inauguracaohubCom o objetivo de incentivar e conectar o movimento empreendedor dentro da Universidade, o Parque Tecnológico da UFRJ promoveu entre os dias 6 e 8 de dezembro, a inauguração oficial do espaço HUB UFRJ. A cerimônia contou com a presença do deputado federal Otávio Leite, responsável pela emenda parlamentar que tornou o projeto possível, do diretor do Parque, José Carlos Pinto, e de representantes do movimento empreendedor na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Durante os três dias de evento, foram realizadas palestras, oficinas, mesas de debates e um Hackathon de Sustentabilidade, maratona que reuniu programadores, desenvolvedores, ativistas, inventores e designers com o objetivo de desenvolver soluções tecnológicas para desafios ligados ao meio ambiente e à sustentabilidade. Todas as atividades realizadas nos três dias de inauguração foram desenvolvidas por estudantes ligados ao movimento empreendedor da UFRJ, com apoio do Parque.

HUB UFRJ

O HUB UFRJ é um laboratório em rede de projetos experimentais que pretende ser referência para a comunidade acadêmica da UFRJ, que tem interesse em empreender e impactar a sociedade através de descobertas científicas e tecnológicas. A partir de um espaço físico onde é possível compartilhar recursos, equipamentos e serviços, um núcleo composto e gerido por alunos e professores transformará o conhecimento adquirido na Universidade em inovações e atividades empreendedoras com características de Makerspace (oficina de uso coletivo), FabLab (oficina de projetos digitais) e MediaLab (laboratório para projetos interdisciplinares em diversas áreas como design, artes, comunicação etc).

Assim, o espaço busca ser referência para aqueles que queiram inovar em suas áreas e precisam de suporte para o desenvolvimento das atividades, promovendo uma rede de apoio a projetos sociais, startups e projetos colaborativos.

forumufrjacessivel2016No mês de dezembro, o Fórum Permanente UFRJ Acessível e Inclusiva, recentemente criado, deu início aos trabalhos de mapeamento das pessoas com deficiência (PCDs) na UFRJ. O grande objetivo é construir uma política institucional exclusivamente voltada às PCDs da comunidade UFRJ, garantindo não só o acesso, mas a permanência e inclusão no espaço universitário. 

Segundo Gonçalo Guimarães, professor da Coppe e membro da comissão executiva, o primeiro passo para construir uma política de acessibilidade é necessariamente obter informações sobre as PCDs: quem, quantas e onde estão dentro da Universidade. A intenção é compreender a comunidade de forma ampla e formular uma política que contemple não só alunos, professores e funcionários, mas todos aqueles que, de alguma forma, utilizam, circulam e convivem no espaço da Universidade. 

“Para construir política, a base é a informação”, reforçou Iris Guardatti, coordenadora da Agência UFRJ de Inovação e também membro da comissão executiva, responsável pelo trabalho de mapeamento. 

O desafio de obter as informações é grande, segundo Gonçalo, já que a UFRJ não conta com procedimentos-padrão de registro das PCDs. “Em algum lugar a informação se perde”, impossibilitando o acompanhamento dos casos.  E completou: “Informação de qualidade tem que ser gerada com qualidade”.

Por isso o processo está sendo iniciado do zero. Como ponto de partida, estão sendo utilizadas as informações registradas nas principais portas de entrada da Universidade, como os concursos para alunos, técnicos-administrativos e professores, por exemplo. Além disso, a Reitoria encaminhou formulários para mapeamento das pessoas com deficiência aos decanos e diretores das unidades acadêmicas.

“Nem distribuição, nem encaminhamento levam em conta se é PCD ou não. As condições de recepção e instalação passam a ser desconsideradas.” Dessa forma, Gonçalo explica que a locação do aluno, professor ou funcionário passa a depender de uma “sensibilidade pessoal”: “Não há um procedimento nesse espaço para conduzir as PCDs”.

A dificuldade em tratar as informações referentes aos portadores de deficiência e acompanhar suas trajetórias leva a um problema ainda maior: a exclusão e a eventual redução do número de pessoas com deficiência na Universidade.  “Precisamos ter uma política, não só de entrada, mas de permanência e inclusão substantiva”, alertou a ouvidora-geral da UFRJ, Cristina Riche. “Estou emocionada, vendo se concretizar um anseio e uma necessidade gritante da UFRJ”, comemorou.

Lembrando do fórum como o espaço para discutir, elaborar e dar suporte ao desenvolvimento e implementação da política institucional em acessibilidade, Iris Guardatti reforçou a importância da participação das PCDs: “Esse espaço é de vocês, fundamentalmente. Esse fórum só vai ter sentido a partir da presença de vocês”, disse.

Primeira plenária

A primeira plenária foi realizada no dia 25/11, no salão nobre do Centro de Tecnologia, e reuniu cerca de 70 pessoas, entre docentes, discentes, funcionários e convidados. A comissão executiva, formada por oito integrantes e um presidente, foi constituída a partir da disposição voluntária dos membros, sob o respaldo do reitor da UFRJ, Roberto Leher, já que, até então, ainda não havia plenária estabelecida para a votação.

As próximas comissões serão eleitas pelos membros do fórum em reunião ordinária da plenária convocada para esse fim, com mandato de dois anos, permitida a recondução por igual período. Além do mapeamento das pessoas com deficiência, a comissão executiva apresentou o site do fórum, que está sendo construído e tem o desafio de ser 100% acessível, considerando os diferentes tipos de deficiência e suas respectivas necessidades, como recursos visuais e auditivos, por exemplo.

Na plenária foram indicados, voluntariamente, os nomes que irão compor cada uma das Câmaras Permanentes, criadas para discutir e propor ações em três eixos de atuação. A Câmara I tratará de projetos, obras, questões ambientais e qualidade de vida; a Câmara II será responsável pelos assuntos acadêmicos; a Câmara III, pelas questões envolvendo legislação. Cada câmara é formada por três integrantes. No total, foram indicados 25 nomes, sendo nove representantes e 16 colaboradores (seis para a Câmara I, sete para a  II e três para a III).

Plenária Comemorativa

A segunda plenária ocorreu em 15/12, data que marca os dez anos da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, no salão nobre da Decania do CT. Em comemoração ao dia, o fórum recebeu como convidados representantes de instituições de luta pelos direitos das PCDs para debater "O papel da Convenção nos avanços e desafios para a Pessoa com Deficiência”. O primeiro objetivo da instância criada este ano é mapear todas as pessoas com deficiência que frequentam o ambiente universitário. Depois, criar políticas que melhorem a acessibilidade e promovam a inclusão.

O grande desafio é barrar o preconceito: "É preciso que haja uma mudança de atitude. Queremos sensibilizar a todos para criar uma cultura de igualdade dentro da universidade", explica Mônica Pereira dos Santos, presidente da comissão executiva do Fórum. Outro problema é a estrutura física da UFRJ. "Os espaços não são democráticos. Quem sofre de alguma deficiência tem grande dificuldade para se locomover aqui". Fazem falta o piso tátil e orientações em braille para guiar pessoas cegas e rampas com inclinação ideal para cadeirantes, por exemplo.


O Fórum já conta com a participação de representantes de diversas unidades da UFRJ, como a Faculdade de Educação, Medicina, Arquitetura e Urbanismo, Núcleo de Computação, Serviço Social, dentre outras.  Ele é aberto a professores, estudantes e a todos os interessados em discutir o tema. "Sempre houve grupos de discussão sobre o tema, mas, com o Fórum Permanente, decidimos nos unificar para fortalecer”, observa Mônica.

 

A Comissão Executiva do Fórum Permanente UFRJ Acessível e Inclusiva tem a honra de convidar a comunidade universitária para a Plenária Comemorativa aos 10 anos da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, a realizar-se no dia 15 de dezembro de 2016, quinta-feira, às 14h, no Salão Nobre da Decania do Centro de Tecnologia.

 

forumacessibilidadedez16

forumacessibilidadedez16a

 

forumacessibilidadedez16b

parceriadeparquesO Parque Tecnológico da UFRJ, o Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc), e o Porto Digital, de Recife, assinaram um acordo para a criação de um programa de Softlanding.  A parceria, inédita no Brasil, visa a proporcionar intercâmbio entre empresas instaladas nos ambientes de inovação dos Parques do Porto Alegre, Rio de Janeiro e Recife.

Cada parque irá reservar cinco vagas nos respectivos espaços de coworking para receber as empresas. No total 15 companhias poderão experimentar os ambientes de inovação de cada Parque e interagir com o ecossistema e parceiros. A expectativa é que as primeiras empresas já estejam instaladas entre março e maio de 2017.

Para José Carlos Pinto, Diretor do Parque Tecnológico da UFRJ, a criação do Softlanding fortalecerá a interação entre as empresas e demais ambientes de inovação, tecnologia e pesquisa no Brasil e em outros países.

“O projeto é muito importante para incentivar a troca de experiências entre os Parques e permitir que as empresas residentes ganhem maturidade e tenham a oportunidade de interagir com outros ambientes de inovação. É um primeiro passo para a mobilidade das empresas que tem interesse em expandir o território. Trata-se da primeira vez que os grandes parques brasileiros se organizam para fomentar essas ações em conjunto. O objetivo é expandir a ação para um maior número de ambientes de inovação”, afirma José Carlos Pinto.

Para Rafael Prikladnicki, diretor do Tecnopuc, escolhido melhor Parque de 2016, o Brasil é um país de dimensões continentais e é natural enxergar na estratégia de desenvolvimento de negócios a expansão das empresas dentro do território nacional.

“Viabilizar essa transação por meio dos ecossistemas de inovação pode acelerar e qualificar o processo, uma vez que esses locais estão preparados para apoiar a chegada dessas companhias em cada região”, observa Prikladnicki.

Ele acrescenta que, além de inédito, o programa é importante para fortalecer os ecossistemas de inovação e suas empresas residentes.

“Minha expectativa é de que no futuro outros ecossistemas se juntem a essa iniciativa, ampliando ainda mais o potencial de colaboração”, completa.
 

Sobre o Parque Tecnológico da UFRJ

O Parque Tecnológico da UFRJ foi inaugurado em 2003 e está situado no campus da UFRJ, na Ilha da Cidade Universitária. No local estão instalados centros de pesquisas de 14 grandes empresas, 9 pequenas e médias, além de 7 laboratórios e centros de pesquisa. No Parque, está instalada também a Incubadora de empresas da COPPE, que, atualmente, abriga 26 startups.
 

Sobre o Tecnopuc

O Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc) estimula a pesquisa e a inovação por meio de uma ação simultânea entre academia, instituições privadas e governo. Empresas de diferentes portes, entidades e centros de pesquisa da própria Instituição estão sediados nos dois sites: em Porto Alegre e em Viamão, ambos no Estado do Rio Grande do Sul - Brasil. Atualmente, o Tecnopuc abriga 120 organizações, somando mais de 6,5 mil postos de trabalho.
 

Porto Digital

O Porto Digital abriga hoje 250 empresas e instituições dos setores de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Economia Criativa (EC). O parque conta com duas incubadoras de empresas, duas aceleradoras de negócios, dois institutos de pesquisa e organizações de serviços associados, além de diversas representações governamentais.

portal-mocao-ufrjPara o Conselho Universitário (Consuni) da UFRJ, a PEC 55 e o projeto de Reforma da Previdência em vigor podem “inviabilizar as universidades públicas e todo o patrimônio científico da nação”. Em reunião ordinária nesta quinta-feira (8/12), os conselheiros aprovaram por unanimidade uma moção, analisando o impacto das medidas sobre a sociedade brasileira.

Eles destacam que as propostas estão sendo votadas sem debates aprofundados, estudos e projeções, sob o pretexto de uma resolução rápida da crise fiscal no país. Segundo o Consuni, as metas do Plano Nacional de Educação não poderão ser cumpridas com a adoção das medidas. 

Confira, abaixo, a íntegra da moção:

CONSELHO UNIVERSITÁRIO DA UFRJ ALERTA QUE PEC 55 E PROJETO DE REFORMA DA PREVIDÊNCIA PODEM INVIABILIZAR AS UNIVERSIDADES PÚBLICAS E TODO O PATRIMÔNIO CIENTÍFICO DA NAÇÃO

O Consuni da UFRJ, reunido em sessão no dia 08 de dezembro de 2016, alerta que o país, como nação democrática, generosa com o seu povo, comprometida com o bem-viver de todas e todos que a constroem, está em risco. 

O novo governo apresentou um conjunto de medidas com o pretexto de resolver a dita crise fiscal, anunciando que não restam outras alternativas e que, por isso, se não forem aprovadas sem debates, estudos, projeções, o próprio Estado entrará em colapso, utilizando, para isso, a imagem da crise dos estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, entre outros. 

Estudos de diversas correntes econômicas mostram que a PEC 241 não enfrenta os problemas estruturais do país, como a redistribuição de renda, a reforma tributária com progressividade, os investimentos em infraestrutura, a pesquisa científica, tecnológica e de inovação, o apoio a setores estratégicos para o país, o controle da inflação e expansão qualitativa das atividades produtivas para gerar empregos dignos e direcionados para o trabalho complexo. Ao contrário, trata-se de uma medida operada por inaceitável voluntarismo legal que altera toda a Constituição Federal. 

A insensatez se agravou com as modificações da referida PEC na Câmara dos Deputados. A PEC piorou, pois agora a estagnação das despesas primárias por 20 anos somente poderá ser revista por Projeto de Lei Complementar, e não por lei ordinária, e pontualmente, uma única vez, após 10 anos, independentemente da situação econômica mundial e nacional. Os gastos do Judiciário e do Legislativo poderão ser acima da inflação nos três primeiros anos de vigência, mas o teto de gastos não poderá ser revisto, exigindo, portanto, novos cortes nos gastos do Executivo. Originalmente, o teto de gastos de um dado ministério estava definido pela LOA (pelo orçamento), agora o teto é definido pelos pagamentos efetuados. Raramente todos os recursos autorizados pela LOA são efetivamente executados e, por isso, os gastos executados são menores do que os autorizados. Assim, o texto da PEC 55 criou um novo subteto ainda mais baixo do que a versão original. A versão do Senado aumentou as sanções contra qualquer ganho real do salário mínimo, em flagrante desacordo com a Constituição. 

Desse modo, as despesas primárias que em 2016 corresponderam a perto de 20% do PIB serão reduzidas, em 10 anos, a uma taxa anual de, pelo menos, 0,5%. Em 10 anos os gastos primários cairão 5% do PIB, regredindo o país à situação anterior à Constituição de 1988. Como a redução terá de ser feita sobre os gastos discricionários, as áreas da educação, saúde, ciência e tecnologia, e seguridade social serão severamente afetadas, impossibilitando as Metas do Plano Nacional de Educação e, particularmente, ameaçando todo o patrimônio educacional e de ciência do país. 

As medidas em curso não serão destrutivas apenas para o custeio e os investimentos das instituições universitárias e de pesquisa. Haverá uma enorme fuga de servidores docentes e técnicos e administrativos em virtude da draconiana reforma da previdência, já golpeada pela contrarreforma de 2003. 

A fixação da idade mínima de 65 anos será progressiva, afetando, de modo severo, a todos, e especialmente os novos servidores. O valor da aposentadoria, do setor público (excluindo os militares, responsáveis por 45% do dito déficit do regime próprio da previdência) e do setor privado será de apenas 51% da média dos salários de contribuição, acrescido de 1% por ano de contribuição. Assim, raros servidores terão assegurada a aposentadoria integral. O sistema de pensões será desfeito, a cota familiar será reduzida para 50%, acrescida de 10% por filho menor de idade. O reajuste do valor das aposentadorias deixa de acompanhar a correção dos servidores da ativa. Desse modo, a carreira do magistério federal e dos técnicos e administrativos será profundamente desvalorizada. 

O Consuni compreende que os pilares da nação estabelecidos pela Constituição de 1988 estão sendo desfeitos, sem qualquer debate rigoroso sobre as consequências para o futuro do País e, por isso, conclama que os senadores revisem seus votos em prol da PEC 55 e, mais amplamente, que o Congresso Nacional recuse o projeto de reforma da previdência por suas consequências severas em relação ao futuro do trabalho. O Consuni reconhece, também, que as lutas e mobilizações em prol dos direitos sociais assegurados na Constituição revigoram valores democráticos e republicanos necessários ao País.

johnsonsejohnsoninnovationA expectativa de vida da população tem aumentado globalmente e está mudando nossa perspectiva em relação à idade madura. Ambientes e hábitos mais saudáveis nos proporcionam um envelhecer de maneira mais gradativa, enquanto avanços da medicina e da tecnologia nos permitem encarar as experiências da velhice de maneira mais positiva e confortável.

O envelhecimento da população traz inúmeros desafios e oportunidades socioeconômicos e culturais. Pessoas idosas possuem renda per-capita superior a pessoas mais novas, mas gastam menos em bens de consumo devido a uma falta de produtos/soluções específicas para suas necessidades.

Em contrapartida, os gastos com saúde são muito mais elevados. Este novo cenário global despertou o interesse da Johnson & Johnson em investir em parcerias externas, convidando startups a explorar as necessidades e comportamentos dos idosos, a estreitar o relacionamento com este público e a se engajar na busca de soluções nesta área.

Oportunidades existem no mundo todo mas, como uma maneira de incentivar o sistema em crescimento de startups no Brasil, a Johnson & Johnson Innovation está lançando este desafio focando empreendedores baseados no Brasil que estejam desenvolvendo produtos e serviços criativos nesta área. O desafio irá focar em: envelhecimento com saúde, envelhecimento na era do auto-cuidado e envelhecimento na era digital.

Os vencedores receberão mentoria de cientistas, engenheiros e pesquisadores da Johnson & Johnson, exposição às companhias do grupo Johnson & Johnson e seis meses de incubação tecnológica em um dos Johnson & Johnson Innovation LABS nos Estados Unidos.

As regras e regulamentos do desafio estão disponíveis (apenas em inglês) em: https://openstartups.induct.no/public/pages/Aging-Pop.

A UFRJ, autarquia de caráter especial, tem como fonte orçamentária de Custeio o orçamento aprovado na Lei Orçamentária Anual (LOA). Em 2015, uma combinação de fatores negativos produziu aumento na dívida com a Light S.A.: os efeitos dos contingenciamentos do final de 2014 (R$ 70.325.445,45) e de 2015 (R$ 46.581.288,02) e o tarifaço que elevou a conta da UFRJ de R$ 25.509.000,00 para R$ R$ 46.223.567,10 (sem que tivesse ocorrido aumento de consumo ou suplementação orçamentária frente ao aumento dessa despesa).

Ao assumir, a atual gestão herdou contas de energia atrasadas desde fevereiro de 2015, somando R$17,5 milhões. A despeito da frustração de receitas e do tarifaço, empreendeu um forte processo de pagamento das dívidas com a Light, inclusive em detrimento de investimentos prioritários em moradia estudantil, conclusão de obras, melhorias da infraestrutura de energia (estações e subestações de energia). 

A situação de 2015 e 2016 pode ser assim resumida:

quadrolightufrj

O Quadro 1 confirma que é inequívoco que a UFRJ tem priorizado o pagamento de suas obrigações contratuais com a Empresa; entretanto, tal prioridade não pode ser feita em detrimento de outras rubricas de custeio, como limpeza, segurança, manutenção dos campi e, sobretudo, assistência estudantil. 

Foi com indignação e surpresa que em 14/10/2016 a UFRJ recebeu a Notificação – Aviso de Suspensão da Light S.A, que ameaçava a universidade de corte de energia. A despeito da postura belicosa da concessionária de um serviço essencial, após recebermos o referido Ofício repassamos R$ 3.688.230,94 referente a fatura de junho/2016. 

A UFRJ não permaneceu inerte diante da gravidade da situação. Encaminhou ao MEC diversos Ofícios solicitando recursos orçamentários e extra orçamentários para avançar no pagamento da energia. O MEC reconheceu o problema do corte orçamentário e das consequências do ‘tarifaço’. O Reitor reuniu-se, mais de uma vez, com o Secretário de Ensino Superior e com o próprio Ministro da Educação. Em reunião com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), no dia 21/06/16, o Ministro anunciou a liberação de recursos adicionais para a UFRJ. Entretanto, até a presente data não houve a liberação orçamentária. Novamente, em 12/10/16, a UFRJ solicitou os recursos pactuados na ordem de R$ 39.940.434,17 (relativos aos meses de julho a dezembro), abrangendo o custo da energia e do Fundo Verde (correspondente ao ICMS da Energia).

Em virtude do corte de energia no Prédio da Reitoria ocorrido intempestivamente por decisão unilateral da distribuidora Light S.A. no dia 29/11/2016, as seguintes Unidades tiveram seu funcionamento interrompidom, acarretando inúmeros prejuízos a normalidade da vida acadêmica da UFRJ:

1.Gabinete do reitor - prejudicado todo o fluxo de rotinas administrativas, em especial no dia de hoje, comprometendo os empenhos e outros procedimentos com data limite no dia 29/11/2016.

2.Sistema de Tecnologia da Informação e Comunicação - suspensão do funcionamento, em virtude do aquecimento decorrido da falta de refrigeração adequada, o que poderia levar a perda de arquivos essenciais da Universidade. Com isso houve interrupção de rede de dados e de voz

3.Procuradoria da UFRJ - atividade prejudicada acarretando atrasos no fluxo processual em especial nos processos com data de limite de empenho em 29/11/2016

4.Unidades acadêmicas: Escola de Belas Artes (EBA), Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), Instituto de Planejamento Urbano e Regional (Ippur) -  cerca de 4.000 estudantes serão afetados  com a suspensão das atividades acadêmicas de ensino, pesquisa e extensão. Lembrando que esses estudantes tiveram suas aulas interrompidas devido ao incêndio ocorrido no mesmo prédio em 3/10/2016, sendo que as aulas foram reiniciadas em 16/11/2016.

Os funcionários da distribuidora Light S.A., alertaram verbalmente o Prefeito do Campus que outras Unidades da UFRJ sofrerão cortes, como a própria Prefeitura Universitária e a Escola de Educação Física e Desportos (EEFD). 

No caso da Prefeitura Universitária a interrupção de energia afetará todo o Campus Fundão levando a interrupção da vida acadêmica e elevando o risco de dano ao patrimônio público da UFRJ, em especial pela localização do campus próxima a áreas conflagradas do Rio de Janeiro. 

Na EEFD, além de gravíssima interrupção das aulas, ensaios e jogos ocasionará o comprometimento de todas as pesquisas envolvendo seres vivos (biotérios), pois os animais necessitam de temperatura adequada, tratamento de resíduos etc. A estimativa é de que 48h sem energia pelo menos 50% dos seres vivos poderão ser mortos, muitos deles resultantes de pesquisas que estão em curso há muitos anos, inviabilizando-as e, no caso das que não utilizam seres vivos, acarretando atrasos irreversíveis em vários experimentos.

Em virtude desses fatos, a Reitoria está buscando na Justiça Federal o imediato restabelecimento do fornecimento da energia e exigir a interrupção das ameaças hostis que a Empresa vem direcionando à UFRJ. Providências semelhantes estão sendo realizadas junto a ANEEL: compreendemos que nenhuma empresa pode agir de modo tão antirrepublicano e antiético contra uma instituição de ensino, pesquisa e extensão que presta elevados serviços públicos ao país. Finalmente, não menos importante, intensificamos gestões junto ao MEC para que os recursos já pactuados sejam liberados imediatamente para que a UFRJ possa retomar, em plenitude, suas atividades. 

Cidade Universitária, 30 de novembro de 2016

Roberto  Leher
Reitor da UFRJ

feiragastronomicaparqueO Parque Tecnológico da UFRJ promove, entre os dias 06 e 08 de dezembro, das 11h às 20h, a terceira edição da Feira Gastronômica e Cultural. O evento contará com uma série de atrações, entre elas comida de rua (food trucks), empreendimentos ligados ao curso de gastronomia com o tema “culinária brasileira”, palestras, ações culturais e happy hour com música e bebidas artesanais.

Durante a feira, também será realizada uma campanha de doação de brinquedos, roupas e eletrodomésticos para os moradores da Vila Residencial, localizada ao lado do Parque. Com os alagamentos provocados pelas fortes chuvas nos últimos meses, os moradores tiveram suas casas danificadas e perderam muitos objetos pessoais. As doações poderão ser feitas durante o evento, que contará com uma área reservada para a ação.

A Feira Gastronômica e Cultural é realizada em parceria com o o Curso de Gastronomia do INJC/ UFRJ, a Cibus Empresa Júnior, a Prefeitura Universitária e o Espaço HUB UFRJ. Durante o evento, também será realizado o 1º Encontro Discente da Gastronomia da UFRJ com a temática: “A Culinária Brasileira e os 5 anos do Curso de Gastronomia na UFRJ”.

Programação completa

Dia 06 de dezembro, terça-feira:

9h às 11h – Palestra “O veganismo aplicado a culinária brasileira”, ministrada pela especialista Ishina Giarolla de Souza.

9h às 11h – Palestra “A botânica aplicada à gastronomia brasileira”, ministrada por Bruno Moraes de Carvalho, doutor em Biologia Vegetal.

11h às 18h - Atividades permanentes: Food trucks (refeições, lanches, doces e culinária vegetariana) e empreendimentos gastronômicos ligados ao curso de gastronomia.

16h às 20h - Happy hour com bandas independentes da UFRJ, comidas e bebidas artesanais das 16h às 20h.

 

Dia 07 de dezembro, quarta-feira:

9h às 11h – Palestra “Do cotidiano ao surpreendente”, com a Chef Roberta Sudbtrac, uma das mais respeitadas cozinheiras brasileiras, e Juliana Dias, pesquisadora sobre comunicação, comida e cultura, sócia da Malagueta Comunicação e professora de Jornalismo Gastronômico na Facha.

11h às 18h - Atividades permanentes: Food trucks (refeições, lanches, doces e culinária vegetariana) e empreendimentos gastronômicos ligados ao curso de gastronomia.

16h às 20h - Happy hour com bandas independentes da UFRJ, comidas e bebidas artesanais das 16h às 20h.

 

Dia 08 de dezembro, quarta-feira:

9h às 11h – Palestra “Enfim o diploma! E Agora?, com Martha Berthoux e Gabriela Dittz do Nascimento, bacharéis em Gastronomia pela UFRJ.

11h às 18h - Atividades permanentes: Food trucks (refeições, lanches, doces e culinária vegetariana) e empreendimentos gastronômicos ligados ao curso de gastronomia.

16h às 20h - Happy hour com bandas independentes da UFRJ, comidas e bebidas artesanais das 16h às 20h.

enapidprofnit

 

Um dia antes da abertura do IX Encontro Acadêmico de Propriedade Intelectual, Inovação e Desenvolvimento (Enapid), os professores que integram o Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação (PROFNIT) se reuniram na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, para avaliar as disciplinar realizadas, identificar gargalos e oportunidades, além de discutir a expansão do programa.

Entre as disciplinas que foram discutidas no encontro de 22 de novembro, estavam: Conceitos e Aplicações de Propriedade Intelectual; Prospecção Tecnológica; e Conceitos e Aplicações de Transferência de Tecnologia.

O PROFNIT é um curso de Mestrado Profissional, promovido pelo Fórum Nacional dos Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec) e que conta com 12 instituições de ensino como pólos e 136 docentes. As universidades participantes, caracterizadas como pontos focais, são responsáveis por toda a parte acadêmica do curso, que foi aprovado em 2015 pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Acesse mais informações sobre o PROFNIT.

forumpermanente

 

No dia vinte de setembro de 2016, o Magnífico Reitor, professor Roberto Leher, lançou o FÓRUM PERMANENTE UFRJ ACESSÍVEL E INCLUSIVA como espaço regular de discussão, elaboração e suporte ao desenvolvimento e implementação da política institucional em acessibilidade e inclusão das pessoas com deficiência, constituindo-se como a principal instância consultiva da Reitoria sobre o assunto.

Há tempos, grupos e membros da comunidade da UFRJ têm promovido ações e desenvolvido projetos e produtos que visam a acessibilidade nas diversas unidades de nossa instituição. A crescente aproximação desses grupos em prol de um espaço educacional não excludente, que permita a acessibilidade física, comunicacional, atitudinal, acadêmica, produtiva e cultural de todos culmina neste momento histórico para nossa Universidade: a formação de um fórum com representatividade plena.

O Regimento aprovado foi elaborado de forma a promover a participação e representação de todas as instâncias de nossa comunidade - alunos de graduação e pós-graduação, técnicos-administrativos, docentes e terceirizados – buscando permitir a troca de experiências e a construção de políticas de acessibilidade que contemplem a inclusão de todos.

profnitlogoO Programa de Mestrado Profissional em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação (PROFNIT) publicou edital para a seleção de candidatos às vaga para suas turmas de 2017. As inscrições devem ser feitas até 14 de novembro de 2016.

O programa é voltado ao aprimoramento da formação profissional dos interessados em atuar nas competências dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) e demais ambientes promotores de inovação. Inspirado na experiência bem sucedida do PROFMAT (Programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional), a ideia do PROFNIT é atender à necessidade das Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) de capacitarem seus gestores para a difícil tarefa de conduzir as questões relacionadas aos NITs.

Já aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) com nota 4, o curso foi elaborado pela Associação Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (FORTEC), contando com a participação de dezenas de docentes e pesquisadores do tema em várias instituições a ela associadas.

Criado em 2006, o FORTEC é uma associação de representação dos responsáveis pelo gerenciamento das políticas de inovação e das atividades relacionadas à propriedade intelectual e à transferência de tecnologia nas universidades, institutos de pesquisa e demais instituições gestoras de inovação. Como membro do FORTEC desde a sua fundação, a UFRJ é uma das instituições que foram consultadas sobre o interesse em integrar o PROFNIT, sinalizando de maneira positiva. Posteriormente foi proposto que coubesse à UFRJ assumir o papel de polo do PROFNIT no estado do Rio de Janeiro, atuando também na coordenação das atividades das demais instituições de ensino e pesquisa do estado, a exemplo de UEZO, UFRRJ, CEFET, além do próprio INPI.

A UFRJ é um dos Pontos Focais habilitados para recepcionar a segunda edição do Mestrado Profissional em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação, disponibilizando 21 vagas aos candidatos.

O link para as inscrições e para a visualização do edital é este: http://www.profnit.org.br/pt/2016/11/abertas-as-inscricoes-para-o-exame-nacional-de-acesso-2017/

Vem aí o III Seminário do NIDES nos dias 16, 17 e 18. Inscreva-se aqui. Segue abaixo a programação:

 

cartaz2

desenho industrialO INPI passou a disponibilizar, desde 17 de outubro, a base brasileira de desenhos industriais na plataforma de busca DesignView. Com a adição de quase 90 mil projetos do Instituto, a ferramenta fornece agora informações e acesso a mais de 10 milhões de registros no total.

Desta forma, todos os desenhos industriais brasileiros depositados a partir de 2000 também podem ser acessados nessa ferramenta, que reúne dados de registros de mais de 50 países participantes.

A integração do INPI à ferramenta é resultado da cooperação internacional com o Instituto da Propriedade Intelectual da União Europeia (EUIPO, na sigla em inglês) em colaboração com os seus parceiros internacionais.

A integração da base de dados de desenhos industriais ao Designview se junta agora às ferramentas internacionais de buscas TmClass (classificação e tradução de produtos e serviços de marca) e ao TMview (busca de dados de marca).

Acesse o DesignView.

somos3

 

Suponhamos três casos hipotéticos:

1) Um aluno de graduação tem interesse em desenvolver uma monografia de conclusão de curso sobre a Leishmania, gênero de protozoários que inclui os parasitas causadores das leishmanioses, e precisa de algum professor para orientá-lo.

2) Um jornalista necessita de uma fonte para dar um depoimento sobre a recente epidemia de dengue em uma de suas matérias.

3) Um professor preocupado com as mudanças climáticas, após ler a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2016-2019, decide desenvolver uma pesquisa sobre o tema “Eficiência Energética” e está em busca de parceiros para auxiliá-lo.

Apesar de distintos, os casos têm algo em comum: a demanda por especialistas em temas específicos. Como fazer para encontrá-los? Ligar para a Administração Central da UFRJ? Enviar uma mensagem para a página de Facebook da Universidade? Estas soluções possivelmente serão pouco eficientes. Não por conta da má vontade de servidores, mas por causa das próprias dimensões “universais” da Universidade (com perdão da redundância) e da dificuldade que é gerir todo o imenso volume de conhecimento que é aqui gerado.

Um plano B quase instintivo nos dias de hoje seria dar uma “googlada”. Mas resolveria o problema? Certamente demandaria tempo, esforço, e o resultado, possivelmente, não seria o mais satisfatório.

Por outro lado, em questão de segundos, digitando o termo “Leishmania” na plataforma Somos-UFRJ, é possível descobrir que a professora Bartira Rossi Bergmann, do Instituto de Biofísica da UFRJ, já utilizou esta palavra-chave 155 vezes em suas pesquisas. Digitando-se o termo “dengue” na plataforma, é possível chegar a Roberto de Andrade Medronho, Diretor da Faculdade de Medicina da UFRJ, que já utilizou a palavra-chave 88 vezes em suas publicações. O mesmo vale para Roberto Schaeffer, professor de Economia da Energia da UFRJ, que por 55 vezes utilizou as palavras-chave “Eficiência Energética” em seus trabalhos.

Estes são apenas alguns exemplos do potencial que o Somos-UFRJ possui e que já vem sendo explorado por membros da comunidade acadêmica, bem como por pessoas externas, já que o acesso ao portal é livre, rápido e completamente intuitivo. Entre outras possibilidades, o software gera uma série de gráficos relacionados à produção acadêmica, às orientações e aos quantitativos de docentes da instituição  Conforme acrescenta Ricardo Pereira, coordenador da Agência UFRJ de Inovação: “É difícil não se surpreender positivamente com a facilidade e a eficiência que esta plataforma proporciona a quem a ela recorre. Temos que difundir mais sua existência por toda a UFRJ”.

Portal é fruto de parceria que envolve a Agência UFRJ de Inovação

Viabilizado a partir de uma parceria envolvendo a Agência UFRJ de Inovação, a UFMG e a empresa Siemens, o sistema Somos trata-se, na prática, de um portal que faz uso de dados contidos na plataforma Lattes para permitir a identificação, de maneira detalhada, simples e organizada, dos pesquisadores da Universidade e de sua produção científica. Além disso, o sistema também viabiliza o acesso a informações sobre unidades acadêmicas, departamentos, ativos de propriedade intelectual e infraestrutura laboratorial, apenas para citar algumas de suas funcionalidades. Seu objetivo é facilitar o mapeamento das competências da instituição e incrementar a interação entre a UFRJ e outras instituições públicas e privadas, especialmente nas áreas de pesquisa científica e tecnológica.

Idealizada pela Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica da UFMG, sob a direção do professor Ado Jorio de Vasconcelos, a plataforma Somos é hoje utilizada em instituições de ensino como a Unicamp, UFSCar, UFJF, Unesp, entre outras, além da própria UFMG. A título de exemplo, apenas a plataforma Somos-UFMG já recebe cerca de 30 mil visitas por mês, originadas, em sua totalidade, em 159 países. Deste modo, a implementação da plataforma pela UFRJ representa um grande passo na universalização e gestão do conhecimento produzido pela instituição.

Em constante desenvolvimento, no dia 8 de junho, o sistema foi novamente atualizado. O próximo passo é a inserção dos dados relativos à infraestrutura dos laboratórios da UFRJ. No momento, essas informações estão sendo mapeadas por empresas juniores e inseridas gradativamente na plataforma.

berlinstartupcalling2016

 

Você é um jovem que acredita ter a próxima grande ideia do mundo da tecnologia? Então essa é a chance de transformar o seu plano de negócios em realidade. A Visual Meta, empresa alemã que administra o comparador de produtos UmSóLugar, no Brasil, acaba de lançar a nova edição do concurso Berlin Startup Calling 2016, com o objetivo de premiar jovens talentos e seus projetos inovadores. As inscrições vão até o dia 31/12/2016.

O primeiro colocado poderá receber até 7 mil euros em dinheiro e ainda ter a chance de estagiar na sede da empresa, em Berlim - Alemanha, por um período de seis meses. Os segundo e terceiro lugares também receberão prêmios em dinheiro (€ 3.500 e € 1.750 respectivamente) enquanto o quarto lugar ganhará um Macbook Air (11"128 GB) e o quinto, um iPad mini 4 (16 GB).

O concurso é destinado a jovens entre 18 e 30 anos, de qualquer nacionalidade, que podem participar individualmente ou em grupo de até cinco pessoas. O plano de negócios deve ser enviado no momento da inscrição e será aceito em dois formatos:

1- pitch deck em texto, com máximo de 10 páginas, em inglês; ou

2- pitch deck em vídeo, com no máximo cinco minutos de duração, também em inglês.

Ambos devem expor, de forma clara e objetiva, o problema, sua solução, uma análise do mercado em questão, os possíveis concorrentes, a equipe de atuação e o negócio em si. Junto com o pitch deck, também será preciso enviar:

3- seu currículo com informações sobre formação, experiência profissional (caso tenha);

4- dados para contato; e

5- cópia digitalizada de um documento que comprove sua idade, como RG, CPF ou CNH.

Para mais informações ou para realizar a inscrição, acesse a página Berlin Startup Calling 2016 (http://www.umsolugar.com.br/berlin-startup-calling-2016). Os vencedores serão anunciados em 31 de janeiro de 2017.

A Visual Meta GmbH

A iniciativa de lançar o concurso é dos fundadores da Visual Meta, Robert Maier e Johannes Schaback, que desejam apostar nas ideias de jovens profissionais criativos, da mesma forma como um dia investidores apostaram no modelo de negócios idealizado por eles, sete anos atrás.

Maier e Schaback hoje contam com um time de aproximadamente 300 profissionais e plataformas espalhadas em 20 países na Europa, Ásia e América Latina. Além da dupla, Johannes Kotte, diretor de operações da Visual Meta, e Philipp Klöckner, investidor anjo de diversas startups de Berlim, formarão o time de jurados dos projetos.

parceriaweimarO Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e o Escritório de Patentes Europeu (EPO) assinaram uma declaração conjunta no dia 17 de setembro, em Weimar, na Alemanha que pretende buscar maior agilidade e qualidade no exame de patentes. O objetivo é reduzir a burocracia e a fila de espera na análise dos pedidos - chamado de backlog - e fazer com que inovações brasileiras e europeias entrem mais rapidamente no mercado.

O documento dá início à negociação do acordo piloto de patentes, chamado de Patent Prosecution Highway (PPH), entre o Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) e o EPO, que representa 38 escritórios de patentes na Europa, incluindo os membros da União Europeia e outros governos como Turquia, Noruega e Islândia. O acordo piloto deve ser firmado em três meses.

O vice-presidente do EPO, Raimund Lutz, afirmou que a instituição tem uma longa tradição de parceria com o INPI e que "a declaração conjunta impulsionará a cooperação e diminuirá os prazos de análise". No Brasil, o PPH deve beneficiar as empresas que tiveram suas patentes concedidas no exterior, mas que ainda aguardam exame no País.

Além disso, o setor produtivo avalia que o acordo vai atrair tecnologias com a redução no tempo de espera para exame. Atualmente, uma patente leva em média 11 anos para ser analisada no Brasil. A média no EPO é de cinco anos. Em 2015, a entidade europeia recebeu 278.867 pedidos. Destes, 604 foram brasileiros.

“O Brasil precisa atrair investimento e agregar valor à sua produção industrial, sobretudo em áreas de alta tecnologia, e uma forma de promover essas atividades é acelerar o exame e a concessão de patentes. A assinatura desse acordo com os europeus é um passo importante para aprofundarmos nossa relação com o nosso principal parceiro, que é a União Europeia", avaliou o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga, presente na cerimônia.

Iniciativas

O projeto segue os moldes de outras iniciativas de cooperação, como a parceria firmada com o Escritório Americano de Patentes e Marcas (USPTO, na sigla em inglês), já em vigor, e com o Escritório Japonês de Patentes (JPO, na sigla em inglês), cujo acordo para criação de um grupo de trabalho foi assinado no início de outubro.

Essas iniciativas permitirão que brasileiros usem o resultado do exame no INPI para acelerar a análise nos países signatários dos acordos (nos Estados Unidos, atualmente, e, no futuro, no Japão e na Europa). A intenção é abrir o projeto-piloto para setores a serem definidos entre as partes (com os Estados Unidos, por exemplo, o PPH tem como foco os setores de petróleo e gás), baseando-se no fluxo de pedidos e das áreas mais interessadas.

Com estes programas de priorização, a expectativa do MDIC é que o INPI conseguirá atender com maior agilidade aos depositantes que buscam respostas para seus pedidos de patentes, de modo a garantir segurança jurídica e facilitar a exportação de tecnologias brasileiras. No Brasil, o examinador do INPI continuará sendo o responsável pela decisão final sobre o pedido.

"Trata-se de iniciativas alinhadas com nossa proposta de melhoria constante do ambiente de negócios no Brasil, no sentido de garantir a segurança e a previsibilidade no tratamento da propriedade industrial, fomentando assim a inovação sistêmica", disse o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, durante a cerimônia de assinatura.

 acessibilidade fpai banner-1

 

No dia 20 de setembro, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) lançou o Fórum Permanente UFRJ Acessível e Inclusiva para articular soluções de acessibilidade para todos os ambientes da instituição.

O reitor da UFRJ, Roberto Leher, reconheceu que a universidade não tem condições adequadas para receber todas as pessoas apesar de alguns avanços alcançados, principalmente na última década.

“A UFRJ é uma instituição construída, boa parte, nas décadas de 1960 e 1970 do século passado, e naquele contexto não se colocou o contexto da acessibilidade. Hoje isso é uma exigência democrática, real. Estamos tentando corrigir erros de planejamento que aconteceram em outros contextos para que possamos transformar a nossa universidade em uma instituição exemplar no que diz respeito à acessibilidade.”

Leher destacou que a preocupação com a acessibilidade também abrange os aspectos acadêmicos, já que o tema não é um problema apenas de mobilidade ou de acesso a livros em braile ou softwares para estudantes surdos ou com deficiência severa de visão.

“Temos um aspecto do conhecimento e como nós pensamos na condição humana. É fundamental que nós possamos superar e romper com uma concepção idealista dos seres humanos, como tipos ideais, que vem desde Aristóteles, mas que está na indústria da moda e em todo o complexo do imaginário sobre o que é o ser humano, o padrão de beleza que está colocado hoje na humanidade e que é definido por corporações. A universidade deve ajudar coletivamente o povo a ter uma mirada mais sensível e plena de alteridade sobre a condição humana”, analisou.

 

Censo

O fórum foi lançado na véspera do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, que será lembrado amanhã (21), além de aproveitar a visibilidade que o tema teve com a Paralimpíada Rio 2016.

Integrante da comissão provisória do fórum, a servidora da UFRJ Iris Guardatti disse que o primeiro trabalho do grupo, que deve durar seis meses, é instalar de fato o fórum, com as pessoas indicadas pelas unidades acadêmicas e decanias, além de fazer um levantamento para diagnosticar a atual situação da acessibilidade na instituição.

“Um tipo de censo, mapeamento, para a gente ter um retrato mais fidedigno da nossa realidade hoje, de quantas pessoas com deficiência tem, quais os tipos de deficiência que estão colocadas, para a gente poder fazer plano de ação adequada às nossas demandas.”

O fórum é formado por pesquisadores e representantes de diversas áreas da UFRJ, como tecnologia assistiva, arquitetura e medicina. Segundo Iris, o fórum será um espaço de convergência de todos os projetos, pesquisas e demandas na área. “Nesse momento, o que a gente tem de fundamental é a vontade e o compromisso político de fazer. Sabemos que não é uma tarefa fácil nem que se resolve de uma hora para outra. Tomara que seja bem antes de dez anos, porque temos conhecimento acumulado na instituição, temos recursos pessoais e tecnológicos. Os financeiros temos condições de buscar.”

 

Projeto piloto

O primeiro prédio a ser totalmente adaptado será o da Faculdade de Letras, que já tinha um projeto desde 2012. Segundo o pró-reitor de Gestão e Governança, Ivan Carmo, o orçamento estimado na época era de R$3,9 milhões e agora ele precisa ser atualizado para ser posto em prática.

“Tem um projeto executivo desde então. A gente vai atualizar o valor do orçamento e, em paralelo, o fórum que foi lançado hoje tem como missão estabelecer as prioridades. A gente vai fazendo as licitações por módulos de trabalho ou módulos geográficos dentro do prédio, de acordo com o orçamento que for disponibilizado para isso e as prioridades definidas. Para fazer a obra inteira, tem um prazo de 300 dias”, detalhou. Segundo Carmo, o orçamento de 2017 está sendo fechado e os valores destinados ao projeto ainda não foram definidos.

Outra frente de trabalho é a reorganização da área externa urbana da universidade que, segundo ele, já tem recursos previstos para o ano que vem. “Vamos transportar para as calçadas e paradas de transporte público as medidas de acessibilidade e sinalização táctil. O projeto está pronto para o campus todo e precisa das definições orçamentárias para ir fazendo. É uma questão de ser uma prioridade da universidade. E isso já é. Mas não se tem recurso para fazer tudo de uma vez só.”

De acordo com pró-reitor, algumas adequações como rampas e vagas especiais já estão sendo providenciadas pelas unidades acadêmicas, dentro de seus próprios orçamentos. Além disso, Carmo destacou que nem todas as medidas inclusivas dependem de orçamento. “Tem medidas que não precisam de nenhum recurso extra, como medidas culturais de acolhimento dos alunos para a matrícula e de informação. Não é só dinheiro.”

Está chegando o Hackathon em Saúde da Fiocruz, nos dias 26 e 27/11, no campus da Fundação, em Manguinhos. Será a primeira maratona tecnológica de desenvolvimento de aplicativos e games para o sistema de saúde pública realizado pela instituição. As inscrições estão abertas de 10 a 23/10 e podem participar equipes de programadores, desenvolvedores, designers e demais interessados em criação de sistemas e interfaces.

O Hackathon em Saúde terá cinco desafios, divididos nas modalidades apps e games. Cada um aborda um tema diferente relacionado à ciência, tecnologia e saúde, ligados diretamente a áreas de atuação da Fiocruz. Na modalidade app, os temas são Rede Global de Bancos de Leite Humano, Monitoramento e Controle de Vetores e Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras (NBCAL). Na modalidade jogos, os temas são Acesso Aberto ao Conhecimento e Circuito Saudável.

É possível conhecer melhor cada um desses temas nos depoimentos gravados com pesquisadores e profissionais dessas áreas. Os vídeos estão disponíveis no canal da VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz, no Youtube.

Todos os participantes selecionados serão convidados para uma capacitação gratuita na plataforma IBM Bluemix, nas semanas que antecedem o evento. Durante a maratona, além da competição de desenvolvimento, haverá atividades culturais, de lazer e de saúde abertas a todos os participantes.

Os prêmios para a equipe vencedora do Hackathon em Saúde incluem apoio para participação na próxima Campus Party, em 2017, em São Paulo; um curso de desenvolvimento ágil de softwares por meio da plataforma Scrum Half; curso presencial e à distância em Data Science e Big Data Analytics; e, mentoria técnica sobre o IBM Bluemix e negócios, com especialistas da IBM, que é uma das parceiras do evento.

Maratona tecnológica

O termo hackathon resulta de uma combinação das palavras inglesas hack (programar de forma excepcional) e marathon (maratona). A maratona durará dois dias e os participantes terão um ambiente estimulante para conhecer outros profissionais da área, fazer networking e participar de um projeto colaborativo para proposição de soluções práticas relacionadas à saúde e ao bem-estar da população. Para se inscrever, acesse o site do evento.

hackathon interna

faperj2O governo do estado do Rio de Janeiro, a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) divulgaram em setembro o resultado da edição 2016 de dois de seus editais mais concorridos: Cientista do Nosso Estado (CNE) e Jovem Cientista do Nosso Estado (JCNE), ou bolsas de bancada para projetos (BBP). Foram concedidas 149 bolsas para CNE e 130 bolsas para o JCNE.

Flávia Lima do Carmo, professora do Instituto de Microbiologia Paulo de Góes (UFRJ), coordenadora adjunta da Agência UFRJ de Inovação e coordenadora do Ponto Focal Profnit na UFRJ, foi uma das contempladas na categoria "Jovem Cientista do Nosso Estado" com o projeto intitulado "Estudo Prospectivo da Nanotecnologia: avanços e potencialidades para o meio ambiente".

Juntos, os dois editais somam um investimento de cerca de R$ 25 milhões para os próximos três anos. Ambos os programas apoiam projetos coordenados por pesquisadores vinculados a instituições de ensino e pesquisa sediadas no estado do Rio de Janeiro. Os pesquisadores aprovados tiveram que comprovar vínculo empregatício em instituições de ensino e pesquisa fluminenses, projetos meritórios, produção científica qualificada, histórico de formação de recursos humanos e comprovação de atividades em escolas públicas do estado do Rio de Janeiro. No caso do JCNE, os pesquisadores proponentes deviam comprovar estar em uma fase intermediária de sua carreira acadêmica, e, no caso do CNE, deveriam manter reconhecida liderança em sua área.

“Os programas CNE e JCNE têm colocado uma quantidade considerável de recursos nos laboratórios de pesquisas dos mais conceituados cientistas e jovens cientistas do nosso estado. Sob forma de taxa de bancada, esses recursos são muito úteis na manutenção diária dos laboratórios. É um programa que se expandiu desde a sua criação e continua a crescer. É a forma mais perene de financiamento, sem burocracia e direto ao pesquisador, para a comunidade cientifica fluminense”, declarou o diretor Científico da FAPERJ, Jerson Lima.  Ele ainda acrescentou que “são programas bastante competitivos, com um grande número de submissões. E, para evitar qualquer tipo de conflito de interesses, sua avaliação tem sido realizada por um comitê de pesquisadores de fora do Rio de Janeiro”. Segundo Jerson Lima, a obrigatoriedade de realização de atividades científicas ou tecnológicas em escolas públicas também torna esses programas ainda de maior destaque para a divulgação científica.

sipid2016

 

O SIPID (Seminário Internacional Patentes, Inovação e Desenvolvimento), realizado pela ABIFINA, chega à sua sétima edição em 2016. Tendo como tema central “Os 20 anos da Lei de Propriedade Industrial”, o evento acontece no dia 20 de setembro, no Rio de Janeiro, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Este ano as discussões do evento giram em torno da propriedade industrial, em especial os impactos da Lei de Propriedade Industrial na pesquisa, no desenvolvimento e na fabricação de produtos industriais para áreas estratégicas no País, como a saúde humana.

A programação inclui palestras e debates sobre temas centrais para o desenvolvimento econômico e social do Brasil, que serão examinados no contexto da atual crise brasileira e da economia mundial. A conferência inaugural estará a cargo do embaixador Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores e da Defesa.

Todas as edições dos seminários têm por tradição reunir personalidades dos setores público e privado, incluindo executivos das maiores indústrias nacionais do complexo industrial da química fina, representantes da academia, do governo e de entidades setoriais, além de especialistas nacionais e internacionais. São atores engajados na formulação de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento do parque industrial brasileiro.

A programação pode ser vista aqui.

Entre as contribuições deixadas por edições anteriores dos SIPIDs, estão análises importantes que se tornaram subsídios para a formulação de ações destinadas à atuação da ABIFINA na defesa dos interesses das empresas nacionais.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através deste link.

profnitaulainauguralTiveram início no dia 02 de setembro as aulas do Mestrado Profissional em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação (PROFNIT) no ponto focal da UFRJ. A aula inaugural ocorreu no auditório do Instituto de Microbiologia Paulo de Góes, no CCS.

O programa é voltado ao aprimoramento da formação profissional dos interessados em atuar nas competências dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) e demais ambientes promotores de inovação. Inspirado na experiência bem sucedida do PROFMAT (Programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional), a ideia do PROFNIT é atender à necessidade das Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) de capacitarem seus gestores para a difícil tarefa de conduzir as questões relacionadas aos NITs.

Já aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) com nota 4, o curso foi elaborado pela Associação Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (FORTEC), contando com a participação de dezenas de docentes e pesquisadores do tema em várias instituições a ela associadas. Criado em 2006, o FORTEC é uma associação de representação dos responsáveis pelo gerenciamento das políticas de inovação e das atividades relacionadas à propriedade intelectual e à transferência de tecnologia nas universidades, institutos de pesquisa e demais instituições gestoras de inovação.

Como membro do FORTEC desde a sua fundação, a UFRJ é uma das instituições que foram consultadas sobre o interesse em integrar o PROFNIT, sinalizando de maneira positiva. Posteriormente foi proposto que coubesse à UFRJ assumir o papel de polo do PROFNIT no estado do Rio de Janeiro, atuando também na coordenação das atividades das demais instituições de ensino e pesquisa do estado, a exemplo de UEZO, UFRRJ, CEFET, além do próprio INPI.

Grande parte desta articulação envolvendo a UFRJ e outras instituições foi fruto do esforço da professora Flávia Lima do Carmo, coordenadora adjunta da Agência UFRJ de Inovação e coordenadora do Ponto Focal Profnit na UFRJ. Segundo ela: “Por ser um mestrado profissionalizante de âmbito nacional, é inestimável a contribuição do PROFNIT nesta área estratégica e de extrema importância para o desenvolvimento do país. O aumento de profissionais capacitados para trabalhar com propriedade intelectual e transferência de tecnologia irá contribuir de forma efetiva para acelerar o processo de inovação”.

A grade curricular do programa conta com cinco disciplinas obrigatórias e treze optativas/eletivas. As obrigatórias são: Conceitos e Aplicações de Propriedade Intelectual (PI); Conceitos e Aplicações de Transferência de Tecnologia (TT); Prospecção Tecnológica; Políticas Públicas de Ciência, Tecnologia e Inovação e o Estado Brasileiro; e Metodologia da Pesquisa Científico-Tecnológica e Inovação. Já as disciplinas eletivas são: Indicadores Científicos e Tecnológicos; Projetos em Ciência, Tecnologia e Inovação; Pesquisa Tecnológica Qualitativa e Quantitativa; Indicações Geográficas e Marcas Coletivas; Propriedade Intelectual e suas vertentes em Biotecnologia Fármacos e Saúde; Propriedade Intelectual nas Indústrias Alimentícia e Química; Propriedade Intelectual nas Engenharias e nas Tecnologias da Informação e Comunicação; Propriedade Intelectual no Agronegócio; Gestão da Transferência de Tecnologia em Ambientes de Inovação; Valoração Sistêmica de Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia; Negociação Contratos e Formalização de Transferência de Tecnologia; Empreendedorismo em Setores Tecnológicos; e Ambientes de Inovação e suas interações sistêmicas.

saboresesaberes2016

O Instituto de Nutrição Josué de Castro, a Agência UFRJ de Inovação e o Sistema de Alimentação/RU convidam para o VIII Encontro de Sabores e Saberes, evento que marca, em nossa Universidade, as comemorações do dia Mundial da Alimentação. A edição deste ano terá como tema central “Alimentação e sustentabilidade - a contemporaneidade de Josué de Castro” e integrará, em edição comemorativa, o evento que celebrará os 70 anos do INJC. O Encontro integrará atividades acadêmicas e culturais, incluindo exposição de trabalhos científicos e do memorial do evento, mesa redonda, além da feira agroecológica da UFRJ.

O evento ocorre no dia 29 de setembro, das 13h30 às 16h3, no auditório Prof. Rodolpho Paulo Rocco (Quinhentão), no subsolo do bloco K do prédio sede do CCS, Ilha do Fundão.

Mais informações e programação no endereço: www.nutricao.ufrj.br

ivenac1O IV Encontro Nacional de Acessibilidade Cultural (Enac) teve início quinta-feira (01/09). A roda de conversa que abriu o evento apresentou o fórum permanente UFRJ Acessível e Inclusiva, que ampliará a acessibilidade em projetos e obras, assuntos acadêmicos e legislação na Universidade. A Reitoria anunciou que pretende implantar, através do Escritório Técnico da Universidade (ETU), o design universal em todos os prédios e instalações, para atender às pessoas com diferentes formas de deficiência.

Além da apresentação do Fórum, a roda de conversa que abriu o evento debateu questões como os diversos desafios em acessibilidade cultural. As formas de superar a invisibilidade social da pessoa com deficiência e a adaptação de softwares para as diferentes regiões do país também estiveram em pauta, bem como a inclusão de disciplinas sobre acessibilidade em todos os cursos de graduação.

A jornalista Lucília Machado, coordenadora do Projeto Sensibiliza UFF, foi convidada a contar sua experiência à frente do projeto e como portadora de deficiência física. “Descobri que várias cidades não têm rampa, nem banheiro adaptado, e descobri também que acessibilidade não é só rampa e banheiro adaptado. É muito mais, é ter acessibilidade atitudinal. É você educar contra o preconceito”, comentou.

Para Agnaldo Fernandes, chefe do Gabinete do Reitor, um dos primeiros desafios do fórum permanente UFRJ Acessível e Inclusiva será fazer com que a Universidade tenha conhecimento sobre as ações de acessibilidade que já existem na UFRJ. “Nosso papel é integrar. A nossa universidade tem uma cultura da fragmentação. Temos relatos de diversas experiências de ponta e históricas e, há vinte anos, um núcleo que é referência. Infelizmente, a UFRJ não é acessível. Apesar de todas essas experiências. Eu fico extremamente emocionado e orgulhoso disso acontecer na UFRJ. Mas a UFRJ não sabe que isso acontece. E esse é o nosso primeiro desafio.”

O fórum será lançado formalmente, no dia 20/9, pelo reitor Roberto Leher. Além das questões sobre acessibilidade arquitetônica, o objetivo é ampliar a presença do tema no cotidiano da Universidade por meio de um calendário anual de ações. Jean Cristophe Houzel, do programa ReAbilitArte da UFRJ, falou sobre a criação de um aplicativo que permita identificar os recursos acessíveis na Universidade. O pesquisador anunciou que um mapeamento do grau de acessibilidade nas vias da UFRJ está em fase de andamento. Os dados contribuirão para realizar melhorias nos campi.

Sobre o Enac

O IV Enac tem como objetivo divulgar e aproximar experiências, iniciativas, parceiros e instituições que atuem em prol da cultura acessível, bem como promover reflexão sobre a cidadania cultural da pessoa com deficiência e fomentar intercâmbios e redes.

O evento tem como público-alvo principal os produtores, realizadores e gestores públicos da área cultural. Mas educadores, familiares e profissionais das demais áreas também encontrarão uma grande oportunidade para conhecerem melhor as experiências e desafios para a promoção de uma cidade inclusiva.

Acesse a programação em https://enacufrj.wordpress.com.

 

FONTE: Thaynara Lima

FOTO: Carolina Pessanha

parqueyoutubeO Parque Tecnológico da UFRJ lançou hoje, dia 2 de setembro, seu canal no YouTube – o Inova Parque.  O canal irá abrigar palestras e seminários realizados no Parque e na Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ, além de produzir conteúdo próprio com dicas sobre empreendedorismo e relatos de centros de pesquisa de empresas que vêm transformando ciência em produtos e serviços para o bem-estar da sociedade.

O canal estréia contando a história da GPE, que começou em um laboratório da UFRJ, passou pela Incubadora de Empresas da Coppe e hoje faz parte do programa de pós-incubação do Parque. Sua história é de sucesso – mais de 6 mil clientes usaram sua tecnologia de computação de alto impacto e monitoramento -, mas o caminho até lá não foi tão fácil. Confira esta e outras dicas no canal.


Para mais informações sobre o Inova Parque UFRJ, confira a matéria no site do Parque Tecnológico.

centrochinabrasilPolíticas de inovação bem-sucedidas, instrumentos de transferência de tecnologia e pesquisas voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas foram objeto de debate no 1º Fórum China América Latina de Inovação e Tecnologia, que foi realizado na Coppe/UFRJ, nos dias 29 e 30 de agosto.

O evento promovido pelo Centro China-Brasil de Mudança Climática e Tecnologias Inovadoras para Energia reuniu pesquisadores, secretários de governo e dirigentes de universidades e institutos de pesquisas do Brasil, China, Argentina, Colômbia, Chile, Cuba e Peru, no auditório da Coppe. O Fórum foi uma primeira iniciativa para ampliar a já bem-sucedida cooperação acadêmica entre a Coppe e a Universidade de Tsinghua, e possibilitou que acadêmicos latino-americanos e chineses apresentassem o estado da arte do ambiente de pesquisa científica e inovação tecnológica em suas nações.

O professor Dehua Liu, diretor da Universidade de Tsinghua e co-presidente do Centro China-Brasil, fez uma apresentação acerca da política de inovação tecnológica chinesa. Segundo Liu, o objetivo da política chinesa é otimizar os ambientes de inovação e empreendedorismo; reforçar o caráter inovador das instituições acadêmicas; reforçar leis de proteção intelectual e erigir um sistema estrito de propriedade intelectual.

Além disso, o governo chinês colocou como meta quebrar monopólios e segmentação de mercado que restringem a inovação, reforçando leis antitruste e proibindo condutas monopolistas e abuso da dominância de mercado.

"Em 2015, a China aprimorou sua legislação para acelerar a transferência de conquistas científicas e tecnológicas. A nova lei apoia a inovação com políticas fiscais e tributárias e políticas pós-subsídios, visando encorajar empresas a ampliar investimentos em pesquisa e desenvolvimento, com incentivos fiscais. A competição é a melhor maneira de incentivar a inovação tecnológica", relatou o professor Liu.

Buscando o próprio caminho para a inovação

Na avaliação do vice-diretor da Coppe e também presidente do Centro China-Brasil, professor Romildo Toledo, o ambiente de inovação está bem estabelecido no país, com a existência de parques tecnológicos e startups, mas é preciso avançar na transferência de tecnologia à sociedade.  Para Toledo, a China tem avançado rapidamente neste quesito, mas o modelo, ainda que inspirador, não pode ser copiado, pois cada país tem suas próprias especificidades legais, burocráticas e políticas. "Não há outra forma de desenvolver o país, senão com políticas de alto nível em educação, ciência e tecnologia", afirmou o professor.

Luiz Augusto de Castro Neves defende maior abertura comercial e ênfase na produtividadeO diplomata Luiz Augusto de Castro Neves, presidente do Conselho Empresarial Brasil-China, destacou que a produtividade é essencial para a perspectiva econômica de um país, sobretudo quando a sua população está em processo de envelhecimento. "Como os inputs (capital e trabalho) não podem crescer indefinidamente, a produtividade - que permite produzir mais com o mesmo estoque de insumos - é que permite o crescimento sustentável no longo prazo", explicou Castro Neves.

"Os chineses foram ágeis em perceber uma característica da globalização: a internacionalização dos processos produtivos, e se inseriram nas cadeias de valor de maneira mais vantajosa. Os produtos chineses invadiram o mercado internacional, mas a China exporta muito porque importa muito também. A América Latina, por sua vez, pautou seu desenvolvimento, historicamente, na substituição de importações, o que levou a uma tendência ao protecionismo e pouca ênfase na busca por produtividade", comparou o diplomata, que foi embaixador em Pequim (2004-2008).

Para Daniel Lau, diretor da empresa de consultoria KPMG, vive-se um momento especial na relação bilateral, no qual os investimentos trazem tecnologia e demanda por serviços e fornecedores brasileiros, além da geração de empregos. "É uma bola de neve. Quanto mais empresas chinesas vêm ao Brasil, mais seus competidores na China ficarão curiosos em descobrir o mercado, saber porque essas empresas estão vindo, e pensarão em investir também", avaliou Lau.

A coordenadora de tecnologia industrial básica do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Cristina Akemi, ponderou que embora o Brasil seja o 13º país no mundo em produção de conhecimento, é apenas o 69º no Índice de Inovação Global. Para fazer frente a isso, o governo federal lançou a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2016-2019, que, dentre outras diretrizes, estabelece a meta de que o investimento no setor chegue a 2% do PIB.

Transferindo tecnologia

Cristina apresentou alguns dos instrumentos e instituições, por meio dos quais o ministério pretende aprimorar o ambiente de inovação no país, dentre os quais, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), o Programa Nacional de Apoio às Incubadoras de Empresas e aos Parques Tecnológicos (PNI), o Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec), e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que apoia financeiramente projetos de pesquisa por meio de 16 fundos setoriais.

O professor José Carlos Pinto, do Programa de Engenharia Química da Coppe, atualmente diretor do Parque Tecnológico da UFRJ, apresentou um panorama das atividades do Parque e destacou a diversificação das mesmas, antecipou que em 2017, duas novas empresas inaugurarão seus centros de pesquisa no Parque, a L´Oreal e a Ambev.

Pinto ressaltou que não obstante o Parque Tecnológico seja visto como um projeto maduro, ele teve sua urbanização iniciada em 2003, e recebeu a primeira grande empresa, a Schlumberger, em 2007. "Em 10 anos, o cenário mudou rapidamente. Isso mostra como o ambiente é dinâmico, e como há margem para muitas realizações. Estamos finalizando nosso plano estratégico para os próximos trinta anos, almejando expandir atividades, diversificar o portfólio, estabelecer parcerias internacionais e estimular as pequenas e médias empresas", explicou o diretor do Parque.

O professor da Coppe enfatizou ainda que o Parque tem diversificado suas atividades, oferecendo serviço de pós-incubação, para empresas de todo o país, recém-graduadas de incubadoras; co-working, com 40 espaços de trabalho (workstations) individuais, 313,5 m² de área compartilhada (shared area) e salas de convivência (meeting rooms).
 
Mudanças climáticas: a vulnerabilidade dos mais pobres

Na terça-feira, os debates se concentraram no combate às mudanças climáticas. Foi consenso a necessidade da articulação entre ciências humanas, hard sciences e políticas governamentais para que o desenvolvimento sustentável seja priorizado.

"Com o aquecimento global, eventos climáticos extremos se tornarão mais frequentes", explica Germán PovedaNa opinião do professor Germán Poveda, do departamento de Geociências e Meio-Ambiente da Universidade Nacional da Colômbia, a influência humana no clima é clara, o aquecimento global inequívoco, e a vulnerabilidade climática é maior nos países tropicais, sobretudo na América do Sul, África subsaariana e Sudeste asiático.

Segundo estimativas, a Colômbia pode ter uma perda de até 77% do seu PIB devido às mudanças climáticas. O país produz cerca de 80% de sua energia a partir de hidrelétricas e uma frequência maior de estações secas comprometerá o abastecimento do país. Além disso, explicou o professor, "o degelo nos Andes afeta o abastecimento de água na Bolívia e no Peru e compromete os ecossistemas da região. A América Central e o Caribe se tornam mais expostos a tornados e furacões, que incidirão com maior frequência e magnitude. A incidência de doenças como malária e dengue é maior durante o fenômeno El Niño, e com o aquecimento global este e outros eventos climáticos extremos se tornarão mais frequentes".

"Mas há esperança, pois a opinião pública está mobilizada e isso influencia os políticos e demais tomadores de decisão. A preocupação com a preservação ambiental e as mudanças climáticas não é mais uma questão para acadêmicos e ambientalistas, e já é pauta até do Vaticano (Encíclica Laudate Si), de bilionários como Bill Gates e até mesmo o FMI já defende a taxação das emissões de carbono", celebrou Poveda.

O professor Zhou Jian, do Instituto de Energia, Meio Ambiente e Economia, da Universidade de Tsinghua, explicou que a China persegue suas metas climáticas com cooperação Sul-Sul (parceria entre países em desenvolvimento), colaborando com as nações latino-americanas por intermédio da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) e com os países africanos por meio de incentivo financeiro.  De acordo com Jian, para viabilizar este incentivo, o governo chinês constituiu o Fundo de Cooperação Climática Sul-Sul, que, entre 2005 e 2010, desenvolveu 115 projetos de cooperação, no montante de 180 milhões de dólares. Só em treinamento e capacitação foram 85 parcerias com as nações da África. Em 2013, o presidente Xi Jinping anunciou que elevaria para US$3,1 bilhões o aporte de recursos ao Fundo.

A engenheira Gleyse Peiter, coordenadora do Laboratório Herbert de Souza da Coppe, apresentou iniciativas inovadoras de cunho social, explicitando as atividades da Rede Nacional de Mobilização Social e do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas. De acordo com Gleyse, os grupos mais afetados pelas mudanças climáticas são as comunidades tradicionais, os povos indígenas, os camponeses que trabalham na agricultura familiar, e pessoas em situação de extrema pobreza.

Segundo Gleyse, os estudos desenvolvidos pela Coppe e seus laboratórios contribuíram para que o governo formulasse suas propostas nas Conferências das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 15 e 16), e também forneceram subsídios para a elaboração do Plano Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC), regulamentado em 2009, e do Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima (PNA), lançado em 2016.

A professora Suzana Kahn, do Programa de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ, e coordenadora-executiva do Fundo Verde da UFRJ, por sua vez, apresentou as ações de sustentabilidade desenvolvidas na Cidade Universitária, viabilizadas financeiramente pelo Fundo.

Dentre elas, o maior estacionamento solar do país em geração de energia, com espaço para 55 carros e capacidade para gerar 140 KW por ano; bicicletários; o Caronaê, aplicativo de mobilidade compartilhada; e a instalação de equipamentos de iluminação mais eficiente, o que gerou 400 mil reais por ano de economia na conta de luz da universidade. "Devemos usar o campus como laboratório para testarmos conceitos e produtos, que poderão ser replicados no Rio de Janeiro e outras cidades", defendeu Suzana Kahn.

 

FONTE: COPPE

novositepr2

A PR2 informa que está no ar a sua nova página (http://pr2.ufrj.br) e convida todos(as) a acessarem e avaliarem as novas interfaces. A ação faz parte de um projeto de reestruturação das comunicações da PR2.

 

biotecnologiaTransferir tecnologias é o objetivo final de grande parte das ações da Agência UFRJ de Inovação, principalmente aquelas relacionadas à proteção do conhecimento. É por meio de mecanismos de Transferência de Tecnologia tais como licenciamentos e contratos de parcerias que a Agência contribui para que os produtos e processos pesquisados na Universidade Federal do Rio de Janeiro cheguem de fato à sociedade.

As tecnologias protegidas da UFRJ são classificadas em diversos campos científicos, dentre os quais está o de Biotecnologia. Pertencem a esta área todas as aplicações tecnológicas que se utilizam de sistemas biológicos para fabricar ou modificar produtos ou processos.

 

Método para aumento de produtividade agrícola

Embora não seja tradicionalmente classificada como biotecnologia, a agricultura claramente se encaixa na definição ampla de "usar um sistema biotecnológico para fazer produtos", de tal modo que o cultivo de plantas pode ser interpretado como um dos primeiros pilares da biotecnologia. Isto remete justamente a uma das inovações desta área que atualmente estão disponíveis para transferência por intermédio da Agência UFRJ de Inovação, o “Método de promoção do aumento exacerbado da biomassa vegetal”. A tecnologia consiste em um método de promoção do aumento exagerado da biomassa vegetal por modificação genética. Os experimentos relacionados a esta pesquisa demonstraram este aumento pode chegar a atingir níveis que variam de 30% a 80% quando comparados ao crescimento que normalmente é observado nas plantas em seu estado natural.

Nas últimas décadas, vem aumentando o número de pesquisas que visam à obtenção de plantas geneticamente modificadas que apresentem um crescimento mais vigoroso que aquele verificado na natureza. Não é difícil entender o motivo. O aumento da produtividade agrícola tem um imenso potencial para solucionar não apenas questões relativas à produção de alimentos, mas também impacta diretamente a produção de biocombustíveis e, de maneira indireta, a poluição do meio ambiente. Nunca é demais lembrar que nosso principal insumo para produção de combustível, o petróleo, não é renovável. Daí a importância do desenvolvimento de novas tecnologias direcionadas a este tema.

 

Processo de obtenção de açúcares e lignina da biomassa

Ainda no que diz respeito ao ramo de biocombustíveis, o atual portfólio de proteções da Agência UFRJ de Inovação conta também com outra invenção que apresenta alto potencial comercial para impactar o setor. Trata-se de um novo processo para extração de moléculas orgânicas a partir de biomassas que tradicionalmente acabam sendo inutilizadas por serem rejeitos do agronegócio tais como o bagaço da cana-de-açúcar e as palhas de milho, soja e arroz, por exemplo. Apesar de subestimado, este material que por diversas vezes acaba sendo completamente descartado é, na verdade, uma valiosa fonte para a extração de açúcares que podem ser aplicados na produção de etanol.

Através do uso dos procedimentos adequados, as biomassas em questão podem vir a ser reaproveitadas enquanto fontes renováveis de energia, viabilizando sua utilização como substitutos baratos para os combustíveis fósseis. Suas origens são as mais diversas, perpassando um leque de possibilidades que se estende desde os tradicionais resíduos da agroindústria, da indústria papeleira e madeireira, até o cultivo de algas.

Por sinal, estudos visando à utilização de biomassas lignocelulósicas e da biomassa de algas na produção de etanol e biodiesel vem aumentando a cada ano. Entretanto, seu processamento sempre constituiu um grande desafio por conta do alto grau de complexidade dos processos envolvidos. No caso específico das biomassas lignocelulósicas (termo empregado para designar um conjunto de macromoléculas orgânicas complexas constituídas muitas vezes de pectinas, ligninas, hemicelulose e celuloses as quais podem estar ligadas ou não entre si), existem especificidades que dificultam a sua utilização em processos industriais: densidade relativamente baixa de energia, grande volume que dificulta o transporte, composição não uniforme etc.

Por outro lado, esta nova tecnologia da UFRJ torna viável a produção de moléculas orgânicas a partir da biomassa ao atuar no seu pré-tratamento com um líquido iônico em um misturador, permitindo o tratamento contínuo e com altas cargas de sólidos. A invenção também proporciona benefícios e melhorias às técnicas que já são tradicionalmente utilizadas, além de contribuir para o aperfeiçoamento da obtenção de insumos para a produção do etanol. Esta tecnologia inédita, denominada “Processo de produção de moléculas orgânicas a partir da biomassa”, contou com o envolvimento de pesquisadores da UFRJ em parceria com a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e atualmente também está disponível para transferência aos interessados em inseri-la em suas cadeias produtivas.

 

Novo processo para obtenção de compostos orgânicos em vegetais

Não só as pesquisas voltadas ao aproveitamento da biomassa, mas também a exploração de compostos naturais, como um todo, têm observado um grande crescimento no Brasil, principalmente no que se refere às indústrias da beleza e alimentícia. A tecnologia denominada “Processo de fracionamento de extratos vegetais para a obtenção de moléculas polares com alta massa molar” apresenta grande potencial para ser aplicado não apenas nestes dois setores, mas também na indústria farmacêutica.

O primeiro objeto dessa tecnologia se trata de um processo de fracionamento de extratos vegetais que ocorre de forma sequencial e pode ser realizado de modo operacional (batelada ou diafiltração). O segundo escopo é o uso das frações do extrato obtidas pelo processo de fracionamento na indústria alimentícia, farmacêutica, cosmética e de química verde. Ao permitir o enriquecimento das frações obtidas nas moléculas polares com alta massa molar, inicialmente presentes no extrato em baixa concentração, suas possibilidades de utilização acabam alcançando um espectro de amplitude que engloba desde trabalhos de prospecções fotoquímicas até a produção de composições com ação antioxidante, anti-inflamatória e anticancerígena, apenas para citar alguns exemplos.

 

Nova tecnologia para limpeza de água e solo após derramamento de óleo

Voltando à questão da poluição, diversos acidentes ambientais envolvendo navios, portos, terminais, oleodutos e refinarias são registrados todos os anos por conta da grande utilização que a indústria petrolífera faz do transporte marítimo. Nos ambientes naturais, o petróleo é de difícil remoção porque seus hidrocarbonetos se adsorvem a superfícies, causando sérios e perigosos danos ao meio ambiente.

Por conta disso, tecnologias responsáveis por viabilizar a limpeza destes ecossistemas e a minimização dos impactos ambientais ocasionados pelos vazamentos de óleo acabaram ganhando muita importância e se tornaram outro vasto e nobre campo para a pesquisa acadêmica. Neste sentido, tanto o emprego de micro-organismos naturais (biorremediação) quanto a administração de biossurfactantes (compostos de origem microbiana que possuem atividade superficial, ou seja, têm a capacidade de reduzir a tensão superficial) têm demonstrado uma considerável capacidade de promover a remoção eficiente deste material contaminante, configurando-se assim enquanto importantes alternativas aos produtos já existentes.

Tendo isso em vista, pesquisadores da UFRJ desenvolveram a “Burkholderia kururiensis geneticamente modificada – método para produção de biossurfactante do tipo raminolipídeos e usos”, que consiste justamente em um novo método biotecnológico aplicado na remoção de vazamentos de óleo e contaminação de água e solo por metais pesados.


Parcerias

As quatro tecnologias apresentadas estão disponíveis na Agência UFRJ de Inovação para serem licenciadas. Maiores esclarecimentos sobre as possibilidades de parcerias visando a inserir estas inovações, de maneira sustentável, na cadeia produtiva podem ser obtidos entrando em contato com a Agência.

 

centro china brasilPesquisadores, secretários de governo e dirigentes de universidades e institutos de pesquisas do Brasil, China, Colômbia, Chile, Cuba e Peru estarão reunidos na Coppe/UFRJ, dias 29 e 30 de agosto, para participar do 1º Fórum China América Latina de Inovação e Tecnologia. Promovido pelo Centro China-Brasil de Mudança Climática e Tecnologias Inovadoras para Energia, o evento tem como objetivo discutir experiências, desafios e possíveis melhorias nos mecanismos voltados para a transferência de tecnologia da universidade para o setor industrial. Aberto ao público, o Fórum será realizado no auditório da Coppe, no bloco G, sala 122, Centro de Tecnologia, na Avenida Horácio Macedo, 2030, Cidade Universitária.

A abertura contará com a presença do reitor da UFRJ, professor Roberto Leher, do diretor da Coppe, professor Edson Watanabe, do diretor de Relações Institucionais da Coppe, professor Luiz Pinguelli Rosa, do professor He Jiankun, da Universidade de Tsinghua, e do doutor Mo Hongjun, conselheiro para Assuntos Científicos e Tecnológicos da Embaixada da China no Brasil.

Sobre o Centro China-Brasil

Fundado em 2009, o Centro China-Brasil de Mudança Climática e Tecnologias Inovadoras para Energia é resultado da cooperação tecnológica e acadêmica firmada, entre a Coppe, maior centro de pesquisa em engenharia da América Latina, e a Universidade de Tsinghua, principal universidade chinesa na área de engenharia. O Centro visa promover a cooperação acadêmica, científica e tecnológica entre os dois países nas áreas de mudança climática, energia, tecnologia e inovação.

O Centro China-Brasil está sediado na Universidade de Tsinghua, em Pequim, e mantém representações na China e na sede da Coppe, no Rio de Janeiro.


Confira aqui a programação completa do evento.

FONTE: PLANETA COPPE

enac

O Encontro Nacional de Acessibilidade Cultural – ENAC é uma iniciativa do Curso de Especialização em Acessibilidade Cultural. Desenvolvida pelo Departamento de Terapia Ocupacional e pelo Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, essa iniciativa que conta com o apoio do Ministério da Cultura tem sido um instrumento importante para a promoção da pauta do direito das pessoas com deficiência no que diz respeito à cidadania cultural, além de ser um espaço de difusão de experiências, aproximação e fortalecimento de políticas públicas, construção de parcerias institucionais e fomento de novas ações e projetos em acessibilidade cultural para pessoas com deficiência. Em sua quarta edição, a proposta do ENAC é dar continuidade à sua missão: divulgar e aproximar experiências, iniciativas, parceiros e instituições que atuem em prol da cultura acessível, promover reflexão sobre a cidadania cultural da pessoa com deficiência e fomentar intercâmbios e redes.

Em 2013, o I ENAC foi o evento de inauguração da primeira turma do Curso de Especialização em Acessibilidade Cultural. Na ocasião, realizou-se também o III Seminário Nacional de Acessibilidade em Ambientes Culturais (III SENAC), promovido pelo Núcleo Pró-Cultura Acessível da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com quem foi firmada uma parceria visando a iniciar a construção de uma rede de formação em acessibilidade cultural no país.

Junto a esses eventos, ocorreu a I Conferência Livre de Acessibilidade Cultural, que articulou delegados e apresentou 90 propostas para a III Conferência Nacional de Cultura, aprovando entre outras, a meta 3.18 como prioritária do eixo III. Em maio de 2014, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, através do Setor de Acessibilidade da Secretaria de Educação a Distância desta instituição, realizou-se o II ENAC e o IV SENAC. A iniciativa fez parte da programação do TEIA da Diversidade – Encontro Nacional dos Pontos de Cultura.

No ano de 2015, em sua terceira edição, o ENAC voltou a ser realizado na cidade do Rio de Janeiro, no âmbito da segunda turma do Curso de Especialização em Acessibilidade Cultural da UFRJ, potencializando a continuidade das ações em rede, socializando conhecimentos e experiências, mobilizando parceiros, articulando e pautando as políticas públicas culturais. O III ENAC teve programação ampliada, incluindo atividades do Grupo de Trabalho (GT) de Pontos de Cultura e Acessibilidade da Rede do Programa Cultura Viva e o Seminário Acessibilidade Cultural e Audiovisual, refletindo a crescente relevância do tema para esta que é uma das principais vertentes das Indústrias Culturais e Criativas. Também foi realizado o Encontro Acessibilidade, Terapia Ocupacional e Cultura, que discutiu o perfil do terapeuta ocupacional em relação a ações e iniciativas que mobilizem e favoreçam a promoção e a institucionalização da cidadania cultural. As três edições do ENAC registraram um público de 430 participantes. Destaca-se a importância das parcerias que realizamos com a UFRGS e a UFRN, instituições aliadas para o projeto de formação interinstitucional.

O IV ENAC acontece entre os dias 1º e 10 de setembro de 2016. A programação proposta envolve a realização de oficinas, rodas de conversa, mesas redondas, exposição de pôsteres dos trabalhos científicos produzidos pelos discentes de pós-graduação e a realização do evento Sencity em parceria com o MAM-SP. O evento toma lugar no Colégio Brasileiro de Altos Estudos, no Flamengo; na Casa da Ciência, em Botafogo; no Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, além do Laboratório de Tecnologia Assistiva e do Museu da Geodiversidade, na Cidade Universitária na Ilha do Fundão. Outras atividades também serão realizadas no Cinema Nosso, na Lapa.

Confira, a seguir, a programação do evento:

 

OFICINAS DE ACESSIBILIDADE CULTURAL (01/09 a 09/09)

Dirigidas a um público distinto e com carga horária especifica, as 16 oficinas oferecidas durante o IV ENAC têm como objetivo sensibilizar e capacitar os participantes em diferentes conteúdos e tecnologias que auxiliam a promoção da cidadania cultural das pessoas com deficiência.

Para possibilitar a participação de forma ampliada, os interessados devem se inscrever em apenas duas oficinas da programação, indiferente de sua participação no seminário.

Recursos de acessibilidade: mediação em libras.

 

SEMINÁRIO DE ACESSIBILIDADE CULTURAL – ENAC (05/06 e 06/09)

Nas edições anteriores, o ENAC se concentrou na realização do Seminário. Na segunda edição, realizada em maio de 2014, na cidade de Natal, em parceria com a UFRN e com o Encontro Nacional de Pontos de Cultura – TEIA Nacional, foi oferecida uma grade de oficinas que proporcionou capacitação aos interessados.

Este ano, o seminário do IV ENAC propõe alguns temas que ainda não haviam sido oferecidos aos participantes ao mesmo tempo em que mantém outros para aprofundar as questões da acessibilidade cultural para pessoas com deficiência, a partir de novas e antigas vozes.

Recursos de acessibilidade: legendagem em tempo real, tradução e interpretação em libras e audiodescrição.

Local: Salão do Colégio Brasileiro de Altos Estudos – CBAE/UFRJ, Av. Rui Barbosa, 762 – Flamengo

 

CONFERÊNCIAS (05/09 e 08/09)

- Deficiência, Discriminação e Igualdade, com Izabel Maior/ UFRJ (05/09, 10h45)

- Arte e acessibilidade cultural, com Betty Siegel/ Diretora do VSA (Very Special Arts) e de Acessibilidade no The John F. Kennedy Center for the Performing Arts (08/09, 9h)

Recursos de acessibilidade: legendagem em tempo real, tradução e interpretação em libras e audiodescrição

Local: Salão do Colégio Brasileiro de Altos Estudos – CBAE/UFRJ, Av. Rui Barbosa, 762 – Flamengo

 

RODAS DE CONVERSA

 A proposta das rodas de conversa no IV ENAC tem como objetivo fomentar provocações e apontar desafios e possibilidades. Cada convidado terá de 5 a 10 minutos para expor suas impressões sobre o tema. Depois o debate será aberto para que os participantes inscritos apresentem suas questões, iniciando a troca de informações, experiências e reflexões através de um diálogo horizontal entre os convidados provocadores e o público inscrito interessado no tema. A Roda de Conversa "UFRJ Acessível", será coordenada por Iris Guardatti, responsável pelo setor de Inovação Social da Agência UFRJ de Inovação.

 

PROGRAMAÇÃO CULTURAL

Diversas manifestações culturais e linguagens artísticas integram a programação do IV ENAC.

Um Pé de Poemas e Livros Acessíveis, atividade de mediação de leitura coordenada pelo Pontão de Cultura TEAR, dará aos participantes os frutos da acessibilidade de fruição estética da poesia escrita logo no primeiro dia.

Até o dia 7, o evento contará com a exposição “Fotografando com os Sentidos”, de fotógrafos cegos de Natal-RN, a partir da oficina Não Ver e Ser Visto, além da Exposição de Pôsteres Científicos dos trabalhos de conclusão de curso das duas turmas da Especialização em Acessibilidade Cultural da UFRJ.

No dia 3, será realizada uma sessão do cineclube ENAC na Casa da Ciência da UFRJ que exibirá o longa Mutum.

Nos dias 5 e 6, o evento abrigará a instalação Acessibilidade Hi-Tech, desenvolvida no Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ, e uma mostra da exposição O Mar Brasileiro na Ponta dos Dedos, do Museu Nacional/UFRJ.

No dia 9, o evento segue para a Quinta da Boa Vista, para uma história deste parque municipal, além de uma visita acessível pelo Museu Nacional.

Por fim, o IV ENAC se encerrará com a realização da Sencity UFRJ, primeira edição carioca deste evento multissensorial de conexão entre surdos e música, criado na Holanda e difundido internacionalmente. Pista de dança vibratória, aromas jóqueis, food jóqueis e diversas outras atrações que “só sentindo, não dá pra explicar”.

Para saber mais sobre o ENAC clique aqui.

INPIlogoA Academia de Propriedade, Inovação e Desenvolvimento do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) promove gratuitamente, do dia 21 a 23 de setembro, das 13h30 às 17h30, o curso "Marcaslab: Oficina de Registro de Marcas para a Indústria Criativa", que será ministrado na sede do INPI, no Rio de Janeiro. O curso é destinado a profissionais com formação em  áreas de criação de conteúdo, design, moda, publicidade, marketing, games e setores afins.

O curso tem por objetivo capacitar profissionais para entenderem na prática como funciona o registro de marcas. Para participar, é necessário apresentar o Certificado do Curso Geral de PI (DL 101 PBr) oferecido à distância pelo INPI, em parceria com a OMPI. Além disso, será necessário apresentar documento que comprove formação nas áreas específicas (os participantes serão convidados a criar uma marca para um cliente fictício, a fim de exercitarem os conceitos que serão debatidos ao longo da oficina. Assim, espera-se familiaridade com softwares de criação de imagens, que estarão disponíveis nos computadores em sala de aula).

São 24 vagas distribuídas por ordem cronológica das inscrições, que ficam abertas até 30 de agosto ou até que todas as vagas sejam preenchidas. O aceite da inscrição, que está sujeito à disponibilidade de vagas, será encaminhado por e-mail. Clique aqui para se inscrever.

O curso será realizado no Laboratório de Informática do INPI, localizado na Rua Mayrink Veiga, 9 – Centro/ Rio de Janeiro.

gilbertovelho2015Concedido pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PR-2) em parceria com o Parque Tecnológico da UFRJ, o prêmio Gilberto Velho de Teses contemplou os melhores trabalhos finais de doutorado defendidos na UFRJ em cinco áreas: Ciências da Vida; Ciências Tecnológicas e da Natureza; Ciências Sociais e Humanas; Letras e Artes; e Tese Inovadora. Essa última categoria é destinada a teses defendidas em qualquer área ou programa de pós-graduação que tenham gerado produtos ou processos inovadores, não necessariamente patenteados. Os autores das teses premiadas receberam o valor de R$10 mil reais. 

Na categoria Tese Inovadora, o aluno George Carneiro Campelo, do Programa de Engenharia Civil (PEC), foi agraciado pela tese intitulada "Metodologia de projeto para o sistema de ancoragem de conectores de dutos flexíveis e proposição de nova tecnologia". Campelo foi orientado pelo professor Gilberto Ellwanger (PEC) e pelo professor José Renato Mendes de Sousa (Escola Politécnica - Poli/UFRJ). Outros três alunos da Coppe/UFRJ também foram premiados.

O estudante do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação (PESC), Alexandre Solon Nery, foi premiado na categoria Ciências Tecnológicas e da Natureza pela tese "Automatic complex Instruction Identification for Efficient Application Happing on to ASIPs". Nery foi orientado pelo professor Felipe França, do PESC/Coppe, com coorientação dos professores Nadia Nedjah (Uerj), Lech Józwiak (Universidade de Tecnologia de Eindhoven - Holanda) e Henk Corporaal (Universidade de Tecnologia de Eindhoven - Holanda).

Foram agraciadas com menções honrosas, na categoria Ciências Tecnológicas e da Natureza, a tese "Reconfiguração de Robôs Móveis com Articulação Ativa Navegando em Terrenos Irregulares", defendida por Gustavo Medeiros Freitas, orientado pelos professores Fernando Lizarralde e Liu Hsu, do Programa de Engenharia Elétrica (PEE); e "Simulação de Escoamentos Multifásicos Polidispersos Multivariados", de autoria  de Jovani Luiz Favero, sob a orientação dos professores Paulo Laranjeira Lage, do Programa de Engenharia Química (PEQ) e Luiz Fernando Lopes, da Escola de Química (EQ/UFRJ).

Confira abaixo a lista completa de premiações:

 

MELHORES TESES

Ciências da Vida
Programa: Ciências Morfológicas
Título da tese: Interação entre células sanguíneas, neurodegeneração e neurogenese em crustáceos decápodes
Autora: Paula Grazielle Chaves da Silva
Orientadora: Silvana Allodi

Ciências Tecnológicas e da Natureza
Programa: Engenharia de Sistemas e Computação
Título da tese: Automatic complex Instruction Identification for Efficient Application Happing on to ASIPs
Autor: Alexandre Solon Nery
Orientadores: Felipe Maia Galvão França, Nadia Nedjah, Lech Józwiak e Henk Corporaal

Ciências Sociais e Humanas
Programa: Antropologia Social
Título da tese: Êxodo e refúgios: colombianos refugiados no sul e sudeste do Brasil
Autora: Angela Facundo Navia
Orientadora:  Adriana de Resende Barreto Vianna

Letras e Artes
Programa: Artes Visuais
Título da tese: Legitimação Internacional da Arte Contemporânea Brasileira, análise de um percurso:1940-2010
Autora: Daniela Hockmann Labra
Orientador: Paulo Venâncio Filho

Tese Inovadora
Programa: Engenharia Civil
Título da tese: Metodologia de projeto para o sistema de ancoragem de conectores de dutos flexíveis e proposição de nova tecnologia
Autor: George Carneiro Campelo
Orientadores: Gilberto Bruno Ellwanger e José Renato Mendes de Sousa


MENÇÕES HONROSAS

Ciências da Vida
Programa: Odontologia
Título da tese: Componentes salivares e fatores de risco associados à cárie  dentária
Autor: Tatiana Kelly da Silva Fidalgo
Orientadores: Ivete Pomarico Ribeiro de Souza, Ana Paula Canedo Valente e Liana Bastos Freitas Fernandes

Programa: Ciências Biológicas (Biofísica)
Título da tese: Efeitos do ranelato de estrôncio na mineralização óssea e na interação de osteoblastos com superfícies de titânio
Autor: William Querido Maciel
Orientadores: Marcos Farina de Souza Karine Anselme

Ciências Tecnológicas e da Natureza
Programa: Engenharia Elétrica
Título da tese: Reconfiguração de Robôs Móveis com Articulação Ativa Navegando em Terrenos Irregulares
Autor: Gustavo Medeiros Freitas
Orientadores: Fernando Cesar Lizarrald e Liu Hsu

Programa: Engenharia Química
Título da tese: Simulação de Escoamentos Multifásicos Polidispersos Multivariados
Autor: Jovani Luiz Favero
Orientadores: Paulo Laranjeira da Cunha Lage e Luiz Fernando Lopes Rodrigues Silva


Ciências Sociais e Humanas
Programa: História Social
Título da tese: Incêndios da alma: a beata Maria de Araújo e a experiência mística no Brasil do oitocentos
Autor: Edianne dos Santos Nobre
Orientadores: Jacqueline Hermann

Programa: Ciência da Informação
Título da tese: Integração semântica de publicações científicas e dados de pesquisa: proposta de modelo de publicação ampliada para a área de ciências nucleares
Autor: Luana Farias Sales
Orientadores: Rosali Fernandez de Souza e Luís Fernando Sayão

segundopremiofleuryA segunda edição do Prêmio de Inovação do Grupo Fleury está com inscrições abertas para estudantes e pesquisadores universitários até o dia 5 de setembro. Com o objetivo de reconhecer trabalhos científicos inovadores, esse projeto incentiva a pesquisa e promove a interação da equipe de Pesquisa & Desenvolvimento do Grupo Fleury com os futuros cientistas do Brasil, estreitando o relacionamento com as universidades.

São elegíveis estudos em fase de conclusão, em níveis de “mestrado e doutorado” e “jovem pesquisador/jovem inovador”, incluindo teses de pós-doutorados; pequenas empresas e startups (sendo necessário indicar data prevista de defesa do mestrado/doutorado e/ou ingresso no pós-doutorado). O objetivo é dar destaque à pesquisa translacional – que começa na ciência básica e resulta na aplicação prática do conhecimento – e aproximar as instituições acadêmicas da organização.  As pesquisas devem ser voltadas para as áreas de ciências biológicas, farmácia, medicina, biomedicina ou outras áreas relacionadas à Saúde.

Será premiado como grande vencedor um único trabalho com incentivo ao desenvolvimento educacional, no valor de R$ 5.000,00 em vale presente. Além disso, os pesquisadores que tiverem seus trabalhos reconhecidos terão a oportunidade de participar do Programa Vivências em P&D (área de Pesquisa e Desenvolvimento), no qual poderão trocar conhecimento com diferentes profissionais do Grupo Fleury.

Os interessados podem consultar o edital completo em www.fleury.com.br/pif.

profnitlogoO Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação (PROFNIT) está em busca de novos profissionais para ampliar seu corpo docente. O programa consiste num mestrado profissional dedicado ao aprimoramento da formação dos interessados em atuar nas competências dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) e demais ambientes promotores de inovação.

A nova chamada busca substituir docentes que se aposentaram e agregar novos docentes com vistas ao atendimento à elevada demanda de candidatos no âmbito dos pontos focais já existentes, constantes do projeto aprovado pelo CTC/CAPES no APCN 367/2014. Os professores devem possuir habilidades diretamente relacionadas às atividades de propriedade intelectual e transferência de tecnologia ou demais áreas relacionadas à inovação tecnológica. A expectativa é incrementar de imediato o número de docentes do curso em até 30%.

Segue uma lista dos critérios que serão observados no credenciamento dos novos docentes:

- Possuir título de Doutor;
- Atuação profissional nas competências dos NITs (PI&TT e Inovação Tecnológica);
- Produção técnica em PI&TT e inovação tecnológica (prestação de serviços tecnológicos conforme a Lei da Inovação, propriedade industrial e registro de software, proriedade intelectual licenciada, procedimentos de NITs, portfólios e material didático e de suporte aos NITs, desenvolvimento regional e inovação, etc.);
- Produção bibliográfica em PI&TT e inovação tecnológica (excluídos anais e resumos) nos últimos 3 anos conforme as recomendações da CAPES;
- Recomendável experiência em orientações de iniciação científica ou tecnológica e de mestrado;
- Desejada formação complementar de atualização em PI&TT e inovação tecnológica e análogos (cursos organizados por OMPI, INPI, FORTEC, NITs e Redes de NITs, Política em CT&I);
- Desejada inserção nacional e internacional em propriedade intelectual, transferência de tecnologia e inovação tecnológica e análogos (grupos de trabalho, assessoramento ou conselhos de âmbito nacional ou internacional, cargos governamentais, associações, organização de eventos, coordenação de projetos, serviços tecnológicos, etc.).

Todos os detalhes da chamada (válida apenas para as instituições já credenciadas) estão disponíveis aqui. Os interessados devem entrar em contato até o dia 17 de agosto através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..


Programa aprovado com nota 4 pela CAPES

Já aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) com nota 4, o curso vem sendo elaborado pela Associação Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (FORTEC) desde o ano de 2014, tendo contado com a participação de dezenas de docentes e pesquisadores do tema em várias instituições a ela associadas. Criado em 2006, o FORTEC é uma associação de representação dos responsáveis pelo gerenciamento das políticas de inovação e das atividades relacionadas à propriedade intelectual e à transferência de tecnologia nas universidades, institutos de pesquisa e demais instituições gestoras de inovação.

Como membro do FORTEC desde a sua fundação, a UFRJ é uma das instituições que foram consultadas sobre o interesse em integrar o PROFNIT, sinalizando de maneira positiva. Posteriormente foi proposto que coubesse à UFRJ assumir o papel de polo do PROFNIT no estado do Rio de Janeiro, atuando também na coordenação das atividades das demais instituições de ensino e pesquisa do estado, a exemplo de UEZO, UFRRJ, CEFET, além do próprio INPI.

Em função da necessidade do PROFNIT estar sediado em uma unidade acadêmica, o Instituto de Microbiologia Paulo de Góes (IMPPG) concordou em alocar este mestrado profissional em sua pós-graduação. Grande parte desta articulação envolvendo a UFRJ e outras instituições foi fruto do esforço da professora Flávia Lima do Carmo, coordenadora adjunta da Agência UFRJ de Inovação. Segundo ela: “Por ser um mestrado profissionalizante de âmbito nacional, é inestimável a contribuição do PROFNIT nesta área estratégica e de extrema importância para o desenvolvimento do pais. O aumento de profissionais capacitados para trabalhar com propriedade intelectual e transferência de tecnologia irá contribuir de forma efetiva para acelerar o processo de inovação”.

A grade curricular do programa contará com cinco disciplinas obrigatórias e treze optativas/eletivas. As obrigatórias são: Conceitos e Aplicações de Propriedade Intelectual (PI); Conceitos e Aplicações de Transferência de Tecnologia (TT); Prospecção Tecnológica; Políticas Públicas de Ciência, Tecnologia e Inovação e o Estado Brasileiro; e Metodologia da Pesquisa Científico-Tecnológica e Inovação. Já as disciplinas eletivas são: Indicadores Científicos e Tecnológicos; Projetos em Ciência, Tecnologia e Inovação; Pesquisa Tecnológica Qualitativa e Quantitativa; Indicações Geográficas e Marcas Coletivas; Propriedade Intelectual e suas vertentes em Biotecnologia Fármacos e Saúde; Propriedade Intelectual nas Indústrias Alimentícia e Química; Propriedade Intelectual nas Engenharias e nas Tecnologias da Informação e Comunicação; Propriedade Intelectual no Agronegócio; Gestão da Transferência de Tecnologia em Ambientes de Inovação; Valoração Sistêmica de Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia; Negociação Contratos e Formalização de Transferência de Tecnologia; Empreendedorismo em Setores Tecnológicos; e Ambientes de Inovação e suas interações sistêmicas.

Vale destacar que disciplinas que integram o PROFNIT podem também ser oferecidas por outros programas de pós-graduação, a exemplo da matéria Prospecção Tecnológica, que pode ampliar a visão de pós-graduandos das áreas de Ciências Exatas, e da Saúde, entre outras.

 

finepA Finep acaba de lançar um edital de seleção de projetos para patrocínio, com o valor total de R$ 2,25 milhões. Podem ser apoiados eventos, publicações do sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I) e eventos e publicações culturais, aderentes à elegibilidade,  restrições e demais regras explícitas  na chamada. O Formulário para Apresentação de Propostas (FAP) estará disponível de 25/7 a 11/8.

A política de patrocínio da Finep foi elaborada de acordo com sua missão institucional, o que inclui a promoção e o desenvolvimento econômico e social do Brasil por meio do fomento público à Ciência, Tecnologia e Inovação em empresas, universidades, instituições científicas, tecnológicas e outros agentes do sistema de C,T&I.
 
O objetivo geral da chamada é conceder apoio a projetos que contribuam para a valorização da marca institucional da financiadora perante seus públicos, e que compreendam os seguintes pontos: tenham aderência à missão da Finep e à sua imagem institucional; promovam a produção das expressões de cultura no país, bem como sua disseminação e popularização; valorizem a diversidade étnica, cultural e regional, não admitindo qualquer tipo de discriminação; incentivem ações vinculadas às políticas públicas do setor de Ciência, Tecnologia e Inovação, e do Governo Federal; e incentivem ações técnico-científicas relacionadas ao aprimoramento direto ou indireto dos setores em que atua.
 
São duas áreas apoiadas: Eventos e Publicações do Sistema de C,T&I (incluindo publicações, em suporte tradicional (papel) e/ou digital, tais como históricos, acadêmicos, empresariais, científicos e tecnológicos); e Eventos e Publicações Culturais (Artes Cênicas, livros de valor artístico, literário ou humanístico e de música erudita ou instrumental).
 
Estão aptos a se inscreverem pessoas jurídicas constituídas segundo as leis brasileiras, com sede no território nacional. Para projetos culturais, somente serão aceitas solicitações de patrocínio de pessoas jurídicas regularmente constituídas e que sejam responsáveis por projetos que já possuam número do Pronac aprovado pelo Ministério da Cultura (MinC).

 

FONTE: FINEP

pctO INPI disponibilizou no seu portal uma série de 29 vídeos sobre o Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes (PCT, na sigla em inglês), produzidos pela Organização Mundial da Propriedade Industrial (OMPI) e traduzidos pelo Instituto. Os vídeos explicam, entre outros tópicos, os fundamentos, etapas, procedimentos, taxas e vantagens do sistema PCT.

O PCT é um tratado multilateral que permite requerer a proteção patentária de uma invenção, simultaneamente, num grande número de países, por intermédio do depósito de um único pedido internacional de patente. Esse tratado é administrado pela OMPI  e conta com 150 países signatários (até julho de 2016), entre eles o Brasil. O seu principal objetivo é simplificar e tornar mais econômica a proteção das invenções quando esta for solicitada em vários países. Um pedido PCT pode ser apresentado por qualquer pessoa que tenha nacionalidade ou seja residente em um Estado membro do tratado.

Veja aqui a série de vídeos do INPI sobre o PCT.

vallourecPara levar novas soluções ao mercado de óleo e gás (OCTG) e reforçar a política de investimentos em inovação, a Vallourec lançou o Concurso Design Competition. Primeira vez utilizada pela empresa como ferramenta para geração de ideias, a competição lançou o desafio aos universitários de elaborar um protótipo para possível aplicação no mercado. Nesta primeira edição, seis equipes de universitários apresentaram a uma comissão de especialistas em Logística, Marketing, P&D e Vendas da Vallourec projetos relacionados a uma nova configuração de embalagem para otimização logística e de armazenamento dos tubos OCTG.

Criatividade, viabilidade técnica, apresentação e custo total da solução foram os critérios que nortearam a decisão da equipe técnica. De acordo com o gerente de Vendas da Vallourec, Fábio Yoshida, o foco do Design Competition é o desenvolvimento de ideias, potencialmente disruptivas, vindas de pessoas de fora da empresa, o que elimina vícios mercadológicos e podem criar um novo parâmetro de mercado. “A ideia é fazer uma troca entre as visões das universidades e dos negócios do dia a dia da indústria. Este intercâmbio, do qual emergem excelentes propostas, podem promover uma transformação na visão mercadológica, e pode, inclusive, após o desenvolvimento interno destas ideias básicas, apresentar propostas viáveis aplicáveis à realidade do setor”.

O estudante Caio Swan de Freitas, do 9º período do curso de Engenharia Naval da UFRJ, foi o vencedor desta primeira edição do concurso. Ele sugeriu o desenvolvimento de suportes a serem instalados na tubulação a fim de facilitar o transporte e o armazenamento.

O projeto, eleito pela simplicidade e pela flexibilidade das embalagens, foi apresentado no dia 31 de maio, no Vallourec Competence Center Rio, Parque Tecnológico da UFRJ localizado na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro. Como incentivo, o universitário ganhou um prêmio de 5 mil reais.

De acordo com o ganhador, algumas teorias que ele aprendeu em sala de aula ficaram mais claras durante as etapas do Design Competition. “A iniciativa me inspirou a resolver um problema real com base nos estudos acadêmicos. Assim, os caminhos se encaixaram. A partir da visão global do problema, procurei traçar as soluções mais simples possíveis respondendo a todas as variáveis sem que nenhuma delas caísse qualitativamente. Consegui, então, o benefício da agilidade e da segurança”, destaca.

Apesar de a comissão técnica ter elegido um ganhador, todas as ideias serão consideradas. Segundo Vinícius Cotta, gerente de Logística da Vallourec, a equipe que avaliou os projetos vai fazer um híbrido de tudo o que foi proposto. “As seis ideias foram excelentes e nos fizeram enxergar, por uma ótica diferente, os problemas do dia a dia. Os próximos passos envolvem a criação de um grupo de trabalho para enriquecer e adaptar as ideias captadas, aplicando-as à realidade do negócio para agregar ainda mais valor ao produto da Vallourec”.

O Design Competition integra o Plano de Performance da Vallourec, que tem como premissa, entre outras, um incremento de 20% de produtos ligados à inovação até 2020.

Sobre a Vallourec

A Vallourec é líder mundial em soluções tubulares Premium, fornecendo principalmente para os mercados de energia (Óleo & Gás, geração de energia). Sua experiência estende-se também ao setor industrial (incluindo mecânico, automotivo e construção). Com usinas integradas em mais de 20 países e um avançado setor de Pesquisa e Desenvolvimento, a Vallourec oferece aos seus clientes soluções inovadoras em todo o mundo para responder aos desafios energéticos do século 21.

 

FONTE: TNPETRÓLEO

turbinatatalo2A análise do consumo mundial de energia revela que, no período compreendido entre os anos de 1973 e 2012, o consumo aumentou gradualmente até dobrar. Ainda hoje, a maior parte do abastecimento global de energia depende de fontes não renováveis, tais como o óleo e o carvão. Apesar disso, por conta da disponibilidade limitada deste tipo de fontes, nos últimos anos, houve um crescente interesse na coleta de energia proveniente de recursos renováveis.

O Brasil, por exemplo, é um dos países que já possui uma matriz elétrica de origem predominantemente renovável. Em 2014, a participação de renováveis em nossa matriz energética manteve-se entre as mais elevadas do mundo, ainda que tenha observado uma pequena redução por conta da crise hídrica que então acometeu o país. Atualmente, estima-se que a geração hidráulica responda por aproximadamente 61% da nossa oferta interna de energia, segundo dados da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (Encti) 2016-2019, documento lançado em maio pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (atual MCTIC) em parceria com a comunidade científica e o setor produtivo, que define 11 temas estratégicos em CT&I para o desenvolvimento nacional. Uma destas áreas prioritárias é justamente a de geração de energia.

Segundo consta no documento: “Devido à crescente demanda por energia é fundamental o desenvolvimento de tecnologias orientadas em toda a cadeia de produção e uso, de modo a garantir a segurança energética, dispondo de acesso universalizado, por meio de uma matriz diversificada e levando-se em consideração aspectos relativos à segurança hídrica e alimentar, bem como com a mitigação de emissão de gases do efeito estufa”.

Neste sentido, uma pesquisa desenvolvida por Antonio Carlos Fernandes, professor da COPPE/UFRJ, e por seu pós-doutorando Ali Bakhshandeh Rostami, do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da UFRJ, se mostra uma tecnologia extremamente promissora. Culminando em pedido de patente realizado através da Agência UFRJ de Inovação, a tecnologia se trata de uma turbina hidráulica de pás sinuosas que se aproveita do fenômeno da autorrotação para extrair energia cinética de correntes marítimas, bem como de rios, córregos e lagos. Por serem limpas e renováveis, estas fontes representam atraentes alternativas para reduzir a atual dependência de combustíveis fósseis e usinas nucleares.

Conforme explica o professor Antonio Carlos em seu pedido de patente: “Para viabilizar o aproveitamento de energia a partir de correntes de água das fontes mencionadas, são necessários dispositivos capazes de utilizar a energia cinética de pequenas correntes de elevação de água. Essas tecnologias devem ser projetadas para carga hidráulica de menos de dois metros, sendo muitas vezes referidas como energia hidrelétrica cinética ou turbinas hidrocinéticas”. O professor completa: “Ocorre que as turbinas hidrocinéticas existentes geralmente são projetadas para correntes com velocidade entre 1,5 e 3,5 m/s. Contudo, a velocidade média das correntes oceânicas no mundo é inferior a 1 m/s".

turbinatatalo

É justamente em função das tecnologias atuais não serem compatíveis com a velocidade média dessas correntes, que a solução apresentada por Antonio Carlos Fernandes se mostra tão promissora. A velocidade ótima de corrente para operação da turbina da invenção é bastante baixa (na faixa de 0,1 m/s a 0,5 m/s), o que a torna viável para operar nas velocidades tipicamente baixas das correntes oceânicas. Outro diferencial, conforme explica, é que “na nossa proposta não há necessidade de construção de barragens”.

Segundo o professor, os resultados obtidos em testes demonstram uma eficiência até cinco vezes superior aos modelos anteriores quando trabalhando em iguais condições. Conforme explica Giselle Godinho, agente de inovação responsável pelo caso, o próximo passo é buscar a inserção desta promissora tecnologia na cadeia produtiva: "A nova tecnologia está disponível na Agência UFRJ de Inovação para ser licenciada. Queremos transferir o conhecimento científico e tecnológico gerado nos centros de pesquisa e universidades para as empresas, permitindo dessa forma um desenvolvimento tecnológico sustentável e a geração de benefícios para a sociedade".


Interessados em conhecer a tecnologia com mais detalhes podem entrar em contato através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

lobocarneiroNo dia 13 de julho, a Coppe/UFRJ inaugurou o Supercomputador Lobo Carneiro, o mais potente instalado em uma universidade federal do país. Com capacidade de 226 teraflops, ele pode executar 226 trilhões de operações matemáticas por segundo. A cerimônia de inauguração contou com a presença do reitor da UFRJ, Roberto Leher, do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, do diretor da Coppe, Edson Watanabe e do decano do Centro de Tecnologia da UFRJ, Fernando Ribeiro.

Eficiência energética e operação remota são algumas das vantagens do supercomputador. O sistema de engenharia concebido exclusivamente para ele permite que prescinda do acompanhamento presencial 24 horas por dia, como é a regra para os demais computadores de alto desempenho em atividade no Brasil. Também possibilita um monitoramento mais eficiente dos dispositivos de segurança, da temperatura, da umidade, e a redução da atividade e do consumo de energia. O sistema, sem precedentes no país, foi montado pelos pesquisadores da Coppe em parceria com técnicos da startup brasileira Versatus HPC e Silicon Graphics International (consórcio vencedor da licitação).

“A relação capacidade computacional e eficiência energética do Lobo Carneiro é muito boa. O sistema foi concebido para preservar ao máximo a vida útil do equipamento e a operação pode ser feita remotamente, de forma segura, com autocontrole e redundância. Esse modelo de sistema de engenharia não tem precedentes no país”, ressalta o professor Guilherme Travassos, do Programa de Sistemas e Computação da Coppe.

“Na era digital, a quantidade de dados gerados e armazenados em todo o mundo alcançou um volume inconcebível. As técnicas de big data são fundamentais para compreendermos esses dados e esta é uma das missões do supercomputador”, afirmou o coordenador do Nacad, professor Álvaro Coutinho.

O supercomputador terá seu uso compartilhado por pesquisadores da Coppe, de outras unidades da UFRJ, centros de pesquisa de instituições e empresas, públicas e privadas. “A preservação do sistema e a eficiência energética, requisitos que foram exigidos pela Coppe na licitação, vão ao encontro da responsabilidade pelo investimento público”, ressalta o diretor da Coppe, Edson Watanabe.

Caráter inovador desde a instalação

O sistema de engenharia montado para o Lobo Carneiro permite que ele prescinda do acompanhamento presencial, como é a regra para os demais computadores de alto desempenho em atividade no Brasil. Sua instalação é inédita do ponto de vista do controle e da automação.

Segundo Marcelo Pinheiro, diretor Comercial e de Produto da Versatus, não há nenhum equipamento similar no país. “O padrão é que haja ao menos um profissional presente no centro de operação de um supercomputador. Mas o Nacad - datacentro da Coppe -, é completamente diferente. Ele é remoto, não tem staff, e dispensa a redundância de equipamentos, que só seriam usados na falha dos equipamentos 'titulares'. Nesse setup não é necessário ter geradores, aparelhos de ar condicionado e no-breaks extras. Qualquer possível falha, o equipamento desliga sozinho e se preserva", explica.

Mas para isso é necessário um alto nível de automação. Refrigeração e no-breaks precisam dialogar com o computador. “O desligamento é preparado para ocorrer em temperaturas confortáveis, de forma que o equipamento não seja exposto a situações críticas. Há múltiplas camadas de proteção. Também há checkpoints para a recuperação dos trabalhos, quando ocorrer esse desligamento”, afirma Marcelo.

“Não há perda do tempo de trabalho computacional já despendido. O foco é preservar a vida útil do equipamento computacional o máximo possível. Muitos grupos de pesquisa têm ambientes de refrigeração muito ruins, o que reduz a vida útil do computador, que não aguenta o desgaste", garante Álvaro Coutinho, coordenador do Nacad.

Duas vezes e meia mais potente e com maior eficiência energética do que o supercomputador adquirido anteriormente pela Coppe, o Galileu, o supercomputador Lobo Carneiro consumirá 1/3 do consumo da máquina anterior. “Tal eficiência foi um parâmetro fundamental na seleção da máquina”, garante Travassos.

O supercomputador da Coppe integrará o Sistema Nacional de Processamento de Alto Desempenho (Sinapad), como primeiro nó, aumentando em 20% a capacidade desta rede. Também atenderá ao projeto HPC4E (High Performance Computing for Energy), que reúne instituições de pesquisa e empresas, do Brasil e da União Europeia. O objetivo é melhorar a eficiência do setor energético, por meio da computação de alto desempenho.

Entre as aplicações que poderão se beneficiar com a aquisição da nova máquina estão: estudos de gerenciamento de risco para a Defesa Civil; pesquisas, já em andamento, voltadas para o desenvolvimento de biofármacos e de vacinas no combate ao vírus zika, que exigem processamento de um grande volume de dados; estudos para a área de energia e petróleo, entre outros.

“Os números e valores impressionam até mesmo quem trabalha no setor. Para se ter uma ideia, uma simulação que levaria uma semana para ser concluída no computador do meu escritório, ficaria pronta em meia hora neste supercomputador. Um experimento no qual eu tivesse que fazer observações a cada 3 horas, nesse equipamento eu faria a cada 5 minutos", explica o professor Guilherme Travassos.

A Coppe, a computação e o petróleo

O computador leva o nome do professor Fernando Luiz Lobo Barboza Carneiro (1913-2001), ou simplesmente Lobo Carneiro, como era conhecido por alunos, colegas e amigos. Dentre os feitos acadêmicos do docente, está a introdução dos estudos em análise dinâmica e não-linear. Este tipo de estudo usa pesadamente a computação para lidar com problemas que envolvem muitas variáveis, cujo comportamento é de difícil previsão, como embarcações e plataformas flutuando no mar, sujeitas à ação das ondas, dos ventos e das tempestades.

Para o professor Nelson Ebecken, da Coppe, esta é uma justa homenagem à pessoa que valorizou a simulação computacional na engenharia civil. "Lobo foi pioneiro no estabelecimento de disciplinas de mecânica computacional para cálculo de estruturas e método de elementos finitos para análises estruturais, o que fez com que a Coppe estivesse preparada quando a Petrobras a procurou para o desenvolvimento de softwares que a permitissem projetar suas próprias plataformas", explica.

 

FONTE: COPPE

nce

 

No dia 13 de julho, o anfiteatro Newton Faller, do Instituto Tércio Pacitti de Aplicações e Pesquisas Computacionais (NCE), sediará duas palestras: "Propriedade Industrial e a Agência UFRJ de Inovação" e "Propriedade Intelectual e Registro de Softwares". A primeira, ministrada pela professora Flávia Lima do Carmo, coordenadora adjunta da Agência UFRJ de Inovação, abordará temas como as diferenças entre invenções e inovações, a natureza das proteções e requisitos para o patenteamento. A outra palestra, ministrada por Claudia Torres, chefe da Divisão de Registro de Programas de Computador do INPI, tratará, dentre outros temas, de direitos autorais e das vantagens e procedimentos para o registro de softwares. O início das palestras está agendado para as 14h.

Programa oferece subsídio de até R$120 mil por projeto para fomentar e desenvolver negócios inovadores e criativos

editalsebraeDesde o dia 4 de julho, a plataforma InovAtiva Brasil está recebendo inscrições de projetos inovadores de 24 unidades da federação (apenas São Paulo, Pará e Amapá não aderiram ao edital). Ao todo, serão R$20 milhões destinados a projetos intensivos em tecnologias inovadoras ou capital intelectual, contemplando as cinco regiões brasileiras. O objetivo é aumentar a competitividade e a produtividade dos pequenos negócios com potencial de alto impacto.

O programa oferece subsídio de até R$ 120 mil por projeto, com prazo de execução de 24 meses. Serão reservados, no mínimo, 20% dos recursos para projetos de cada modalidade de empresas das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, desde que atinjam pontuação mínima conforme critérios de classificação previstos no edital.

Finalistas do Programa InovAtiva, empresas incubadas, graduadas, aceleradas ou instaladas em parques tecnológicos receberão uma pontuação extra de 10% no processo de classificação.

Os projetos podem ser enquadrados em duas modalidades:

Desenvolvimento Tecnológico: os projetos são apresentados pela empresa inovadora, com contratação de uma Entidade de Ciência, Tecnologia e Inovação (ECTI) que tenha competência técnica para prestar os serviços descritos no documento.

Encadeamento Tecnológico: os projetos são apresentados pela empresa inovadora em parceria com uma média ou grande empresa que deseje executar um projeto de inovação de interesse mútuo, com contratação de uma ECTI que tenha competência técnica para prestar, total ou parcialmente, os serviços descritos no documento, conforme regras e condições do edital.

Serão apoiados projetos empresariais nos limites e percentuais de acordo com a tabela abaixo, conforme a modalidade em que estiverem enquadrados.

 

tabelasebrae

Os projetos podem ser submetidos até 23 de setembro de 2016, de acordo com as regras presentes no edital. As inscrições devem ser feitas através do link a seguir: http://www.inovativabrasil.com.br/plataforma/desafio/10

hackatonO termo “hackathon” significa maratona de programação. Resultado de uma combinação das palavras inglesas “hack” (programar de forma excepcional) e “marathon” (maratona), o hackathon é um tipo de evento que reúne programadores, designers e outros profissionais ligados ao desenvolvimento de softwares para uma maratona de programação. Nestes encontros, que normalmente duram entre um dia e uma semana, os participantes desenvolvem programas que atendam a um fim específico ou projetos livres que sejam inovadores e utilizáveis.

Os primeiros eventos deste gênero datam de 1999. Desde então, os hackathons se popularizaram nos Estados Unidos, não tardando para que começassem a acontecer também em outros países. O Brasil é um exemplo.

Nos dias 17, 18 e 19 de maio, as dependências do Auditório Horta Barbosa, no bloco A do Centro de Tecnologia do campus do Fundão, sediaram o primeiro grande Hackathon da UFRJ. O evento integrou a Semana de Eletrônica e Computação.

Segundo a estudante Marina Torres, uma das organizadoras do evento, a ideia surgiu a partir da Semana de Eletrônica e Computação de 2015: “Numa das palestras que ocorreram no ano passado, um representante da empresa Módulo Security Solutions comentou sobre a experiência que eles tiveram ao realizarem este tipo de maratona. Daí surgiu a ideia de realizar algo parecido em 2016, mas com ideias que fossem voltadas para questões relativas à própria UFRJ”.

Com o tema “Soluções para nossa Universidade”, os participantes do Hackathon contaram com um espaço de interação e troca com infraestrutura completa e acesso à internet de qualidade pelo prazo de dois dias ininterruptos. A proposta foi gerar um ambiente de liberdade criativa propício para a concepção e desenvolvimento de serviços, aplicativos e produtos com o condão de melhorar as condições cotidianas dos diferentes campi da UFRJ. Todas as temáticas e tipos de solução foram aceitos. A única orientação foi que os projetos fossem inovadores e tivessem aplicabilidade prática.

Projeto vencedor propôs reduzir e controlar os gastos com ares-condicionados

O trabalho elaborado pelos universitários Olavo Sampaio, Pedro Del Rei, Arthur Chau, Pedro Cayres e Luiz Rennó, todos cursando entre o 8º e o 12º período de Engenharia Eletrônica, foi eleito por uma junta composta pela organização, professores e agentes externos como o grande vencedor do Hackathon UFRJ. A ideia que moveu o projeto foi a redução do consumo de energia elétrica na Universidade. “Como o uso do ar-condicionado é o maior responsável, resolvemos pensar em alguma solução que melhorasse isso. Fizemos um aparelho que controla o ar-condicionado e um software que dá as instruções e mantém seu registro de uso. Assim, instalando esse sistema em uma sala, ele pode ligar e desligar o aparelho em horários predeterminados e registrar quanto tempo o ar ficou ligado”, explica Luiz Rennó.

Segundo o estudante: “Tivemos a ideia alguns dias antes do Hackathon, mas só foi decidida na hora mesmo, na hora do brainstorming. Um dos membros do grupo observou que frequentemente várias salas ficam sem ninguém, mas com ar ligado, e aí decidimos atacar este problema”. Para ele, a experiência foi muito proveitosa: “Foi muito bom. Trabalhamos com outros grupos excelentes e aprendemos coisas que de outra forma não teríamos estudado com tanto afinco. Até compensa ter ficado sem dormir”.

Animada com a visibilidade proporcionada pelo Hackathon, a equipe já mira o próximo passo: “Já temos muitas ideias de novas funcionalidades, e estamos conversando com a Reitoria e com a COPPE para pensar na melhor maneira de implementar o projeto na Universidade”.

johnsonejohnsonA Johnson & Johnson Innovation LLC e a Janssen Research & Development estão com inscrições abertas para o seu "Desafio Global: Um Mundo Sem Doenças”, o “World Without Disease QuickFire Challenge”. O projeto vencedor será premiado com uma bolsa de pesquisa no valor de US$500.000, além de residência em uma das incubadoras da Johnson & Johnson nos EUA.

Trata-se de um dos maiores desafios “quickfire” já realizados. O termo, cuja origem remete ao reality show Top Chef, designa, em suma, uma experiência de aprendizagem transformacional realizada em um curto intervalo de tempo. A ideia que move o concurso é a busca por pesquisadores e empresários ou empresas iniciantes que estejam desenvolvendo inovações transformadoras, mesmo que ainda em estágios iniciais, desde que tenham potencial para cruzar as fronteiras atuais do setor farmacêutico e de saúde.

"Somos muito entusiasmados em relação ao desenvolvimento e implantação de soluções abrangentes na área da saúde que levem em consideração o mundo no qual vivemos hoje. É por isso que este desafio é focado em inovações direcionadas a todo o espectro do setor, desde a prevenção até a o tratamento de doenças”, diz Paul Stoffels, diretor científico da Johnson & Johnson.

Os projetos apresentados serão avaliados com base nos seguintes critérios: atender às necessidades médicas críticas em áreas de interesse estratégico da Johnson & Johnson (tais como o cancro do pulmão e doenças metabólicas); integrar uma nova abordagem que combine tratamentos, dispositivos e/ou soluções de saúde; estar parcial ou totalmente direcionado ao espectro de prevenção, interceptação e cura. Também é importante apresentar uma descrição de como o prêmio oferecido pode auxiliar ao alcance de um “milestone” previamente determinado dentro do prazo de um ano.

Serão aceitas propostas de qualquer lugar do mundo, que poderão ser enviadas por uma única pessoa, por equipes ou por empresas. As inscrições devem ser feitas até 31 de agosto através do site http://jlabs.jnjinnovation.com/quickfire-challenges.

Lançada no final de junho de 2015, a plataforma SOMOS-UFRJ permite o acesso a várias estatísticas referentes ao corpo docente da Universidade e sua produção acadêmica.

umanodesomosSuponhamos três casos hipotéticos:

1) Um aluno de graduação tem interesse em desenvolver uma monografia de conclusão de curso sobre a Leishmania, gênero de protozoários que inclui os parasitas causadores das leishmanioses, e precisa de algum professor para orientá-lo.

2) Um jornalista necessita de uma fonte para dar um depoimento sobre a recente epidemia de dengue em uma de suas matérias.

3) Um professor preocupado com as mudanças climáticas, após ler a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2016-2019, decide desenvolver uma pesquisa sobre o tema “Eficiência Energética” e está em busca de parceiros para auxiliá-lo.

Apesar de distintos, os casos têm algo em comum: a demanda por especialistas em temas específicos. Como fazer para encontrá-los? Ligar para a Administração Central da UFRJ? Enviar uma mensagem para a página de Facebook da Universidade? Estas soluções possivelmente serão pouco eficientes. Não por conta da má vontade de servidores, mas por causa das próprias dimensões “universais” da Universidade (com perdão da redundância) e da dificuldade que é gerir todo o imenso volume de conhecimento que é aqui gerado.

Um plano B quase instintivo nos dias de hoje seria dar uma “googlada”. Mas resolveria o problema? Certamente demandaria tempo, esforço, e o resultado, possivelmente, não seria o mais satisfatório.

Por outro lado, em questão de segundos, digitando o termo “Leishmania” na plataforma Somos-UFRJ, é possível descobrir que a professora Bartira Rossi Bergmann, do Instituto de Biofísica da UFRJ, já utilizou esta palavra-chave 155 vezes em suas pesquisas. Digitando-se o termo “dengue” na plataforma, é possível chegar a Roberto de Andrade Medronho, Diretor da Faculdade de Medicina da UFRJ, que já utilizou a palavra-chave 88 vezes em suas publicações. O mesmo vale para Roberto Schaeffer, professor de Economia da Energia da UFRJ, que por 55 vezes utilizou as palavras-chave “Eficiência Energética” em seus trabalhos.

Estes são apenas alguns exemplos do potencial que o Somos-UFRJ possui e que já vem sendo explorado por membros da comunidade acadêmica, bem como por pessoas externas, já que o acesso ao portal é livre, rápido e completamente intuitivo. Conforme acrescenta Ricardo Pereira, coordenador da Agência UFRJ de Inovação: “É difícil não se surpreender positivamente com a facilidade e a eficiência que esta plataforma proporciona a quem a ela recorre. Temos que difundir mais sua existência por toda a UFRJ”.

Portal é fruto de parceria que envolve a Agência UFRJ de Inovação

Viabilizado a partir de uma parceria envolvendo a Agência UFRJ de Inovação, a UFMG e a empresa Siemens, o sistema Somos trata-se, na prática, de um portal que faz uso de dados contidos na plataforma Lattes para permitir a identificação, de maneira detalhada, simples e organizada, dos pesquisadores da Universidade e de sua produção científica. Além disso, o sistema também viabiliza o acesso a informações sobre unidades acadêmicas, departamentos, ativos de propriedade intelectual e infraestrutura laboratorial, apenas para citar algumas de suas funcionalidades. Seu objetivo é facilitar o mapeamento das competências da instituição e incrementar a interação entre a UFRJ e outras instituições públicas e privadas, especialmente nas áreas de pesquisa científica e tecnológica.

Idealizada pela Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica da UFMG, sob a direção do professor Ado Jorio de Vasconcelos, a plataforma Somos é hoje utilizada em instituições de ensino como a Unicamp, UFSCar, UFJF, Unesp, entre outras, além da própria UFMG. A título de exemplo, apenas a plataforma Somos-UFMG já recebe cerca de 30 mil visitas por mês, originadas, em sua totalidade, em 159 países. Deste modo, a implementação da plataforma pela UFRJ representa um grande passo na universalização e gestão do conhecimento produzido pela instituição.

Em constante desenvolvimento, no dia 8 de junho o sistema foi novamente atualizado. O próximo passo é a inserção dos dados relativos à infraestrutura dos laboratórios da UFRJ. No momento, essas informações estão sendo mapeadas por empresas juniores e inseridas gradativamente na plataforma.

reuniaoleherO reitor da UFRJ, Roberto Leher, participou no dia 15 de junho da primeira reunião oficial com o ministro interino da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), Gilberto Kassab. Ele integrou uma comitiva formada pela diretoria da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e pelos reitores João Carlos Salles (UFBA) e Soraya Soubhi Smaili (Unifesp). O encontro aconteceu com a finalidade de buscar estabelecer um canal de diálogo com o setor de CT&I.

Na ocasião, os dirigentes entregaram um ofício, que ressalta a preocupação da comunidade acadêmica com a descontinuidade de políticas em curso e possíveis cortes no orçamento.

Em sua fala, a presidente da Andifes, a reitora Maria Lucia Cavalli Neder (UFMT), apresentou os pontos considerados mais importantes pela entidade, e reiterou não apoiar a fusão dos ministérios, já que a permanência do MCTI é fator determinante para a consolidação de uma política de estado para ciência, tecnologia e inovação. “Em todos os países desenvolvidos, a ciência, tecnologia e inovação tem o status de política de estado e prioridade estratégica. O Brasil precisa trilhar o mesmo caminho e, dessa maneira, ampliar a relação entre as instituições de pesquisa e o setor produtivo, produzindo inovação e patentes nacionais, criando competitividade e desenvolvimento econômico, gerando emprego e renda”.”

Para a Andifes, é importante a preservação da estrutura do MCTI e seus institutos e a ampliação dos recursos destinados à pesquisa, que hoje giram em torno de 1,2% do PIB, enquanto em outros países correspondem a 3%. “Temos observado uma crescente restrição orçamentária nos últimos anos, demonstrando uma falta de priorização da área, que vai na contramão dos países em desenvolvimento, mesmo àquelesdaqueles em crise econômica”, frisou. No ofício, os reitores ainda destacaram a necessidade de políticas que assegurem infraestrutura para a pesquisa científica e tecnológica e a formação humana nas universidades.

Em resposta aos manifestos contra a fusão das pastas, o ministro Gilberto Kassab afirmou que compreende as dúvidas da comunidade científica, mas espera que elas sejam superadas com eficiência e com melhores resultados para as ações. Kassab ainda disse que está trabalhando, junto aos senadores Jorge Viana (PT) e Aloysio Nunes (PSDB), no Projeto de Lei 226/2016, que visa recuperar o texto original do Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei13.243/2016), cujos oito vetos presidenciais foram mantidos pelo Congresso Nacional, em votação no mês de maio. Os dispositivos vetados permitiam, entre outras medidas, isenção de impostos previdenciários sobre as bolsas pagas por instituições científicas e tecnológicas públicas; autonomia gerencial, orçamentária e financeira das ICTs públicas que exercem atividades de produção e serviços.

Kassab afirmou também que vai rever as políticas de gestão da Finep e aproximar o órgão do MCTIC, além de garantir que a prioridade da pasta é recompor o orçamento perdido, ainda no governo Dilma Rousseff. “Não é compromisso, é uma meta”, encerrou. Ainda na audiência, os reitores da UFBA, Unifesp e UFRJ falaram das dificuldades enfrentadas, e a Andifes convidou o ministro para participar da reunião do Conselho Pleno, em data ainda a ser agendada. Também participaram do encontro, o secretário da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Álvaro Prata, e o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento, Jailson de Andrade.

FONTE: Assessoria de Comunicação da Andifes e Reitoria da UFRJ

universidadedasquebradasargentina2“O que eu canto tá explícito nos livros
Que custam 120 reais pela estratégia dos ricos
Quanto mais dígitos no preço da informação
Menos revoltado mirando Uzi sob a luz da razão
Por isso atuo como um pirata somali no hip hop
Roubo dados sigilosos e injeto nos bairros pobres”

O trecho é de uma música da carreira solo de Eduardo Taddeo. Em apenas seis versos ácidos e contundentes, o rapper que esteve por anos à frente do grupo Facção Central explicita aquilo que pode ser lido como uma crítica ao exclusivismo do conhecimento acadêmico. Ironicamente, na data de fechamento desta matéria, o clipe de “Substância Venenosa”, lançado no final de 2015, já contava com mais de 1,2 milhão de visualizações no Youtube. Com tamanha abrangência, Eduardo, mais do que roubar dados sigilosos para injetar nos bairros pobres, deixa claro que o conhecimento acadêmico tem muito a aprender com a periferia.

De um lado, a universidade e seu saber que se pretende universal mas que, na prática, ainda é algo absolutamente restrito. De outro, a periferia com uma demanda não atendida por informação, mas que, por si só, também é capaz de produzir seu próprio conhecimento. Nada mais pertinente, portanto, do que uma soma de esforços no sentido de buscar a aproximação entre os dois ambientes em prol de um aperfeiçoamento mútuo e conjunto. É justamente este o paradigma que move o Laboratório de Tecnologias Sociais Universidade das Quebradas. Ou, simplesmente, “Universidade das Quebradas”.

O embrião deste projeto de extensão surgiu a partir de uma ação que abriu as aulas de pós-graduação da ECO/UFRJ não só aos seus próprios alunos de pós, mas também aos de graduação e extensão. Diante dos bons resultados da experiência, optou-se por ampliar ainda mais este processo de troca. Foi assim que ativistas, artistas e produtores culturais das periferias se somaram à mistura. E, deste amálgama que faz convergirem o conhecimento acadêmico e o saber tradicional, nasceu a Universidade das Quebradas.

Neste sentido, a iniciativa se consolida como uma via de mão dupla. Ao mesmo tempo em que é um projeto voltado para as comunidades que estão produzindo cultura mesmo sem acesso à produção intelectual das universidades, a Universidade das Quebradas também almeja a própria reinvenção de uma academia que demonstra uma carência similar em relação ao acesso a saberes e formações culturais externos. Conforme explica Iris Guardatti, coordenadora de Inovação Social e Empreendedorismo da Agência UFRJ de Inovação: “Estas características criam uma ambiência para a inovação que faz com que o setor de Inovação Social da Agência apoie a iniciativa”.

“A palavra de ordem aqui é parceria. Tudo que a gente fizer vai ser junto. Pensando juntos, gerindo juntos. Somos uma família”, explica Heloisa Buarque de Hollanda, coordenadora geral do projeto.


Participação na V Jornada de Extensão do Mercosul

Para além das quebradas brasileiras, no mês de maio, a Universidade das Quebradas foi destaque na V Jornada de Extensão do Mercosul, realizada nos dias 19 e 20 de maio na cidade de Tandil, província de Buenos Aires, na Argentina. Estes encontros são realizados de forma conjunta entre a Universidade Nacional do Centro da Província de Buenos Aires e a Universidade de Passo Fundo, do Estado do Rio Grande do Sul, alternando-se anualmente nos dois países. Neste ano, o evento reuniu aproximadamente 500 trabalhos de diversos países da América Latina.

Direcionadas a docentes, graduados, estudantes e técnicos-adminstrativos de universidades dos países do Mercosul, a ideia das Jornadas é promover um espaço de intercâmbio de reflexões e de experiências sobre os caminhos da extensão e, portanto, das próprias universidades, para o fortalecimento e consolidação de um modelo mais justo de desenvolvimento das sociedades do território latino americano, tomando por base as constantes experiências de democratização do Estado, de implementação e avaliação de políticas públicas que promovam o desenvolvimento sustentável, o pleno exercício dos direitos humanos, o empoderamento da sociedade, a construção permanente da cidadania, o fortalecimento dos sistemas produtivos e o impulso ao desenvolvimento tecnológico e dos processos de inovação.

Conforme explica Iris Guardatti, que, além de coordenar o setor de Inovação Social e Empreendedorismo da Agência, também é responsável pelo desenvolvimento estratégico da Universidade das Quebradas: “O interesse em participar da V Jornada de Extensão do Mercosul foi provocado pela intenção de estreitar nossa relação com as universidades do território latino americano, na perspectiva de melhor nos conhecermos e reconhecermos como povos que guardam ricas diferenças, seja nas artes, na gastronomia, nas trajetórias, mas que, no entanto, também guardam muitas igualdades nos desafios sociais que enfrentam”.

universidadedasquebradasargentina1Iris completa: “Dentre os projetos que estão vinculados ao setor de Inovação Social e Empreendedorismo da Agência, estimulamos a participação com a Universidade das Quebradas porque encontramos no evento eixos de discussão que instigavam o compartilhamento da experiência que vivemos com este projeto. Também nos estimulava a busca por diálogos com pessoas e iniciativas “vizinhas” na direção de colaborações e intercâmbios. A Universidade das Quebradas nasce acompanhada da pergunta sobre o papel da universidade pública. Uma inquietação que não nos abandona e que nos desafia à transformação. Transformação da universidade em espaço de troca, de conexão de saberes, experimental, de produção de novos conhecimentos e de democratização de saberes”.

O Laboratório de Tecnologias Sociais Universidade das Quebradas é regido pelo conceito de ecologia de saberes, desenvolvido, ainda que de maneiras diferentes, por Felix Guattari e Boaventura de Sousa Santos. Por ecologia de saberes estes autores entendem o equilíbrio sistêmico entre as diversas formas de saberes vernaculares e acadêmicos, (científicos e técnicos) e a longa trajetória histórica de silenciamento de certos saberes não formais por outras formas dominantes de conhecimento.

O trabalho submetido ao evento foi escrito a várias mãos articulando docentes, técnicos e quebradeiros. Segundo Iris Guardatti: “Desde quando decidimos participar da Jornada, tínhamos claro que poder contar com a presença um quebradeiro no evento era questão inerente ao processo. Com o apoio da Agência, conseguimos viabilizar a participação da mestre quebradeira Renata Freitas".

Renata explica que a Universidade das Quebradas oferece "aulas expositivas com o currículo de humanidades em nível de graduação associadas ao que chamamos de território das quebradas, seminários oferecidos pelos alunos sobre a estética da periferia, a história das comunidades a que pertencem e os paradigmas de conhecimento utilizados nas culturas das favelas e periferias.”

Sobre a participação no evento, Iris comenta: “Foi sem dúvida uma oportunidade muito rica de aprendizado e troca. Para a Universidade das Quebradas em especial, acredito que o ensejo de conhecer formatos e processos subjacentes às experiências de diálogo entre saberes populares e acadêmicos no território latino americano ampliaram o olhar de possibilidades e estudos. Foi muito interessante perceber o quanto a proposta da UQ é inovadora neste contexto. A participação da Renata foi emblemática neste sentido, uma vez que a construção metodológica das Quebradas se revelava ali, verdadeiramente na prática. Com a quebradeira refletindo e debatendo sobre a extensão universitária junto com representantes da academia. Isso foi muito positivo. O evento também nos inspirou para novas iniciativas na UQ, como, por exemplo, pensarmos na possibilidade de recebermos alunos visitantes oriundos dos países da América Latina e organizar eventos de ‘trocas latinas’. Os contatos foram muitos e nossas mentes se encheram de novas idéias”.

Mais informações sobre a Universidade das Quebradas em: http://www.universidadedasquebradas.pacc.ufrj.br.

 

fablabUma rede mundial de pequenas oficinas de fabricação digital voltadas principalmente à prototipagem, onde a ideia é promover a inovação. É este o conceito por trás da rede global de laboratórios FabLab, fruto de uma iniciativa surgida no Center for Bits and Atoms do Massachusetts Institute of Technology. Cada FabLab (de fabrication laboratory) é um espaço compartilhado, composto, basicamente, por ferramentas eletrônicas e softwares, impressoras 3D, cortadoras laser e fresadoras.

Influenciada pelos movimentos open source (código aberto) e open design (design aberto), que permitem o licenciamento livre e participação coletiva na construção de um programa ou design, a rede FabLab se estende atualmente por mais de 70 países e contabiliza cerca de 560 laboratórios pelo mundo. Ela conta com um banco de dados com mais de 13.000 projetos open source, milhares de membros associados e de projetos completos, detalhados e documentados, além de centenas de casos de sucesso disponíveis para a indústria, seja quanto ao desenvolvimento de protótipos, ensaios, experimentos, testes, design review, reengenharia, ou novos produtos. O conceito por trás dos FabLabs relaciona-se diretamente à “cultura maker”, movimento que se baseia na fabricação digital de alta tecnologia e possibilita que pessoas comuns explorem a capacidade, que antes só as grandes fábricas tinham, de criar qualquer coisa.

No Rio de Janeiro, já existe um FabLab em funcionamento desde 2014, localizado no Instituto SENAI de Tecnologia Automação e Simulação, em Benfica. Lá, os alunos têm acesso a uma marcenaria, a fresadoras de pequeno e grande porte, máquinas de corte a laser e de corte de vinil, impressoras 3D, kits Arduino para montagem de circuitos eletrônicos, entre outros materiais e ferramentas.

Os FabLabs contam também com uma sala de reuniões e uma área específica de P&D na qual computadores equipados com ferramentas de programação suportadas por softwares open source freewares possibilitam aos alunos o acesso a redes de projetos abertos, interagindo e colaborando com outros FabLabs locais e globais de modo interdisciplinar. Por sinal, a própria arquitetura do ambiente, propositalmente pensada com pouquíssimas divisórias, também favorece a interação entre as equipes e a troca de experiência entre os alunos.

Segund Rozeani Araújo, do SENAI, a ideia que move o FabLab é “fazer com que os alunos aprendam com os desafios reais da indústria, instigando-os a criarem soluções para estes problemas”. Felipe Laranja, também do SENAI, completa: “Através do FabLab é possível não apenas trabalhar as competências dos cursos do SENAI, mas levar adiante o viés inovador e empreendedor de cada aluno”.

 

Oficina de iniciação

O SENAI FabLab também oferece um curso de iniciação de 20 horas no qual os alunos são apresentados aos conceitos básicos de inovação, debatem sobre projetos em andamento nos FabLabs ao redor do mundo e têm o primeiro contato com alguns dos equipamentos. Os alunos que mais se destacam na iniciação são convidados a fazer, gratuitamente, o curso de Assistente de Projetos FabLab – Maker. Este segundo curso tem carga horária de 160 horas e aborda os seguintes conteúdos: estudo dos desafios setoriais; elaboração de projetos; criação, design e programação; e prototipagem.

Para participar do processo seletivo para o curso de Assistente de Projetos é necessário apresentar um pré-projeto relacionado a uma das linhas de trabalho presentes no edital de vagas, além de já ter cumprido 50% da carga horária do respectivo curso técnico com aproveitamento. A escolha dos candidatos é realizada por uma comissão técnica do SENAI.

Mais informações em: www.senaifablab.com.br.

 

BNDES Funtec pretende apoiar projetos de tecnologias relacionadas a urbanização, segurança alimentar, envelhecimento da população, escassez de recursos naturais e mudanças climáticas.

 

bndesEm 2016, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) oferece R$ 100 milhões para apoiar projetos de desenvolvimento tecnológico por meio do BNDES Funtec. Os recursos, não reembolsáveis, vão financiar projetos de inovação de Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) realizados em parceria com empresas.

O BNDES Funtec ainda recebe propostas para análise. A primeira chamada terminou em 29 de abril, mas os candidatos ainda terão outras duas oportunidades para apresentar projetos. Os prazos são 29 de julho e 28 de novembro.

Os projetos podem ser desenhados em oito temáticas:

• Energia fotovoltaica – desenvolvimento de tecnologias aplicadas à energia solar, incluindo baterias e células-combustível, terceira geração de painéis e purificação do silício grau solar.

• Veículos automotores de baixo impacto ambiental – sistemas destinados à eletrificação veicular, incluindo baterias e células–combustível. Este é um dos temas mais importantes nas discussões internacionais sobre redução das emissões de gases de efeito estufa, com impacto direto sobre mudanças climáticas.

• Pré-tratamento de biomassa para etanol 2G – desenvolvimento de soluções tecnológicas adequadas a etapas anteriores do processamento do etanol de segunda geração.

• Tecnologias para setor de petróleo e gás – a visão de futuro do setor de P&G abrange a produção de petróleo e gás através de instalações submarinas e poços inteligentes.

• Semicondutores – desenvolvimento de componentes, materiais e processos de semicondutores que gerem produtos competitivos, aplicáveis em equipamentos médicos, energia fotovoltaica, eletrônica, agropecuária, veículos, etc.

• Minerais estratégicos – desenvolvimento de novos materiais metálicos com aplicações relacionadas à eficiência energética, energias alternativas, mobilidade urbana, saúde, etc.

• Medicamentos com novos princípios ativos para doenças crônicas – apoio a ensaios pré-clínicos e clínicos de medicamentos com novos princípios ativos sintéticos, biológicos ou provenientes da biodiversidade.

• Manufatura avançada e sistemas inteligentes – desenvolvimento de máquinas e equipamentos que incorporem tecnologias de microeletrônica, sensores, novos materiais, internet das coisas, tecnologia de redes de comunicações e sistema de controle, com aplicação voltada para os setores de mobilidade urbana, agropecuária e indústria

Entre 2007 e 2012, o BNDES Funtec desembolsou R$ 198 milhões para 23 instituições de ciência e tecnologia no Brasil, com parceria de 15 empresas, responsáveis pela introdução dos resultados das pesquisas no mercado.

Mais informações aqui.

finepA Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o BNDES Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disponibilizam, até 1º de julho, uma consulta pública no âmbito do programa Inova Mineral. Lançado em maio, o programa é voltado para o desenvolvimento tecnológico, produção e comercialização de produtos, processos e serviços inovadores e sustentáveis. A iniciativa prevê investimentos de R$ 1,18 bilhão para ajudar a desenvolver empresas e tecnologias brasileiras nas cadeias produtivas na indústria de mineração e transformação mineral.

O objetivo da consulta é coletar opiniões antes do lançamento do edital, previsto para o início do segundo semestre deste ano. Podem dar opiniões os parceiros e potenciais clientes empresariais e acadêmicos. Os detalhes e as regras de participação podem ser conferidos aqui.

As contribuições devem se limitar a críticas, sugestões e aprimoramentos das linhas temáticas e prazos descritos no documento oficial. Só serão consideradas aquelas que forem enviadas pelo portal disponibilizado pela Finep e que estejam vinculadas ao cadastro prévio completo referente à pessoa, instituição de ciência e tecnologia (ICT) ou empresa que formule a questão. Os questionamentos e respostas poderão ser divulgados publicamente, a critério da Finep e do BNDES, com o formulador da pergunta devidamente identificado.

Para os casos de críticas ou sugestões às linhas temáticas, somente serão consideradas as contribuições devidamente fundamentadas em informações como: tamanho e crescimento do mercado local, impacto na balança comercial, disponibilidade de fatores de produção e domínio de tecnologias, além de outras que o autor considere pertinente. A consulta pública não vinculará a Finep e o BNDES ao compromisso de lançamento de edital e/ou manter os temas pré-selecionados.

 

FONTE: Finep

Uma plataforma de soluções que visa à promoção de uma melhoria expressiva nos resultados das incubadoras de diferentes setores de atuação, de modo a ampliar de forma sistemática a capacidade de geração de empreendimentos inovadores bem sucedidos. É este o conceito por trás do Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos (Cerne), modelo de gestão desenvolvido pelo SEBRAE e pela ANPROTEC, que tem por objetivo a redução do nível de variabilidade na obtenção de sucesso das empresas apoiadas pelas incubadoras.

Foi justamente levando em questão estes aspectos que foi estabelecida uma parceria envolvendo a Agência UFRJ de Inovação e a Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ concretizada na forma do curso de Planejamento de Vida Profissional, originado no Laboratório de Projetos Profissionais em Ambiência de Inovação da Agência. A ideia é propiciar aos empresários residentes o desenho de um projeto de trajetória profissional, articulando os seus desejos com as demandas da empresa, do setor e do contexto atual, de modo a promover alternativas para a ação dos sujeitos sobre o próprio destino, a partir de visões de futuro compartilhadas.

Segundo Sandra Korman, profissional da Agência que está à frente do projeto: “A conceituação tradicional de carreira não consegue abarcar as novas formas de vinculações profissionais. As trajetórias contemporâneas envolvem processos dinâmicos. E, especialmente em ambientes de empreendedorismo e inovação, as vinculações profissionais envolvem expectativas de desenvolvimento que ultrapassam o somatório de recursos como artefatos de gestão. As trocas significam muitas vezes experiências existenciais com efeitos de longo alcance pela articulação entre individual e social”.

sandrogt2Um dos participantes do curso de Planejamento de Vida Profissional foi Sandro Barros, diretor executivo da GT2 Energia, empresa residente da Incubadora de Empresas, que atua em diversos segmentos do setor energético, incluindo geração e distribuição de energia elétrica, sistemas de apoio para produção de petróleo e gás natural, refino e uso final de combustíveis fósseis e renováveis.

Na conversa a seguir, Sandro conta um pouco mais sobre esta experiência:

1) Como você descreve a GT2 Energia?
A GT2 Energia é uma empresa que atua no desenvolvimento de tecnologias voltadas à geração de energia. Nossa meta é fazer aquilo que ainda não existe no mercado. Inovar sempre.

2) Poderia fazer um rápido histórico do caminho percorrido até o desenvolvimento de uma inovação e criação da GT2 Energia?
Há duas formas, a primeira, e mais interessante, é a ideia que vem do cliente. Ele pensou em algo novo para o seu processo e nos pergunta se podemos desenvolver a ideia. A partir daí, fazemos uma pesquisa rápida para levantar invenções e equipamentos que possam desempenhar o papel proposto pelo cliente. Quando esta solução não é encontrada no mercado, a GT2 Energia, se julgar factível, produz uma proposta de projeto de desenvolvimento ao cliente. Outra maneira é quando a ideia surge dentro da GT2. Neste caso, também partimos para uma pesquisa sobre a existência do que imaginamos. Em caso negativo, produzimos a proposta e identificamos potenciais interessados em bancar o desenvolvimento.

3) Universidades e escolas estão preparadas para estimular o desejo ou as possibilidades para que os sujeitos inovem?
Infelizmente não. A cultura e o conhecimento para a inovação não são abordados formalmente nas etapas de formação do indivíduo. Associado a isto, existe o ensinamento de que o risco é algo muito perigoso e que deve ser mantido o mais longe possível. Não há inovação sem se abraçar o risco, seja alto ou baixo. Para se desenvolver algo que i-nova, há que se produzir aquilo que é-novo, e aquilo que é novo é desconhecido. Notadamente nos Estados Unidos, o risco é parte da vida profissional das pessoas e o fracasso é algo aceitável. Vários dos pioneiros norte-americanos, sejam da área tecnológica ou não, tropeçaram e se levantaram antes do sucesso. A cultura de inovação tem como pilar um sólido ensino das ciências básicas e suas aplicações. Ensinar matemática afirmando que será útil para se fazer supermercado é um erro grave. É necessário que se mostrem as aplicações. Um dos grandes motores da Revolução Industrial foi o encontro de artesãos alfabetizados com os cientistas acadêmicos. Os primeiros foram capazes de materializar as propostas revolucionárias dos acadêmicos, tais como o motor a vapor, o motor de combustão interna e os geradores elétricos. Muitos destes artesãos, bem como muitos acadêmicos, geraram riqueza para si e para a Inglaterra ao registrarem patentes sobre os processos de produção dos seus inventos.

4) O que poderia incrementar esse processo?
A visão da aplicação do conhecimento é fundamental para empreender. A educação voltada para a aplicação, a mão na massa, é fundamental para que isto ocorra. Por exemplo, muitos países já incluem no currículo do ensino fundamental matérias voltadas à programação de computadores. Os avanços da era digital são notórios, mas acessar as redes sociais não gera tanta riqueza quanto inventar as ferramentas de acesso. O mesmo vale para outras áreas de conhecimento. A SpaceX hoje já recupera um veículo lançador, reduzindo absurdamente o custo de se enviar itens ao espaço – satélites e suprimentos para a Estação Espacial Internacional. Ou seja, a inovação não está somente nos bits.

5) Quais os aspectos pessoais e técnicos que, na sua opinião, colaboram para colocar em prática um projeto de inovação?
É importante dizer que a criatividade é fruto da curiosidade e da diversidade. A tal “visão do futuro” não brota simplesmente, ela é uma consolidação de tudo o que lemos, filmes que assistimos e pessoas com quem conversamos. Até os sonhos estão envolvidos neste processo. Se a pessoa não tem contato com um amplo espectro de informações, não dá para ligar os pontos e criar soluções inovadoras que são, em geral, multidisciplinares. É necessário se conhecer um pouco de tudo, não importa a área de especialização. Além disso, vontade de fazer acontecer, (muita) dedicação e resiliência para aguentar os tombos. É muito boa a sensação de ter produzido alguma coisa, desde pintar uma parede na minha casa ou resolver um probleminha de álgebra com minhas filhas, até participar da construção de um robô de inspeção high-tech. No fundo, o prazer é o mesmo.

6) Como avalia o trabalho de Planejamento de Vida Profissional, oferecido pela Agência de Inovação, para os empresários residentes da Incubadora de Empresas da COPPE?
Desde o primeiro encontro fiquei interessado no tema. É um processo de reavaliação dos rumos do empreendedor e da empresa. É isso mesmo que se quer? O rumo está certo? O Planejamento de Vida deveria ser executado já na escolha da carreira, antes de se pensar em entrar na universidade de forma a melhorar o processo decisório a respeito da profissão a ser seguida. Para o empreendedor, o PVP serve como mais um respaldo a sua empreitada, permite corrigir rumos com antecedência.

7) Como foi a primeira experiência de implementação do projeto de Trajetórias Convergentes na seleção de novos colaboradores para a GT2? O propósito de analisar a convergência entre trajetórias privadas e ciclo de vida de uma empresa como um dos fatores de decisão para a contratação foi algo válido?
Foi muito válido. O candidato pode se enxergar melhor como profissional e entender seus desejos frente à carreira que pretende seguir. Para a GT2 Energia, foi uma oportunidade de conhecer melhor o candidato de forma a alinhar as expectativas da empresa e do candidato. Assim, a expectativa é que a GT2 Energia possa contribuir para o crescimento do futuro estagiário, mesmo que seus objetivos de longo prazo sejam outros, numa relação honesta e produtiva durante o período em que estejam juntos.

 

notadareitoria

 

A criação do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), em 1985, expressou o resultado de uma longa luta da comunidade científica brasileira, como também a compreensão de importantes setores da sociedade de que o lugar da Ciência e da Tecnologia, no âmbito do Estado, deveria afirmar o seu caráter estratégico para a nação. A seção da Constituição dedicada ao setor confirmou a Ciência como fundamental para o porvir do país, recebendo tratamento prioritário na Constituição. A Ciência e a Tecnologia foram inscritas no Cap. IV, na sequência daquele dedicado à Educação. A inter-relação estreita entre Educação, Ciência e Tecnologia coloca em relevo o fato de que parte fundamental da pesquisa é desenvolvida nas universidades públicas, responsáveis pela formação de quadros para todo o sistema.

A consolidação do MCT possibilitou notáveis contribuições para a pesquisa nas universidades. Compreendida como política de Estado, referenciada na Constituição e organizada em nível ministerial, a Ciência brasileira rapidamente ganhou dimensão internacional, contribuindo, de modo decisivo e marcante, para o enfrentamento das grandes questões nacionais, em todos os domínios do conhecimento.

A conformação, no rol do Estado, no âmbito do MCT, dos órgãos de fomento, CNPq e Finep, viabilizou a estruturação de importantes laboratórios e institutos públicos. Grandes programas foram estruturados em domínios estratégicos para o país, fomentando a pesquisa e a pós-graduação nas universidades públicas. Objetivando desconcentrar as atividades de pesquisa, o MCT criou condições para a difusão de novos espaços de investigação em todo o país, por meio de programas regionais. Posteriormente, fortaleceu a promoção da pesquisa e do desenvolvimento, agregando a Inovação, passando a ser nomeado MCTI, em 2015.

A institucionalização da pesquisa nos institutos e universidades públicas em todo o país não seria possível sem o Ministério. Em um curto período histórico, o Brasil passou a compor o rol das nações com capacidade de produção de conhecimento em domínios cruciais para lograr avanços sociais e econômicos extraordinários, em virtude do vigor de sua ciência e tecnologia.

É inadmissível que todas essas conquistas republicanas e nacionais venham a sofrer retrocessos em virtude do ajuste fiscal. Não apenas porque a economia com a anexação do MCTI ao Ministério das Comunicações é pífia, mas também porque significa, concretamente, um deslocamento da área para um lugar periférico no rol do Estado. Redes e linhas de pesquisa podem ser inviabilizadas, laboratórios desfeitos e a formação das novas gerações de pesquisadores severamente prejudicada. Rigorosamente, tal medida não resultou de um debate democrático, visto que imposto por Medida Provisória exarada por um governo interino.

A Reitoria da UFRJ se soma às demais universidades públicas, às instituições de pesquisa, às entidades representativas como Andifes, ABC, SBPC, sindicatos e movimentos democráticos para reivindicar, de imediato, a manutenção do MCTI e sua gestão como política de Estado, livre dos interesses particularistas.

ministério

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) colocou em consulta pública o decreto de regulamentação do Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação, sancionado em janeiro de 2016 pela Presidência da República. O texto base está disponível no site Participa.br, e os interessados podem enviar contribuições até o dia 12 de junho.

A nova lei altera as regras das compras públicas para o setor de CT&I, prevê a adoção do regime diferenciado de contratações (RDC) e novos casos para dispensa de licitação. Além disso, facilita a importação de insumos para pesquisas e estabelece novas regras de propriedade intelectual para o licenciamento de tecnologias.

O texto também simplifica o processo de emissão de visto para pesquisadores estrangeiros, aumenta o tempo que os professores das universidades federais poderão se dedicar à pesquisa e aproxima o setor produtivo da academia.

Processo de elaboração

A consulta pública será feita em duas fases. Na primeira, a população deve opinar sobre os dispositivos da lei que exigem algum tipo de regulamentação. Nesta etapa, o objetivo é colher sugestões para a elaboração de uma primeira minuta de decreto. Por isso, ao lado de cada dispositivo a ser regulamentado, foram formuladas questões para orientar a participação dos interessados. Os questionamentos representam algumas das principais dúvidas que o ministério identificou nas discussões sobre a regulamentação.

Após a realização da primeira consulta, um novo prazo de trinta dias será aberto para a elaboração de uma minuta de regulamento a partir das contribuições recebidas.

A segunda fase da consulta aberta ao público é a discussão da minuta do decreto, em formato mais tradicional, com contribuições a serem apresentadas em relação a cada um dos dispositivos. Após o período da consulta, o governo federal vai elaborar uma proposta final de regulamentação, sem prejuízo de novas rodadas de discussão.

Durante todo o processo, o MCTI pretende intensificar sua agenda de eventos públicos para discussão das propostas e mobilização da sociedade para participação nos debates do Participa.br.

 

FONTE: Portal Brasil

Construído em parceria com a comunidade científica e o setor produtivo, Encti define 11 áreas prioritárias em CT&I. Fortalecimento do SNCTI é condição para o Brasil dar um salto em competitividade.

estrategianacionaldectiO Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (atual Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações) lançou, no dia 12 de maio, a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (Encti) 2016-2019. O documento coloca como condição para o Brasil dar um salto no desenvolvimento científico e tecnológico e elevar a competitividade de produtos e processos um Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI) robusto e articulado.

Para isso, estabelece como pilares a promoção da pesquisa científica básica e tecnológica; a modernização e ampliação da infraestrutura de CT&I, a ampliação do financiamento para o desenvolvimento da CT&I; a formação, atração e fixação de recursos humanos; e a promoção da inovação tecnológica nas empresas. Para cada um desses pilares, são indicadas ações prioritárias que vão contribuir para o fortalecimento do SNCTI, considerado o eixo estruturante.

O objetivo é posicionar o Brasil entre os países com maior desenvolvimento em CT&I; aprimorar as condições institucionais para elevar a produtividade a partir da inovação; reduzir assimetrias regionais na produção e no acesso à CT&I; desenvolver soluções inovadoras para a inclusão produtiva e social; e fortalecer as bases para a promoção do desenvolvimento sustentável.

Para alcançar esses objetivos, a Encti 2016 – 2019 aponta 11 áreas estratégicas. São elas: aeroespacial e defesa; água; alimentos; biomas e bioeconomia; ciências e tecnologias sociais; clima; economia e sociedade digital; energia; nuclear; saúde; e tecnologias convergentes e habilitadoras. A proposta é direcionar investimentos para essas áreas com consistência e coerência para potencializar os resultados.

Além disso, o documento busca posicionar o Brasil entre as nações mais desenvolvidas em CT&I. A Encti aponta que é possível chegar nesse estágio, desde que seguidas as diretrizes propostas pela iniciativa. Uma delas é a de alcançar a meta de investimento de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) no setor nos próximos anos. Atualmente, este patamar é superior a 1%.

A Encti 2016-2019, que substitui a Estratégia vigente desde 2012, foi elaborada pelo MCTI em estreita parceria com a comunidade científica e setor produtivo, além do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI). Uma consulta pública garantiu o engajamento da sociedade.

"A Encti é uma continuação do planejamento estruturado pelo MCTI nos últimos anos e que norteia as ações até 2019. Ela está articulada com diversas políticas setoriais, como de saúde, de defesa e industrial", afirmou o diretor do Departamento de Políticas e Programas Técnicos do MCTI, Sávio Raeder. "Houve uma ampla consulta para definir as prioridades estabelecidas pelos atores do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. A Encti tem uma forte ligação com as demandas que a sociedade coloca como importantes e que a ciência, tecnologia e inovação podem ajudar a solucionar", completou.

Investimentos e projetos

Além de estabelecer as ações para o período 2016 – 2019, o documento apresenta dados sobre a evolução do investimento brasileiro em ciência, tecnologia e inovação nos últimos anos. Desde 2000, por exemplo, as aplicações do governo federal na área aumentaram consideravelmente. No ano de 2013, por exemplo, os investimentos em CT&I alcançaram R$ 32,9 bilhões – valor 24,6% acima do dispendido em 2012.

A Encti revela ainda que o Brasil conta com uma ampla infraestrutura de pesquisa, por meio das unidades de pesquisa vinculadas ao MCTI. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômia Aplicada, elaborado a pedido do ministério, identificou 196 laboratórios distribuídos em 25 unidades de pesquisa, que receberam R$ 107 milhões na recuperação e expansão das suas estruturas, no período entre 2004 e 2010.

Entre os projetos de pesquisa científica que prometem colocar o país na fronteira do conhecimento, a Encti cita o Sirius, novo anel de luz sincrotron do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS/MCTI), ligado ao Centro Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais (Cnpem/MCTI); o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB) da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen/MCTI); e o Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI).

Outro destaque é a aquisição do Navio de Pesquisa Hidroceanográfico Vital de Oliveira em parceria com a Marinha do Brasil, Vale e Petrobras, e o uso compartilhado no Navio Hidroceanográfico Cruzeiro do Sul como Laboratório Nacional Embarcado. Esses laboratórios, aponta o documento, "são fundamentais para que a pesquisa nacional avance com autonomia e qualidade, condições fundamentais para o tratamento de temas estratégicos para o país, voltados para o uso sustentável do mar".

Legislação

A atualização no marco regulatório também influi positivamente para o incentivo à inovação. Recentemente, a Emenda Constitucional nº 85/2015 e a Lei nº 13.243/2016 deram novo fôlego para estimular este setor no país. Atualmente, o MCTI tem uma consulta pública aberta para que a sociedade apresente contribuições para a regulamentação do Marco Legal em Ciência, Tecnologia e Inovação. O texto está disponível até o dia 12 de junho no site Participa.br.

INCTs

Outro avanço importante para CT&I é o fortalecimento do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs). Entre 2009 e 2014, foram apoiados 125 projetos em todo o Brasil, em diversas áreas do conhecimento, com um investimento total de R$ 825 milhões. Participam da iniciativa 6.794 pesquisadores e 1.937 instituições. O Brasil também avançou na formação de pesquisadores. Entre 2010 e 2014, de acordo com CNPq, o número saltou de 128 mil para mais de 180 mil em todo o país, um crescimento de 39,9%. A formação de pesquisadores doutores foi ainda maior: cresceu 42,5%  no período, passando de 81.726 para 116.427.

As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste tiveram aumentos significativos no número de pesquisadores. A primeira teve um salto de 62,2%, enquanto as outras duas apresentaram 51% e 43,9% de aumento, respectivamente. Segundo o documento, isso representa uma "gradual redução das disparidades regionais sinalizadas pelo crescimento mais acelerado de pesquisadores, doutores ou não, nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste".

Ciência sem Fronteiras

Parte importante da formação de recursos humanos é o Programa Ciência sem Fronteiras (CsF). Por meio dele, foram concedidas, até janeiro de 2016, 92 mil bolsas de estudo de graduação ou pós-graduação em cerca de 30 países. Engenharias e demais áreas tecnológicas; ciências exatas e da Terra; ciências da saúde; e computação e tecnologia da informação são algumas das áreas consideradas prioritárias da iniciativa.

FONTE: MCTI

Durante o encontro, foram debatidos os avanços com a aprovação do Novo Marco Legal de CT&I, como a integração das universidades com o setor empresarial

contemealgoqueeunãosei2016Os desdobramentos da aprovação do Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação, em vigor desde janeiro de 2016, e as apresentações de experiências bem-sucedidas de transferência de tecnologia entre universidades e empresas foram os destaques 10º Encontro Anual da Associação Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia. Profissionais ligados aos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) de universidades, institutos federais e centros de pesquisas, além de representantes da área de inovação do país e do MCTI, participaram do evento, realizado entre os dias 10 e 13 de maio, em Cuiabá (MT).

Durante o painel “Conte-me algo que não sei!”, o coordenador da Agência UFRJ de Inovação, Ricardo Pereira, apresentou a parceria de sucesso da universidade com a biofarmacêutica Biozeus, especializada em desenvolver pesquisas acadêmicas inovadoras até a indústria, combinando expertise científica e de negócios. “O modelo desenvolvido pela empresa para transferência de tecnologia trouxe a possibilidade de alavancar nossos projetos para além dos estágios iniciais, tornando viável seu desenvolvimento comercial”, avalia Pereira.

O analista de projetos da Biozeus, David Pinheiro, apresentou um dos projetos nascidos na UFRJ que se tornou exemplo de sucesso. “Iniciado na Faculdade de Farmácia, o projeto licenciado para tratamento da diabetes encontra-se em fase de escalonamento. Trata-se de um novo fármaco que está sendo desenvolvido a partir da modificação da molécula da amilina humana – um hormônio de estrutura proteica capaz de ser conjugado à insulina, diminuindo a glicemia e restaurando a fisiologia do paciente. O estudo se mostrou inovador ao propor a modificação da amilina humana através de um processo químico (peguilação) que transforma o hormônio em um composto com características farmacológicas desejáveis para aplicação terapêutica”, contou Pinheiro.

Segundo o analista, o licenciamento exclusivo permitiu à empresa o gerenciamento do desenvolvimento do fármaco, que já teve as etapas de eficácia e segurança aprovadas, seguindo para próximas fases necessárias. “Vale lembrar que a patente é de titularidade das universidades, e o inventor é sempre o pesquisador. Todos os projetos licenciados seguem a Lei de Inovação Brasileira, que estabelece a necessidade da proteção patentária, o que garante o compartilhamento de royalties com as ICTs e pesquisadores”, ressaltou Pinheiro, acrescentando que, em sua trajetória, a biofarmacêutica já analisou mais de 450 projetos, sendo sete deles licenciados ao longo dos últimos quatro anos.

cnpqO Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançou a chamada dos programas institucionais de Bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica. As inscrições ficam abertas até 13 de junho. As modalidades de bolsas concedidas são Iniciação Científica (Pibic), Iniciação Científica Júnior (Pibic-EM), Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibit) e Iniciação Científica nas Ações Afirmativas (Pibic-AF). Todas terão duração de 12 até 24 meses e passam a valer a partir de agosto 2016.

A proposta deve ser preenchida por um representante de iniciação científica da instituição interessada em aderir ao programa. O formulário deve ser enviado, exclusivamente, pela Plataforma Carlos Chagas.

O Pibic é destinado a estudantes de graduação do ensino superior. Podem participar instituições públicas, comunitárias ou privadas, que efetivamente desenvolvam pesquisa e tenham instalações próprias para tal fim. Já o Pibic-EM é operacionalizado por uma instituição de ensino superior e de pesquisa, em parceria com escolas públicas de ensino regular, escolas militares, ou ainda, escolas técnicas e privadas de aplicação. Esta modalidade é destinada a alunos do ensino médio.

A modalidade Pibit concede cotas de bolsas a instituições de ensino superior e centros de pesquisa voltados à pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação para estudantes da graduação. E a Pibic-AF concede cotas de bolsas de iniciação científica a instituições de ensino superior (IES) públicas que possuem políticas de ação afirmativa para o ingresso de grupos historicamente excluídos em seu quadro discente e que tenham sido aprovadas no Pibic e/ou no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibiti) da chamada 2014/2016.

A instituição de ensino superior e de pesquisa proponente deverá estar previamente cadastrada no Diretório de Instituições do CNPq.

Para saber mais clique aqui.

 

FONTE: CNPq

profnitreuniaoO mês de maio marcou o início do processo seletivo para a participação no Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação (PROFNIT). O programa consiste num mestrado profissional dedicado ao aprimoramento da formação profissional dos interessados em atuar nas competências dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) e demais ambientes promotores de inovação.


Inspirado na experiência bem sucedida do PROFMAT (Programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional), a ideia do PROFNIT é atender à necessidade das Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) de capacitarem seus gestores para a difícil tarefa de conduzir as questões relacionadas aos NITs.


Desde 2004, a Lei de Inovação (Lei 10.973) institui a criação dos NITs e atribui a eles a gestão da política de inovação das ICTs. Isto envolve, entre outras atividades, a avaliação dos resultados decorrentes de atividades e projetos de pesquisa, o acompanhamento do processamento dos pedidos, a manutenção dos títulos de propriedade intelectual e a realização de prospecções e transferências de tecnologia, por exemplo. No entanto, grande parte desses gestores enfrenta dificuldades para executar estas tarefas, principalmente por conta da insegurança jurídica que ainda cerca a atuação dos NITs sob sua coordenação.


No início de 2016, o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 77/2015, que já havia sido aprovado por unanimidade pelo Congresso, foi sancionado pela presidente Dilma Rousseff e passou a compor o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei 13243/16). O novo Marco promove uma série de ações para o incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento científico e tecnológico, representando uma verdadeira reforma na legislação que regula a integração entre agentes públicos e privados.


Conforme explica Ricardo Pereira, coordenador da Agência UFRJ de Inovação: “Por conta de sua abrangência e de seu ainda desconhecido impacto, torna-se ainda mais importante que as diferentes instâncias de intermediação entre a academia e a sociedade, a exemplo dos NITs e das fundações de apoio, estejam preparadas para assumir os novos encargos ali expressos”. Segundo ele, a proposta de criação do PROFNIT vai exatamente ao encontro deste hiato ainda existente nas instituições públicas e privadas brasileiras, uma vez que a capacitação das equipes dos NITs ainda vem se dando de maneira muito fragmentada.


Programa aprovado com nota 4 pela CAPES


Já aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) com nota 4, o curso vem sendo elaborado pela Associação Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (FORTEC) desde o ano de 2014, tendo contado com a participação de dezenas de docentes e pesquisadores do tema em várias instituições a ela associadas. Criado em 2006, o FORTEC é uma associação de representação dos responsáveis pelo gerenciamento das políticas de inovação e das atividades relacionadas à propriedade intelectual e à transferência de tecnologia nas universidades, institutos de pesquisa e demais instituições gestoras de inovação.


Como membro do FORTEC desde a sua fundação, a UFRJ é uma das instituições que foram consultadas sobre o interesse em integrar o PROFNIT, sinalizando de maneira positiva. Posteriormente foi proposto que coubesse à UFRJ assumir o papel de polo do PROFNIT no estado do Rio de Janeiro, atuando também na coordenação das atividades das demais instituições de ensino e pesquisa do estado, a exemplo de UEZO, UFRRJ, CEFET, além do próprio INPI.


Em função da necessidade do PROFNIT estar sediado em uma unidade acadêmica, o Instituto de Microbiologia Paulo de Góes (IMPPG) concordou em alocar este mestrado profissional em sua pós-graduação. Grande parte desta articulação envolvendo a UFRJ e outras instituições foi fruto do esforço da professora Flávia Lima do Carmo, coordenadora adjunta da Agência UFRJ de Inovação. Segundo ela: “Por ser um mestrado profissionalizante de âmbito nacional, é inestimável a contribuição do PROFNIT nesta área estratégica e de extrema importância para o desenvolvimento do país. O aumento de profissionais capacitados para trabalhar com propriedade intelectual e transferência de tecnologia irá contribuir de forma efetiva para acelerar o processo de inovação”.


A grade curricular do programa contará com cinco disciplinas obrigatórias e treze optativas/eletivas. As obrigatórias são: Conceitos e Aplicações de Propriedade Intelectual (PI); Conceitos e Aplicações de Transferência de Tecnologia (TT); Prospecção Tecnológica; Políticas Públicas de Ciência, Tecnologia e Inovação e o Estado Brasileiro; e Metodologia da Pesquisa Científico-Tecnológica e Inovação. Já as disciplinas eletivas são: Indicadores Científicos e Tecnológicos; Projetos em Ciência, Tecnologia e Inovação; Pesquisa Tecnológica Qualitativa e Quantitativa; Indicações Geográficas e Marcas Coletivas; Propriedade Intelectual e suas vertentes em Biotecnologia Fármacos e Saúde; Propriedade Intelectual nas Indústrias Alimentícia e Química; Propriedade Intelectual nas Engenharias e nas Tecnologias da Informação e Comunicação; Propriedade Intelectual no Agronegócio; Gestão da Transferência de Tecnologia em Ambientes de Inovação; Valoração Sistêmica de Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia; Negociação Contratos e Formalização de Transferência de Tecnologia; Empreendedorismo em Setores Tecnológicos; e Ambientes de Inovação e suas interações sistêmicas.


Vale destacar que disciplinas que integram o PROFNIT podem também ser oferecidas por outros programas de pós-graduação, a exemplo da matéria Prospecção Tecnológica, que pode ampliar a visão de pós-graduandos das áreas de Ciências Exatas, e da Saúde, entre outras.


Quaisquer dúvidas relativas ao PROFNIT podem ser encaminhadas para o email a seguir: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

hackaton2Nos dias 17, 18 e 19 de maio, as dependências do Auditório Horta Barbosa, no bloco A do Centro de Tecnologia da UFRJ sediarão o Hackathon UFRJ. Qualquer aluno, funcionário ou professor da UFRJ pode participar do evento.

Este é o primeiro grande Hackathon da UFRJ. Com a frase tema “Soluções para nossa Universidade”, propõe-se um espaço de encontro e troca com infraestrutura completa e acesso à internet de qualidade, no qual os participantes terão dois dias ininterruptos para criar serviços, aplicativos e produtos que melhorem as condições cotidianas do ecossistema dos diferentes campi da UFRJ. Dispondo de livre interação entre si e de total liberdade criativa, os participantes terão a oportunidade de produzir soluções funcionais para problemas reais que serão postas em prática e divulgadas por toda a Universidade após seu desenvolvimento.

Uma junta composta pela organização, por professores da Universidade e por agentes externos elegerá os melhores trabalhos, que serão posteriormente integrados à UFRJ. O HackathonUFRJ não predefine os projetos de forma específica. Todas as temáticas e tipos de solução serão aceitos. Pede-se apenas que os projetos, quando da apresentação, tenham um mínimo de aplicabilidade prática, e que tenham o potencial de serem inovadores. Projetos sem desenvolvimento prático ou que remetam a soluções já existentes não serão levados em consideração pela banca julgadora.

A premiação do HackathonUFRJ se configurará na oportunidade da equipe vencedora levar seu projeto a ser implementado dentro da Universidade, via apoio institucional da Reitoria, da COPPE e do Fundo Verde.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas através do endereço https://hackathonufrj.typeform.com/to/h3CJO2 até as 23:59 do dia 12 de maio. Caso haja excesso de inscrições, os participantes finais serão selecionados pela organização e, então, contatados. As inscrições serão exclusivamente individuais. Porém, caso o participante esteja se inscrevendo com um grupo previamente organizado, será pedido que informe os nomes dos outros participantes no ato da inscrição a fim de que os grupos não sejam separados na hora da seleção.

Mais informações em: https://drive.google.com/file/d/0BzSI_ATMqfnGUUNpd2hlX0JHbEE/view.

Professores e alunos do Instituto de Bioquímica Médica (IBqM) participaram do encontro que destacou projetos que nasceram em universidades, como a UFRJ, e que hoje, graças ao perfil inovador associado à expertise de parceiros capacitados, se encontram em estágios avançados no processo de desenvolvimento

 

biozeusdavidComo é possível transformar projetos inovadores em novos fármacos ao alcance da sociedade? Essa é a missão da empresa brasileira Biozeus, especializada no desenvolvimento de novos fármacos a partir de projetos identificados e selecionados nas Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs) brasileiras, inclusive a UFRJ. Na última sexta-feira, dia 15 de abril, os alunos e professores do Instituto de Bioquímica Médica (IBqM) tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho pioneiro realizado pela biofarmacêutica, na palestra “Biozeus, da bancada para o mercado global: desenvolvendo novas terapias”.


Em sua apresentação, no auditório Leopoldo de Meis, no CCS, o analista de projetos David Pinheiro, da Biozeus, ressaltou o papel da empresa em identificar, selecionar e traduzir projetos acadêmicos em novos fármacos, trazendo como exemplo dois projetos bastante inovadores, um deles nascido na UFRJ. “Iniciado na Faculdade de Farmácia, esse projeto licenciado para tratamento da diabetes encontra-se em fase de escalonamento. Trata-se de um novo fármaco que está sendo desenvolvido a partir da modificação da molécula da amilina humana – um hormônio de estrutura proteica capaz de diminuir a glicemia e o uso de insulina, restaurando a fisiologia do paciente. O estudo se mostrou inovador ao propor a modificação da amilina humana através de um processo químico (peguilação) que transforma o hormônio em um composto com características biológicas desejáveis para aplicação terapêutica”, contou Pinheiro.


Ele explicou que ICTs de excelência como a UFRJ costumam se destacar na descoberta de novos e promissores ativos como esse para tratar diabetes, mas reforçou que parcerias com agentes capacitados conferem a estas inovações os elementos necessários para que as mesmas possam ser desenvolvidas até o mercado e beneficiem pacientes de todo o mundo. “É através dos Núcleos de Inovação de Tecnologia (NITs), presentes nas instituições, que podemos oferecer toda nossa expertise, somando forças com pesquisadores”, completou.


Por sua vez, o analista de projetos da Biozeus, Diego Allonso, assinalou que o licenciamento exclusivo permite a empresas como a Biozeus o gerenciamento do desenvolvimento do fármaco, até que seja provada sua eficácia e segurança em humanos, quando a indústria consegue identificar o valor do projeto, sublicenciando e assumindo as fases finais até a comercialização. “Vale lembrar que a patente é de titularidade das Universidade, e o inventor é sempre o pesquisador. Todos os projetos licenciados seguem a Lei de Inovação Brasileira, que estabelece a necessidade da proteção patentária, o que garante o compartilhamento de royalties com as ICTs e pesquisadores”, ressaltou Allonso, acrescentando que, em sua trajetória, a biofarmacêutica já analisou mais de 450 projetos, sendo sete deles licenciados ao longo dos últimos quatro anos.


A Biozeus atua em todas as áreas terapêuticas, selecionando projetos que atendem a uma necessidade médica global. Os projetos devem apresentar um composto definido, isolado e caracterizado, apresentando racional científico claro e sendo passível de proteção patentária.

fortec2016 Entre os dias 10 e 13 de maio, a cidade de Cuiabá, Mato Grosso, vai sediar o 10º Encontro Nacional do Fortec (Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia). Os encontros do Fortec ocorrem desde 2007 e a estimativa para 2016 é de que cerca de 500 profissionais do setor de Inovação Tecnológica de universidades, institutos federais e centros de pesquisas de todo o país participem do evento, além de representantes governamentais, empresários e pequenas empresas. Além disso, o evento tem confirmada a participação de especialistas internacionais que compartilharão suas experiências e abrirão espaços de discussão em torno do tema.


Cristina Quintella, professora da Universidade Federal da Bahia, é a Presidente do Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia. Ela espera “aumentar o conteúdo tecnológico de inovação com sustentabilidade”.


A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Mato Grosso, Luzia Helena Trovo, falou da satisfação em receber o evento e do empenho da sua equipe em realizá-lo. Além disso, ela destacou a relevância de construir, em diálogo com o Fortec, o mestrado profissionalizante em propriedade intelectual: “Tenho certeza de que será um passo certo na direção que pretendemos seguir, a do empreendedorismo e do desenvolvimento tecnológico”.


Conte-me algo que eu não sei


Voltada para o compartilhamento de experiências bem sucedidas entre os Gestores dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs), a 10ª edição do encontro nacional do Fortec traz uma nova sessão do Conte-me algo que eu não sei, que teve sua estréia na edição do ano passado do evento, em Curitiba. A ideia é que este se torne um painel permanente nas futuras edições do Encontro e que possa figurar também no portal do Fortec na internet. Conforme explica Ricardo Pereira, coordenador da Agência UFRJ de Inovação, trata-se de uma oportunidade importante para priorizar o âmbito prático dos NITs, focando em suas experiências bem sucedidas: “A concepção do painel partiu do fato de que a consolidação da Agência UFRJ de Inovação em muito se deveu ao compartilhamento de experiências dos Núcleos mais antigos. Seria, portanto, uma forma de a Agência retribuir um pouco desta ajuda recebida e de ampliá-la ao incluir as experiências dos demais NITs”.

A ideia é compartilhar novos caminhos para a solução de problemas, novos instrumentos de gestão, novas abordagens na interação com empresas, experiências sobre parcerias inovadoras com setores acadêmicos etc.


Os interessados em participar do evento já podem efetuar as inscrições no endereço 10fortec.fortec.org.br.

espaçocoworkingparque

Em 5 de abril, o auditório do Parque Tecnológico da UFRJ sediou um debate sobre o tema “Empreendedorismo Inovador na Universidade”. O evento, que precedeu a inauguração do Espaço do Coworking do Parque, contou com uma mesa composta por Otávio Leite, deputado federal pelo Rio de Janeiro, por Beatriz Mattos, sócia-diretora da empresa Ambipetro, além do estudante de graduação e estagiário da Agência UFRJ de Inovação Guilherme Monteiro.

O novo espaço, destinado a empresas inovadoras, é dividido em 20 módulos com duas estações de trabalho de uso privativo em cada um, além de sala para reunião e espaços de convivência. O diferencial da iniciativa é a possibilidade de ampliação de networking e negócios por meio da interação com grandes, pequenas e médias empresas já instaladas no ambiente, além do auxílio na gestão de seus negócios. São 313,5 metros quadrados de área de trabalho, sendo que, segundo José Carlos Pinto, diretor executivo do Parque, ainda há a possibilidade de uma expansão que viabilize mais 40 postos de trabalho futuramente. O edital para candidatar-se às vagas está disponível em: http://www.parque.ufrj.br/wp-content/uploads/2016/03/Chamada-01.2016-Espa%C3%A7o-Compartilhado-04.03.pdf

Durante o debate, o deputado Otávio Leite destacou a necessidade de implantação de políticas mais contundentes de fomento ao empreendedorismo dentro e fora das universidades. “Apesar do momento de crise em que o país se encontra, quando se fala em empreendedorismo, é preciso lembrar que para que as boas ideias se concretizem não se pode prescindir de capital”, comentou. Na visão do deputado, existem dois caminhos a serem seguidos para fomentar o empreendedorismo no Brasil atualmente. Um deles é a criação de uma espécie de bolsa de valores exclusiva para micro e pequenas empresas. O segundo é o estímulo à participação de “investidores anjos” através de garantias que diminuam a possibilidade de contaminação dos investimentos realizados pelos mesmos por fatores de risco que são inerentes às atividades empreendedoras.

Outro ponto levantado pelo deputado foi a necessidade de estímulos às cada vez mais populares iniciativas de crowdfunding: “Uma outra possibilidade são abatimentos no imposto de renda que estejam vinculados à participação em mecanismos de crowdfunding de incentivo a atividades culturais ou que envolvam iniciativas voltadas ao empreendedorismo e à criação de startups”.

Em seguida foi a vez de Beatriz Mattos se apresentar. A sócia-diretora da Ambipetro contou um pouco da história da empresa, que possui uma filial instalada no Parque Tecnológico. Dedicada a encontrar soluções integradas no mercado de energia e meio ambiente, a Ambipetro realiza a coleta de dados meteo-oceanográficos e geológicos para o setor petrolífero offshore principalmente através de sensores remotos.

guilhermemonteiroO estudante universitário Guilherme Monteiro foi o próximo a falar. Em sua apresentação, o aluno deu destaque para alguns projetos nos quais está atualmente envolvido. Na entrevista a seguir, Guilherme, que além de cursar graduação em Defesa e Gestão Estratégica Internacional (DGEI) na UFRJ também é estagiário da Agência UFRJ de Inovação, comenta mais sobre eles.

 

Como foi o seu envolvimento com o movimento de empresas juniores na UFRJ?

No final de 2012, eu organizava com outros alunos a segunda semana acadêmica do meu curso, que na época foi realizada na Escola Superior de Guerra. Entre os palestrantes estavam André Martins e Guilherme Lacerda, respectivamente presidente e diretor de Marketing da Fluxo Consultoria, Empresa Júnior das Engenharias da UFRJ. O André estimulou ao final do evento uma das organizadoras, Zeilane, dizendo que ele ficaria bastante feliz em ver uma EJ do curso sendo criada. Nisso ela veio até mim e começamos a puxar uma iniciativa que vingou e virou a PROGED, isso em 2013. Em 2014 entrei na UFRJr, Núcleo das EJs da UFRJ, organização esta da qual me desliguei agora no início do primeiro semestre de 2016.


Você comentou sobre um mapeamento que descobriu mais de 700 projetos relacionados ao empreendedorismo na UFRJ. Poderia falar um pouco mais sobre isso?

Eu, o Pedro Serpa e o Affonso Carvalho já conhecíamos alguns projetos, além das EJs que faziam parte do ecossistema na época da UFRJ. A questão da comunicação interna ser um problema nunca nos impediu de conversar e circular por outras áreas e unidades da UFRJ. Inclusive acredito que, falando por mim, uma parte importante da minha formação dentro da universidade foi moldada por essa interação com outras áreas do conhecimento. Com essa circulação fomos conhecendo novos projetos e com passar do tempo fomos listando, pois percebemos e vimos conexões e possibilidade de interações entre várias organizações.

 

Atualmente você está participando de algumas iniciativas que envolvem o projeto de um Hub, o Laboratório Vivo e a criação de um espaço maker na UFRJ. Poderia falar um pouco mais sobre essas três iniciativas e sobre o seu possível impacto para a nossa comunidade universitária?

Tanto eu quanto o Pedro Serpa e o Affonso Carvalho, assim como outros tantos alunos, sempre compartilhamos vários incômodos com relação à universidade. De tanto escutar incômodos de amigos, colegas e até mesmo estranhos pela internet, nos juntamos para trazer uma proposta de rede onde atuamos como tecelões, conectando projetos e pessoas (muitas vezes já mobilizadas) a outras redes. E foi assim que a proposta do Hub nasceu, um projeto focado em contribuir com o ecossistema empreendedor e de inovação da UFRJ. No espírito de querer retornar para a sua universidade, muitos não conseguiam ou simplesmente emperravam em algo burocrático em extremo. Então identificamos um conceito chamado "Laboratório Vivo". Isto significava olhar para a UFRJ como um laboratório a ser experimentado, pois a cidade universitária possui uma população significativa e reproduz alguns dilemas urbanos atuais. Nesse sentido posso citar o Caronaê e o Fundão Sem Fronteiras como excelentes iniciativas nessa direção. Com o passar do tempo, foi se mostrando necessário um espaço físico que pudéssemos ter como referência e ao final acabou tomando características de um espaço maker. Buscamos o Parque Tecnológico da UFRJ como parceiro para obtenção desse espaço por considerarmos uma oportunidade dos discentes poderem se aproximar e interagirem mais com agentes ali presentes, tão importantes para aqueles que desejam inovar e empreender. O impacto que visualizamos, além dos projetos sociais, geração de spin offs, etc., é a possibilidade do aluno empreender sua própria trajetória dentro da universidade.

 

Qual a importância da sua atuação na Agência UFRJ de Inovação para o seu desenvolvimento profissional bem como para o avanço destes projetos?

O impacto vem muito antes de entrar na Agência de Inovação, pois já conhecia a unidade desde 2012. Inclusive convidei na época o Ricardo Pereira para palestrar na nossa segunda semana acadêmica e foi uma das palestras que mais recebeu retorno positivo junto com uma da Embraer Defesa. Meu vínculo se tornou mais forte a partir do momento que entrei no Movimento Empresa Júnior e conheci a Íris, Sandra e o Paulo. Tive a oportunidade de participar do 1º curso de Trajetória Empreendedora com a Sandra e para mim foi um divisor de águas sob vários pontos de vista. Atualmente faço parte do projeto de mapeamento de agentes ligados à Inovação Social dentro da UFRJ, onde realizo entrevistas a serem disponibilizadas para o grande público nos mais diversos formatos.

 

FOTOS: David Madeira

wanderleysouza lançamento editais ictsA Finep lançou, no dia 4 de abril, dois editais voltados para ICTs (Institutos de Ciência e Tecnologia), totalizando R$ 390 milhões – divididos igualmente entre as chamadas. Os recursos, não reembolsáveis, são provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). O evento aconteceu na sede da financiadora, no Rio de Janeiro, e contou com a presença do presidente da instituição, Wanderley de Souza, da secretária executiva do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), Emilia Ribeiro Curi, do presidente da Academia Brasileira de ciências (ABC), Jacob Palis, do vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu Moreira, do diretor do CNPq, Marcelo Marcos Morales, do presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), Renato Machado Cotta, e do diretor científico da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Jerson Lima.

"Estes editais resgatam o papel da Finep como apoiadora da infraestrutura dos ICTs, universidades e institutos vinculados ao MCTI. Eles farão com que cada instituição disponha de recursos que poderão ser aplicados da forma mais conveniente para o desenvolvimento de seus laboratórios e equipamentos científicos. Não há temas predefinidos", explicou Wanderley.

Um dos editais (Chamada Pública MCTI/FINEP/FNDCT 02/2016 – Centros Nacionais Multiusuários) é uma chamada pública voltada para centros nacionais de infraestrutura científica de caráter multiusuário e está dividida em duas linhas. A primeira tem como objetivo fomentar e fortalecer os centros já estabelecidos, reforçando a capacidade de atendimento a demandas externas e ampliando os serviços disponíveis. Já a segunda pretende induzir a instalação de novos centros nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil. Esse processo vai se dar por meio da melhoria de infraestrutura necessária para realização de ensaios e pesquisas. Do valor total da chamada (R$ 195 milhões), 20% (R$ 40 milhões) serão destinados exclusivamente aos centros emergentes.

Entre os objetivos do edital estão apoiar a utilização dos centros por empresas de base tecnológica, estimulando o processo de inovação; viabilizar o avanço do desenvolvimento científico e tecnológico nacional; estimular a geração de novas linhas de pesquisa; apoiar soluções tecnológicas para as empresas; proporcionar condições para o crescimento e para a consolidação da pesquisa científica e tecnológica nas regiões onde se localizem; otimizar equipamentos e pessoal qualificado, possibilitando o uso compartilhado do potencial do centro a outras instituições e empresas; e propiciar aquisição, manutenção e operação de equipamentos multiusuários de média e grande complexidade. Esses aparelhos são considerados de alta especialização e necessitam de um coordenador científico que determine o seu uso por clientes internos e externos.

Cada instituição poderá participar com apenas uma proposta, com valor mínimo de R$ 1 milhão. O formulário para apresentação (FAP) será disponibilizado a partir de 20/4 e as propostas devem ser enviadas até 5/7. A divulgação do resultado final começará no dia 20/10.

Carta convite

O segundo edital (Carta Convite MCTI/FINEP/FNDCT 01/2016 - Institutos de Pesquisa do MCTI) é uma carta convite destinada a laboratórios multiusuários dos institutos vinculados ao MCTI e tem como principal objetivo fortalecer os centros através da aquisição e da manutenção de equipamentos multiusuários e seus sistemas integrados, bem como da contratação de pessoal qualificado para a operacionalização destes equipamentos. Ao todo, existem 22 institutos elegíveis, entre os quais: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e Observatório Nacional (ON). Desse total, sete fazem parte da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), também ligada ao ministério. Cada instituição de pesquisa está autorizada a enviar apenas uma proposta, que poderá ser organizada na forma de subprojetos, com valor máximo de R$ 20 milhões.

O formulário para apresentação (FAP) será disponibilizado a partir de 14/4 e as propostas devem ser enviadas até 30/5 (envio eletrônico do FAP) e 2/6 (documentação impressa). A divulgação do resultado final será no dia 25/7.

“O País vai sempre avançar quando investir em ciência, tecnologia e inovação. Se o ministério e os institutos estiverem todos unidos, conseguiremos superar as adversidades contemporâneas”, finalizou Emilia Curi.

 

FONTE: FINEP

FOTO: João Luiz Ribeiro

tedufrj

 

No dia 16 de maio, o auditório do bloco A do Centro de Tecnologia da UFRJ, na Cidade Universitária, sediará o TEDxUFRJ.

O que é o TED?
O TED é uma organização sem fins lucrativos, apartidária e dedicada à difusão de ideias, geralmente sob a forma de palestras curtas e poderosas - com 18 minutos ou menos. Começando com uma conferência de quatro dias na Califórnia há 30 anos, o TED cresceu para apoiar ideias que mudam o mundo através de múltiplas iniciativas. Muitas dessas palestras são disponibilizadas gratuitamente pelo TED.com.

O que é o TEDx?
No espírito das ideias que merecem ser espalhadas, TEDx é um programa de eventos locais e independentes que une pessoas para compartilhar uma experiência ao estilo TED. Em um evento TEDx, a combinação de palestras ao vivo e vídeos de TEDTalks gera discussões e conexões profundas. Estes eventos locais usam a marca TEDx, onde x significa ‘evento TED organizado independentemente’. A conferência TED fornece orientação geral para o programa TEDx, mas cada evento TEDx é organizado de maneira independente (assim, sujeito a certas regras e regulamentos).

Os interessados em participar do evento devem realizar suas inscrições preenchendo o formulário que consta no seguinte endereço: https://aufrjquequeremos.typeform.com/to/Vz6Dp6.

debatemarcolegalCCSSancionado pela presidenta Dilma Rousseff em 11 de janeiro deste ano, o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 77/2015 deu origem ao novo Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei 13243/16). Para ajudar a entender os efeitos desta recente legislação no cotidiano das universidades e de seus pesquisadores, a Adufrj organizou um debate sobre o tema no dia 6 de abril, no Salão Azul do Instituto de Biologia (CCS/UFRJ).

O evento contou com a participação do professor Ericksson Almendra, diretor de Planejamento, Administração e Desenvolvimento Institucional da Coppe, Ricardo Gattass, professor emérito da UFRJ e diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Finep, além de Vitor Iorio, decano do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas.

O novo marco regulatório promove uma série de ações para o incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento científico e tecnológico, representando uma verdadeira reforma na legislação que regula a integração entre agentes públicos e privados. Algumas leis que passam a vigorar com nova redação são a Lei de Inovação, a Lei de Licitações, o Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC), entre outras. Ao todo, nove leis foram alteradas pelo Marco Legal, que foi discutido ao longo de cinco anos pela comunidade científica e empresarial.

Segundo o professor Ericksson Almendra, o principal condão da nova legislação é “desburocratizar a gestão dos processos de CT&I”. “Há indicações de que o Marco Legal seja fruto de uma política de Estado e não uma política de governo. Prova disso é que o Marco foi aprovado por unanimidade no Congresso”, completou. Apesar disso, o professor destacou também algumas dificuldades iniciais que são a luta pela derrubada dos vetos presidenciais e a necessidade de muita regulamentação posterior em diversos dispositivos da lei (19 itens ao todo).

Entre as conquistas do novo Marco, Ericksson citou a simplificação de procedimentos de prestação de contas, a possibilidade de dispensa de licitação para a aquisição de produtos para pesquisa e desenvolvimento, além de medidas que aproximam as fundações de apoio das instituições federais de ensino, entre outras. O professor reconheceu, contudo, que há pontos polêmicos, como a possibilidade de que docentes em regime de dedicação exclusiva de universidades federais possam dedicar até 416 horas anuais a atividades fora do ambiente universitário. Ainda assim, conforme explicou, “Pior seria proibir e fechar os olhos para algo que já acontece e continuará acontecendo”.

O próximo a falar foi o professor Ricardo Gattass. Ele destacou a forma como a nova legislação estimula a relação entre as instituições científicas, tecnológicas e de inovação com o setor empresarial. Outro ponto elogiado foi a reformulação de alguns conceitos fundamentais (vale lembrar que a própria noção de inovação sofreu alterações com a lei), além da proposição de outros tais quais os de bônus tecnológico, pólo tecnológico e capital intelectual, conceitos estes novos sob o ponto de vista legal.

Ricardo comentou também a considerável expansão do rol de atribuições dos núcleos de inovação tecnológica (NITs). A partir da sanção da lei, os mesmos ficaram incumbidos de desenvolver estudos de prospecção tecnológica e de inteligência competitiva no campo da propriedade intelectual, bem como de desenvolver estudos e estratégias para a transferência de novas tecnologias gerada nas universidades, por exemplo. Além disso, os NITs contam agora com permissão para que passem a ter personalidade jurídica própria.

Em seguida falou o professor Vitor Iorio. Fazendo um contraponto às falas anteriores, o decano do CCJE deixou claro de que o novo Marco Legal está longe de ser uma unanimidade. Mais do que discutir pontualmente os dispositivos da nova legislação, Vitor Iorio enquadrou-a enquanto um reflexo de um sistemático desmonte do Estado de bem-estar social. “O novo Marco Legal legitima certo tipo de comportamento em relação à Educação que traz consigo a necessidade de discutirmos que tipo de Estado queremos: um Estado de bem estar-social ou um Estado neoliberal?”.

Ainda segundo Vitor, “A nova lei cria a possibilidade de que as verbas provenientes de projetos sejam ainda mais direcionadas a determinados setores dentro das universidades”. O comentário foi retrucado pelo professor Ericksson Almendra, que defendeu uma postura de maior proatividade por parte dos institutos acadêmicos no que tange à busca por recursos: “Alguns setores da nossa Universidade parecem sofrer de um complexo de gueto”.

O debate foi gravado e está disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=IUQbBYj0MVI.

 

FOTO: Elisa Monteiro

debatemarcolegal

 

Sancionado pela presidenta Dilma Rousseff em 11 de janeiro deste ano, o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 77/2015 deu origem ao novo Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação. Para ajudar a entender os efeitos desta recente legislação no cotidiano das universidades e de seus pesquisadores, a Adufrj organiza um debate sobre o tema no próximo dia 6 de abril, no Salão Azul do Instituto de Biologia (CCS), às 11h.

Transformado na lei 13.243/2016, o Marco Legal de CT&I sofreu oito vetos presidenciais, que ainda serão apreciados em sessão conjunta do Congresso Nacional - ou seja, podem ser derrubados.

O evento será aberto com uma apresentação sobre a lei. A exposição será feita pelo professor Ericksson Almendra, que é diretor de Planejamento, Administração e Desenvolvimento Institucional da Coppe. Em seguida, haverá um debate, com os professores: Vitor Iorio, decano do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas; e Ricardo Gattass, professor emérito da UFRJ e diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Finep.

prehackatonO que é o Hackathon em Saúde?

Como as redes de informação, games e dispositivos móveis podem contribuir para a inovação no campo da saúde? Para responder a esta pergunta, o Centro de Estudos do Icict realizará em 2016, o Hackathon em Saúde, uma maratona que reúne programadores, designers e outros profissionais em um esforço concentrado para o desenvolvimento de aplicativos e inovações tecnológicas para o SUS.

O termo hackathon resulta de uma combinação das palavras inglesas “hack” (programar de forma excepcional) e “marathon” (maratona). A maratona dura em torno de 42 horas (em alusão aos 42 km) e os participantes têm a oportunidade de concorrer a prêmios e bolsas de estudos, conhecer outros profissionais da área, fazer networking e participar de um projeto colaborativo para proposição de soluções pragmáticas relacionadas à saúde e ao bem-estar da população.

 

Pré-Hackathon em Saúde

No dia 7 de abril de 2016, das 9h30 às 17h, será realizado o Pré-Hackathon em Saúde, como atividade preparatória para a grande maratona, cuja data será anunciada brevemente. A proposta desse encontro é mobilizar e reunir programadores, designers e outros profissionais para trocar experiências em torno das possibilidades de desenvolvimento tecnológico para a saúde pública.

Confira a programação e faça a inscrição no endereço: http://eventos.icict.fiocruz.br/evento/pre-hackathon-em-saude

palaciodoplanaltoO Palácio do Planalto solucionou o problema das entidades sem fins lucrativos, como as fundações de apoio à pesquisa, que apresentavam dificuldades para importar insumos e equipamentos para fins científicos. A presidente Dilma Rousseff publicou, no dia 17 de março, a Medida Provisória nº 718/2016 no Diário Oficial da União alterando pontos da Lei nº 8010/1990.

Tal legislação concede isenção fiscal, por exemplo, a centros de pesquisas e universidades federais e privadas para importação de produtos destinados à pesquisa há mais de 20 anos. Tradicionalmente, as compras de materiais científicos no exterior para os Institutos Federais de Ensino Superior (IFES) são realizadas pelas fundações de apoio à pesquisa, credenciadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

As instituições de apoio à pesquisa, porém, começaram a enfrentar dificuldades para manter essas operações porque a legislação foi ajustada na redação do art. 8º da Lei 13243/2016 que deu origem ao Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), sancionado pela presidente Dilma em 11 de janeiro deste ano, depois de aprovação unânime no Congresso Nacional.

O texto publicado no Diário Oficial diz que a medida provisória é aplicada às importações realizadas pelo CNPq, por cientistas, pesquisadores, Instituições de Ciência e Tecnologia (ICT) e por entidades sem fins lucrativos ativos no fomento, na coordenação ou na execução de programas de pesquisa científica e tecnológica, de inovação ou de ensino – e devidamente credenciadas pelo CNPq.

Segundo explicou o vice-presidente do Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica (Confies), Fernando Peregrino, as fundações de apoio realizam as importações de produtos científicos porque as universidades federais não dispõem de estrutura para realizar essas operações. Também diretor de orçamento da Coppe/UFRJ, ele cita a existência de 52 fundações de apoio credenciadas e que respondem por 74% das importações de produtos científicos no país.

senadoempresasjunioresO Plenário do Senado aprovou, no dia 10 de março, três emendas da Câmara dos Deputados ao PLS 437/2012, que regulamenta a criação e a organização de empresas juniores e seu funcionamento junto a instituições de ensino superior. Depois disso, a proposta, de autoria do senador José Agripino (DEM-RN), já pode seguir para a sanção da presidente Dilma Rousseff.

De acordo com o texto, as empresas juniores serão organizadas sob a forma de associação civil sem fins lucrativos, integradas por estudantes voluntários para prestar serviços e realizar projetos na sociedade. Um dos principais objetivos das empresas é o de oferecer consultoria a micro e pequenas empresas que não têm condições de contratar esses serviços.

Enquanto as duas primeiras emendas da Câmara promovem apenas mudanças de redação, a terceira disciplina o processo de reconhecimento das empresas juniores pelas universidades. Ela determina que as atividades das empresas juniores serão inseridas no conteúdo acadêmico das universidades preferencialmente como atividade de extensão, estabelece requisitos para a elaboração e aprovação do plano acadêmico e institui parâmetros para o desempenho dessas atividades de empreendedorismo. A emenda também autoriza as instituições de ensino superior a ceder gratuitamente espaço físico para que as empresas juniores tenham sedes.

O vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), presidiu a aprovação definitiva do projeto, que classificou como "extraordinário".

— Ele traz a nossa juventude para o empreendedorismo e a independência, e pode ser uma referência para o mundo inteiro. A juventude não pode ser tratada como algo do futuro, ela é do presente — disse.

Agripino agradeceu a votação rápida das emendas da Câmara em Plenário, que permitiu enviar o projeto à sanção. Ele ressaltou que o Brasil passará a ser o único país do mundo com amparo institucional às empresas juniores na legislação.

— Esse projeto significa o adestramento na tarefa do empreendedorismo dentro da universidade, com a orientação acadêmica de um professor e com o devido incentivo fiscal que uma empresa sem fins lucrativos merece ter — celebrou.

Agripino também afirmou que o grande mérito das empresas juniores é preparar os jovens para a vida profissional.

O senador Donizeti Nogueira (PT-TO) também se manifestou, parabenizando Agripino pela iniciativa e afirmando que o projeto significa um grande incentivo à "construção de oportunidades".

O projeto havia sido aprovado pelo Senado em 2014 e remetido para análise da Câmara dos Deputados. As mudanças efetuadas pelos deputados foram confirmadas no final do ano passado pelas comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado.

 

FONTE: Agência Senado

O Parque Tecnológico da UFRJ dispõe de um novo espaço para empresas inovadoras, criativas e com alto potencial de interação com a UFRJ e com as companhias do Parque. A partir de agora, quem desejar compartilhar o espaço de trabalho e, principalmente, fazer parte de um ambiente de inovação e empreendedorismo pode se candidatar a uma vaga por meio do edital disponível aqui.

Serão 313,5 m² de área de trabalho, divididos em 20 módulos, sendo que cada módulo possui duas estações de trabalho de uso privativo, além de sala para reunião e espaços de convivência. O diferencial desta iniciativa é a possibilidade de ampliação de networking e negócios por meio da interação com grandes, pequenas e médias empresas já instaladas no ambiente, além do auxílio na gestão de seus negócios.

 

parquetecnológico

 

panseramaglev

No dia 7 de março, recebendo os novos alunos de mestrado e doutorado da Coppe/UFRJ, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, proferiu uma aula inaugural sobre "O Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação" no auditório do CT2, no Fundão. Segundo o ministro, a nova legislação vem para tornar o processo de inovação mais dinâmico através da ”criação de novos canais para que o sistema acadêmico consiga dialogar melhor com o setor produtivo".

Durante a cerimônia de apresentação, o professor Edson Watanabe, diretor da Coppe, destacou a importância de transformar em inovação as futuras dissertações e teses que serão elaboradas pelos novos alunos da pós-graduação. No mesmo sentido foi o discurso do ministro Pansera: "Hoje temos muita produção de dissertações de mestrado e teses de doutorado no Brasil, mas precisamos transformar isso em bem-estar social. Precisamos que isso se reflita na geração de novos produtos e riquezas. Infelizmente, alguns setores das universidades ainda têm muita resistência à vinculação com o setor produtivo", disse Pansera.

No início da aula magna, o ministro ressaltou avanços legislativos recentes tais quais a Emenda Constitucional 85, que, pela primeira vez, insere o termo “inovação” no conteúdo da Constituição Federal. Outra lei comentada foi o Marco Legal da Biodiversidade (Lei 13.123/15), que, segundo Pansera, “promove a redução da burocracia e o estímulo á pesquisa e inovação com espécies nativas”.

Sobre as novidades trazidas especificamente pelo Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei 13.243/16), o ministro comentou que a legislação atualiza conceitos como o de inovação. Na prática, além de revisar diversos instrumentos normativos, a lei facilita as importações de equipamentos e de reagentes para laboratórios, e amplia a carga horária que os professores das universidades federais podem trabalhar em projetos junto à iniciativa privada. Pansera também destacou a possibilidade de que centros como a Coppe e a UFRJ passem a ser sócios minoritários de empresas em projetos de inovação, de pesquisa e de busca de patentes e novos produtos. "São algumas das alterações que essa lei traz e que terão impacto muito grande na pesquisa e na inovação daqui a poucos anos", analisou.

Ainda segundo o ministro, atualmente o governo federal trabalha com a previsão de que daqui a apenas quatro anos, ou seja, em 2020, 2% do PIB nacional sejam investidos diretamente em CT&I. "Em torno de 60% disso é dinheiro público e 40% da inciativa privada. É um desafio muito grande para gente nos próximos anos, mas a saída da crise, necessariamente, passa pela Ciência, Tecnologia e Inovação. Existe uma expectativa mundial em relação à produção alimentar e de biomassa no Brasil, por exemplo. Estes são setores que ainda podem avançar mais. Mas, para além disso, o desenvolvimento e o domínio de tecnologias críticas devem se tornar os pilares da política nacional de CT&I nos próximos anos”, comentou.

Pansera abordou ainda a necessidade de que haja um esforço maior para distribuir os centros de pesquisa pelo país: "A maior parte da produção científica brasileira ainda está muito concentrada no Sul e no Sudeste. Precisamos aumentar a participação dos demais pesquisadores no intuito de diminuir as desigualdades regionais”. Outro panorama que necessita de melhorias, conforme relatou o ministro, é o de monitoramento das respostas dos investimentos nesta área: “O Brasil carece de um sistema eficiente de avaliação do dinheiro gasto em CT&I. É preciso mudar isso, até para que os novos investimentos sejam feitos com mais qualidade".

Depois da aula inaugural, o ministro Celso Pansera conheceu o Maglev-Cobra, o projeto do ônibus elétrico, do Laboratório de HidroGênio (LAB H2), e as instalações do Laboratório de Tecnologia Oceânica da UFRJ, considerado uma referência em pesquisa e desenvolvimento.

 

Nove leis foram alteradas pelo Marco Legal da CT&I

A partir da sanção do Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação, nove leis tiveram suas redações modificadas. Seguem as principais mudanças:

 

Lei 10.973/04 - Dispõe sobre incentivos à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo

Redefine os NITs (núcleos de inovação tecnológica) enquanto as “estruturas instituídas por uma ou mais ICTs (instituição científica e tecnológica), com ou sem personalidade jurídica própria” (art 2º) para apoiar a gestão (art. 16) da sua política institucional de inovação.

O art. 4º permite às ICTs mediante contrapartida financeira ou não financeira, por prazo determinado, “compartilhar seus laboratórios, equipamentos, materiais e instalações” com ICTs e empresas (e não mais apenas micro e pequeno empresas) para atividades de incubação. Também fica possível a utilização dos mesmos por ICTs, empresas e pessoas físicas (e não mais apenas empresas nacionais e organizações de direito privado sem fins lucrativos) em atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. O mesmo vale para o seu capital intelectual. Tais permissões nunca podem interferir em sua atividade-fim nem com ela conflitarem.

As ICTs poderão assinar acordos com empresas para o desenvolvimento de pesquisas conjuntas, “podendo ceder ao parceiro privado os direitos de propriedade intelectual mediante compensação financeira ou não financeira. As ICTs também poderão ceder seus direitos sobre a criação, mediante manifestação expressa e motivada e a título não oneroso, ao criador ou a terceiro, mediante remuneração. Tal manifestação deve ser proferida pelo órgão ou autoridade máxima da instituição, ouvido o NIT (art. 11).

 

Lei 6.815/80 - Define a situação jurídica do estrangeiro no Brasil.

O art. 13 foi alterado, passando a prever uma nova situação em que um visto temporário pode ser concedido a estrangeiro: “na condição de beneficiário de bolsa vinculada a projeto de pesquisa, desenvolvimento e inovação concedida por órgão ou agência de fomento”.

 

Lei 8.666/93 - Institui normas para licitações e contratos da Administração Pública.

O art. 24 passa a prever a dispensa de licitação “para a aquisição ou contratação de produto para pesquisa e desenvolvimento”, limitada, no caso de obras e serviços de engenharia, a R$300.000. Não há vedação de que o autor do projeto, básico ou executivo, seja pessoa física ou jurídica, participe da licitação.

 

Lei 12.462/11 - Institui o Regime Diferenciado de Contratações Públicas.

O art. 1º passa a prever a aplicabilidade do RDC às licitações e contratos necessários à realização “das ações em órgãos e entidades dedicados à ciência, à tecnologia e à inovação”.

 

Lei 8.745/93 - Dispõe sobre a contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público.

O art. 2º passa a considerar “necessidade temporária de excepcional interesse público” a “admissão de pesquisador, de técnico com formação em área tecnológica de nível intermediário ou de tecnólogo, nacionais ou estrangeiros, para projeto de pesquisa com prazo determinado, em instituição destinada à pesquisa, ao desenvolvimento e à inovação”.

 

Lei 8.958/94 - Dispõe sobre as relações entre as instituições federais de ensino superior e de pesquisa científica e tecnológica e as fundações de apoio.

Os parques e polos tecnológicos, as incubadoras de empresas, as associações e as empresas criados com a participação de ICT pública poderão utilizar fundação de apoio a ela vinculada ou com a qual tenham acordo. Além disso, os NITs constituídos no âmbito de ICTs poderão assumir a forma de fundações de apoio.

 

Lei 8.010/90 - Dispõe sobre a importação de bens destinados à pesquisa científica e tecnológica.

A alteração do art. 1º esclarece que são isentas dos impostos de importação e IPI as importações de máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos, bem como suas partes e peças de reposição, acessórios, matérias-primas e produtos intermediários, destinados à pesquisa científica e tecnológica, desde que tais importações sejam “realizadas pelo CNPq, por cientistas, por pesquisadores e por ICT ativos no fomento, na coordenação ou na execução de programas de pesquisa científica e tecnológica, de inovação ou de ensino e devidamente credenciados pelo CNPq.”

 

Lei 8.032/90 - Dispõe sobre a isenção ou redução de impostos de importação.

As alterações dos arts 1º e 2º esclarecem que as isenções e reduções do imposto de importação se aplicam às importações realizadas: por ICTs; por empresas na execução de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, cujos critérios e habilitação serão estabelecidos pelo poder público, na forma de regulamento.

 

Lei 12.772/12 - Dispõe sobre a estruturação do Plano de Carreiras e Cargos de Magistério Federal.

Com a alteração do art. 21, no regime de dedicação exclusiva, também passa a ser admitida a percepção de bolsa de ensino, pesquisa, extensão ou estímulo à inovação paga por fundação de apoio. Além disso, o trabalho prestado no âmbito de projetos institucionais de ensino, pesquisa e extensão, na forma da Lei no 8.958 (fundações de apoio) e a colaboração esporádica de natureza científica ou tecnológica em assuntos de especialidade do docente, inclusive em polos de inovação tecnológica, fica ampliado de 120 para 416 horas anuais, ou 8 horas semanais.

 

FOTO: Ascom do MCTI

marcasO Brasil agora faz parte de uma plataforma global de marcas, que reúne cerca de 32 milhões de pedidos e registros de 41 países, além de quatro organizações internacionais. Por meio de acordo de cooperação técnica com o Escritório de Harmonização do Mercado Interno (OAMI), o INPI aderiu ao TM View, sistema pelo qual é possível fazer busca de marcas gratuitamente, pela internet. 

O processo de integração da base de dados foi iniciado em setembro de 2015, com o desenvolvimento de uma versão de testes contendo informações de aproximadamente 80 mil marcas, durante missão técnica de uma equipe brasileira à sede da OAMI, na Espanha. Com o processo já concluído, o TM View passou a agregar dados bibliográficos dos cerca de 3,2 milhões de pedidos e registros atualmente disponibilizados na Busca Web do portal do INPI.

A adesão do INPI ao TM View fortalece o Instituto no âmbito da cooperação internacional. No acordo com a OAMI, já foi realizada a integração dos dados brasileiros ao TM Class, plataforma que integra bases de dados de classificação de produtos e serviços de 58 escritórios de propriedade intelectual de todo o mundo. A ideia é que o intercâmbio de informações e experiências técnicas avance, permitindo a participação e o acesso do INPI a outras ferramentas e plataformas desenvolvidas pela OAMI.

 

 

 

Por conta da amplitude e da diversidade de ações que atualmente guardam relação com o tema do Empreendedorismo, a Agência UFRJ de Inovação vem desenvolvendo ao longo dos últimos meses um projeto que visa a congregar as iniciativas empreendedoras realizadas pela e na UFRJ. O resultado é o espaço TRAMA EMPREENDEDORA DA UFRJ.

Mais do que um lugar de divulgação de projetos e propostas, a Trama Empreendedora se trata de um ponto de partida para o encontro de interessados no tema, fundamentando-se no intercâmbio de informações e conhecimentos e na profusão de colaboração em projetos na área. O principal objetivo é disseminar e fomentar a cultura do empreendedorismo, articulando e mobilizando as iniciativas existentes na Universidade que estão atreladas ao tema, construindo assim uma rede cada vez mais ampla e alinhada com o objetivo de promover o desenvolvimento socioeconômico do país com qualidade de vida e justiça social.

Tal qual uma trama que se fortalece em seus nós, este espaço se pretende uma referência das ações na UFRJ relativas à temática do empreendedorismo a partir da sua efetiva utilização tanto para consulta como para alimentação de informações fornecidas pela nossa comunidade universitária. Busca-se, assim, promover novas ligações interpessoais e novas possibilidades de articulações e colaborações.

Atualmente, estas informações estão alocadas dentro do site da Agência UFRJ de Inovação, oferecendo aos interessados uma ampla relação dos principais laboratórios, grupos, núcleos, institutos, incubadoras e parques tecnológicos da Universidade.

Também foram reunidas informações acerca de iniciativas discentes. Na UFRJ fluem diversas iniciativas empreendedoras também por parte dos alunos. Algumas com cunho de auxiliar o próprio dia a dia acadêmico, outras que buscam fazer a interligação com o mercado de trabalho e projetos sociais. Assim, foi realizada uma listagem de diversas associações atléticas, empresas juniores, ligas acadêmicas e outras iniciativas. Além disso, procedeu-se também a um mapeamento das disciplinas de graduação e de pós-graduação relativas ao tema que pode ser visto aqui.

De acordo com a professora Alane Beatriz Vermelho, diretora do Instituto de Microbiologia e coordenadora do Bioinovar: "A Trama Empreendedora pode ajudar a elevar a UFRJ e fazê-la alcançar melhores níveis. É importante para unir interesses, demonstrando que queremos inovar e empreender". A professora de Design Industrial e coordenadora do Labdis, Beany Monteiro, concorda: "Dentro da universidade, precisamos associar as nossas ações à estrutura da universidade e agregar nossos esforços gerando conhecimento em diferentes áreas. A iniciativa da Trama Empreendedora da UFRJ é importante porque está construindo um nó nesta rede, mas vamos precisar nos associar a outros nós dentro da Universidade para tornar o empreendedorismo de alguma forma parte do ensino, da pesquisa e da extensão universitária".

O projeto foi idealizado pela coordenadora de Inovação Social da Agência UFRJ de Inovação, Iris Guardatti. Segundo ela, “Havia duas questões que nos inquietavam muito: o grande número de ações realizadas no âmbito da universidade em torno da temática do empreendedorismo e a dificuldade de identificá-las, vê-las, encontrá-las e articulá-las. Já há algum tempo acalentávamos o desejo e a necessidade de propiciar a divulgação e conexão dessas diversas iniciativas. Por vários momentos iniciamos o projeto de um portal de empreendedorismo da UFRJ que por razões de ordem estrutural não se concretizava. A questão mais crítica era contar com alguém que pudesse se dedicar exclusivamente a pesquisa e sistematização dessas informações”.

Contudo, no ano passado, com a chegada à Agência da bolsista e aluna de mestrado em Engenharia de Produção pela UFRJ Maria Fernanda Zelaya, o projeto pode ser levado adiante. Conforme explica Iris, “Em 2015, tivemos a oportunidade de direcionar uma bolsa do CNPq para esta demanda. Foi aí que aconteceu o encontro com a Maria Fernanda, aluna de mestrado do Programa de Engenharia de Produção da Coppe. A experiência com ela foi muito rica e profícua. Seu perfil formativo e postura profissional permitiram o desenvolvimento do trabalho como gerenciamento de projeto, realizado com base em metas e prazos cumpridos com grande eficiência e afeto, esta última característica muito valiosa para nós. E aí está a Trama Empreendedora da UFRJ. Um retrato inicial. Pretendemos que esta trama seja permanentemente tecida e fortalecida pela nossa comunidade universitária”.

 

mariafernanda


Maria Fernanda Zelaya, bolsista DTI-B do CNPq pela Agência UFRJ de Inovação, foi a responsável pela coleta das informações relativas à Trama Empreendedora da UFRJ. Segundo ela, a receptividade dos professores, laboratórios e institutos foi muito boa, uma vez que já existia uma demanda por uma plataforma que pudesse concentrar múltiplas informações referentes ao tema do empreendedorismo. “O portal é fundamental para a comunidade universitária e demais interessados na temática, pois nele é possível encontrar grupos, laboratórios, disciplinas, inciativas discentes, entre outros. Além disso, a Trama apresenta ao aluno a possibilidade de empreender em diversas áreas. São muitas ações e ideias altamente impactantes que demonstram que nós da UFRJ estamos altamente preparados não somente para pensarmos dentro da caixa, e sim para pensar e agir em novas soluções para a sociedade, tanto em aspectos tecnológicos quanto sociais”, explica.

Sobre sua atuação na Agência UFRJ de Inovação, ambiente do qual se despede (ao menos momentaneamente) por conta do término de sua bolsa, Maria Fernanda analisa: “A Agência UFRJ de Inovação foi um ambiente de rico aprendizado para o meu crescimento acadêmico e profissional. Dentro da Agência, pude participar de eventos de empreendedorismo e de propagação da Ciência e Tecnologia, como, por exemplo, a Semana da Ciência e Tecnologia, e o Empurra Que Vai. A Agência me propiciou um ambiente novo de conhecimento. Tomei consciência da possibilidade e da importância de patentear pesquisas, e do impacto que isso tem para o nosso país. O ambiente de discussão sobre ideias inovadoras e empreendedoras também foi muito agregador para minha trajetória, reafirmando que estamos em uma Universidade com grande potencial para o nosso país”.

pronatec empreendedor

Uma aula magna ministrada em Brasília, no dia 16 de fevereiro, e que contou com a presença de diversos professores do ensino médio de várias cidades brasileiras, marcou a inauguração do Pronatec Empreendedor. O projeto, que integra o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), é fruto de uma parceria que envolve o Ministério da Educação, o Sistema Brasileiro de apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), e outros atores como o Instituto Gênesis e o Departamento de Educação da PUC-Rio.

O evento contou com a participação de José Aranha, vice-diretor da Associação Nacional de Promoção de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e da professora Sandra Korman, atual coordenadora do setor de Empreeendedorismo da Agência UFRJ de Inovação, cuja apresentação tratou sobre os “Desafios e Contexto para o Ensino de Empreendedorismo”.

O projeto Pronatec Empreendedor se trata de um curso de especialização que tem por objetivo capacitar pessoas e inserir conteúdos relativos à temática do empreendedorismo inovador em diferentes cursos de educação profissional em todo o país, trabalhando, dentre outras competências, a perspectiva do autoemprego, por exemplo. Ele terá duração de 18 meses e se divide em 12 disciplinas, como Contexto do Empreendedorismo, Atitude Empreendedora, Plano de Negócios, Gestão de Projetos, e outras.

Oferecida pela PUC-Rio, a especialização abordará disciplinas que vão além dos conceitos básicos de empreendedorismo, unindo o conhecimento técnico ao empreendedor. O objetivo é fazer com que os professores transformem suas instituições de ensino a partir da visão empreendedora, estimulando a criação de um círculo virtuoso de melhoria da qualificação do professor, do aluno e do empreendedor.

Mais de 400 professores vinculados ao Pronatec se inscreveram no processo seletivo. Uma das docentes que está contribuindo para o projeto com a elaboração de conteúdos é a professora Sandra Korman, que também desenvolve o programa “Inovação como Projeto de Vida” na Agência UFRJ de Inovação. Conforme explicou, este programa é um dos alicerces para a visão de empreendedorismo que se busca difundir através do Pronatec Empreendedor. Segundo ela: “Trata-se de uma preciosa oportunidade de levantar alguns questionamentos essenciais em relação ao empreendedorismo. O ‘como empreender’ é uma questão importante, mas que decorre de outras, tais quais ‘o que empreender’, ‘por que empreender’ e ‘para que empreender’. Estas são questões igualmente importantes, mas que muitas vezes acabam sendo negligenciadas”.

Já Júlia Zardo, coordenadora do projeto e atual doutoranda do Instituto de Economia da UFRJ, comentou sobre a importância do tema para a economia nacional: "Unir a cultura empreendedora ao ensino técnico é algo disruptivo. Além disso, ensinar empreendedorismo é uma forma de democratizar o conhecimento e incentivar as pequenas empresas, que cada vez mais movimentam a economia do país”.

As aulas serão realizadas à distância, via e-learning, em Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), com dois encontros presenciais. O primeiro contou com a participação de todos os alunos e professores para a aula magna de apresentação do curso, enquanto o segundo será realizado na defesa do Trabalho de Conclusão de Curso, na PUC-Rio.

A Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio Janeiro (PR-2/UFRJ), em parceria com o Parque Tecnológico, abriu inscrições para o Prêmio Gilberto Velho de Teses, que tem como objetivo premiar as cinco melhores teses de doutorado defendidas em 2014 nos cursos de pós-graduação da UFRJ.

As teses devem estar relacionadas às áreas de Ciências da Vida, Ciências Tecnológicas e da Natureza, Ciências Sociais e Humanas, Letras e Artes.Há também o prêmio para a Tese Inovadora, que poderá ser de qualquer área, desde que tenha produzido ou gerado processo inovador, não necessariamente patenteado.

Na primeira etapa, os programas de pós-graduação devem criar uma comissão de seleção que ficará responsável por escolher a tese que será indicada em uma das áreas e, se for o caso, outra para o prêmio de Tese Inovadora. Feita a escolha, a indicação da tese deverá ser formalizada na PR-2 até o dia 11 de março. Na segunda, cabe à PR-2 a criação das comissões de premiação, que serão compostas por no mínimo três membros de áreas distintas, todos externos à UFRJ. Na escolha da Tese Inovadora haverá a presença de um membro do Parque Tecnológico da UFRJ.

A melhor tese de cada categoria rende aos autores um prêmio de dez mil reais, passagem aérea e diárias a um dos orientadores para participação em evento acadêmico-científico relevante, além de certificados ao autor, orientador, coorientador e programa de pós-graduação. As comissões também poderão escolher até duas teses de cada área para conceder Menções Honrosas.

Para mais informações, acesse o edital em: http://app.pr2.ufrj.br/public/suporte/pr2/editais/gilbertoVelho/2015/edital.pdf.

 

Premio Gilberto Velho

petrobrasNo dia 18 de fevereiro, o auditório do Parque Tecnológico da UFRJ sediou uma discussão sobre as “Oportunidades Tecnológicas da Petrobras”, coordenada pelo gerente de Relacionamento com a Comunidade de C&T do CENPES, Eduardo Santos. O objetivo do debate foi o alinhamento dos temas já levantados pelas empresas residentes no Parque e pela UFRJ com o plano de investimentos em P&D da Petrobras no triênio 2016-2018, para eventual alavancagem de projetos conjuntos.


A tônica da apresentação de Eduardo Santos foi como agregar mais valor aos produtos da Petrobras com menos recursos. Mas esta não pareceu ser uma tarefa das mais fáceis. Eduardo criticou o excesso de burocracia que ainda envolve os processos de patenteamento e de transferência de tecnologia no país e, por conseguinte, na própria Petrobras. "Não faltam exemplos de pequenas empresas geradas ao longo de processos de P&D que não podem usufruir das próprias tecnologias que ajudaram a desenvolver. Elas acabam não tendo outra solução senão serem vendidas para as grandes empresas. O país ganha mais um milionário e perde vários novos atores. É uma política anacrônica. O ambiente institucional ao qual estamos submetidos é praticamente esquizofrênico por conta de tanta burocracia”, analisou.


Num período especialmente crítico por conta de fatores conjunturais como a crise política que acomete o país e que se soma ao desgaste midiático pelo qual passa a Petrobras, a palavra de ordem na companhia é “fazer mais com menos”, especialmente no momento atual de baixo preço do barril de petróleo (cerca de U$30).


“Ainda que o preço do petróleo se mantenha baixo, é necessário encontrar um modo de tornar a exploração do petróleo, especialmente no Rio de Janeiro, mais competitiva”, comentou Eduardo. O caminho, segundo ele, é “focar nas prioridades de investimento da Petrobras nos próximos anos e desenvolver um conjunto de ações que seja sinérgico com os interesses da companhia, das universidades e empresas”.


A seguir, são enumeradas as prioridades tecnológicas e de investimento da Petrobras para os próximos anos, divididas por áreas:

EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO
- Exploração de novas fronteiras: tecnologias para a caracterização de sistemas petrolíferos, visando à descoberta de novas acumulações de hidrocarbonetos.
- Redução de custo total de construção, manutenção e abandono de poços: tecnologias que permitam a redução do custo de poços ao longo do ciclo de vida.
- Produção no pré-sal: tecnologias para caracterização dos reservatórios carbonáticos, visando acelerar o desenvolvimento e a produção e incrementar a rentabilidade do pré-sal.
- Aumento da rentabilidade de campos maduros: tecnologia para a construção e manutenção dos poços e das instalações de produção, visando ao aumento da recuperação e à redução do declínio de campos produtores.
- Sistemas submarinos de produção: tecnologias para redução de custos para o descomissionamento e para otimização de arranjos submarinos.
- Logística offshore: tecnologias de instalações, planejamento, controle e operação buscando o aumento de eficiência e integração das operações de logística do pré-sal.

REFINO, TRANSPORTE, COMERCIALIZAÇÃO E PETROQUÍMICA
- Refino de óleos do pré-sal: tecnologias para aumentar a flexibilidade para o processamento do petróleo do pré-sal e suas misturas.
- Maximização da produção de derivados médios e gasolina: tecnologias para elevar a produção de diesel, querosene e gasolina.
- Otimização, adequação e integração da logística e transporte: tecnologias, métodos e ferramentas que permitam a adequação da malha logística e otimização com confiabilidade das operações.
- Produtos inovadores: tecnologias para a produção e formulação de produtos visando à agregação de valor ou à promoção da imagem inovadora da Petrobras.
- Valorização de ativos e correntes em petroquímica: tecnologias que valorizem os ativos petroquímicos do sistema Petrobras e que agreguem valor ás correntes de processos.

GÁS E ENERGIA
- Monetização de novos potenciais de gás natural em reservatórios convencionais e não convencionais terrestres nas bacias sedimentares interiores do Brasil: tecnologias para agregação de valor ao GN visando atendimento ao mercado termoelétrico e de fertilizantes
- Integração e flexibilidade na oferta e demanda de energia e GN
- Logística de gás natural: tecnologias para movimentação e armazenamento de GN e para a redução de custos
- Agregação de valor ao GN por meio da química do C1: tecnologias para obtenção de novos produtos nas plantas de fertilizantes e a partir da química do metano, para redução do custo e aumento da eficiência energética.
- Processamento de gás natural: tecnologias para otimização de estoques, redução de custos, aumento do valor agregado dos produtos e da confiabilidade das UPGNs.
- Integração energética e confiabilidade: tecnologias para redução de custos e aumento da eficiência energética.

TRANSVERSAIS E DE SUSTENTABILIDADE
- Construção e montagem: tecnologias de produto, construção e montagem naval e industrial para o aumento da produtividade, redução de custo e do tempo de implantação.
- Otimização de processos produtivos e uso eficiente de energia: tecnologias de automação, controle, simulação, otimização de processos e de equipamentos visando ao aumento da eficiência energética.
- Integridade, segurança e confiabilidade: tecnologias de inspeção, de diagnóstico, de soldagem, de monitoração e para disponibilização de novos materiais, equipamentos e para o aprimoramento da segurança operacional e de processo.
- Caracterização ambiental e avaliação de impactos socioambientais: tecnologias para caracterização, prevenção e mitigação de impactos à biodiversidade, com ênfase em ambientes sensíveis e bioinovação.
- Recuperação de áreas contaminadas e degradadas e suporte à emergência: modelos, ferramentas e tecnologias para otimizar os processos de remediação e para recuperação de áreas contaminadas e degradadas.
- CO2 e outras emissões atmosféricas e mudanças climáticas: tecnologias de monitoramento, mitigação de gases de efeito estufa. Captura, transporte, utilização e armazenamento de CO2.
- Água, efluentes e resíduos: tecnologias para tratamento, controle, redução do consumo e reuso de água, gerenciamento de recursos hídricos e tratamento de efluentes.

VISÃO DE FUTURO – HORIZONTE 2030
- Simulação integrada de processos geológicos: tecnologias para simulação de processos geológicos visando à redução do risco exploratório.
- Sistemas de produção marítimos: integração das UEPs com sistemas submarinos de processamento, geração e transmissão elétrica para sistemas submarinos e redução de custos para o descomissionamento em sistenas de águas profundas e ultra-profundas.
- Mobilidade e “smart grid”: tecnologias para inserção da Petrobras nos modelos de negócio em ambiente de smart-grid.
- Novos materiais: tecnologias para desenvolvimento, caracterização e aplicação de materiais adequados a condições operacionais extremas visando ao aumento da confiabilidade em toda a cadeia produtiva.
- Energias renováveis: tecnologias que permitam geração de energia competitiva e com integração entre combustíveis fósseis e fontes renováveis.
- Prospecção de hidratos de gás: tecnologias para produção de gás a partir de hidratos submarinos.
- Produção de bioprodutos: tecnologias para a produção de bioprodutos a partir da transformação química e biológica da biomassa.

microepequenasempresasComo mais uma iniciativa do governo federal de estímulo e apoio à inovação para microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) brasileiras, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) lançou no dia 17 de fevereiro o projeto piloto “Patentes MPE”, que permitirá o requerimento de priorização do exame de pedidos de patente depositados por essas empresas.

– É um estímulo à proteção e uma garantia à segurança industrial. Significa acelerar e conceder patentes em até um ano. Priorizar micro e pequenas empresas é uma tendência em países com políticas de inovação industrial – destacou Luiz Otávio Pimentel, presidente do INPI.

Também participaram da cerimônia de lançamento do projeto em Brasília (DF), o ministro Armando Monteiro, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Marcos Vinícius de Souza, secretário de Inovação do MDIC, e Guilherme Afif Domingos, diretor-presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Na ocasião, MDIC e Sebrae também firmam parceria que fortalece o InovAtiva Brasil, programa de fomento a startups. Serão oferecidos mentoria e cursos gratuitos para a capacitação de empresas nascentes de todas as regiões do País.

O Patentes MPE

O projeto piloto terá duração de um ano e aceitará 300 pedidos de patentes considerados aptos, o que ocorrer primeiro. Foram estipuladas algumas regras para o exame prioritário do pedido de patente ser aceito, destacando-se a condição de que o depositante seja enquadrado como ME ou EPP, conforme definido no art. 3.º da Lei Complementar n.º 123, de 14 de dezembro de 2006.

O requerimento de exame prioritário é gratuito e o próprio depositante, ou seu procurador legal, poderá solicitar o andamento prioritário do pedido de patente. Nos próximos dias, o INPI publicará a Resolução com todas as condições de participação e operacionalização do projeto.

Exames prioritários

O INPI se alinha com as modernas tendências de escritórios de patentes do mundo em disponibilizar exames prioritários. A intenção é atender as diferentes demandas e proporcionar soluções alternativas que reduzam o tempo de resposta do exame dos pedidos de patente.

Depositantes que necessitam de uma carta patente para licenciar, obter financiamentos ou explorar comercialmente no curto prazo as suas tecnologias referentes a um pedido de patente possuem mais um canal de priorização de exame disponibilizado pelo INPI.

Os outros exames prioritários do Instituto são o: “Patentes Verdes”, relacionado a tecnologias voltadas para o meio ambiente; o “Produtos para Saúde”, para acelerar os pedidos de patente considerados estratégicos, especialmente para o Sistema Único de Saúde (SUS); o “Patent Prosecution Highway” (PPH), que prioriza o exame no INPI de um pedido de patente cujo membro da mesma família tenha sido deferido nos Estados Unidos e vice-versa; e o “Prioridade BR”, para pedidos de patente depositados inicialmente no INPI e depois em outros países.

Somados a esses prioritários, também estão os pedidos de: requerente com mais de 60 anos de idade; portador de deficiência, física ou metal, ou de doença grave; por uso indevido do invento; pedido de recursos de fomento, objeto de emergência nacional ou interesse público.

Para mais informações sobre pedidos de patente no INPI com exame prioritário, acesse aqui.

 

FOTO: Agência Sebrae de Notícias

maglevDesde o dia 16 de fevereiro, o Maglev-Cobra, veículo de levitação magnética desenvolvido pela Coppe/UFRJ passou a operar viagens demonstrativas abertas ao público. O veículo, que trafega silenciosamente sem emitir poluentes, utiliza a tecnologia de levitação magnética por supercondutividade, valendo-se das propriedades diamagnéticas de supercondutores de elevada temperatura crítica e do campo magnético produzido por ímãs de Nd-Fe-B (neodímio, ferro e boro) para obter sua levitação.

Sua linha é alimentada por quatro painéis de energia solar fotovoltaica e liga o Centro de Tecnologia (CT) ao Centro de Tecnologia 2 (CT2) da UFRJ. Por ser ainda uma linha experimental, o Maglev-Cobra transporta até 30 passageiros por viagem e circula a uma velocidade de 10 km/h. É possível, no entanto, conectar novos módulos, de 1,5 m de comprimento cada, e aumentar a capacidade do veículo que, em percursos mais longos, pode chegar à velocidade de 100 km/h.

Vantajoso em termos econômicos, o custo de implantação do Maglev é bem menor do que o do metrô, por exemplo. Enquanto a implantação de metrôs custa de R$ 100 a 300 milhões por quilômetro, a estimativa é de que a do Maglev-Cobra custe aproximadamente R$ 33 milhões por quilômetro. Além disso, seu projeto de design foi planejado a partir de um perfil modular que permite a transposição das linhas implantadas. Em outras palavras, isso significa que uma prefeitura pode modificar o traçado de uma linha de acordo com suas necessidades específicas, possibilitando um melhor atendimento das demandas populacionais. Outra vantagem do sistema modular é que graças a ele, o Maglev pode acompanhar as vias já existentes, inserindo-se de maneira integrada no ambiente, causando menor interferência na paisagem.

Além das vantagens econômicas, também há importantes aspectos ambientais relacionados ao Maglev. Para se ter ideia, ele apresenta um custo energético por passageiro-quilômetro equivalente a apenas 13% do consumo médio de um ônibus urbano. Na prática, isso significa uma significativa redução da emissão dos gases que provocam o efeito estufa e menos poluição.

O projeto do Maglev, que em novembro de 2015 conquistou o “Troféu Frotas e Fretes Verdes”, é desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Aplicações de Supercondutores (Lasup) da Coppe, sob a coordenação do professor Richard Stephan. Fundado em 1998 pelo professor Roberto Nicolsky, o Lasup tem por objetivo a pesquisa e o desenvolvimento de dispositivos supercondutores (material que, resfriado abaixo de determinada temperatura, apresenta resistência elétrica nula ou não mensurável) para meios de transporte e sistemas elétricos de potência.

A implantação do projeto é prevista no Plano Diretor da UFRJ 2020

O Plano Diretor UFRJ-2020, aprovado pelo Conselho Universitário de 29/10/2009, lançou as bases desejáveis para a ocupação e utilização dos diferentes espaços da UFRJ. Uma questão abordada foi a mobilidade interna, sendo que, neste contexto, o Maglev-Cobra teve grande destaque uma vez que os ônibus convencionais, pagos pela UFRJ para fazer a circulação dentro do campus, poderiam ser substituídos pelo novo sistema.

Com o sucesso da operação da linha experimental de 200 metros, o professor Richard Stephan já planeja as próximas etapas necessárias para que o trem leve, compacto, silencioso e ambientalmente sustentável, esteja disponível para a melhoria do transporte urbano no país. "Tudo correndo conforme o previsto, o Maglev deve ser certificado em 2017, para que em 2020 entre em operação uma linha de 5km, na Cidade Universitária, ligando a Estação de BRT Aroldo Melodia ao Parque Tecnológico, como proposto pelo Plano Diretor da UFRJ para 2020. Essa linha poderia ser estendida, em ambas as pontas, de forma a atender e interligar os dois aeroportos, do Galeão e do Santos Dumont", explica o professor.

O avanço do projeto teria um efeito positivo para diversos segmentos da indústria nacional (fábricas de peças, ímãs, supercondutores), do setor de serviços, e também da pesquisa acadêmica (engenharias mecânica, elétrica, eletrônica e de materiais). Com o know how já disponível, a implementação do Maglev no atendimento de transporte de massa, no Rio de Janeiro e no Brasil como um todo, depende de um maior aporte de recursos financeiros e ampliação de parcerias com empresas públicas e privadas.

O Maglev-Cobra recebe visitações todas as terças-feiras, em dois horários: das 11 às 12h e das 14 às 15h.

maglev2

exploradoresdoconhecimentoO dia 16 de fevereiro marcou a abertura da exposição Exploradores do Conhecimento ao público. A partir de agora, quem visitar o Espaço Coppe Miguel de Simoni embarcará em uma viagem pelas tecnologias e inovações desenvolvidas nos laboratórios da Coppe/UFRJ nas últimas décadas. A exposição, que havia sido inaugurada em 27 de janeiro – e aberta à visitação geral no mês passado –, ocupa cerca de 500 m² e está dividida em dez grandes temas: Arte e Ciência, Tecnologia e Saúde, Fotônica e Nanotecnologia, Matéria (origem do universo), Cidades Sustentáveis, Robótica, Petróleo, Oceanos, Tecnologia e Esportes, Energia e Meio Ambiente.

Cerca de 200 pessoas compareceram à inauguração da mostra, cuja abertura marcou a revitalização do Espaço Coppe, uma área de divulgação científica criada no início dos anos 2000, que recebe anualmente cerca de três mil estudantes, do ensino médio e fundamental.

"A variedade de temas da exposição expressa a pluralidade da Coppe e sua inserção em várias áreas do saber. É uma grande alegria oferecer aos alunos e professores visitantes, bem como a nossos próprios alunos e visitantes um espaço repaginado. Tenho certeza que Miguelzinho (Miguel de Simoni) deve estar feliz agora", destacou o diretor da Coppe, professor Edson Watanabe, ao dar início à inauguração da exposição.

Em seu pronunciamento, o professor Edson Watanabe destacou, também, o "upgrade" feito no Espaço Coppe, que originalmente era organizado em seis nichos. O professor agradeceu aos responsáveis pela produção da exposição e também aos patrocinadores, e enumerou os temas apresentados, destacando os diversos projetos feitos em parceria com a Petrobras, bem como o projeto da usina de ondas, em Ilha Rasa, financiado por Furnas.

De acordo com Watanabe, alguns professores se entusiasmaram tanto que se juntaram à equipe de produção, para conceber os protótipos que estão na exposição. "É muito gratificante ver os alunos do ensino médio virem visitar o Espaço Coppe e saírem com um brilho nos olhos. Quem sabe a gente consegue seduzi-los a fazer a graduação aqui na UFRJ e depois a pós-graduação na Coppe? Convido-os a conhecerem a exposição como genuínos exploradores do conhecimento", conclamou o professor Watanabe, que convidou o diretor de Relações Institucionais da Coppe, Luiz Pinguelli Rosa, e o ex-diretor, Aquilino Senra, para cortarem a fita de inauguração da mostra.

Ao observar os projetos da área de petróleo exibidos na mostra, o gerente de Tecnologia para Gás, Energia e Gás-Química da Petrobras, Aspen Andersen, destacou a importância do relacionamento academia-empresa. “É fundamental a parceria com a universidade, seus alunos, mestres, doutores, para desenvolvermos projetos e encontrar soluções para os desafios do dia a dia e antecipar aqueles que surgirão. É até difícil falar em reforçar uma parceria que já é tão forte. Mas, temos nosso centro de pesquisa aqui no campus e continuaremos contando com a Coppe para lidar com os desafios da exploração do pré-sal”, afirmou.

O assistente da Diretoria de Engenharia de Furnas, Jorge Kotlarewski também destacou a importância da parceria com as universidades. “Para Furnas, é muito importante termos essa integração com a universidade. Ainda mais em um cenário de recessão econômica, é ainda mais necessário fazermos pesquisas para dinamizar a economia e gerar a energia de que o Brasil precisa”, disse.

Pluralidade de temas e propostas
 
exploradoresdoconhecimento2Na exposição, os visitantes poderão explorar as tecnologias desenvolvidas na Coppe que resultaram em importantes contribuições para a ciência e para a sociedade. Também terão a oportunidade de conhecer as soluções inovadoras propostas por seus pesquisadores para responder aos desafios do presente e do futuro.

Para fazer essa viagem e mergulhar no conteúdo exposto, a mostra oferece uma série de ferramentas, como simuladores, recursos multimídia e ambientes virtuais imersivos, que permitem ao visitante vivenciar os temas de cada pesquisa exposta. Tudo isso em um ambiente bastante colorido e vibrante, no qual a interatividade tem grande importância.

Dividida em dez grandes temas distribuídos em 15 nichos instalados no Espaço Coppe, a mostra apresenta projetos relacionados a assuntos distintos. O visitante poderá ver de perto projetos da Coppe, já conhecidos pelo público, como o MagLev Cobra, o trem de levitação magnética, e o do ônibus híbrido a hidrogênio. Ambos projetos que contribuem para a mobilidade urbana, com reduzido impacto ao meio ambiente.

Também terão a oportunidade de conhecer pesquisas recentes, como o projeto na área de fotônica, que por meio de fibras óticas amplia o aproveitamento da energia solar captada para fins de iluminação. Inédito no Brasil, os primeiros testes já mostraram que será possível utilizar 90% da energia coletada. Um percentual bem superior ao dos sistemas tradicionais, em que a energia solar é convertida primeiro em eletricidade para depois ser transformada em luz, nos quais o desperdício pode chegar a 90%.

Ao percorrer a mostra, o visitante contará com apoio de uma equipe de monitores do Espaço Coppe. Ao ouvir as explicações, ele poderá perceber o clima de investigação que há por trás dos projetos que têm por objetivo trazer soluções para problemas reais enfrentados pela sociedade. É o caso das pesquisas em andamento na Coppe, que têm dado suporte a laboratórios brasileiros para o desenvolvimento de tecnologia nacional para produção de biofármacos. O governo brasileiro gasta, anualmente, milhões de reais para importar esses medicamentos e custeia tratamentos caros, nos quais uma única dose pode custar até R$ 7 mil. Os trabalhos estão a cargo da equipe do Laboratório de Engenharia de Cultivos Celulares (LECC), que, no momento, começa a colaborar também com estudos para produção de vacinas contra o Zika Vírus.

Ao visitar a exposição, o público também vai perceber que o trabalho realizado dentro dos laboratórios é uma atividade contínua e de equipe, que depende do empenho de vários profissionais, como professores, pesquisadores, técnicos, pessoal administrativo e alunos de doutorado, mestrado e graduação. Um trabalho coletivo, no qual o comprometimento é fundamental, e de longo prazo, que, muitas vezes, leva anos e anos até conseguir obter os primeiros resultados satisfatórios.

Revitalizado, Espaço Coppe ganhou novos equipamentos

Para implantação da exposição, o Espaço Coppe Miguel de Simoni passou por um trabalho de revitalização, que incluiu pintura, ajustes na iluminação, aquisição de modernos multimídias, compra e fabricação de painéis e maquetes para ajudar a contar a história de cada projeto ali exibido. A proposta é implantar itens que facilitem a mobilidade e a compreensão do conteúdo da mostra por pessoas com deficiência. A intenção é ampliar o público que visita o Espaço, que anualmente gira em torno de 2.500 e 3.000 pessoas, a maioria estudantes.

A diretora de Assuntos Acadêmicos da Coppe, Cláudia Werner, destacou o processo de revitalização. “O Espaço Coppe já foi criado com essa proposta de divulgar ciência, de mostrá-la aos alunos do ensino fundamental e médio. Agora, o espaço está atualizado, repaginado, com mais tecnologias sendo exibidas, e com linguagem mais acessível para a sociedade, que é quem nos financia, e que é o público-alvo da exposição. Os professores gostaram muito do projeto, está tudo muito bonito. Estamos começando 2016 com chave-de-ouro”, afirmou.

Acompanhando de perto o dia a dia dos visitantes, Leandro Nery Nunes, que integra a equipe de guias do Espaço Coppe, também destacou as mudanças. “Por meio dos novos nichos que mostram as pesquisas relacionadas à biomecânica e à arqueometria, essa nova exposição vai aumentar o interesse por engenharia nos estudantes mais ligados a outras áreas do conhecimento, como as artes e a educação física”, explica.

Leandro é um exemplo concreto de como a divulgação científica pode influir na formação profissional de um estudante. Ele ingressou no Espaço Coppe como monitor, aos 22 anos, quando cursava a graduação em Física na UFRJ. Apaixonado por demonstrar os fenômenos físicos, Leandro é hoje, aos 35 anos, professor da rede estadual de ensino. Leva para sala de aula as experiências do Espaço Coppe e traz seus alunos para visitar o local. “Sou um privilegiado por estar em um ambiente como este”, afirma.

Com entrada franca, a exposição está aberta ao público sempre às terças, quartas e quintas-feiras, das 13h às 16h. O Espaço Coppe fica no Bloco I, Centro de Tecnologia, Cidade Universitária. Os monitores aguardam os visitantes no nicho de recepção, número 15, que fica no bloco I, próximo a saída do bloco G.

Também são oferecidas visitas guiadas para grupos e escolas. O agendamento deve ser feito pelo endereço Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone (21) 3938-8296, através do qual podem ser obtidas mais informações.

A exposição Exploradores do Conhecimento faz parte do Projeto Coppe 50 Anos, iniciado em 2013, e conta com patrocínio da Petrobras, Eletrobras Furnas, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Halliburton, GE, Braskem e Itaipu Binacional.

 

FONTE: COPPE

Muito se fala, dentro do âmbito acadêmico, sobre a importância da troca de saberes e sobre a articulação de experiências culturais e intelectuais produzidas dentro e fora da academia. Apesar disso, ainda é raro nas universidades brasileiras o desenvolvimento de espaços permanentes de diálogo, capacitação e criação compartilhada entre segmentos culturais diversificados. É justamente visando a atender esta demanda – que hoje se torna urgente em função do impacto do desenvolvimento da cultura das periferias – que foi concebido o Laboratório de Tecnologias Sociais Universidade das Quebradas.

Promover o encontro entre o conhecimento produzido na academia e aquele produzido na periferia. É este o objetivo da Universidade das Quebradas. Neste sentido, a iniciativa pode ser considerada uma via de mão dupla. Ao mesmo tempo em que é um projeto voltado para as comunidades que estão produzindo cultura mesmo sem acesso à produção intelectual das universidades, ele também se volta para a própria comunidade acadêmica, que demonstra uma carência similar em relação ao acesso a outros saberes e formações culturais de fora da Universidade.

Contando com uma metodologia experimental e, portanto, flexível a alterações em função da respostas dos participantes, a Universidade das Quebradas tem como alicerce fundamental o conceito de ecologia de saberes, desenvolvido ainda que de maneiras diferentes por autores como Felix Guattari e Boaventura de Sousa Santos. Por ecologia de saberes esses autores entendem o equilíbrio sistêmico entre as diversas formas de saberes vernaculares e acadêmicos, e a longa trajetória histórica de silenciamento de certos saberes não formais por outras formas dominantes de conhecimento.

Em 2016 serão disponibilizadas 80 vagas para o curso Universidade das Quebradas, que contará com aulas ministradas às terças-feiras, das 10h às 18h, na Faculdade de Letras da UFRJ, no campus do Fundão. As atividades têm início previsto para 5 de abril e término em 13 de dezembro. Já a certificação de aprovação no curso depende de participação no site e no Facebook do projeto, bem como nas saídas culturais, territórios e em sala de aula. Os participantes também deverão ter uma freqüência mínima de 75%, além de apresentarem um trabalho final de conclusão do curso.

Sem ter sido previsto no momento de sua criação, aconteceu que muitos alunos que recebiam o certificado, voltavam a participar das aulas e do programa das edições posteriores. Assim, os novos alunos devem se inscrever aqui. Já os participantes de edições anteriores devem se inscrever aqui.

Os produtores, ativistas e artistas da periferia interessados em participar devem realizar suas inscrições até o dia 13 de março. O processo seletivo contará com uma rodada de entrevistas agendada inicialmente para o período de 21 a 23 de março. O resultado final será divulgado no dia 25 de março.

É importante ressaltar que o curso será absolutamente gratuito e sem burocracias de acesso. Mais informações através do email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

A Universidade das Quebradas é um projeto apoiado pela Agência UFRJ de Inovação.

 

universidadedasquebradas

Em 1948 o químico suíço Paul Muller ganhava um prêmio Nobel de Medicina. Sua descoberta: a utilidade do DDT enquanto inseticida, além de sua eficácia contra o tifo e a malária. Rotulado como um produto eficiente e de baixo custo, o sucesso do DDT foi, em grande parte, responsável pela popularização dos agrotóxicos após a Segunda Guerra Mundial, antes que seus efeitos nocivos tivessem sido devidamente pesquisados e debatidos publicamente. Desde então uma infinidade de novos compostos organossintéticos foram produzidos, acabando por constituir a grande indústria de agroquímicos presente nos dias de hoje. Apenas para se ter ideia, desde 2008, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de consumo de agrotóxicos. Enquanto nos últimos dez anos o mercado mundial desse setor cresceu 93%, no Brasil o crescimento foi de 190%, de acordo com dados divulgados pela Anvisa.

O vasto aumento observado na produção agrícola durante as décadas de 1960 e 1970 nos países em desenvolvimento por conta do uso destes insumos químicos, somados a outras ferramentas tecnológicas, ficou conhecido como a "revolução verde". Uma das formas de avaliar a eficiência deste modelo de agricultura era mensurar o número de pessoas que um agricultor seria capaz de alimentar, além de si próprio. Em 1950, esta relação era de 1 para 10, ampliando-se, em 1991, de 1 para 71. Deste modo, a principal bandeira da utilização dos agrotóxicos foi um aumento sem precedentes da oferta de alimentos. Todavia, esta análise ignora outros fatores como o melhoramento genético das plantas e a crescente mecanização no campo.

Este aumento da produtividade muito serviu para camuflar os efeitos da degradação do solo em função do uso de agrotóxicos na agricultura moderna, desviando os olhares críticos e retardando a introdução de práticas ecologicamente mais adequadas. Mascararam-se assim outros impactos negativos deste modelo, em especial os danos associados à saúde dos trabalhadores rurais, que podem ser afetados pela manipulação direta ou por meio de armazenamento inadequado, reaproveitamento de embalagens, roupas contaminadas ou contaminação da água.

Segundo dados do Sinitox (Sistema Nacional de Informações Tóxico-farmacológicas), foram registrados, no período de 2007 a 2011, 26.385 casos de intoxicações por agrotóxicos de uso agrícola e 13.992 por agrotóxicos de uso doméstico. Mas o problema pode ser bem maior. O próprio Ministério da Saúde reconhece que há uma subnotificação dos casos de intoxicação. Estima-se que, para cada incidente notificado, outros 50 não sejam comunicados.

Felizmente, hoje, diferentemente de décadas passadas, os efeitos nocivos dessas substâncias, tanto para o meio ambiente quanto para a saúde humana, tornam-se mais perceptíveis e debatidos publicamente, abrindo portas, ainda que lentamente, para modelos mais justos e ambientalmente sustentáveis. Como alternativa à produção agroindustrial, a agroecologia se inspira nos processos naturais do meio ambiente para garantir o equilíbrio de ecossistemas. As vantagens são muitas. Ganham os pequenos produtores, que economizam por não usarem defensivos tóxicos; ganham os consumidores, que recebem produtos mais saudáveis; e, claro, ganha a natureza, preservada graças a uma produção sustentável.

 

O Quintal da Vanessa

quintaldavanessa

Visando justamente a dar espaço e visibilidade à agroecologia, os prédios do CCS, da Reitoria e do CT, no campus do Fundão, abrigam, todas as quintas-feiras, a Feira Agroecológica da UFRJ. Uma das produtoras que exibem seus produtos é Vanessa Danciger. Entrevistá-la não foi uma tarefa fácil. Sua barraca era, de longe, a mais concorrida. Não se passavam mais que dois minutos sem que alunos, técnicos e professores do CCS se aglomerassem em frente ao “Quintal da Vanessa”. Ora para comprar produtos preparados artesanalmente com alimentos orgânicos colhidos de seu próprio quintal (e absolutamente livres de conservantes, açúcar, glúten e lactose), ora simplesmente para elogiá-la. “Comprei a sua cuca de banana aqui na semana passada e todo mundo lá em casa achou uma delícia. Você está de parabéns, viu?”, disse um senhor ao qual Vanessa retribuiu com a palavra que pontua quase todos os finais dos diálogos travados pela simpática agricultora: “Gratidão”.

Este “quase bordão” dá o tom da atitude de Vanessa. De sorriso espontâneo e inabalável, é realmente difícil não se contagiar com a paixão com a qual esta militante agroecológica conduz suas atividades. Invariavelmente o que poderia ser um mero procedimento de compra e venda acaba se transformando numa conversa entusiasmada sobre receitas orgânicas e alimentação saudável. E ela é enfática: “Eu não estou aqui apenas para vender os meus produtos, mas para disseminar uma ideia”. Na era da proliferação dos manuais de marketing empresarial, em que tudo soa tão artificial, dá gosto ver alguém sendo tão sincero e entusiasmado em relação ao seu negócio.

Ex-aluna de Agropecuária da UFRRJ, o interesse de Vanessa pela alimentação orgânica começou há cerca de três anos por conta dos problemas de saúde de um pai diabético que lhe demandavam uma dieta rigorosa. Mas não tardou até que ela própria revolucionasse também seu cardápio e começasse a usufruir dos resultados de uma alimentação mais saudável. “Eu sempre sofri de problemas alérgicos, tinha gastrite crônica. E assim que eu mudei minha alimentação esses problemas começaram a sumir. As pessoas banalizam as doenças como se fosse algo natural. Mas não é normal, por exemplo, ficar resfriado a todo instante. Através de uma dieta orgânica isso pode ser mudado”, comentou num dos poucos momentos em que não estava atendendo algum cliente.

Em parte, Vanessa atribui a boa receptividade aos seus produtos à localização da feira. “Por ser no CCS, muitos nutricionistas e pessoas que naturalmente dão mais importância à saúde acabam circulando por aqui”. Mas, conforme ela mesma explicou, isso é um sintoma de um cenário maior de mudança de mentalidade que vai se configurando à medida que as pessoas vencem a barreira do preconceito em relação a este tipo de alimentação. Segundo ela, muitas pessoas mais relutantes ainda se perguntam: “Será que é gostoso mesmo?”. Mas a questão é facilmente respondida assim que se prova alguma de suas receitas. Seus brigadeiros de castanha-do-pará e seu achocolatado de leite de inhame com cacau não deixam dúvidas. Não é à toa que esta é hoje a principal fonte de renda desta simpática agricultora.

A Feira Agroecológica da UFRJ ocorre semanalmente na Cidade Universitária e é apoiada pela Agência UFRJ de Inovação. Esta parceria com o Restaurante Universitário e o Instituto de Nutrição Josué de Castro reúne agricultores e cooperativas do estado do Rio de Janeiro que comercializam produtos agroecológicos cultivados pelo sistema de agricultura familiar. Conheça aqui outros projetos de inovação social apoiados pela Agência.

 

coelhoA descoberta é original e a patente foi registrada pela UFRJ no INPI, em 2014

O professor da Faculdade de Odontologia Carlos Henrique da Luz Barbosa, a partir de sua pesquisa com células-tronco para recuperar a articulação contramandibular, desenvolveu um equipamento único na área de imagem. É o Dispositivo de Contenção para Exames de Imagem para Animais de Pequeno Porte (DCEIAPP).

O modelo de acrílico transparente, desenvolvido sob a forma de caixa de contenção, incorpora uma inovação no âmbito das Ciências Cirúrgicas e da Clínica, além da Veterinária e da Cirurgia Experimental, tanto nacional como internacional. E tornou-se uma patente desenvolvida na UFRJ pelo Centro de Cirurgia Experimental da Faculdade de Medicina, com o potencial de ser produzido em escala, despertando o interesse para futuras parcerias.

Pelos animais
A dissertação de mestrado do professor Carlos Henrique para obtenção do título de mestre em ciências, que teve a orientação dos professores Alberto Schanaider e André Monteiro, durou dois anos e foi apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Cirúrgicas do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFRJ. O estudo foi publicado na revista Biomed Research International em maio de 2014.

O enfoque da dissertação fundamentou-se na dificuldade de conter animais de pequeno porte para realizar exames de imagens, sem que haja a necessidade do contato da equipe assistente, quando anestesiados e em respiração espontânea. Os diversos dispositivos existentes impõem uma série de restrições ao seu uso em aparelhos de radiologia e representam um desafio para a correta execução dos exames de imagem.

“O dispositivo é inédito e original. Creio que vai facilitar muito as pesquisas”, observa Carlos Henrique. Ele explica que inicialmente o foco da pesquisa era com células-tronco para tratamento de osteoartrose mandibular, e precisava usar uma tomografia computadorizada de feixe cônico (Cone beam), que é muito usada pela odontologia. Nesse procedimento o paciente fica na posição vertical, sentado; mas ele não tinha como colocar o coelho sozinho, a não ser que tivesse uma equipe para segurar.

“O insight para isso surgiu de Deus mesmo, porque desde o início da pesquisa com células-tronco pedi a Deus para que me iluminasse. Meu sonho é conseguir o tratamento da osteoartrose mandibular com células-tronco. E no meio do caminho não pude fazer a tomografia, pois o paciente entra deitado, e na odontologia é em pé. Pedi a Deus que me iluminasse para que eu colocasse o coelho em pé. A caixa para pôr o coelho poderia ser feita e tive a ideia de procurar um amigo marceneiro, que fez o protótipo primeiro em madeira, e aqui no CCS (Centro de Ciências da Saúde) foi transformada em acrílico transparente”, conta o professor.

Ineditismo
Um dos desafios encontrados por profissionais da área de pesquisa experimental com algumas espécies de animais de pequeno porte (de 3 a 10 kg) consiste na contenção e imobilização adequadas, com conforto e segurança durante a realização de exames de imagem.

Habitualmente são utilizadas caixas de transporte até o local onde o exame é realizado. Várias instituições de pesquisa, clínicas especializadas ou hospitais veterinários não têm instalações com equipamentos próprios para realização de exames de imagem em coelhos, cães menores e miniporcos.

Em geral, quando é realizado exame durante uma investigação ou pesquisa, quer seja radiológico, tomográfico, por ressonância magnética ou cintigráfico, diversas incidências são necessárias. Isso requer constante reposicionamento do animal. No caso da tomografia computadorizada, muito utilizada na odontologia para obter imagens tridimensionais, o exame é mais complexo, visto que, além do animal precisar de procedimento anestésico, se utiliza a posição vertical.

O professor verificou, então, a necessidade de se criar e validar um dispositivo para a contenção e imobilização de animais de pequeno porte, ergonômico, funcional, capaz de viabilizar exames de imagens em diversas incidências, com mais segurança e redução da contaminação ambiental e da equipe de assistência. Com o dispositivo, Carlos Henrique pretende continuar sua pesquisa com células-tronco.

A patente foi registrada pela UFRJ no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), em 2014, sob o número BR 20 2014 02 25 033 1.

FONTE: Jornal do SINTUFRJ (Ano XXIV, Nº1147, 4 a 31 de janeiro de 2016)

FOTO: Renan Silva

dilma

 

O ano de 2016 começou com uma boa notícia para os núcleos de inovação tecnológica brasileiros. O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 77/2015, que já havia sido aprovado por unanimidade pelo Congresso, foi sancionado em 11 de janeiro pela presidenta Dilma Rousseff, em cerimônia no Palácio do Planalto, compondo o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei 13243/16). O texto regulamenta a Emenda Constitucional 85 e é um dos itens da Agenda Brasil, conjunto de medidas apresentadas pelo Senado para impulsionar o crescimento do país.

O novo marco regulatório promove uma série de ações para o incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento científico e tecnológico, representando uma verdadeira reforma na legislação que regula a integração entre agentes públicos e privados. Algumas leis que passam a vigorar com nova redação são a Lei de Inovação, a Lei de Licitações, o Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC), entre outras. Ao todo, nove leis foram alteradas pelo Marco Legal, que foi discutido ao longo de cinco anos pela comunidade científica e empresarial.

Conforme disse a presidenta Dilma Rousseff: “O Brasil possui uma extraordinária capacidade de produzir conhecimento, mas que infelizmente ainda não tem se traduzido em inovação produtiva”. Segundo ela, o novo marco regulatório deve impactar positivamente a economia brasileira. “Em um ambiente regulatório e institucional mais favorável à cooperação entre universidades, laboratórios de pesquisa, empresas e governo, transformaremos mais ciência básica em inovação e inovação em competitividade, gerando um novo ciclo de desenvolvimento econômico em nosso país”, explicou.

A ideia é facilitar o exercício das atividades de pesquisa científica e aproximar as universidades das empresas ao diminuir a burocracia que envolve os investimentos na área. O texto prevê ainda a isenção e a redução de impostos para as importações de insumos feitas por empresas na execução de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. Outra mudança é a ampliação do tempo máximo que os professores das universidades federais poderão trabalhar em projetos institucionais de ensino, pesquisa e extensão, ou exercer atividades de natureza científica e tecnológica.

A legislação também permite a participação da União, estados e municípios no capital social de empresas para o desenvolvimento de produtos e processos inovadores que estejam de acordo com as políticas de desenvolvimento científico, além de simplificar a emissão do processo de visto de trabalho para pesquisadores estrangeiros que vierem ao Brasil para participar de projetos de pesquisa.

A presidenta Dilma também vetou alguns pontos do texto que havia sido aprovado pelo Congresso. Um deles é referente a um trecho que previa a isenção de recolhimento de impostos previdenciários sobre bolsas de pesquisas e compras de produtos. Outro veto ocorreu em um artigo que dispensava a realização de licitação pela administração pública nas contratações de empresas com faturamento de até R$ 90 milhões anuais para prestação de serviços ou fornecimento de bens elaborados com aplicação sistemática de conhecimentos científicos e tecnológicos.

Apesar de tudo, o novo Marco Legal está longe de ser uma unanimidade. O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) criticou o Marco Legal, classificando-o como “um avanço vigoroso do processo de privatização dos recursos humanos e patrimônio científico públicos”.

Na cerimônia também foi lançada a Chamada Universal CNPq/MCTI nº1/2016, edital promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) que disponibilizará recursos para projetos de pesquisa científica e tecnológica nos próximos dois anos, em qualquer área do conhecimento, no valor de R$ 200 milhões.


Nove leis foram alteradas

A partir da sanção do Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação, nove leis tiveram suas redações modificadas. Seguem as principais mudanças:

 

Lei 10.973/04 - Dispõe sobre incentivos à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo

Redefine os NITs (núcleos de inovação tecnológica) enquanto as “estruturas instituídas por uma ou mais ICTs (instituição científica e tecnológica), com ou sem personalidade jurídica própria” (art 2º) para apoiar a gestão (art. 16) da sua política institucional de inovação.

O art. 4º permite às ICTs mediante contrapartida financeira ou não financeira, por prazo determinado, “compartilhar seus laboratórios, equipamentos, materiais e instalações” com ICTs e empresas (e não mais apenas micro e pequeno empresas) para atividades de incubação. Também fica possível a utilização dos mesmos por ICTs, empresas e pessoas físicas (e não mais apenas empresas nacionais e organizações de direito privado sem fins lucrativos) em atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. O mesmo vale para o seu capital intelectual. Tais permissões nunca podem interferir em sua atividade-fim nem com ela conflitarem.

As ICTs poderão assinar acordos com empresas para o desenvolvimento de pesquisas conjuntas, “podendo ceder ao parceiro privado os direitos de propriedade intelectual mediante compensação financeira ou não financeira. As ICTs também poderão ceder seus direitos sobre a criação, mediante manifestação expressa e motivada e a título não oneroso, ao criador ou a terceiro, mediante remuneração. Tal manifestação deve ser proferida pelo órgão ou autoridade máxima da instituição, ouvido o NIT (art. 11).

 

Lei 6.815/80 - Define a situação jurídica do estrangeiro no Brasil.

O art. 13 foi alterado, passando a prever uma nova situação em que um visto temporário pode ser concedido a estrangeiro: “na condição de beneficiário de bolsa vinculada a projeto de pesquisa, desenvolvimento e inovação concedida por órgão ou agência de fomento”.

 

Lei 8.666/93 - Institui normas para licitações e contratos da Administração Pública.

O art. 24 passa a prever a dispensa de licitação “para a aquisição ou contratação de produto para pesquisa e desenvolvimento”, limitada, no caso de obras e serviços de engenharia, a R$300.000. Não há vedação de que o autor do projeto, básico ou executivo, seja pessoa física ou jurídica, participe da licitação.

 

Lei 12.462/11 - Institui o Regime Diferenciado de Contratações Públicas.

O art. 1º passa a prever a aplicabilidade do RDC às licitações e contratos necessários à realização “das ações em órgãos e entidades dedicados à ciência, à tecnologia e à inovação”.

 

Lei 8.745/93 - Dispõe sobre a contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público.

O art. 2º passa a considerar “necessidade temporária de excepcional interesse público” a “admissão de pesquisador, de técnico com formação em área tecnológica de nível intermediário ou de tecnólogo, nacionais ou estrangeiros, para projeto de pesquisa com prazo determinado, em instituição destinada à pesquisa, ao desenvolvimento e à inovação”.

 

Lei 8.958/94 - Dispõe sobre as relações entre as instituições federais de ensino superior e de pesquisa científica e tecnológica e as fundações de apoio.

Os parques e polos tecnológicos, as incubadoras de empresas, as associações e as empresas criados com a participação de ICT pública poderão utilizar fundação de apoio a ela vinculada ou com a qual tenham acordo. Além disso, os NITs constituídos no âmbito de ICTs poderão assumir a forma de fundações de apoio.

 

Lei 8.010/90 - Dispõe sobre a importação de bens destinados à pesquisa científica e tecnológica.

A alteração do art. 1º esclarece que são isentas dos impostos de importação e IPI as importações de máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos, bem como suas partes e peças de reposição, acessórios, matérias-primas e produtos intermediários, destinados à pesquisa científica e tecnológica, desde que tais importações sejam “realizadas pelo CNPq, por cientistas, por pesquisadores e por ICT ativos no fomento, na coordenação ou na execução de programas de pesquisa científica e tecnológica, de inovação ou de ensino e devidamente credenciados pelo CNPq.”

 

Lei 8.032/90 - Dispõe sobre a isenção ou redução de impostos de importação.

As alterações dos arts 1º e 2º esclarecem que as isenções e reduções do imposto de importação se aplicam às importações realizadas: por ICTs; por empresas na execução de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, cujos critérios e habilitação serão estabelecidos pelo poder público, na forma de regulamento.

 

Lei 12.772/12 - Dispõe sobre a estruturação do Plano de Carreiras e Cargos de Magistério Federal.

Com a alteração do art. 21, no regime de dedicação exclusiva, também passa a ser admitida a percepção de bolsa de ensino, pesquisa, extensão ou estímulo à inovação paga por fundação de apoio. Além disso, o trabalho prestado no âmbito de projetos institucionais de ensino, pesquisa e extensão, na forma da Lei no 8.958 (fundações de apoio) e a colaboração esporádica de natureza científica ou tecnológica em assuntos de especialidade do docente, inclusive em polos de inovação tecnológica, fica ampliado de 120 para 416 horas anuais, ou 8 horas semanais.

 

alunoscontadoresdehistorias

 

É com muita alegria que anunciamos que as inscrições para a seleção da turma 2016.1 dos Alunos Contadores de Histórias estão abertas! Haverá uma palestra na UFRJ (local a ser divulgado) no dia 16/01 e apenas quem participar dessa palestra terá a chance de se inscrever no projeto. Na ocasião será explicado o funcionamento do projeto e como será o treinamento. As inscrições para a palestra podem ser feitas até 14/01/2016 no site http://alunoscontadores.com.br/palestra.

AGÊNCIA UFRJ DE INOVAÇÃO
Rua Hélio de Almeida, s/n - Incubadora de Empresas - Prédio 2 (salas 25 a 29)
Cidade Universitária | Ilha do Fundão | Rio de Janeiro - RJ | 21941614
21 3733-1793 | 21 3733-1788

              facebook        linkedin
 twitter 
UFRJ Agência UFRJ de Inovação - PR2 - UFRJ
Desenvolvido por: TIC/UFRJ