exploradoresdoconhecimentoO dia 16 de fevereiro marcou a abertura da exposição Exploradores do Conhecimento ao público. A partir de agora, quem visitar o Espaço Coppe Miguel de Simoni embarcará em uma viagem pelas tecnologias e inovações desenvolvidas nos laboratórios da Coppe/UFRJ nas últimas décadas. A exposição, que havia sido inaugurada em 27 de janeiro – e aberta à visitação geral no mês passado –, ocupa cerca de 500 m² e está dividida em dez grandes temas: Arte e Ciência, Tecnologia e Saúde, Fotônica e Nanotecnologia, Matéria (origem do universo), Cidades Sustentáveis, Robótica, Petróleo, Oceanos, Tecnologia e Esportes, Energia e Meio Ambiente.

Cerca de 200 pessoas compareceram à inauguração da mostra, cuja abertura marcou a revitalização do Espaço Coppe, uma área de divulgação científica criada no início dos anos 2000, que recebe anualmente cerca de três mil estudantes, do ensino médio e fundamental.

"A variedade de temas da exposição expressa a pluralidade da Coppe e sua inserção em várias áreas do saber. É uma grande alegria oferecer aos alunos e professores visitantes, bem como a nossos próprios alunos e visitantes um espaço repaginado. Tenho certeza que Miguelzinho (Miguel de Simoni) deve estar feliz agora", destacou o diretor da Coppe, professor Edson Watanabe, ao dar início à inauguração da exposição.

Em seu pronunciamento, o professor Edson Watanabe destacou, também, o "upgrade" feito no Espaço Coppe, que originalmente era organizado em seis nichos. O professor agradeceu aos responsáveis pela produção da exposição e também aos patrocinadores, e enumerou os temas apresentados, destacando os diversos projetos feitos em parceria com a Petrobras, bem como o projeto da usina de ondas, em Ilha Rasa, financiado por Furnas.

De acordo com Watanabe, alguns professores se entusiasmaram tanto que se juntaram à equipe de produção, para conceber os protótipos que estão na exposição. "É muito gratificante ver os alunos do ensino médio virem visitar o Espaço Coppe e saírem com um brilho nos olhos. Quem sabe a gente consegue seduzi-los a fazer a graduação aqui na UFRJ e depois a pós-graduação na Coppe? Convido-os a conhecerem a exposição como genuínos exploradores do conhecimento", conclamou o professor Watanabe, que convidou o diretor de Relações Institucionais da Coppe, Luiz Pinguelli Rosa, e o ex-diretor, Aquilino Senra, para cortarem a fita de inauguração da mostra.

Ao observar os projetos da área de petróleo exibidos na mostra, o gerente de Tecnologia para Gás, Energia e Gás-Química da Petrobras, Aspen Andersen, destacou a importância do relacionamento academia-empresa. “É fundamental a parceria com a universidade, seus alunos, mestres, doutores, para desenvolvermos projetos e encontrar soluções para os desafios do dia a dia e antecipar aqueles que surgirão. É até difícil falar em reforçar uma parceria que já é tão forte. Mas, temos nosso centro de pesquisa aqui no campus e continuaremos contando com a Coppe para lidar com os desafios da exploração do pré-sal”, afirmou.

O assistente da Diretoria de Engenharia de Furnas, Jorge Kotlarewski também destacou a importância da parceria com as universidades. “Para Furnas, é muito importante termos essa integração com a universidade. Ainda mais em um cenário de recessão econômica, é ainda mais necessário fazermos pesquisas para dinamizar a economia e gerar a energia de que o Brasil precisa”, disse.

Pluralidade de temas e propostas
 
exploradoresdoconhecimento2Na exposição, os visitantes poderão explorar as tecnologias desenvolvidas na Coppe que resultaram em importantes contribuições para a ciência e para a sociedade. Também terão a oportunidade de conhecer as soluções inovadoras propostas por seus pesquisadores para responder aos desafios do presente e do futuro.

Para fazer essa viagem e mergulhar no conteúdo exposto, a mostra oferece uma série de ferramentas, como simuladores, recursos multimídia e ambientes virtuais imersivos, que permitem ao visitante vivenciar os temas de cada pesquisa exposta. Tudo isso em um ambiente bastante colorido e vibrante, no qual a interatividade tem grande importância.

Dividida em dez grandes temas distribuídos em 15 nichos instalados no Espaço Coppe, a mostra apresenta projetos relacionados a assuntos distintos. O visitante poderá ver de perto projetos da Coppe, já conhecidos pelo público, como o MagLev Cobra, o trem de levitação magnética, e o do ônibus híbrido a hidrogênio. Ambos projetos que contribuem para a mobilidade urbana, com reduzido impacto ao meio ambiente.

Também terão a oportunidade de conhecer pesquisas recentes, como o projeto na área de fotônica, que por meio de fibras óticas amplia o aproveitamento da energia solar captada para fins de iluminação. Inédito no Brasil, os primeiros testes já mostraram que será possível utilizar 90% da energia coletada. Um percentual bem superior ao dos sistemas tradicionais, em que a energia solar é convertida primeiro em eletricidade para depois ser transformada em luz, nos quais o desperdício pode chegar a 90%.

Ao percorrer a mostra, o visitante contará com apoio de uma equipe de monitores do Espaço Coppe. Ao ouvir as explicações, ele poderá perceber o clima de investigação que há por trás dos projetos que têm por objetivo trazer soluções para problemas reais enfrentados pela sociedade. É o caso das pesquisas em andamento na Coppe, que têm dado suporte a laboratórios brasileiros para o desenvolvimento de tecnologia nacional para produção de biofármacos. O governo brasileiro gasta, anualmente, milhões de reais para importar esses medicamentos e custeia tratamentos caros, nos quais uma única dose pode custar até R$ 7 mil. Os trabalhos estão a cargo da equipe do Laboratório de Engenharia de Cultivos Celulares (LECC), que, no momento, começa a colaborar também com estudos para produção de vacinas contra o Zika Vírus.

Ao visitar a exposição, o público também vai perceber que o trabalho realizado dentro dos laboratórios é uma atividade contínua e de equipe, que depende do empenho de vários profissionais, como professores, pesquisadores, técnicos, pessoal administrativo e alunos de doutorado, mestrado e graduação. Um trabalho coletivo, no qual o comprometimento é fundamental, e de longo prazo, que, muitas vezes, leva anos e anos até conseguir obter os primeiros resultados satisfatórios.

Revitalizado, Espaço Coppe ganhou novos equipamentos

Para implantação da exposição, o Espaço Coppe Miguel de Simoni passou por um trabalho de revitalização, que incluiu pintura, ajustes na iluminação, aquisição de modernos multimídias, compra e fabricação de painéis e maquetes para ajudar a contar a história de cada projeto ali exibido. A proposta é implantar itens que facilitem a mobilidade e a compreensão do conteúdo da mostra por pessoas com deficiência. A intenção é ampliar o público que visita o Espaço, que anualmente gira em torno de 2.500 e 3.000 pessoas, a maioria estudantes.

A diretora de Assuntos Acadêmicos da Coppe, Cláudia Werner, destacou o processo de revitalização. “O Espaço Coppe já foi criado com essa proposta de divulgar ciência, de mostrá-la aos alunos do ensino fundamental e médio. Agora, o espaço está atualizado, repaginado, com mais tecnologias sendo exibidas, e com linguagem mais acessível para a sociedade, que é quem nos financia, e que é o público-alvo da exposição. Os professores gostaram muito do projeto, está tudo muito bonito. Estamos começando 2016 com chave-de-ouro”, afirmou.

Acompanhando de perto o dia a dia dos visitantes, Leandro Nery Nunes, que integra a equipe de guias do Espaço Coppe, também destacou as mudanças. “Por meio dos novos nichos que mostram as pesquisas relacionadas à biomecânica e à arqueometria, essa nova exposição vai aumentar o interesse por engenharia nos estudantes mais ligados a outras áreas do conhecimento, como as artes e a educação física”, explica.

Leandro é um exemplo concreto de como a divulgação científica pode influir na formação profissional de um estudante. Ele ingressou no Espaço Coppe como monitor, aos 22 anos, quando cursava a graduação em Física na UFRJ. Apaixonado por demonstrar os fenômenos físicos, Leandro é hoje, aos 35 anos, professor da rede estadual de ensino. Leva para sala de aula as experiências do Espaço Coppe e traz seus alunos para visitar o local. “Sou um privilegiado por estar em um ambiente como este”, afirma.

Com entrada franca, a exposição está aberta ao público sempre às terças, quartas e quintas-feiras, das 13h às 16h. O Espaço Coppe fica no Bloco I, Centro de Tecnologia, Cidade Universitária. Os monitores aguardam os visitantes no nicho de recepção, número 15, que fica no bloco I, próximo a saída do bloco G.

Também são oferecidas visitas guiadas para grupos e escolas. O agendamento deve ser feito pelo endereço Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone (21) 3938-8296, através do qual podem ser obtidas mais informações.

A exposição Exploradores do Conhecimento faz parte do Projeto Coppe 50 Anos, iniciado em 2013, e conta com patrocínio da Petrobras, Eletrobras Furnas, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Halliburton, GE, Braskem e Itaipu Binacional.

 

FONTE: COPPE

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