Professores e alunos do Instituto de Bioquímica Médica (IBqM) participaram do encontro que destacou projetos que nasceram em universidades, como a UFRJ, e que hoje, graças ao perfil inovador associado à expertise de parceiros capacitados, se encontram em estágios avançados no processo de desenvolvimento

 

biozeusdavidComo é possível transformar projetos inovadores em novos fármacos ao alcance da sociedade? Essa é a missão da empresa brasileira Biozeus, especializada no desenvolvimento de novos fármacos a partir de projetos identificados e selecionados nas Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs) brasileiras, inclusive a UFRJ. Na última sexta-feira, dia 15 de abril, os alunos e professores do Instituto de Bioquímica Médica (IBqM) tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho pioneiro realizado pela biofarmacêutica, na palestra “Biozeus, da bancada para o mercado global: desenvolvendo novas terapias”.


Em sua apresentação, no auditório Leopoldo de Meis, no CCS, o analista de projetos David Pinheiro, da Biozeus, ressaltou o papel da empresa em identificar, selecionar e traduzir projetos acadêmicos em novos fármacos, trazendo como exemplo dois projetos bastante inovadores, um deles nascido na UFRJ. “Iniciado na Faculdade de Farmácia, esse projeto licenciado para tratamento da diabetes encontra-se em fase de escalonamento. Trata-se de um novo fármaco que está sendo desenvolvido a partir da modificação da molécula da amilina humana – um hormônio de estrutura proteica capaz de diminuir a glicemia e o uso de insulina, restaurando a fisiologia do paciente. O estudo se mostrou inovador ao propor a modificação da amilina humana através de um processo químico (peguilação) que transforma o hormônio em um composto com características biológicas desejáveis para aplicação terapêutica”, contou Pinheiro.


Ele explicou que ICTs de excelência como a UFRJ costumam se destacar na descoberta de novos e promissores ativos como esse para tratar diabetes, mas reforçou que parcerias com agentes capacitados conferem a estas inovações os elementos necessários para que as mesmas possam ser desenvolvidas até o mercado e beneficiem pacientes de todo o mundo. “É através dos Núcleos de Inovação de Tecnologia (NITs), presentes nas instituições, que podemos oferecer toda nossa expertise, somando forças com pesquisadores”, completou.


Por sua vez, o analista de projetos da Biozeus, Diego Allonso, assinalou que o licenciamento exclusivo permite a empresas como a Biozeus o gerenciamento do desenvolvimento do fármaco, até que seja provada sua eficácia e segurança em humanos, quando a indústria consegue identificar o valor do projeto, sublicenciando e assumindo as fases finais até a comercialização. “Vale lembrar que a patente é de titularidade das Universidade, e o inventor é sempre o pesquisador. Todos os projetos licenciados seguem a Lei de Inovação Brasileira, que estabelece a necessidade da proteção patentária, o que garante o compartilhamento de royalties com as ICTs e pesquisadores”, ressaltou Allonso, acrescentando que, em sua trajetória, a biofarmacêutica já analisou mais de 450 projetos, sendo sete deles licenciados ao longo dos últimos quatro anos.


A Biozeus atua em todas as áreas terapêuticas, selecionando projetos que atendem a uma necessidade médica global. Os projetos devem apresentar um composto definido, isolado e caracterizado, apresentando racional científico claro e sendo passível de proteção patentária.

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