mulheres inovadoras

A Finep – Financiadora de Inovação e Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, está com inscrições abertas para o Prêmio Mulheres Inovadoras 2021. A iniciativa integra a segunda edição do Programa Mulheres Inovadoras. Nesta nova chamada, a Finep/MCTI irá selecionar até 30 startups mais inovadoras, lideradas por mulheres, para um processo de aceleração; e até 10 startups para receber o Prêmio Mulheres Inovadoras, no valor de R$ 100 mil cada. As inscrições vão até 8 de março de 2021, no site da Financiadora.

A demanda para o primeiro edital foi considerada bastante qualificada, com 223 propostas e altíssima nota de corte (14 pontos em um máximo de 15). O sucesso da primeira edição, que contou com o apoio da RME - Rede Mulher Empreendedora e Founder Institute, se comprovou pela satisfação demonstrada pelas empresas em vídeos postados nas redes sociais da Finep. Com esse resultado, a Finep e o MCTI resolveram repetir o Prêmio, mas com algumas mudanças. Nesta edição, as empresas candidatas ao edital vão concorrer regionalmente, e serão selecionadas seis de cada uma das regiões do Brasil para serem aceleradas. Dessas, duas startups de cada região receberão o prêmio em dinheiro.

Cada uma das regiões trabalhará com dois temas prioritários, envolvendo um conjunto de inovações nos setores de competitividade produtiva e qualidade de vida, para apresentação das propostas. No momento da inscrição, a startup deverá optar por um dos temas da região onde está localizada.

Poderão se candidatar ao Prêmio empresas de base tecnológica, com alto potencial de crescimento, que sejam inovadoras, e trabalhem em condições de incerteza, com modelo de negócios repetível e escalável, capaz de resolver um problema real. É necessário, ainda, ter pelo menos uma mulher entre seus empreendedores, em função executiva ou gerencial.

As 30 startups selecionadas para aceleração passarão por mentorias especializadas, suporte e acompanhamento por profissionais do mercado. Formada por representantes da Finep, do MCTI e convidados especializados nos setores, a banca avaliadora levará em consideração o modelo de negócios, o posicionamento dos produtos e a forma como a empresa atenderá uma demanda específica do mercado, existente ou potencial, assim como de suas estratégias de produção, precificação e comercialização.

Segundo o diretor Financeiro, de Crédito e Captação, Adriano Lattarulo, "o Programa Mulheres Inovadoras é uma iniciativa fundamental da Finep e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) para estimular a representatividade feminina no empreendedorismo nacional”. O objetivo é estimular startups lideradas por mulheres, por meio da capacitação e do reconhecimento de empreendimentos que possam favorecer o incremento da competitividade brasileira.

 

 

talks03

A Agência UFRJ de Inovação, com a proposta de dar voz aos diferentes atores que compõem o universo da inovação, se dedica a buscar entregar conteúdos de qualidade para manter a comunidade acadêmica informada e atualizada. A ideia da série "Talks da Agência" é apresentar perspectivas de áreas distintas desse ecossistema, provocando reflexões críticas sobre esses vieses e buscando construir, assim, as bases de uma cultura da inovação.

Neste episódio, o convidado é Alan Bermanzon, graduando em Engenharia de Produção pela UFRJ, pesquisador nas áreas de educação em engenharia e criação de competências e Vice-coordenador do LabGn2 - Laboratório de Empreendedorismo e Novos Negócios da Escola Politécnica da UFRJ. Ele contará sua experiência com um curso de Venture Capital realizado durante a pandemia, entre outros assuntos. Assista aqui.

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ecodesafio

A PepsiCo, uma das maiores empresas de Alimentos e Bebidas do mundo, em parceria com a Young Americas Business Trust (YABT) e a Organização dos Estados Americanos (OEA), está com inscrições abertas para a 12ª edição do Eco-Desafio 2021, que tem como objetivo incentivar o empreendedorismo e ideias que tragam soluções criativas e de alto impacto ambiental.

Neste ano, o Eco-Desafio 12.0 busca identificar soluções escaláveis e sustentáveis que permitirão à indústria e ao consumidor ir além do uso tradicional do plástico e construir um mundo no qual esse material não se transforme em resíduo. Tudo isso por meio de ideias para redução, reaproveitamento, reciclagem e reinvenção desse material. O programa oferece mentoria gratuita, networking e visibilidade internacional para as equipes que chegarem às finais e o grande prêmio de US$ 5.000 para os vencedores de cada categoria, para serem usados como capital semente.

Os interessados podem se inscrever em duas categorias. A primeira delas é: "Reinventar: Além da Garrafa", cujo foco é o desenvolvimento de inovações focadas na criação de materiais de embalagem alternativos que sejam recicláveis, compostáveis ou biodegradáveis para substituir ou reduzir o uso das garrafas plásticas tradicionais (PET). A segunda, "Reciclar e Reutilizar", tem como intuito apoiar a economia circular do plástico desenvolvendo ferramentas, estratégias e programas que permitam o aumento de canais de reciclagem escalonáveis, criando diferentes usos pós-consumo para cada embalagem, possibilitando a reintrodução no mercado.

"A PepsiCo tem o compromisso de construir um sistema alimentar cada vez mais sustentável e isso abrange a responsabilidade da cadeia como um todo, passando pela indústria até o descarte correto e uma cadeia de reciclagem eficiente. Nós temos o compromisso e o dever de buscar soluções mais sustentáveis, e o Eco-Desafio é um projeto do qual temos muito orgulho e que sempre nos desperta para novas ideias", afirma Lívia Fávaro, Gerente de Cidadania Corporativa da PepsiCo Brasil. "Como parte de sua premissa ‘Vencer com Propósito’, a PepsiCo busca alternativas para que o plástico nunca se torne resíduo, com a meta de projetar 100% das embalagens para serem recicláveis, compostáveis ou biodegradáveis até 2025", completa a executiva. A companhia tem ainda o objetivo de aumentar para 25% o conteúdo reciclado em embalagens plásticas, reduzir 35% do conteúdo de plástico virgem no portfólio de bebidas e investir para aumentar as taxas de reciclagem nos principais mercados, tudo até 2025.

Brasil foi vencedor em 2020

Na última edição do Eco-Desafio, realizada em 2020, o Brasil foi o país com maior número de inscrições e projetos registrados em toda a América Latina. Um dos projetos vencedores foi o do brasileiro Felipe Cardoso, do Eco Panplas, que ganhou na categoria "Além da Garrafa e da Bolsa" ("Beyond the Bottle and the Bag"). A ideia inovadora do projeto consistia na criação de um sistema produtivo para a descontaminação e a reciclagem a seco de embalagens plásticas contaminadas, sem utilização de água ou geração de resíduos, facilitando a reciclagem do plástico.

O Eco-Desafio nasceu em 2009 e, até a última edição recebeu mais de 18 mil propostas de negócios apresentadas por 24.271 jovens em mais de 33 países da região; premiando 44 projetos e entregando US$ 220.000 em capital semente para impulsionar essas ações.

As inscrições para o Eco-Desafio 12.0 vão até 28 de fevereiro de 2020 no portal do programa: www.ticamericas.net/eco-desafio/. Para obter mais informações, visite o site do YABT: www.yabt.net ou https://www.ticamericas.net.

 

 

talks02

A Agência UFRJ de Inovação, com a proposta de dar voz aos diferentes atores que compõem o universo da inovação, se dedica a buscar entregar conteúdos de qualidade para manter a comunidade acadêmica informada e atualizada. A ideia da série "Talks da Agência" é apresentar perspectivas de áreas distintas desse ecossistema, provocando reflexões críticas sobre esses vieses e buscando construir, assim, as bases de uma cultura da inovação.

Neste episódio nosso convidado é Diogo Camillo, Mestre em Design e professor do MBA em Economia e Gestão da Sustentabilidade do Laboratório de Responsabilidade Social do Instituto de Economia da UFRJ (LARES-IE). Mapas mentais, designer mediador e perfil de indivíduos anti criatividade são alguns dos tópicos que serão desenvolvidos. Assista aqui.

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sebrae

A chance para pesquisadores acadêmicos transformarem seus estudos em negócios foi estendida: o Catalisa ICT ampliou o prazo das inscrições até o dia 21 de fevereiro. O programa, articulado pelo Sebrae, vai fomentar a criação de negócios inovadores a partir do conhecimento gerado nas universidades brasileiras. Serão selecionadas mil pesquisas com potencial inovador, de qualquer área que envolva ciência e tecnologia. Interessados em participar precisam estar cursando ou ter concluído mestrado ou doutorado.

A criação de empresas de base tecnológica, a transferência de tecnologia de pesquisadores para empresas e a inclusão de capital humano qualificado no universo dos micro e pequenos negócios são alguns dos pilares que basearam a criação do Catalisa ICT. A analista de inovação do Sebrae, Hulda Giesbrecht, explica que a instituição quer aproximar a academia do mundo dos negócios. “O Sebrae acredita que a sua atuação nos ecossistemas de inovação e sua experiência no apoio ao empreendedorismo, somados ao conhecimento gerado nas universidades, podem gerar soluções de alto valor para a sociedade. O Catalisa ICT vai construir essa ponte entre os dois universos. Nós queremos despertar o empreendedor que há em cada pesquisador”, diz.

O programa será dividido em quatro fases. As duas primeiras dizem respeito à mobilização e ao aprendizado. Nesse momento, os pesquisadores irão submeter suas pesquisas, haverá seleção, capacitação e mentorias sobre assuntos relacionados ao empreendedorismo. Nas duas últimas etapas, é hora de colocar em prática o que foi aprendido. Serão desenvolvidos e validados planos de inovação. Todo o conhecimento desenvolvido na academia aplicado na jornada do Catalisa ICT poderá se transformar em um negócio inovador. Haverá apoio de fomento de até R$ 150 mil, por plano de inovação selecionado. Além disso, o Sebrae irá acompanhar o desenvolvimento desses negócios no mercado, incentivando o contato com possíveis investidores.

Na seleção inicial das mil pesquisas com potencial inovador serão observados os seguintes critérios: potencial de impacto econômico, grau de inovação, impacto socioambiental, viabilidade técnica e formação e trajetória do pesquisador. Hulda afirma que o processo será bastante diverso e democrático, buscando pesquisas que possam resolver diferentes desafios da sociedade. “As pesquisas podem ser em qualquer área de atuação, desde saúde, passando por educação, indústria, agropecuária, tecnologia da informação, entre tantas outras. O foco do Catalisa ICT é resolver grandes gargalos da sociedade, tendo como base a a ciência e tecnologia. Especialmente nesse momento de pandemia, estamos vendo como isso é importante para superar desafios, e ainda para o fortalecimento da economia e crescimento do país”, acrescenta.

Acesse a página do Catalisa ICT, baixe o edital completo e se inscreva: https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/catalisa.

 

 

talks01

A Agência UFRJ de Inovação, com a proposta de dar voz aos diferentes atores que compõem o universo da inovação, se dedica a buscar entregar conteúdos de qualidade para manter a comunidade acadêmica informada e atualizada. A ideia da série "Talks da Agência" é apresentar perspectivas de áreas distintas desse ecossistema, provocando reflexões críticas sobre esses vieses e buscando construir, assim, as bases de uma cultura da inovação.

Neste primeiro episódio, nossa convidada é a advogada Gabriela Santos, Mestre em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação, Assessora para Transferência de Tecnologia da Agência UFRJ de Inovação, Consultora Jurídica da Embrapii-COPPE e sócia-fundadora da FGS2 Inovação em Propriedade Intelectual. O link é: https://youtu.be/_lMfm-AnlKs.

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Formulacao transdermica de rivaroxabana para tratamento de doencas tromboticas

A trombose é a formação de um coágulo no sangue (trombo) que obstrui ou dificulta a circulação em um vaso sanguíneo qualquer. Os sintomas podem variar a depender do local afetado e da extensão do quadro. Mas, de modo geral, eles envolvem inchaço, vermelhidão, limitações de movimento, dor etc. Nos casos mais graves, um desses coágulos pode vir a se desprender e circular pelo corpo, causando um quadro de embolia pulmonar ou um acidente vascular cerebral (AVC).

Mais comum do que se imagina, especialmente na parcela da população com idade superior a 50 anos de idade, estima-se que a incidência atual no Brasil seja de cerca de 180 mil novos casos da doença por ano. A trombose venosa profunda (TVP) com frequência não dá sinais de alerta e por isso pode passar despercebida. É comum só ser descoberta já frente a uma grave complicação da doença.

Infelizmente, o rivaroxabana, anticoagulante oral que constitui hoje o principal fármaco utilizado no tratamento da TVP, pode produzir alguns efeitos colaterais bastante graves. Como ocorre com qualquer anticoagulante, o efeito adverso mais problemático é o sangramento, incluindo hemorragia interna. Além disso, alguns estudos também correlacionam seu uso à toxicidade hepática.

Para se ter uma ideia, em 2015, o rivaroxabana representou o maior número de casos notificados de lesões graves entre os medicamentos regularmente monitorados pelo Sistema de Notificação de Eventos Adversos (AERS) da FDA (Food and Drug Administration) americana.

 

Tratamento transdérmico

transdermico

Foi com este cenário em vista que um grupo de pesquisadores do Laboratório de Tecnologia Industrial Farmacêutica (LabTIF), da Faculdade de Farmácia da UFRJ, uniu esforços para desenvolver uma formulação em forma de gel para o tratamento da doença mediante um projeto financiado pela Faperj.

De acordo com a professora Flávia Almada do Carmo, coordenadora do projeto e Jovem Cientista do Nosso Estado (Faperj), “a ideia surgiu devido à importância clínica das doenças trombóticas e da possibilidade de melhorar seu tratamento com um novo medicamento. No caso desta nova tecnologia desenvolvida, a proposta foi fazer uso do rivaroxabana, um fármaco já usado na clínica pela via oral, e utilizar a Tecnologia Farmacêutica para desenvolver uma nova formulação para ser administrada através da via transdérmica. A alteração da via de administração para este fármaco pode representar um aumento na adesão dos pacientes ao tratamento, visto que muitos deles fazem o uso crônico deste medicamento, além de serem idosos e acamados”.

Ainda segundo a professora, “a via de administração transdérmica permite a autoadministração, sendo conveniente para o paciente, além de ser indolor. Além disso, a mudança da via de administração oral para a transdérmica se mostraria como uma alternativa aos eventuais problemas de biodisponibilidade do fármaco e contornaria os eventos hemorrágicos no trato gastrointestinal”.

A ideia de contornar tais efeitos adversos utilizando-se da administração transdérmica do medicamento em vez da via oral já rendeu à Universidade e aos pesquisadores um pedido de patente da nova tecnologia realizado pela Agência UFRJ junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial.

Tendo em vista que a nova formulação pode ser facilmente produzida em escala industrial, a UFRJ seguirá agora em busca de parcerias comerciais com atores interessados em produzi-la, levando-a assim ao setor produtivo para que possa ser disponibilizada ao público.

Veja a seguir os detalhes técnicos da nova tecnologia:

 

Microemulsão-gel de rivaroxabana e processo de fabricação de microemulsão-gel de rivaroxabana

RESUMO: A presente invenção descreve uma formulação para administração transdérmica do rivaroxabana. Esta formulação, na forma de uma microemulsão-gel, melhora as características biofarmacêuticas do ativo e apresenta atividade anticoagulante com potencial uso na prevenção e no tratamento de doenças trombóticas. A presente invenção apresenta inovação em termos da formulação e da via de administração proposta, sendo ambas totalmente inéditas para o fármaco em questão.

DESAFIOS E OBJETIVOS: As doenças trombóticas representam uma das causas mais frequentes de morbidade e de mortalidade no mundo. O rivaroxabana está comercialmente disponível na forma de comprimido, sendo associado a problemas de biodisponibilidade e a eventos hemorrágicos. O objetivo foi desenvolver uma formulação inédita de rivaroxabana para administração pela via transdérmica, o que seria de grande interesse para pacientes que fazem uso crônico deste fármaco, pacientes idosos e acamados. O produto desenvolvido é de fácil administração e se mostra uma excelente alternativa para melhora da eficácia, para redução dos efeitos adversos e para a melhora da qualidade de vida dos pacientes que fazem uso deste fármaco.

SOLUÇÃO: A formulação de microemulsão-gel de rivaroxabana é inovadora, inédita e de fácil obtenção, apresenta características físico-químicas ideais e foi capaz de permear através da pele, com promissora atividade anticoagulante. A formulação pode ser facilmente produzida em escala industrial, com valor acessível. Essas características mostram o grande potencial da formulação para o desenvolvimento de um medicamento que seria uma alternativa promissora para prevenção e tratamento de doenças trombóticas.

TITULAR: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

INVENTORES: Flávia Almada do Carmo, Plínio Cunha Sathler, Cristina da Costa Bernardes Araújo, Alice Simon, Valeria Pereira de Sousa, Lucio Mendes Cabral

NÚMERO DO DEPÓSITO: BR1020200195158

 

 

inteligenciaartificial

A Faperj prorrogou até 7 de fevereiro o prazo para submissões de projetos referentes ao seu Edital Nº 10/2020 – Apoio a Redes Temáticas de Inteligência Artificial. O objetivo é apoiar a formação de redes temáticas de pesquisa cooperativa em projetos científicos e tecnológicos de forma a estimular a parceria de pesquisadores e lideranças de Universidades ou Instituições de Ensino Superior, Institutos de Pesquisa, Empresas públicas e privadas bem como Órgãos de governo, com objetivo de posicionar o Estado do Rio de Janeiro como um centro de excelência e referência em inovação frente aos desafios da revolução digital.

Fruto de uma ação conjunta entre as Diretorias Científica e de Tecnologia da Fundação, o edital busca fomentar o processo de desenvolvimento tecnológico e de inovação em suas diferentes fases, isto é, desde a pesquisa básica até a introdução de bens e serviços no mercado. O estímulo à formação de redes reforça o caráter sistêmico da iniciativa e tem como alvo um dos principais gargalos do ecossistema de inovação fluminense: a desarticulação entre os diferentes atores ligados à inovação no estado.

Além disso, em sintonia com a nova forma de atuação da Diretoria de Tecnologia, o edital não se restringe a um setor específico, mas visa explorar um cluster de tecnologias pervasivas que pode apoiar de forma transversal diversos setores e atividades econômicas. Neste sentido, o programa busca aproveitar a base de conhecimento de excelência na área já instalada no estado com intuito de expandir a fronteira científica e tecnológica e induzir a transferência de tecnologia para o mercado, gerando inovações incrementais e disruptivas.

O sucesso da iniciativa, portanto, pode contribuir para o Estado do Rio de Janeiro se tornar referência no campo da Inteligência Artificial e para a Transformação Digital de empresas e do setor público, bem como auxiliar na diversificação da economia fluminense, diminuindo sua dependência da extração de petróleo.

Segundo o presidente da FAPERJ, Jerson Lima Silva, o edital de Redes na área de Inteligência Artificial se soma a dois outros editais recentes lançado pela Fundação – de Nanotecnologia e de Pesquisa em Saúde – que apostam na formação de Redes, já que o estado do Rio de Janeiro possui massa crítica de excelência e que podem impactar no seu desenvolvimento social e econômico.

Para Lima Silva, a Inteligência Artificial está presente cada vez mais em todos os setores da sociedade, incluindo a medicina, a indústria 4.0, petróleo e gás, energias renováveis, agricultura, transporte, comunicação, educação, cultura, entretenimento, turismo, entre outros. "Especialmente em um mundo alterado pela pandemia, o desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial torna-se crucial. Além disso, esse edital tem a virtude de colocar em sinergia pesquisadores e inovadores, por um lado, e, por outro, a infraestrutura já instalada em instituições como UFRJ, LNCC etc. E a formação de Redes é o modo mais eficaz para evitar a pulverização de recursos e otimizar a interação entre o que há de mais avançado nessa área”, disse.

A FAPERJ irá apoiar até 3 (três) Redes, com um orçamento de até R$ 8 milhões para todo o Edital.Confira a íntegra do edital no endereço abaixo:

Edital Nº 10/2020 – Apoio a Redes Temáticas de Inteligência Artificial

 

 

artigostecnicos

 

A Agência UFRJ de Inovação disponibilizou em janeiro mais três novos artigos técnicos relacionados à inovação, empreendedorismo e temas relacionados. Os trabalhos são de autoria do desenhista industrial Paulo Reis e tratam sobre os seguintes assuntos:

Vol 62 - Estratégias de Revitalização Urbana

Vol 61 - A Lógica das Verticais como Fonte de Conhecimento para a Inovação

Vol 60 - C-Strat - A Cognição Estratégica

 

Os interessados podem acessar estes e outros artigos através deste link.

 

 

Camara dos Deputados

 

A Câmara dos Deputados aprovou em 14/12, por 361 votos a 66, o Marco Legal das startups. O texto segue agora para análise do Senado.

Chamado de “Marco das Startups” pelos parlamentares, o Projeto de Lei Complementar 146/19 enquadra como startups as empresas, mesmo com apenas um sócio, e sociedades cooperativas que atuam na inovação aplicada a produtos, serviços ou modelos de negócios.

As startups devem ter receita bruta de até R$ 16 milhões no ano anterior e até dez anos de inscrição no CNPJ. Além disso, precisam declarar, em seu ato constitutivo, o uso de modelos inovadores ou se enquadrarem no regime especial Inova Simples, previsto no Estatuto das Micro e Pequenas Empresas (Lei Complementar 123/06).

As startups poderão admitir aporte de capital, por pessoa física ou jurídica, que poderá resultar ou não em participação no capital social da startup, a depender da modalidade de investimento escolhida pelas partes.

 

Sandbox

A matéria permite que órgãos e entidades da administração pública com competência de regulamentação setorial, individualmente ou em colaboração, no âmbito de programas de ambiente regulatório experimental (sandbox regulatório), afastem a incidência de normas sob sua competência em relação à entidade regulada ou aos grupos de entidades reguladas. 

Sandbox são condições simplificadas, que permitem que novas startups testem seus produtos, serviços e modelos de negócios inovadores no mercado real sendo monitoradas e reguladas por órgãos competentes, obedecendo determinados limites do edital.

 

Licitação

O texto estabelece que a administração pública poderá contratar pessoas físicas ou jurídicas, isoladamente ou em consórcio, para o teste de soluções inovadoras por elas desenvolvidas ou a serem desenvolvidas, com ou sem risco tecnológico, por meio de licitação na modalidade especial.

Com objetivo de fomentar o ecossistema de startups, a administração pública poderá restringir a participação na licitação somente a empresas enquadradas como startups e, na hipótese de participação em consórcios, estes deverão ser formados exclusivamente por startups.

A licitação poderá se restringir à indicação do problema a ser resolvido e dos resultados esperados pela administração pública, incluídos os desafios tecnológicos a serem superados, dispensada a descrição de eventual solução técnica previamente mapeada e suas especificações técnicas, cabendo aos licitantes propor diferentes meios para a resolução do problema. 

Segundo a proposta, aplicam-se à licitação os dispositivos da Lei nº 8.666/93.  O edital da licitação deve ser divulgado, com antecedência de, no mínimo, 30 dias corridos até a data de recebimento das propostas.

 

Relações trabalhistas

O contrato por prazo determinado aplicável às startups compreenderá duração máxima de até 4 anos, improrrogáveis. Se a empresa contratante deixar de ser enquadrada como startup durante o período do contrato por prazo determinado firmado será automaticamente alterado para a duração máxima de até 2 anos

Para o relator do projeto, o deputado Vinicius Poit (Novo-SP), o Marco das Startups pode aumentar a geração de empregos no país. O parlamentar defendeu ainda o formato de remuneração por participação nos lucros da empresa, o “stock options”. 

“Vai mudar a realidade do nosso Brasil, a realidade de quem está lá fora agora esperando uma oportunidade de emprego, uma oportunidade de renda, que vai, sim, inclusive com o assunto stock options, cujos pontos estávamos esclarecendo, ter essa remuneração, de acordo com as leis e os acordos com a sua empresa, garantida, mais a possibilidade de uma complementação, a possibilidade de ser sócio da empresa. Não só o empreendedor, dono da empresa, vai ganhar. Mas o trabalhador, o empregado, com stock options, vai ter a opção de também ser sócio da empresa e ganhar com o crescimento da economia”, argumentou.

Para a líder do PSOL, deputada Sâmia Bomfim (SP), o dispositivo fragiliza a remuneração dos trabalhadores, que poderia depender diretamente do sucesso da nova empresa.

“[Os trabalhadores] podem ter como única fonte de remuneração os tais stock options, aquilo que a startup que, quem sabe se um dia vai conseguir, de fato, vingar como uma empresa no Brasil. Mas isso é muito improvável, porque a maioria delas, infelizmente, não consegue ter lucro suficiente para se sustentar e, consequentemente, pagar o salário dos seus trabalhadores. Com todos esses nomes aparentemente mais moderninhos, o que vai acontecer, na prática, é a precarização do trabalho”, criticou a deputada.

 

 

estrategianacionaldepi

No evento que marcou os 50 anos do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), ocorrido em 11/12, a Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia (SEPEC/ME) lançou a Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual (ENPI). O documento objetiva alcançar um Sistema Nacional de Propriedade Intelectual efetivo e amplamente conhecido, que incentive a criatividade e os investimentos em inovação, visando ao aumento da competitividade e ao desenvolvimento socioeconômico do Brasil.

A cerimônia representou também o encerramento do Encontro Acadêmico de Propriedade Intelectual, Inovação e Desenvolvimento (ENAPID). Entre os atuais projetos estratégicos que se destacam na evolução institucional do INPI, pode-se mencionar o Plano de Combate ao Backlog de Patentes; a operacionalização do Protocolo de Madri para registro de marcas no exterior; o Plano PI Digital (destinado à transformação dos serviços do INPI nos ambientes eletrônicos); e o Programa INPI Negócios (cujo objetivo é fomentar a geração de novos ativos de PI por residentes no Brasil); entre outros.

Elaboração da ENPI

A Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual foi produzida a partir de um ano de trabalho do Grupo Interministerial de Propriedade Intelectual (GIPI), envolvendo mais de 220 especialistas no tema; com 98 contribuições recebidas na fase de consulta pública, com grande representatividade do setor privado.

O GIPI é presidido pelo secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos Da Costa, e composto por 10 membros: Secretaria de Governo da Presidência, Casa Civil, Ministério da Economia (ME), Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Ministério do Turismo (MTur), Ministério da Saúde (MS), Ministério das Relações Exteriores (MRE) e Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Após diagnóstico dos principais problemas e desafios da Propriedade Intelectual no país, a ENPI foi construída com base em 7 eixos de ação: 1- PI para a Competitividade e o Desenvolvimento; 2 - Disseminação, Formação e Capacitação em PI; 3 - Governança e Fortalecimento Institucional; 4 - Modernização dos Marcos Legais; 5 - Observância e Segurança Jurídica; 6 - Inteligência e Visão de Futuro; e 7 - Inserção do Brasil no Sistema Global de PI.

Cada eixo é composto por um grupo de ações voltadas a macro objetivos que focam nos problemas e desafios diagnosticados. Ao todo, na Estratégia, são propostas mais de 210 ações para transformar o sistema de Propriedade Intelectual brasileiro.

Implementação

As ações propostas serão detalhadas e planejadas conforme as prioridades identificadas pela sociedade, durante consulta pública realizada entre agosto e outubro de 2020, e pelo governo. Elas serão organizadas em Planos de Ação bienais, buscando garantir uma efetiva implementação, monitoramento, avaliação de resultados e eventuais adequações necessárias ao longo do processo de execução e de elaboração dos novos planos.

No primeiro semestre de 2021, será lançado o primeiro Plano de Ação e o Portal Nacional de Propriedade Intelectual, que num primeiro momento reunirá todas as informações sobre a ENPI, inclusive para o acompanhamento da sociedade sobre o andamento da implementação do Plano de Ação em tempo real. Posteriormente, o Portal centralizará todas as informações e links sobre ações do governo ligadas à PI.

O GIPI será responsável pela implementação e governança da Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual, que será oficializada por meio de um decreto presidencial.

Metas

De acordo com a secretaria-executiva do GIPI, as principais metas da ENPI são: fazer com que o Brasil esteja entre os 10 países no mundo onde mais se depositam pedidos para proteção da propriedade intelectual; que indústrias intensivas em PI contribuam diretamente com 30% do valor agregado ao PIB nacional; e que 80% das empresas inovadoras nacionais se utilizem de ferramentas para proteção da sua Propriedade Intelectual.

Para mais informações, acesse os documentos relacionados à ENPI:

Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual

Relatório de diagnóstico do Sistema Nacional de Propriedade Intelectual

Relatório de Benchmarking de Estratégias Nacionais de Propriedade Intelectual de outros países

Relatório de resultado dos dados coletados na etapa de consulta pública

 

 

Dispositivo de contencao para animais de pequeno porte

Um pedido de proteção intelectual realizado pela Agência de Inovação junto ao INPI culminou, em 24 de novembro de 2020, na concessão de uma nova patente de modelo de utilidade para a UFRJ. Trata-se do “Dispositivo de contenção para animais de pequeno porte”. A nova tecnologia é indicada para uso em exames de imagem, tais como ressonância magnética, tomografia e cintilografia, proporcionando conforto, imobilização adequada, contenção e isolamento do animal, bem como segurança ao profissional veterinário ou pesquisador envolvido.

O responsável pelo seu desenvolvimento é Carlos Henrique da Luz Barbosa, que integra o staff colaborador do Serviço de Cirurgia Oral do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF/UFRJ). Ele conta que a ideia do dispositivo foi fruto de uma adversidade surgida enquanto realizava uma pesquisa com células-tronco para recuperação de articulação mandibular. “A partir do momento em que não foi possível realizar uma tomografia computadorizada num coelho em posição decúbito dorsal (deitado de costas), solicitei a utilização de um tomógrafo computadorizado de feixe cônico (cone beam), porém a posição para a realização do procedimento nesse aparelho é em decúbito sentado. Como colocar um coelho nesta posição para realizar o exame?”, indaga.

Não havia como posicionar um coelho sozinho nestas posições, a não ser que houvesse uma equipe para segurá-lo. Esta, aliás, é uma das restrições que os dispositivos até então desenvolvidos apresentam: a dificuldade de conter animais de pequeno porte para realizar exames de imagens, sem que haja a necessidade do contato de uma equipe assistente, estejam eles anestesiados ou em respiração espontânea.

A solução encontrada por Carlos foi inovar. Ele próprio desenvolveu a solução que buscava. Estudando sobre dispositivos de contenção de animais, acabou desenvolvendo um novo protótipo de madeira e depois em acrílico, consistindo em uma caixa, uma tampa estojo, um regulador de tamanho e uma trava de segurança que, acoplados, proporcionam a necessária contenção dos animais para a perfeita realização dos referidos exames de imagem.

“O dispositivo de contenção é confortável, seguro, eficiente e ergonômico. Permite acomodar os animais, com facilidade, em diferentes posições, incluindo a vertical, com estabilidade postural e total visibilidade. O adequado isolamento contribui para a redução do risco de acidentes e da contaminação ambiental, incorporando inovações aplicáveis no campo das Cirurgias Veterinária e Experimental, além da reconfiguração para uso translacional em anima nobili (em humanos), no âmbito da Neonatologia e Pediatria”, explica Carlos.

Premiação internacional

Além da concessão da carta patente, o novo dispositivo já rendeu a Carlos Henrique Barbosa o reconhecimento por parte da International Association of Advanced Materials (Associação Internacional de Materiais Avançados), da Suécia. Ele foi contemplado com o prêmio IAAM Scientist Award, além de ter participado do evento Advanced Materials Lectures Series 2020. A organização trabalha para facilitar uma comunidade altamente interativa de pesquisadores de materiais avançados, estimulando parcerias, colaborações e joint ventures.

Atualmente a UFRJ está em busca de empresas interessadas em produzir este novo modelo de utilidade em escala industrial, de modo que a inovação possa, de fato, chegar ao setor produtivo. Os interessados em obter mais informações devem entrar em contato com a Agência UFRJ de Inovação. Veja abaixo mais detalhes:

Dispositivo de contenção para animais de pequeno porte

RESUMO: O presente modelo de utilidade se refere a um dispositivo de contenção para animais de pequeno porte, que é consistido de uma caixa, uma tampa estojo, um regulador de tamanho e uma trava de segurança. Este dispositivo é indicado para uso em exames de imagem tais como ressonância magnética, tomografia e cintilografia, proporcionando conforto, imobilização adequada, contenção e isolamento do animal, bem como segurança ao profissional veterinário e pesquisador em ciências cirúrgicas, cirurgia experimental entre outros.

DESAFIOS E OBJETIVOS: Atualmente, muitos exames de imagens para animais ainda são realizados em aparelhos para humanos. Um dos desafios encontrados pelos profissionais da área veterinária e da cirurgia experimental é a contenção, imobilização adequada, confortável e segura dos animais de pequeno porte durante os procedimentos de exames de imagem.

SOLUÇÃO: O dispositivo de contenção é confortável, seguro, eficiente e ergonômico. Permite acomodar os animais, com facilidade, em diferentes posições, incluindo a vertical, com estabilidade postural e total visibilidade. O adequado isolamento contribui para a redução do risco de acidentes e da contaminação ambiental, incorporando inovações aplicáveis no campo das Cirurgias Veterinária e Experimental, além da reconfiguração para uso translacional em anima nobili (em humanos), no âmbito da Neonatologia e Pediatria”, explica Carlos.

TITULAR: Universidade Federal do Rio de Janeiro

INVENTORES: Carlos Henrique da Luz Barbosa; Alberto Schanaider

NÚMERO DO DEPÓSITO: BR2020140250331

 dispositivo para contencao de animais pequeno porte

 

 

 

artigo

 

A Agência UFRJ de Inovação disponibilizou em dezembro mais dois novos artigos técnicos relacionados à inovação, empreendedorismo e temas relacionados. Os trabalhos são de autoria do desenhista industrial Paulo Reis e tratam sobre os seguintes assuntos:

Vol 59 - C-Strat – Processo de Depósito

Vol 58 - Inovação e Tecnologia: Lógica Fuzzy e Design Thinking Aplicados em Processos de Avaliação

 

Os interessados podem acessar estes e outros artigos através deste link.

 

 

Trilho ativo para o Maglev Cobra

 

Em 16 de fevereiro de 2016, o Maglev-Cobra, veículo de levitação magnética desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Aplicações de Supercondutores (Lasup - Coppe), sob a coordenação do professor Richard Stephan, passava a operar suas primeiras viagens demonstrativas abertas ao público. Através do uso da levitação magnética por supercondutividade, desde então, o Maglev já transportou mais de 20 mil passageiros entre o Centro de Tecnologia (CT) e o Centro de Tecnologia 2 (CT2) da UFRJ, no campus da Ilha do Fundão.

A silenciosa viagem não causa nenhum impacto ecológico já que, uma vez que sua linha é alimentada por quatro painéis de energia solar fotovoltaica, a emissão de poluentes é nula. A tecnologia do Maglev baseia-se nas propriedades diamagnéticas de supercondutores de elevada temperatura crítica e do campo magnético produzido por ímãs de Nd-Fe-B (neodímio, ferro e boro) para obter sua levitação, podendo chegar até a velocidade de 100 km/h.

Em setembro de 2020, contudo, o Maglev foi desativado. A operação do veículo era uma atividade de extensão do curso de Engenharia Elétrica e acabou parando durante o período da pandemia. “Aquele veículo foi feito de maneira artesanal. O próximo passo, se quisermos andar para frente, é sair desse veículo artesanal para um industrial”, explica Stephan. O valor necessário para essa etapa, segundo o professor, é de R$ 10 milhões: “Se conseguirmos os R$ 10 milhões que estamos pleiteando, colocaremos naquela mesma linha de teste um veículo industrial padrão, autônomo, um equipamento pronto para ser vendido”.

Pronto, o Maglev-Cobra pode revolucionar o transporte urbano no Brasil. O modal não é um transporte de massa como o metrô, mas é mais barato. Na comparação com o VLT que opera no Rio de Janeiro, o Cobra tem os mesmos custos de implantação, de R$ 40 milhões por quilômetro, mas com vantagens que otimizam o transporte de passageiros, como as linhas segregadas, que permitem que o veículo se mova em uma velocidade média de 50 km/h, contra uma velocidade média de 15 km/h do VLT. O Maglev também é mais silencioso e consome menos energia. “Estamos trabalhando em uma alternativa que tem os mesmos custos de implantação, mas é melhor e tem uma tecnologia nova, nacional e realmente disruptiva”, disse Richard.

Atualmente apenas três países usam trens de levitação magnética: Coreia do Sul, China e Japão. O projeto desenvolvido pela UFRJ é inovador em relação à tecnologia que já é utilizada nestes países. “Nossa técnica de levitação é mais interessante. A diferença básica é que a nossa é estável, e a usada nesses outros Maglevs depende de sistemas de controle, de realimentação”, detalha o coordenador do projeto. “A tecnologia que desenvolvemos está sendo perseguida na Alemanha e na China, mas nós estamos na frente”, diz.

Em constante aprimoramento, apenas no ano de 2020, o veículo teve três de suas novas tecnologias protegidas pela Agência UFRJ de Inovação junto ao INPI através de pedidos de patente. Uma delas é um método de abastecimento automático. Outra consiste num sistema de freios de emergência e de estacionamento. Finalmente, a terceira são seus trilhos eletromagnéticos, cujos detalhes são especificados a seguir:

 

Trilho eletromagnético para aparelho de mudança de via de sistema de transporte por levitação magnética

 

RESUMO: A presente invenção propõe um trilho ativo através do uso de campos eletromagnéticos gerados a partir de bobinas de material condutor enroladas em um núcleo de ferro para ser utilizado em um sistema de transporte que utiliza levitação magnética para operar. Esta tecnologia deve ser utilizada no equipamento de levitação do veículo Maglev-Cobra, desenvolvido na Universidade Federal do Rio de Janeiro, como meio de operação em trechos específicos da via. A tecnologia de levitação supercondutora que é usada neste veículo necessita de cerâmicas supercondutoras YBa2Cu3O7-x refrigeradas a 77K e um trilho magnético que gere um fluxo magnético para ser aprisionado e repelido pelas cerâmicas supercondutoras gerando o fenômeno da levitação e estabilidade.

DESAFIOS E OBJETIVOS: Atualmente são utilizados trilhos fabricados a partir de ímãs de terras raras para a geração dos campos magnéticos que guiam e sustentam o veículo. Porém, em determinados trechos da via de operação é necessário que tais campos magnéticos sejam desativados e, para isso, é necessária a existência de uma versão de trilho ativo que forneça o mesmo perfil de campo magnético dos trilhos de ímãs de terras raras mas que possa ser desligado e ligado quando necessário como no caso de trechos de mudança de via.

SOLUÇÃO: A versão de trilho eletromagnético aqui apresentada utiliza lâminas de aço silício com espessuras de pelo menos 0.5mm empilhadas para formar o núcleo de ferro do eletroímã a fim de eliminar a presença de correntes parasitas. Também utiliza bobinas de cobre enroladas neste núcleo de ferro para a geração dos campos magnéticos. Os trilhos são organizados em pequenos módulos que possuem a mesma largura do trilho de ímãs permanentes e comprimento total de até 200 mm. O sistema de levitação utilizará estes trilhos montados em série para atingir o comprimento total necessário.

TITULAR: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

INVENTORES: Elkin Ferney Rodriguez Velandia; Felipe dos Santos Costa; Richard Magdalena Stephan

NÚMERO DO PEDIDO: BR1020200156330

 

Os interessados em obter mais informações sobre as tecnologias devem contactar a Agência.

 

 

segurancacibernetica

A Finep/MCTI lançou recentemente o Programa Desafio Finep - Desafio Cibernético, iniciativa que contemplará, no final do processo, até cinco empresas brasileiras nascentes de base tecnológica, com alto potencial de crescimento, com valores de até R$ 200 mil para cada empreendimento, com recursos de subvenção econômica (que não necessita ser devolvido), totalizando R$ 1 milhão.

O Programa visa estimular a competitividade entre as empresas de base tecnológica e startups, gerando soluções inovadoras para o enfrentamento dos principais desafios tecnológicos estratégicos para o país. No edital, em parceria com o Exército Brasileiro, a Finep tem por objetivo fomentar e encontrar soluções para o setor cibernético e fortalecer a soberania nacional. O prazo para apresentação de propostas vai até 25/01/2021. Saiba mais sobre as etapas, cronograma e todos os detalhes na página do Programa.

 

Prêmio

"Além dos recursos mencionados, ao final da competição, a empresa com a solução mais bem avaliada receberá um prêmio no valor de R$ 100 mil adicionais e se tornará uma potencial candidata a um investimento, seja no âmbito do Programa de Investimento em Startups Inovadoras – Finep Startup, ou outra iniciativa da financiadora", complementa o diretor de Desenvolvimento Científico-Tecnológico da Finep, Marcelo Bortolini.

A área temática tem foco no desenvolvimento de um sistema de modelagem de alto nível para a atividade de Análise de Resiliência Cibernética que incorpore a gestão de riscos. Esse sistema deve integrar subsistemas e APIs ("Application Programming Interface") complementares incorporando uma metodologia de aferição de Índice de Resiliência Cibernética (IRCiber), baseada em práticas modernas e aplicável a qualquer tipo de organização.

 

Resiliência cibernética

Segundo o superintendente da Área de Pesquisa Aplicada e Desenvolvimento da Finep, Marcelo Camargo, "devido à intensa conectividade que existe atualmente, em termos de sistemas, houve um crescimento relevante na disrupção de ataques cibernéticos. O que antes configurava-se como necessidade de defender sistemas contra vírus e vazamento de informações, hoje se encontram configuradas infiltrações nos ativos físicos e na infraestrutura das empresas. Transportando isso para os sistemas de defesa, torna-se imperiosa a busca de soluções que aumentem a resiliência cibernética, isto é, a capacidade de mitigar riscos nesses sistemas de forma preventiva, permitindo que eles possam continuar operando sem interrupção ou apagões".

 

 

 

covidmascara

Foto: Artur Moês (CoordCom/UFRJ)

 

O Grupo de Trabalho para Enfrentamento da COVID-19 da UFRJ emitiu, em 30/11, nova Nota Técnica alertando para o aumento acelerado de casos da doença sem ter ocorrido o término da primeira onda. Os dados sugerem que há uma nova onda se sobrepondo à primeira, fato que torna o problema ainda mais grave e complexo, principalmente em virtude de aglomerações desnecessárias e declarações públicas de autoridades governamentais afirmando que não retrocederão nas medidas de flexibilização. A Nota Técnica conclama os entes municipal, estadual e federal para uma ação unificada e a adoção de diversas medidas. Leia abaixo a íntegra do documento:

 

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO

GABINETE EMERGENCIAL DE CRISE

Alerta à comunidade universitária sobre a adoção de ações de gestão de risco frente ao aumento de casos de COVID-19 no estado do Rio de Janeiro

 

Rio de Janeiro, 30 de novembro de 2020

 

Diante do aumento de casos de COVID-19 no estado do Rio de Janeiro nas últimas semanas e das repercussões desse fato em relação às atividades desenvolvidas no âmbito da UFRJ, o Gabinete Emergencial de Crise vem a público apontar algumas ações de gestão de risco que deverão ser desenvolvidas pelos membros de nossa comunidade universitária neste momento.

Tais ações foram definidas não somente em função da situação epidemiológica no estado do Rio de Janeiro, mas também a partir da análise de nossa capacidade atual de resposta em termos de recursos humanos e materiais, das orientações de autoridades sanitárias nacionais e internacionais, e com base em evidências científicas sobre o tema¹.

Assim, compreendendo que a avaliação de riscos nessas circunstâncias requer flexibilidade, consideração de potenciais vulnerabilidades e ajustamentos processuais, aponta-se a necessidade de adoção das seguintes ações voltadas à resposta a esta emergência de saúde pública, como medida de segurança individual, coletiva e institucional:

➢ Intensificar as medidas de restrição de circulação de pessoal nos campi da UFRJ, mantendo as atividades reconhecidas como essenciais². Nesses casos específicos, devem ser observadas as orientações que constam no Guia de ações de biossegurança para resposta à pandemia pela COVID-19 no âmbito da UFRJ, disponível em: https://gestao.ufrj.br/images/Noticias/PDF/GUIA_BIOSSEGURANCA_UFRJ.pdf.

➢ Orientar os membros da comunidade universitária envolvidos nas atividades essenciais que evitem ao máximo o uso de transportes coletivos ao se deslocarem para os campi.

➢ Observar as medidas de proteção individuais e coletivas recomendadas, em função dos potenciais riscos de transmissão da doença, inclusive de reinfecção.

➢ Realizar testes por RT-PCR dos membros da comunidade universitária que reportem sinais e sintomas de suspeita de infecção por COVID-19, comunicando os casos confirmados às respectivas direções e chefias imediatas para a tomada de medidas cabíveis. Os agendamentos devem ser feitos em: https://agendamento.coronavirus.ufrj.br/login.

➢ Restringir a distribuição de EPIs e álcool 70%, mantendo-a, por ora, apenas a unidades assistenciais do Complexo Hospitalar, ao Restaurante Universitário e aos estudantes residentes no Alojamento Estudantile na Vila Residencial, considerando as dificuldades de repasse de verbas de recursos federais e a sobrecarga das unidades hospitalares da UFRJ, provocada pelo aumento de casos de COVID-19.

➢ Manter as demais atividades laborais (não essenciais) em trabalho remoto, desenvolvendo as práticas de ensino, pesquisa e extensão nesse formato.

➢ Manter rigorosa fiscalização e restringir ao máximo toda e qualquer atividade que promova aglomerações de pessoas nos campi.

➢ Desenvolver medidas de comunicação de risco no âmbito das unidades, com vistas a informar amplamente sobre as medidas de proteção contra a COVID-19 e controlar rumores.

➢ Manter as estratégias voltadas à atenção psicossocial promovidas pela UFRJ junto aos estudantes e servidores.³

➢ Observar as demais medidas previstas no Plano de Contingência para enfrentamento da pandemia causada pelo novo Coronavírus (COVID-19) no âmbito da UFRJ, ativado em setembro de 2020 e disponível em: https://coronavirus.ufrj.br/wp-content/uploads/sites/5/2020/10/Plano-de-Continge%CC%82ncia_COVID-19-versa%CC%83o-1.3_set-2020-6.pdf.

Tais ações devem ser tomadas até que os dados epidemiológicosda COVID-19 no estado do Rio de Janeiro proporcionem as devidas condições para uma flexibilização segura. Para tanto, contamos com o compromisso social e trabalho colaborativodos membros de nossa comunidade universitária.

 

¹ Nota Técnica sobre o aumento de casos de COVID-19 no município do Rio de Janeiro e medidas para conter sua disseminação (Grupo de Trabalho Multidisciplinar da UFRJ sobre a Coronavirus Disease–COVID-19), de 30 de novembro de 2020. Disponível em: https://ufrj.br/wp-content/uploads/sites/7/2020/11/Nota-tecnica-sobre-aumento-de-casos-RJ_Nov-2020.pdf

² Cabe ao órgão colegiado da instância acadêmica ou administrativa definir o escopo das atividades que podem ser realizadas presencialmente, à luz da Resolução nº 07/2020 do Consuni, da Portaria UFRJ nº 2.562, de 01/04/2020, e do Decreto Federal nº 10.282, de 20/03/2020.

³ Os contatos com os setores envolvidos na atenção psicossocial constam no Plano de Contingência para enfrentamento da pandemia causada pelo novo Coronavírus (COVID-19) no âmbito da UFRJ.

 

 

Nanocompositos hibridos para insercao de farmacos

Uma parceria interinstitucional envolvendo a UFRJ, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) culminou com o desenvolvimento de uma nova tecnologia. Trata-se de um novo processo de obtenção de um nanocompósito híbrido que pode ser empregado no acoplamento de fármacos para utilização em práticas médicas, em especial a oncologia. Participaram da pesquisa dois professores do PPGCF-UFRJ (Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da UFRJ): Flávia Almada do Carmo; e Lúcio Mendes Cabral. Os resultados já foram protegidos pela Agência UFRJ de Inovação junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) através de um pedido de patente. Veja abaixo os detalhes:

TECNOLOGIA: Nanocompósitos híbridos, processo de obtenção,composições farmacêuticas e usos

RESUMO: A presente invenção é resultado de um trabalho interinstitucional multidisciplinar de cientistas que desenvolveram um processo de obtenção do nanocompósito híbrido, preparado com um poliéster biocompatível, biorreabsorvível e biodegradável, o PLDLA-co-TMC, na forma de partículas nanométricas de um óxido de ferro magnético, a magnetita ou a maghemita, adequadamente versátil ao acoplamento de fármacos, como a finasterida, para uso em práticas médicas, em oncologia.

DESAFIOS E OBJETIVOS: O câncer é uma doença com diversas alternativas terapêuticas, a maioria associada a riscos e a efeitos secundários indesejados. A presente proposta é que a terapia oncológica seja feita via nanotecnologia farmacêutica, especificamente, por hipertermia magnética, por (a)internalização celular do nanossistema magnético; (b) liberação gradual e sustentada do fármaco, controlada pela resposta magnetocalórica a um campo magnético aplicado, que aja no local do nanomaterial superparamagnético, na região do tecido afetado pelo tumor. A primeira fase do desenvolvimento consistiu na preparação do nanocompósito magnético contendo o fármaco. A próxima etapa serão os testes ex vivo e in vivo, com animais.

SOLUÇÃO: Os nanocompósitos híbridos podem ser obtidos por um processo diretamente transferível, por escalonamento, a uma linha industrial. O nanomaterial magnético permite a dissipação de calor na região tumoral, por resposta a um campo magnético aplicado, além da liberação sustentada do fármaco-modelo, a finasterida. Mas outros fármacos podem ser utilizados. Os materiais para a preparação do compósito são amplamente disponíveis no mercado ou na natureza; são quimicamente simples e de baixo custo.

TITULARES: Universidade Federal do Rio De Janeiro (UFRJ); Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)

INVENTORES: Ângela Leão Andrade; Carlos Nelson Elias; Flávia Almada do Carmo (UFRJ); José Domingos Fabris; Lúcio Mendes Cabral (UFRJ); Rosana Zacarias Domingues; Vagner De Oliveira Machado

NÚMERO DO PEDIDO: BR1020190102853

 

 

propmec 6

Professores e pesquisadores da Coppe/UFRJ desenvolveram uma nanotecnologia inovadora para tratamento de câncer por hipertermia. Os pesquisadores liderados pelo professor Dilson dos Santos, do Programa de Engenharia da Nanotecnologia e do Programa de Engenharia Metalúrgica e de Materiais, sintetizaram nanocubos de paládio e nanopartículas de paládio e óxido de cério, ambas sob a forma de hidreto (composto metal-hidrogênio). Essa tecnologia ainda deve ser testada in vivo, de modo a permitir uma melhor adequação dos parâmetros para, mediante irradiação por laser, eliminar células tumorais com alta eficiência e sem afetar as células saudáveis ao redor do tumor. Os resultados foram publicados no site da Nature Scientific Reports em outubro.


O artigo intitulado Synthesis, characterization and photothermal analysis of nanostructured hydrides of Pd and PdCeO2 também teve como coautores o professor Helcio Orlande, do Programa de Engenharia Mecânica e do Programa de Engenharia de Nanotecnologia; as alunas de Doutorado do Programa de Engenharia de Nanotecnologia (PENt) da Coppe, Cláudia Cruz e Amanda Castilho; o aluno de Doutorado do Programa de Engenharia Mecânica (PEM) da Coppe e professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Nilton da Silva; o professor Claudio Lenz, do Instituto de Física da UFRJ; e a professora Viviane Favre-Nicolin, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (IFES), ex- aluna da Coppe.


De acordo com os autores, as nanopartículas podem ser usadas na terapia de hipertermia para aprimorar a absorção localizada de energia oriunda de fontes externas, de modo a matar células tumorais somente pelo efeito do calor. Além disso, elas podem ser utilizadas como condutores de fármacos que atuarão no tumor quando aquecidos, incluindo o hidrogênio que pode ser absorvido para promover efeito antioxidante local e reduzir a viabilidade das células cancerígenas.


Assim, o professor Dilson dos Santos, coordenador do PENt, identificou os nanocubos de  paládio e o nanocomposto  paládio- óxido de cério como materiais promissores para o tratamento de hipertermia. Sob sua orientação, os pesquisadores desenvolveram, no Laboratório de Metalurgia Física e Propriedades Mecânicas (PROPMEC) da Coppe, nanocubos (estruturas de 20 nanômetros – 20 milionésimos de milímetro - assumem formato cuboide ao contrário de nanopartículas maiores, que assumem forma de esfera ou bastão) de paládio e nanopartículas de liga de paládio e óxido de cério (PdCeO2).  Os nanofluidos produzidos com esses nanomateriais foram hidrogenados, obtendo-se hidretos, que foram caracterizados quanto às suas propriedades fototérmicas no Laboratório de Tecnologia e Transferência de Calor  (LTTC), da Coppe. Submetidos à irradiação de laser-díodo por três minutos, os nanofluidos compostos por hidretos de  nanocubos de  paládio tiveram a temperatura aumentada em 30ºC e os nanofluidos compostos pela liga de paládio e óxido de cério, em 11º C.


“Caso o paciente tenha um tumor subcutâneo, a equipe médica pode injetar o nanofluido hidrogenado e depois incidir um laser sob o tecido, aquecendo as nanopartículas. Com uma potência pequena, atinge-se um aquecimento localizado,  sem dano às células sãs adjacentes ao tumor. Com 43 ou 44º C (já incluindo a temperatura corporal), já é possível aniquilar o tumor”, explica o professor Dilson dos Santos.


Tecnologia segura e eficiente para a otimização do tratamento

 

O professor Helcio Orlande, coautor do estudo, tem trabalhado com a transferência de calor associada à Medicina, estando inclusive associado ao Programa de Oncobiologia da UFRJ. “A hipertermia é uma técnica antiga para tratamento médico e vem despertando interesse para o tratamento de tumores devido à nanotecnologia. Associadas, as tecnologias permitem matar diretamente células cancerosas ou as tornam mais suscetíveis a outros tratamentos, como quimioterapia ou radioterapia”, informa o professor, que atua nos Programas de Engenharia Mecânica e de Engenharia da Nanotecnologia.


Na avaliação de Helcio, os dois nanomateriais são muito promissores. “A liga de paládio e óxido de cério gerou, no tempo determinado de irradiação, um aquecimento mais próximo do necessário à eliminação de tumores. Os nanocubos de paládio hidrogenado levaram a um aquecimento de 30 graus, que é muito maior do que se precisa, mas isso permite otimizar o tratamento, diminuindo o tempo de irradiação ou a quantidade de nanopartículas empregada”.


No artigo publicado na Nature Scientific Reports, os pesquisadores também indicam que o uso de hidrogênio, além do seu papel na transferência de calor, é muito promissor nesta terapia, devido ao seu papel na regulação fisiológica, e por reduzir a presença da hidroxila (OH-), um dos metabólitos mais citotóxicos produzidos pelas células tumorais. Para o tratamento hipertérmico, o hidrogênio precisa ser armazenado de maneira eficaz e os nanomateriais desenvolvidos demonstraram boa biocompatibilidade e alta eficiência de conversação fototérmica.


A pesquisa contou com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

 

 

Inibidores da enzima dipeptidil peptidase 4 DPP4 com efeito antidiabetico

Uma pesquisa desenvolvida no Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ (ICB-UFRJ) culminou com o desenvolvimento de inibidores da enzima dipeptidil peptidase-4 (hipoglicemiantes) que além de controlarem a glicemia (quantidade de açúcar no sangue), também possuem ação anti-inflamatória. A nova tecnologia pode trazer avanços no enfrentamento à diabetes mellitus tipo 2, tornando-se um novo agente terapêutico no futuro. Os resultados já foram protegidos pela Agência UFRJ de Inovação junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) através de um pedido de patente. Veja abaixo os detalhes:

 

TECNOLOGIA: Compostos ß-amino-n-acilidrazônicos e/ou ß-amino-n-acilidrazidas, seus sais farmacêuticamente aceitáveis e derivados, inibidores de enzima dipeptidil peptidase-4 (DPP4) com atividade anti-inflamatoria e/ou anti-citocina, composições farmacêuticas contendo os mesmos, e processo para sua produção

RESUMO: Trata-se da invenção de novos inibidores da enzima DPP-4 com ação anti-inflamatória. O planejamento foi validado por docking, as propriedades drug-likeness foram preditas in sílico e os compostos foram sintetizados como racematos e enantiómeros puros. Estes compostos foram ativos sobre a DPP-4 com valores de CI50 de 2,93 a 44,74 µM. Em modelos in vivo foi demostrado que LASSBio-2024 é um efetivo agente antidiabético com propriedades superiores ao fármaco de referência sitagliptina.

DESAFIOS E OBJETIVOS: A diabetes mellitus tipo 2 é um grave problema de saúde pública, com mais de 463 milhões de pessoas diagnosticadas em 2019 (em 2045 se espera que aumente a 700 milhões) segundo a OMS. Este cenário é ainda mais preocupante considerando que pacientes com DM2 apresentam um aumento de complicações crônicas, tendo a inflamação como principal mecanismo de desenvolvimento. Assim, o objetivo foi associar na mesma molécula a capacidade de inibir a DPP-4 e de atuar como composto anti-inflamatório. Com esta abordagem se buscou ampliar o espectro terapêutico dos inibidores habituais da DPP-4, tornando-os capazes de controlar a hiperglicemia e de prevenir ou controlar as principais comorbidades da DM2.

SOLUÇÃO: LASSBio-2124, embora menos potente que a sitagliptina na inibição de DPP4, exibiu efeito hipoglicêmico in vivo semelhante à sitagliptina. Com relação à última, os efeitos do LASSBio-2124 foram superiores em modelos de doença cardiovascular e disfunção renal. Com estes resultados, o novo protótipo mostrou-se promissor para evitar comorbidades em modelos experimentais de DM2 e, portanto, pode constituir um agente terapêutico inovador para o tratamento dessas condições no campo clínico no futuro.

TITULAR: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

INVENTORES: Bryelle Eccard de Oliveira Alves; Eliézer Jesus de Lacerda Barreiro; Gizele Zapata Sudo; Lídia Moreira Lima; Luis Eduardo Reina Gamba; Roberto Takashi Sudo

NÚMERO DO PEDIDO: BR1020180709135

 

 

pesquisadorvieirasfaperjEspécies marinhas podem oferecer um alto valor agregado tanto na fabricação de cosméticos, como na produção de medicamentos e na indústria alimentícia. Compostos comuns para a fabricação destes itens, os colágenos podem ser obtidos de diferentes fontes animais, como o colágeno bovino e suíno. Porém, podem provocar alergia e doenças autoimunes, além de serem potenciais vetores de doenças transmissíveis, como encefalopatia espongiforme bovina, febre aftosa, entre outras. Já os de fonte marinha, normalmente presentes em partes destes animais descartadas pelos aquacultores, são compostos com baixo risco de transmissão de doenças aos seres humanos.

Pensando nisso, o pesquisador Felipe Castro de Oliveira de Brito Teixeira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), propôs projeto para alavancar uma empresa de biotecnologia, na área de produtos naturais extraídos de espécies marinhas: a Grisea Biotecnologia. O autor do projeto foi um dos contemplados com uma bolsa dentro do edital Doutor Empreendedor: Transformando conhecimento em Inovação, da FAPERJ.

Uma das ideias, segundo Felipe, é produzir colágeno a partir das vísceras da espécie Nodipecten nodosus, popularmente conhecido como vieira, cultivado em larga escala por aquacultores no Rio de Janeiro, cujas vísceras são normalmente descartadas após a retirada do músculo, que é vendido para restaurantes. “No laboratório que eu trabalhei, da Iniciação Científica ao doutorado, a principal linha de pesquisa buscava extrair um tipo especial de açúcares presentes em amostras de invertebrados marinhos e testar a sua atividade biológica. Estes açúcares, presentes em diversas partes da anatomia destes animais, frequentemente apresentam alguma atividade anti-inflamatória, anticoagulante, antitumoral, antiviral, entre outras”, explica Teixeira.

Agora, ele terá direito a uma bolsa, como prevê o edital, para despesas de subsistência, e uma bolsa de Iniciação Tecnológica, para contratar um graduando na área do projeto, por até 24 meses. Além disso, receberá um auxílio de até 50 mil reais para adquirir itens necessários ao desenvolvimento inicial da empresa. Em contrapartida, o edital demanda que os contemplados se instalem em algum mecanismo de geração de empreendimentos inovadores. No caso do Teixeira, a empresa Grisea Biotecnologia, que contará ainda com uma parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Para o diretor de Tecnologia da FAPERJ, Maurício Guedes, o edital Doutor Empreendedor, que investirá R$ 5 milhões em projetos inovadores, visa avançar em uma mudança cultural no Brasil. “Ao contrário do que se imagina entre nós, a maior parte dos pesquisadores no mundo trabalha em empresas. Somos recordistas mundiais em concentração de pesquisadores nas universidades. Isto nos posiciona bem no ranking mundial da produção científica, mas ficamos numa posição vergonhosa quando se fala em capacidade de inovação da economia. Este edital mostra aos jovens doutorandos que buscar a transformação de conhecimento em emprego, renda e produtos inovadores é uma opção de carreira extremamente nobre e desafiadora, afirma Guedes.

 

 

bandeirasbrasilealemanha

Ficarão abertas até 19/03/21 as inscrições para a chamada pública “Soluções tecnológicas inovadoras para o desenvolvimento sustentável e o crescimento econômico do Brasil e da Alemanha em projetos de Bioeconomia”. Serão oferecidos recursos não reembolsáveis para o desenvolvimento de soluções inovadoras por Instituições Científicas Tecnológicas e de Inovação (ICTs) brasileiras que atuem com pesquisa, desenvolvimento e inovação, obrigatoriamente em cooperação com uma instituição alemã, de modo a atender alguns dos temas e desafios da Bioeconomia.

As duas principais linhas temáticas são: Uso industrial de recursos renováveis (biomassa); e Plantas aromáticas e medicinais. O valor total do edital é de 2 milhões de euros (via Alemanha) e, no lado brasileiro, 4,65 milhões de reais (FNDCT e MAPA).

A chamada é fruto do trabalho cooperativo entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e o governo alemão, representado pelo Ministério da Agricultura Alemão (BMEL), Ministério Federal da Educação e Pesquisa da Alemanha (BMBF) e pelas agências de pesquisa alemãs, Forschungszentrum Jüelich GmbH (FZJ) e Fachagentur Nachwachsende Rohstoffe (FNR).

O edital completo pode ser conferido em www.tinyurl.com/selecaopublica082020.

 

 

artigoscientificos

 

No mês de novembro, a Agência UFRJ de Inovação está disponibilizando três novos artigos técnicos relacionados à temática de Inovação e Empreendedorismo. Os trabalhos são de autoria do desenhista industrial Paulo Reis e tratam sobre os seguintes assuntos:

Vol 57 - Formas de Integração - Parcerias e Inovação Aberta

Vol 56 - C-Strat - Processo Cognitivo Estratégico de Pensar Projetos

Vol 55 - Sujeito, Conhecimento e Projeto

 

Os interessados também podem acessar outros artigos através deste link.

 

 

vitrinedepi

 

Em 10 de novembro, às 14h30, a Agência UFRJ de Inovação, em conjunto com o Parque Tecnológico da UFRJ e o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) realizarão o evento online "Vitrine de PI". A ideia é apresentar à comunidade acadêmica esta iniciativa do programa INPI Negócios que permite tanto que os interessados em novas soluções tecnológicas possam identificar aquelas que estão disponíveis para a negociação, quanto que os criadores possam expor suas tecnologias ao mercado.

A disponibilização das informações em questão está vinculada à existência de um processo no INPI, o que garante a expectativa ou o efetivo direito do expositor sobre a tecnologia. Com isso, o INPI amplia seu espectro de atuação, oferecendo um novo serviço para, sem abrir mão da segurança jurídica, facilitar a transferência de tecnologia e licenciamento de ativos de PI.

São justamente os mecanismos de Transferência de Tecnologia, tais quais licenciamentos e acordos de parcerias, entre outros, que possibilitam que os produtos e processos pesquisados na Universidade cheguem de fato à sociedade.

Tendo isso em vista, convidamos toda a comunidade acadêmica e interessados no tema da propriedade intelectual a participar do evento.

O evento ocorrerá via Zoom. O link é https://tinyurl.com/vitrinedepi (senha 640330).

 

 

cursoveraoompi2020

 

Os alunos da Escola de Verão da OMPI/Brasil (WIPO Summer School) se organizaram em torno do tema de Propriedade Intelectual, sobre questões atuais e suas complexidades, e estão ofertando um curso de extensão, ao longo dos meses de novembro e dezembro.

 

A programação será (sempre das 18h30min às 19h30min):

Ter - 17/nov - Ecossistemas de Empreendedorismo e Inovação e Unidades EMBRAPII

Qua - 18/nov - Relacionamentos internos e externos de um NIT

Qui - 19/nov - Desenhos Industriais como ativos de empresas

Ter - 24/nov - O Exame técnico de pedidos de patentes sob a ótica do examinador

Qua - 25/nov - Fashion Tech, Moda e Propriedade Intelectual

Qui - 26/nov - Direito Autoral em tempos de pandemia

Ter - 08/dez - Prospecção tecnológica para o enfrentamento da covid-19

Qua - 09/dez - O papel da PI na aceleração de negócios

Qui - 10/dez - Marco tecnológico e instrumentos de relacionamento

Ter - 15/dez - Patentes Verdes no Brasil: Gênese, Cenário Atual e Reflexões para o Futuro

Qua - 16/dez - Trade dress e a Propriedade Intelectual

Qui - 17/dez - NITs, relacionamento com Ecossistemas e Gestão da PI

 

Para aqueles que comparecerem a 75% das apresentações, será emitido um certificado.

 

Inscrições: http://bit.ly/curso_Prop_Intel.

 

anprotec2020

A Conferência Anprotec, que conta com apoio da Agência UFRJ de Inovação, está com inscrições abertas. Programado para os dias 23 a 25 de novembro, pela primeira vez em 30 edições, o evento acontecerá de forma 100% online. Embora seja uma novidade para a Associação, os encontros virtuais fazem parte do novo normal de 2020. A pandemia trouxe mudanças profundas na sociedade, alterando drasticamente a forma como as pessoas trabalham, estudam, interagem, consomem e ocupam espaços. Nesse contexto, os ambientes de inovação - parques tecnológicos, incubadoras, aceleradoras e hubs de inovação - têm sido obrigados a avaliar seu modelo de negócios, seus espaços e sua entrega de valor para as startups e empresas nascentes. Contribuir com essas reflexões é o objetivo da Conferência Anprotec 2020, realizada pela Anprotec e o Sebrae.

Já há alguns anos, termos como internet das coisas, big data, inteligência artificial, computação em nuvem e transformação digital fazem parte dos ciclos de discussão sobre competitividade e inovação. No entanto, a aplicação destas tecnologias nunca ocorreu de forma tão acelerada como em 2020. “Vivemos um apocalipse digital. Foram 25 anos em algumas semanas. As pessoas passaram a usar numa escala impensada as tecnologias e serviços que já estavam aí. A rede brasileira de internet teve um aumento de 30% no tráfego a partir de 15 de março”, afirmou Sílvio Meira, presidente do Conselho de Administração do Porto Digital e membro do Conselho Consultivo da Anprotec, durante a série de eventos online AnproTalks, criada pela Anprotec.

Os três dias de evento

O primeiro dia da Conferência Anprotec, 23/11, será dedicado ao workshop “Qualificação e Reinvenção dos Ambientes de Inovação”, que terá como foco oferecer aos participantes uma abordagem prática, que auxiliará os ambientes de inovação a repensarem seus modelos de atuação e a forma como entregam valor para as empresas que abrigam, para que consigam atrair projetos e recursos humanos de alto potencial, diante dos atuais desafios impostos pelas novas condições e tecnologias. As atividades terão como objetivo auxiliar o participante a compreender as dinâmicas e ações que geram competitividade aos novos negócios, aprofundando práticas inovadoras na relação com o mercado e o cliente, na lógica financeira, em suas demandas por tecnologias e por diferenciação, bem como explorar novas práticas, como corporate venture, internacionalização e negócios de impacto social e ambiental.

Os dois próximos dias serão dedicados à discussão do tema central “Ambientes de Inovação 4.0: Desafios e Oportunidades na Nova Dinâmica Global”, com a participação de mais de 60 palestrantes - brasileiros e internacionais - representantes de ambientes de inovação, governo, órgãos de fomento, grandes corporações, startups e investidores, discutindo os cinco subtemas que serão pilares do evento:

Capital Humano: O papel e os desafios dos ambientes de inovação 4.0;

Inovação Aberta: Ecossistema de inovação como instrumentos de transformação das indústrias tradicionais;

Financiamento: Novos modelos de sustentabilidade para os ambientes de inovação;

Cidades: Ecossistemas de inovação como alavancas para o desenvolvimento humano sustentável;

Tecnologia: O papel dos ambientes de inovação para a ge ração de soluções na nova dinâmica global.

O encontro virtual abrigará ainda O Fórum Sebrae de Inovação, a Assembleia IASP Latam e a apresentação de tra- balhos técnicos dos associados Anprotec.

"A qualificação dos gestores, líderes atuais e futuros de parques tecnológicos, aceleradoras, incubadoras, hubs de inovação e gestores públicos que implementam políticas de inovação é essencial, em especial em face da nova dinâmi ca imposta pela pandemia e o que virá no pós-pandemia. A reinvenção é o grande desafio dos ambientes de inovação. Durante a Conferência Anprotec 2020, nós queremos contribuir de forma decisiva para o sucesso diante deste desafio”, explica Carlos Eduardo Aranha, diretor da Anprotec.

Serviço

30a Conferência Anprotec de Empreendedorismo e Ambientes de Inovação - Ambientes de Inovação 4.0 - Desafios e Oportunidades na Nova Dinâmica Global

Data: 23 a 25 de novembro de 2020

Local: conferenciaanprotec.com.br

 

 

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