professoraclaudiaUma recente parceria estabelecida por intermédio da Agência UFRJ de Inovação entre a Universidade e uma empresa do ramo de fármacos pode representar um significativo avanço no combate aos problemas de próstata. Trata-se de um contrato de licenciamento firmado no início de abril entre a UFRJ e a Biozeus Desenvolvimento de Produtos Biofarmacêuticos S.A. O acordo possibilita a continuidade do desenvolvimento de um projeto acadêmico que poderá, assim, culminar com a chegada de um novo medicamento ao mercado.

Através de uma pesquisa desenvolvida no Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, foi possível chegar a novas substâncias para o tratamento clínico dos sintomas do trato urinário inferior, também conhecidos pela sigla LUTS (do inglês Lower Urinary Tract Symptoms). Dentre os LUTS mais comuns incluem-se a dificuldade de esvaziar a bexiga, o gotejamento, a urgência e a noctúria (necessidade de se levantar várias vezes durante a noite para urinar, interrompendo o sono). Além disso, essas novas substâncias também inibem in vitro a proliferação de células prostáticas de pacientes com hiperplasia prostática benigna (HPB), condição caracterizada pelo aumento progressivo do volume da próstata.

A próstata é uma glândula acessória do aparelho reprodutor masculino que fica localizada na base da bexiga e é atravessada pela uretra. Muitas vezes, a próstata tende a crescer vagarosamente à medida que o homem envelhece. Nos pacientes com HPB, o aumento da glândula pode chegar a obstruir a uretra, provocando os sintomas urinários. De acordo com a professora Cláudia Lúcia Martins da Silva, responsável pelo projeto que originou essas novas substâncias: “A prevalência da HPB aumenta em geral a partir dos 50 anos, e afeta negativamente a qualidade de vida do paciente. Se não for tratada adequadamente pode haver necessidade de procedimento cirúrgico”. A originalidade dessas substâncias reside no mecanismo de ação multi-alvo proposto visando a bloquear a contração prostática e frear a progressão da doença, resultando na redução dos LUTS.

Desta forma, mais uma pesquisa iniciada na esfera acadêmica segue para o setor produtivo, viabilizando as demais etapas necessárias à continuidade do projeto. Essas etapas, apesar de demoradas e de alto custo, são essenciais uma vez que podem resultar na aprovação de um novo medicamento, gerando uma expressiva melhoria na qualidade de vida dos pacientes com HPB.

A parte química do projeto foi desenvolvida pelo professor Luiz Antônio Soares Romeiro na Universidade Católica de Brasília, e os ensaios farmacológicos foram realizados no Laboratório de Farmacologia Bioquímica e Molecular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, por doutorandas do programa de pós-graduação em Farmacologia e Química Medicinal (Jéssica Barbosa Nascimento Viana e Fernanda Chagas da Silva), sob orientação dos professores Cláudia Lúcia Martins Silva (orientadora) e François Noël (co-orientador).

 

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