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Em 5 de abril, o auditório do Parque Tecnológico da UFRJ sediou um debate sobre o tema “Empreendedorismo Inovador na Universidade”. O evento, que precedeu a inauguração do Espaço do Coworking do Parque, contou com uma mesa composta por Otávio Leite, deputado federal pelo Rio de Janeiro, por Beatriz Mattos, sócia-diretora da empresa Ambipetro, além do estudante de graduação e estagiário da Agência UFRJ de Inovação Guilherme Monteiro.

O novo espaço, destinado a empresas inovadoras, é dividido em 20 módulos com duas estações de trabalho de uso privativo em cada um, além de sala para reunião e espaços de convivência. O diferencial da iniciativa é a possibilidade de ampliação de networking e negócios por meio da interação com grandes, pequenas e médias empresas já instaladas no ambiente, além do auxílio na gestão de seus negócios. São 313,5 metros quadrados de área de trabalho, sendo que, segundo José Carlos Pinto, diretor executivo do Parque, ainda há a possibilidade de uma expansão que viabilize mais 40 postos de trabalho futuramente. O edital para candidatar-se às vagas está disponível em: http://www.parque.ufrj.br/wp-content/uploads/2016/03/Chamada-01.2016-Espa%C3%A7o-Compartilhado-04.03.pdf

Durante o debate, o deputado Otávio Leite destacou a necessidade de implantação de políticas mais contundentes de fomento ao empreendedorismo dentro e fora das universidades. “Apesar do momento de crise em que o país se encontra, quando se fala em empreendedorismo, é preciso lembrar que para que as boas ideias se concretizem não se pode prescindir de capital”, comentou. Na visão do deputado, existem dois caminhos a serem seguidos para fomentar o empreendedorismo no Brasil atualmente. Um deles é a criação de uma espécie de bolsa de valores exclusiva para micro e pequenas empresas. O segundo é o estímulo à participação de “investidores anjos” através de garantias que diminuam a possibilidade de contaminação dos investimentos realizados pelos mesmos por fatores de risco que são inerentes às atividades empreendedoras.

Outro ponto levantado pelo deputado foi a necessidade de estímulos às cada vez mais populares iniciativas de crowdfunding: “Uma outra possibilidade são abatimentos no imposto de renda que estejam vinculados à participação em mecanismos de crowdfunding de incentivo a atividades culturais ou que envolvam iniciativas voltadas ao empreendedorismo e à criação de startups”.

Em seguida foi a vez de Beatriz Mattos se apresentar. A sócia-diretora da Ambipetro contou um pouco da história da empresa, que possui uma filial instalada no Parque Tecnológico. Dedicada a encontrar soluções integradas no mercado de energia e meio ambiente, a Ambipetro realiza a coleta de dados meteo-oceanográficos e geológicos para o setor petrolífero offshore principalmente através de sensores remotos.

guilhermemonteiroO estudante universitário Guilherme Monteiro foi o próximo a falar. Em sua apresentação, o aluno deu destaque para alguns projetos nos quais está atualmente envolvido. Na entrevista a seguir, Guilherme, que além de cursar graduação em Defesa e Gestão Estratégica Internacional (DGEI) na UFRJ também é estagiário da Agência UFRJ de Inovação, comenta mais sobre eles.

 

Como foi o seu envolvimento com o movimento de empresas juniores na UFRJ?

No final de 2012, eu organizava com outros alunos a segunda semana acadêmica do meu curso, que na época foi realizada na Escola Superior de Guerra. Entre os palestrantes estavam André Martins e Guilherme Lacerda, respectivamente presidente e diretor de Marketing da Fluxo Consultoria, Empresa Júnior das Engenharias da UFRJ. O André estimulou ao final do evento uma das organizadoras, Zeilane, dizendo que ele ficaria bastante feliz em ver uma EJ do curso sendo criada. Nisso ela veio até mim e começamos a puxar uma iniciativa que vingou e virou a PROGED, isso em 2013. Em 2014 entrei na UFRJr, Núcleo das EJs da UFRJ, organização esta da qual me desliguei agora no início do primeiro semestre de 2016.


Você comentou sobre um mapeamento que descobriu mais de 700 projetos relacionados ao empreendedorismo na UFRJ. Poderia falar um pouco mais sobre isso?

Eu, o Pedro Serpa e o Affonso Carvalho já conhecíamos alguns projetos, além das EJs que faziam parte do ecossistema na época da UFRJ. A questão da comunicação interna ser um problema nunca nos impediu de conversar e circular por outras áreas e unidades da UFRJ. Inclusive acredito que, falando por mim, uma parte importante da minha formação dentro da universidade foi moldada por essa interação com outras áreas do conhecimento. Com essa circulação fomos conhecendo novos projetos e com passar do tempo fomos listando, pois percebemos e vimos conexões e possibilidade de interações entre várias organizações.

 

Atualmente você está participando de algumas iniciativas que envolvem o projeto de um Hub, o Laboratório Vivo e a criação de um espaço maker na UFRJ. Poderia falar um pouco mais sobre essas três iniciativas e sobre o seu possível impacto para a nossa comunidade universitária?

Tanto eu quanto o Pedro Serpa e o Affonso Carvalho, assim como outros tantos alunos, sempre compartilhamos vários incômodos com relação à universidade. De tanto escutar incômodos de amigos, colegas e até mesmo estranhos pela internet, nos juntamos para trazer uma proposta de rede onde atuamos como tecelões, conectando projetos e pessoas (muitas vezes já mobilizadas) a outras redes. E foi assim que a proposta do Hub nasceu, um projeto focado em contribuir com o ecossistema empreendedor e de inovação da UFRJ. No espírito de querer retornar para a sua universidade, muitos não conseguiam ou simplesmente emperravam em algo burocrático em extremo. Então identificamos um conceito chamado "Laboratório Vivo". Isto significava olhar para a UFRJ como um laboratório a ser experimentado, pois a cidade universitária possui uma população significativa e reproduz alguns dilemas urbanos atuais. Nesse sentido posso citar o Caronaê e o Fundão Sem Fronteiras como excelentes iniciativas nessa direção. Com o passar do tempo, foi se mostrando necessário um espaço físico que pudéssemos ter como referência e ao final acabou tomando características de um espaço maker. Buscamos o Parque Tecnológico da UFRJ como parceiro para obtenção desse espaço por considerarmos uma oportunidade dos discentes poderem se aproximar e interagirem mais com agentes ali presentes, tão importantes para aqueles que desejam inovar e empreender. O impacto que visualizamos, além dos projetos sociais, geração de spin offs, etc., é a possibilidade do aluno empreender sua própria trajetória dentro da universidade.

 

Qual a importância da sua atuação na Agência UFRJ de Inovação para o seu desenvolvimento profissional bem como para o avanço destes projetos?

O impacto vem muito antes de entrar na Agência de Inovação, pois já conhecia a unidade desde 2012. Inclusive convidei na época o Ricardo Pereira para palestrar na nossa segunda semana acadêmica e foi uma das palestras que mais recebeu retorno positivo junto com uma da Embraer Defesa. Meu vínculo se tornou mais forte a partir do momento que entrei no Movimento Empresa Júnior e conheci a Íris, Sandra e o Paulo. Tive a oportunidade de participar do 1º curso de Trajetória Empreendedora com a Sandra e para mim foi um divisor de águas sob vários pontos de vista. Atualmente faço parte do projeto de mapeamento de agentes ligados à Inovação Social dentro da UFRJ, onde realizo entrevistas a serem disponibilizadas para o grande público nos mais diversos formatos.

 

FOTOS: David Madeira

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