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Em 14 de novembro, a FAPERJ lançou, em parceria com a AGERIO, o Edital de Apoio à Inovação em Micro, Pequenas e Médias Empresas no Estado do Rio de Janeiro – InovAÇÃO Rio. O principal objetivo desse edital é apoiar MPMEs fluminenses através do aporte de recursos financeiros de fomento e financiamento disponibilizados por ambas as agências, visando o fortalecimento de suas atividades inovadoras. Enquanto os recursos provenientes da FAPERJ são do tipo subvenção econômica e destinados exclusivamente a despesas de custeio, os recursos da AGERIO são na modalidade crédito, oriundos da linha INOVACRED da Finep, e direcionados a despesas de capital e/ou custeio.

São elegíveis neste programa Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs) instaladas no estado do Rio de Janeiro com faturamento anual de até R$ 90.000.000,00 (noventa milhões de reais). O foco dos projetos a serem apoiados é o da inovação para a competitividade, incluindo inovações de produto, inovações de processo, inovações organizacionais e inovações de marketing.

A Diretoria de Tecnologia da FAPERJ espera por meio desse programa, inédito no estado, aumentar a articulação entre os atores do ecossistema de inovação fluminense, estimular a criação de área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação nas MPMEs fluminenses. Além disso, busca-se ampliar a capacidade inovativa das empresas instaladas no estado e incentivar a geração de novos produtos e processos que possam aumentar a competitividade da economia do Estado do Rio de Janeiro. Segundo o Diretor de Tecnologia da Fundação, Maurício Guedes, essa iniciativa reforça o compromisso da Faperj com o desenvolvimento socioeconômico do estado, conforme estabelece o seu estatuto.

O Programa InovAÇÃO Rio terá três faixas de atuação:

- A Faixa A abrange projetos de até R$ 200.000,00 para despesas de custeio, oriundos da FAPERJ na modalidade subvenção econômica e destina-se a MPMEs com faturamento até R$ 90.000.000,00 e que comprovem faturamento nos 12 meses anteriores à data de lançamento do edital;

- A Faixa B permite apoiar projetos de até R$ 600.000,00, sendo metade com recursos de subvenção da FAPERJ e metade com recursos de financiamento da AGERIO com juros de TJLP + 1% a.a. , e está disponível apenas para micro e pequenas empresas com faturamento até R$ 4.800.000,00 e que comprovem faturamento ininterrupto nos 24 meses anteriores ao lançamento do edital; e

- A Faixa C possibilita apoiar projetos de até R$ 3.000.000,00, sendo até R$ 1,5 milhão da FAPERJ em recursos de subvenção e até R$ 1,5 milhão da AGERIO em forma de crédito com juros de TJLP + 1% a.a. ou TJLP + 2% a.a. (a depender do porte da empresa), e está disponível para MPMEs com faturamento até R$ 90.000.000,00 e que comprovem faturamento ininterrupto nos 24 meses anteriores à data de lançamento do edital.

“Esse edital inédito é uma importante ação de estado para catalisar a grande vocação do Rio de Janeiro que é a economia do conhecimento, com destaques para as áreas de tecnologia da informação, inteligência artificial, energia, nanotecnologia, meio ambiente, medicamentos e vacinas, agronegócio, entre outras. O Rio de Janeiro, por ser um farol do país, tem todas as condições de se projetar internacionalmente como um Estado 4.0 de produção de produtos com alta intensidade tecnológica”, disse o presidente da FAPERJ, Jerson Lima Silva.

Cada empresa poderá submeter ao edital apenas um projeto, com prazo de execução de no máximo 24 meses. O processo de inscrição para as três faixas será feito através do SisFAPERJ em chamada específica para cada uma delas e estará aberto até o dia 15 de fevereiro de 2020. Nas Faixas B e C as empresas receberão os recursos solicitados apenas se forem aprovadas por ambas as agências e não poderão acessar os recursos da FAPERJ caso sejam reprovadas na análise de crédito da AGERIO.

As propostas poderão ser submetidas no sisFaperj a partir da próxima terça-feira 19/11/2019.

Edital de Apoio à Inovação em Micro, Pequenas e Médias Empresas no Estado do Rio de Janeiro – InovAÇÃO Rio

 

(FONTE: Ascom Faperj)

 

 

 

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Entre os dias 5 e 7 de novembro, a Faculdade Nacional de Direito (FND-UFRJ) e o Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro sediaram o “I Simpósio Brasileiro Sobre Acesso ao Patrimônio Genético e Conhecimento Tradicional Associado: Interfaces entre Detentores, Academia, Empresas e Governo”. Realizada através de uma parceria que envolveu UFRJ, UERJ, UEZO, Sebrae, Iphan, Fiocruz e L’Oreal, entre outros, a iniciativa colocou lado a lado, ao longo de três dias, governo federal, academia, empresas, agricultores e detentores destes saberes tradicionais com o objetivo de compartilhar diferentes visões e perspectivas voltadas ao fomento da biodiversidade no desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e social do país.

Grande parte das discussões guardou relação com a Lei 13.123/15 (Marco Legal da Biodiversidade) no que tange ao acesso ao Patrimônio Genético e Conhecimento Tradicional Associado. Esta legislação incorporou diversos compromissos assumidos pelo governo brasileiro perante a Convenção sobre Diversidade Biológica, tratado da Organização das Nações Unidas que regula o tema. A lei estipulou novas regras para o acesso de pesquisadores e empresas ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional associado, além de ter normatizado os direitos dos povos tradicionais à repartição dos benefícios oriundos da utilização de seus conhecimentos.

Em sua fala de boas vindas no auditório da FND, o professor Danilo Ribeiro de Oliveira, coordenador de Biodiversidade da UFRJ, destacou a relevância do evento precursor, a “Oficina sobre o Patrimônio Genético e Conhecimento Tradicional Associado: a Lei da Biodiversidade na prática", realizada dois anos antes no Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR). Ele também salientou a importância da construção de diálogo entre governo, comunidades tradicionais, academia e empresas, buscando traçar os melhores rumos para o aproveitamento ético e sustentável da riqueza da sociobiodiversidade brasileira. “É fundamental que se busque ter uma visão holística sobre o tema, pensando-o de maneira conjunta e participativa”, disse.

Esta sinergia de esforços pautou as discussões da mesa de abertura composta por Fabrício Santana Santos (Diretor do DCGEN/MMA), Luiz Henrique Mourão do Canto Pereira (MCTIC), Laila Salmen Espindola (Conselheira da SBPC no CGen), Cristiane Julião Pankararu (Conselheira do CGen pelo Conselho Nacional de Política Indigenista) e Cristina Garcia (L’Oréal). Houve consenso entre os participantes no sentido de que se faz imperioso um diálogo entre governo, comunidades tradicionais, academia e empresas, buscando traçar os melhores rumos para o aproveitamento ético e sustentável da riqueza da sociobiodiversidade brasileira, bem como a repartição justa e igualitária de benefícios resultados das pesquisas sobre o patrimônio genético nacional, em especial no que diz respeito aos conhecimentos desses povos.

Em linha com a necessidade de aproximação entre os diferentes atores envolvidos nas discussões relativas a este tema, a diretora científica da L’Oréal Brasil, Cristina Garcia, mencionou a recente inauguração, em outubro de 2017, do mais importante centro de pesquisa e inovação da L’Oréal na América Latina, na Ilha de Bom Jesus, junto ao campus do Fundão da UFRJ. A representante do setor produtivo enfatizou o desejo da empresa de potencializar ao máximo esta proximidade física, desdobrando isso em uma proximidade científica com a academia.

A seguir, o biólogo Bráulio Dias, da Universidade de Brasília, apresentou a conferência “A Biodiversidade no contexto mundial: entre Protocolos e Convenções”. Bráulio iniciou sua apresentação destacando a vantagem comparativa que o Brasil possui em relação a outros países por conta de sua rica biodiversidade. “O Brasil é o país que possui a maior biodiversidade do mundo, o que nos traz muitas oportunidades mas também muita responsabilidade”, afirmou.

Ele apresentou uma série de dados preocupantes da organização alemã IPBES (Plataforma Intergovernamental de Política Científica sobre Serviços de Biodiversidade e Ecossistemas) que demonstram que a maioria dos indicadores mundiais de biodiversidade tem apresentado rápido declínio:

- 75% da superfície terrestre está significativamente alterada.

- 66% da área dos oceanos está experimentando um impacto cumulativo crescente.

- 85% das áreas pantanosas já foi perdida.

- 32 milhões de hectares de floresta tropical primária ou em recuperação foram perdidos durante o período de 2010 a 2015.

- 50% da cobertura de coral vivo foi perdida desde os anos 1870, com perdas aceleradas nas últimas décadas.

- Houve um declínio de 60% do tamanho da população de espécies selvagens de vertebrados nos últimos 50 anos.

- A taxa de perda de florestas diminuiu globalmente desde 2000, mas essa distribuição é desigual.

“Cerca de 25% das espécies animais e vegetais já classificadas estão ameaçadas. O processo de perda da biodiversidade é tão grave que muitos cientistas já falam de um sexto processo de extinção em massa no planeta. Estamos alcançando os limites planetários, os pontos de não retorno, ou seja, de não recuperação dos ecossistemas. E em grande medida, este esgotamento de recursos naturais tem como causa a sua exploração não sustentável”, alertou o biólogo antes de fazer uma provocação: “Será que teremos sucesso em destruir toda a natureza do Planeta Terra e encontrar a tempo outro planeta habitável para emigrarmos?”.

Bráulio terminou sua apresentação salientando a necessidade de que, no âmbito nacional, seja observada a eficácia do artigo 225 da Constituição Federal, que preconiza que “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. Também listou desafios que podem ter grande impacto positivo na preservação da biodiversidade tais quais a ratificação do Protocolo de Nagoia, a fim de garantir mais segurança jurídica e transparência ao acesso de recursos genéticos e repartição de seus benefícios com seus fornecedores, além de uma participação ativa num acordo sobre a aplicação das regras de ABS (access and benefit-sharing) às sequências genéticas digitais.

A questão de acesso e repartição de benefícios, aliás, foi central na apresentação seguinte, a cargo de Maira Smith, coordenadora-geral de atos normativos e processos decisórios do Departamento de Apoio ao Conselho de Gestão do Patrimônio Genético do Ministério do Meio Ambiente, que teve como tema o panorama atual da nova legislação.  Ela explicou que há vários interesses em jogo no que tange ao assunto. De um lado as empresas querem viabilizar a exploração econômica do patrimônio genético. De outro, os povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares querem garantir seus direitos a uma justa e equitativa repartição de benefícios. E entre os dois a academia tem como meta a desburocratização da pesquisa.

Neste sentido, ela concordou, que a Lei avançou em relação à medida provisória que a antecedia. “Apesar da lei ter muitos problemas ainda, reconhecemos que ela é bem melhor do que o marco regulatório anterior, a Medida Provisória 2186, que privatizava o patrimônio genético, um bem comum do povo brasileiro. Já o novo marco legal tem como princípio consolidar cadeias produtivas que mantém as florestas em pé desestimulando práticas predatórias”, avaliou.

Segundo Maira, pode ser observada uma mudança de paradigma no tocante à nova legislação de ABS no Brasil: “Enquanto a Medida Provisória 2186, que vigorou entre 2000 e 2015, espelhava uma lógica de comando e controle, a legislação posterior (Lei 13123 e Decreto 8772) reflete uma lógica declaratória, facilitando a pesquisa e desenvolvimento através do acesso ao patrimônio genético, bem como estimulando a exploração econômica da biodiversidade enquanto assegura a repartição de benefícios. O CGen (Conselho de Gestão do Patrimônio Genético), por sua vez, antes era um órgão de governança formado a partir de um colegiado governamental ao passo que hoje já conta com a participação da sociedade civil”, explicou.

A palestra a seguir ficou a cargo de Natália Guerra Brayner, do IPHAN. O tema foi “Biodiversidade e direitos culturais: os conhecimentos tradicionais como patrimônio cultural brasileiro”. Remetendo à Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), um tratado internacional da Organização das Nações Unidas sobre o meio ambiente estabelecido durante a notória ECO-92, Natália abordou a importância da conservação e uso sustentável da diversidade biológica, bem como da repartição justa e equitativa dos benefícios provenientes de sua utilização.

“A CDB reafirma o direito soberano dos Estados sobre os seus recursos biológicos e destaca o relevante papel das comunidades locais e populações indígenas na conservação da biodiversidade por meio da utilização sustentável de seus componentes. Esta convenção contém disposições relativas à conservação in situ da biodiversidade, estabelecendo o direito inalienável destes grupos populacionais à manutenção e preservação de seus estilos de vida tradicionais e à repartição de benefícios derivados do uso de seus conhecimentos tradicionais”, lembrou.

Ela também aludiu a instrumentos internacionais da Unesco tais quais a Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural (1972), a Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial (2003) e a Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais  (2005) que ratificam a ideia de preservação da diversidade. “A diversidade deve ser tratada como um patrimônio comum da humanidade e sua defesa um imperativo ético inseparável do respeito à dignidade da pessoa humana”, concluiu.

O evento teve continuidade com a mesa-redonda “A Academia e os desafios frente à Lei da Biodiversidade”, que contou com Manuela da Silva (Fiocruz), Cristiana Serejo (Museu Nacional) e Jerri Zilli (Embrapa). A moderação ficou a cargo de Renata Angeli (UEZO).

Entre os temas abordados, Manuela enfatizou a necessidade de realização de cadastramento das atividades de acesso ao patrimônio genético e conhecimento tradicional associado previamente à remessa, solicitações de propriedade intelectual, comercialização e divulgação de resultados de pesquisas, por exemplo. Ela também comentou sobre as dificuldades frutos da exigência de que os pesquisadores estrangeiros tenham que se associar a instituições brasileiras para pesquisar a biodiversidade nacional. A solução, segundo apontou, virá na versão 2 do SisGen: “Será desenvolvido um formulário simplificado na versão 2 do SisGen, em inglês, a ser preenchido pelo pesquisador estrangeiro. Ao final do formulário, o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), servindo como instituição parceira brasileira, convalidará as informações prestadas”.

Jerri Zili, por sua vez, enumerou quais são os principais desafios da academia nesta área. “Considero como grande desafio o intercâmbio de amostras de componentes do patrimônio genético”, afirmou. Outros pontos desafiadores segundo ele são: a internalização da legislação nas instituições; o próprio uso do SisGen, por conta das dificuldades operacionais que ainda existem; a regularização do passivo relativo às regras anteriores à entrada em vigor do Decreto 8722; a repartição de benefícios; a adequação de procedimentos internacionais à luz da legislação brasileira; e o intercâmbio de germoplasma.

Em linha com a mesa, Cristina Serejo ponderou que a burocracia para alimentar bases de dados redundantes não é razoável uma vez que os centros de pesquisa e universidades muitas vezes carecem de pessoal para efetuar a curadoria e o processamento de suas coleções. “As pesquisas no Brasil não devem estar atreladas a cadastramentos burocráticos infindáveis que podem inviabilizar o avanço do estudo da biodiversidade na sua essência e vêm prejudicando as parcerias internacionais”, concluiu.

A próxima mesa-redonda teve como tema as “Perspectivas dos povos e comunidades detentores de Conhecimento Tradicional Associado na implementação da Lei nº 13.123” e contou com Cláudia de Pinho (Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais), Cristiane Julião Pankararu (Conselheira do CGen pelo CNPI) e Marciano Silva (Câmara Setorial dos Detentores).

Dando voz aos guardiões e detentores dos conhecimentos tradicionais, os três foram muito enfáticos em cobrar a regularização fundiária dos povos e comunidades tradicionais, bem como em mostrar a insatisfação do segmento com o atual panorama que envolve toda a legislação relativa à questão do acesso ao patrimônio genético e conhecimento tradicional associado. “Se por um lado na elaboração desta lei não houve espaço para a participação dos detentores, da implementação dela nós não abriremos mão de participar”, frisou Claudia.

Marciano foi muito contundente em sua fala e estendeu a crítica também ao setor acadêmico: “A medida provisória anterior era péssima. Essa lei é ruim. Os interesses corporativos prevalecem. Mas os nossos conhecimentos não têm preço. Eles não estão à venda. Nós não somos objetos de pesquisa, apesar de muitos acadêmicos nos tratarem como tal. Nós somos sujeitos”.

O segundo dia de simpósio teve início com a mesa “Uso e Disponibilização de Sequências Genéticas: proteção ou estímulo à Biopirataria”, que contou com Ana Luiza Arraes (Ministério do Meio Ambiente/ Departamento do Patrimônio Genético), Ana Tereza de Vasconcelos (Laboratório Nacional de Computação Científica) e Guilherme Oliveira (Instituto Tecnológico Vale).

Ana Luiza trouxe o dado que dos 50.067 registros de acesso cadastrados no SisGen, 518 são de patrimônio genético com procedência in silico (experimentação através de simulação computacional que modela um fenômeno natural). Ela acredita, contudo, que este número ainda seja muito subestimado. “Muita coisa ainda não está sendo declarada porque os pesquisadores ainda estão esperando a adequação do SisGen”, disse.

Segundo ela, uma lição que a MP 2186 deixou foi que o excesso de comando e controle não incentiva o acesso, que é justamente o que gera a repartição de benefícios, não contribuindo, por conseguinte, para a conservação nem para o uso sustentável da biodiversidade. Pelo contrário, é algo que pode levar muitas parcerias em potencial para longe do sistema. “Deve-se, ao invés disso, buscar uma abordagem que gere confiança entre os diversos atores envolvidos no sistema e que proporcione rastreabilidade”, sugeriu.

Ana Tereza falou sobre o uso de sequências genéticas e da importância dos bancos de dados biológicos para a pesquisa. Sua apresentação suscitou uma interessante reflexão acerca de um tema muito atual. “A maior empresa de táxi do mundo, a Uber, não possui veículos próprios. O veículo de mídia mais popular do mundo, o Facebook, não cria conteúdo. O varejista mais valioso, o Alibaba, não possui estoque. E o maior provedor de acomodações do mundo, o Airbnb, não possui imóveis. Estamos adentrando uma era em que os dados são mais valiosos que os produtos”, concluiu.

A quantidade de dados da área genômica, por sinal, cresce em ritmo exponencial, conforme explicou Ana. “No que se refere à quantidade de informação genômica com a qual lidamos, os múltiplos utilizados tiveram que ir mudando ao longo do tempo. Em 1990, para quantificar os genes e operons, utilizávamos os kilobytes (10³ bytes). Em 1995, quando os primeiros genomas de bactérias foram sequenciados, já falávamos em megas (106 bytes). Com o Projeto Genoma, em 2000, isso já passou para gigas (109 bytes). O tera (1012 bytes) é a medida que utilizávamos há 14 anos para quantificar o microbioma humano. Hoje estamos na época do peta (1015) quase chegando ao exa (1018) e a previsão é de que em 2030 já tenhamos que lidar com yottabytes (1.000.000.000.000.000.000.000.000 bytes) de informação genética por conta das inúmeras iniciativas de sequenciamento de microoganismos de meios marinhos, terrestres, bem como do genoma humano”, disse.

A mesa a seguir foi moderada por Flávia do Carmo, coordenadora da Agência UFRJ de Inovação. O tema foi “Academia, Empresa e Comunidade: é possível caminhar juntos?”. Participaram Laila Espindola (Universidade de Brasília), Fabiana Munhoz (L’Oréal), Maria das Dores Viana Lima (Quebradeiras de Coco/ MA) e Mariana Finotti (Imaflora).

Um dos destaques apresentados foi o selo Origens Brasil, um certificado desenvolvido pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) que assegura a rastreabilidade da produção comunitária agroextrativista. “O selo Origens Brasil é um QR Code que funciona conectado a uma plataforma colaborativa, onde o consumidor conhece a origem dos produtos, as histórias dos povos e de seus territórios, estimulando relações comerciais mais éticas construídas a partir do diálogo, transparência e respeito à diversidade dos modos de vida tradicional”, explicou Mariana Finotti.

O segundo dia de evento ainda contou com uma palestra de Luiz Ricardo Marinello na qual se discutiu a jurisprudência referente a lides envolvendo a questão da biodiversidade, além de outras três mesas-redondas. Os temas foram: “Desafios na Geração de Negócios envolvendo o Patrimônio Genético, com Adriana Dantas Gonçalves (SEBRAE Nacional), Daniel Weingart Barreto (Escola de Química da UFRJ) e Ana Carolina Heemann (Heide Extratos Vegetais); “Panorama atual e perspectivas da Indústria quanto ao acesso ao PG e CTA e repartição de benefícios”, com Erica Pereira (Beraca), Ana Paula Viana (Natura) e Ronaldo Freitas (UEBT); e “Responsabilidade e Ética no Acesso ao Patrimônio Genético e ao Conhecimento Tradicional Associado”, com Nurit Bensusan (Instituto Socioambiental), Francine Leal (GSS) e Eliane Cristina Pinto Moreira (UFPA).

 

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No terceiro dia de evento ainda foi realizada, no Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro, a “Oficina dos detentores de CTA: a proteção dos conhecimentos tradicionais e o sistema brasileiro de repartição de benefícios”, que teve como público-alvo os representantes de povos indígenas, comunidades tradicionais, agricultores familiares, e parceiros que atuam junto a estes segmentos na implementação da Lei 13.123/2015. As discussões envolveram questões como o comércio e a propagação do uso popular e tradicional de plantas medicinais e produtos fitoterápicos, as perspectivas dos detentores de CTA sobre o comércio justo e a repartição de benefícios.

Para Flávia Lima do Carmo, o saldo do evento foi muito positivo. "Os três dias do evento foram marcados por uma rica troca de conhecimentos envolvendo os diferentes setores da sociedade civil acerca do acesso aos recursos genéticos da fauna e da flora brasileira, trazendo diferentes olhares e perspectivas voltadas ao fomento da biodiversidade no desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e social do país", avaliou a coordenadora da Agência UFRJ de Inovação.

 

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Em 11 de novembro, a direção da Agência UFRJ de Inovação esteve em Macaé para acompanhar os resultados dos seis primeiros meses do Programa Startup Macaé e discutir novas formas de colaboração. Na reunião, realizada na Cidade Universitária, foi apresentada a nova política de inovação que está sendo elaborada pela universidade e os potenciais de Macaé para fortalecimento do Ecossistema UFRJ de Inovação, que contempla o Parque Tecnológico, Incubadora de Empresas e Agência de Inovação.

“A vocação da cidade para a economia do petróleo, gás e energia e o perfil de relacionamento entre governo, universidades e empresas fazem da cidade um ambiente extremamente fértil para inovação. O Programa Startup Macaé tem apresentado resultados importantes nesta direção, o fortalecimento das parcerias com as agências de inovação das universidades vai acelerar este processo”, destacou o secretário adjunto de Ciência e Tecnologia de Macaé, Carlos Eduardo Silva.

A diretora da Agência UFRJ de Inovação, Flávia Lima, reafirmou a intenção de implementar um núcleo da agência em Macaé e trabalhar cada vez mais em conjunto para amadurecimento do ecossistema de inovação local, utilizando toda a expertise da universidade no tema e ampliando parcerias com unidades já estabelecidas, como o Parque Tecnológico da UFRJ e a Incubadora de Empresas. Após a reunião, a diretora proferiu uma palestra sobre “Propriedade Intelectual e formas de Transferência de Tecnologia – o papel da universidade na interação com empresas” para professores, alunos e empreendedores. Também participaram Gabriela Santos, advogada da Agência, e Marcela Ribeiro, agente de inovação.

De acordo com o secretário de Ciência e Tecnologia, as universidades têm exercido protagonismo nas políticas de desenvolvimento econômico nas regiões mais desenvolvidas do mundo por serem espaços de produção de conhecimento, capazes de gerar soluções tecnológicas de forma colaborativa com empresas.

"Macaé possui ambiente universitário fantástico, tal qual o ambiente empresarial. Esse talvez seja o maior segredo do nosso sucesso em tão pouco tempo, pois enquanto algumas regiões precisam fomentar e construir esses ambientes, em Macaé eles já estão consolidados, de forma que o Programa Startup Macaé simplesmente criou as conexões que faltavam, aumentando o fluxo de inovação e evidenciando esta importante vocação da cidade", argumentou Luiza Néto, coordenadora do programa.

(FONTE: http://www.macae.rj.gov.br)

 

 

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Nos dias 10 e 11 de dezembro, ocorrerá a II Feira de Inovação Biotecnológica do Instituto de Microbiologia Paulo de Góes (IMPG) / FIOCRUZ. A parceria será uma oportunidade de apresentar a inovação dos projetos, produtos e métodos de pesquisa desenvolvidos nesse instituto da UFRJ e na Fundação Oswaldo Cruz, contribuindo para sua divulgação e aplicabilidade. A idéia é reunir as principais pesquisas inovadoras em plataformas biotecnológicas.  O evento também contará com o apoio da Merck Life Science, da Agência UFRJ de Inovação e do Parque Tecnológico, que irão ressaltar a importância da aproximação da academia com o setor produtivo.

O público terá a oportunidade de conhecer startups geradas na FIOCRUZ e na Universidade Federal do Rio de Janeiro e a pesquisa realizada com potencial de aplicabilidade no setor produtivo. Empresas convidadas mostrarão tecnologias de ponta e inovação.

A feira se caracteriza pela exposição de produtos, processos, serviços inovadores da academia, startups e empresas por meio de exposição em stands, palestras da área de inovação e participação dos alunos de pós-graduação. Na manhã do primeiro dia, serão realizadas três palestras de renomados profissionais da área de inovação. Na parte da tarde, alunos de pós-graduação irão apresentar pôsteres com seus trabalhos na área de biotecnologia. Já no segundo dia, haverá uma apresentação de pitchs de startups e da academia dentro da área de saúde pública. As melhores startups e ideias inovadoras serão abrigadas pela FIOCRUZ.

A II Feira de Inovação Biotecnológica do IMPG/ FIOCRUZ é aberta ao público, estudantes e profissionais da área e concentrará a discussão de temas de grande interesse para os profissionais que atuam no setor, possibilitando que todas as esferas ligadas à atividade da área de microbiologia e saúde pública, sejam elas acadêmicas, científicas, profissionais, privadas ou governamentais, possam apresentar seus problemas e soluções, discuti-los e refletir sobre linhas de ação num ambiente cooperativo e instrutivo.

Todos os detalhes para submissão de trabalhos e participação no evento podem ser acessados aqui.

 

 

"Desafios da Inovação" é uma série de vídeos desenvolvida pela Agência UFRJ de Inovação que busca contribuir com um maior entendimento sobre as questões relacionadas ao tema. Ela está disponível em nosso canal no Youtube, onde, ao longo do próximo mês, todas as segundas-feiras serão disponibilizados novos episódios.

No sétimo episódio, Elias Pereira Jr., coordenador do núcleo de inovação tecnológica da Universidade Federal do Cariri, fala sobre o processo de criação do NIT, sobre as dificuldades encontradas e alguns dos desafios e oportunidades que surgiram ao longo deste processo.

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Entre os dias 5 e 7 de novembro, a UFRJ realizará, em parceria com instituições públicas e privadas, o I Simpósio Brasileiro Sobre Acesso ao Patrimônio Genético e Conhecimento Tradicional Associado: Interfaces entre Detentores, Academia, Empresas e Governo. A iniciativa reúne governo federal, academia, empresas, agricultores e detentores desses saberes com o objetivo de compartilhar diferentes visões e perspectivas voltadas ao fomento da biodiversidade no desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e social do país. Também será pauta do evento a repartição justa e igualitária de benefícios resultados das pesquisas sobre o patrimônio genético nacional, em especial no que diz respeito aos conhecimentos desses povos. 

O simpósio acontecerá nos dias 5 e 6 de novembro, na Faculdade Nacional de Direito/UFRJ, na Rua Moncorvo Filho 8, Centro, Rio de Janeiro, entre 8h30 e 19h, e no dia 7 no Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro, na Praça Tiradentes, 69-71 - Centro, Rio de Janeiro.

A programação atualizada pode ser conferida aqui.

Quaisquer dúvidas devem ser encaminhadas para o email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

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No final de outubro, a 16ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) promoveu uma série de eventos em todo o Brasil com o objetivo de dar visibilidade às descobertas e inovações produzidas por instituições nacionais de pesquisa. O tema deste ano foi “Bioeconomia: diversidade e riqueza para o desenvolvimento sustentável”. De acordo com o MCTIC, o tema foi escolhido pela importância do fomento a projetos voltados a estimular o desenvolvimento sustentável em diversos campos, como biotecnologia industrial, saúde e agronomia, entre outros.

Na UFRJ, a SNCT ocorreu de forma integrada à 10ª Semana de Integração Acadêmica da UFRJ (Siac), contando com mais de 80 oficinas que realizaram atividades no Ginásio Verdão da Escola de Educação Física e Desportos, além do Museu da Geodiversidade e do Hangar Náutico (Projeto de Extensão UFRJMar).

A Agência UFRJ de Inovação também participou do evento apresentando aos visitantes tecnologias desenvolvidas na Universidade tais quais o luminol e a armadilha para mosquito aedes.

Luminol

luminolUtilizado pela polícia para detectar vestígios de sangue invisíveis a olho nu, o luminol é uma substância extremamente útil nas atividades forenses, em especial em perícias que envolvam a investigação de crimes. Ao entrar em contato com o ferro presente na hemoglobina, seguido de um tratamento com água oxigenada, o luminol desencadeia uma reação denominada quimiluminescência. Trata-se, na prática, de uma reação química que libera energia sob a forma de luz. No caso, uma luz azul suficientemente forte para ser vista no escuro.

Embora já existam vários produtos no mercado conhecidos pelo nome luminol, muitos não são eficientes em investigações nas quais só se possa contar com uma quantidade muito reduzida de sangue. Nestes casos, a luz produzida dificilmente chega a ser detectada pelos investigadores. Outro problema é que, muitas vezes, esses produtos danificam as amostras de sangue, impedindo análises posteriores mais detalhadas. Um terceiro complicador é que, não raramente, os locais a serem periciados não permitem a obtenção do estado de escuridão total necessário para garantir a eficiência de grande parte desses produtos. Basta pensar em hipotéticos crimes ocorridos em estações ferroviárias, estádios de futebol, florestas, parques etc.

Tendo em vista estes desafios, o Laboratório de Síntese e Análise de Produtos Estratégicos (Lasape), vinculado ao Departamento de Química Analítica do Instituto de Química da UFRJ, e coordenado pelo professor Claudio Cerqueira Lopes, desenvolveu um novo tipo de luminol. Mais sensível, e capaz de proporcionar uma luminescência três vezes superior aos produtos tradicionais, o luminol desenvolvido na UFRJ não danifica as amostras sanguíneas, ainda que sejam muito pequenas, permitindo a detecção de sangue oculto em cenas de crime, de sangue queimado em explosões e até mesmo de células presentes em armas de fogo, ainda que os casos não permitam a obtenção de um estado de escuridão total.

Além disso, a substância também tem potencial de uso em outras áreas como, por exemplo, a de saúde e de vigilância sanitária, viabilizando o diagnóstico de limpeza de unidades hospitalares, odontológicas e frigoríficos. O luminol atua como ferramenta de controle nos processos de higienização destes ambientes, atestando a remoção de sangue e a eficiência dos processos de desinfecção. Entre os benefícios que podem ser gerados estão a diminuição dos índices de contaminação hospitalar e dos períodos de permanência de pacientes após cirurgias, além da erradicação da presença do vírus da hepatite C e outros microrganismos patogênicos do ambiente hospitalar.

Armadilha para mosquito aedes

A invenção elaborada pelos professores Ivo Carlos Correa (Departamento de Prótese e Materiais Dentários da Faculdade de Odontologia), Mônica Ferreira Moreira (Laboratório de Bioquímica e Biologia Molecular de Vetores, do Instituto de Química) e Edimilson Migowski (Departamento de Pediatria, da Faculdade de Medicina) em conjunto com Tiago Salles (doutorando em Bioquímica) se mostra uma tecnologia extremamente promissora. Culminando em um pedido de patente realizado através da Agência UFRJ de Inovação, a invenção se trata de um dispositivo capaz de atrair, capturar e exterminar o mosquito Aedes aegypti, principalmente as fêmeas da espécie.

Conforme explica a professora Mônica Moreira, a armadilha desenvolvida pelos inventores tem como diferencial o fato de ser destinada especificamente ao mosquito Aedes. “Os outros produtos que já existem no mercado, especialmente os que fazem uso de luz ultravioleta ou branca, são voltados para insetos em geral. Acontece que os odores dos outros insetos acabam dificultando a captura do Aedes aegypti. E ao reconhecer estes odores, o Aedes simplesmente evita estes produtos já existentes”, explica. A professora também chama a atenção para outro detalhe importante: “É a fêmea do Aedes que é o vetor das doenças”.

É justamente aí que a engenhosa invenção desenvolvida na UFRJ se destaca. Baseada na emissão de luz LED em comprimentos de ondas específicos entre o azul e o amarelo e com pico na cor verde, a armadilha sensibiliza a retina da fêmea do mosquito para atraí-la e, em seguida, capturá-la através de um sistema de sucção reversa. Finalmente, o inseto é empurrado em direção a uma grade que emite uma descarga elétrica de baixa voltagem, causando a morte do mosquito.

A tecnologia ainda apresenta o benefício de agir também sobre os mosquitos resistentes a inseticidas químicos, além de se enquadrar na concepção de tecnologia limpa, não causando qualquer tipo de poluição ambiental. “Por não empregar inseticida ou qualquer produto químico, a invenção é considerada amigável ao meio ambiente e, por isso, pode ser usada em locais abertos ou fechados, frequentados por adultos, crianças ou recém-nascidos”, comentam os inventores.

Para se ter uma ideia, testes laboratoriais realizados na UFRJ demonstraram que durante um período de 24 horas, enquanto armadilhas para insetos que fazem uso de luz branca são capazes de matar de três a cinco em cada 20 mosquitos, a nova armadilha com luz LED foi capaz de eliminar de 16 a 19. Ou seja, ela mostrou ser praticamente cinco vezes mais eficiente.

O professor Ivo Carlos Correa explica ainda outra vantagem da nova armadilha: “Por conta do seu baixo custo de produção, ela pode ser fabricada em diversos tamanhos. Até mesmo o seu funcionamento através da conexão a um computador via USB seria algo viável”.

Resistência

Segundo Raphael Cavalcante, que trabalha na Agência UFRJ de Inovação, "a produção da SNCT deste ano sofreu muito com os cortes de recursos. Apesar disso, todos os servidores envolvidos se dedicaram ao máximo para manter a qualidade das atividades, mesmo com todas as dificuldades".

"Essa é uma oportunidade excelente para mostrar que a UFRJ não apenas resiste, mas que se supera e não recua frente às adversidades político-econômicas que se apresentam num contexto de tentativa de desmonte das instituições públicas de ensino superior", completou.

 

 

 

 

 

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O Instituto Nacional da Propriedade Industrial está com inscrições abertas para a Oficina de PCT (Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes) que acontecerá nos dias 27, 28 e 29 de novembro em sua sede, no Centro do Rio de Janeiro. O curso tem por objetivo apresentar o sistema PCT, identificando as fases e suas respectivas atividades, bem como fornecer informações para as diversas etapas do pedido internacional dentro do sistema PCT. A carga horária é de 24 horas e o curso é gratuito. Os pré-requisitos são ter feito:

a) Curso Geral de Propriedade Intelectual (DL-101P BR): curso básico a distância em PI em parceria com a OMPI (edições a partir de 2012)

ou

  1. b) Curso de Propriedade Industrial básico, presencial, com carga horária de 40 horas, oferecido por algum dos parceiros do INPI (com instrutores do INPI).

O link de inscrição é: http://epesquisa.inpi.gov.br/index.php/142939/lang-pt-BR.

 

 

"Desafios da Inovação" é uma série de vídeos desenvolvida pela Agência UFRJ de Inovação que busca contribuir com um maior entendimento sobre as questões relacionadas ao tema. Ela está disponível em nosso canal no Youtube, onde, ao longo do próximo mês, todas as segundas-feiras serão disponibilizados novos episódios.

No sexto episódio, Thaís Rosa conta como surgiu a ideia de abrir uma empresa de turismo de base comunitária, como foi o processo de montar seu negócio e quais os desafios encontrados em sua trajetória.

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A Agência UFRJ de Inovação disponibilizou recentemente mais uma série de artigos técnicos relacionados à temática da Inovação. Os trabalhos são de autoria do servidor Paulo Reis e tratam sobre os seguintes assuntos:

Subjetividade e Entrevistas com Especialistas

Metodologias do Design e o Design Science Research

Inovação nas Instituições: Efetivação de Produtos

Subjetividade, Small Data e Observação Participante

O Contexto da Inovação

 

Os interessados podem acessar estes e outros artigos através deste link.

 

 

"Desafios da Inovação" é uma série de vídeos desenvolvida pela Agência UFRJ de Inovação que busca contribuir com um maior entendimento sobre as questões relacionadas ao tema. Ela está disponível em nosso canal no Youtube, onde, ao longo do próximo mês, todas as segundas-feiras serão disponibilizados novos episódios.

O quarto episódio é uma cobertura de Simpósio Drone Master, realizado pela Agência em parceria com o MOBILOG/COPPE e DECEA/FAB com especialistas de diversas áreas que utilizam drones enquanto ferramenta de inovação para aumentar a eficácia e eficiência das suas atividades profissionais.

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O quinto episódio, por sua vez, consiste num bate-papo com Tatiana Roque, coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura, realizado pelo PACC (Programa Avançado de Cultura Contemporânea), da Faculdade de Letras no qual ela promove uma “DR” com Deleuze.

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Em 17 de outubro, o auditório do Parque Tecnológico da UFRJ sediou o evento Conexão Cosméticos, organizado pelo Parque em conjunto com a Agência UFRJ de Inovação, com apoio do SENAI CETIQT. O encontro teve como objetivo principal promover a conexão entre a indústria de cosméticos e o ecossistema da UFRJ para inovação aberta.

A abertura do evento contou com a participação de Flávia Lima do Carmo, coordenadora da Agência UFRJ de Inovação. Em sua apresentação, a professora destacou as novas possibilidades que o Marco Legal de Ciência Tecnologia e Inovação trouxe para o incremento da relação universidade-empresa, bem como o papel da Agência no sentido de transferir o conhecimento que é gerado na UFRJ para a sociedade através de licenciamentos de tecnologia, prestações de serviços, acordos de parceria e transferências de know-how.

A professora Denise Freire, pró-reitora de pós-graduação e pesquisa (PR2), também participou da abertura do encontro. Em sua fala, Denise comentou que aquela se tratava de uma excelente oportunidade para promover a aproximação entre linhas acadêmicas de excelência e o setor produtivo, no intuito de que possa surgir desta interação uma gama de parcerias e projetos conjuntos que futuramente venham a desembocar em algo maior para a UFRJ, como, por exemplo, uma unidade Embrapii Cosméticos. A pró-reitora apresentou números que corroboram a alta expectativa em relação ao setor: “O Brasil é o quarto maior consumidor de produtos de higiene pessoal e limpeza. A indústria cosmética movimentou R$99 milhões em 2017 e, mesmo sem números oficiais do setor em 2018, acredita-se que o seu crescimento foi de 3,8% no último ano, movimentando mais de R$105 milhões”.

Em seguida, o diretor-presidente da Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), Jorge Guimarães, salientou a necessidade imperiosa de que as empresas brasileiras disponham de centros de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) para poderem desenvolver plenamente seus projetos de inovação. Ele lembrou, contudo, que este tipo de estruturação exige investimentos vultosos em pessoal qualificado e em equipamentos. Uma alternativa é justamente a Embrapii, cujo papel é oferecer às empresas, a custos muito baixos, a possibilidade de trabalhar em conjunto com grupos selecionados de pesquisa aplicada e de inovação através do modelo de tripla hélice, que promove a interação entre academia, governo e setor produtivo.

Em seguida, os representantes do setor de cosméticos tiveram a oportunidade de assistir às apresentações de diversos pesquisadores da UFRJ acerca das pesquisas relacionadas ao tema que estão desenvolvendo em seus laboratórios. Participaram do evento:

Prof.ª Alane Beatriz Vermelho (Instituto de Microbiologia)

Prof. Andrew Macrae (Instituto de Microbiologia)

Prof.ª Claudia Regina Elias Mansur (Instituto de Macromoléculas)

Prof.ª Claudia Rezende (Instituto de Química)

Prof. Cláudio Lopes (Instituto de Química)

Prof.ª Denise Freire (Instituto de Química)

Prof. Rodrigo Octavio Mendonça Alves de Souza (Instituto de Química)

Prof. Daniel Weingart Barreto (Escola de Química)

Prof. Marcio Nele (Escola de Química)

Prof.ª Maria Alice Zarur Coelho (Escola de Química)

Prof.ª Veronica Maria de Araújo Calado (Escola de Química)

Prof.ª Ariane Batista (COPPE)

Prof. José Carlos Pinto (COPPE)

Prof.ª Roberta Campos (COPPEAD)

Prof.ª Adriana Passos (Faculdade de Farmácia)

Prof. Eduardo Ricci Junior (Faculdade de Farmácia)

Prof.ª Elisabete Pereira (Faculdade de Farmácia)

Prof.ª Flávia Alamada do Carmo (Faculdade de Farmácia)

Prof.ª Gisela Maria Dellamora Ortiz (Faculdade de Farmácia)

 

 

"Desafios da Inovação" é uma série de vídeos desenvolvida pela Agência UFRJ de Inovação que busca contribuir com um maior entendimento sobre as questões relacionadas ao tema. Inicialmente estão sendo disponibilizados três vídeos em nosso canal no Youtube. Ao longo do próximo mês, todas as segundas-feiras serão disponibilizados novos episódios.

No primeiro episódio, empreendedores e profissionais da UFRJ e da swissnex Brazil, uma plataforma para o intercâmbio de conhecimentos e ideias relacionadas a educação, pesquisa e inovação, falam sobre os principais desafios para inovar.

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Gravado durante o workshop “Redação de Patentes”, ocorrido em fevereiro na UERJ, o segundo episódio traz dois depoimentos de alunos do PROFNIT (Mestrado Profissional em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação) e um depoimento de um especialista em redação de patentes (e inventor) sobre os desafios para se inovar no país hoje.

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O terceiro episódio trata sobre a XI edição do evento Sabores e Saberes, que trouxe para debate com pesquisadores/profissionais e alunos do ensino médio e superior de diversas áreas o tema “Do campo à mesa: orgânicos, agrotóxicos e tecnologias na produção de alimentos”.

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Pelo segundo ano seguido, o Prosur (Foro de Cooperação sobre Aspectos de Informação Operacional e de Propriedade Industrial) irá realizar um concurso para destacar as melhores invenções da América Latina que foram protegidas como Patente de Invenção ou Modelo de Utilidade. O anúncio foi feito em Genebra, durante a 59ª Assembleia Geral da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), que apoia a iniciativa.

As inovações que poderão participar do concurso devem encontrar-se em etapa de comercialização e/ou apresentar projeção de crescimento no âmbito internacional.

Além destes critérios, um júri de especialistas terá a missão de avaliar os projetos segundo o potencial para geração de benefícios sociais, de impacto ambiental e de benefícios econômicos. Também haverá uma pontuação adicional para a participação de uma ou mais mulheres na equipe de desenvolvimento. O prazo para inscrição no concurso vai de 30 de setembro até 29 de outubro. O INPI indicará os representantes do Brasil até o dia 8 de novembro. Os resultados finais serão divulgados no dia 22 de janeiro de 2020, por meio dos canais oficiais do Prosur.

O invento vencedor será exibido na Feira Internacional de Invenções de Genebra, que será realizada em março de 2020, organizada pela OMPI, assim como ocorreu no primeiro concurso, quando o prêmio foi para uma inovação desenvolvida na Argentina, que permite neutralizar os efeitos nocivos do rotavírus.

Para mais informações, os interessados podem acessar o edital do concurso ou escrever para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. A inscrição deverá ser feita com o preenchimento do formulário online abaixo, segundo o tipo de participante:

- Pessoa física 

- Equipe de pessoas 

- Pessoa jurídica

 

 

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Popularizar a ciência e divulgar pesquisas e experimentos desenvolvidos na UFRJ, especialmente para estudantes da Educação Básica. Essa é a principal missão da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que ocorre entre os dias 22 e 24 de outubro, junto com a Semana de Integração Acadêmica.

Serão mais de 60 oficinas no Ginásio Verdão, no Prédio da Escola de Educação Física e Desportos, além de mais de dez oficinas no Hangar Náutico. O tema da SNCT deste ano será "Bioeconomia: Diversidade e Riqueza para o Desenvolvimento Sustentável".

Qualquer pessoa pode participar das atividades gratuitamente, sem necessidade de inscrição. A UFRJ disponibilizou ônibus para trazer 30 escolas. No momento, há vagas abertas para a lista de espera: bit.ly/EscolasSNCTUFRJ.

Acesse a programação completa da SNCT.

 

 

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A 11ª edição do Encontro Sabores e Saberes, ocorrida entre os dias 12 e 13 de setembro e promovida pelo Instituto de Nutrição Josué de Castro (INJC) e pela Agência UFRJ de Inovação, teve como tema central em 2019, “Do campo à mesa: orgânicos, agrotóxicos e tecnologias na produção de alimentos”. O evento ocorre anualmente, desde 2009, e tem como escopo o debate sobre temas como alimentação, meio ambiente e sustentabilidade.

Aumentar a produtividade da agricultura e torná-la menos dependente de insumos químicos são alguns dos principais desafios que o setor enfrentará para tornar a produção de alimentos mais sustentável, exigindo da ciência propostas de novas tecnologias e caminhos para a conciliação entre agricultura e proteção ambiental. O Encontro ofereceu atividades pré-evento no dia 11/09: oficina culinária sobre alimentação vegetariana e visita guiada ao espaço Ocupação Verde do projeto Capim Limão, no campus Fundão.

No dia 12 de setembro, após a mesa de abertura (que contou com a presença da Assessora Especial da Pró-Reitoria de Extensão, Prof.ª Ana Inês Sousa, representando a Pró-Reitora, Prof.ª Ivana Bentes; da diretora do INJC, profa Avany Fernandes; da Coordenadora da Agência UFRJ de Inovação, Prof.ª Flávia Lima do Carmo; da representante discente e membro da rede de agroecologia da UFRJ, Marina Pellegrini; e do agricultor da feira agroecológica da UFRJ Domingos Benevides), foi iniciada a programação científica.

A mesa redonda “Agrotóxicos- aspectos técnicos e impactos sobre a saúde humana” abordou questões relacionadas às características dos agrotóxicos, os impactos sobre a saúde do agricultor e os efeitos desses produtos químicos sobre a saúde materno-infantil. Ainda no dia 12, a mesa sob o título “Relato de Experiências” revelou vivências sobre as feiras orgânicas no RJ, restaurantes orgânicos, agricultura urbana e sobre esforços para mudar a cultura de produção de alimentos pela educação.

No dia 13, a conferência “O uso da tecnologia na produção de alimentos”, tratou dos avanços da ciência na área de tecnologia alimentar e dos desafios na produção de alimentos seguros para o consumo humano. O evento contou, também, com as exposições “Tenda da Felicidade”, na qual foi apresentada aos visitantes uma simulação da produção de refrigerante para demonstrar o tipo e quantidade de açúcar e outros ingredientes utilizados; a tenda da rotulagem, que enfatizou a importância da leitura e compreensão dos rótulos de alimentos; e a oficina “Os mistérios da extração do café”, atividade do projeto de Extensão "Transgarçonne" na qual os visitantes puderam conhecer diferentes tipos de grãos de café e saborear a bebida preparada com grãos orgânicos. 

O evento teve, também, uma seção de apresentação de trabalhos, na modalidade pôster, com um total de 49 trabalhos aprovados para exposição e apresentação à comissão científica do Encontro, além de quatro trabalhos premiados com menção honrosa.

Ao Encontro Sabores e Saberes, desde sua criação, integra-se a feira agroecológica, que reúne produtores da agricultura familiar e cooperativas de artesanato produzido de forma sustentável que, habitualmente, expõem seus produtos às quintas-feiras, no prédio do Centro de Ciências da Saúde e em outros pontos da Cidade Universitária.

A equipe organizadora foi composta por docentes e alunos dos cursos de Nutrição e Gastronomia do INJC e uma aluna do curso de Ciências Biológicas, além de um representante do Sistema de Alimentação da UFRJ e de Iris Guardatti, da Agência UFRJ de Inovação.

O Sabores e Saberes foi contemplado pelo edital PROFAEX 2019/PR5, com concessão de bolsas evento, recebeu o apoio da Coordenadoria de Comunicação - COORDCOM UFRJ para a produção da identidade visual e concepção das peças de divulgação do Encontro, da Diretoria de Acessibilidade - DIRAC/UFRJ, que disponibilizou profissionais para tradução/interpretação de língua de sinais e da Pró-Reitoria de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças/PR3.

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O professor Vicente Ferreira é o novo diretor executivo do Parque Tecnológico da UFRJ. Vicente sucede a José Carlos Pinto, que ocupou o cargo de novembro de 2015 até setembro deste ano, conduzindo o relacionamento entre as empresas instaladas no Parque, a Universidade Federal do Rio de Janeiro e demais agentes promotores de inovação e empreendedorismo. 

Professor e ex-diretor do Instituto COPPEAD de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Vicente Ferreira entende que seu principal desafio é dar continuidade à trajetória de relevância ascendente que o Parque teve nas gestões anteriores e garantir que a comunicação com os stakeholders seja a mais efetiva possível. 

“É importante garantir que o Parque continue crescendo em relevância e caminhando em direção à realização da sua visão. O Parque tem uma equipe técnica madura e dar continuidade ao desenvolvimento dessa equipe também faz parte da minha missão como gestor.  O segundo ponto importante é promover a comunicação com todos os stakeholders, de forma que consigamos agir de forma integrada e otimizada. Em resumo, cuidar para que o Parque Tecnológico seja sempre, e sobre todos os ângulos, um ambiente inspirador”, avalia Vicente.

Para o novo Diretor, o Parque Tecnológico da UFRJ é um dos canais que a Universidade Federal do Rio de Janeiro tem para entregar benefícios à sociedade. “ A Universidade existe para promover o Bem e o Parque é uma das ferramentas que a sua Administração dispõe para isto”, diz. 

Do ponto de vista pessoal, ele considera uma ótima oportunidade para sua carreira.

“Estou muito feliz em poder estar à frente desse projeto que considero de enorme relevância. Uma oportunidade ímpar para meu crescimento como gestor e também uma enorme satisfação pessoal. O Parque, além de ser para mim uma oportunidade única de aprendizado, está me proporcionando conhecer pessoas admiráveis dentro e fora da equipe. Estou muito motivado” afirma.  

Doutor em Economia, mestre, especialista e bacharel em Administração, professor do Instituto COPPEAD de Administração, onde além de ter ministrado diversas disciplinas na área de Finanças Corporativas, foi vice-diretor de Educação Executiva e Diretor do Instituto. Atualmente é coordenador dos cursos de especialização lato sensu Executive MBA e COPPEAD Finanças. Já desenvolveu pesquisas nas áreas de Avaliação de Desempenho Empresarial e Sistemas Contábeis para Tomada de Decisão Gerencial. Atualmente seus maiores interesses são relacionados ao tema de Valuation de Empresas nascentes. Experiência profissional nas áreas de compras, planejamento, controle gerencial e avaliação de desempenho empresarial em empresas multinacionais, públicas e privadas.

Sobre o Parque Tecnológico da UFRJ

O Parque Tecnológico da UFRJ é um ambiente de inovação da UFRJ que permite a interação entre a universidade – alunos e corpo técnico-acadêmico – e as empresas, transformando conhecimento em emprego e renda e oferecendo produtos e serviços inovadores para a sociedade. Inaugurado em 2003, o Parque abriga, atualmente, mais de 60 instituições. Hoje estão instalados no Parque centros de pesquisas grandes empresas nacionais e multinacionais, pequenas e médias empresas, startups e laboratórios da UFRJ.

 

 

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A UFRJ permanece no topo da lista das melhores universidades do Brasil. Segundo o Ranking Universitário Folha (RUF) 2019, divulgado nesta segunda-feira, 7/10, a UFRJ é a terceira melhor do país, atrás apenas da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que ficaram com 98,02 e 97,09 pontos, respectivamente, enquanto a Federal do Rio se classificou com 97 pontos, com apenas 0,09 ponto a menos que a segunda colocada.

O RUF 2019 avaliou 197 universidades brasileiras e usa dados nacionais e internacionais, além de duas pesquisas de opinião do Datafolha, considerando cinco critérios: pesquisa (42% do total), ensino (32%), mercado (18%), internacionalização (4%) e inovação (4%). A UFRJ caiu uma posição, em comparação com o ano passado, mas segue na liderança do ranking em inovação, além de ser a melhor entre as federais.

UFRJ em pesquisa, ensino, mercado, internacionalização e inovação

Em pesquisa, nove componentes são avaliados: total de publicações, total de citações, citações por publicação, publicações por docente, citações por professor, publicações em revistas nacionais, recursos recebidos por instituição, bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e teses. Neste quesito, a UFRJ figurou na quinta posição, com 40,54 pontos. Em primeiro lugar, ficou a USP, com 41,63 pontos.

Em ensino, quatro critérios são observados: opinião de docentes do ensino superior (pesquisa Datafolha), professores com doutorado e mestrado, professores em dedicação integral e parcial, além da nota no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). Neste item, a Federal do Rio conquistou o quarto lugar, empatada com a USP, com 31,10 pontos. A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) liderou a lista, com 31,47 pontos.

No quesito mercado, o RUF 2019 considera a opinião de empregadores sobre preferências de contratação. A UFRJ figurou na quarta posição, empatada com a Universidade Presbiteriana Mackenzie, com 17,72 pontos. A USP encabeça a lista, com 18 pontos.

Em internacionalização, dois critérios são analisados: citações internacionais por docente e publicações em coautoria internacional. A UFRJ também ficou na quarta posição, com 3,78 pontos, enquanto a Fundação Universidade Federal do ABC (UFABC) conduz a classificação, com 3,91 pontos.

Já em inovação, a UFRJ lidera o ranking pelo segundo ano consecutivo, desta vez com 3,86 pontos. São observados o número de patentes pedidas pela instituição e a quantidade de estudos da universidade em parceria com o setor produtivo. Para a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Denise Freire, o resultado que posiciona a UFRJ em lugar de destaque neste critério tem motivo.

“A história da inovação na UFRJ confunde-se com a própria história da Universidade. Atualmente, contamos com um Parque Tecnológico – referenciado como um dos melhores do mundo –, uma incubadora de empresas, uma incubadora tecnológica de cooperativas populares, uma agência de inovação (Núcleo de Inovação Tecnológica e Social) e diversas outras microestruturas, tais como os laboratórios de pesquisa e as atividades de fomento à inovação e ao empreendedorismo hospedadas nas unidades acadêmicas e que possuem efetiva interação com o mercado e a sociedade. Essas ações refletem os elevados índices obtidos no ranking de inovação”, afirma a pró-reitora, que adianta que a Universidade seguirá na busca por aperfeiçoamento na área: “A UFRJ constituiu um comitê de inovação, com professores e funcionários especialistas nessa área, oriundos de diferentes campos do saber, com o propósito de construir a política de inovação da UFRJ em conformidade com o Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação. Iremos fomentar e organizar atividades de inovação e empreendedorismo e estimular a criação de novas estruturas dentro do ecossistema, assim como dar suporte técnico-científico às decisões da Agência de Inovação”, completa.

Protagonismo no ensino superior brasileiro

A reitora da UFRJ, Denise Carvalho, também comemorou o resultado: “A UFRJ continua entre as melhores instituições de ensino superior do país. Somos a instituição mais inovadora, o que muito nos orgulha. A UFRJ atua com excelência na transformação da sociedade brasileira, rompendo barreiras e contribuindo para diminuir a desigualdade social”, afirma. Denise, porém, destaca a vontade do aperfeiçoamento de desempenho no ranking: “Precisamos melhorar na área de ensino, pesquisa e internacionalização para retornarmos ao primeiro lugar. Vamos avançar!”, conclui.

 

Bandeira da UFRJ - foto: Marco Fernandes (Panorama UFRJ)

 

 

 

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O Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançaram nova chamada pública para o programa Inova Talentos. O edital é voltado para empresas, institutos de ciência e tecnologia (ICTs), órgãos de governo e entidades do terceiro setor interessados em contar com bolsistas para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I). Os projetos poderão ser apresentados a partir do dia 7 de outubro, no site http://www.portaldaindustria.com.br/inovatalentos.

Os projetos aprovados serão contemplados com bolsas do CNPq a serem custeadas pelas instituições proponentes. O objetivo é que graduandos e graduados, mestres e doutores, realizem atividades de PD&I nas instalações dessas instituições. Dessa forma, os interessados serão responsáveis pelo custeio do bolsista durante o período de capacitação supervisionada. Os recursos serão captados e centralizados pelo IEL/NC e repassados ao CNPq. Assim, o CNPq não disponibilizará recursos financeiros próprios na execução deste Programa.

Ao longo de três anos, a chamada permanecerá aberta em fluxo contínuo para interessados em contar com a parceria do Inova Talentos em projetos de PD&I. As empresas aprovadas receberão bolsistas selecionados e capacitados pelo IEL, que levará em conta o perfil de cada projeto no momento da escolha do talento. O programa é voltado para universitários, graduados, mestres e doutores.

Todos os detalhes constam neste edital.

 

 

 

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A Johnson & Johnson acaba de lançar um novo desafio de inovação para startups da área de saúde de toda a América Latina. O vencedor poderá contar com mentoria dos experts da J&J e uma vaga para incubação no JLabs. O desafio busca tecnologias ou soluções altamente inovadoras área da saúde que avancem os campos da pesquisa em diagnósticos, medicina personalizada, terapias digitais, cirurgia robótica, ingredientes naturais, small molecules, moléculas biológicas, terapia gênica, terapia celular, novos materiais, materais sustentáveis e microbioma.

Tais soluções devem estar aplicadas a pelo menos uma das seguintes áreas: Saúde da Pele, Proteção Solar, Acne, Dor, Alergia, Cessação do Tabagismo, Saúde da Mulher, Oncologia, Neurociência, Cardiologia, Doenças Infecciosas, Vacinas, Imunologia, Hipertensão Pulmonar, Doenças Metabólicas, Obesidade, Osteoartrite e Osteoporose.

As inscrições ocorrem até até 10 de dezembro de 2019.

Apesar de voltado para startups latinas, a empresa disponibilizou as regras e regulamentos do desafio apenas no idioma inglês. O endereço é: http://jnj.openstartups.net.

 

 

Nos dias 9, 10 e 11 de outubro, o CCS sediará o III Workshop dos Pós-doutores do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho/UFRJ. Trata-se de um evento gratuito, abrangente e multidisciplinar que abordará temas como: Importância da Universidade Pública; Impacto da Maternidade na Carreira; Violência contra a Mulher e contra as Minorias; Saúde Mental na Universidade, entre outros. Mais informações em: https://workshoppd.wixsite.com/iiiwspdibccf

 

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O Parque Tecnológico da UFRJ irá realizar no próximo dia 20 de agosto o encontro O Futuro da Inovação da UFRJ.  A ação tem como objetivo abordar a construção do futuro da Política de Inovação da UFRJ. Serão discutidos temas como o modelo implementado e as melhores práticas implementadas em instituições brasileiras.

O evento faz parte do programa Encontros no Parque e contará com a presença de Denise Freire, Pró-Reitora de Pós-graduação e Pesquisa (PR2); José Carlos Pinto, diretor do Parque Tecnológico da UFRJ; Juliana Crepalde, da UFMG; Patrícia Leal, da UNICAMP e Marco Krieger, da Fiocruz.

O encontro será realizado no auditório do Parque Tecnológico da UFRJ, das 10h às 13h.

Inscrições aqui.

 

 

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XI Encontro Acadêmico de Propriedade Intelectual, Inovação e Desenvolvimento (ENAPID) será realizado de 03 a 05 de setembro no Rio de Janeiro, na sede do Instituto Militar de Engenharia (IME). O tema será "Propriedade Intelectual, Geração de Negócios e Ambientes de Inovação".

Um dia antes do evento, em 2 de setembro, no mesmo local, acontecerá o II Encontro de Grupos de Pesquisa em PI das Instituições de Ensino Superior do Rio de Janeiro (II GPPI-RJ). A inscrição para o ENAPID dá direito à participação neste evento.

A organização do XI ENAPID está a cargo da Academia do INPI, em conjunto com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), contando com o apoio do IME e do Escritório Dinamarquês de Marcas e Patentes (DKPTO).

Confira a página do XI ENAPID.

Conheça a programação do evento.

 

 

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O mês de julho foi marcado por renovações estruturais na Agência UFRJ de Inovação. Desde o dia 11, conforme a portaria 7045, a direção do setor passou a ficar a cargo da professora Flávia Lima do Carmo. Esta é a primeira vez, desde sua criação, em outubro de 2007, que a Agência passa a contar com um docente da UFRJ em sua direção.

Mestre e doutora em Biotecnologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Flávia é professora adjunta do Instituto de Microbiologia Professor Paulo de Góes, e membro da Câmara Técnica de Ética em Pesquisa, unidade da Pró-reitoria de Pós-graduação e Pesquisa (PR-2), onde está envolvida nas discussões relativas à Biodiversidade e Acesso ao Patrimônio Genético e ao Conhecimento Tradicional Associado.

Sua trajetória na Universidade também é marcada pelos esforços para a implementação do ponto focal do Mestrado Profissional em Rede Nacional em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação (PROFNIT), tanto como professora permanente quanto como coordenadora.

Por sua vez, sua atuação na Agência UFRJ de Inovação teve início em 2014, sendo que já no ano seguinte, assumiu o cargo de coordenadora adjunta do setor. Flávia enfatizou a importância de um ambiente de inovação dentro da universidade que seja efetivamente voltado ao desenvolvimento socioeconômico. Em suas palavras, "é necessário criar um ecossistema de inovação na UFRJ, isto é, um ambiente interligado que favoreça a relação da universidade com os demais atores deste ecossistema com intuito de fomentar o desenvolvimento econômico e social".

 

 

 

 

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O HackaTruck MakerSpace é um projeto de capacitação profissional no formato de um laboratório móvel itinerante financiado pela IBM Brasil e pela Flextronics Internacional, por meio da Lei de Informática, em parceria com o Instituto de Pesquisas Eldorado, e em colaboração com a Apple, destinado a estudantes universitários de qualquer área que se interessam por programação, desenvolvimento de aplicativos e Internet das Coisas (IoT, sigla em inglês para Internet of Things). A Universidade Federal do Rio de Janeiro é uma das instituições de ensino parceiras do projeto. As atividades para alunos de seus cursos têm início este mês e vão até 25 de outubro.

A seletiva para participar do projeto abriu as inscrições no começo de agosto, incluindo um curso à distância (EAD) gratuito, com certificado de participação, que acontecerá entre os dias 13 de agosto e 15 de setembro. Os alunos selecionados terão aulas presenciais no laboratório móvel, entre 23 de setembro e 25 de outubro, no campus do Fundão. Ao final, os participantes receberão um certificado de 100 horas-aulas. 

As atividades de capacitação têm como principal objetivo estimular os alunos a buscarem soluções através da linguagem de programação Swift, incorporadas a práticas de Cloud Services, Serviços Cognitivos e Internet das Coisas (IoT), e a desenvolverem protótipos de aplicativos relacionados a um dos sete temas de grande importância para a sociedade: saúde, educação, indústria 4.0, varejo, segurança, mobilidade urbana e sustentabilidade. 

No dia 13, a IBM fará uma série de palestras destinada aos alunos interessados em obter mais informações e esclarecer eventuais dúvidas sobre o projeto, de 8h até 19h, no Auditório André Rebouças (CT-D220). As inscrições podem ser feitas através do link a seguir: www.poli.ufrj.br/hackatruck-alunosufrj.

Mais informações: www.hackatruck.com.br

Serviço:

Palestras de divulgação do projeto: 13/08 às 8:00; 10:00; 13:00, 15:00, 17:00 e 19:00 – auditório André Rebouças (CT-D220);

Período de inscrições: 01/08 a 12/09 - Inserir o seguinte promocode no site oficial: UFRJ19HTMS;

Período do curso à distância (EAD): 13/08 a 15/09;

Período do curso presencial (caminhão): 23/09 a 25/10; turma manhã (8:00-12:00), turma tarde (13:00-17:00).

Site oficial para inscrição: www.hackatruck.com.br

Inscrição para a palestra de abertura: www.poli.ufrj.br/hackatruck-alunosufrj

 

 

drone

 

A Agência UFRJ de Inovação disponibilizou recentemente uma série de novos artigos técnicos. Os trabalhos são de autoria do servidor Paulo Reis e tratam sobre os seguintes assuntos:

Subjetividade, Comportamento e Pós-modernidade

Subjetividade, Diálogo e Pesquisa-ação

Subjetividade, Estratégia e Comunidade de Prática

Inbound Marketing e a Divulgação Científica

Ciência do Artificial e Design Science Research

Diretrizes para Resenhas e Resumos

Inovação nas Instituições e Estruturas de Pensamento

Design da Informação e visualização e mapas

Um Panorama sobre a Utilização de Drones

Nova Economia: Cidade e Posicionamento - 02

Nova Economia: Cidade e Posicionamento - 01

Nova Economia: Place Branding

Nova Economia: Gastronomia como Âncora Estratégica

Nova Economia e o Pacto de Milão

 

 

Os interessados podem acessar estes e outros artigos através deste link.

 

 

Em 15 de agosto, a advogada da Agência UFRJ de Inovação, Gabriela Santos, apresentará uma palestra que terá como tema os "Aspectos jurídicos da integração academia-empresa". O evento ocorrerá às 12h no auditório Hélio Fraga, no segundo andar do bloco K do CCS.

 

palestragabriela2019

 

 

inovacao e empreendedorismo universitario

Os servidores da UFRJ interessados em aprender mais sobre a temática da Inovação poderão realizar o curso de capacitação "Inovação e Empreendedorismo Universitário". As aulas serão realizadas no período de 04/09 a 23/10 e deverão ser ministradas no CCS, às quartas-feiras, das 13h às 17h. Serão oferecidas 20 vagas e as inscrições ficam abertas até 03/09.

Segue o conteúdo programático:

- Introdução à inovação: conceitos, definições e modelos;
- Aspectos legais da inovação e empreendedorismo no Brasil;
- Inovação e e empreendedorismo no Estado do Rio de Janeiro;
- Fundamentos de propriedade intelectual;
- Fundamentos de empreendedorismo, spin-offs e startups;
- Empreendedorismo social;
- Relacionamento com a iniciativa privada e captação de recursos;
- Difusão de inovação e empreendedorismo na UFRJ.

Mais detalhes aqui.

 

 

inauguracaoaircentre

Projeto tem como objetivo o desenvolvimento de pesquisas sobre mudanças climáticas e questões relacionadas ao Oceano Atlântico. Evento também marcará lançamento de programa Living Lab, do Parque Tecnológico da UFRJ

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por meio do Parque Tecnológico da UFRJ e do Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (LAMCE) da COPPE/ UFRJ, inaugura no próximo dia 9 de agosto o AIR Centre – Rio de Janeiro, projeto que tem como objetivo promover novos conhecimentos sobre mudanças climáticas e questões relacionadas ao Atlântico, conectando tecnologias de águas profundas a tecnologias espaciais por meio da cooperação global. A inauguração acontecerá a partir das 9h, no auditório do Parque Tecnológico da UFRJ, e contará também com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal, Manuel Heitor, e da Reitora da UFRJ, Denise Pires.

A implementação da parceria foi conduzida pelo Parque Tecnológico da UFRJ e pelo Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia da COPPE / UFRJ, trazendo para a UFRJ a instalação de uma unidade de referência do AIR Centre. O objetivo do programa é identificar áreas de interesse científico e tecnológico mútuo que abordem as prioridades regionais e os desafios globais. A agenda científica do AIR Centre também está alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. A iniciativa contribuirá para transformar o Parque, com o suporte do LAMCE, em um living lab (laboratório vivo) para a criação e demonstração de soluções inovadoras para o Oceano Atlântico.

Para José Carlos Pinto, diretor do Parque Tecnológico da UFRJ, a inauguração do AIR Centre – Rio de Janeiro é uma iniciativa extremamente relevante, pois ela concretiza a estratégia da Universidade e do Parque de desenvolvimento de parcerias internacionais. “Esta inauguração realiza a estratégia de participarmos de forma plena e intensa em todas as atividades de pesquisa relacionadas ao Oceano Atlântico. Essas atividades são muito relevantes para a UFRJ porque a universidade abriga laboratórios de pesquisa de excelência nas áreas relacionadas ao estudo dos oceanos, à engenharia naval, às telecomunicações, dentre muitas outras, que podem ser associadas futuramente ao projeto. Além disso, a inauguração cristaliza uma rede de intercomunicações da UFRJ com o resto do mundo. Estamos muito contentes com a oportunidade de inaugurar o escritório do AIR Centre no Rio de Janeiro, no Parque Tecnológico, e convidar as empresas e a Universidade a colaborarem com esse projeto”, afirma.

Para Luiz Landau, diretor do LAMCE, a iniciativa é muito importante para que a UFRJ possa contribuir efetivamente com o desenvolvimento sustentável do ecossistema marinho. “O AIR Centre - Rio de Janeiro é uma iniciativa espetacular, sendo uma rede mundial para compartilhar conhecimento científico e tecnológico para responder aos desafios em torno do Oceano Atlântico, com foco na Agenda da ONU 2030. Será um enorme incremento para que a UFRJ possa efetivamente contribuir na busca de um desenvolvimento sustentável para o ecossistema marinho que nos banha e principalmente para as pessoas”, diz Landau.

Evento também marcará lançamento de programa Living Lab, do Parque Tecnológico da UFRJ.

Na ocasião, também será apresentado o Programa Living Lab Rio, do Parque Tecnológico. O Living Lab Rio é um laboratório urbano aberto, voltado para aplicação, uso e estudo de soluções inovadoras que contribuem para tornar as cidades mais inclusivas, seguras e sustentáveis.  Alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e concebido em parceria com a Prefeitura e com o Governo do Estado do Rio de Janeiro, o programa busca implementar soluções inovadoras para o desenvolvimento urbano da cidade do Rio de Janeiro. O objetivo é avaliar técnica e economicamente os impactos observados e possibilitar que seja replicado nas demais cidades do país.

Sobre o AIR Centre

Com sede física nos Açores (Portugal), o AIR Centre é um projeto que congrega governos, universidades, centros de investigação e empresas internacionais. Os países fundadores são Portugal, Espanha, Brasil, Angola, Cabo Verde, Nigéria, Uruguai, São Tomé e Príncipe, juntamente com o governo regional dos Açores. São ainda observadores, nesta fase, o Reino Unido e a África do Sul. O AIR Centre vai reunir cientistas e pesquisadores de diversos países, incluindo o Brasil, para desenvolver estudos sobre clima, biodiversidade, correntes marinhas e outros aspectos do oceano, que possam ser usados com o objetivo de gerar desenvolvimento econômico.

 

 

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Em julho, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial deferiu mais um pedido de patente de modelo de utilidade da Universidade. Trata-se do Sistema de embalagens para acondicionamento de frutas in natura, desenvolvido através de uma parceria de pesquisadores do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da UFRJ.

Os esforços conjuntos entre as três instituições culminaram com o desenvolvimento de um sistema de embalagens para frutas e hortaliças desenhado de modo a acomodar e proteger anatomicamente vegetais como manga, mamão, caqui, morango e palmito, entre outros. Resultantes de um processo de escaneamento 3D que determina a melhor forma de armazenar estes alimentos, as embalagens são compostas por uma bandeja reciclável de geometrias variadas, e uma base articulada e retornável que se dobra e arma com um simples movimento, o que reduz o tempo de montagem. Além disso, seus formatos são compatíveis com os pallets utilizados tanto no Brasil quanto na Europa, viabilizando a sua utilização tanto no mercado doméstico quanto nos países que importam estes produtos do Brasil.

 A iniciativa visa principalmente a solucionar parte do desperdício de alimentos que acontece por questões de inadequação e ineficiência logística. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), aproximadamente 40% dos vegetais produzidos em todo o mundo para a alimentação acabam não chegando ao prato do consumidor final por conta de sua deterioração. Curiosamente, esta porcentagem é observada tanto em países desenvolvidos quanto naqueles em desenvolvimento. A diferença é que nos primeiros o desperdício ocorre durante a fase de comercialização, enquanto nos países em desenvolvimento isso acontece durante os processos de transporte e armazenamento. Esse dado alarmante pode ser atribuído, em grande parte, à utilização de embalagens inadequadas. Daí a importância deste produto inovador.

Não é à toa que as embalagens obtiveram reconhecimento nacional, ganhando o Prêmio Brasil Design Award 2013 na categoria Embalagens para Alimentos. Internacionalmente, a condecoração veio através do International Forum Design Award, um dos mais prestigiados prêmios de excelência em desenho industrial. O projeto resultou também em 39 depósitos de patentes, sendo dois pedidos de patente de invenção, três pedidos de modelo de utilidade e 34 registros de desenho industrial junto ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).

Este vídeo produzido pela Embrapa, bem como este documento trazem mais detalhes sobre as embalagens.

 

 

 

laboratorio de desenvolvimento e otimizacao de processos organicos

A Agência UFRJ de Inovação anuncia abertura de edital de licenciamento de patentes na área de Biotecnologia. O objetivo é selecionar empresas ou grupos interessados em explorar comercialmente criações protegidas. A oferta é feita com base na legislação que regulamenta a transferência de tecnologia no Brasil (Leis n° 8.666/93, 10.973/2004, 13.243/2016 e Decreto n° 9.283/2018).

Nesse certame, dois objetos registrados no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) serão licenciados: Método de Promoção do Aumento Exacerbado da Biomassa Vegetal e Método para Promover um Aumento da Biomassa e Produtividade Vegetal e da Tolerância à Seca. Ambos foram desenvolvidos pelo Laboratório de Biologia Molecular de Plantas (LBMP), vinculado ao Instituto de Bioquímica Médica (IBQM) da UFRJ.

O LBMP tem como objetivo geral de suas pesquisas a identificação de mecanismos de controle que integram a regulação do ciclo celular com sinais ambientais endógenos e exógenos. Uma dessas pesquisas, iniciada há 25 anos, culminou na identificação de dois reguladores do ciclo celular – AIP10 e APC7 – que, quando têm sua expressão modificada, aceleram o crescimento de plantas, produzem maior biomassa vegetal e mais sementes. Os resultados também mostram que as plantas modificadas adquirem maior tolerância a estresses ambientais, como seca e doenças.

O edital fica aberto até 21 de agosto e está disponível e pode ser baixado aqui. Já os anexos podem descarregados aqui: arquivo 1; arquivo 2. Mais informações sobre o processo de seleção podem ser obtidas diretamente na Agência UFRJ de Inovação, situada à Rua Hélio de Almeida, s/n°, Incubadora de Empresas, prédio 2, sala 29. Telefones: (21) 3733-1793 e (21) 3733-1797.

 

 

Producao de enzimas por fermentacao em estado solido de residuo agroindustrial

A Agência UFRJ de Inovação está com mais uma tecnologia disponível para licenciamento. Trata-se da "Produção de enzimas por fermentação em estado sólido de resíduo agroindustrial". A oportunidade é voltada para empresas interessadas em fazer uso da mesma no setor produtivo. Os interessados em maiores informações devem entrar em contato com a Agência UFRJ de Inovação.

A tecnologia consiste num novo processo de produção de peptidases por fermentação em estado sólido utilizando resíduos agroindustriais como substrato. O processo inclui a produção de peptidases e uma etapa otimizada de extração dessas enzimas com o uso de surfactantes. As enzimas produzidas podem ser aplicadas nas mais diversas áreas de interesse, em especial na formulação de detergentes.

Desafios e objetivos

No Brasil, 86% das enzimas utilizadas são importadas. Nossa produção industrial de enzimas é limitada, principalmente, devido aos custos dos substratos utilizados. Avalia-se que cerca de 40% do custo na produção de enzimas é referente ao substrato. Considerando a importância crescente da tecnologia enzimática, o país pode se tornar ainda mais dependente da importação de enzimas nos próximos anos, gerando prejuízos à sua balança comercial. O Brasil possui uma grande produção agroindustrial que gera toneladas de resíduos e coprodutos agroindustriais ricos em nutrientes. A fermentação em estado sólido permite o uso de resíduos agroindustriais como substrato para produção de enzimas, sendo uma alternativa para diminuir a dependência internacional e os custos de produção.

Solução

Através desse processo é possível reduzir o custo da produção das enzimas, já que o substrato utilizado é um resíduo ou coproduto agroindustrial de baixo custo. Além disso, há uma diminuição dos problemas de disposição desses resíduos na natureza, empregando-os em novos processos industriais. Por fim, novos processos de produção de enzimas podem levar à descoberta de enzimas com diferentes características e novos potenciais de aplicação.

 

 

galeriacircuito

A Galeria Curto Circuito de Arte Pública, do Parque Tecnológico da UFRJ, é um dos dez projetos finalistas do prêmio Inspiring Solutions, da Associação Internacional de Parques Tecnológicos e Áreas de Inovação (IASP).

A Galeria é um projeto do Parque em parceria com a Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro e vem transformando o Parque em um laboratório vivo para a experimentação da arte unindo tecnologia e inovação. Criada em 2017, já expos 58 trabalhos e intervenções urbanísticas de mais de 200 artistas convidados, alunos e professores da universidade. “Nossa ideia é unir pensamento científico e pensamento criativo, fazendo com que tecnologia e arte andem de mãos dadas. A gente acredita que um Parque Tecnológico é também um local de encontros e conexões e queremos que este seja ambiente inspirador”, diz José Carlos Pinto, diretor executivo do Parque. O objetivo do Parque, ao espalhar arte por suas ruas e fachadas de forma gratuita e aberta ao público, é também aproximar a ciência da sociedade.

Mais informações sobre a Galeria estão no site www.parque.ufrj.br  e no vídeo https://www.youtube.com/watch?v=EbNDFA9YygE&t=19s

O Programa de Soluções Inspiradoras da IASP é uma iniciativa que tem como objetivo o compartilhamento de conhecimento, ideias, soluções e projetos inovadores no mundo dos parques científicos e áreas de inovação.

Conheça aqui todos os 10 finalistas.

 

 

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Até o dia 2 de agosto, o INPI estará com inscrições abertas para o Curso Geral de Propriedade Intelectual à Distância (DL 101P BR). Este curso abrange os aspectos fundamentais de propriedade intelectual, incluindo a legislação e estudos de caso brasileiros. O conteúdo nacional foi desenvolvido por especialistas do INPI. Os temas apresentados são: direitos autorais, patentes, marcas, indicações geográficas, desenhos industriais, proteção de novas variedades vegetais/cultivares, concorrência desleal, informação tecnológica, contratos de tecnologia e tratados internacionais.

Link para inscrições: https://bit.ly/2pdo7Aq

Mais informações:  https://bit.ly/2JoWrS9

 

 

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Apoiado pela Agência UFRJ de Inovação, o projeto Alunos Contadores de Histórias é uma ação realizada pelo Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira, que relaciona a atividade de humanização da saúde com os conceitos de Inovação Social. A cada semestre, esse projeto de extensão universitária capacita uma nova turma de alunos. Munidos de jalecos coloridos e sacolas repletas de livros infantis, eles dedicam duas horas semanais ao projeto, doando e recebendo sorrisos ao contar histórias infantis para as crianças atendidas no IPPMG, Instituto de Pediatria da UFRJ, localizado na Ilha do Fundão. Desde 2008 o projeto incentiva o hábito da leitura e ajuda a amenizar o sofrimento das crianças e adolescentes no ambiente hospitalar.

Os interessados em fazer parte desta história devem ler o edital de inscrição onde é possível encontrar mais informações sobre o projeto, esclarecimentos acerca do funcionamento do processo seletivo para a turma de 2019.2 e o intuito da Palestra de Apresentação do projeto. As inscrições se encerram em 30/07. Mais informações através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

Obtencao de microesferas de poliacetato de vinila PVAC radioiodadas para uso em radioembolizaca

A Agência UFRJ de Inovação está com mais uma tecnologia disponível para licenciamento. Trata-se da "Obtenção de microesferas de poliacetato de vinila (PVAC) radioiodadas para uso em radioembolização SPECT". A oportunidade é voltada para empresas interessadas em fazer uso da mesma no setor produtivo. Os interessados em maiores informações devem entrar em contato com a Agência UFRJ de Inovação.

A invenção apresenta uma metodologia de inserção do radioisótopo iodo 123 em micropartículas poliméricas usadas como agentes de embolização. O material radioiodado permite a obtenção de imagens com a técnica SPECT, que apresentam alta resolução e assim melhoram a eficácia do procedimento de embolização. A embolização consiste em promover a oclusão de vasos sanguíneos alimentadores de tumores para causar sua morte por desnutrição. Miomas uterinos, por exemplo, são tratados por embolização.

Desafios e objetivo

Atualmente, técnicas de obtenção de imagens que utilizam raios-X são utilizadas para monitorar a distribuição do agente de embolização em vasos sanguíneos. No entanto, para efetivamente localizar estas partículas durante a inserção das mesmas com auxílio de cateter, é necessário realizar exames patológicos, o que demanda mais tempo e custo, além de gerar maior desconforto ao paciente. Dessa forma, a tecnologia tem como objetivo obter um agente de embolização que forneça imagens de qualidade superior à atual, tornando o procedimento de embolização mais eficaz, seguro e confortável.

Solução

A radioiodação do ácido salicílico e subsequente polimerização do produto radioiodado com acetato de vinila fornece microesferas poliméricas radiomarcadas que podem ser usadas como agente de embolização. A presença do iodo 123 possibilita o uso da técnica SPECT, que fornece imagens de alta resolução quando comparadas às imagens obtidas com as técnicas de fluorescência de raios-X, angiografia e tomografia computadorizada. Dessa forma, a tecnologia agrega valor ao procedimento de embolização.

 

 

Sintese de nanoparticulas de prata utilizando o extrato da folha de goiabeira

A Agência UFRJ de Inovação está com mais uma tecnologia disponível para licenciamento. Trata-se da "Síntese de nanopartículas de prata utilizando o extrato da folha de goiabeira". A oportunidade é voltada para empresas interessadas em fazer uso da mesma no setor produtivo. Os interessados em maiores informações devem entrar em contato com a Agência UFRJ de Inovação.

Resumo

A invenção consiste num processo de síntese de nanopartículas de prata que ocorre a partir do extrato da folha de Psidium guajava L. (goiabeira) com o uso de nitrato de prata. O processo possui características singulares de sustentabilidade, baixo custo, elevada eficiência e é considerado um procedimento tecnológico limpo por ser amigável ao meio ambiente. As nanopartículas de prata são utilizadas para diversos fins tecnológicos e a presente invenção é qualificada para estes propósitos bem como diversas possíveis inovações tecnológicas.

Desafios e Objetivos

O Brasil é o maior produtor de goiabas vermelhas do mundo e na agricultura há necessidade de poda das árvores para a manutenção dos cultivos e rendimentos frutíferos, tornando a folha da planta um rejeito do agronegócio que pode ser utilizado, a baixo custo, para a síntese dasnanopartículas. As aplicações desta tecnologia abrangem desde a nanoeletrônica até as indústrias de tintas, têxteis, alimentícias, dentre outras relacionadas aos bens intermediários e bens de consumo.

Solução

O processo de síntese de nanopartículas em escala comercial geralmente ocorre através do uso de rotas químicas que utilizam solventes tóxicos ou biorreatores de alto custo, tornando a presente invenção uma rota alternativa interessante para o mercado. Além disso, as nanopartículas de prata também são capazes de serem antimicrobianas contra patógenos multirresistentes e estabelecem-se, assim, como uma tecnologia fundamental no combate à disseminação e proliferação de micro-organismos causadores de infecções.

 

 

saboresesaberes2019Em 2019 o Encontro Sabores e Saberes comemorará sua 11ª edição. O evento foi lançado em 2009 e, desde então, faz parte do calendário de eventos da UFRJ. Neste ano o tema central será “Do campo à mesa: orgânicos, agrotóxicos e tecnologias na produção de alimentos”. Ele ocorre nos dias 12 e 13 de setembro no Auditório do Bloco N, CCS UFRJ.

A recente aprovação em massa de novos defensivos agrícolas vem reacendendo a polêmica em torno do uso desses produtos na lavoura e seus impactos sobre a saúde e o meio ambiente. Deste modo, o evento pretende promover um ambiente para reflexão sobre os assuntos a serem abordados, apresentando argumentos a favor e contra as distintas formas de produção de alimentos de modo a contribuir com a formação de opinião crítica sobre a temática abordada.

A programação do evento incluirá debates científicos, apresentação de trabalhos, a participação da feira agroecológica da UFRJ. Haverá também um pré-evento oferecendo visita guiada ao espaço agroecológico no campus Fundão e uma oficina culinária. Os interessados em submeter trabalhos podem fazê-lo até o dia 26 de julho.

O Encontro é uma realização do Instituto de Nutrição Josué de Castro e da Agência UFRJ de Inovação, com o apoio do Sistema de Alimentação da UFRJ.

Incrições e maiores detalhes através deste link.

 

 

InnovationSummit2019

O evento acontece entre os dias 12 e 14 de agosto em Florianópolis – SC e pretende reunir mais de duas mil pessoas do Brasil e do mundo para debater sobre “Ecossistemas de Inovação: criativos, conectados e competitivos”.

Com o objetivo de formular proposições para apoiar e estimular o investimento em empreendedorismo inovador no país e reunir diferentes agentes para definição de ações voltadas ao fortalecimento da capacidade de inovação e da competitividade da economia, o Innovation Summit Brasil abre o seu período de inscrições com diversos lotes promocionais.

A programação do evento conta com sessões plenárias de diferentes temas do ecossistema de inovação brasileiro – como “investimento inteligente”, “indicadores e retorno de investimentos em C,T&I”, e “competitividade e inovação no Brasil pós reformas” – e com o Fórum Sebrae de Inovação.

Além da programação do Summit, o evento conta, também, com atividades paralelas das instituições que compõem a Rede Nacional das Associações de Inovação e Investimentos (RNAII) – realizadora do evento. Essas atividades também necessitam de inscrição prévia.

Com uma programação tão diversificada, é possível se inscrever tanto no Innovation Summit Brasil (sessões plenárias + Fórum Sebrae) quanto nas atividades paralelas; ou também apenas no Summit, ou apenas nas atividades paralelas. Basta fazer a escolha no momento da inscrição.

A programação do Innovation Summit Brasil acontece em horários exclusivos, ou seja, sem atividades paralelas concomitantemente. Assim, o participante pode se programar para assistir tanto as apresentações gerais, quanto as paralelas.

Os associados de todas as instituições que compõem a RNAII têm desconto especial na inscrição do Innovation Summit Brasil.

 

Sobre a RNAII

A RNAII é uma iniciativa inédita de colaboração das grandes entidades fomentadoras do empreendedorismo inovador, em prol de todo o ecossistema brasileiro de ciência, tecnologia e inovação. Composta pela Abipti (Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação); ABstartup (Associação Brasileira de Startups); Abvcap (Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital); Anjos do Brasil; Anpei (Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras); Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores) e pelo Fortec (Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia).

Juntas, essas associações representam mais de mais de 150 instituições de pesquisa, 300 gestores de núcleos de inovação, 370 ambientes de inovação (incubadoras, aceleradoras, parques tecnológicos), 120 investidores de venture capital, 5000 startups, 7000 investidores anjos, e 200 empresas inovadoras de grande e médio porte, na colaboração e fortalecimento de ações, públicas e privadas, focadas na transformação do conhecimento em riqueza.

 

A Sede

Florianópolis-SC não foi selecionada para sediar o evento por acaso. A região abriga, atualmente, mais de 16 mil empreendedores e o número de empresas de tecnologia subiu 3,42% entre 2015e 2017. Considerando os últimos 30 anos, o crescimento foi de 10.000%. De acordo com relatório do Bradesco BBI, divulgado em 15 de fevereiro de 2019, Florianópolis tem 3% da população brasileira, mas possui 20% das startups do país. Segundo a Associação Caterinense de Tecnologia (Acate), o setor tecnológico já representa 5,6% do PIB do estado, com um faturamento de R$ 15,5 bilhões.


Serviço

Evento: Innovation Summit Brasil
Data: 12 a 14 de agosto
Local: Centro de Eventos Governador Luiz Henrique da Silveira. Rodovia SC-401, km 01, S/N.
Trevo de Canasvieira. Florianópolis – SC.
Site oficial: innovationsummitbrasil.com.br
Inscrições: Clique aqui

 

 

40in

A Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ e a startup residente We Age estão lançando o 40+IN, movimento que tem como objetivo conectar talentos de 40 ou mais anos de idade com startups que enfrentam múltiplos desafios para seu desenvolvimento. A iniciativa se baseia em pesquisas globais recentes que comprovam que a idade média de um empreendedor à frente de uma startup bem sucedida é de 45 anos.

Mais de 70% de startups instaladas na Incubadora de Empresas COPPE/UFRJ têm, em seus quadros, fundadores com mais de 40 anos de idade. Além disso, nos últimos quatro anos, a Incubadora e o Instituto Coppead de Administração da UFRJ desenvolvem um programa de mentoring, em que ex-alunos da escola orientam os novos empresários. Nesse período, foi possível identificar que este profissional 40+ está em busca de uma nova trajetória. Por isso a Incubadora decidiu lançar o 40+in, um movimento de valorização de talentos com 40 ou mais anos de idade.

                                                                                         

Para participar do programa basta se inscrever no link.

Saiba mais sobre o programa no vídeo que está no canal do Parque Tecnológica da UFRJ no Youtube. Assista aqui!

 

 

hacknit2019

A Prefeitura de Niterói deu a largada para o HackNit 2019 – segunda edição da maratona de tecnologia da cidade – que será realizada em agosto. As inscrições para o hackathon são gratuitas e poderão ser realizadas com o preenchimento do formulário no portal do evento até as 23h59 do dia 15 de julho. Com o tema ‘Cidade Inteligente’, o HackNit vai reunir programadores, profissionais ligados ao desenvolvimento de software, designers, empreendedores, professores e interessados por temas sensíveis à administração pública para desenvolver soluções tecnológicas inovadoras e aplicáveis que otimizem os serviços prestados ou a gestão interna da Prefeitura. A premiação foi estipulada em R$ 25 mil, para o primeiro lugar; R$ 15 mil para o segundo colocado e R$ 5 mil para o terceiro.

“Queremos construir uma administração pública melhor com a participação das pessoas no desenvolvimento de tecnologias e a inovação que se revertam em benefício da cidade. Acreditamos muito no potencial dos participantes para fazer uma dobradinha com o Poder Público”, afirmou o secretário de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão (Seplag), Axel Grael.

O HackNit será realizado no Museu da Ciência e Criatividade – Casa do Conhecimento, conhecido como Cúpula da Fundação Niemeyer, no Caminho Niemeyer. O evento terá duas etapas; a primeira, entre os dias 17 e 18 de agosto, e a segunda, dia 28 de setembro.

Todos os projetos deverão ser inéditos e estar relacionados ao tema ‘Cidades Inteligentes’, com foco em um dos desafios que serão divulgados no primeiro dia da disputa. As apresentações, em códigos abertos, respeitarão a programação a ser definida pela organização, inclusive, com a entrega de relatórios semanais sobre o desenvolvimento das ideias. Será obrigatória a utilização, direta ou como referência para as soluções apresentadas, da base de dados da Prefeitura que será fornecida pela organização.

O júri, formado por profissionais da área de tecnologia, empreendedores e gestores públicos, será responsável pela análise dos produtos.

 

Participação

Os participantes, que devem ter 18 anos completos, podem se inscrever em uma única equipe formada por três e no máximo cinco integrantes, identificadas por meio de nome e CPF nas modalidades pessoas físicas, startups e empresas. A pessoa jurídica que optar em integrar o time de uma startup não pode participar de bolsa de valores ou mercado aberto de capital, tem que estar registrada há menos de dois anos e com o faturamento bruto anual de 2018 abaixo de R$ 1 milhão. No contrato social deve constar o desenvolvimento ou prestação de serviços inovadores a partir do uso de tecnologia, caso contrário a opção é competir como uma empresa.

Não serão aceitas inscrições de servidores públicos, permanentes ou temporários, da Prefeitura, nem as de funcionários terceirizados, estagiários ou de qualquer colaborador de empresa que presta serviço ao município.

Na primeira etapa, 20 equipes serão selecionadas pela ordem de inscrição. Os participantes serão informados sobre a aprovação por e-mail ou telefone. A relação com nomes será divulgada em dez dias úteis após o encerramento das inscrições no portal do HackNit. Os concorrentes poderão se habilitar em uma lista de espera para preencher uma vaga em caso de desistência. No máximo 10 equipes vão para a fase final.

Mais informações no site http://hacknit.com.br ou no Diário Oficial de 13 de junho.

 

PROGRAMAÇÃO

Primeira etapa:

17 de agosto: Formação de ideias

8h – Credenciamento

9h – Abertura

10h às 21h – Programação a ser definida pela Organização

21h – Encerramento

18 de agosto: Entrega dos Pitches (apresentações) de Ideação

9h – Retomada das atividades

10h às 21h – Programação a ser definida pela Organização

21h – Encerramento

De  19 de agosto a 27 de setembro: Fase de projetos

Segunda etapa: Dia 28 de setembro

8h – Credenciamento

9h – Abertura

10h às 21h – Programação a ser definida pela Organização

21h – Encerramento

 

 

novasregras

Seguindo a diretriz de simplificação dos procedimentos para atender à demanda do setor produtivo, o INPI publicou, na Revista da Propriedade Industrial (RPI) do dia 18 de junho, novas regras para os exames prioritários de pedidos de patentes, cujos processos serão mais simples e rápidos. As mudanças foram formalizadas pela Resolução nº 239/2019 e pela Instrução Normativa DIRPA nº 01/2019.

Vale lembrar que os exames prioritários incluem diversos grupos e setores estratégicos, como pedidos de patentes feitos por microempresas ou Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs), bem como tecnologias verdes e para a área de saúde. Os processos relativos ao Patent Prosecution Highway (PPH) também estão incluídos.

A principal novidade é a uniformização dos requisitos para entrar em cada um dos prioritários, com o objetivo de facilitar o processo para o usuário. Com as mudanças implementadas, o tempo para analisar a entrada do pedido de patente no exame prioritário deverá ser de até um mês e o exame poderá ocorrer em cerca de quatro meses, dependendo da modalidade.

Outras mudanças administrativas foram realizadas, como a alteração dos códigos de serviço e de despacho, além da padronização da análise dos requerimentos no INPI.

Acesse a Resolução nº 239/2019 e a Instrução Normativa DIRPA nº 01/2019 na seção de comunicados da RPI de 18 de junho.

 

 

seminarios2019inpi

O Instituto Nacional de Propriedade Industrial está com inscrições abertas para a edição 2019 dos Seminários em Propriedade Intelectual, Inovação e Desenvolvimento. Este ano, os palestrantes são discentes do programa do Doutorado Profissional e os moderadores são docentes do programa. Os seminários acontecem uma vez por mês, às quintas-feiras na parte da manhã. Serão disponibilizados certificados on-line na plataforma do Sympla para aqueles que se inscreverem e comparecerem. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através deste link. Segue abaixo a progração:

 

04 DE JULHO

 

9:30 - Abertura / Patentes de Invenção e Defesa Nacional: políticas, estratégias e perspectivas

Palestrantes:

Lenilton Duran Pinto Corrêa: Panoramas institucional e acadêmico e desafios contemporâneos no Setor de Defesa

Sandra Aparecida Boiteux Mendes Leal: Política de Inovação na Defesa: Política de Estado ou de Governo? Dificuldades, necessidades e implicações

Roberto Viana da Silva: Legislação, Inovação e desenvolvimento na interseção entre patentes e defesa nacional

Moderadora: Rita Pinheiro-Machado

 

12:00 -Lançamento do livro INOVAÇÃO E CONTRATOS DE TECNOLOGIA

Editora Lumen Juris
Organizadores: Lenilton Corrêa, Bruno Marinho e André Vieira

 

 

01 DE AGOSTO  

 

9:30 às 12:30 - Questões de distintividade em Marcas

Palestrantes:

Elisângela Santos da Silva Borges: A distintividade das marcas de alto renome

Fernanda Jorge de Albuquerque: A distintividade das marcas de medicamentos

Silvia Rodrigues de Freitas: Aquisição da distintividade pelo uso: o secondary meaning

Moderadora: Patrícia Pereira Peralta


 

10 DE OUTUBRO  

 

9:30 às 12:30 - Propriedade Intelectual no setor de Biotecnologia

Palestrantes:

Roberta Fonseca: PI e biotecnologia - aplicações na agricultura

Samaira Siqueira Santos: Como a PI pode proteger a biotecnologia marinha?

Fernando Cassibi de Souza: A importância do programa de exame prioritário da saúde no INPI para acesso a biotecnologia vermelha

Ana Claudia Dias de Oliveira: Perícia de Patentes de Biotecnologia no Brasil - uma abordagem técnica

Moderador: Alexandre Guimarães Vasconcellos

 

 

14 DE NOVEMBRO

 

9:30 às 12:30 - Outros ângulos da Propriedade Industrial: atuações específicas do INPI, Fiocruz e INT

Palestrantes:

Leila Costa Duarte Longa: Fiocruz - Papel da Propriedade Industrial e da Inovação

Lídia Maria da Silva Schrago Mendes: INT - Atuação da unidade EMBRAPII

Lívia Sthefanie Gouvea Lima: INPI - Ações de disseminação da PI

Natércia Fonseca de Carvalho da Silva: INPI - Filas prioritárias para ICTs

Moderadora: Adelaide Antunes

 

 

premiosebrae2019.JPG

 

A UFRJ foi a grande vencedora da categoria Educação Superior do Prêmio Estadual Sebrae Educação Empreendedora, o qual computou 1.069 inscrições de todo o país. O prêmio tem como objetivo identificar, estimular, reconhecer e divulgar as melhores práticas da educação empreendedora no Brasil, em quatro categorias: ensino fundamental, médio, técnico e superior, cujo relato sirva como referência para outros profissionais de educação ou instituições de ensino.

Em cerimônia realizada no dia 4 de junho, os professores Édison Renato (DEI-Poli e PEP-Coppe/UFRJ), Daniela Uziel (ICB/UFRJ), Robson Cunha (Empreendedorismo/UFF) e João Bittencourt (Design/UFF) receberam o prêmio pela iniciativa das Disciplinas Integradas de Empreendedorismo da UFRJ.

Criada  em 2017 quando Cunha era doutorando do PEP/Coppe e Bittencourt professor substituto do Design/EBA, a iniciativa integra, em sua versão de 2019-1, 85 estudantes de 19 cursos diferentes de graduação da UFRJ. Os professores representarão o estado do Rio de Janeiro e a UFRJ nas fases regional e nacional do prêmio, marcadas para julho e agosto de 2019.

 

 

Congresso ABPI

Sob o tema “A Propriedade Intelectual no novo contexto geopolítico mundial”, a Associação Brasileira de Propriedade Intelectual - ABPI promove, de 25 a 27 de agosto, no Hotel Windsor, no Rio, o XXXIX Congresso Internacional da Propriedade Intelectual. Para o evento, o maior do gênero na América Latina, são esperados cerca de 1.000 participantes, nacionais e estrangeiros, entre especialistas do setor, magistrados, consultores, advogados, autoridades de governo, e dirigentes de entidades internacionais -  como a CTA – órgão de proteção da propriedade intelectual da China e a AIPPI – Associação Internacional de Propriedade Intelectual - além de centros privados de pesquisa e representantes de empresas, como Bayer, Natura, Embraer, entre outras.

Além dos debates envolvendo Marcas, Patentes e Direito Autoral, o evento abordará, sob o viés da Propriedade Intelectual, temas da era digital, como inteligência artificial e a indústria de games. Um painel específico debaterá, sob a ótica do mercado, as pesquisas para o uso medicinal da Cannabis e sua regulamentação.

O Congresso da ABPI terá ainda sessões e plenárias com debates sobre patentes nas áreas de biotecnologia e desenhos industriais e a nova Lei de Proteção de Dados Pessoais.

Veja aqui a programação: http://www.abpi.org.br/congresso2019/programasintetico.pdf

 

A ABPI

Sigla de Associação Brasileira da Propriedade Intelectual, a ABPI é uma entidade sem fins lucrativos voltada para o estudo da Propriedade Intelectual, notadamente o direito da propriedade industrial, o direito autoral, o direito da concorrência, a transferência de tecnologia e outros ramos afins.

A ABPI promove conferências, congressos e seminários, edita publicações sobre o tema da Propriedade Intelectual e mantém, permanentemente, Comissões de Estudo e outros grupos de trabalho orientados para o aperfeiçoamento da legislação, doutrina e jurisprudência desse ramo do Direito.

Fundada em 16 de agosto de 1963, a ABPI congrega empresas, escritórios de advocacia e agentes de propriedade industrial do Brasil e do exterior.

 

 

agencia

A Agência UFRJ de Inovação está com uma oportunidade de estágio em aberto. A vaga é direcionada a alunos de graduação da UFRJ que estejam cursando Administração ou Biblioteconomia. Os interessados devem ter CR acumulado superior a 7, ser proativos e possuir interesse pela área de Propriedade Intelectual. Será oferecida uma bolsa de extensão relativa a uma carga horária de 20 horas semanais. Os currículos devem ser encaminhados para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

artigostecnicos

 

A Agência UFRJ de Inovação disponibilizou recentemente uma série de artigos técnicos relacionados à temática do Empreendedorismo. Os trabalhos são de autoria do servidor Paulo Reis e tratam sobre os seguintes assuntos:

Nova Economia: Cidade e Posicionamento

Nova Economia: Place Branding

Nova Economia: Gastronomia como Âncora Estratégica

Nova Economia e o Pacto de Milão

Desenvolvimento e Catching-up

Metodologia de Análise de Conteúdos – AC e Grounded Theory

 

Os interessados podem acessar estes e outros artigos através deste link.

 

 

faperj2

A FAPERJ lançou, em 30 de maio, dois novos editais com ênfase nas áreas de tecnologia, inovação e empreendedorismo. Os editais são para o Apoio às Empresas Juniores do Estado do Rio de Janeiro e Apoio a Equipes Discentes em Projetos de Base Tecnológica para Competições de Caráter Educacional. Para Mauricio Guedes, diretor de Tecnologia da FAPERJ, estes editais têm importância especial por estarem direcionados ao corpo discente das universidades do estado. "Através das Empresas Juniores e da participação em competições de caráter científico e tecnológico, esses jovens têm a oportunidade de despertar o interesse pela pesquisa e inovação e viver uma experiência empreendedora que, em muitos casos, vai marcar suas vidas", destacou.

O Edital 07/2019 - Programa de Apoio às Empresas Juniores no Estado do Rio de Janeiro, visa fortalecer a cultura empreendedora e inovadora entre o corpo discente no meio universitário. A FAPERJ está lançando o seu segundo edital direcionado às Empresas Juniores (EJs) ligadas às Instituições de Ensino Superior (IES) de nosso Estado. O edital prevê apoio à participação em eventos empresariais, com foco na divulgação da marca, do portfólio de projetos e na conquista de novos clientes por parte das EJs, assim como a aquisição de equipamentos que tenham como objetivo a ampliação da gama de serviços prestados por elas. Os recursos totais do Edital são da ordem de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), sendo que cada proponente poderá solicitar até R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) que serão pagos em parcela única. O projeto deverá ser planejado para a duração máxima de até 12 (doze) meses, contados a partir da data de liberação do recurso.

Já o Edital 08/2019 – Programa de Apoio a Equipes Discentes em Projetos de Base Tecnológica para Competições de Caráter Educacional tem por objetivo apoiar projetos que permitam aos estudantes aplicarem conhecimentos teóricos na execução de projetos práticos, com a finalidade de participarem de competições. Os recursos disponibilizados são da ordem de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) e estão divididos em três faixas distintas: Competições Locais, Competições Nacionais e Competições Internacionais.

Confira a íntegra do Edital FAPERJ Nº 07/2019 - Programa Apoio às Empresas Juniores no Estado do Rio de Janeiro

Confira a íntegra do Edital FAPERJ Nº 08/2019 - Programa Apoio a Equipes Discentes em Projetos de Base Tecnológica para Competições de Caráter Educacional

 

 

senado2019

FOTO: Roque de Sá (Agência Senado)

O Plenário do Senado aprovou, em 22 de maio, através do PDL 98/2019, a adesão brasileira ao Protocolo de Madri, que facilita o registro internacional de marcas. A matéria segue agora para promulgação.

O acordo já tem 97 países signatários, que são responsáveis por mais de 80% do comércio mundial. A matéria era uma das pautas prioritárias na agenda da indústria brasileira para 2019, que o Senado se comprometeu a priorizar.

O Protocolo de Madrid habilita as empresas e pessoas físicas de um país-membro a solicitarem, através da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), ligada à ONU, o registro de uma marca já pedida ou registrada no seu país de origem. Esse processo garante a prioridade da marca e simplifica o registro em todas as nações que fazem parte do acordo.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) entende que o Protocolo gera ganhos significativos em economia de tempo de espera e de custos financeiros e econômicos, devendo causar uma queda de 90% nos custos do registro de marcas para as empresas.

 

 

daiufrj

O Parque Tecnológico da UFRJ lançou, em parceria com a PR-2 (Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa), o programa de Doutorado Acadêmico para Inovação (DAI UFRJ), que conta com colaboração de nove empresas e financiamento do CNPq. O DAI UFRJ busca fortalecer a pesquisa, o empreendedorismo e a inovação na universidade através do envolvimento de estudantes de doutorado em projetos de interesse do setor empresarial por meio de parceria com empresas inovadoras.

O programa está voltado, nesta etapa, para alunos dos programas de pós-graduação em Administração, Clínica Médica, Engenharia Biomédica, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Engenharia Metalúrgica e de Materiais, Engenharia Nuclear, Engenharia Oceânica, Engenharia Química, Engenharia de Nanotecnologia, Engenharia de Produção, Engenharia de Sistemas e Computação, Engenharia de Transportes, Planejamento Energético e Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento. Serão concedidas 10 bolsas, com duração de até 48 meses. Caberá aos programas de pós-graduação indicarem os alunos com perfis mais adequados à chamada, bem como os respectivos orientadores acadêmicos.

As empresas participantes do programa –  parceiras ou localizadas no ambiente de inovação do Parque e Incubadora de Empresas da  COPPE/UFRJ – são: Braskem, Promec, Toco, MJV, Petrec, Vortex, Neopath, Globalyeast e Instituto de Biologia Molecular do Paraná. O CNPq vai financiar as bolsas  e supervisionar o programa. Os interessados devem enviar os documentos de submissão das candidaturas até o dia 7 de junho de 2019. Para mais informações, acesse edital no site.

O programa, gerido pelo diretor executivo do Parque, José Carlos Pinto (representante institucional do DAI), ocorre de forma contínua e poderá abrigar novas empresas e programas de pós graduação ao longo do tempo.

 

 

 

lassbioeurofarma

FOTO por Guilherme Flores

 

O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Fármacos e Medicamentos (INCT-INOFAR), cuja sede é o Laboratório de Avaliação e Síntese de Substâncias Bioativas (LASSBio/ ICB-UFRJ), anunciou, nesta quarta-feira (22 de maio de 2019), uma parceria inédita com a Eurofarma. O acordo prevê acesso da empresa farmacêutica ao acervo de 2 mil moléculas da quimioteca do LASSBio para o desenvolvimento de pesquisas em conjunto que visam à descoberta de medicamentos inovadores. Dor, leishmaniose, inflamação e depressão são os primeiros alvos escolhidos para essa parceria.

Além do intercâmbio científico para a descoberta de novos medicamentos, o termo de cooperação firmado entre o LASSBio e a Eurofarma abrange a capacitação de recursos humanos, absorção e transferência de tecnologia. Projetos científicos nas áreas de síntese orgânica e farmacologia também estão previstos no convênio, que pode contar ainda com a colaboração de pesquisadores de outras instituições integrantes da rede do INCT-INOFAR. A Faculdade de Medicina da USP-Ribeirão, por exemplo, será uma das parcerias para os estudos de farmacologia.

A parceria foi assinada em cerimônia aberta ao público, no Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFRJ), por representantes do INCT-INOFAR, LASSBio e Eurofarma. Estiveram presentes no evento a vice-presidente de Inovação da Eurofarma, Martha Penna, o decano do CCS, professor Luiz Eurico Nasciutti, o diretor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB/UFRJ), professor José Garcia Abreu Junior, entre outros.

 

Da bancada do laboratório à prateleira das farmácias

 

Temos o início de uma parceria única no Brasil, onde toda a cadeia de inovação farmacêutica se beneficiará. Hoje, as universidades têm ideias boas, desenvolvem projetos de pesquisa, formam pessoas qualificadas e criam conhecimento, mas tudo isso resulta em uma renomada publicação científica”, chama a atenção o Professor Eliezer Barreiro, coordenador científico do INCT-INOFAR e do LASSBio.

Segundo Barreiro, neste modelo de parceria público-privada, baseada na “tríplice hélice da inovação" governo-academia-empresa, a indústria farmacêutica poderá desenvolver novos medicamentos, a partir do know-how acadêmico, que beneficiará muitos pacientes. Já as universidades envolvidas receberão recursos, advindos de todo o trabalho desenvolvido, que fomentará ainda mais o conhecimento e novas descobertas.

Pelo fato do LASSBio ser sede do INCT-INOFAR - rede de pesquisa financiada pela FAPERJ, CNPq e Ministério da Saúde, que reúne competências científicas da área de fármacos e medicamentos, presentes em diferentes Universidades e Centros de Pesquisas do País - o acordo poderá envolver novas parcerias da empresa em outros projetos de interesse recíproco, vinculados à rede do INCT-INOFAR ", observa o professor Eliezer.

 

Uma saída para amenizar a crise de investimentos públicos em pesquisa

 

Em meio à crise de investimentos nas universidades federais e corte de bolsas de pesquisa, o acordo de cooperação entre o INCT-INOFAR/LASSBio e a Eurofarma traz uma mensagem de otimismo. A parceria com a empresa possibilitará que pesquisadores identificados pelo INCT-INOFAR recebam bolsas de pós-doutorado e, no futuro, permitirá que a UFRJ receba royalties pelos medicamentos originados, a partir deste convênio.

Outro ponto positivo da parceria, destacada por Barreiro, é que, ao final do período da bolsa, os pesquisadores envolvidos nos projetos terão a possibilidade de serem absorvidos pela empresa, conquistando um posto de trabalho fora da universidade. Desta forma, o conhecimento produzido na Universidade em convênio com a empresa poderá contribuir com a inserção profissional de doutores, no ambiente de pesquisa do setor  farmacêutico nacional.

 “Nosso planejamento estratégico prevê que até 2030, 15% de todas as nossas vendas sejam revertidas para pesquisa & desenvolvimento. Em 2018, investimos R$ 250 milhões na pesquisa de fármacos e medicamentos e outros R$ 155 milhões estão sendo investidos no Centro Eurofarma de Inovação”, afirma Martha Penna, vice-presidente de Inovação da Eurofarma.

 

lassbio

 

Eurofarma irá testar compostos da quimioteca do LASSBio

 

Ao longo de 25 anos de pesquisas, o LASSBio construiu uma vasta quimioteca. Hoje, sua biblioteca de moléculas possui mais de 2 mil compostos, com propriedades bioativas comprovadas, sendo muitos avaliados em organismos vivos (in vivo). A parceria que se inicia irá possibilitar que a empresa teste, em diferentes alvos terapêuticos, as moléculas desta coleção. Em um primeiro momento, o screening molecular será virtual, a partir de modelos 3D, e a empresa selecionará os “hits”, compostos com maior afinidade com o alvo, para a próxima etapa de pesquisa. 

No LASSBio,  através de modelagem computacional, os hits de interesse serão otimizados, para melhorar o “encaixe” com o alvo terapêutico, eleito para tratar determinada doença. Amostras físicas dos compostos selecionados poderão ser sintetizadas nas bancadas do LASSBio e enviadas para testes mais avançados pela Eurofarma.

O coordenador científico do laboratório afirma que o processo de descoberta de fármacos é  longo e delicado. Para o especialista em Química Medicinal, nem todas as moléculas testadas no computador funcionam bem na vida real. Ainda há os estudos clínicos, com seres humanos, que são muito custosos para a academia arcar. Por isso é tão importante a parceria com a empresa farmacêutica. Segundo Eliezer, em nenhum lugar do mundo a universidade conseguiu, sozinha, colocar um medicamento no mercado.

O que estamos celebrando, hoje, com a parceria assinada com a Eurofarma, são ações translacionais em saúde, que permitem que o conhecimento da bancada do laboratório da Universidade chegue até a população”, ressalta. A expectativa do professor Eliezer Barreiro e sua equipe é que o convênio com a Eurofarma, empresa com capital 100% nacional, possa originar o primeiro medicamento brasileiro, fruto de inovação radical: "Um produto farmacêutico inovador, com maior valor agregado que os medicamentos genéricos (inovação incremental), capaz de tratar nossa população e ainda contribuir para melhorar o saldo da balança comercial do Brasil, ao ser exportado para outros países”.

 

 

mosquito sugando o sangue da pele humana close up 9635 710

Há um novo vírus transitando no estado do Rio de Janeiro. Essa é a conclusão de um recente estudo do Laboratório de Virologia Molecular, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Provocada pelo vírus de mesmo nome e "primo" da Chicungunha, a febre de Mayaro é observada de forma endêmica na região Norte do país. A infecção pelo vírus, pertencente à família Togaviridae e ao gênero Alphavirus, causa febre alta e dores articulares crônicas, o que provoca confusão na tentativa de diagnóstico clínico, se baseado apenas nas características sintomatológicas das infecções.

Como o estudo foi feito

Em 2016, o Laboratório fez diagnóstico molecular de arboviroses na região Sudeste (dengue, zika, entre outros), incluindo o vírus da Chicungunha, que ocasionou, em 2016, um surto na região Sudeste, persistindo com seu maior índice agora em 2019.

Sob coordenação dos pesquisadores Amilcar Tanuri e Rodrigo Brindeiro, foram estudadas 279 amostras indicativas de infecção pelo vírus da Chicungunha, seguindo o quadro sintomatológico.

Do total, 57 amostras (duas em cada dez) não apresentaram diagnóstico molecular para o próprio vírus nem sorológico, sendo consideradas de análise indeterminada. Isso se deve, principalmente, ao tempo de coleta das amostras clínicas para diagnóstico (sangue e urina), que só possuem sensibilidade para detecção do vírus da Chicungunha numa janela de cinco e 21 dias pós-sintomas iniciais para sua detecção, respectivamente. Após esse período, é comum haver uma limpeza do vírus nos fluidos corporais, mesmo com a permanência dos sintomas clínicos.

Na reanálise dos 57 casos indeterminados para Chicungunha sob PCR em Tempo Real, capaz de amplificar uma região de 107 pares de bases de genoma do gene NS1, específico do Mayaro, detectaram-se três casos retrospectivos de diagnóstico para esse vírus, endêmico da Amazônia. O PCR em Tempo Real é uma versão aperfeiçoada da PCR (Reação em Cadeia da Polimerase, em português). Seu princípio se embasa na duplicação de cadeias de DNA in vitro que pode ser reproduzida diversas vezes, originando quantidade de DNA suficiente para realizar várias análises.

Com a detecção do Mayaro nas três amostras, os cientistas comprovaram, portanto, que os vírus do Mayaro e da Chicungunha já circulam juntos no estado do Rio de Janeiro. Em diferentes proporções, provocam o mesmo quadro clínico de febre alta e dores articulares crônicas. A descoberta pode causar um desafio diagnóstico ainda maior, porque existe uma grande reatividade sorológica cruzada entre os vírus Mayaro e o da Chicungunha.

Os três casos possuem características epidêmicas comuns: todos são de Niterói, provavelmente de pessoas infectadas que não viajaram para regiões endêmicas e identificados no ano de 2016.

Os pesquisadores agora realizam estudos para confirmar e aprofundar as características virais, epidêmicas e sorológicas das infecções. Será necessário também realizar estudos de xenovigilância epidemiológica, coletando mosquitos de diferentes espécies (Haemagogus, Sabethes, Aedes e Culex) na região afetada (Niterói, São Gonçalo, Maricá etc.) a fim de avaliar a existência desse vírus amazônico de forma ecotrópica, na região do Grande Rio.

A população deve seguir os mesmos procedimentos já adotados para combater os mosquitos da dengue, entre eles evitar água parada e usar repelentes.

 

 

Inovacao e Propriedade Intelectual para Empresarios

O Parque Tecnológico da UFRJ é apoiador do curso Inovação e Propriedade Intelectual (PI) para Empresários, realizado pela ABIPTI – Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação, no próximo dia 21 de maio. O curso será realizado no Parque e tem como objetivo capacitar o setor empresarial para utilizar de maneira eficiente os instrumentos de propriedade intelectual e proporcionar um maior entendimento sobre a importância da propriedade intelectual para o processo de inovação. O encontro irá abordar conhecimentos básicos sobre inovação, PI e gestão de ativos inatingíveis.

 

 

inpilogo2

Estão abertas as inscrições para aqueles que desejarem se candidatar a uma vaga no "Curso de Contratos de Tecnologia", agendado para o dia 7 de junho de 2019, das 13h30 às 17h30, na Rua Mayring Veiga, 09, no Centro do Rio de Janeiro.

O objetivo do curso é apresentar uma visão dos contratos de transferência e licenciamento de tecnologia. São pré-requisitos: ter concluído o Curso Básico de P.I. (modalidade presencial, promovido pelo INPI) ou o Curso Geral de Propriedade Intelectual (DL101PBR, modalidade à distância, promovido pelo INPI & OMPI a partir do ano de 2012). O curso é gratuito e o aceite da inscrição está sujeito ao limite de vagas disponíveis (40 vagas distribuídas por ordem cronológica das inscrições). As inscrições são feitas exclusivamente por meio deste link.

 

 

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No atual estágio da economia da informação, ativos intangíveis exercem um papel fundamental. Cada vez mais, novos produtos e serviços são desenvolvidos, sendo extremamente relevante entender como agentes inovadores podem proteger as suas criações.

Nesse evento, organizado em parceria entre a Faculdade Nacional de Direito da UFRJ e o Instituto Dannemann Siemsen (IDS), será explicado como funciona o sistema de Propriedade Intelectual (PI) e porque ele é uma das molas propulsoras da inovação e do desenvolvimento. Além disso, os membros do IDS darão dicas sobre quais habilidades os estudantes devem desenvolver para atuar com sucesso na área de propriedade intelectual.No segundo dia do evento, docentes e discentes da FND promoverão a “I Mostra de Pesquisa Acadêmica em Propriedade Intelectual” e debaterão sobre os reflexos da propriedade intelectual no Direito Digital, fechando o evento.

 

DATA: 29-30 de maio de 2019

LOCAL: Faculdade Nacional de Direito – UFRJ

Inscrições: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. - Gratuito.

Realização: FND/ UFRJ e IDS DIA 29 DE MAIO – QUARTA-FEIRA (SALÃO NOBRE)

Painel 1 – 09:00/09:40 - Propriedade Intelectual Como Elemento Propulsor da Inovação

Palestrantes: Gustavo Piva de Andrade | Diretor Executivo do IDS, Advogado, Sócio do Dannemann Siemsen e Bruno Feigelson | Presidente da AB2L

Moderadora: Prof.ª Dr.ª Kone Prieto Furtunato Cesário

Painel 2 – 09:50/10:20 - Aspectos Relevantes do Direito de Patentes

Palestrante: Bernardo Marinho Fontes Alexandre | Conselheiro do IDS, Advogado, Sócio do Dannemann Siemsen

Moderador: Profa. Dra. Veronica Lagassi

Coffe break – 10:30 /10:40

Painel 3 – 10:50/11:20 - Aspectos Relevantes do Direito de Marcas

Palestrante: Felipe Dannemann Lundgren | Conselheiro do IDS, Advogado, Sócio do Dannemann Siemsen

Moderador: Enzo Baiocchi

Painel 4 – 11:30/12:00 - Como atuar com sucesso na área de Propriedade Intelectual

Palestrante: Natalia Barzilai | Secretária Executiva do IDS, Advogada, Sócia do Dannemann Siemsen e Monique Rodrigues Teixeira| Conselheira do IDS, Farmacêutica, Sócia do Dannemann Siemsen

Moderador: Prof. Dr. João Marcelo Assafim

Fala de Encerramento: 12:10/ 12:20
Carlos Alberto Bolonha – Diretor da FND

DIA 30 DE MAIO – QUINTA-FEIRA (AUDITÓRIO VALLADÃO)

9:30 - 10h - Credenciamento

10:30 - 13h –Reflexos Acadêmicos da propriedade intelectual no Direito Digital
(MESA DE DEBATES + I MOSTRA DE PESQUISAS ACADÊMICA EM PROPRIEDADE INTELECTUAL)

Comissão Debatedora/Avaliadora: Prof. Dr. Nilton Flores, Prof. José Carlos Dias Vaz, Ricardo Sichel, Profa. Renata Lisboa, Flávia Rangel e Vinícius Bogea

Inscrição de trabalhos:http://bit.ly/2H0tzNq

 

 

sociedadebrasileiradecomputacao

A Sociedade Brasileira de Computação (SBC) abriu chamada pública para a submissão de projetos de inovação destinados a divulgar trabalhos de Graduação, Mestrado e Doutorado que proponham soluções inovadoras por meio da Computação.

O Selo de Inovação SBC é um concurso estruturado em duas etapas. Na etapa inicial será feita uma avaliação dos projetos por uma comissão de avaliadores da academia e indústria. Nesta etapa, os cinco melhores trabalhos serão selecionados para participar do Congresso da SBC.

Na segunda etapa, será realizado um pitch dos projetos finalistas. Cada representante terá até 5 minutos para fazer a sua apresentação e defender a sua proposta no CSBC 2019. A banca presencial será composta por renomados pesquisadores e gestores do mercado.

Das características dos projetos:

- Ter caráter inovador, levando-se em conta outras soluções relacionadas ao tema escolhido;

- Ter um protótipo para apresentação que será analisado na primeira etapa do concurso;

- Ser inédito, ou seja, não ter sido apresentado em nenhum outro evento de inovação e/ou de empreendedorismo e não ter nenhum contrato de licenciamento e/ou transferência de tecnologia.

Acesse o edital do Selo de Inovação SBC.

Submeta a sua proposta clicando aqui

 

 

casafirjan

A Casa Firjan lançou o programa de capacitação Bolsa Comunidade Empreendedora, que vai oferecer 100 bolsas de estudo integrais para os cursos da Casa Firjan. A inscrição ficará aberta até 24 de maio e será válida para os cursos, oficinas e master classes - aulas com experiência imersiva, que iniciam entre junho e dezembro deste ano. O objetivo é capacitar jovens e adultos de baixa renda, a partir de 14 anos, para atuação em atividades voltadas para inovação e empreendedorismo. O resultado será divulgado no dia 5 de junho.      

O programa é voltado para quem tem vontade ou já está engajado em algum projeto empreendedor ou ação social, ou que tem vontade de colocar em prática alguma ideia que pode contribuir para transformar a realidade da comunidade onde mora. Entre os cursos que integram o catálogo da Casa Firjan, há opções como Criatividade Aplicada, Estudos de Futuro, Design Thinking e Fabricação Digital.

Para participar do edital é preciso gravar um vídeo de 2 minutos, em que o candidato se apresenta, conta um pouco sua experiência de vida e explica como o curso da Casa Firjan pode potencializar alguma ação na qual esteja engajado. O edital tem um roteiro, em que orienta que o candidato responda a perguntas, como: quem é você?; do que você se orgulha de ter feito?; por que deseja fazer um curso na Casa Firjan?; e de que forma você pode multiplicar o conhecimento adquirido?

O público interessado pode conhecer um pouco mais sobre o trabalho realizado no espaço, por meio da degustação dos cursos.

Inaugurada em agosto de 2018, em Botafogo, a Casa Firjan é um espaço de inovação e empreendedorismo, que integra programação de cursos, oficinas e palestras a um ambiente de debate e elaboração de políticas públicas, que contempla também uma programação de atividades culturais. Uma das principais missões da Casa Firjan é refletir sobre o futuro do mercado de trabalho, considerando os desafios e tendências da nova economia, além de estudos, como o do Fórum Econômico Mundial, que aponta que 65% das crianças que estão hoje no ensino básico vão trabalhar com profissões que ainda não existem.

 

 

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A Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ abriu hoje, dia 6 de maio, edital para seleção de startups e projetos de base tecnológica. A Incubadora possui, atualmente, 29 empresas residentes que atuam em áreas diversas da economia, como indústria 4.0, robótica, biotecnologia, óleo e gás, tecnologia da informação, energia, entre outros. Empresas reconhecidas no mercado nacional e internacional como Forebrain (neuromarketing), EloGroup e Visagio (gestão) e OilFinder (óleo e gás) fazem parte do portifólio de companhias graduadas na instituição. Para participar do processo de seleção, as propostas devem atender, entre outros, aos seguintes critérios: possuir inovação em seus produtos, serviços ou processos e potencial de interação com as atividades de pesquisas desenvolvidas pela UFRJ. As inscrições podem ser feitas até o dia 28 de junho e as informações completas estão no site www.incubadora.coppe.ufrj.br.

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A fim de ampliar seu programa de inovação aberta e de fortalecer sua rede de relações com a comunidade científica, a empresa de engenharia Andrade Gutierrez, está lançando o 2º Ciclo do Vetor AG, programa de inovação aberta da empresa. Além de acelerar projetos inovadores, o Vetor também realiza o match direto com soluções que possam se tornar possíveis fornecedoras da empresa através do processo de fast track. Nesta edição, os interessados em participar devem inscrever projetos de codesenvolvimento e cooperação relacionados aos seguintes temas:

  1. Gestão remota
  2. Canteiros sustentáveis
  3. Compactação de solos em climas desfavoráveis
  4. Caracterização de solos otimizada
  5. Agilidade na captação de mão de obra local
  6. Otimização na logística de materiais
  7. Redução do tempo de tratamento térmico em soldagens
  8. Agilidade no lançamento de cabos em tubulações
  9. Apontamento de produção em tempo real

As inscrições devem ser feitas até 31/05 em www.vetorag.com.br, onde constam o regulmento e todas as instruções sobre como participar.

 

 

 

 

ipday2019No dia 26 de abril é comemorado o Dia Mundial da Propriedade Intelectual. Na ocasião, para celebrar a data, a Agência UFRJ de Inovação sediou a primeira aula dos alunos de Empreendedorismo do Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação, o PROFNIT.

A Agência de Inovação, no âmbito de suas competências enquanto NIT (Núcleo de Inovação Tecnológica), incentiva e promove o desenvolvimento e o aprimoramento da formação de profissionais que atuam em ambientes promotores da inovação em seus diversos setores - sejam eles acadêmicos, empresariais, governamentais ou de organizações sociais - ciente da importância e necessidade dessa capacitação.

No espírito da celebração do “IP Day” e encerrando as atividades propostas para o dia, a disciplina Propriedade Intelectual, do PROFNIT, realizou uma série de apresentações sobre o tema “Inteligência Artificial” em suas inúmeras áreas de aplicação.

 

 

 

 

FeiraGastronomica2019

O Parque Tecnológico da UFRJ promove, entre os dias 07 e 09 de maio, das 11h às 20h, a oitava edição da Feira Gastronômica e Cultural. O evento contará com empreendimentos gastronômicos de alunos e ex-alunos da UFRJ. Além de lanches, doces e culinária vegetariana, a feira também terá happy hour, a partir das 16h, com bandas independentes da UFRJ e bebidas artesanais.

A Feira Gastronômica e Cultural é realizada em parceria com o Curso de Gastronomia da UFRJ.

Durante o evento também será realizada uma feira de adoção do projeto Dogs no Parque, que tem como objetivo promover campanhas de adoção para animais abandonados na Universidade Federal do Rio de Janeiro. A ação teve início após funcionários de empresas residentes do Parque e servidores da UFRJ ajudarem alguns cachorros que haviam sido abandonados em locais próximos ao nosso ambiente de inovação. O Parque resolveu abraçar a causa e vai ajudar a encontrar novos lares para esses animais.

 

 

ipday2019

O Parque Tecnológico da UFRJ promove no dia 18 de abril, às 9h, evento em comemoração ao Dia da Propriedade Intelectual, que, este ano, tem como tema a inovação no mundo do esporte. No encontro serão apresentadas tecnologias desenvolvidas para monitoramento de atletas de alta performance e promovido debate sobre como a inovação, a criatividade e os direitos de propriedade intelectual apoiam e estimulam o desenvolvimento do esporte em todo o mundo.

A atividade faz parte da série Encontros do Parque e, nesta edição, conta com a correalização da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), Instituto Nacional da Propriedade Industrial  (INPI) e Associação Brasileira da Propriedade Intelectual (ABPI).

As inscrições podem ser feitas no link: https://forms.gle/p4FVwmVB7Yep3Svu8

 

PROGRAMAÇÃO

Apresentação do case da startup Eagle que, em parceria com o Instituto Reação, desenvolve plataforma para treinamento de atletas de alta performance utilizando estatística avançada e inteligência artificial

Debate com a participação de representantes da ABPI, INPI, Parque Tecnológico da UFRJ, Instituto Reação e medalhistas olímpicos e parolímpicos.

Homenagem ao professor Marcio Nogueira, da Engenharia Biomédica da COPPE UFRJ, por sua contribuição no desenvolvimento de projetos de tecnologia de ponta aplicados ao esporte.

 

 

dl101pbr20192

 

Até o dia 3 de maio, o INPI estará com inscrições abertas para o Curso Geral de Propriedade Intelectual à Distância (DL 101P BR). Este curso abrange os aspectos fundamentais de propriedade intelectual, incluindo a legislação e estudos de caso brasileiros. O conteúdo nacional foi desenvolvido por especialistas do INPI. Os temas apresentados são: direitos autorais, patentes, marcas, indicações geográficas, desenhos industriais, proteção de novas variedades vegetais/cultivares, concorrência desleal, informação tecnológica, contratos de tecnologia e tratados internacionais.

Link para inscrições: https://bit.ly/2pdo7Aq.

Mais informações:  https://bit.ly/2OPGDI6 .

 

 

feiraagroecologicaufrj

A Feira Agroecológica da UFRJ, realizada desde 2010 na Cidade Universitária, oferece à população alimentos saudáveis, produzidos de forma ecológica e vindos diretamente das famílias produtoras. Quem quer comer bem, de maneira diversificada e pagar um preço justo pode visitar a Feira todas as quintas-feiras, no Centro de Ciências da Saúde (CCS), nos blocos A e H do Centro de Tecnologia (CT) e na Faculdade de Letras (FL).

Outra opção é aderir ao projeto de extensão Comunidade Acadêmica que dá Suporte à Agricultura (Casa). Nele, você pode se vincular como “prossumidor” ou "prossumidora" - uma denominação para consumidores que agem de forma ativa e consciente. Os interessados podem se inscrever até a próxima quinta-feira (4/4) para adquirir os alimentos ainda em abril. Nos próximos meses, as inscrições permanecerão abertas. As vagas são limitadas.

Os valores das cestas de alimentos vão de R$ 18,00 a R$ 31,50 por semana. O pagamento é feito antecipadamente e calculado conforme o número de semanas de cada mês. As cestas são compostas por seis itens: frutas, legumes, folhas, raízes, processados e temperos. Os alimentos variam conforme a estação do ano e a safra.

A ideia do projeto Casa é criar uma nova relação entre o consumo e a produção de alimentos, unindo as pontas da cadeia. Seguindo o conceito da CSA (comunidade que sustenta a agricultura), o projeto Casa estabelece parceria com os agricultores, que fornecem as cestas de alimentos. Os “prossumidores”, por sua vez, têm a oportunidade de se aproximar das famílias agricultoras, conhecer sua realidade e estreitar laços. Ao longo do ano, são realizadas visitas e vivências aos sítios e quintais produtivos.

Quem quiser aderir, basta preencher este formulário. Para mais informações, é possível acompanhar o projeto Casa no Facebook ou escrever para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

ambev

Em parceria com o Parque Tecnológico da UFRJ e a Pró-Reitoria de Pós-graduação e Pesquisa da UFRJ (PR2), a AMBEV está selecionando estudantes da UFRJ para concessão de quatro bolsas de doutorado com temas de pesquisa relacionados a líquidos e embalagens.

As inscrições podem ser realizadas até o dia 03 de maio de 2019 e as propostas devem ser encaminhadas para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. O projeto terá início em junho desse ano e terá duração de 24 meses. O edital completo pode ser acessado aqui. O programa tem como objetivo estimular o intercâmbio científico e tecnológico da comunidade acadêmica da UFRJ.

 

 

fundacaogates

Projetos inovadores que utilizem tecnologias como inteligência artificial, nanotecnologia e sequenciamento de DNA voltados para os principais problemas de saúde global podem receber um financiamento de 100 mil dólares da Fundação Gates para colocá-los em prática. As propostas precisam focar nas áreas que a Fundação considera como prioritárias. Alguns exemplos são HIV, malária, tuberculose, saúde materna e infantil, vacinas e doenças tropicais negligenciadas.

O Programa Grand Challenges Explorations já financiou mais de 1400 projetos em cerca de 70 países, 39 deles no Brasil. Um dos pesquisadores financiados foi José Guilherme Cecatti, professor de Obstetrícia da Universidade Estadual de Campinas. Ele foi contemplado na chamada do Grand Challenges Explorations de 2017 e pretende desenvolver um pequeno dispositivo para medir os padrões de sono e a atividade física de mulheres grávidas. A ideia é ajudar a identificar sinais precoces de condições médicas graves, como diabetes gestacional e parto prematuro e, assim, trata-los com antecedência.

Além do desafio Tecnologias emergentes para encontrar novas soluções em áreas prioritárias de saúde global, o GCE também vai financiar propostas sobre: Nichos ambientais da Salmonella Typhi para entender se a sobrevivência de S. Typhi no ambiente é afetada por antibióticos e seus resíduos e se a exposição ambiental a antibióticos tem impacto no desenvolvimento da resistência a antibióticos e na transmissibilidade da bactéria; e Aumento da procura por serviços de vacinação com foco na transmissão de conhecimento prático sobre vacinas e serviços de vacinação para cuidadores e ideias para melhorar a praticidade e/ou a
procura desses serviços.

Para se inscrever nas chamadas, é preciso que as propostas sejam preenchidas de forma online e em inglês. Não é necessário apresentar dados preliminares no texto, mas é importante demonstrar em duas páginas que a ideia é inovadora e que gera impacto. São aceitos projetos de candidatos de todos os níveis de experiência e de qualquer área ou organização, incluindo universidades, laboratórios, institutos de pesquisa, ONGs e empresas privadas. Neste link é possível encontrar mais informações sobre como aplicar para a chamada de interesse.

Se o projeto escolhido e financiado pela Fundação for bem-sucedido, ainda é possível aplicar para um financiamento adicional de 1 milhão de dólares. No Brasil, uma parceria com as Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs) abre a possibilidade de um aporte adicional de 25.000 a 50.000 dólares aos inovadores de seus estados que tiverem suas ideias selecionadas.

 

 

manuaisregistroprogramadecomputadoredesenhoindustrial

Na UFRJ, existem centenas de laboratórios, centros de pesquisa de saúde, engenharias, e muitos outros campos desenvolvendo trabalhos que resultam em novos produtos e processos para a sociedade. Porém, para que esse ciclo não se quebre e a sociedade passe a receber cada vez mais o retorno daquilo que investe nas instituições científicas e tecnológicas, é necessário que seja construída uma autêntica cultura de propriedade intelectual.

A propriedade intelectual é formada pelo conjunto que engloba a propriedade industrial, o direito de autoral e a proteção sui generis. O direito autoral diz respeito aos direitos de autor, direitos conexos e programas de computador. A proteção sui generis abarca topografias de circuitos integrados, cultivares e os conhecimentos tadicionais. A propriedade industrial, por sua vez, engloba as patentes, os desenhos industriais, as marcas e as indicações geográficas.

Buscando disseminar os conhecimentos sobre propriedade intelectual para a nossa comunidade acadêmica, a Agência UFRJ de Inovação elaborou recentemente dois novos manuais. Um trata especificamente sobre o registro de desenhos industriais. O outro aborda o tema do registro de programas de computador. Ambos foram desenvolvidos pela engenheira Giselle Barbosa Godinho, servidora da Agência UFRJ de Inovação, durante seu mestrado no Profnit (Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia) sob a orientação da Profa. Flávia Lima do Carmo.

Desenhos Industriais

De acordo com a Lei 9279, que regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial, “considera-se desenho industrial a forma plástica ornamental de um objeto ou o conjunto ornamental de linhas e cores que possa ser aplicado a um produto, proporcionando resultado visual novo e original na sua configuração externa e que possa servir de tipo de fabricação industrial”. Pode-se incluir nessa definição o formato de uma garrafa de refrigerante, as características de um mouse ou de um teclado de computador, por exemplo.

Assim como a marca, o desenho de um produto pode fazer a diferença e influenciar a escolha do consumidor. Portanto, deve ser registrado para garantir o retorno dos investimentos em design e pesquisas de opinião. O registro de Desenho Industrial é um título de propriedade temporária, outorgado pelo Estado aos autores ou outras pessoas físicas ou jurídicas detentoras dos direitos sobre a criação.

O “Manual UFRJ para Procedimentos e Registro de Desenho Industrial” pode ser baixado aqui. Nele é possível obter mais detalhes sobre o tema.

Programas de Computador

Diferente de todos os outros processos que passam pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o registro de programas de computador é regido por leis de direitos de autor. Em 1998, foi criada uma legislação específica, baseada em leis anteriores sobre o assunto, mas modificadas para atender as particularidades dos programas de computador e seus meios de distribuição. Na Agência UFRJ de Inovação, essa é a principal atividade exercida na área de direito autoral.

O “Manual UFRJ para Procedimentos e Registro de Programa de Computador” pode ser baixado aqui. Nele é possível obter mais detalhes sobre o tema.

 

 

elap

A Universidade Federal do Rio de Janeiro sediará, entre os dias 13 e 16 de maio, o 1º Encontro Latino-Americano de Pós-Graduação (ELAP). O encontro tem como objetivo fortalecer os laços institucionais, acadêmicos e políticos entre estudantes e pesquisadores que atuam na pós-graduação frente à atual conjuntura de aprofundamento da crise na educação e provável avanço qualitativo dos ataques à universidade pública no Brasil e na América Latina.

O evento contará com três mesas de abertura cujos temas serão, respectivamente: “Dilemas ético-políticos na produção de ciência e tecnologia: os desafios da universidade pública na atualidade de América Latina”; “Pra que serve o teu conhecimento?: a relação do mercado com a produção científica nas universidades públicas; e “Disputas ideológicas em ciência e tecnologia na América Latina: “escola sem partido”, a guerra às drogas e a questão de gênero no cenário atual.

Também haverá oficinas temáticas relacionadas a Ciência e Tecnologia. Será um momento de troca de experiências e reflexões a partir dos elementos em comum e da diversidade da América Latina. Os interessados em inscrever propostas de oficina devem enviar seus projetos para o email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. informando: nome da oficina, público-alvo, objetivo geral e específicos, metodologia, referências bibliográficas, material e infraestrutura necessária.

O evento também contará com grupos de trabalho com o objetivo de criar um dispositivo de acompanhamento das políticas voltadas para a educação, ciência e tecnologia nas universidades públicas na América Latina e Caribe.

Finalmente, haverá a possibilidade de submissão de trabalhos acadêmicos, relatos de experiências, pesquisas e extensão articulados junto aos movimentos sociais, coletivos e/ou entidades e áreas afins. Os trabalhos acadêmicos científico (com opção de ser acadêmico artísticos) deverão estar orientados por algum dos seguintes eixos:

1) Movimentos sociais e lutas na América Latina

2) Estado, direitos sociais e políticas sociais

3) Conservadorismo e direitas na América Latina

4) Organizações de esquerda e suas estratégias de atuação

5) Debate sobre diversas epistemologias

6) Relação universidade e sociedade

7) Questões de gênero na América Latina

8) Questões de territórios rural e urbano e sua relação com meio ambiente

9) O desenvolvimento, a ciência e a tecnologia, e as universidades na América Latina

10) Disputas de currículo na universidade

11) O público e o privado na ciência e na universidade pública

12) Relações étnicos raciais na América Latina e Caribe

13) Relações internacionais

14) Justiça ambiental e soberania alimentar

15) Saúde e privatização

16) Segurança pública na América Latina

O prazo para submissão de resumos se encerra em 15 de abril de 2019.

Maiores detalhes sobre o 1º Encontro Latino-Americano de Pós-Graduação (ELAP) podem ser obtidos através do site do evento: www.grupodetrabalhoeorientacao.com.br/elap.

 

 

Biodiversidade

Os primeiros esforços do Brasil no sentido da consolidação de uma política de conservação da biodiversidade nacional remetem à Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Eco-92. Esta convenção teve como pilares, além da conservação de nossa biodiversidade, a promoção da justa repartição de benefícios provenientes do uso econômico de nossos recursos genéticos, respeitando assim a soberania de cada país.

Oito anos mais tarde, ocorreria um caso emblemático relacionado a este tema. Em 2000, a Bioamazônia (Associação Brasileira para o Uso Sustentável da Biodiversidade da Amazônia) tentou firmar um polêmico contrato de exploração de recursos genéticos da Amazônia com a empresa farmacêutica internacional Novartis Pharma AG. O referido acordo estipulava que durante um período de três anos a Bioamazônia deveria fornecer à empresa suíça amostras de microorganismos, preparando extratos a partir delas. Tais amostras, bem como todos os direitos de patentes relacionadas, seriam propriedade da Bioamazônia. Em contrapartida, a Novartis escolheria as amostras (cepas e extratos) para análise e seria proprietária de todas as invenções que resultassem do trabalho com as amostras, inclusive compostos diretos e derivados. Lançados os produtos, a Bioamazônia receberia a bagatela de 1% dos royalties sob a venda líquida dos produtos.

À época, o Ministério do Meio Ambiente chegou a considerar o contrato de bioprospecção ilegal e, felizmente, em prol da soberania nacional, ele acabou sendo anulado em 2001. Ficava evidenciada então a inexistência de uma legislação que protegesse adequadamente os recursos genéticos brasileiros.

Pouco tempo depois, em 2001, o governo instituiu a medida provisória 2186-16, que, basicamente, dispunha sobre as obrigações e direitos relativos ao acesso a componentes do patrimônio genético nacional. Mas a medida falhou em atingir os fins propostos, pois, segundo especialistas, apresentava uma série de impasses burocráticos.

Apenas em 2015, fruto de uma extensa discussão envolvendo o setor acadêmico, empresarial e povos indígenas e comunidades tradicionais, viria a ser sancionada a Lei 13123, que ficou conhecida como o Marco Legal da Biodiversidade, revogando a antiga medida provisória. A partir dessa lei, foram incorporados ao ordenamento jurídico nacional diversos compromissos assumidos pelo governo brasileiro perante a Convenção sobre Diversidade Biológica, tratado da Organização das Nações Unidas que regula o tema. A lei estipulou novas regras para o acesso de pesquisadores e empresas ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional associado, além de ter normatizado os direitos dos povos tradicionais à repartição dos benefícios oriundos da utilização de seus conhecimentos.

Posteriormente, em 2016, através do Decreto nº 8.772, foi criado o SisGen, um sistema mantido e operacionalizado pela Secretaria Executiva do CGen (Conselho de Gestão do Patrimônio Genético). Contudo, ainda hoje, muitos pesquisadores possuem dúvidas em relação ao cadastramento e à correta utilização deste sistema.

Pensando nisso, a farmacêutica Marcela Mariana de Almeida Ribeiro, servidora da Agência UFRJ de Inovação, desenvolveu em seu mestrado no Profnit (Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia), sob a orientação da Profa. Flávia Lima do Carmo, uma cartilha que tem por objetivo justamente o esclarecimento de nosso corpo acadêmico acerca de questões relativas ao tema. O material pode ser acessado através deste link.

 

 

INPIlogoEstão abertas as inscrições para aqueles que desejarem se candidatar a uma vaga no "Curso de Proteção de Programas de Computador", agendado para o dia 11 de abril de 2019, das 8h30 às 17h30, na Rua Mayring Veiga, 09, no Centro do Rio de Janeiro

O objetivo do curso é aprofundar os conhecimentos sobre a proteção dos programas de computador e o registro de software como forma de assegurar ao autor direitos de exclusividade na produção, no uso e na comercialização de sua criação; e a patente de invenções implementadas por programas de computador.

São pré-requisitos: ter concluído o Curso Básico de P.I. (modalidade presencial, promovido pelo INPI) ou o Curso Geral de Propriedade Intelectual (DL101PBR, modalidade à distância, promovido pelo INPI & OMPI a partir do ano de 2012).

O curso é gratuito e o aceite da inscrição está sujeito ao limite de vagas disponíveis (40 vagas distribuídas por ordem cronológica das inscrições).

As inscrições são feitas exclusivamente por meio deste link.

 

 

chinasummerschool

A Universidade de Tsinghua, na China está oferecendo duas vagas para alunos que estejam cursando graduação ou o primeiro ano de mestrado na UFRJ para o programa Experiencing China.

O programa de duas semanas de atividades de aprendizado e imersão cultural oferece aulas interativas sobre uma ampla gama de tópicos, incluindo arquitetura, cidade criativa, educação, História, economia e estudos de gênero. Os alunos participarão de palestras, discussões de projetos, workshops e visitas com outros estudantes provenientes de mais de 50 países e regiões de todo o mundo.

Esta é a quarta edição do programa, que contou com dois alunos da UFRJ no ano passado. As atividades, que serão em inglês, ocorrerão de 11 a 24 de julho. As duas bolsas oferecidas cobrem matrícula, taxas da universidade, acomodação e seguro básico de acidentes. Ficarão a cargo dos estudantes as despesas com passagem aérea e seguro médico apropriado.

Ocorrerá uma seleção interna, posteriormente transmitida para a Universidade Tsinghua. Os candidatos têm até o dia 17 de março para preencher o formulário de candidatura, que pode ser acessado aqui.

Para conhecer mais sobre o Experiencing China acesse este link.

Os alunos pré-selecionados passarão por uma entrevista e o resultado será liberado até o dia 29 de março.

Em caso de dúvidas, o telefone de contato é 3938-7150 (Rejane Rocha).

bootcampbiohacking

 

Depois do sucesso do Bootcamp de Fabricação Digital, realizado na última semana de fevereiro deste ano, o iHUB está agora com inscrições abertas para o Bootcamp Biohacking. Trata-se de um bootcamp prático no qual os participantes aprenderão a projetar, crescer e extrair seus próprios biomateriais usando apenas hardware de código aberto que os próprios participantes fabricarão. A ideia é que ao fim todos os participantes sejam capazes de construir e operar máquinas e protótipos de código aberto. O curso ocorrerá entre os dias 25 e 29 de março no Fablab da Firjan Senai, que fica na Praça Natividade Saldanha, 19, próximo à estação Triagem do metrô. As inscrições ficam abertas até 15 de março e podem ser realizadas através deste link. O email para contato é Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

Programação

Dia 01

-    Abertura

-    Programação da semana: documentação e descrição dos objetivos

-    Introdução da FIRJAN, Fab Lab SENAI e instalações.

-    Fabricação subtrativa 2D

-    Controle Numérico e GCode

-    Fresagem de grande formato

-    Design digital - 2D 

-    Construção de equipamento de laboratório

Dia 02

-    Biologia molecular

-    Bioarte

-    Biomateriais

-    Eletrônica e Codificação 

-    Construção de equipamento de laboratório

Dia 03

-    Genética

-    Biosensor

-    Eletrônica e Codificação 

-    Construção de equipamento de laboratório

Dia 04

-    Técnicas de separação

-    Bioinformática

-    Eletrônica e Codificação 

-    Construção de equipamento de laboratório

Dia 05

-    Espectrometria

-    Eletrônica e Codificação 

-    Construção de equipamento de laboratório

-    Exposição de equipamentos

 

 

bootcampbiohacking

Depois do sucesso do Bootcamp de Fabricação Digital, realizado na última semana de fevereiro deste ano, o iHUB está agora com inscrições abertas para o Bootcamp Biohacking. Trata-se de um bootcamp prático no qual os participantes aprenderão a projetar, crescer e extrair seus próprios biomateriais usando apenas hardware de código aberto que os próprios participantes fabricarão. A ideia é que ao fim todos os participantes sejam capazes de construir e operar máquinas e protótipos de código aberto. O curso ocorrerá entre os dias 25 e 29 de março no Fablab da Firjan Senai, que fica na Praça Natividade Saldanha, 19, próximo à estação Triagem do metrô. As inscrições ficam abertas até 15 de março e podem ser realizadas através deste link. O email para contato é Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

Programação

Dia 01

-    Abertura

-    Programação da semana: documentação e descrição dos objetivos

-    Introdução da FIRJAN, Fab Lab SENAI e instalações.

-    Fabricação subtrativa 2D

-    Controle Numérico e GCode

-    Fresagem de grande formato

-    Design digital - 2D 

-    Construção de equipamento de laboratório

Dia 02

-    Biologia molecular

-    Bioarte

-    Biomateriais

-    Eletrônica e Codificação 

-    Construção de equipamento de laboratório

Dia 03

-    Genética

-    Biosensor

-    Eletrônica e Codificação 

-    Construção de equipamento de laboratório

Dia 04

-    Técnicas de separação

-    Bioinformática

-    Eletrônica e Codificação 

-    Construção de equipamento de laboratório

Dia 05

-    Espectrometria

-    Eletrônica e Codificação 

-    Construção de equipamento de laboratório

-    Exposição de equipamentos

 

 

programadementoring2019

Estão abertas até o dia 22 de março as inscrições para o Programa de Mentoring da Alumni Coppead em parceria com Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ. O projeto, que está em sua quinta edição, seleciona ex-alunos do Instituto Coppead com experiência no mercado para mentorar startups residentes da Incubadora de Empresas da Coppe. Nos 4 primeiros ciclos, foram mais de 40 mentores e mais de 30 empresas apoiadas.

O programa está em busca de ex-alunos do Coppead com pelo menos 5 anos de experiência em cargos de gestão e vontade de contribuir com a expansão do ecossistema empreendedor da UFRJ e auxiliar no crescimento de startups inovadoras. Os selecionados participam de um workshop de formação de mentores e desenvolvem um plano de mentoria junto com a empresa. Além da experiência de mentoria, o programa é uma oportunidade de ampliar o networking e aprimorar habilidades técnicas e relacionais.

Para participar do processo de seleção, basta fazer uma candidatura através do formulário. Nesta edição, o programa será realizado de abril a dezembro de 2019. O regulamento e o Guia do Mentor estão disponíveis no site do Instituto Coppead

 

 

Nos dias 23 e 24 de maio, será realizado o Pharma Meeting Brazil 2019. O evento acontece na cidade de São Paulo, no Novotel Morumbi, e é destinado a empresas do setor industrial farmacêutico e do segmento da saúde que estejam oferecendo ou procurando oportunidades de licenciamentos (in e out), co-marketing, co-promotion, além de empresas especializadas em pesquisa e desenvolvimento de medicamentos, terceirização de produção, desenvolvimento de novas formas de aplicação e suprimento de APIs.

Mais informações em: http://pharmameetingbrazil.com.br.

 

pharmameeting2019

 

 

 

osiris2

 

A Biologia Sintética é uma área emergente que busca a construção de novas vias biológicas artificiais ou o redesenho de sistemas biológicos naturais já existentes. O interesse pelo tema e o amplo leque de aplicações possíveis motivou estudantes de diferentes áreas a fundarem, com a mentoria da professora Mônica Montero Lomeli, do IBqM (Instituto de Bioquímica Médica – UFRJ), a Osiris, equipe que é pioneira neste ramo do conhecimento no estado do Rio de Janeiro.

O grupo é composto pelos estudantes da UFRJ Daniel Rodrigues (Biofísica), João Gabriel Silva (Biotecnologia), Vitória Almeida (Nanotecnologia), Lucas Teixeira e Isis Botelho (ambos da Engenharia de Bioprocessos). Eles acabam de lançar uma campanha de crowdfunding que visa a custear a participação da Osiris no iGEM, (International Genetically Engineered Machine), uma competição internacional de engenharia de sistemas biológicos que ocorre em Boston no final do ano.

A ideia dos universitários é apresentar o projeto DiagSyn, que consiste numa plataforma de diagnóstico para diferentes doenças transmitidas por mosquitos. Projetada para ser um dispositivo de detecção e rápido diagnóstico, ela permitirá identificar instantaneamente, usando apenas uma amostra de sangue, se o indivíduo possui os vírus responsáveis pelas doenças da dengue, zika e chikungunya. A ideia é montar um aparelho que funcionará utilizando ferramentas das ciências biológicas, no qual o reconhecimento do patógeno ocorrerá dentro do sistema, com detecção possível graças a uma fita de DNA estruturada (aptâmero) que irá reconhecer o vírus e indicar a doença.

Conforme explica João Gabriel Silva, o objetivo da equipe é demonstrar o potencial de impacto social da Biologia Sintética. “Doenças transmitidas por Aedes Aegypti são comuns no Brasil e podem ter picos alarmantes em certos períodos do ano, superlotando hospitais e, consequentemente, dificultando o atendimento correto aos pacientes. Um diagnóstico preciso e rápido poderia ser utilizado a fim de reduzir o tempo de espera do resultado de exames e diminuir a concentração em prontos atendimentos. Assim, nosso dispositivo estará focado em diagnosticar as doenças de dengue, zika e chikungunya para um melhor atendimento em hospitais e centros médicos”, explica o universitário.

Os interessados em contribuir ou em obter mais informações sobre o projeto podem fazê-lo através do endereço https://www.catarse.me/osiris. Lá também consta um vídeo com mais detalhes sobre o projeto.

 

 

consultapublicainpi

O INPI iniciou consulta pública sobre a nova versão das diretrizes de exame de pedidos de patente na área de biotecnologia. A consulta foi publicada no Diário Oficial da União de 6 de fevereiro e fica aberta pelo prazo de 60 dias.

O novo texto traz alterações em alguns itens das Diretrizes vigentes na Resolução INPI/PR Nº 144/2015, publicada na RPI nº 2306, de 17/03/2015.

Os interessados devem enviar as sugestões para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Após o prazo, o INPI apresentará as propostas recebidas durante a consulta pública e o texto definitivo das diretrizes.

Veja a publicação no Diário Oficial da União.Confira a  página da consulta pública com a proposta de novas diretrizes de exame de pedido de patentes em biotecnologia.

Acesse o formulário eletrônico para participar da consulta pública.

 

 

parquetecnologicopolobiotecnologia

Desde 1º de fevereiro de 2019, o Polo de Biotecnologia da UFRJ passou a ser administrado temporariamente pelo Parque Tecnológico e, desta forma, as empresas instaladas passaram a ter acesso aos serviços e atividades de interação com a universidade desenvolvidos pela instituição. Em maio de 2018, o convênio da Fundação Bio-Rio, antiga gestora do Polo, com a UFRJ teve seu prazo encerrado. Com a decisão da UFRJ pela administração do local, as atuais 34 empresas lá instaladas iniciam, a partir de agora, um processo de transição, com duração ainda indefinida, para que se estruturem aos processos e serviços oferecidos pelo Parque Tecnológico da UFRJ

O Parque Tecnológico da UFRJ é um ambiente de inovação dentro da UFRJ que permite a interação entre a universidade e as empresas, transformando conhecimento em emprego e renda e oferecendo produtos e serviços inovadores para a sociedade. Uma empresa instalada no Parque deve, obrigatoriamente, manter relações de pesquisa e desenvolvimento com a UFRJ para viabilizar parcerias capazes de promover inovações. O Parque também acompanha a gestão das pequenas e médias empresas instaladas e realiza atividades que estimulam o relacionamento entre as organizações residentes e demais públicos de interesse.

“Para o Parque Tecnológico este é um processo que vai ao encontro de nosso planejamento estratégico, de ampliar nossa atuação nas mais variadas áreas do conhecimento. Acreditamos que as empresas atualmente instaladas no Polo possuem sinergia com nossas atividades e com as capacidades inovadoras dos grupos de pesquisa da UFRJ. Desta forma, iremos, cada vez mais, intensificar nossa estratégia de transbordamento das atividades do Parque”, diz José Carlos Pinto, diretor executivo do Parque Tecnológico da UFRJ.

 

 

MJV

A MJV, empresa residente do Parque Tecnológico da UFRJ, está lançando uma plataforma de empreendedorismo para a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Os alunos e professores terão acesso a materiais exclusivos sobre negócios, ferramentas para começar a empreender e workshops para desenvolver e testar suas ideias. Para participar e conhecer um pouco mais sobre a plataforma basta acessar o link.

A MJV, tradicional consultoria em tecnologia e inovação, é pioneira no uso do Design Thinking no Brasil, com mais de 21 anos de experiência e mais de 200 projetos realizados em grandes clientes como Coca-Cola, Bradesco Seguros e Santander.

 

 

editaldeinovacaonaindustria

Startups, micro e pequenas empresas de base tecnológica interessadas em solução de desafios propostos por grandes indústrias podem contar com três chamadas do Edital de Inovação para a Indústria categoria C. O valor total do apoio é de R$ 13 milhões para o desenvolvimento de projetos em áreas como sustentabilidade, bem-estar social, inteligência operacional e eficiência.

O Edital de Inovação para a Indústria categoria C é uma parceria de grandes empresas com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Na análise do gerente-executivo de Inovação e Tecnologia do SENAI, Marcelo Prim,as novas chamadas se destacam pelo maior aporte financeiro que as empresas estão colocando nos projetos. “O aumento da quantia investida pelas empresas mostra que elas estão vendo maior valor agregado nos editais de inovação”, afirma. “O edital não só conecta a demanda de grandes empresas com startups, como é uma oportunidade de compartilhar riscos tecnológicos e de negócios, bem como de ter acesso ao quadro de pesquisadores que o SENAI coloca à disposição”, complementa.

Especialista em inovação do Sebrae, Agnaldo Dantas acredita que o Edital de Inovação para a Indústria é uma excelente oportunidade para promover a aproximação entre os pequenos negócios e as médias e grandes empresas. Para ele, com a parceria, as grandes empresas ganham agilidade ao agregar pequenas empresas capazes de desenvolver soluções para os seus problemas. As pequenas ganham tanto no aspecto financeiro, quanto pelo fato de terem o suporte de grandes indústrias. “É o que chamamos de um jogo de ganha-ganha entre as empresas. Mas ganha também o país, com empresas mais inovadoras e mais competitivas”.

Empresas parceiras

Uma das chamadas é da Enel, um dos principais players de energia do país. As inscrições abriram em 23/01 e se encerram em 29/03.  A empresa propõe três desafios. Um deles pede soluções para levar água potável a populações sem acesso a serviços de água tratada e esgoto. O segundo diz respeito à diminuição de poeira em residências próximas a construções de usinas fotovoltaicas e eólicas.

O terceiro pretende resolver a gestão de resíduos sólidos e promoção do melhor aproveitamento do lixo no Nordeste brasileiro. “Buscamos ideias inovadoras e sustentáveis para solucionar desafios encontrados no desenvolvimento de nossos negócios, sempre atentos às necessidades das comunidades locais”, afirma a responsável por Projetos de Sustentabilidade em Geração e Transmissão da Enel no Brasil, Débora Pinho.

A outra chamada é da Engie Energia. Neste caso, as inscrições seguem até 31/03. Serão selecionadas até seis startups que apresentem soluções aplicáveis e funcionais. Dos três desafios propostos, dois estão centrados no desenvolvimento de plataformas digitais (como formato de nuvem e big data) que permitam otimizar o consumo de energia por meio de análise de perfil de consumo, inteligência operacional e diminuição de desperdícios.

O terceiro pede um sistema para gestão da saúde e segurança do trabalho para reduzir a incidência de acidentes. “Queremos promover o progresso harmonioso e temos na inovação e nas parcerias com startups pilares fundamentais para transformamos a relação das pessoas com a energia para um mundo sustentável”, ressalta Maurício Bähr, CEO da ENGIE Brasil.

A terceira chamada é da Ternium, empresa especializada na produção e processamento de produtos em aço. As inscrições vão até 15/03. Serão selecionadas até dez startups que apresentem soluções para três temas. O primeiro deles propõe que a startup desenvolva monitoramento online para garantias físico-químicas das matérias-primas e solução automatizada para determinação de peso de materiais baseado na relação "volume versus densidade".

O outro diz respeito à mobilidade com segurança e pede à startup que crie tecnologias para carros industriais autônomos de transporte de metal líquido nos processos siderúrgicos. E, por fim, uma solução para rastreamento e monitoramento online dos resíduos e coprodutos gerados no processo siderúrgico. “Estamos sempre em busca de novas tecnologias que aprimorem a segurança operacional, melhorem a qualidade de trabalho dos nossos funcionários e promovam inovação. Estamos animados com as novas ideias e soluções que podem surgir desse projeto”, conclui o presidente-executivo da Ternium, Marcelo Chara.

Como funciona

O Edital de Inovação para a Indústria é uma iniciativa do SENAI, do Sebrae e do Serviço Social da Indústria (SESI). Desde que foi criado, em 2004, ajudou mais de 800 empresas a serem competitivas por meio de novos produtos e processos inovadores. As chamadas funcionam da seguinte maneira: grandes empresas fazem parceria com o SENAI, Sebrae e SESI para abrir a chamada e atrair startups interessadas em resolver desafios propostos. As grandes empresas financiam parte dos projetos, a outra parte é financiada por SENAI, SESI e Sebrae. O SENAI disponibiliza ainda laboratórios e centros de inovação para a execução dos projetos.

 

 

bootcampdefabricacaodigital

A Agência UFRJ de Inovação está apoiando o Bootcamp de Fabricação Digital, programa de treinamento prático e intensivo de cinco dias e uma ampla introdução a ambientes de prototipagem e fabricação rápida.

O programa é organizado pelo HUB de Inovação na UFRJ, pelo Maker Factory Impressão 3D e também conta com apoio da FIRJAN Senai, do Parque Tecnológico da UFRJ e do LAB3i – Laboratório de Inovação Informação e Interação, da Coppe/UFRJ.

Os participantes conhecerão as máquinas e aprenderão a operá-las. Ao longo do bootcamp serão fornecidas as ferramentas e ensinadas as habilidades para desenvolver ideias dentro do escopo da fabricação digital. Os participantes também irão desenvolver objetos feitos sob encomenda e que serão prototipados como finalização do evento.

O programa é destinado a profissionais interessados em diversificar suas habilidades acessando um novo campo como a fabricação digital e que também tenham interesse no movimento maker.

As inscrições vão até o dia 8 de fevereiro e podem ser feitas através deste link.

 

 

 

modulosO Rio? É doce.
A Vale? Amarga.
Ai, antes fosse
Mais leve a carga.
Entre estatais
E multinacionais,
Quantos ais!
A dívida interna.
A dívida externa
A dívida eterna.
Quantas toneladas exportamos
De ferro?
Quantas lágrimas disfarçamos
Sem berro?

 

“Lira Itabirana” é um poema de 1984 assinado por Carlos Drummond de Andrade. Naquela época, um dos maiores nomes da literatura brasileira já criticava a cobiça por trás da mineração sem respeito ao meio ambiente e à comunidade. O poeta parecia prever os desastres ambientais e sociais que viriam a ocorrer 2015, em Mariana, e em 2019, em Brumadinho. Os dois casos chocaram o Brasil por conta da destruição provocada e pelos danos ambientais de magnitude incalculável.

Além da grande quantidade de desaparecidos e de tantas outras vidas perdidas, uma questão recorrente em desastres deste porte é a das pessoas que perdem suas moradias e acabam desabrigadas. Nestes momentos difíceis, as construções habitualmente adaptadas para servirem de abrigo aos que perderam suas casas são os ginásios, igrejas e escolas municipais. Ocorre que, não raramente, os desabrigados enfrentam problemas como superlotação, brigas e falta de privacidade, causando ainda mais desconforto justamente àqueles que já estão passando por árduas provações. Muito disso em função de se tratarem de locais improvisados às pressas para atenderem a estas demandas emergenciais.

Em 2013, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da UFRJ, a então aluna Natália da Cunha Cidade defendia um trabalho final de graduação intitulado “Habitação Emergencial”, no qual apresentou um interessante e inovador projeto para abrigos temporários. Impossível não fazer uma associação com os lamentáveis efeitos destas recentes tragédias da mineração no Brasil.

O trabalho de Natália inova justamente quando propõe que os abrigos passem a adotar estruturas modulares que podem ser produzidas a um menor custo através do uso de materiais simples presentes na construção civil, tais quais tubos e conexões de PVC, juntamente a divisórias de náilon resinado para as vedações. Por conta do material utilizado, além da fácil estocagem – já que suas peças ficam guardadas como um "kit" –, as estruturas concebidas pela arquiteta podem ser montadas por mão de obra não-especializada, uma vez que se tratam de simples encaixes. Elas também possuem uma leveza muito maior, o que representa mais facilidade para o seu transporte. Desta forma, o projeto representa uma alternativa barata e prática para repensar os abrigos temporários.

Atualmente busca-se parcerias para que o projeto possa ser desenvolvido em larga escala. Os interessados podem entrar em contato através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

redacao

Oficinas gratuitas ajudarão pesquisadores na redação de patentes. Organizadas pela Axonal, serão mais de 70 edições cobrindo todas as 27 unidades federativas. 

As oficinas são uma parceria da Axonal com universidades e instituições de ciência e tecnologia e têm como objetivo capacitar os participantes a darem os primeiros passos na redação de patentes, incluindo a realização de buscas, identificação e leitura de documentos relacionados, definição do escopo da invenção, decisão sobre formas de proteção, elaboração de quadros reivindicatórios e relatórios descritivos.

No Rio de Janeiro, as oficinas acontecerão nos dias 11 e 12 de fevereiro, na UERJ.

Mais informações em www.axonal.com.br/capacitacao

 

 

bndes

 

Com o foco em desenvolver e fomentar o empreendedorismo no Brasil, o BNDES – Banco Nacional do Desenvolvimento – criou o BNDES Garagem, uma iniciativa de apoio às startups brasileiras, que inclui a realização do Programa BNDES Garagem de Desenvolvimento de Startups e a estruturação de um Centro de Inovação no Rio de Janeiro.

O programa será dividido em duas vertentes: um projeto focado em ideias e desenvolvimento de produto e uma outra que abordará negócios já em fase de tração, respectivamente, BNDES Garagem Criação e Aceleração. Compostos por workshops presenciais, conteúdo, acompanhamento no dia a dia, acesso à rede de mentores e parceiros, os programas contribuirão para a geração de negócios. As startups selecionadas, além destes benefícios, também terão direito a um escritório completo na WeWork Carioca.

A iniciativa terá a parceria de duas grandes aceleradoras, referências na aceleração de startups e geração de negócios: a Liga Ventures, a primeira aceleradora focada em conectar startups e grandes empresas do Brasil e responsável pela aceleração de mais de 100 startups nos últimos 3 anos fazendo negócios com grandes corporações como Unilever, GPA, Porto Seguro, Mercedes-Benz e outros; e a Wayra, hub de inovação aberta da Vivo no Brasil e da Telefônica no mundo, que tem como objetivo buscar, investir e escalar as melhores startups fazendo negócios com Vivo e Telefônica, com grandes empresas e parceiros do mercado. A Wayra está presente em 10 países e já investiu em mais de 800 startups.

O programa BNDES Criação é destinado à empreendedores que querem ou estão tirando suas ideias do papel. Em geral, são empreendedores que ainda não lançaram seus produtos ou lançaram em ambiente controlado, com poucos usuários testando. Utilizando metodologias que são referência para o desenvolvimento de startups, esse programa visa ajudar empreendedores na criação de empresas a partir de ideias ou projetos inovadores, apoiar o desenvolvimento do produto mínimo viável (MVP), validação de problema e solução, até o lançamento da startup para os clientes no mercado.

O programa BNDES Aceleração, por sua vez, vai apoiar startups já constituídas, com produto no mercado e que buscam ganhar crescimento e escala. Ele oferece acesso a uma ampla rede de mentores, potenciais investidores e parceiros. Além disso, vai fomentar a geração de negócios entre as aceleradas e as empresas parceiras do BNDES, trazendo inovação para todas as partes interessadas no processo.

A participação é gratuita e a data limite para as inscrições é 27 de janeiro de 2019. Mais informações.

 

 

startupreciclagem

Você sabia que até 2050 devem ser produzidas mais de 30 bilhões de toneladas de plástico, aumentando ainda mais a poluição mundial? A iniciativa alemã Global Pioneers quer contribuir para a solução deste desafio e, para isso, busca startups com ideias visionárias voltadas a gestão de resíduos, reciclagem e sustentabilidade.

Sua startup se encaixa neste perfil? Então não deixe de participar. A startup selecionada poderá receber investimento de até 25.000 euros.

Acesse: www.global-pioneers.com

 

 

Premios innovacion RRSS facebook 640x360

 

A Fundación MAPFRE deu início à 2ª edição dos "Prêmios Fundación MAPFRE à Inovação Social", em parceria com o I.E (Instituto de Empresas), e reconhecerá com 30 mil euros, iniciativas que possuam grande potencial de impacto social nas seguintes categorias: melhora da saúde e tecnologia digital (e-health); inovação em seguros (insurtech); mobilidade sustentável e segurança viária.

Os prêmios estão divididos em três regiões geográficas: Brasil, América Latina e Europa. Além da premiação em dinheiro para os três vencedores (um por categoria) , as 9 iniciativas selecionadas para a grande final que acontecerá na Espanha, receberão sessões presenciais de coaching, todas as despesas de viagem pagas, presença na mídia para dar visibilidade a seus projetos e participação na Rede Innova, um ponto de encontro baseado no sistema de cocriação para viabilizar o intercâmbio de conhecimento especializado e o apoio mútuo entre seus membros, além de promover projetos de impacto social em todo o mundo.

As inscrições estão abertas até 31/01. Para mais informações acesse: http://fundacionpremiosinovacao.mapfre.com.br/

 

 

irisina

A Doença de Alzheimer (DA) afeta hoje cerca de 35 milhões de pessoas no mundo, das quais mais de 1 milhão está no Brasil. A DA tem como seu principal sintoma a perda progressiva de memórias e, infelizmente, ainda não tem cura. Não se sabe exatamente o que causa a DA, mas há fortes indícios de que falhas na comunicação entre os neurônios, as chamadas sinapses, estão por trás da perda de memórias em pacientes com aessa enfermidade.

Por outro lado, sabe-se que o exercício físico é muito importante para a prevenção de diversas doenças. Embora os benefícios do exercício sejam melhor conhecidos na prevenção de doenças cardiovasculares e endócrinas, por exemplo, estudos realizados nos últimos anos revelaram que a atividade física pode também trazer benefícios para pacientes afetados pela DA, especialmente nos estágios iniciais da doença. No entanto, muito pouco se sabe ainda sobre como o exercício dispara sinais no cérebro dos pacientes para promover tais benefícios.

Os professores Fernanda G. de Felice e Sergio T. Ferreira, do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis e do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da UFRJ, lideraram uma pesquisa que revelou que um hormônio recentemente descoberto e chamado de irisina pode ser a chave para entender os benefícios do exercício físico na DA. Os pesquisadores da UFRJ mostraram que a irisina, já sabidamente produzida pelo músculo, também pode ser produzida pelo cérebro em resposta ao exercício físico.  Havia-se descrito anteriormente que a função da irisina seria regular o metabolismo do tecido adiposo, onde ficam armazenadas as reservas de gordura do corpo, em resposta ao exercício físico. No entanto, o novo estudo mostra que a irisina também tem efeitos benéficos no cérebro, ao promover mecanismos que protegem as sinapses e favorecem a manutenção das memórias. O grupo de cientistas da UFRJ inicialmente mostrou que a irisina se encontra em níveis bastante diminuídos nos cérebros de pacientes afetados pela DA, assim como no cérebro de camundongos que são utilizados como modelos experimentais da doença.

“Isso nos levou a imaginar que a falta de irisina no cérebro poderia ser prejudicial às sinapses e, portanto, poderia prejudicar a memória”, explica Mychael V. Lourenco, primeiro autor do estudo agora publicado e também professor do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ.

Confirmando essa hipótese, eles descobriram que a reposição dos níveis de irisina no cérebro de diferentes formas, inclusive através do exercício físico, foi capaz de reverter a perda de memória dos camundongos afetados pela DA. Mais ainda, os pesquisadores descobriram que a irisina atua como responsável pelos efeitos benéficos do exercício físico no cérebro e na memória dos camundongos.

Esses resultados revelam que a irisina é um novo alvo para o desenvolvimento de tratamentos para a DA. Além disso, as descobertas do grupo brasileiro reforçam a importância da atividade física para prevenir a perda de memória e doenças do cérebro, inclusive a doença de Alzheimer. “Este novo estudo demonstra, ainda, que a administração de irisina consegue mimetizar, ao menos em modelos animais, os efeitos do exercício físico no cérebro, o que pode ser terapeuticamente importante para pacientes idosos que não conseguem mais se exercitar adequadamente”, conclui Fernanda de Felice.  Finalmente, “por se tratar de um hormônio produzido pelo próprio organismo humano, imagina-se que a irisina poderia trazer menos efeitos colaterais adversos em futuros testes clínicos com seres humanos e, especialmente, em pacientes afetados pela Doença de Alzheimer”, complementa Sergio Ferreira.

 

 

museulego

Uma dupla de publicitários brasileiros, Caio Gandolfi e Diego Ferrite, inscreveu esta maquete do Museu Nacional — destruído pelo incêndio em 2 de setembro de 2018 —, em Lego, as pecinhas de montar, num concurso online promovido pela empresa dinamarquesa. Caso o projeto seja “curtido” no site por 10 mil pessoas, ele vai virar um brinquedo e será colocado à venda pela Lego. E todos os royalties das vendas do produto serão repassados pelos publicitários ao fundo de reconstrução do Museu Nacional. Veja aqui o projeto.

 

 

armadilhaparaaedes2018

 

As altas temperaturas dos primeiros dias de 2019 não deixam dúvidas: estamos em pleno verão. A estação mais quente do ano, comumente associada a férias e diversão, é caracterizada por dias mais longos, noites mais curtas e mudanças rápidas nas condições diárias do tempo, com chuvas fortes e de curta duração.

São estas características que, além de proporcionar momentos de diversão, também estão associadas a algo que, de forma contrária, não tem nada de bom: possíveis surtos e até mesmo epidemias de doenças como dengue, zika e chikungunya. Tais doenças são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, que encontra na alternância de altas temperaturas com chuvas típicas do verão o ambiente ideal para o desenvolvimento de suas larvas e para sua reprodução.

As fêmeas do mosquito não colocam seus ovos diretamente na água, mas a milímetros acima de sua superfície, na parede do reservatório. Quando chove (e no verão as chuvas são constantes), o nível da água sobe, atingindo os ovos e fazendo-os passar à fase de larvas e até fase adulta. Além disso, o verão também é ideal para o desenvolvimento das larvas, já que a temperatura mais favorável para o seu crescimento é entre 25 e 30°C. O resultado desta combinação é o aumento da população de Aedes aegypti e, com isso, o aumento do risco de epidemias das doenças transmitidas pelo mosquito.

Foi com este cenário em vista que um grupo de pesquisadores da UFRJ uniu esforços para buscar uma solução mais eficiente para o combate ao Aedes aegypti. Neste sentido, a invenção elaborada pelos professores Ivo Carlos Correa (Departamento de Prótese e Materiais Dentários da Faculdade de Odontologia), Mônica Ferreira Moreira (Laboratório de Bioquímica e Biologia Molecular de Vetores, do Instituto de Química) e Edimilson Migowski (Departamento de Pediatria, da Faculdade de Medicina) em conjunto com Tiago Salles (doutorando em Bioquímica) se mostra uma tecnologia extremamente promissora. Culminando em um pedido de patente realizado através da Agência UFRJ de Inovação, a invenção se trata de um dispositivo capaz de atrair, capturar e exterminar o mosquito Aedes aegypti, principalmente as fêmeas da espécie.

Conforme explica a professora Mônica Moreira, a armadilha desenvolvida pelos inventores tem como diferencial o fato de ser destinada especificamente ao mosquito Aedes. “Os outros produtos que já existem no mercado, especialmente os que fazem uso de luz ultravioleta ou branca, são voltados para insetos em geral. Acontece que os odores dos outros insetos acabam dificultando a captura do Aedes aegypti. E ao reconhecer estes odores, o Aedes simplesmente evita estes produtos já existentes”, explica. A professora também chama a atenção para outro detalhe importante: “É a fêmea do Aedes que é o vetor das doenças”.

É justamente aí que a engenhosa invenção desenvolvida na UFRJ se destaca. Baseada na emissão de luz LED em comprimentos de ondas específicos entre o azul e o amarelo e com pico na cor verde, a armadilha sensibiliza a retina da fêmea do mosquito para atraí-la e, em seguida, capturá-la através de um sistema de sucção reversa. Finalmente, o inseto é empurrado em direção a uma grade que emite uma descarga elétrica de baixa voltagem, causando a morte do mosquito.

A tecnologia ainda apresenta o benefício de agir também sobre os mosquitos resistentes a inseticidas químicos, além de se enquadrar na concepção de tecnologia limpa, não causando qualquer tipo de poluição ambiental. “Por não empregar inseticida ou qualquer produto químico, a invenção é considerada amigável ao meio ambiente e, por isso, pode ser usada em locais abertos ou fechados, frequentados por adultos, crianças ou recém-nascidos”, comentam os inventores.

Para se ter uma ideia, testes laboratoriais realizados na UFRJ demonstraram que durante um período de 24 horas, enquanto armadilhas para insetos que fazem uso de luz branca são capazes de matar de três a cinco em cada 20 mosquitos, a nova armadilha com luz LED foi capaz de eliminar de 16 a 19. Ou seja, ela mostrou ser praticamente cinco vezes mais eficiente.

O professor Ivo Carlos Correa explica ainda outra vantagem da nova armadilha: “Por conta do seu baixo custo de produção, ela pode ser fabricada em diversos tamanhos. Até mesmo o seu funcionamento através da conexão a um computador via USB seria algo viável”.

A invenção já se encontra protegida por um pedido de patente realizado pela UFRJ junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). O próximo passo é buscar a inserção desta promissora tecnologia na cadeia produtiva. Atualmente a Agência UFRJ de Inovação está em busca de empresas interessadas em levar a armadilha para mosquito Aedes ao mercado para produzi-la em escala, permitindo que a população em geral possa usufruir do invento. Os interessados podem entrar em contato através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

finepstartup2019

A Finep lançou, no dia 7 de janeiro, a segunda rodada do edital de 2018 do programa Finep Startup, que tem como objetivo alavancar empresas de base tecnológica em fase final de desenvolvimento de produto ou que precisem ganhar escala de produção, com viabilidade comercial comprovada. O limite de recursos totais desta rodada é de R$ 30 milhões para 30 startups. O período para envio de propostas fica aberto até o dia 28 de fevereiro.

A financiadora vai investir até R$ 1 milhão em cada uma das empresas selecionadas, que ainda poderão receber no futuro um novo aporte de até R$ 1 milhão, conforme a evolução do plano de negócios. Além disso, a Finep vai aportar conhecimento e recursos financeiros via participação no capital de empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. As startups concorrentes precisam ter protótipo MVP (Minimum Viable Product ou, em português, Produto Viável Mínimo), prova de conceito ou, preferencialmente, já estarem realizando as primeiras vendas. Ou seja: não se enquadram propostas em fase de ideia ou pesquisa.

Assim como na primeira rodada, o processo de seleção será composto por três etapas: avaliação de plano de negócios (eliminatória e classificatória); banca avaliadora presencial (eliminatória e classificatória); e visita técnica e avaliação de documentação jurídica (eliminatória). O resultado final está previsto para julho.

Serão selecionadas startups que atuam nas seguintes áreas temáticas: Agritech, Cidades Inteligentes e Sustentáveis, Construtech, Economia Circular, Defesa, Economia Criativa – Jogos Eletrônicos, Educação, Energia, Fintech/Insurtech, Healthtech, Mineração, Óleo & Gás, Química e Materiais Bio-baseados. Também podem concorrer empresas que desenvolvam soluções nas seguintes tecnologias habilitadoras: Biotecnologia, Blockchain, Inteligência Artificial, Internet das Coisas (IoT), Manufatura Avançada, Microeletrônica, Nanotecnologia e Realidade Aumentada, Realidade Virtual e Realidade Mista.

Quem é empreendedor sabe que o caminho entre a ideia do negócio e o lucro costuma ser longo e cheio de obstáculos. O objetivo da Finep é ajudar startups brasileiras a superar o gap de apoio conhecido como “vale da morte”, fase em que muitas delas se desestruturam por falta de recursos. Empresas nesse estágio possuem grande dificuldade para financiar seu desenvolvimento, principalmente em função de ausência de garantias e geração de caixa.

Modelo de investimento inédito no Brasil

O Finep Startup surgiu para preencher justamente a lacuna entre o primeiro investimento que uma startup recebe – em torno de R$ 100 mil e realizado, por exemplo, por investidores-anjo – e o aporte feito por meio de um Fundo de Seed Capital – em torno de R$ 3 milhões –, dependendo do grau de maturidade da empresa.

O investimento vai se dar por meio de contrato de opção de compra de ações. Esse tipo de contrato transforma a investidora – no caso, a Finep – em uma potencial acionista da empresa. A opção de se tornar ou não sócia da startup terá prazo total de vencimento de até três anos, podendo ser prorrogado por mais dois. Se a empresa for bem-sucedida, a Finep pode exercer essa opção. Se a empresa fracassar, a financiadora não arca com o passivo. O modelo, inédito no Brasil, é inspirado em programas de outros países, particularmente os Estados Unidos, mas incorporou novidades. A avaliação da empresa (valuation), por exemplo, não será feita na entrada do programa.

Investimento público-privado

A Finep, no entanto, não pretende tornar as startups brasileiras dependentes de recursos públicos. Por isso, criou um mecanismo pioneiro para estimular o empreendedor a buscar investimento privado: serão priorizadas empresas que forem aportadas por investidores-anjo. O processo funcionará da seguinte forma: a startup que se inscrever no edital com uma carta de compromisso de um investidor-anjo ganhará pontos na seleção. A quantidade de pontos obtidos dependerá do valor do investimento privado, cujo valor mínimo é de R$ 50 mil. Com o aporte mínimo para o seu negócio, a proponente garante 1 ponto, podendo chegar a 5 pontos no máximo. Ao todo, são 20 pontos possíveis: 15 da avaliação da proposta de valor da startup e 5 obtidos caso ela receba investimentos privados de R$ 250 mil ou mais.

O investidor-anjo que se comprometer a investir na empresa selecionada pelo edital receberá parte do retorno da Finep (que exceder IPCA + 10), com o objetivo de ampliar seu engajamento com o sucesso da empresa. Esse percentual será proporcional à participação do anjo na rodada de investimento. Além da alavancagem de recursos, a atração de investidores privados é fundamental para o sucesso do empreendimento, à medida que estes também agregam conhecimento ao negócio. As startups não necessitam somente de recursos financeiros, mas também de auxílio em questões extremamente relevantes para o futuro do negócio, como governança e gestão.

 

 

moduloparalimpezadedocumentos

 

Quando se fala em inovação e em propriedade industrial em nossa Universidade, a primeira coisa que tipicamente vem à mente são os inventos dos nossos docentes. Mas não só eles produzem inovações tecnológicas passíveis de proteção intelectual. Nossos técnicos administrativos também.

Um exemplo recente é o caso de Solange Viegas, prestes a completar uma década atuando como bibliotecária da UFRJ. Mestre em Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde pela Fiocruz, a servidora lotada na Biblioteca José de Alencar da Faculdade de Letras entrou em contato com a Agência UFRJ de Inovação relatando ter desenvolvido um novo módulo de higienização multifuncional para obras, o que acabou gerando um novo pedido de registro de desenho industrial em nome da Universidade junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial).

De acordo com a Lei 9279, que regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial, “considera-se desenho industrial a forma plástica ornamental de um objeto ou o conjunto ornamental de linhas e cores que possa ser aplicado a um produto, proporcionando resultado visual novo e original na sua configuração externa e que possa servir de tipo de fabricação industrial”. Foi justamente este o caso do módulo multifuncional desenvolvido por Solange.

Pensando nos entraves que normalmente envolvem os procedimentos de higienização de obras, a bibliotecária que também coordena a Oficina de Conservação e Restauro desenvolveu um compartimento que tem por objetivo auxiliar as instituições na preservação de seu patrimônio documental. Sua função é possibilitar a limpeza de obras isolando as partículas de poeira e garantindo mais proteção aos agentes de limpeza, já que muitos microorganismos podem ser absorvidos pela pele ou pelas vias respiratórias, ocasionando doenças. “Muitas instituições e bibliotecas da própria UFRJ realizam este procedimento em cima de uma mesa forrada com cartolina, sendo altamente prejudicial à saúde do funcionário, além da poeira retornar ao ambiente”, comenta.

Segundo ela, a sujidade é o agente de deterioração que mais afeta os documentos, podendo causar manchas quando associada à alta temperatura e alta umidade relativa, prejudicando-os do ponto de vista estético. As manchas ocorrem quando as partículas de poeira se umedecem e penetram no papel. A sujeira e outras substâncias dissolvidas se depositam nas margens das áreas molhadas, provocando a formação de manchas, cuja remoção requer a intervenção de um restaurador. Daí a importância do processo de higienização. Conforme explica Solange, "a higienização é um procedimento de conservação preventiva, considerado de rotina,  que deve ser realizado nas obras já incorporadas a um acervo ou que ainda o serão. Geralmente é realizado semestralmente ou anualmente a fim de prolongar a vida útil do papel, prevenindo possíveis ataques de agentes biológicos”.

Tendo isso em mente, o módulo de Solange foi desenvolvido com um compartimento para receber a sujidade, uma gaveta para guardar o material de higienização e um filtro que pode ser descartado ao final do trabalho. Também possui iluminação própria e dimensões que permitem sua portabilidade e compartilhamento. Além disso, ele é cerca de 80% mais barato que o equipamento similar atualmente disponível no mercado. A bibliotecária espera que o valor reduzido possa atender a um maior número de bibliotecas e instituições, auxiliando na importante tarefa que é a preservação de seus acervos.

“Muitos acervos da UFRJ são importantes devido ao seu valor histórico e cultural. A higienização, procedimento de conservação preventiva, deve ser realizada semestralmente ou anualmente a fim de prolongar a vida útil do papel, prevenindo possíveis ataques de agentes biológicos. Toda instituição detentora de acervos tem obrigação de preservá-los, além de oferecer aos seus usuários materiais em condições de higiene para serem utilizados”, finaliza.

 

 

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