proengUm dos focos da Agência UFRJ de Inovação é o estímulo à cultura empreendedora. De forma ampla, o empreendedorismo se caracteriza pela aquisição de conhecimentos, habilidades e atitudes que têm como objetivo suportar ações de desenvolvimento da inovação. É papel da Agência, portanto, incentivar iniciativas nessa área e articular a cooperação entre grupos com os mesmos interesses. É por isso que a Agência investe na aproximação com as iniciativas discentes da UFRJ, auxiliando na promoção do diálogo entre alunos, professores, pesquisadores, técnicos, dirigentes e setores da sociedade que atuam na área.

Um dos exemplos de modelo proativo de vivência universitária na UFRJ é a ProEng, empresa fundada por Tainá Motta e Thiago de Moraes. Esta iniciativa discente oferece treinamento em softwares com aplicação em Engenharia, Administração e Economia direcionado a universitários de graduação e pós-graduação.

Segue uma entrevista em que ambos falam sobre as atividades da empresa e comentam, entre outras coisas, os principais desafios de se tornarem empreendedores no Brasil.
 
1) Podem contar um pouco sobre a trajetória de cada um na UFRJ?
Thiago - Ao longo da graduação, sempre procurei participar de projetos extracurriculares: fiz três iniciações cientificas, uma monitoria e um projeto com a FAU. Mas sentia que ainda faltava algo. Foi quando, em 2008, ingressei na Fluxo Consultoria, empresa júnior de consultoria em engenharia da UFRJ. Lá desenvolvi habilidades e competências essenciais para a vida pessoal e profissional como comunicação, liderança de equipes, capacidade analítica e de gerenciamento de projetos. Dentro da Fluxo, tive oportunidade de ser assessor de relacionamentos, marketing, de coordenar a VII Semana Fluxo e de ser Coordenador de Relacionamentos do Núcleo de EJs da UFRJ. No final da graduação, tive oportunidade de atuar na indústria, onde fui responsável pela formulação dos lubrificantes automotivos da Mobil por um ano e meio. Porém, com o espírito empreendedor sempre falando mais alto e o forte desejo de atuar na área de educação, surgiu a oportunidade e o convite para criação da ProEng.

Tainá - Desde o início da faculdade, sempre tentei me engajar nas iniciativas estudantis, organizando delegações aos congressos, palestrando em alguns e participando da organização de outros. Dentro da UFRJ, meu primeiro contato com tecnologia e inovação foi no Pontão de Cultura Digital da ECO-UFRJ. Depois participei de duas edições do Ilha Design, projeto que leva inovação, artes e design para crianças da Ilha Grande – RJ. Mais tarde, passei pelo Instituto de Engenharia Nuclear, onde fui bolsista de iniciação científica no laboratório de realidade virtual. A UFRJ também me proporcionou o intercâmbio acadêmico para Alemanha por meio do Ciência sem Fronteiras, em 2012. Na Alemanha, pude ter acesso a tecnologia de ponta e a uma metodologia que despertaria o meu interesse em voltar ao Brasil e difundir meus novos aprendizados.
 
2) Como surgiu a ideia de iniciar a ProEng?
Com a pressão do mercado e dos processos seletivos, precisávamos de capacitação na área técnica para alavancar nossas carreiras. Porém o investimento necessário era muito alto e os centros de treinamento encontrados no mercado não supriam as necessidades acadêmicas. Após uma experiência internacional e o reconhecimento entre as diferenças de ensino das universidades técnicas alemãs em relação às universidades brasileiras, juntamente com as impossibilidades orçamentárias, aconteceram as primeiras iniciativas que levaram ao desenvolvimento do conceito que hoje compete à ProEng. Foi proposta a criação de uma solução mais acessível aos alunos, com investimentos mais baixos, com pagamento facilitado e com uma equipe altamente qualificada. Além disso, o principal foco da ProEng é desenvolver a aprendizagem dos alunos por meio de projetos reais, onde o conhecimento é construído em conjunto com o professor mentor.
 
3) Como tem sido a relação de vocês com a UFRJ após a abertura da empresa?
Desde sempre nossa relação foi ótima com a UFRJ. Fomos a primeira startup de educação em software para engenharia surgida na casa, em 2014. Desde o contato com os professores dos nossos cursos, que são alunos ou ex-alunos de pós-graduação da Universidade, até o contato direto com os alunos e com diversas iniciativas estudantis e a direção de unidades acadêmicas. Sempre tivemos apoio de todos. Agradecemos isso também à proximidade com a Agência UFRJ de Inovação, que sempre esteve ao nosso lado nessa missão de formar profissionais de valor.
 
4) Quais são os principais desafios de se tornar um empreendedor no Brasil?
Ser um empreendedor no Brasil é difícil. Durante a faculdade então... Principalmente no campo que escolhemos, a capacitação na área de tecnologia em que softwares e equipamentos têm preços elevados. Hoje contamos com a parceria da revendedora de um software muito importante para a área de exatas que, inclusive, fornece licenças temporárias aos nossos alunos para realização dos treinamentos. Achamos que o grande desafio é se diferenciar, pois no mercado onde atuamos, disputamos com outros cursos presenciais e centenas de plataformas com cursos gratuitos. Também tem o lado do universitário empreendedor, que concilia provas, trabalhos e entregas com a startup, além de ter uma vida social no meio disso tudo. O importante é não ter medo, ser persistente e ficar ligado nas tendências do mercado. Por isso teremos novidades em breve (risos).
 
5) Como funciona a ProEng hoje e quais seriam os diferenciais aos alunos da UFRJ?
Atualmente, oferecemos capacitação em engenharia, tecnologia, gestão e inovação. Treinamentos focados para a área tecnológica que garantirão desenvolvimento para sucesso no meio acadêmico e melhores posições no mercado de trabalho. Nossos mentores são alunos de pós-graduação ou pós-graduados nas melhores universidades do Rio de Janeiro, além de terem experiência profissional comprovada em suas áreas de atuação, na indústria, grandes empresas e nas startups com maior potencial do momento. Nossos cursos são diferentes dos demais porque o software não é o objetivo final do aprendizado. Você aprende um software com o objetivo de resolver problemas e desenvolver projetos reais de engenharia, tecnologia, gestão e inovação.
 
6) Qual legado vocês pretendem deixar para UFRJ?
Em primeiro plano, impactamos a UFRJ por meio da nossa metodologia que é baseada na aprendizagem e não no ensino. A informação é construída durante os cursos e não simplesmente passada. Como parte da iniciativa privada, estaremos sempre em contato com a UFRJ para levar aos alunos projetos e problemas reais do mercado, impactando de forma positiva na formação dos universitários. Acreditamos na formação de profissionais de alta performance e na construção de um legado de valor para nossa Universidade.

Mais sobre a ProEng:
http://www.proengct.com

 

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