aedescoppe1Pesquisadores da Coppe/UFRJ desenvolveram um sistema que poderá contribuir para tornar mais rápido e eficiente o combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor de doenças como a dengue, a zika e a chikungunya. O sistema permite que a informação sobre prováveis focos do mosquito seja transmitida e verificada em tempo real, possibilitando a ação imediata dos agentes de saúde. Também agilizará o acesso à informação, por parte do poder público, cuja missão é combater um inseto que, em poucos dias, passa do estágio de larva à fase adulta. A ferramenta, que vem sendo utilizada por servidores públicos federais, já está disponível para as prefeituras de todos os municípios do país.

Desenvolvida por meio de uma parceria entre o Centro de Apoio a Políticas de Governo (CAPGov) da Coppe, a spin off Lemobs, da Incubadora de Empresas da Coppe, e o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, o sistema pode ser acessado via web ou por aplicativo de celular (disponível tanto para Android como para iOS) e permite o gerenciamento das ações de vistoria e limpeza de focos do mosquito. Desde janeiro vem sendo alimentado por servidores da Administração Pública Federal treinados - cerca de 16 mil até o momento -  que atuam em praticamente todos os estados do país executando tarefas rotineiras de prevenção em seus locais de trabalho.

No último dia 30 de janeiro, o sistema foi disponibilizado para inscrição de municípios interessados em agilizar o combate ao inseto. Diversas prefeituras municipais já buscaram o Ministério em busca de informações para realizar parcerias, dentre as quais Nova Friburgo (RJ), Recreio (MG) e Jequié (BA). Em uma terceira etapa, à sociedade civil poderá registrar e comunicar a existência de focos do mosquito, por meio de um "módulo cidadão", no qual cada pessoa, independentemente de treinamento, poderá registrar e comunicar a existência de focos do mosquito.

Agilidade e eficácia no monitoramento

Batizado de Combate Aedes, o sistema agiliza o preenchimento do "Formulário de Acompanhamento das Ações Contra o Aedes aegypti", criado pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, e torna o monitoramento mais eficaz. Os servidores treinados para atuar no Combate Aedes realizam, uma vez por semana, um "ciclo" pelas instalações de sua unidade, verificando a existência de focos de mosquitos e adotando as providências cabíveis.

aedescoppe2A utilização do sistema vem no bojo de uma bem-sucedida parceria para otimização de gastos em TI.  O projeto é coordenado pelo professor do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação da Coppe, Geraldo Zimbrão. "O aplicativo inicialmente vai incentivar os funcionários públicos a relatarem os potenciais focos de proliferação do aedes no seu entorno. Mas ele vai além disso, pois vai permitir acompanhar as ações tomadas pelas equipes responsáveis para eliminar o foco, permitindo a cobrança de ações efetivas", afirma Zimbrão.

"Os dados eram lançados semanalmente. Agora são lançados, em tempo real, e com georreferenciamento. O lançamento, antes declaratório, agora pode ser acompanhado por imagens que comprovam a existência do foco, possibilitando ao agente de saúde determinar uma ação mais rápida naquela região, já que o aplicativo móvel guarda a localização exata, georrefenciada", esclarece o pesquisador da Coppe, Sérgio Rodrigues, que acredita que o uso bem-sucedido do sistema pelos servidores federais possa levar o Combate Aedes a ser utilizado também pelos municípios.

De acordo com o diretor de Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Eduardo César, o uso do sistema abre novas possibilidades para o enfrentamento ao Aedes, em termos de recursos. "Nós vislumbramos ganhos muito grandes em termos de navegabilidade e usabilidade. O uso do georreferenciamento permite insights de novas formas de combate ao mosquito. Confere ainda mais celeridade e eficiência à resposta do poder público. Isso tem um valor inestimável nesse contexto", afirma Eduardo.

O sistema, que pode ser acessado pela Web ou via App (disponível para celulares com sistema operacional Android, na Google Play), permite o preenchimento de diversos campos de informação, como: treinamento: no qual é registrado o quantitativo de pessoal que recebeu a primeira capacitação;  vistorias: em que o servidor registra o quantitativo de prédios e instalações públicas que receberam um ciclo completo de ações de vistoria e limpeza. O usuário pode ainda indicar a quantidade de focos de larva encontrados e as medidas adotadas.

O Combate Aedes utiliza a plataforma Sistema de Gestão de Limpeza Urbana (Sigelu) que, além do módulo de combate ao mosquito Aedes, gera relatórios inteligentes, mapas operacionais, monitoramento de caminhões, rotas e equipes, conservação urbana e um completo sistema de autuação e gestão de multas para aqueles que sujam a cidade.

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