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O RISE 2021 – Rio Scientific Entrepreneurship, de 14 a 17 de junho, foi pensado para ser um espaço de aproximação entre os representantes da academia e do setor produtivo. O evento, que será online e gratuito, tem como objetivos gerar novos negócios com base na tecnologia, promover conexões entre pequenas e grandes empresas e incentivar a transformação do conhecimento gerado na academia em produtos e serviços. O RISE 21 conta com o apoio financeiro da Faperj e organização da UFRJ, Rede Inteligência Verde, Parque Tecnológico da UFRJ, Rede de Tecnologia e Inovação do RJ, Sebrae/RJ, Senai Cetiqt, e das empresas SØLLYTCH, iBench e BeezStudio.

O evento, com a participação de 78 líderes empresariais, especialistas em empreendedorismo científico de importantes órgãos de fomento, expoentes da academia e do mercado e representantes do governo, prioriza a troca de conhecimento e experiências, aprendizado, conexões e a realização de contatos, visando futuros acordos para investimento em ações de empreendedorismo científico.

Entre as atividades previstas estão: mural de talentos, conexões entre laboratórios e empresas, conexões entre startups e grandes companhias, cursos, conversas com investidores, palestras, stands virtuais e oficinas de Design Thinking, de Gestão de Projetos e de Patentes, entre outras iniciativas e ações.

“Idealizamos um evento para estimular conexões, mapear os players do mercado e promover oportunidades de negócios para empreendedores em diferentes áreas, com ênfase em meio ambiente e sustentabilidade, saúde e agronegócios”, explica Daniela Uziel, Coordenadora de Inovação do Centro de Ciências da Saúde, da UFRJ, e uma das organizadoras do evento.

Com um público-alvo formado por graduandos, pós-graduandos, docentes, gestores de incubadoras e empreendedores, o RISE 2021 vai oferecer Trilhas Tecnológicas em um espaço virtual criado para estimular discussões e propor ações de fortalecimento do espírito empreendedor.

Destaques da Programação

A abertura do evento acontece no dia 14/06, às 16h, com a participação de Leonardo Soares (Secretário estadual de desenvolvimento econômico), Antônio Cláudio da Nóbrega (Reitor da UFF), Denise Pires de Carvalho (Reitora da UFRJ) e Jerson Lima (Presidente da Faperj). Em seguida, os participantes assistem à palestra do professor da UFMG, Nivio Ziviani, professor emérito da UFMG e membro do board da Falconi e Kunumi, e à uma conversa com investidores.

O segundo dia, 15/06, dedicado aos temas do Meio Ambiente e Sustentabilidade, a partir das 16h, o professor Celso Funcia Lemme, da COPPEAD-UFRJ, fala sobre a Sustentabilidade como Fator de Inovação e Liderança. Os debates serão ESG na prática: Valor para os negócios; Compliance e certificações nas empresas: tudo nos conformes; Ações e potenciais da Bioeconomia no RJ; Inovação aberta: riscos e garantias para os empreendimentos científicos; Empreendedorismo Cooperativo Ambiental: algumas possibilidades de negócios; "Science Cities” e a sustentabilidade da inteligência das cidades.

O terceiro dia, 16/06, a partir das 16h, que será dedicado à área de Saúde, se inicia com um Panorama de Healthtechs e os temas serão BioBusiness; Cirurgia Plástica: oportunidade para pesquisa, inovação e novos negócios; O que tem de novo no Câncer; Saúde Digital; B2B, B2C ou B2G – Qual o meu modelo de negócio em saúde? Experiências e perspectivas e Cannabis medicinal e ciência psicodélica e Tecnologia e Cuidado com o paciente. Nesse dia, está prevista ainda uma rodada de negócios.

O quarto, e último, dia, 17/06, a partir das 16h, que será dedicado ao Agronegócio, os temas serão O Agro é pop?; Análise do mercado Agro do Rio de Janeiro; Hubs e redes de inovação no Agro; Conectividade no Campo e IoT; Hubs e redes de inovação no Agro; Representações do cooperativismo agropecuário fluminense para o desenvolvimento socioeconômico; Estratégias para o Mercado da Agricultura sustentável no Rio de Janeiro; Inteligência no AGRO/RJ: quais as demandas e potenciais?.

“Queremos proporcionar experiências únicas aos participantes, que poderão interagir, desenvolver a capacidades de adquirir e passar conhecimento e investir em networking junto aos integrantes do ecossistema de inovação do Estado do Rio de Janeiro. Um meio único para firmar parcerias entre empresas que atuam na área de transformação e inovação”, ressalta Andreia Oliveira, CEO na iBench Soluções Digitais, também organizadora do RISE 2021.

Convidados

Entre os convidados confirmados estão: Denise Pires de Carvalho, reitora da UFRJ; Guy Perelmuter, fundador e CEO da Grids Capital; Gabriel Robert, CEO da Silimed Indústria de Implantes; Hugo Cabrera, CEO da Vyro Biotherapeutics; Ihvi Aidukaitis, Presidente da Associação Brasileira de Startups de Saúde; José Augusto Tomé, CEO da Agtech Garage; Juliana Carvalho, Fundadora da Oneskin; Maria Beatriz Bley Martins Costa, CEO Green Rio; Paulo Renato Marques, Presidente da Pesagro-Rio; Renato Bueno, Business Development da Nokia e Renato Luzzardi, R&D Innovation na Bayer Crop Science.

 

RISE 2021 – Rio Scientific Entrepreneurship
Datas e horários: 14 a 17 de junho, a partir das 16h
Local: online
Inscrições gratuitas aqui 

Producao de enzimas por fermentacao em estado solido de residuo agroindustrial

A Agência UFRJ de Inovação está com mais uma tecnologia disponível para licenciamento. Trata-se da "Produção de enzimas por fermentação em estado sólido de resíduo agroindustrial". A oportunidade é voltada para empresas interessadas em fazer uso da mesma no setor produtivo. Os interessados em maiores informações devem entrar em contato com a Agência UFRJ de Inovação.

A tecnologia consiste num novo processo de produção de peptidases por fermentação em estado sólido utilizando resíduos agroindustriais como substrato. O processo inclui a produção de peptidases e uma etapa otimizada de extração dessas enzimas com o uso de surfactantes. As enzimas produzidas podem ser aplicadas nas mais diversas áreas de interesse, em especial na formulação de detergentes.

Desafios e objetivos

No Brasil, 86% das enzimas utilizadas são importadas. Nossa produção industrial de enzimas é limitada, principalmente, devido aos custos dos substratos utilizados. Avalia-se que cerca de 40% do custo na produção de enzimas é referente ao substrato. Considerando a importância crescente da tecnologia enzimática, o país pode se tornar ainda mais dependente da importação de enzimas nos próximos anos, gerando prejuízos à sua balança comercial. O Brasil possui uma grande produção agroindustrial que gera toneladas de resíduos e coprodutos agroindustriais ricos em nutrientes. A fermentação em estado sólido permite o uso de resíduos agroindustriais como substrato para produção de enzimas, sendo uma alternativa para diminuir a dependência internacional e os custos de produção.

Solução

Através desse processo é possível reduzir o custo da produção das enzimas, já que o substrato utilizado é um resíduo ou coproduto agroindustrial de baixo custo. Além disso, há uma diminuição dos problemas de disposição desses resíduos na natureza, empregando-os em novos processos industriais. Por fim, novos processos de produção de enzimas podem levar à descoberta de enzimas com diferentes características e novos potenciais de aplicação.

 

 

Copia de TALKS DA AGENCIA

 

A Agência UFRJ de Inovação, com a proposta de dar voz aos diferentes atores que compõem o universo da inovação, se dedica a buscar entregar conteúdos de qualidade para mantê-lo informado e atualizado. A ideia da série "Talks da Agência" é apresentar perspectivas de áreas distintas desse ecossistema, provocando reflexões críticas sobre esses vieses e buscando construir, assim, as bases de uma cultura da inovação.

 

Confira os novos episódios da série:

 

08) O entrevistado neste episódio é Rafael Rocha, pesquisador do Instituto Senai de Inovação Biossintéticos e Fibras, na plataforma Coordenação de Inovação em Fibras - SENAI CETIQT. Com 20 anos de experiência em processos produtivos têxteis com foco nas áreas de fiação, tecelagem e malharia, Rafael falará sobre as inovações por ele desenvolvidas que resultaram em três patentes pela instituição em que trabalha, entre outros assuntos. https://youtu.be/Go9gGxqQuoY.


09) Neste episódio, o entrevistado é Matheus de Carvalho, Gerente de Inovação e Transformação Digital na Delloite. Em nosso bate-papo teremos sua visão sobre um tema tão em pauta nos dias atuais: a transformação digital nos negócios. A ampliação das capacidades e competências organizacionais torna-se, cada vez mais, um diferencial competitivo para que as empresas consigam projetar, com maior segurança, as mudanças necessárias para atingir objetivos e metas futuras em qualquer empreendimento. https://youtu.be/rEeQguO18lM

 

10) Neste episódio, a entrevistada é Anna Karolina Clark, Corporate IT Business Partner da Vale, e vamos conhecer um pouco da sua trajetória acadêmica e profissional – da graduação em Comunicação pela ESPM à pós em Gestão de Negócios na IBMEC e o MBA na FGV, da Som Livre à Vale – e tudo que aconteceu no caminho, possibilitando um acúmulo de conhecimento em diversos segmentos: venda, merchandising, e-commerce, operações de supply chain, atendimento ao cliente, entre outros. Um bate-papo imperdível. https://youtu.be/DFGV7YhIloo


11) Neste episódio iremos conhecer Pablo Borges Barbosa, Engenheiro Especialista em Patentes da Rocha Barbosa Propriedade Intelectual. Mestre em PI pelo INPI, nosso convidado falará da escassez de cursos de formação para profissionais da área, sobre como efetivamente atua, e ainda levantará algumas questões importantes para o debate no campo da PI e para quem está à frente dos processos de pedido de registro de patente. Uma verdadeira aula para quem está entrando agora nesse mundo da PI. https://youtu.be/5n5SCN0Uw2w


12) Neste episódio apresentamos a LAPI (Liga Acadêmica de Propriedade Intelectual da UFRJ) e três de seus cofundadores: Amanda Barbosa, Lucas Ramires e Samara Carvalho, todos alunos da FND (Faculdade Nacional de Direito). Em nosso bate-papo veremos como a iniciativa surgiu, como está estruturada e quais seus objetivos, além de conhecer um pouquinho mais dos nossos convidados. Neste Talks para lá de especial, convidamos você a conhecer este maravilhoso trabalho desenvolvido com o intuito de aproximar o mundo da PI dos alunos da graduação de todos os cursos da UFRJ. https://youtu.be/rOWSYfeBnA0

 

13) Neste episódio conversaremos com Fábio Krykhtine, Pesquisador e Professor Doutor da Poli/UFRJ. Vamos conhecer um pouco dos trabalhos desenvolvidos por ele dentro da instituição, antes e durante sua entrada na mesma: primeiro como pesquisador e produtor, mestrando, depois doutorando e, agora, enquanto professor. Algoritmo do desejo, registro de patentes e projeto de desenvolvimento de vodka artesanal com receita familiar russa, dentre outros assuntos, serão abordados neste Talks que promete. https://youtu.be/vhkYdbqCy7E

 

A playlist completa está disponível em www.tinyurl.com/agenciaufrjdeinovacaotv.

 

 

minicursoderedacaodepatentes

O Clube da Escrita do Centro Tecnologia promove o minicurso “Redação de Pedidos de Patentes”, que será realizado em quatro aulas com Rogério Filgueiras, membro do Comitê de Inovação da UFRJ. Os encontros acontecem em 28 de abril e nos dias 5, 12 e 19 de maio, entre 18h e 19h30. As vagas são limitadas e os interessados em participar da atividade deverão se inscrever através do link https://bit.ly/3ago9NO entre os dias 16 e 26 de abril.

Doutor pelo Programa de Engenharia Nuclear da Coppe e Pós-graduado em Propriedade Intelectual pelo CEFET/RJ, Filgueiras foi membro da Câmara Técnica de Ética em Pesquisa da UFRJ na Subcâmara Relação Universidade-Empresa, coordenador adjunto da Agência UFRJ de Inovação e também examinador de patentes do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).

Apesar das diversas políticas públicas para incentivar a pesquisa e o desenvolvimento visando à inovação de produtos e processos através de propriedade industrial e da proteção das invenções como, por exemplo, patentes, marcas, desenhos industriais, softwares, entre outros, a questão do registro de patentes ainda é pouco discutida e ainda não faz parte do cotidiano da maioria das universidades.

A proposta do minicurso é apresentar os aspectos básicos do sistema de propriedade intelectual tais como o que pode ser protegido por uma patente; critérios de concessão de patentes (novidade, atividade inventiva e aplicação industrial); tipos e buscas de patentes; visão geral do processamento de um pedido de patente; partes de um pedido de patente: Relatório Descritivo, Reivindicações, Desenhos e Resumo; redação das Reivindicações – o coração de uma patente, formatação de um pedido de patente entre outros tópicos.

O Clube da Escrita é uma iniciativa da Coordenação de Integração Acadêmica do CT em parceria com a Associação de Pós-graduandos – APG/UFRJ, as representações discentes do CT e o Laboratório da Palavra da Faculdade de Letras da UFRJ.

 

 

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Os interessados em aprender mais sobre a temática da Propriedade Intelectual e Industrial devem ficar atentos. Em 15/04, às 10h, o Programa de Engenharia de Produção (PEP) da Coppe/UFRJ realizará uma palestra com a professora Flávia Lima do Carmo, coordenadora da Agência UFRJ de Inovação. O link para assistir é: tinyurl.com/palestrapep.

 

 

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No fim de março, o webinário “Estratégias para vacinar todos e Já!”, organizado pela Academia Brasileira de Ciências, reuniu reitores, representantes de universidades, empresários e parlamentares para debater estratégias e soluções para agilizar o processo de vacinação no país.

A reitora da UFRJ, Denise Carvalho, participou do evento destacando que os caminhos para combater a pandemia incluem, além da vacinação, a testagem em massa e a necessidade de autonomia na produção dos insumos farmacêuticos para produção de vacinas. “Somente a vacina nos deixará salvos. Enquanto não estivermos todos vacinados, ninguém estará totalmente a salvo da covid-19”, afirmou.

A reitora também comentou sobre a existência de pelo menos três vacinas que estão sendo desenvolvidas por universidades brasileiras, incluindo uma da UFRJ, a S-UFRJvac, em fase de testes pré-clínicos.

Já no webinário “Genética, Vacina e covid-19”, realizado recentemente também pela Academia Brasileira de Ciências, a pesquisadora da UFRJ Leda Castilho apresentou seu projeto baseado na produção e nas aplicações da proteína spike de Sars-Cov-2. Atualmente a proteína está sendo produzida em escala piloto no Laboratório de Engenharia de Cultivos Celulares (LECC) da Coppe/UFRJ. 

Sua produção laboratorial já possibilitou, em conjunto com o Centro de Ciências da Saúde da UFRJ, o Instituto Vital Brazil e o INCA, o desenvolvimento de um teste sorológico de alta acurácia e baixo custo, de anticorpos equinos (“soro anti-covid”) que entrarão em breve em ensaios clínicos, e de uma vacina recombinante, conforme destacado por Leda Castilho.

O teste sorológico S-UFRJ tem como objetivo aumentar a qualidade e a disponibilidade de kits de testagem no país, além de possibilitar a redução de custos. Ele está sendo desenvolvido em parceria com a FK Biotecnologia/Imunobiotech e tem como diferencial a dispensa do uso de sangue venoso, possuindo sensibilidade maior que 90% já a partir de dez dias após o início dos sintomas. 

Outro uso da proteína S recombinante é o soro anti-covid feito com anticorpos de cavalos. Uma das mais citadas descobertas científicas para tratamento da covid-19 nos últimos meses, o soro equino é produzido através da aplicação de seis doses de proteína S sob a pele dos animais, que começam então a gerar os anticorpos.

A resposta de neutralização do vírus é surpreendente: o número de anticorpos produzidos por equinos chega a ser até 150 vezes maior do que o produzido por humanos que contraíram a doença. O plasma coletado de apenas um desses animais é capaz de tratar centenas de pacientes.

Finalmente, a terceira aplicação é a vacina S-UFRJvac, que está sendo idealizada junto com o INCA. A vacina também utiliza como base a proteína S recombinante para a formação de anticorpos estilo IgG. Os resultados obtidos com testes em camundongos até agora são positivos, e evidenciam o potencial de neutralização do vírus. A vacina está caminhando para as fases de toxicologia antes de poder ser oficialmente apresentada à Anvisa. 

Assista a apresentação da professora Leda Castilho sobre o tema.

Leda Castilho

Professora Titular da UFRJ, Pesquisadora 1C do CNPq e Cientista do Nosso Estado da Faperj, Leda Castilho teve seu nome incluído na lista de pesquisadores com produção de maior impacto no mundo em 2019. Ingressou como docente do Programa de Engenharia Química da Coppe/UFRJ em 2002, onde criou e coordena o Laboratório de Engenharia de Cultivos Celulares (LECC). Atua na área de Biotecnologia Farmacêutica, com ênfase no desenvolvimento de tecnologias de produção de ferramentas de diagnóstico, vacinas e biofármacos obtidos por meio do cultivo de células animais. É também docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Bioquímica do Instituto de Química da UFRJ.

Graduada em Engenheira Química pela Escola de Química da UFRJ, mestre pelo Programa de Engenharia Química da Coppe/UFRJ e doutora em Engenharia Bioquímica pela Technical University of Braunschweig, Alemanha, Leda atuou como pesquisadora visitante na University of Bielefeld, Alemanha (2011), e no Vaccine Research Center (VRC) do National Institutes of Health (NIH), EUA (2016/2017). Até o momento orientou 18 teses de doutorado e 23 dissertações de mestrado, supervisionou 16 pós-doutorandos, publicou 65 artigos em periódicos internacionais, editou dois livros que são usados como livro texto no Brasil e no exterior, e participou como inventora em onze patentes, uma delas licenciada no exterior. Foi Membro Afiliado da Academia Brasileira de Ciências no período 2009-2013, e coordenou o Comitê Técnico Nacional de Biofármacos instituído pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e pelo Ministério da Saúde no âmbito do projeto ATS (2014/2015).

Recebeu várias premiações ao longo de sua trajetória, entre elas destacam-se o Prêmio Giulio Massarani de Mérito Acadêmico na categoria Jovem, referente a 2008; o “NIH Director's Award” (EUA), como membro da equipe de resposta ao vírus zika do NIH (2017). Obteve a primeira colocação no “Latin-American Quickfire Challenge”, promovido pela J&J Innovation/JLabs, com o projeto "Expression, production and purification of zika virus proteins”(2016);  o “Young Scientist Prize”, na categoria Engenharia, da Third World Academy of Sciences - Regional Office for Latin America and the Caribbean (TWAS-ROLAC) (2008); “Carioca do Ano – categoria Cientista” pela revista Veja Rio (2008). Obteve a primeira colocação no Prêmio Santander Banespa de Ciência e Inovação na categoria Biotecnologia (2007).

 

 

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No dia 15 de abril, às 14 horas, o Clube da Escrita irá conversar sobre as “Outras escritas do ambiente acadêmico: redação de patentes” com o físico da COPPE/UFRJ Rogério Filgueiras. O encontro terá tradução simultânea em Libras e transmissão ao vivo pelo site www.facebook.com/ufrjct no canal do Centro de Tecnologia no YouTube, https://bit.ly/youtubedoct.

O convidado é membro do Comitê de Inovação da UFRJ, Doutor pelo Programa de Engenharia Nuclear da Coppe e Pós-graduado em Propriedade Intelectual pelo CEFET/RJ, participou da Câmara Técnica de Ética em Pesquisa da UFRJ na Subcâmara Relação Universidade-Empresa, foi Coordenador Adjunto da Agência UFRJ de Inovação e um dos examinadores de patentes do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).

Embora tenha havido uma série de políticas públicas voltadas para o incentivo à proteção por propriedade industrial advinda de pesquisas e desenvolvimentos, patente ainda é um assunto pouco discutido na maioria das universidades brasileiras. Além de debater o papel da produção da propriedade industrial e a escrita para inovação, a live vai esclarecer questões como: o que é um pedido de patente, por que solicitar uma patente, quando se preocupar com a propriedade industrial durante o desenvolvimento de um projeto de pesquisa, de que forma e por quem o pedido de patente deve ser escrito.

Sabrina Dias de Oliveira, Doutora em Ciências pelo Programa de Pós-graduação em Processos Químicos e Bioquímicos (EBPQ) da Escola de Química e responsável pela análise de pedidos de proteção de processos e compostos químicos pelo sistema de patentes da Agência UFRJ de Inovação, irá atuar como mediadora do encontro.

O Clube da Escrita é uma iniciativa da Coordenação de Integração Acadêmica do CT em parceria com a Associação de Pós-graduandos – APG/UFRJ, as representações discentes do CT e o Laboratório da Palavra da Faculdade de Letras da UFRJ.

 

 

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A startup Lemobs, da Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ, foi selecionada pela Petrobras para implantar na companhia uma solução tecnológica e inovadora de acompanhamento remoto de saúde física e mental dos funcionários. A equipe da Lemobs está adaptando o seu aplicativo App Minha Saúde, lançado em abril de 2020, com o objetivo de apoiar os municípios, gratuitamente, facilitando na avaliação de sintomas para o diagnóstico da Covid-19. O aplicativo que será testado na Petrobras inclui novas funcionalidades e protocolos específicos voltados para a promoção da saúde e prevenção de riscos de doenças físicas e mentais, estimulando hábitos saudáveis e ajudando na prevenção de absenteísmo e afastamento por agravos à saúde.

A Lemobs é uma das sete empresas selecionadas, por meio de um edital piloto, em âmbito nacional, para testar em ambiente de trabalho da Petrobras tecnologias inovadoras, já validadas ou em fase de validação no mercado. O objetivo é atender demandas nas áreas de Saúde e Segurança Operacional e Otimização e Automação de Processos. As soluções serão testadas em condições representativas do ambiente real, para que se faça uma avaliação de desempenho e do potencial de contribuição para os negócios da Petrobras. Cada empresa receberá R$ 60 mil, e a previsão é de que os testes terão início ainda no primeiro semestre de 2021.

Segundo o pesquisador Sérgio Rodrigues, CEO da Lemobs, o aplicativo desenvolvido pela startup da Coppe possibilita realizar autoavaliação com base em protocolos de especialidades, já validados, para sintomas da Covid-19. “Embora não substitua o diagnóstico clínico, que deve ser feito exclusivamente por médicos, pode indicar a necessidade de monitoramento diário de sintomas como temperatura, pressão, entre outros, gerando escores de risco e análises por parte dos profissionais ligados à área de Saúde. A ferramenta agora será utilizada na Petrobras para monitorar cerca de mil funcionários. Uma vez aprovado nos testes, a expectativa é que possa atender a todos os 50 mil funcionários e ainda ser estendido a outros benificiários, a exemplo dos familiares”, explica.

“Nós pretendemos proporcionar aos funcionários da empresa o máximo de tratamento individualizado para potencializar a adesão e a conscientização quanto ao autocuidado. A tecnologia disposta no projeto visa contemplar a abrangência e diversidade de grande parte do quadro de funcionários, incluindo as características de cada profissão e local de atuação”, afirma Sérgio.

O aplicativo está sendo adaptado de forma que os funcionários da petrolífera possam cadastrar seus hábitos e riscos aos quais podem se expor em função de suas atividades. A consultora médica do projeto, professora Lena Peres, do curso de Medicina e Mestrado Profissional da Universidade São Caetano do Sul, explica que cada funcionário receberá, pelo aplicativo, o resultado de sua avaliação e também sugestões de informações sobre os temas a que precisam estar atentos para evitarem doenças, risco de complicações de situações crônicas e orientações de como se manterem saudáveis.

Pelo aplicativo, a equipe de Medicina do Trabalho da Petrobras poderá gerenciar riscos de acidentes individuais ou coletivos, avaliar risco à saúde mental e estruturar uma proposta de apoio e cuidados. “Com base nas informações cadastradas, a equipe médica da empresa poderá também planejar ações coletivas, a exemplo de dietas e prática de esporte, medidas ergonômicas, para melhorar a saúde de seus funcionários”, garante a Lena, que é especialista em Gestão da Atenção à Saúde pela Fundação Dom Cabral/IEP/ Hospital Sírio Libanês.

 

Sucesso do App Minha Saúde é fruto de expertise iniciada em laboratório da Coppe

Até o momento, o App Minha Saúde foi adotado oficialmente por 13 cidades brasileiras, e contabiliza um uso espontâneo de 80 mil usuários residentes em cerca de 800 diferentes municípios. O aplicativo é resultado de uma parceria entre a Lemobs, a empresa ProntLife, o Laboratório do Futuro do Programa de Engenharia de Sistema e Computação (Pesc) da Coppe, o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e a Universidade Federal de Itajubá (Unifei). Algumas universidades, a exemplo da própria Unifei, passaram a utilizá-lo no apoio a funcionários e alunos.

Sérgio explica que a ferramenta foi estruturada de forma que os profissionais da secretaria de saúde, ou outros gestores afins, possam organizar o conteúdo seguindo os protocolos de segurança da informação, como determina a Lei Geral de Proteção de Dados.

A ferramenta pode ainda ser configurada e integrada a prontuário eletrônico para que companhias de planos de saúde possam oferecer o serviço a seus associados, e também para que empresas prestem serviço de acompanhamento médico online aos seus funcionários, a exemplo da adaptação que está sendo feita para a Petrobras.

O grupo da Lemobs foi criado para levar ao mercado as técnicas adquiridas durante o mestrado e doutorado de Sérgio Rodrigues no Programa de Engenharia de Sistemas e Computação (Pesc) da Coppe, sob orientação do professor Jano Moreira de Souza. O grupo tem possibilitado criar, de forma rápida, ferramentas que atendam demandas, algumas urgentes, e desenvolver tecnologias antecipando necessidades.

Os estudos de Sérgio foram realizados no Centro de Apoio a Políticas de Governo (CAPGov), um laboratório do Pesc/Coppe, que ajudou a criar junto com Jano, o coordenador, para dar mais foco aos projetos voltados para gestão governamental. De acordo com o professor, toda a experiência adquirida por Sérgio, ao trabalhar e liderar mais de dez projetos de grande porte e longa duração no CAPGov, serviu de base para o que faz hoje.

“O Sérgio foi fundamental na implantação deste centro que resolvi criar para dar uma identidade mais clara aos projetos em parceria com governos. Até então, estes eram realizados pelo grupo DESENVBD que tínhamos no nosso Laboratório de Banco de Dados. Foram mais de 200 trabalhos”, diz Jano.

O primeiro projeto realizado no CAPGov foi o I3Gov, voltado para o Desenvolvimento e Interoperabilidade de Sistemas de Governo, junto com o Ministério do Planejamento. De acordo com o professor, a partir daí começaram a surgir demandas de novos parceiros e alguns projetos motivaram ideias para outros, incluindo novas aplicações para as técnicas que desenvolviam. Jano diz que é uma evolução contínua visando soluções não somente para o presente, mas também prevendo o que estar por vir, de acordo com o que passa a seus alunos e se refletem nas empresas que eles têm criado e tornam-se parceiras de pesquisas. Como exemplo cita a Lemobs, a ProntLife e a Labore, uma spin-off do Laboratório do Futuro, também coordenado pelo professor.

“Nunca o mundo teve tanta informação e conhecimento como agora, mas nunca foi tão difícil prever o amanhã.  O trabalho com a Lemobs, ProntLife e, agora, com a Labore, uma startup totalmente oriunda do LabFuturo, deve se intensificar, visto que lidam com temas de crescente importância, como Cidades, Saúde e Trabalho”, conclui o professor da Coppe Jano.

 

 

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A Agência UFRJ de Inovação, com a proposta de dar voz aos diferentes atores que compõem o universo da inovação, se dedica a buscar entregar conteúdos de qualidade para mantê-lo informado e atualizado. A ideia da série "Talks da Agência" é apresentar perspectivas de áreas distintas desse ecossistema, provocando reflexões críticas sobre esses vieses e buscando construir, assim, as bases de uma cultura da inovação.

Neste episódio, o convidado é Bruno Montandon Noronha de Barros, mestre em Administração pela COPPEAD e responsável pelo Núcleo de Inovação Tecnológica do Centro de Tecnologia Mineral - CETEM, unidade de pesquisa do MCTI. Assista aqui.

Esperamos que goste do conteúdo. Caso queira colaborar e/ou participar, entre em contato com nossa produção pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

 

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A Coppe/UFRJ inaugurou, no dia 3 de março, o Centro Integrado de Manufatura Aditiva (Cimad). O Centro integra o Núcleo Interdisciplinar de Dinâmica dos Fluidos (NIDF), vinculado ao Programa de Engenharia Mecânica (PEM) da Coppe, e permitirá o desenvolvimento e fabricação de peças importantes para a pesquisa experimental em diversos campos do conhecimento, da indústria offshore às Belas Artes, passando pela Medicina regenerativa e transplante de órgãos.

O novo Centro foi criado para possibilitar a operação segura e eficaz de duas impressoras 3D: a  Objet1000 da Stratasys (imprime em resina) e a Studio System da Desktop Metal (que imprime, como o nome sugere, em metal). A cerimônia de inauguração contou com a presença de autoridades da Petrobras e da universidade, como a reitora da UFRJ, professora Denise Pires de Carvalho, e o superintendente do Centro de Tecnologia, Agnaldo Fernandes.

Com investimento total de R$ 10,6 milhões, que contou com o apoio da Petrobras, esses equipamentos permitirão a ampliação na capacidade do Núcleo para fabricar seus próprios simuladores físicos, sejam eles em resina transparente ou colorida, ou em metal. Além do salto de qualidade nas atividades de fabricação internas do próprio Núcleo, os equipamentos propiciarão novas aplicações em Medicina, Biologia, Desenho Industrial, Arquitetura, Belas Artes, Física, Matemática e Engenharia, cujas demandas poderão ser atendidas pelo complexo de fabricação. Coordenado pelo professor da Coppe, Átila Freire, o NIDF pretende, no futuro, expandir o Cimad, possibilitando o seu acesso a parceiros industriais, acadêmicos e científicos.

De acordo com o professor Átila Freire, a concepção do Centro foi consequência de um projeto firmado com a Petrobras para estudos sobre erosão em válvula de completação inteligente. “O preço de comprar uma válvula para fazer os ensaios já seria o custo para montar um centro como o Cimad. Uma válvula na indústria privada custa um milhão, dois milhões de reais. Para testes, eu posso fazer um simulacro, uma versão reduzida, na impressora 3D. Posso propor aperfeiçoamentos. Em vez de propor ao fabricante, posso eu mesmo desenhar o aperfeiçoamento e mandar fabricar a peça”, explica. 

Na avaliação do professor, o projeto de erosão levou o laboratório a outro patamar e seus pesquisadores darão seguimento a esta linha de pesquisa. “Há poucos grupos trabalhando nesta linha, no mundo. Não há um grupo hegemônico, mas a liderança neste setor é da University of Tulsa (EUA). Aqui fazemos coisas que eles não conseguem fazer, como ensaios de erosão em válvula de completação inteligente. Todo poço no pré-sal deveria ter uma válvula de completação inteligente”, avalia o docente do Programa de Engenharia Mecânica da Coppe.

Segundo Átila, as máquinas permitem um volume de impressão muito grande e conseguem imprimir várias peças ao mesmo tempo. “O acabamento é impressionante. Consegue fazer peças pontiagudas sem necessidade de polimento, com 16 mícrons (milésimo de milímetros)”, relatou o professor, exibindo algumas peças impressas para demonstração, dentre elas, uma reprodução do tabuleiro de xadrez, desenhado pelo artista surrealista norte-americano Man Ray.

Tão complexas e modernas, as impressoras adquiridas pela Coppe requerem elevado grau de especialização para serem utilizadas. “A operação da máquina requer profissional com doutorado, que entenda de materiais e de fabricação mecânica. O treinamento desses profissionais é complexo, levou uma semana, para a operação da impressora em resina, e duas semanas, para a operação da impressora em metal”, acrescentou o professor Átila.

“A gente pode imprimir uma válvula similar à utilizada para a indústria petrolífera, polir bem a superfície, ela fica bem transparente, então sob laser é possível ver o escoamento do líquido dentro dela. Poderíamos fazer trabalhos para o Museu Nacional, imprimir maxilar de pterossauro, por exemplo. Eu já falei com o Alexander Kellner (diretor do Museu Nacional da UFRJ) que podemos fazer muitas coisas interessantes aqui para diversas áreas. Algumas universidades, como Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), têm parcerias em seus hospitais universitários para impressão de peças para uso em transplantes”, exemplificou o coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Mecânica dos Fluidos (NIDF).

A Engenharia solucionando problemas da Medicina

A professora Denise Pires de Carvalho, reitora da UFRJ, mostrou entusiasmo com as possibilidades abertas com a chegada das novas máquinas. “O século XXI é o século da Medicina personalizada ou Medicina de Precisão. Esse tipo de impressora pode produzir próteses que são muitas vezes individualizadas. Muitas questões são específicas de um determinado paciente. Ter impressoras desse tipo que conseguem inclusive imprimir em material flexível vai ser fundamental para a área médica”.

De acordo com a reitora, um dos objetivos dos pesquisadores que trabalham com Medicina regenerativa e células-tronco, é que órgãos humanos sejam produzidos em laboratório a partir de arcabouços de materiais inertes que simulam o arcabouço atual dos órgãos. “Eles são compostos de uma matriz extracelular, é como um ‘esqueleto’ do órgão, só que formado por proteínas e glicoproteínas. Todo esse material pode ser transformado nas impressoras em material inerte e nos laboratórios nós povoaríamos estes arcabouços com células do órgão, derivadas de células-tronco. A grande vantagem é diminuir a rejeição nos transplantes, pois os órgãos poderiam ser feitos com células dos próprios pacientes. Por isso, é importante que esse material impresso seja inerte, ele não terá os antígenos. Poderia acabar com as filas de transplantes. É a Engenharia solucionando problemas da área médica”, explicou a professora do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF/UFRJ).

Para André Leibsohn, consultor sênior na Gerência de Perfuração e Completação de Poços da Petrobras, em seus processos industriais, seja nas plataformas ou nas oficinas, a empresa pode se beneficiar se tiver acesso a protótipos similares às peças de mercado, para permitir reduzir estoque e ter agilidade e disponibilidade na liberação de algum acessório que seja requerido. Além disso, destaca “há processos de compra e contratação lentos, entrar em fila de compra no exterior e depois trazer para o país, então há um grande ganho de agilidade. Localmente, para a pesquisa, você ter a impressora aqui ao lado dos centros de pesquisa é um ganho muito grande. É muito importante a divulgação do centro para que o setor de óleo e gás, e a sociedade como um todo, saibam do seu potencial”.

A cerimônia de inauguração foi realizada presencialmente, com um número limitado de participantes em razão das condições de saúde pública.  Na recepção, os convidados receberam equipamentos de EPI (máscaras, óculos de segurança, luvas), e lhes foi explicado o protocolo de segurança adotado.

 

 

 

 

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A Agência UFRJ de Inovação, com a proposta de dar voz aos diferentes atores que compõem o universo da inovação, se dedica a buscar entregar conteúdos de qualidade para mantê-lo informado e atualizado. A ideia da série "Talks da Agência" é apresentar perspectivas de áreas distintas desse ecossistema, provocando reflexões críticas sobre esses vieses e buscando construir, assim, as bases de uma cultura da inovação.

Neste episódio, a entrevistada é a designer e artista plástica Patrícia Brasil, mestre em Economia Criativa pela ESPM. Formada em Gravura pela UFRJ, desde 2004 desenvolve a série “Etnografia Singela Carioca” e, a partir de 2011, inaugura a "Série Lendas e Mitos do Meu Brasil" que mostra a mitologia brasileira. Assista aqui.

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A Agência UFRJ de Inovação, com a proposta de dar voz aos diferentes atores que compõem o universo da inovação, se dedica a buscar entregar conteúdos de qualidade para manter a comunidade acadêmica informada e atualizada. A ideia da série "Talks da Agência" é apresentar perspectivas de áreas distintas desse ecossistema, provocando reflexões críticas sobre esses vieses e buscando construir, assim, as bases de uma cultura da inovação.

Neste episódio conversaremos com Thiago Freire, pesquisador de design de experiências e estratégias de inovação no Laboratório de Inovação, Interação e informação da ESPM e pesquisador colaborador da Agência UFRJ de Inovação. Assista aqui.

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Uma plataforma digital online vai apoiar profissionais de saúde na identificação e diagnóstico da covid-19. A ferramenta em desenvolvimento na Petrec, empresa spin-off da Coppe/UFRJ, poderá ser instalada em unidades hospitalares afastadas dos grandes centros urbanos, que em geral não dispõem de profissionais especializados. Batizada de CovidScan, a plataforma reúne imagens sequenciais de tomografias pulmonares classificadas por tipo de patologia. O objetivo é facilitar o prognóstico médico. A comparação das imagens do pulmão do paciente com imagens previamente classificadas poderá colaborar com o médico no diagnóstico da doença e na tomada de decisão, seja pela internação imediata, ou tratamento mais adequado.  

Os pesquisadores da Petrec estão configurando um software, dotado de algoritmo de Inteligência Artificial, que filtra as imagens possibilitando identificar a doença com rapidez e precisão. O trabalho conta com a colaboração do professor Alexandre Evsukoff, do Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce) da Coppe.

Segundo o CEO da Petrec, Josias Silva, a plataforma pode também ajudar no prognóstico de outras doenças pulmonares, e no futuro ter o seu uso ampliado. “Nosso objetivo é oferecer uma ferramenta que possibilite democratizar o atendimento à população, apoiando profissionais não especializados. Queremos contribuir, de forma efetiva, para suprir a carência das unidades por especialistas e colaborar com os profissionais de saúde no atendimento à população”, ressaltou o CEO da Petrec.

Selecionado em primeiro lugar no edital “Soluções inovadoras para o combate à Covid-19”, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o projeto foi contemplado com o valor de R$ 1.249.500,00. O edital faz parte da seleção pública do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTIC), com recursos de subvenção econômica à inovação, concedidos por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

Como funciona a plataforma

No banco de dados da plataforma, o algoritmo processa imagens que apresentam características semelhantes às do pulmão do paciente que está sendo consultado. A comparação das imagens contribui com o médico no diagnóstico da doença pulmonar, que pode indicar Covid-19 ou outra enfermidade. Além disso, o software disponibilizará um conjunto de imagens que tornará possível verificar e quantificar o percentual do pulmão que já está impactado, se a doença está aumentando ou diminuindo. A estimativa é que o processo de avaliação seja realizado em menos de 30 minutos, a partir da inserção das imagens da tomografia do paciente no sistema.

Para que cumpra sua missão, o algoritmo se baseia na técnica de aprendizado de máquina (machine learning). A equipe da Petrec, que conta com um médico radiologista, está montando o banco de dados com imagens já disponíveis em sites específicos e classificadas pelo tipo de patologia. As informações estão sendo processadas de forma a serem utilizadas no aprendizado do algoritmo.

Segundo Josias, o banco contará com mais de 600 imagens segmentadas, e que cada uma dessas tomografias tem, em média, 300 fatias (slices), o que vai gerar, no mínimo, 180 mil informações cruzadas.

“A partir de imagens segmentadas pelos especialistas, o algoritmo executa a rede de treinamento do código de Deep Learning, como é conhecido tecnicamente. Nesse processo, as imagens são separadas para testes de performance, nos quais os percentuais de acertos são analisados. Posteriormente, são realizados os “voos cegos”, que nada mais é do que a aplicação do algoritmo em um conjunto de imagens diferentes daquelas que foram usadas no treinamento. Esse processo de aprendizado ocorre de forma constante”, explica o CEO da Petrec.

De acordo com Alexandre Evsukoff, que atua como coordenador técnico da área de Ciência de Dados e Inteligência Artificial do Lamce, da Coppe, o ajuste de um modelo de reconhecimento de padrões em imagens é um processo que exige horas em plataformas de processamento de alto desempenho. Mas a execução do modelo é rápida. Uma vez ajustada pode ser utilizada em um computador comum.

Empreendedorismo e interdisciplinaridade: do petróleo à saúde

As técnicas empregadas pela equipe da Petrec nesse projeto foram adaptadas para serem aplicadas na área de saúde. Elas costumam ser utilizadas na gestão de dados geológicos, geofísicos, petrofísicos e geoquímicos de reservatórios de petróleo, por meio da plataforma web Rocklab Digital.

Empresa graduada pela Incubadora de Empresas da Coppe em 2019, hoje spin-off instalada no Parque Tecnológico da UFRJ, a Petrec atua no setor de Óleo e Gás desde que foi criada, em 2003. Sua expertise é em análise de tomografia de rochas de petróleo com uso de Inteligência Artificial.

Josias criou a empresa motivado pela ideia de implementar e levar para o mercado as tecnologias que começou a desenvolver durante o mestrado, no Programa de Engenharia de Civil da Coppe, onde também concluiu o doutorado. As pesquisas eram realizadas e testadas no Laboratório Multidisciplinar de Modelagem (Lab2M) da instituição.

A natureza empreendedora de Josias o levou a participar do processo de seleção que levou a Petrec a ingressar na Incubadora de Empresas da Coppe, em 2013, já preparada para oferecer às petrolíferas novas soluções de imagens sísmicas, incluindo técnicas voltadas para os reservatórios do pré-sal, uma raridade na ocasião. Uma das inciativas foi a criação da plataforma Rocklab Digital, que a partir de financiamento via unidade Embrapii-Coppe, em 2016, incorporou novas funções. Entre elas estão a de visualização 2D e 3D, e de processamento e análise digital de rochas do pré-sal brasileiro, cujos dados são apresentados em um ambiente georreferenciado. O projeto foi executado em parceria com a equipe do Lab2M, associado ao Lamce. Ambos são coordenados pelo professor Luiz Landau, do Programa de Engenharia Civil da Coppe, que têm liderado pesquisas multidisciplinares que resultam em tecnologias aplicadas a diversas áreas do conhecimento, incluindo agora a da Saúde.

Josias confessa estar orgulhoso do desempenho da equipe que contribuiu para que o projeto obtivesse a melhor pontuação no edital da Finep, que envolveu empresas de alto nível. E também por ter a oportunidade de contribuir para o combate à covid-19 e outras doenças pulmonares, por meio de uma empresa voltada para óleo e gás.

Os laboratórios da Coppe são verdadeiros celeiros de empresas de alta tecnologia. Até agosto de 2.020, já totalizavam 146 startups criadas por alunos, ex-alunos e pesquisadores da Coppe, das quais mais de dez tiveram origem no âmbito do próprio Lamce, a exemplo da Petrec.

 

 

parquetecnológico

 

Estão abertas as inscrições para o edital 2021 do programa Projetos Especiais da UFRJ. O Programa consiste no apoio a iniciativas institucionais capazes de promover interação entre as diversas áreas acadêmicas, atendendo aos objetivos institucionais de fomentar a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação (PD&I) na Universidade.

Qualquer integrante do corpo social da UFRJ – professores, alunos, técnicos administrativos – poderá submeter um projeto ao edital do Parque Tecnológico, sendo que as propostas submetidas pelos estudantes precisam ter um orientador (docente ou servidor técnico-administrativo), que atuará também como coordenador do projeto junto à Fundação Coppetec.

Até R$2,2 milhões serão destinados ao fomento de projetos que se coadunem com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da ONU, sendo que os mesmos devem se enquadrar em pelo menos um dos eixos temáticos a seguir:

  1. a) Água potável e saneamento: assegurar a disponibilidade e a gestão sustentável da água e saneamento para todos;
  2. b) Trabalho decente e crescimento econômico: promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, o emprego pleno e produtivo e o trabalho decente para todos;
  3. c) Redução de desigualdades: reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles;
  4. d) Cidades e comunidades sustentáveis: tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis

Os projetos submetidos devem privilegiar abordagens e equipes multidisciplinares e ações em rede. A ideia é que, ao final, cada uma destas iniciativas possa gerar contribuições relevantes para o avanço do conhecimento em seus campos de atuação.

Links:

Edital
Inscrição
Área de projetos especiais

Para tirar qualquer dúvida sobre o programa, basta enviar um e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

mulheres inovadoras

A Finep – Financiadora de Inovação e Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, está com inscrições abertas para o Prêmio Mulheres Inovadoras 2021. A iniciativa integra a segunda edição do Programa Mulheres Inovadoras. Nesta nova chamada, a Finep/MCTI irá selecionar até 30 startups mais inovadoras, lideradas por mulheres, para um processo de aceleração; e até 10 startups para receber o Prêmio Mulheres Inovadoras, no valor de R$ 100 mil cada. As inscrições vão até 8 de março de 2021, no site da Financiadora.

A demanda para o primeiro edital foi considerada bastante qualificada, com 223 propostas e altíssima nota de corte (14 pontos em um máximo de 15). O sucesso da primeira edição, que contou com o apoio da RME - Rede Mulher Empreendedora e Founder Institute, se comprovou pela satisfação demonstrada pelas empresas em vídeos postados nas redes sociais da Finep. Com esse resultado, a Finep e o MCTI resolveram repetir o Prêmio, mas com algumas mudanças. Nesta edição, as empresas candidatas ao edital vão concorrer regionalmente, e serão selecionadas seis de cada uma das regiões do Brasil para serem aceleradas. Dessas, duas startups de cada região receberão o prêmio em dinheiro.

Cada uma das regiões trabalhará com dois temas prioritários, envolvendo um conjunto de inovações nos setores de competitividade produtiva e qualidade de vida, para apresentação das propostas. No momento da inscrição, a startup deverá optar por um dos temas da região onde está localizada.

Poderão se candidatar ao Prêmio empresas de base tecnológica, com alto potencial de crescimento, que sejam inovadoras, e trabalhem em condições de incerteza, com modelo de negócios repetível e escalável, capaz de resolver um problema real. É necessário, ainda, ter pelo menos uma mulher entre seus empreendedores, em função executiva ou gerencial.

As 30 startups selecionadas para aceleração passarão por mentorias especializadas, suporte e acompanhamento por profissionais do mercado. Formada por representantes da Finep, do MCTI e convidados especializados nos setores, a banca avaliadora levará em consideração o modelo de negócios, o posicionamento dos produtos e a forma como a empresa atenderá uma demanda específica do mercado, existente ou potencial, assim como de suas estratégias de produção, precificação e comercialização.

Segundo o diretor Financeiro, de Crédito e Captação, Adriano Lattarulo, "o Programa Mulheres Inovadoras é uma iniciativa fundamental da Finep e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) para estimular a representatividade feminina no empreendedorismo nacional”. O objetivo é estimular startups lideradas por mulheres, por meio da capacitação e do reconhecimento de empreendimentos que possam favorecer o incremento da competitividade brasileira.

 

 

talks03

A Agência UFRJ de Inovação, com a proposta de dar voz aos diferentes atores que compõem o universo da inovação, se dedica a buscar entregar conteúdos de qualidade para manter a comunidade acadêmica informada e atualizada. A ideia da série "Talks da Agência" é apresentar perspectivas de áreas distintas desse ecossistema, provocando reflexões críticas sobre esses vieses e buscando construir, assim, as bases de uma cultura da inovação.

Neste episódio, o convidado é Alan Bermanzon, graduando em Engenharia de Produção pela UFRJ, pesquisador nas áreas de educação em engenharia e criação de competências e Vice-coordenador do LabGn2 - Laboratório de Empreendedorismo e Novos Negócios da Escola Politécnica da UFRJ. Ele contará sua experiência com um curso de Venture Capital realizado durante a pandemia, entre outros assuntos. Assista aqui.

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ecodesafio

A PepsiCo, uma das maiores empresas de Alimentos e Bebidas do mundo, em parceria com a Young Americas Business Trust (YABT) e a Organização dos Estados Americanos (OEA), está com inscrições abertas para a 12ª edição do Eco-Desafio 2021, que tem como objetivo incentivar o empreendedorismo e ideias que tragam soluções criativas e de alto impacto ambiental.

Neste ano, o Eco-Desafio 12.0 busca identificar soluções escaláveis e sustentáveis que permitirão à indústria e ao consumidor ir além do uso tradicional do plástico e construir um mundo no qual esse material não se transforme em resíduo. Tudo isso por meio de ideias para redução, reaproveitamento, reciclagem e reinvenção desse material. O programa oferece mentoria gratuita, networking e visibilidade internacional para as equipes que chegarem às finais e o grande prêmio de US$ 5.000 para os vencedores de cada categoria, para serem usados como capital semente.

Os interessados podem se inscrever em duas categorias. A primeira delas é: "Reinventar: Além da Garrafa", cujo foco é o desenvolvimento de inovações focadas na criação de materiais de embalagem alternativos que sejam recicláveis, compostáveis ou biodegradáveis para substituir ou reduzir o uso das garrafas plásticas tradicionais (PET). A segunda, "Reciclar e Reutilizar", tem como intuito apoiar a economia circular do plástico desenvolvendo ferramentas, estratégias e programas que permitam o aumento de canais de reciclagem escalonáveis, criando diferentes usos pós-consumo para cada embalagem, possibilitando a reintrodução no mercado.

"A PepsiCo tem o compromisso de construir um sistema alimentar cada vez mais sustentável e isso abrange a responsabilidade da cadeia como um todo, passando pela indústria até o descarte correto e uma cadeia de reciclagem eficiente. Nós temos o compromisso e o dever de buscar soluções mais sustentáveis, e o Eco-Desafio é um projeto do qual temos muito orgulho e que sempre nos desperta para novas ideias", afirma Lívia Fávaro, Gerente de Cidadania Corporativa da PepsiCo Brasil. "Como parte de sua premissa ‘Vencer com Propósito’, a PepsiCo busca alternativas para que o plástico nunca se torne resíduo, com a meta de projetar 100% das embalagens para serem recicláveis, compostáveis ou biodegradáveis até 2025", completa a executiva. A companhia tem ainda o objetivo de aumentar para 25% o conteúdo reciclado em embalagens plásticas, reduzir 35% do conteúdo de plástico virgem no portfólio de bebidas e investir para aumentar as taxas de reciclagem nos principais mercados, tudo até 2025.

Brasil foi vencedor em 2020

Na última edição do Eco-Desafio, realizada em 2020, o Brasil foi o país com maior número de inscrições e projetos registrados em toda a América Latina. Um dos projetos vencedores foi o do brasileiro Felipe Cardoso, do Eco Panplas, que ganhou na categoria "Além da Garrafa e da Bolsa" ("Beyond the Bottle and the Bag"). A ideia inovadora do projeto consistia na criação de um sistema produtivo para a descontaminação e a reciclagem a seco de embalagens plásticas contaminadas, sem utilização de água ou geração de resíduos, facilitando a reciclagem do plástico.

O Eco-Desafio nasceu em 2009 e, até a última edição recebeu mais de 18 mil propostas de negócios apresentadas por 24.271 jovens em mais de 33 países da região; premiando 44 projetos e entregando US$ 220.000 em capital semente para impulsionar essas ações.

As inscrições para o Eco-Desafio 12.0 vão até 28 de fevereiro de 2020 no portal do programa: www.ticamericas.net/eco-desafio/. Para obter mais informações, visite o site do YABT: www.yabt.net ou https://www.ticamericas.net.

 

 

talks02

A Agência UFRJ de Inovação, com a proposta de dar voz aos diferentes atores que compõem o universo da inovação, se dedica a buscar entregar conteúdos de qualidade para manter a comunidade acadêmica informada e atualizada. A ideia da série "Talks da Agência" é apresentar perspectivas de áreas distintas desse ecossistema, provocando reflexões críticas sobre esses vieses e buscando construir, assim, as bases de uma cultura da inovação.

Neste episódio nosso convidado é Diogo Camillo, Mestre em Design e professor do MBA em Economia e Gestão da Sustentabilidade do Laboratório de Responsabilidade Social do Instituto de Economia da UFRJ (LARES-IE). Mapas mentais, designer mediador e perfil de indivíduos anti criatividade são alguns dos tópicos que serão desenvolvidos. Assista aqui.

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sebrae

A chance para pesquisadores acadêmicos transformarem seus estudos em negócios foi estendida: o Catalisa ICT ampliou o prazo das inscrições até o dia 21 de fevereiro. O programa, articulado pelo Sebrae, vai fomentar a criação de negócios inovadores a partir do conhecimento gerado nas universidades brasileiras. Serão selecionadas mil pesquisas com potencial inovador, de qualquer área que envolva ciência e tecnologia. Interessados em participar precisam estar cursando ou ter concluído mestrado ou doutorado.

A criação de empresas de base tecnológica, a transferência de tecnologia de pesquisadores para empresas e a inclusão de capital humano qualificado no universo dos micro e pequenos negócios são alguns dos pilares que basearam a criação do Catalisa ICT. A analista de inovação do Sebrae, Hulda Giesbrecht, explica que a instituição quer aproximar a academia do mundo dos negócios. “O Sebrae acredita que a sua atuação nos ecossistemas de inovação e sua experiência no apoio ao empreendedorismo, somados ao conhecimento gerado nas universidades, podem gerar soluções de alto valor para a sociedade. O Catalisa ICT vai construir essa ponte entre os dois universos. Nós queremos despertar o empreendedor que há em cada pesquisador”, diz.

O programa será dividido em quatro fases. As duas primeiras dizem respeito à mobilização e ao aprendizado. Nesse momento, os pesquisadores irão submeter suas pesquisas, haverá seleção, capacitação e mentorias sobre assuntos relacionados ao empreendedorismo. Nas duas últimas etapas, é hora de colocar em prática o que foi aprendido. Serão desenvolvidos e validados planos de inovação. Todo o conhecimento desenvolvido na academia aplicado na jornada do Catalisa ICT poderá se transformar em um negócio inovador. Haverá apoio de fomento de até R$ 150 mil, por plano de inovação selecionado. Além disso, o Sebrae irá acompanhar o desenvolvimento desses negócios no mercado, incentivando o contato com possíveis investidores.

Na seleção inicial das mil pesquisas com potencial inovador serão observados os seguintes critérios: potencial de impacto econômico, grau de inovação, impacto socioambiental, viabilidade técnica e formação e trajetória do pesquisador. Hulda afirma que o processo será bastante diverso e democrático, buscando pesquisas que possam resolver diferentes desafios da sociedade. “As pesquisas podem ser em qualquer área de atuação, desde saúde, passando por educação, indústria, agropecuária, tecnologia da informação, entre tantas outras. O foco do Catalisa ICT é resolver grandes gargalos da sociedade, tendo como base a a ciência e tecnologia. Especialmente nesse momento de pandemia, estamos vendo como isso é importante para superar desafios, e ainda para o fortalecimento da economia e crescimento do país”, acrescenta.

Acesse a página do Catalisa ICT, baixe o edital completo e se inscreva: https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/catalisa.

 

 

talks01

A Agência UFRJ de Inovação, com a proposta de dar voz aos diferentes atores que compõem o universo da inovação, se dedica a buscar entregar conteúdos de qualidade para manter a comunidade acadêmica informada e atualizada. A ideia da série "Talks da Agência" é apresentar perspectivas de áreas distintas desse ecossistema, provocando reflexões críticas sobre esses vieses e buscando construir, assim, as bases de uma cultura da inovação.

Neste primeiro episódio, nossa convidada é a advogada Gabriela Santos, Mestre em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação, Assessora para Transferência de Tecnologia da Agência UFRJ de Inovação, Consultora Jurídica da Embrapii-COPPE e sócia-fundadora da FGS2 Inovação em Propriedade Intelectual. O link é: https://youtu.be/_lMfm-AnlKs.

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Formulacao transdermica de rivaroxabana para tratamento de doencas tromboticas

A trombose é a formação de um coágulo no sangue (trombo) que obstrui ou dificulta a circulação em um vaso sanguíneo qualquer. Os sintomas podem variar a depender do local afetado e da extensão do quadro. Mas, de modo geral, eles envolvem inchaço, vermelhidão, limitações de movimento, dor etc. Nos casos mais graves, um desses coágulos pode vir a se desprender e circular pelo corpo, causando um quadro de embolia pulmonar ou um acidente vascular cerebral (AVC).

Mais comum do que se imagina, especialmente na parcela da população com idade superior a 50 anos de idade, estima-se que a incidência atual no Brasil seja de cerca de 180 mil novos casos da doença por ano. A trombose venosa profunda (TVP) com frequência não dá sinais de alerta e por isso pode passar despercebida. É comum só ser descoberta já frente a uma grave complicação da doença.

Infelizmente, o rivaroxabana, anticoagulante oral que constitui hoje o principal fármaco utilizado no tratamento da TVP, pode produzir alguns efeitos colaterais bastante graves. Como ocorre com qualquer anticoagulante, o efeito adverso mais problemático é o sangramento, incluindo hemorragia interna. Além disso, alguns estudos também correlacionam seu uso à toxicidade hepática.

Para se ter uma ideia, em 2015, o rivaroxabana representou o maior número de casos notificados de lesões graves entre os medicamentos regularmente monitorados pelo Sistema de Notificação de Eventos Adversos (AERS) da FDA (Food and Drug Administration) americana.

 

Tratamento transdérmico

transdermico

Foi com este cenário em vista que um grupo de pesquisadores do Laboratório de Tecnologia Industrial Farmacêutica (LabTIF), da Faculdade de Farmácia da UFRJ, uniu esforços para desenvolver uma formulação em forma de gel para o tratamento da doença mediante um projeto financiado pela Faperj.

De acordo com a professora Flávia Almada do Carmo, coordenadora do projeto e Jovem Cientista do Nosso Estado (Faperj), “a ideia surgiu devido à importância clínica das doenças trombóticas e da possibilidade de melhorar seu tratamento com um novo medicamento. No caso desta nova tecnologia desenvolvida, a proposta foi fazer uso do rivaroxabana, um fármaco já usado na clínica pela via oral, e utilizar a Tecnologia Farmacêutica para desenvolver uma nova formulação para ser administrada através da via transdérmica. A alteração da via de administração para este fármaco pode representar um aumento na adesão dos pacientes ao tratamento, visto que muitos deles fazem o uso crônico deste medicamento, além de serem idosos e acamados”.

Ainda segundo a professora, “a via de administração transdérmica permite a autoadministração, sendo conveniente para o paciente, além de ser indolor. Além disso, a mudança da via de administração oral para a transdérmica se mostraria como uma alternativa aos eventuais problemas de biodisponibilidade do fármaco e contornaria os eventos hemorrágicos no trato gastrointestinal”.

A ideia de contornar tais efeitos adversos utilizando-se da administração transdérmica do medicamento em vez da via oral já rendeu à Universidade e aos pesquisadores um pedido de patente da nova tecnologia realizado pela Agência UFRJ junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial.

Tendo em vista que a nova formulação pode ser facilmente produzida em escala industrial, a UFRJ seguirá agora em busca de parcerias comerciais com atores interessados em produzi-la, levando-a assim ao setor produtivo para que possa ser disponibilizada ao público.

Veja a seguir os detalhes técnicos da nova tecnologia:

 

Microemulsão-gel de rivaroxabana e processo de fabricação de microemulsão-gel de rivaroxabana

RESUMO: A presente invenção descreve uma formulação para administração transdérmica do rivaroxabana. Esta formulação, na forma de uma microemulsão-gel, melhora as características biofarmacêuticas do ativo e apresenta atividade anticoagulante com potencial uso na prevenção e no tratamento de doenças trombóticas. A presente invenção apresenta inovação em termos da formulação e da via de administração proposta, sendo ambas totalmente inéditas para o fármaco em questão.

DESAFIOS E OBJETIVOS: As doenças trombóticas representam uma das causas mais frequentes de morbidade e de mortalidade no mundo. O rivaroxabana está comercialmente disponível na forma de comprimido, sendo associado a problemas de biodisponibilidade e a eventos hemorrágicos. O objetivo foi desenvolver uma formulação inédita de rivaroxabana para administração pela via transdérmica, o que seria de grande interesse para pacientes que fazem uso crônico deste fármaco, pacientes idosos e acamados. O produto desenvolvido é de fácil administração e se mostra uma excelente alternativa para melhora da eficácia, para redução dos efeitos adversos e para a melhora da qualidade de vida dos pacientes que fazem uso deste fármaco.

SOLUÇÃO: A formulação de microemulsão-gel de rivaroxabana é inovadora, inédita e de fácil obtenção, apresenta características físico-químicas ideais e foi capaz de permear através da pele, com promissora atividade anticoagulante. A formulação pode ser facilmente produzida em escala industrial, com valor acessível. Essas características mostram o grande potencial da formulação para o desenvolvimento de um medicamento que seria uma alternativa promissora para prevenção e tratamento de doenças trombóticas.

TITULAR: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

INVENTORES: Flávia Almada do Carmo, Plínio Cunha Sathler, Cristina da Costa Bernardes Araújo, Alice Simon, Valeria Pereira de Sousa, Lucio Mendes Cabral

NÚMERO DO DEPÓSITO: BR1020200195158

 

 

inteligenciaartificial

A Faperj prorrogou até 7 de fevereiro o prazo para submissões de projetos referentes ao seu Edital Nº 10/2020 – Apoio a Redes Temáticas de Inteligência Artificial. O objetivo é apoiar a formação de redes temáticas de pesquisa cooperativa em projetos científicos e tecnológicos de forma a estimular a parceria de pesquisadores e lideranças de Universidades ou Instituições de Ensino Superior, Institutos de Pesquisa, Empresas públicas e privadas bem como Órgãos de governo, com objetivo de posicionar o Estado do Rio de Janeiro como um centro de excelência e referência em inovação frente aos desafios da revolução digital.

Fruto de uma ação conjunta entre as Diretorias Científica e de Tecnologia da Fundação, o edital busca fomentar o processo de desenvolvimento tecnológico e de inovação em suas diferentes fases, isto é, desde a pesquisa básica até a introdução de bens e serviços no mercado. O estímulo à formação de redes reforça o caráter sistêmico da iniciativa e tem como alvo um dos principais gargalos do ecossistema de inovação fluminense: a desarticulação entre os diferentes atores ligados à inovação no estado.

Além disso, em sintonia com a nova forma de atuação da Diretoria de Tecnologia, o edital não se restringe a um setor específico, mas visa explorar um cluster de tecnologias pervasivas que pode apoiar de forma transversal diversos setores e atividades econômicas. Neste sentido, o programa busca aproveitar a base de conhecimento de excelência na área já instalada no estado com intuito de expandir a fronteira científica e tecnológica e induzir a transferência de tecnologia para o mercado, gerando inovações incrementais e disruptivas.

O sucesso da iniciativa, portanto, pode contribuir para o Estado do Rio de Janeiro se tornar referência no campo da Inteligência Artificial e para a Transformação Digital de empresas e do setor público, bem como auxiliar na diversificação da economia fluminense, diminuindo sua dependência da extração de petróleo.

Segundo o presidente da FAPERJ, Jerson Lima Silva, o edital de Redes na área de Inteligência Artificial se soma a dois outros editais recentes lançado pela Fundação – de Nanotecnologia e de Pesquisa em Saúde – que apostam na formação de Redes, já que o estado do Rio de Janeiro possui massa crítica de excelência e que podem impactar no seu desenvolvimento social e econômico.

Para Lima Silva, a Inteligência Artificial está presente cada vez mais em todos os setores da sociedade, incluindo a medicina, a indústria 4.0, petróleo e gás, energias renováveis, agricultura, transporte, comunicação, educação, cultura, entretenimento, turismo, entre outros. "Especialmente em um mundo alterado pela pandemia, o desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial torna-se crucial. Além disso, esse edital tem a virtude de colocar em sinergia pesquisadores e inovadores, por um lado, e, por outro, a infraestrutura já instalada em instituições como UFRJ, LNCC etc. E a formação de Redes é o modo mais eficaz para evitar a pulverização de recursos e otimizar a interação entre o que há de mais avançado nessa área”, disse.

A FAPERJ irá apoiar até 3 (três) Redes, com um orçamento de até R$ 8 milhões para todo o Edital.Confira a íntegra do edital no endereço abaixo:

Edital Nº 10/2020 – Apoio a Redes Temáticas de Inteligência Artificial

 

 

artigostecnicos

 

A Agência UFRJ de Inovação disponibilizou em janeiro mais três novos artigos técnicos relacionados à inovação, empreendedorismo e temas relacionados. Os trabalhos são de autoria do desenhista industrial Paulo Reis e tratam sobre os seguintes assuntos:

Vol 62 - Estratégias de Revitalização Urbana

Vol 61 - A Lógica das Verticais como Fonte de Conhecimento para a Inovação

Vol 60 - C-Strat - A Cognição Estratégica

 

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Camara dos Deputados

 

A Câmara dos Deputados aprovou em 14/12, por 361 votos a 66, o Marco Legal das startups. O texto segue agora para análise do Senado.

Chamado de “Marco das Startups” pelos parlamentares, o Projeto de Lei Complementar 146/19 enquadra como startups as empresas, mesmo com apenas um sócio, e sociedades cooperativas que atuam na inovação aplicada a produtos, serviços ou modelos de negócios.

As startups devem ter receita bruta de até R$ 16 milhões no ano anterior e até dez anos de inscrição no CNPJ. Além disso, precisam declarar, em seu ato constitutivo, o uso de modelos inovadores ou se enquadrarem no regime especial Inova Simples, previsto no Estatuto das Micro e Pequenas Empresas (Lei Complementar 123/06).

As startups poderão admitir aporte de capital, por pessoa física ou jurídica, que poderá resultar ou não em participação no capital social da startup, a depender da modalidade de investimento escolhida pelas partes.

 

Sandbox

A matéria permite que órgãos e entidades da administração pública com competência de regulamentação setorial, individualmente ou em colaboração, no âmbito de programas de ambiente regulatório experimental (sandbox regulatório), afastem a incidência de normas sob sua competência em relação à entidade regulada ou aos grupos de entidades reguladas. 

Sandbox são condições simplificadas, que permitem que novas startups testem seus produtos, serviços e modelos de negócios inovadores no mercado real sendo monitoradas e reguladas por órgãos competentes, obedecendo determinados limites do edital.

 

Licitação

O texto estabelece que a administração pública poderá contratar pessoas físicas ou jurídicas, isoladamente ou em consórcio, para o teste de soluções inovadoras por elas desenvolvidas ou a serem desenvolvidas, com ou sem risco tecnológico, por meio de licitação na modalidade especial.

Com objetivo de fomentar o ecossistema de startups, a administração pública poderá restringir a participação na licitação somente a empresas enquadradas como startups e, na hipótese de participação em consórcios, estes deverão ser formados exclusivamente por startups.

A licitação poderá se restringir à indicação do problema a ser resolvido e dos resultados esperados pela administração pública, incluídos os desafios tecnológicos a serem superados, dispensada a descrição de eventual solução técnica previamente mapeada e suas especificações técnicas, cabendo aos licitantes propor diferentes meios para a resolução do problema. 

Segundo a proposta, aplicam-se à licitação os dispositivos da Lei nº 8.666/93.  O edital da licitação deve ser divulgado, com antecedência de, no mínimo, 30 dias corridos até a data de recebimento das propostas.

 

Relações trabalhistas

O contrato por prazo determinado aplicável às startups compreenderá duração máxima de até 4 anos, improrrogáveis. Se a empresa contratante deixar de ser enquadrada como startup durante o período do contrato por prazo determinado firmado será automaticamente alterado para a duração máxima de até 2 anos

Para o relator do projeto, o deputado Vinicius Poit (Novo-SP), o Marco das Startups pode aumentar a geração de empregos no país. O parlamentar defendeu ainda o formato de remuneração por participação nos lucros da empresa, o “stock options”. 

“Vai mudar a realidade do nosso Brasil, a realidade de quem está lá fora agora esperando uma oportunidade de emprego, uma oportunidade de renda, que vai, sim, inclusive com o assunto stock options, cujos pontos estávamos esclarecendo, ter essa remuneração, de acordo com as leis e os acordos com a sua empresa, garantida, mais a possibilidade de uma complementação, a possibilidade de ser sócio da empresa. Não só o empreendedor, dono da empresa, vai ganhar. Mas o trabalhador, o empregado, com stock options, vai ter a opção de também ser sócio da empresa e ganhar com o crescimento da economia”, argumentou.

Para a líder do PSOL, deputada Sâmia Bomfim (SP), o dispositivo fragiliza a remuneração dos trabalhadores, que poderia depender diretamente do sucesso da nova empresa.

“[Os trabalhadores] podem ter como única fonte de remuneração os tais stock options, aquilo que a startup que, quem sabe se um dia vai conseguir, de fato, vingar como uma empresa no Brasil. Mas isso é muito improvável, porque a maioria delas, infelizmente, não consegue ter lucro suficiente para se sustentar e, consequentemente, pagar o salário dos seus trabalhadores. Com todos esses nomes aparentemente mais moderninhos, o que vai acontecer, na prática, é a precarização do trabalho”, criticou a deputada.

 

 

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