biotecnologiaTransferir tecnologias é o objetivo final de grande parte das ações da Agência UFRJ de Inovação, principalmente aquelas relacionadas à proteção do conhecimento. É por meio de mecanismos de Transferência de Tecnologia tais como licenciamentos e contratos de parcerias que a Agência contribui para que os produtos e processos pesquisados na Universidade Federal do Rio de Janeiro cheguem de fato à sociedade.

As tecnologias protegidas da UFRJ são classificadas em diversos campos científicos, dentre os quais está o de Biotecnologia. Pertencem a esta área todas as aplicações tecnológicas que se utilizam de sistemas biológicos para fabricar ou modificar produtos ou processos.

 

Método para aumento de produtividade agrícola

Embora não seja tradicionalmente classificada como biotecnologia, a agricultura claramente se encaixa na definição ampla de "usar um sistema biotecnológico para fazer produtos", de tal modo que o cultivo de plantas pode ser interpretado como um dos primeiros pilares da biotecnologia. Isto remete justamente a uma das inovações desta área que atualmente estão disponíveis para transferência por intermédio da Agência UFRJ de Inovação, o “Método de promoção do aumento exacerbado da biomassa vegetal”. A tecnologia consiste em um método de promoção do aumento exagerado da biomassa vegetal por modificação genética. Os experimentos relacionados a esta pesquisa demonstraram este aumento pode chegar a atingir níveis que variam de 30% a 80% quando comparados ao crescimento que normalmente é observado nas plantas em seu estado natural.

Nas últimas décadas, vem aumentando o número de pesquisas que visam à obtenção de plantas geneticamente modificadas que apresentem um crescimento mais vigoroso que aquele verificado na natureza. Não é difícil entender o motivo. O aumento da produtividade agrícola tem um imenso potencial para solucionar não apenas questões relativas à produção de alimentos, mas também impacta diretamente a produção de biocombustíveis e, de maneira indireta, a poluição do meio ambiente. Nunca é demais lembrar que nosso principal insumo para produção de combustível, o petróleo, não é renovável. Daí a importância do desenvolvimento de novas tecnologias direcionadas a este tema.

 

Processo de obtenção de açúcares e lignina da biomassa

Ainda no que diz respeito ao ramo de biocombustíveis, o atual portfólio de proteções da Agência UFRJ de Inovação conta também com outra invenção que apresenta alto potencial comercial para impactar o setor. Trata-se de um novo processo para extração de moléculas orgânicas a partir de biomassas que tradicionalmente acabam sendo inutilizadas por serem rejeitos do agronegócio tais como o bagaço da cana-de-açúcar e as palhas de milho, soja e arroz, por exemplo. Apesar de subestimado, este material que por diversas vezes acaba sendo completamente descartado é, na verdade, uma valiosa fonte para a extração de açúcares que podem ser aplicados na produção de etanol.

Através do uso dos procedimentos adequados, as biomassas em questão podem vir a ser reaproveitadas enquanto fontes renováveis de energia, viabilizando sua utilização como substitutos baratos para os combustíveis fósseis. Suas origens são as mais diversas, perpassando um leque de possibilidades que se estende desde os tradicionais resíduos da agroindústria, da indústria papeleira e madeireira, até o cultivo de algas.

Por sinal, estudos visando à utilização de biomassas lignocelulósicas e da biomassa de algas na produção de etanol e biodiesel vem aumentando a cada ano. Entretanto, seu processamento sempre constituiu um grande desafio por conta do alto grau de complexidade dos processos envolvidos. No caso específico das biomassas lignocelulósicas (termo empregado para designar um conjunto de macromoléculas orgânicas complexas constituídas muitas vezes de pectinas, ligninas, hemicelulose e celuloses as quais podem estar ligadas ou não entre si), existem especificidades que dificultam a sua utilização em processos industriais: densidade relativamente baixa de energia, grande volume que dificulta o transporte, composição não uniforme etc.

Por outro lado, esta nova tecnologia da UFRJ torna viável a produção de moléculas orgânicas a partir da biomassa ao atuar no seu pré-tratamento com um líquido iônico em um misturador, permitindo o tratamento contínuo e com altas cargas de sólidos. A invenção também proporciona benefícios e melhorias às técnicas que já são tradicionalmente utilizadas, além de contribuir para o aperfeiçoamento da obtenção de insumos para a produção do etanol. Esta tecnologia inédita, denominada “Processo de produção de moléculas orgânicas a partir da biomassa”, contou com o envolvimento de pesquisadores da UFRJ em parceria com a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e atualmente também está disponível para transferência aos interessados em inseri-la em suas cadeias produtivas.

 

Novo processo para obtenção de compostos orgânicos em vegetais

Não só as pesquisas voltadas ao aproveitamento da biomassa, mas também a exploração de compostos naturais, como um todo, têm observado um grande crescimento no Brasil, principalmente no que se refere às indústrias da beleza e alimentícia. A tecnologia denominada “Processo de fracionamento de extratos vegetais para a obtenção de moléculas polares com alta massa molar” apresenta grande potencial para ser aplicado não apenas nestes dois setores, mas também na indústria farmacêutica.

O primeiro objeto dessa tecnologia se trata de um processo de fracionamento de extratos vegetais que ocorre de forma sequencial e pode ser realizado de modo operacional (batelada ou diafiltração). O segundo escopo é o uso das frações do extrato obtidas pelo processo de fracionamento na indústria alimentícia, farmacêutica, cosmética e de química verde. Ao permitir o enriquecimento das frações obtidas nas moléculas polares com alta massa molar, inicialmente presentes no extrato em baixa concentração, suas possibilidades de utilização acabam alcançando um espectro de amplitude que engloba desde trabalhos de prospecções fotoquímicas até a produção de composições com ação antioxidante, anti-inflamatória e anticancerígena, apenas para citar alguns exemplos.

 

Nova tecnologia para limpeza de água e solo após derramamento de óleo

Voltando à questão da poluição, diversos acidentes ambientais envolvendo navios, portos, terminais, oleodutos e refinarias são registrados todos os anos por conta da grande utilização que a indústria petrolífera faz do transporte marítimo. Nos ambientes naturais, o petróleo é de difícil remoção porque seus hidrocarbonetos se adsorvem a superfícies, causando sérios e perigosos danos ao meio ambiente.

Por conta disso, tecnologias responsáveis por viabilizar a limpeza destes ecossistemas e a minimização dos impactos ambientais ocasionados pelos vazamentos de óleo acabaram ganhando muita importância e se tornaram outro vasto e nobre campo para a pesquisa acadêmica. Neste sentido, tanto o emprego de micro-organismos naturais (biorremediação) quanto a administração de biossurfactantes (compostos de origem microbiana que possuem atividade superficial, ou seja, têm a capacidade de reduzir a tensão superficial) têm demonstrado uma considerável capacidade de promover a remoção eficiente deste material contaminante, configurando-se assim enquanto importantes alternativas aos produtos já existentes.

Tendo isso em vista, pesquisadores da UFRJ desenvolveram a “Burkholderia kururiensis geneticamente modificada – método para produção de biossurfactante do tipo raminolipídeos e usos”, que consiste justamente em um novo método biotecnológico aplicado na remoção de vazamentos de óleo e contaminação de água e solo por metais pesados.


Parcerias

As quatro tecnologias apresentadas estão disponíveis na Agência UFRJ de Inovação para serem licenciadas. Maiores esclarecimentos sobre as possibilidades de parcerias visando a inserir estas inovações, de maneira sustentável, na cadeia produtiva podem ser obtidos entrando em contato com a Agência.

 

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