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A cidade de Curitiba sediou entre os dias 19 e 22 de maio o 9º Encontro Anual da Associação Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec). O evento ocorreu na sede da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e recebeu mais de 400 inscritos de 22 estados brasileiros. Com a proposta de promover a interação entre a academia, o setor produtivo e o setor público, o Fortec é tido como uma oportunidade única para o estabelecimento de debates qualificados acerca do desenvolvimento tecnológico nacional. Durante os quatro dias de evento, foram realizadas palestras, minicursos, painéis e apresentações de resultados obtidos com pesquisas na área de inovação.

O primeiro dia do evento foi voltado à realização de minicursos com especialistas da área. “Gestores de inovação: abrindo a caixa preta e entendendo os números” foi o nome do curso ministrado por Vanessa Rasoto e Armando Rasoto, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), quando foram abordados aspectos ligados ao controle absoluto financeiro, geração de balancetes patrimoniais e demonstrativos de resultado sobre o tema. Em outro minicurso, o assunto “Prospecção e Mercado” foi trabalhado pelo consultor da empresa Kaiser, Antônio Nápoli. Os principais pontos desenvolvidos foram a importância da aproximação entre o mercado e os segmentos que realizam pesquisas, além dos processos que agilizam e contribuem para o aumento dos pedidos de patentes.

Um dos pontos altos do segundo dia do Fortec foi a palestra magna de Armando Milioni, titular da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A tônica da apresentação foram as ações de fomento à inovação no Brasil. Segundo o palestrante, tais políticas se fazem necessárias uma vez que “o Brasil tem sido muito bem sucedido em transformar dinheiro em ciência, mas tem tido dificuldade em transformar ciência em dinheiro”. Outros destaques foram as apresentações de Renee Ben-Israel narrando o sucesso da Yissum, companhia de desenvolvimento e pesquisa da Universidade Hebraica de Jerusalém, e da advogada Cristina Assimakopoulos descrevendo o papel dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) nos contratos e convênios de pesquisa e desenvolvimento entre o Brasil e a União Europeia.

Infelizmente, as aguardadas apresentações sobre a Emenda 85 e sobre as alterações no acesso ao Patrimônio Genético nacional, a cargo, respectivamente, do professor Gesil Amarante da UESC e da pesquisadora Celeste Emerick da Gestec/Fiocruz, acabaram prejudicadas pelo pouco tempo concedido para perguntas e debates em função de atrasos na programação.

 

IMG 8487O terceiro dia de evento ficou marcado pelo painel “Conte algo que eu não sei!”, que contou com a relatoria de Ricardo Pereira, vice-coordenador da regional Sudeste do FORTEC. Na ocasião foram apresentados exemplos de caminhos e soluções encontradas por Núcleos de Inovação Tecnológica de todo o Brasil para superar limitações e problemas que frequentemente os afetam. Uma das experiências bem sucedidas relatadas por Ricardo Pereira, que também coordena a Agência UFRJ de Inovação, foi a possibilidade de estabelecimento de parcerias entre os Núcleos de Inovação tecnológica e outros institutos das respectivas universidades. Na UFRJ duas parcerias do gênero já foram travadas entre a Agência e o Instituto de Biblioteconomia e a Faculdade de Direito, por exemplo. Outra prática apresentada no Fortec que vem gerando bons resultados está relacionada aos estímulos ao setor de Inovação Social. Um relevante projeto da Agência neste segmento é a Unidade de (Des)envolvimento Intensivo, proposta que visa à tratar a inovação, literalmente, como um projeto de vida, relacionando-a aos próprios projetos de desenvolvimento pessoal dos sujeitos envolvidos nas ações inovadoras. Finalmente, outra experiência compartilhada no Fortec foi a possibilidade de abertura de concursos públicos para o cargo de tecnólogo, voltado especificamente para atuação nos Núcleos de Inovação Tecnológica. A previsão existe na Lei 11.091, configurando-se como uma alternativa para problemas relativos ao quadro de pessoal dos NITs.

A ideia é que este se torne um painel permanente nas futuras edições do Encontro e que possa figurar também no portal do Fortec na internet. Conforme explica Ricardo Pereira, trata-se de uma oportunidade importante para priorizar o âmbito prático dos NITs, focando em suas experiências bem sucedidas: “A concepção do painel partiu do fato de que a consolidação da Agência UFRJ de Inovação em muito se deveu ao compartilhamento de experiências dos Núcleos mais antigos. Seria, portanto, uma forma de a Agência retribuir um pouco desta ajuda recebida e de ampliá-la ao incluir as experiências dos demais NITs”.

 

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