Durante o encontro, foram debatidos os avanços com a aprovação do Novo Marco Legal de CT&I, como a integração das universidades com o setor empresarial

contemealgoqueeunãosei2016Os desdobramentos da aprovação do Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação, em vigor desde janeiro de 2016, e as apresentações de experiências bem-sucedidas de transferência de tecnologia entre universidades e empresas foram os destaques 10º Encontro Anual da Associação Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia. Profissionais ligados aos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) de universidades, institutos federais e centros de pesquisas, além de representantes da área de inovação do país e do MCTI, participaram do evento, realizado entre os dias 10 e 13 de maio, em Cuiabá (MT).

Durante o painel “Conte-me algo que não sei!”, o coordenador da Agência UFRJ de Inovação, Ricardo Pereira, apresentou a parceria de sucesso da universidade com a biofarmacêutica Biozeus, especializada em desenvolver pesquisas acadêmicas inovadoras até a indústria, combinando expertise científica e de negócios. “O modelo desenvolvido pela empresa para transferência de tecnologia trouxe a possibilidade de alavancar nossos projetos para além dos estágios iniciais, tornando viável seu desenvolvimento comercial”, avalia Pereira.

O analista de projetos da Biozeus, David Pinheiro, apresentou um dos projetos nascidos na UFRJ que se tornou exemplo de sucesso. “Iniciado na Faculdade de Farmácia, o projeto licenciado para tratamento da diabetes encontra-se em fase de escalonamento. Trata-se de um novo fármaco que está sendo desenvolvido a partir da modificação da molécula da amilina humana – um hormônio de estrutura proteica capaz de ser conjugado à insulina, diminuindo a glicemia e restaurando a fisiologia do paciente. O estudo se mostrou inovador ao propor a modificação da amilina humana através de um processo químico (peguilação) que transforma o hormônio em um composto com características farmacológicas desejáveis para aplicação terapêutica”, contou Pinheiro.

Segundo o analista, o licenciamento exclusivo permitiu à empresa o gerenciamento do desenvolvimento do fármaco, que já teve as etapas de eficácia e segurança aprovadas, seguindo para próximas fases necessárias. “Vale lembrar que a patente é de titularidade das universidades, e o inventor é sempre o pesquisador. Todos os projetos licenciados seguem a Lei de Inovação Brasileira, que estabelece a necessidade da proteção patentária, o que garante o compartilhamento de royalties com as ICTs e pesquisadores”, ressaltou Pinheiro, acrescentando que, em sua trajetória, a biofarmacêutica já analisou mais de 450 projetos, sendo sete deles licenciados ao longo dos últimos quatro anos.

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