coelhoA descoberta é original e a patente foi registrada pela UFRJ no INPI, em 2014

O professor da Faculdade de Odontologia Carlos Henrique da Luz Barbosa, a partir de sua pesquisa com células-tronco para recuperar a articulação contramandibular, desenvolveu um equipamento único na área de imagem. É o Dispositivo de Contenção para Exames de Imagem para Animais de Pequeno Porte (DCEIAPP).

O modelo de acrílico transparente, desenvolvido sob a forma de caixa de contenção, incorpora uma inovação no âmbito das Ciências Cirúrgicas e da Clínica, além da Veterinária e da Cirurgia Experimental, tanto nacional como internacional. E tornou-se uma patente desenvolvida na UFRJ pelo Centro de Cirurgia Experimental da Faculdade de Medicina, com o potencial de ser produzido em escala, despertando o interesse para futuras parcerias.

Pelos animais
A dissertação de mestrado do professor Carlos Henrique para obtenção do título de mestre em ciências, que teve a orientação dos professores Alberto Schanaider e André Monteiro, durou dois anos e foi apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Cirúrgicas do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFRJ. O estudo foi publicado na revista Biomed Research International em maio de 2014.

O enfoque da dissertação fundamentou-se na dificuldade de conter animais de pequeno porte para realizar exames de imagens, sem que haja a necessidade do contato da equipe assistente, quando anestesiados e em respiração espontânea. Os diversos dispositivos existentes impõem uma série de restrições ao seu uso em aparelhos de radiologia e representam um desafio para a correta execução dos exames de imagem.

“O dispositivo é inédito e original. Creio que vai facilitar muito as pesquisas”, observa Carlos Henrique. Ele explica que inicialmente o foco da pesquisa era com células-tronco para tratamento de osteoartrose mandibular, e precisava usar uma tomografia computadorizada de feixe cônico (Cone beam), que é muito usada pela odontologia. Nesse procedimento o paciente fica na posição vertical, sentado; mas ele não tinha como colocar o coelho sozinho, a não ser que tivesse uma equipe para segurar.

“O insight para isso surgiu de Deus mesmo, porque desde o início da pesquisa com células-tronco pedi a Deus para que me iluminasse. Meu sonho é conseguir o tratamento da osteoartrose mandibular com células-tronco. E no meio do caminho não pude fazer a tomografia, pois o paciente entra deitado, e na odontologia é em pé. Pedi a Deus que me iluminasse para que eu colocasse o coelho em pé. A caixa para pôr o coelho poderia ser feita e tive a ideia de procurar um amigo marceneiro, que fez o protótipo primeiro em madeira, e aqui no CCS (Centro de Ciências da Saúde) foi transformada em acrílico transparente”, conta o professor.

Ineditismo
Um dos desafios encontrados por profissionais da área de pesquisa experimental com algumas espécies de animais de pequeno porte (de 3 a 10 kg) consiste na contenção e imobilização adequadas, com conforto e segurança durante a realização de exames de imagem.

Habitualmente são utilizadas caixas de transporte até o local onde o exame é realizado. Várias instituições de pesquisa, clínicas especializadas ou hospitais veterinários não têm instalações com equipamentos próprios para realização de exames de imagem em coelhos, cães menores e miniporcos.

Em geral, quando é realizado exame durante uma investigação ou pesquisa, quer seja radiológico, tomográfico, por ressonância magnética ou cintigráfico, diversas incidências são necessárias. Isso requer constante reposicionamento do animal. No caso da tomografia computadorizada, muito utilizada na odontologia para obter imagens tridimensionais, o exame é mais complexo, visto que, além do animal precisar de procedimento anestésico, se utiliza a posição vertical.

O professor verificou, então, a necessidade de se criar e validar um dispositivo para a contenção e imobilização de animais de pequeno porte, ergonômico, funcional, capaz de viabilizar exames de imagens em diversas incidências, com mais segurança e redução da contaminação ambiental e da equipe de assistência. Com o dispositivo, Carlos Henrique pretende continuar sua pesquisa com células-tronco.

A patente foi registrada pela UFRJ no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), em 2014, sob o número BR 20 2014 02 25 033 1.

FONTE: Jornal do SINTUFRJ (Ano XXIV, Nº1147, 4 a 31 de janeiro de 2016)

FOTO: Renan Silva

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