luminol

Utilizado pela polícia para detectar vestígios de sangue invisíveis a olho nu, o luminol é uma substância extremamente útil nas atividades forenses, em especial em perícias que envolvam a investigação de crimes. Ao entrar em contato com o ferro presente na hemoglobina, seguido de um tratamento com água oxigenada, o luminol desencadeia uma reação denominada quimiluminescência. Trata-se, na prática, de uma reação química que libera energia sob a forma de luz. No caso, uma luz azul suficientemente forte para ser vista no escuro.

Embora já existam vários produtos no mercado conhecidos pelo nome luminol, muitos não são eficientes em investigações nas quais só se possa contar com uma quantidade muito reduzida de sangue. Nestes casos, a luz produzida dificilmente chega a ser detectada pelos investigadores. Outro problema é que, muitas vezes, esses produtos danificam as amostras de sangue, impedindo análises posteriores mais detalhadas. Um terceiro complicador é que, não raramente, os locais a serem periciados não permitem a obtenção do estado de escuridão total necessário para garantir a eficiência de grande parte desses produtos. Basta pensar em hipotéticos crimes ocorridos em estações ferroviárias, estádios de futebol, florestas, parques etc.

Tendo em vista estes desafios, o Laboratório de Síntese e Análise de Produtos Estratégicos (Lasape), vinculado ao Departamento de Química Analítica do Instituto de Química da UFRJ, e coordenado pelo professor Claudio Cerqueira Lopes, desenvolveu um novo tipo de luminol. Mais sensível, e capaz de proporcionar uma luminescência três vezes superior aos produtos tradicionais, o luminol desenvolvido na UFRJ não danifica as amostras sanguíneas, ainda que sejam muito pequenas, permitindo a detecção de sangue oculto em cenas de crime, de sangue queimado em explosões e até mesmo de células presentes em armas de fogo, ainda que os casos não permitam a obtenção de um estado de escuridão total.

Além disso, a substância também tem potencial de uso em outras áreas como, por exemplo, a de saúde e de vigilância sanitária, viabilizando o diagnóstico de limpeza de unidades hospitalares, odontológicas e frigoríficos. O luminol atua como ferramenta de controle nos processos de higienização destes ambientes, atestando a remoção de sangue e a eficiência dos processos de desinfecção. Entre os benefícios que podem ser gerados estão a diminuição dos índices de contaminação hospitalar e dos períodos de permanência de pacientes após cirurgias, além da erradicação da presença do vírus da hepatite C e outros microrganismos patogênicos do ambiente hospitalar.

Atualmente, a Agência UFRJ de Inovação está em busca de empresas interessadas em firmar parcerias para licenciar o uso desta tecnologia. Os interessados em obter mais informações podem entrar em contato através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

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