a Universidade e a sociedade nas diferentes áreas do saber;
  4. - Apoiar projetos de mentoria para o desenvolvimento e suporte às iniciativas em inovação e empreendedorismo de discentes, docentes e de servidores técnico-administrativos.

Clique aqui para participar da consulta pública.

 

 

 

 

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A Finep acaba de lançar o terceiro edital do Programa Finep Startup. O programa está indo para a sua quinta rodada de investimentos, uma vez que cada edital conta com a previsão de duas rodadas. O programa tem por objetivo alavancar empresas de base tecnológica em fase final de desenvolvimento de produto ou que precisem ganhar escala de produção, com viabilidade comercial comprovada. O limite de recursos totais desta rodada é de R$ 30 milhões para 25 startups. O período para envio de propostas fica aberto até o dia 15 de março.

Para o presidente da Finep, General Waldemar Barroso, “mais do que nunca, o fomento ao empreendedorismo no Brasil se mostra crucial. Nosso programa estimula a consolidação de empresas como startups. Isso nos orgulha e nos motiva”.

Novidades

Neste edital, o valor do investimento da financiadora poderá chegar até R$ 1.2 milhão em cada uma das empresas selecionadas, um aumento de 20% em relação ao investimento máximo das edições anteriores. Para concorrer, as startups precisam ter protótipo MVP (Minimum Viable Product, em português, Produto Viável Mínimo), prova de conceito ou, preferencialmente, já estarem realizando as primeiras vendas. Assim, não se enquadram propostas em fase de ideia ou pesquisa.

"Além do aumento do aporte, o edital traz outra novidade. Nesta edição, terão pontuação diferenciada temas prioritários associados a soluções de problemas da sociedade, alinhados às diretrizes do MCTIC – ministério ao qual a Finep é vinculada”, explica o diretor Financeiro, de Crédito e Captação da Finep, Adriano Lattarulo. São temas prioritários do terceiro edital do Finep Startup: Autismo, TDAH, Déficit de Atenção, Bioeconomia, Cidades Inteligentes para Comunidades Carentes, Divulgação de Ciência nas Escolas, Queimadas e Desmatamento, Seca e Estiagens, Segurança Pública e Privada e Realidade Virtual e Aumentada para Healthtech.

Outra novidade nesta chamada pública é a parceria com o Programa Rota 2030. As startups que submeterem propostas aderentes ao programa – Setor Automotivo, Máquinas Agrícolas e Rodoviárias Autopropulsoras, poderão receber um investimento de até R$2.2 milhões, graças à cooperação técnica firmada com o Programa Rota 2030.

Além dos temas prioritários e daquelas vinculados ao Programa Rota 2030, também serão passíveis de investimento por meio do edital Finep Startup os seguintes temas estratégicos: Agritech, Saúde Animal e Foodtech; Biotecnologia; Cidades Inteligentes e Sustentáveis; Defesa; Economia Circular; Edutech; Energia Renovável e Eficiência Energética; Healthtech; Indústria 4.0 (Manufatura Avançada; Internet das Coisas (IoT); 5G; Materiais Avançados e Nanotecnologia.

Otimização

Até o momento, o programa atraiu um total de 1.686 propostas com uma demanda de capital de R$ 1.6 bilhões, sendo mais de R$ 70 milhões de investimento privado. Atualmente, a Finep tem 15 startups investidas e 19 startups em contratação, somando um valor de até R$ 40 milhões em investimentos.

“A despeito da grande repercussão e do alcance que programa possui no ecossistema de startups, temos trabalhado para otimizar os processos internos e tornar o programa cada vez mais aderente às necessidades das startups, seja investindo valores adequados à necessidade de capital das inovações que apoiamos, seja por meio da construção de processos de análise e contratação mais ágeis, como já será possível observar neste edital”, afirma o superintendente da Área de Empreendedorismo e Investimento da Finep, Raphael Braga.

Investimento público-privado

A Finep, no entanto, não pretende tornar as startups brasileiras dependentes de recursos públicos. Por isso, criou um mecanismo pioneiro para estimular o empreendedor a buscar investimento privado: serão priorizadas empresas que forem aportadas por investidores-anjo. O processo funcionará da seguinte forma: a startup que se inscrever no edital com uma carta de compromisso de um investidor-anjo ganhará pontos na seleção. A quantidade de pontos obtidos dependerá do valor do investimento privado, cujo valor mínimo é de R$ 50 mil. Com o aporte mínimo para o seu negócio, a proponente garante 1 ponto, podendo chegar a 5 pontos no máximo. Ao todo, são 20 pontos possíveis: 15 da avaliação da proposta de valor da startup e 5 obtidos caso ela receba investimentos privados de R$ 250 mil ou mais.

 

 

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Estão abertas, até o dia 28 de fevereiro, as inscrições para startups participarem do Ideation Week, da L’Oréal. O evento será realizado na Fábrica de Startups, no bairro Santo Cristo, na região central do Rio, dos dias 9 a 13 de março. Durante uma semana de workshops, mentoria e metodologias de inovação da Fábrica de Startups, as empresas receberão suporte para criar soluções para diferentes desafios reais da L'Oréal. Os participantes devem ter perfil alinhado às áreas de Business (Administração, Economia, Gestão); Tecnologia (Desenvolvedores, Programadores, Cientistas de Dados, Engenheiros de Software) e Criativo (Design, Marketing, Publicidade, Artes).

Mais detalhes aqui.

 

 

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A FAPERJ aceitará, até o dia 23 de março, submissões de propostas para um edital inédito, o Doutor Empreendedor: Transformando Conhecimento em Inovação. O principal objetivo do programa é fomentar a aplicação de resultados de projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação conduzidos por doutores residentes no Estado do Rio de Janeiro em empreendimentos baseados em conhecimento científico e tecnológico.

Pretende-se com esse edital apoiar pesquisadores com grau de doutor mediante a concessão de bolsa e auxílio financeiro para a criação de empreendimentos a partir do capital intelectual acumulado ao longo de suas trajetórias acadêmicas.

Os Doutores Empreendedores receberão uma bolsa de subsistência no valor de R$ 4.100,00 por 24 meses, além de um auxílio de até R$ 50 mil para a execução do projeto. Além disso, poderão também ter um bolsista de Iniciação Tecnológica FAPERJ para atuar em sua equipe. 

O diretor de Tecnologia da FAPERJ, Mauricio Guedes destaca que, com o lançamento desse edital, a FAPERJ sinaliza para a comunidade acadêmica que existe um enorme potencial ainda pouco explorado no Rio de Janeiro para que os conhecimentos gerados nos programas de pós-graduação cheguem à sociedade também na forma de novos produtos e serviços inovadores. Segundo ele, "o Estado do Rio de Janeiro tem hoje mais de 15 mil estudantes de doutorado e pode incrementar a geração de emprego e renda com atividades econômicas baseadas no conhecimento. Ao lançar o programa Doutor Empreendedor, a FAPERJ está atendendo à sua missão institucional naquilo que se refere ao desenvolvimento econômico baseado na inovação”.

Além do apoio aos Doutores Empreendedores, esse edital ainda beneficiará os mecanismos de geração de iniciativas que vierem a abrigar o pesquisador e o seu empreendimento, por meio de um auxílio financeiro de R$ 20 mil. O valor total previsto para este edital é de até R$ 7.200.000,00, podendo beneficiar até 40 pesquisadores.

Confira abaixo a íntegra do edital:

Doutor Empreendedor: Transformando Conhecimento em Inovação

 

 

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Tecnologia de Inteligência Artificial e modelagem matemática desenvolvida sob a coordenação do professor Carlos Pedreira, da Coppe/UFRJ, tornou-se referência mundial para o diagnóstico de leucemias e linfomas. A tecnologia se encontra embarcada em um software, batizado como Infinicyt, que já é utilizado em mais de 50 países, em cerca de três mil laboratórios. A técnica propicia diagnósticos mais precisos e menos dependentes de especialistas altamente treinados, além de ampliar o acesso ao uso da tecnologia.

Este projeto é realizado no âmbito do consórcio EuroFlow, constituído por 12 universidades e liderado pelos professores Alberto Orfao, da Universidade de Salamanca (Espanha), e Jacques Van Dongen, da Universiteit Leiden (Holanda). Ambos comandaram os estudos biológicos e os testes em pacientes já realizados em diversos hospitais, em vários países. Na UFRJ, única universidade fora da Europa a fazer parte do consórcio, a área médica é coordenada pela professora Elaine Sobral, do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG), que contribui com Carlos Pedreira desde o início dos estudos.

Para gerar diagnósticos mais precisos, os modelos matemáticos desenvolvidos na Coppe utilizam técnicas de mineração de dados obtidos por meio dos citômetros de fluxo, um equipamento utilizado para diagnosticar casos de leucemias e linfomas. "Trata-se de uma aplicação de big data na área médica. O citômetro provê algumas dezenas de informações de cada uma das milhões de células de cada paciente colhidas para exame. Antes da concepção desses modelos matemáticos, os diagnósticos por citometria dependiam da análise de profissionais muito especializados. Ao embarcar esses resultados em um software possibilitamos o uso da tecnologia em larga escala mundo a fora", ressaltou Pedreira, professor do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação da Coppe.

O trabalho já rendeu vários artigos e depósitos de patentes. Hoje, o Infinicyt está sendo distribuído por uma empresa espanhola Cytognos e pela multinacional BD (Becton Dickinson).  Todos os royalties provenientes da comercialização do software são revertidos para o avanço das próprias pesquisas.

Tecnologia é aplicada no tratamento de crianças

No Brasil, a tecnologia que começou a ser aplicada no tratamento de crianças no próprio IPPMG, da UFRJ, teve o seu uso estendido para os hospitais da Lagoa, da Criança e dos Servidores do Estado, no Rio de Janeiro; universidades federais da Bahia, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, e Hospital Amaral de Carvalho, em Jaú, São Paulo, entre outros.

Segundo o professor Carlos Pedreira, só no Rio de Janeiro foram concluídos mais de três mil exames em crianças, cujos resultados também dão suporte à formulação de novos modelos matemáticos e aperfeiçoamento contínuo da tecnologia.

De acordo com Carlos Pedreira, não existe no Brasil outro grupo que se dedique à análise de dados de citometria para fins de diagnósticos utilizando modelos matemáticos. O projeto conta com apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj), desde 2005. "O apoio da Faperj foi essencial para a compra de um moderno citômetro de fluxo. A aquisição possibilitou que crianças tratadas em hospitais públicos no Rio de Janeiro tenham acesso ao que há de mais avançado no mundo em diagnóstico de leucemias. O uso desse instrumento contribuiu para o aumento, de forma exponencial, da capacidade de gerar dados para diagnóstico e prognóstico de leucemias e linfomas", explicou o professor da Coppe.

A inteligência artificial aplicada neste projeto está sendo utilizada em um novo ramo da pesquisa que visa estender a tecnologia para diagnostico de tumores sólidos pediátricos. Segundo Pedreira, mesmo em fase inicial, mais de 350 casos já foram estudados por citometria, e o grande impacto do trabalho é diminuir o tempo de espera pelo diagnóstico. "Com a aplicação de técnica, resultados de exames que demoravam até 15 dias podem ser obtidos em algumas horas", afirmou.

 

 

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Em 14 de novembro, a FAPERJ lançou, em parceria com a AGERIO, o Edital de Apoio à Inovação em Micro, Pequenas e Médias Empresas no Estado do Rio de Janeiro – InovAÇÃO Rio. O principal objetivo desse edital é apoiar MPMEs fluminenses através do aporte de recursos financeiros de fomento e financiamento disponibilizados por ambas as agências, visando o fortalecimento de suas atividades inovadoras. Enquanto os recursos provenientes da FAPERJ são do tipo subvenção econômica e destinados exclusivamente a despesas de custeio, os recursos da AGERIO são na modalidade crédito, oriundos da linha INOVACRED da Finep, e direcionados a despesas de capital e/ou custeio.

São elegíveis neste programa Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs) instaladas no estado do Rio de Janeiro com faturamento anual de até R$ 90.000.000,00 (noventa milhões de reais). O foco dos projetos a serem apoiados é o da inovação para a competitividade, incluindo inovações de produto, inovações de processo, inovações organizacionais e inovações de marketing.

A Diretoria de Tecnologia da FAPERJ espera por meio desse programa, inédito no estado, aumentar a articulação entre os atores do ecossistema de inovação fluminense, estimular a criação de área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação nas MPMEs fluminenses. Além disso, busca-se ampliar a capacidade inovativa das empresas instaladas no estado e incentivar a geração de novos produtos e processos que possam aumentar a competitividade da economia do Estado do Rio de Janeiro. Segundo o Diretor de Tecnologia da Fundação, Maurício Guedes, essa iniciativa reforça o compromisso da Faperj com o desenvolvimento socioeconômico do estado, conforme estabelece o seu estatuto.

O Programa InovAÇÃO Rio terá três faixas de atuação:

- A Faixa A abrange projetos de até R$ 200.000,00 para despesas de custeio, oriundos da FAPERJ na modalidade subvenção econômica e destina-se a MPMEs com faturamento até R$ 90.000.000,00 e que comprovem faturamento nos 12 meses anteriores à data de lançamento do edital;

- A Faixa B permite apoiar projetos de até R$ 600.000,00, sendo metade com recursos de subvenção da FAPERJ e metade com recursos de financiamento da AGERIO com juros de TJLP + 1% a.a. , e está disponível apenas para micro e pequenas empresas com faturamento até R$ 4.800.000,00 e que comprovem faturamento ininterrupto nos 24 meses anteriores ao lançamento do edital; e

- A Faixa C possibilita apoiar projetos de até R$ 3.000.000,00, sendo até R$ 1,5 milhão da FAPERJ em recursos de subvenção e até R$ 1,5 milhão da AGERIO em forma de crédito com juros de TJLP + 1% a.a. ou TJLP + 2% a.a. (a depender do porte da empresa), e está disponível para MPMEs com faturamento até R$ 90.000.000,00 e que comprovem faturamento ininterrupto nos 24 meses anteriores à data de lançamento do edital.

“Esse edital inédito é uma importante ação de estado para catalisar a grande vocação do Rio de Janeiro que é a economia do conhecimento, com destaques para as áreas de tecnologia da informação, inteligência artificial, energia, nanotecnologia, meio ambiente, medicamentos e vacinas, agronegócio, entre outras. O Rio de Janeiro, por ser um farol do país, tem todas as condições de se projetar internacionalmente como um Estado 4.0 de produção de produtos com alta intensidade tecnológica”, disse o presidente da FAPERJ, Jerson Lima Silva.

Cada empresa poderá submeter ao edital apenas um projeto, com prazo de execução de no máximo 24 meses. O processo de inscrição para as três faixas será feito através do SisFAPERJ em chamada específica para cada uma delas e estará aberto até o dia 15 de fevereiro de 2020. Nas Faixas B e C as empresas receberão os recursos solicitados apenas se forem aprovadas por ambas as agências e não poderão acessar os recursos da FAPERJ caso sejam reprovadas na análise de crédito da AGERIO.

As propostas poderão ser submetidas no sisFaperj até 28/02/2020.

Edital de Apoio à Inovação em Micro, Pequenas e Médias Empresas no Estado do Rio de Janeiro – InovAÇÃO Rio

 

 

 

 

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Estão abertas até 30 de janeiro as inscrições para a primeira edição de 2020 do Curso Geral de Propriedade Intelectual a Distância – DL101P BR. Oferecido pelo INPI em parceria com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), o curso acontece de 4 de fevereiro a 3 de abril e apresenta uma visão geral sobre diversos temas relativos à propriedade intelectual, com enfoque na legislação brasileira.

Com tutoria de especialistas nacionais e totalmente na modalidade ensino a distância, o DL101P BR é gratuito e possui carga horária de 75 horas/aula.

Inscreva-se em: https://bit.ly/30jkZ5G

Saiba mais na agenda de cursos do INPI: https://bit.ly/2FLdon5

 

 

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Larissa Santiago Ormay, doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI), desenvolvido por meio de convênio entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), sob a orientação do professor Marcos Dantas, ganhou o Prêmio Valério Brittos. A honraria é concedida pela União Latina de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura (Ulepicc) à melhor tese defendida anualmente no campo da Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura.

A tese de Larissa, "Propriedade Intelectual e Renda no Capital-Informação", foi premiada em Sevilha, na Espanha, durante o congresso da Ulepicc, em novembro de 2019. “Trata-se do reconhecimento internacional de uma pesquisa realizada em instituições públicas brasileiras, contando, inclusive, com apoio parcial do CNPq. Nenhuma conquista é individual e sou grata a todos os envolvidos no processo”, explica Larissa.

Além de doutora em Ciência da Informação, Larissa é mestre em Ciência Política pela Universidade Federal Fluminense (2013) e graduada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2008). A pesquisadora atua na Divisão de Relações Multilaterais da Coordenação de Relações Internacionais do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e estuda relações entre a liberdade de expressão e a propriedade privada, principalmente nos temas acesso ao conhecimento e propriedade intelectual e informação e democracia.

Em entrevista, Larissa detalha como teve a ideia de escrever a tese e contextualiza o assunto.

Comunicação Social do Ibict/UFRJ - Como surgiu a ideia de escrever o tema da tese?

Larissa Ormay - Eu estava muito empolgada com a disciplina do doutorado no PPGCI, chamada “Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura”, ministrada pelo professor Marcos Dantas, que se tornou meu orientador. Fui percebendo que as abordagens teóricas dessa disciplina poderiam explicar aspectos de uma situação que eu observava em minha experiência de trabalho com gestão de ciência e tecnologia no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas: a “corrida quântica”.

Trata-se de uma competição mundial entre grandes empresas aliadas a Estados em busca de novas tecnologias quânticas, como o computador, a criptografia e o laser quânticos. Estima-se que essas tecnologias representam um novo marco para a área de processamento, transmissão, organização e recuperação da informação, com relevantes impactos sociais, políticos, econômicos e culturais.

Por isso, existe forte concorrência global para o domínio do conhecimento no campo, o que se reflete na escalada da propriedade intelectual relacionada a uma disciplina da Física denominada “Informação Quântica”, que estuda os fenômenos da informação que tais tecnologias visam explorar. Meu objetivo foi procurar entender principalmente o papel das patentes e dos direitos autorais nessa disputa global que, no fundo, é uma disputa de poder.

Comunicação Social do Ibict/UFRJ - Poderia explicar sobre o que versa sua tese?

Larissa Ormay - A propriedade intelectual é um artifício jurídico que autoriza uma apropriação de bens que, a princípio, não teriam capacidade em si de serem apropriados, por conta de sua natureza intangível – como a cognição, o pensamento, a informação, a cultura e o conhecimento. Por exemplo, podemos demarcar um bem material, cercá-lo com grades e garantir sua posse e propriedade exclusivas.

Quando se trata de conhecimento, fica mais difícil “amarrá-lo” de modo a excluir sua aquisição por terceiros. Um livro pode pertencer a alguém, mas a princípio nada impediria que o conhecimento que está nesse livro seja retransmitido à vontade. A expansão da propriedade intelectual tem servido para colocar “cercas” onde inicialmente haveria caráter de livre compartilhamento.

Minha tese realiza um desenvolvimento teórico sobre o mecanismo que representa esse “cercamento”, que teria origem no cercamento de terras que possibilitou o estabelecimento do capitalismo. De maneira análoga à remuneração de um proprietário fundiário a partir do arrendamento de sua terra a quem nela produz mercadorias, vislumbramos o possível caráter rentista do enriquecimento via propriedade intelectual.

É como se o conhecimento desempenhasse o mesmo papel que a terra representou nos primórdios do capitalismo, quando ocorreram os primeiros cercamentos. Trata-se de um modelo cuja intensificação gera um cenário em que muitos trabalham para sustentar o modo improdutivo de quem vive de renda – tudo justificado pela propriedade privada, contemporaneamente cada vez mais sob a versão “intelectual”.

A pesquisa mostrou a relação entre a renda da terra e a “renda informacional”, que seria a renda da propriedade intelectual. Esse desenvolvimento teórico foi aplicado à situação concreta da “corrida quântica” com um estudo de caso. Os monopólios de conhecimento representados pelos títulos de propriedade intelectual acumulados por gigantes corporações tecnológicas parecem favorecer uma acumulação predominantemente rentista, em que aos “donos” da propriedade intelectual se paga o preço pela utilização de tecnologias e saberes tornados indispensáveis ao desenvolvimento econômico e social. 

Os países em desenvolvimento que não investem na criação e titularidade desse tipo de domínio permanecem no papel de pagadores, em vez de se tornarem credores e diminuírem o abismo que os separa dos países desenvolvidos. Em resumo, foi nessa direção que procurei reunir teoria e realidade prática contemporânea a fim de contribuir para estratégias brasileiras de posicionamento sobre o assunto, seja perante novos acordos de propriedade intelectual ou futuras políticas de acesso ao conhecimento científico.

Comunicação Social do Ibict/UFRJ - Considerando o tema da sua tese, por que devemos pensar a informação como trabalho?

Larissa Ormay - Existem diversos conceitos associados à palavra informação. Eu utilizo uma abordagem teórica segundo a qual o que gera valor econômico é o trabalho. Considerando a informação como um processo de produção de signos, essa produção se expressa como trabalho quando inserida em uma relação economicamente produtiva. 

Sujeitos produzem significado partindo de conhecimento para gerar novo conhecimento. Isso é um trabalho imprescindível no contexto atual, quando mais do que nunca a informação parece ser o grande alvo de exploração econômica. A informação nesse sentido não é simplesmente um recurso, mas tempo de nossas vidas gasto como atividade produtiva, como trabalho semiótico.

Trata-se de uma concepção que procura enxergar a informação não como algo que existe em si, como tendo algum tipo de substância. Em vez disso, a informação seria um processo que necessariamente passaria pela nossa atividade mental de criação a partir de determinada materialidade.

Comunicação Social do Ibict/UFRJ - Qual a importância do PPGCI Ibict/UFRJ para a realização do seu trabalho?

Larissa Ormay - O programa me ofereceu contato com uma interdisciplinaridade ímpar, o ambiente acadêmico ideal para quem pretende abordar questões complexas que envolvem o cruzamento de diversas áreas do conhecimento relacionadas à questão da informação. Tive ótimos professores e acesso à alta qualidade de ensino e pesquisa.
 

Acesse a tese "Propriedade Intelectual e Renda no Capital-Informação".

 

FONTE: Núcleo de Comunicação Social do Ibict/UFRJ

 

 

reaproveitamento de vieiras

A cena é de filme: um mergulhador com uma bela concha nas mãos, que traz à tona, abre, e encontra o tesouro, uma pérola preciosa. Mas para cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Universidade do Estado do Rio de Janeiro, o tesouro não está dentro, mas na própria concha. É que um projeto de pesquisa trabalha no desenvolvimento de um medicamento antimetastático desenvolvido a partir de uma substância encontrada nas vieiras, um molusco muito apreciado na culinária, e facilmente encontrado na costa brasileira.

O composto antimetastático é análogo à heparina, uma substância unicamente encontrada no intestino de porcos, e utilizada para combater a trombose. Mauro Pavão, coordenador do projeto, pesquisador da UFRJ e apaixonado pelo mar, trabalha há anos estudando substâncias encontradas em animais marinhos como o pepino-do-mar, ouriço e ascídia. Ele percebeu que a estrutura química de muitas dessas substâncias é semelhante à heparina.

E o câncer? "Trabalhos feitos por outros pesquisadores mostraram que a heparina inibe várias moléculas de adesão celular que estavam envolvidas na progressão do câncer. Mais especificamente, quando a célula tumoral entra na corrente sanguínea, ela é protegida por um cinturão de plaquetas, e a heparina atua justamente removendo essa proteção e fazendo com que as células tumorais sejam atacadas pelas células do sistema imune que circulam no sangue", afirma Mauro Pavão.

Os pesquisadores então fizeram uma série de testes in vitro que confirmaram que as substâncias análogas à heparina, encontradas em moluscos como a vieira, também atuavam destruindo o complexo célula tumoral-plaquetas, mas com um grande e importante diferencial. "Nós observamos que várias dessas substâncias análogas não tinham efeito anticoagulante, não causavam sangramento, que é um dos efeitos colaterais da heparina que limita drasticamente seu uso clínico", diz Mauro. Os testes foram feitos em animais com câncer de mama, melanoma e carcinoma de colon, e confirmaram a ação antimetastática da substância nos três modelos de câncer - sem que o sangramento fosse observado.

O projeto de pesquisa coordenado por Mauro é financiado pelo Ministério da Saúde, e também reúne pesquisadores da Faculdade de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), que pesquisam e desenvolvem o cultivo da vieira junto a pescadores e produtores da Ilha Grande, na costa verde do estado do RJ. "A vieira é uma potencial fonte de substância para produção desses remédios antimetastáticos porque é cultivável, e a heparina está alocada justamente em um tecido que é descartado pelos produtores. São vários aspectos positivos no ponto de vista ecológico e social", afirma Mauro.

Graças ao financiamento destinado ao projeto, os pesquisadores estão montando um laboratório no Hospital Universitário da UFRJ para a produção em larga escala dos compostos destinados aos testes pré-clínicos, que precisam ser realizados em animais antes de chegar aos testes em seres humanos. Por enquanto, os pesquisadores trabalham com a ideia de produzir um medicamento que possa ser usado na prevenção da metástase do câncer. "Por exemplo, se células tumorais caírem na corrente sanguínea, o sistema imune vai estar mais capacitado para remover essas células, por causa da ação intravascular que esse composto tem. Essa seria uma abordagem. Uma outra abordagem seria ministrar o medicamento antes do paciente fazer uma cirurgia de remoção de um tumor primário, já que é comum que células cancerígenas caiam na corrente sanguínea durante esses procedimentos", afirma Mauro.

O novo laboratório está em fase de montagem e poderá também purificar e estudar outros compostos de origem marinha. Além disso, o projeto inclui investimento a longo prazo na produção em larga escala da substância e prevê a construção de um laboratório de reprodução das vieiras, em Ilha Grande, e a ampliação da fazenda marinha onde os moluscos são cultivados, etapas que ainda aguardam os recursos previstos do Ministério da Saúde.

Um vídeo institucional sobre o projeto está disponível aqui.

Recentemente, as vieiras foram tema do programa Rio em Foco da TV Alerj, em dezembro de 2019, que pode ser assistido aqui.

 

 

 

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