Equipe MIG Jeans vence o concurso Empurra Que Vai

migjeans

Foto: Aline Calamara (Incubadora de Empresas COPPE)

 

Entre os dias 7 e 11 de dezembro, a Incubadora de Empresas COPPE sediou a última etapa do concurso de idéias inovadoras Empurra Que Vai. Promovido pela Agência UFRJ de Inovação em parceria com a incubadora, o concurso que contou com patrocínio da Siemens teve como objetivo estimular o espírito empreendedor na comunidade acadêmica.


Após uma fase de triagem, foram escolhidos dez grupos finalistas para participarem da etapa de imersão, a qual foi precedida por uma palestra de Paulo Barros, criador do site e aplicativo Responde Aí (guia com resumos, provas e exercícios que promete economizar o tempo de estudos). Iniciando-se propriamente os trabalhos, foram atribuídos padrinhos a cada um dos grupos. A incumbência de cada um deles foi demonstrar as potencialidades e identificar as possíveis fragilidades de cada ideia de negócio. Em seguida os grupos tomaram contato com consultores de marketing, de finanças e de propriedade intelectual – dentre eles profissionais da Agência UFRJ de Inovação –, os quais auxiliaram os grupos a organizarem melhor os seus planos de negócios.


Entre os dez grupos finalistas, estava a equipe do Caronaê. Formada por alunos de Engenharia e de Comunicação da UFRJ, o grupo promoveu um aplicativo de caronas personalizado. Segundo Manuel Meyer, da equipe do Caranaê, participar do Empurra Que Vai foi muito proveitoso para consolidar seu modelo de negócio: "Já temos um protótipo rodando, mas que ainda não estava pronto para o mercado. A participação no Empurra nos ajudou a consolidar um projeto para o mercado e a saber como comercializá-lo". A equipe GeNeSi também apresentou um aplicativo, o Fidelit, dedicado a lojistas que buscam a fidelização de clientes. Outro aplicativo apresentado foi o “Doe Aqui”, iniciativa elaborada por alunos de Comunicação Social que busca aproximar doadores e instituições sociais.


Outra equipe participante foi a do negócio “De Geração para Geração”, serviço proposto por alunos de Ciências Econômicas que busca formar pares de idosos e universitários de modo a promover uma convivência intergeracional enriquecedora. A equipe da E8 Innovation, de alunos de Ciências Biológicas, apresentou o negócio M3Dprint, oferecendo moldes tridimensionais customizados de áreas do corpo de pacientes a partir de dados de tomografia computadorizada. Já a “Empreendedores da Compostagem”, formada por alunos de Engenharia Ambiental, apresentou o “Ciclo Orgânico”, iniciativa que pretende, a partir da coletagem de resíduos orgânicos, auxiliar na construção de uma comunidade com menos produção de lixo. Também composta por estudantes de Engenharia, a equipe Koleso ofertou bens e serviços no ramo da robótica com enfoque no setor industrial. Outro plano de negócios apresentado foi o Mistura Prima, empreendimento originário da área de Gastronomia e dedicado à boa alimentação. Por sua vez, a plataforma “Orienta” oferece aulas sobre cultura organizacional e palestras sobre trabalho no Brasil, buscando dar assistência a refugiados.


Todas as propostas foram muito elogiadas. Mas a equipe que se sagrou vencedora do Empurra Que Vai foi a MIG Jeans, iniciativa que conta com as alunas de Belas Artes da UFRJ Luana Pereira e Isabela Silva. Através do reaproveitamento de peças de jeans, a MIG Jeans foca no re-design de peças jeans em desuso, buscando incentivar o consumo sustentável e consciente a partir do uso de materiais reciclados e renováveis. A equipe foi premiada com uma quantia de R$5000.


O concurso Empurra Que Vai é uma iniciativa fruto de uma parceria da Agência UFRJ de Inovação com a Incubadora de Empresas COPPE e integra a Semana Global do Empreendedorismo.

Oportunidades e desafios no desenvolvimento de novos fármacos no Brasil

Com a aprovação do Projeto de Lei 77/2015 pelo Senado, a integração das universidades com o setor empresarial será a chave para o avanço da ciência no País e novos projetos podem ser beneficiados


senadoSe por um lado os ajustes fiscais impulsionaram uma redução no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em 25%, e do Ministério da Educação (MEC) em 9% — o que vem gerando atraso no pagamento de milhares de projetos já aprovados e o cancelamento de editais por agências de fomento federais —, por outro é preciso fortalecer o sistema de inovação brasileiro, aproximando cada vez mais investidores privados dos centros de pesquisas nacionais. Por unanimidade, o Plenário aprovou recentemente o Projeto de Lei 77/2015, que promove uma série de ações para o incentivo à pesquisa, à inovação e ao desenvolvimento científico e tecnológico, entre elas a regulamentação de parcerias de longo prazo entre setores público e privado, além da dispensa de licitação para a contratação de bens e serviços para pesquisa e desenvolvimento.
 
Na avaliação do professor Glaucius Oliva, da USP de São Carlos e ex-presidente do CNPq, a expectativa pela aprovação do texto no Plenário e consequente sanção presidencial já vinha sendo muito esperada por parte da comunidade científica. “Isso simplificará a interação entre instituições de pesquisas e empresas. Mesmo havendo uma regulamentação para tanto, a burocracia ainda é muito grande, principalmente nas questões de contratos e convênios”, avalia.
 
No âmbito da indústria farmacêutica, o processo de desenvolvimento de novos medicamentos, da pesquisa à comercialização, é longo, arriscado e dispendioso. Entretanto, a demanda por medicamentos que atendem às necessidades médicas reais não tem fronteiras, é global. Uma forma de transferir essa tecnologia da bancada até a indústria é através da aplicação da Lei de Inovação, que permite, por exemplo, o licenciamento exclusivo para empresas privadas, capazes de realizar os testes necessários até o produto final. Mas vale ressaltar que muitas instituições ainda precisam compreender melhor a aplicação dessa lei em prol do bem final, que é tornar a inovação acessível ao público. Os acordos realizados através dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) devem seguir essa lei, que garante o compartilhamento de royalties com a instituição e o pesquisador.

Para o coordenador da Agência UFRJ de Inovação, Ricardo Pereira, ainda há muito desconhecimento sobre a importância da propriedade intelectual e também da Lei de Inovação por parte dos pesquisadores e alunos. “Nosso desafio maior é o de fazer com que essa propriedade da UFRJ chegue à sociedade através do licenciamento, mesmo que não oneroso, e também o de difundir o papel da Universidade no processo de inovação. A UFRJ, por exemplo, gera cerca de 11 mil publicações por ano, mas os pedidos de patente não costumam passar de trinta, o que pode significar que resultados importantes da pesquisa financiada com recursos públicos estejam sendo publicados sem atentar para a importância de protegê-los antes”, ressalta.
 
Exemplo brasileiro
 
Nesse campo, um bom exemplo brasileiro é a empresa Biozeus, especializada em desenvolver pesquisas acadêmicas inovadoras até a indústria, combinando expertise científica e de negócios. Ela busca, seleciona, investe e conduz projetos nacionais promissores em direção à comercialização de fármacos que atendam a esse mercado global. “Embora nossas universidades se destaquem na pesquisa, identificação e validação de compostos, faltam parceiros para promover o desenvolvimento além dos estágios iniciais e fazer deles um produto real”, analisa Luis Eduardo Caroli, CEO da Biozeus.
 
Segundo Caroli, infraestruturas, competências e financiamento são elementos fundamentais que, congregados, contribuem para que o resultado da pesquisa possa chegar até a sociedade. A proposta da Biozeus é aplicar estes ativos para desenvolver o projeto até provar sua eficácia e segurança em humanos, quando a indústria farmacêutica consegue identificar o valor do projeto, licenciando e assumindo as fases finais do desenvolvimento e comercialização. “Nossa missão é promover esta continuidade de forma profissional, unindo gestão e ciência, aumentando as chances da pesquisa de fato melhorar a vida das pessoas de todo o mundo” reforça, lembrando daí o foco em inovações radicais. “É preciso bom racional científico e atender a uma necessidade médica real, sem esquecer do potencial comercial. Não adianta investir em uma nova aspirina”.
 
Ricardo Pereira lembra que, na Universidade, além da pesquisa básica, que investiga novos fenômenos físicos, a pesquisa aplicada ali gerada utiliza este novo conhecimento para propor soluções para problemas concretos existentes na sociedade. “E problemas para resolver não faltam no país. Vivemos numa sociedade e devemos estar atentos para suas necessidades”, analisa o coordenador que defende a tese que a pesquisa pode se iniciar na Universidade, mas o seu desenvolvimento deve ser feito pelas empresas: “a missão da Universidade é basicamente ensino e pesquisa, inclusive aquela pesquisa direcionada para a aplicação prática. O papel do desenvolvimento, da transformação desse conhecimento em produtos ou processos ou mesmo serviços que vão se constituir em inovação, cabe às empresas”.
 
“Nossa missão, enquanto Universidade, é promover essa parceria até mesmo para formar mais mestres e doutores, qualificando profissionais com visão industrial”, ressalta Glaucius Oliva. Segundo ele, empresas, como a Biozeus, têm um papel singular no cenário nacional, pois por um lado tem contato com as universidades, identificando oportunidades, e por outro com o mercado, identificando demandas, somando ainda a competência interna para fazer avaliação em potencial e guiando o desenvolvimento através de estudos subsequentes. “A área de desenvolvimento de fármacos é peculiar, diferente de outras áreas de inovação, quando o processo é muito mais rápido, como na criação de um software. Na área de fármacos, a complexidade do processo requer uma empresa especializada, para realizar essa translação”, conclui o professor.

ProEng é exemplo de iniciativa empreendedora de discentes da UFRJ

proengUm dos focos da Agência UFRJ de Inovação é o estímulo à cultura empreendedora. De forma ampla, o empreendedorismo se caracteriza pela aquisição de conhecimentos, habilidades e atitudes que têm como objetivo suportar ações de desenvolvimento da inovação. É papel da Agência, portanto, incentivar iniciativas nessa área e articular a cooperação entre grupos com os mesmos interesses. É por isso que a Agência investe na aproximação com as iniciativas discentes da UFRJ, auxiliando na promoção do diálogo entre alunos, professores, pesquisadores, técnicos, dirigentes e setores da sociedade que atuam na área.

Um dos exemplos de modelo proativo de vivência universitária na UFRJ é a ProEng, empresa fundada por Tainá Motta e Thiago de Moraes. Esta iniciativa discente oferece treinamento em softwares com aplicação em Engenharia, Administração e Economia direcionado a universitários de graduação e pós-graduação.

Segue uma entrevista em que ambos falam sobre as atividades da empresa e comentam, entre outras coisas, os principais desafios de se tornarem empreendedores no Brasil.
 
1) Podem contar um pouco sobre a trajetória de cada um na UFRJ?
Thiago - Ao longo da graduação, sempre procurei participar de projetos extracurriculares: fiz três iniciações cientificas, uma monitoria e um projeto com a FAU. Mas sentia que ainda faltava algo. Foi quando, em 2008, ingressei na Fluxo Consultoria, empresa júnior de consultoria em engenharia da UFRJ. Lá desenvolvi habilidades e competências essenciais para a vida pessoal e profissional como comunicação, liderança de equipes, capacidade analítica e de gerenciamento de projetos. Dentro da Fluxo, tive oportunidade de ser assessor de relacionamentos, marketing, de coordenar a VII Semana Fluxo e de ser Coordenador de Relacionamentos do Núcleo de EJs da UFRJ. No final da graduação, tive oportunidade de atuar na indústria, onde fui responsável pela formulação dos lubrificantes automotivos da Mobil por um ano e meio. Porém, com o espírito empreendedor sempre falando mais alto e o forte desejo de atuar na área de educação, surgiu a oportunidade e o convite para criação da ProEng.

Tainá - Desde o início da faculdade, sempre tentei me engajar nas iniciativas estudantis, organizando delegações aos congressos, palestrando em alguns e participando da organização de outros. Dentro da UFRJ, meu primeiro contato com tecnologia e inovação foi no Pontão de Cultura Digital da ECO-UFRJ. Depois participei de duas edições do Ilha Design, projeto que leva inovação, artes e design para crianças da Ilha Grande – RJ. Mais tarde, passei pelo Instituto de Engenharia Nuclear, onde fui bolsista de iniciação científica no laboratório de realidade virtual. A UFRJ também me proporcionou o intercâmbio acadêmico para Alemanha por meio do Ciência sem Fronteiras, em 2012. Na Alemanha, pude ter acesso a tecnologia de ponta e a uma metodologia que despertaria o meu interesse em voltar ao Brasil e difundir meus novos aprendizados.
 
2) Como surgiu a ideia de iniciar a ProEng?
Com a pressão do mercado e dos processos seletivos, precisávamos de capacitação na área técnica para alavancar nossas carreiras. Porém o investimento necessário era muito alto e os centros de treinamento encontrados no mercado não supriam as necessidades acadêmicas. Após uma experiência internacional e o reconhecimento entre as diferenças de ensino das universidades técnicas alemãs em relação às universidades brasileiras, juntamente com as impossibilidades orçamentárias, aconteceram as primeiras iniciativas que levaram ao desenvolvimento do conceito que hoje compete à ProEng. Foi proposta a criação de uma solução mais acessível aos alunos, com investimentos mais baixos, com pagamento facilitado e com uma equipe altamente qualificada. Além disso, o principal foco da ProEng é desenvolver a aprendizagem dos alunos por meio de projetos reais, onde o conhecimento é construído em conjunto com o professor mentor.
 
3) Como tem sido a relação de vocês com a UFRJ após a abertura da empresa?
Desde sempre nossa relação foi ótima com a UFRJ. Fomos a primeira startup de educação em software para engenharia surgida na casa, em 2014. Desde o contato com os professores dos nossos cursos, que são alunos ou ex-alunos de pós-graduação da Universidade, até o contato direto com os alunos e com diversas iniciativas estudantis e a direção de unidades acadêmicas. Sempre tivemos apoio de todos. Agradecemos isso também à proximidade com a Agência UFRJ de Inovação, que sempre esteve ao nosso lado nessa missão de formar profissionais de valor.
 
4) Quais são os principais desafios de se tornar um empreendedor no Brasil?
Ser um empreendedor no Brasil é difícil. Durante a faculdade então... Principalmente no campo que escolhemos, a capacitação na área de tecnologia em que softwares e equipamentos têm preços elevados. Hoje contamos com a parceria da revendedora de um software muito importante para a área de exatas que, inclusive, fornece licenças temporárias aos nossos alunos para realização dos treinamentos. Achamos que o grande desafio é se diferenciar, pois no mercado onde atuamos, disputamos com outros cursos presenciais e centenas de plataformas com cursos gratuitos. Também tem o lado do universitário empreendedor, que concilia provas, trabalhos e entregas com a startup, além de ter uma vida social no meio disso tudo. O importante é não ter medo, ser persistente e ficar ligado nas tendências do mercado. Por isso teremos novidades em breve (risos).
 
5) Como funciona a ProEng hoje e quais seriam os diferenciais aos alunos da UFRJ?
Atualmente, oferecemos capacitação em engenharia, tecnologia, gestão e inovação. Treinamentos focados para a área tecnológica que garantirão desenvolvimento para sucesso no meio acadêmico e melhores posições no mercado de trabalho. Nossos mentores são alunos de pós-graduação ou pós-graduados nas melhores universidades do Rio de Janeiro, além de terem experiência profissional comprovada em suas áreas de atuação, na indústria, grandes empresas e nas startups com maior potencial do momento. Nossos cursos são diferentes dos demais porque o software não é o objetivo final do aprendizado. Você aprende um software com o objetivo de resolver problemas e desenvolver projetos reais de engenharia, tecnologia, gestão e inovação.
 
6) Qual legado vocês pretendem deixar para UFRJ?
Em primeiro plano, impactamos a UFRJ por meio da nossa metodologia que é baseada na aprendizagem e não no ensino. A informação é construída durante os cursos e não simplesmente passada. Como parte da iniciativa privada, estaremos sempre em contato com a UFRJ para levar aos alunos projetos e problemas reais do mercado, impactando de forma positiva na formação dos universitários. Acreditamos na formação de profissionais de alta performance e na construção de um legado de valor para nossa Universidade.

Mais sobre a ProEng:
http://www.proengct.com

 

Tecnologia desenvolvida na UFRJ ajuda a solucionar crimes

luminol

Utilizado pela polícia para detectar vestígios de sangue invisíveis a olho nu, o luminol é uma substância extremamente útil nas atividades forenses, em especial em perícias que envolvam a investigação de crimes. Ao entrar em contato com o ferro presente na hemoglobina, seguido de um tratamento com água oxigenada, o luminol desencadeia uma reação denominada quimiluminescência. Trata-se, na prática, de uma reação química que libera energia sob a forma de luz. No caso, uma luz azul suficientemente forte para ser vista no escuro.

Embora já existam vários produtos no mercado conhecidos pelo nome luminol, muitos não são eficientes em investigações nas quais só se possa contar com uma quantidade muito reduzida de sangue. Nestes casos, a luz produzida dificilmente chega a ser detectada pelos investigadores. Outro problema é que, muitas vezes, esses produtos danificam as amostras de sangue, impedindo análises posteriores mais detalhadas. Um terceiro complicador é que, não raramente, os locais a serem periciados não permitem a obtenção do estado de escuridão total necessário para garantir a eficiência de grande parte desses produtos. Basta pensar em hipotéticos crimes ocorridos em estações ferroviárias, estádios de futebol, florestas, parques etc.

Tendo em vista estes desafios, o Laboratório de Síntese e Análise de Produtos Estratégicos (Lasape), vinculado ao Departamento de Química Analítica do Instituto de Química da UFRJ, e coordenado pelo professor Claudio Cerqueira Lopes, desenvolveu um novo tipo de luminol. Mais sensível, e capaz de proporcionar uma luminescência três vezes superior aos produtos tradicionais, o luminol desenvolvido na UFRJ não danifica as amostras sanguíneas, ainda que sejam muito pequenas, permitindo a detecção de sangue oculto em cenas de crime, de sangue queimado em explosões e até mesmo de células presentes em armas de fogo, ainda que os casos não permitam a obtenção de um estado de escuridão total.

Além disso, a substância também tem potencial de uso em outras áreas como, por exemplo, a de saúde e de vigilância sanitária, viabilizando o diagnóstico de limpeza de unidades hospitalares, odontológicas e frigoríficos. O luminol atua como ferramenta de controle nos processos de higienização destes ambientes, atestando a remoção de sangue e a eficiência dos processos de desinfecção. Entre os benefícios que podem ser gerados estão a diminuição dos índices de contaminação hospitalar e dos períodos de permanência de pacientes após cirurgias, além da erradicação da presença do vírus da hepatite C e outros microrganismos patogênicos do ambiente hospitalar.

Atualmente, a Agência UFRJ de Inovação está em busca de empresas interessadas em firmar parcerias para licenciar o uso desta tecnologia. Os interessados em obter mais informações podem entrar em contato através do email O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

 

Nova ideia para abrigos temporários

modulos"O Rio? É doce.
A Vale? Amarga.
Ai, antes fosse
Mais leve a carga.
Entre estatais
E multinacionais,
Quantos ais!
A dívida interna.
A dívida externa
A dívida eterna.
Quantas toneladas exportamos
De ferro?
Quantas lágrimas disfarçamos
Sem berro?"

O poema se chama “Lira Itabirana”. O autor é Carlos Drummond de Andrade. Em 1984, o poeta já parecia prever o desastre ambiental – e social – que viria a ocorrer 31 anos mais tarde envolvendo o Rio Doce. Pelo menos quatro pessoas mortas, 21 desaparecidas e 631 desabrigadas. Um vilarejo completamente destruído e danos ambientais de uma magnitude ainda incalculável. Todo este prejuízo causado pelo rompimento de duas represas da mineradora Samarco, em Mariana, na região central de Minas Gerais, se soma ao transtorno sentido em outras nove cidades, distantes do local da tragédia.

Na UFRJ, mais especificamente na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), apenas dois anos antes, em 2013, a então aluna Natália da Cunha Cidade defendia um trabalho final de graduação intitulado “Habitação Emergencial”, no qual apresentou um interessante e inovador projeto para abrigos temporários. Impossível não fazer uma associação com os efeitos do crime ambiental ocorrido em Mariana.

Nestes momentos difíceis, as construções habitualmente adaptadas para servirem de abrigo aos que perderam suas casas são os ginásios, igrejas e escolas municipais. Ocorre que, não raramente, os desabrigados enfrentam problemas como superlotação, brigas, violência sexual e falta de privacidade, causando ainda mais desconforto justamente àqueles que já estão passando por árduas provações. Muito disso em função de se tratarem de locais improvisados às pressas para atenderem a estas demandas emergenciais.

O trabalho de Natália Cidade inova justamente quando propõe que os abrigos passem a adotar estruturas modulares que podem ser produzidas a um menor custo através do uso de materiais simples presentes na construção civil, tais quais tubos de PVC e suas devidas conexões estruturais, além de divisórias de nylon resinado para as vedações. Por conta do material utilizado, as estruturas concebidas pela arquiteta, além de fácil estocagem – já que suas peças ficam guardadas como um "kit" – podem ser montadas por mão de obra não-especializada, uma vez que se tratam de simples encaixes. Elas também possuem uma leveza muito maior, o que representa mais facilidade para o seu transporte. Desta forma, o projeto representa uma alternativa à atual situação que vivem as vítimas destes desastres ao repensar os equipamentos que servem de abrigo enquanto estruturas polivalentes que, certamente, podem ter outros tipos de usos em outros momentos.



Atualmente a arquiteta Natália Cidade está em busca de parcerias para que o projeto possa ser desenvolvido em larga escala. Os interessados podem entrar em contato através do email O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

 

Eventos com participação da Agência UFRJ de Inovação marcam o mês de outubro

O mês de outubro foi marcado pela realização de vários eventos que contaram com a participação da Agência UFRJ de Inovação. Segundo Iris Guardatti, que atua na área de Inovação Social da Agência, o envolvimento na organização e realização desses eventos é importante na medida em que "contribui para a crescente inclusão na pauta da nossa universidade do debate, do estudo, da pesquisa e da intervenção em torno de questões sociais que desafiam a sociedade contemporânea e na busca por soluções e iniciativas socialmente inovadoras. Esses eventos são articuladores e provocadores de ações práticas para a construção de uma universidade e uma sociedade includente e democrática".
 

Sabores e Saberes

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Nos dias 14 e 15, o CCS sediou a 7ª edição do Sabores e Saberes, evento que promoveu a troca de experiências e de saberes tradicionais e científicos em torno da alimentação nas perspectivas culturais, ambientais, sociais e da saúde. Decorrente de uma parceria envolvendo a Agência UFRJ de Inovação, o Restaurante Universitário e o Instituto de Nutrição Josué de Castro, o evento contou com palestras, oficinas culinárias, apresentações de trabalhos, atividades culturais e uma feira agroecológica.

Na oficina Comida é Patrimônio, por exemplo, discutiu-se a importância do enquadramento da comida enquanto um patrimônio imaterial, concepção que abrange as expressões culturais e as tradições que um grupo de indivíduos preserva em respeito às suas ancestralidades para as gerações futuras. A ideia de elevar a comida ao patamar de patrimônio cultural começou a ser propagada a partir de 1989, com a Recomendação sobre a Salvaguarda da Cultura Tradicional e Popular, durante a 25ª Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). A partir de então, teve início um aprofundamento da reflexão sobre os patrimônios gastronômicos regionais. Conforme foi discutido na oficina, a comida exerce uma considerável influência nas identidades e memórias individuais e, em última análise, na própria constituição das subjetividades pessoais.
 

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

Dos dias 20 a 25 de outubro, o prédio da reitoria da UFRJ sediou a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, evento de âmbito nacional que contou com a participação de diversos órgãos governamentais e instituições de ensino. O tema desta edição foi “Luz, Ciência e Vida”, baseado na decisão da Assembleia Geral da ONU de proclamar 2015 como o Ano Internacional da Luz, destacando a importância da luz e das tecnologias ópticas na vida dos cidadãos, bem como no futuro e no desenvolvimento das sociedades.

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Na UFRJ, o recorte escolhido foi “Big Bang - Luz, Energia e Vida”. A Agência UFRJ de Inovação, por sua vez, participou do evento apresentando o ambiente “Energia para inovar e transformar”, no qual os alunos foram estimulados a se envolverem em atividades direcionadas à inovação. Na ocasião, os jovens puderam participar de jogos e oficinas sobre energia e inovação. Houve também uma exposição que permitiu aos alunos conhecerem algumas invenções brasileiras. Um dos mais animados era o estudante Cauã Nascimento, 11 anos: “Achei muito legal ver a minha própria energia sendo produzida”. O jovem referia-se a uma bicicleta ergométrica adaptada pela Agência para acender uma lâmpada à medida que os estudantes pedalavam. “Descobri muitas coisas novas. Nunca ia imaginar que o chuveiro elétrico e a radiografia tinham sido inventados no Brasil”, disse Cauã. Estas não foram as únicas invenções brasileiras mostradas aos alunos. A lâmpada de garrafa pet, a urna eletrônica, o bina, o painel eletrônico, o motor a álcool e o coração artificial são apenas algumas entre outras invenções nacionais apresentadas.
 

II Fórum de Acessibilidade e Tecnologia Assistiva da UFRJ

Já nos dias 26 e 27 de outubro, o auditório CGTEC no CT2 sediou o II Fórum de Acessibilidade e Tecnologia Assistiva da UFRJ. O evento apresentou pesquisas e projetos referentes à implantação de tecnologias assistivas na educação e no trabalho, além de políticas públicas de acessibilidade.

O início dos dois dias do fórum foram marcados por apresentações culturais. No primeiro dia de evento, o dueto musical composto por Rubens Kuffler (csakan) - que possui distonia focal nos dedos da mão - e Max Ricco (guitarra romântica) apresentou canções do século XIX. Já no segundo dia, Saulo Laucas Pereira - deficiente visual da Escola de Música da UFRJ - presenteou o fórum com uma emocionante apresentação de canto lírico. As apresentações musicais foram provas concretas do importante papel que as políticas inclusivas desempenham para que as deficiências não se tornem um impedimento para o desenvolvimento das artes.

A primeira palestra do fórum ficou por conta do professor José Antônio Borges, do Núcleo de Computação Eletrônica (NCE). Ele iniciou sua apresentação convidando todos a uma reflexão sobre até que ponto a UFRJ é ou não uma universidade excludente. Ao narrar as dificuldades enfrentadas pelos portadores de necessidades especiais, o professor revelou que, muitas vezes, estas pessoas preferem não estudar na UFRJ em função das dificuldades que encontram. Por conta disso, José Borges defendeu a necessidade de entender distintamente as demandas de cada tipo de deficiente. “Deficientes visuais, auditivos, físicos, intelectuais, pessoas com distúrbios de aprendizagem, com deficiências múltiplas, enfim, cada um possui uma demanda específica”, explicou. Segundo ele, é preciso mais sintonia e mais empatia para que “a universidade possa aprender com as pessoas com deficiência para poder exercer o seu papel, que é receber, apoiar e ensinar”.

Neste sentido, José Borges mostrou que importantes avanços têm sido alcançados pelo NCE no que tange à tecnologia assistiva, especialmente na área de desenvolvimento de softwares. Um deles é o DOSVOX, que permite que pessoas cegas utilizem um microcomputador comum para desempenhar uma série de tarefas, adquirindo assim um nível alto de independência no estudo e no trabalho. Outro exemplo é o Prancha Fácil, programa brasileiro gratuito que, através do mouse, da tela touchscreen e de um sistema de varredura, permite a comunicação de pessoas com graves comprometimentos motores e sensoriais.

A próxima a se apresentar foi a advogada acessibilista Deborah Prates, que recentemente lançou o livro “Acessibilidade Atitudinal”, obra em que convida os leitores a “rever a cruenta história que a civilização escreveu acerca das pessoas com deficiência”. De palavras fortes, Deborah fez uma analogia ao trecho da obra “O Corcunda de Notre-Dame” no qual Victor Hugo descreve seu personagem Quasímodo como um “quase alguém” para definir seu sentimento enquanto uma “quase advogada” quando da implantação do processo judicial eletrônico. O que ocorre, segundo Deborah, é que o PJe – termo utilizado para descrever o uso dos sistemas computadorizados (informatização) nos tribunais e demais órgãos públicos nas suas atividades processuais – na prática, negligenciou os advogados portadores de necessidades especiais e os tratou como “invisíveis”.

A terceira apresentação ficou a cargo de Izabel Maior, professora aposentada da faculdade de Medicina da UFRJ e atual Conselheira municipal e estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência no Rio de Janeiro. Segundo dados apresentados de um censo de 2010 do IBGE, 45 milhões de pessoas declararam algum tipo de deficiência em graus variados de limitação funcional. Apesar disso, a quantidade de pessoas com deficiência matriculadas no ensino superior em 2014 era de cerca de 30.000. Se por um lado o número já sinaliza uma evolução em relação a outros períodos (eram 5.078 alunos matriculados em 2003; e 23.250 em 2011), por outro, isto ainda significa um percentual de apenas 0,41% do total de matrículas. Como solução, Izabel defende a migração, em se tratando de acessibilidade, de um “modelo biomédico” para um “modelo social”. No primeiro, o foco incide sobre os impedimentos e limites da pessoa, encarando-se a deficiência como um problema individual a ser tratado através de um esforço pessoal e da família. Já no modelo social, o foco está nas condições de interação entre a sociedade e a pessoa com deficiência. A deficiência passa a ser vista, portanto, como uma questão coletiva que deve estar presente numa agenda pública sintonizada com o paradigma dos Direitos Humanos. Há, conforme explicou Izabel, “a necessidade de mudanças culturais e de políticas universais que contemplem as especificidades deste segmento”.

Em seguida, apresentou-se Nena Gonzalez, diretora do Instituto Novo Ser, instituição sem fins lucrativos que luta pela valorização da cidadania das pessoas com deficiência. Nena falou sobre os projetos realizados pelo instituto com destaque ao “Praia Para Todos”, que dissemina o conceito de acessibilidade nas praias. A edição de 2015, por exemplo, ofereceu atividades como a “Escolinha de Vôlei Sentado” e a de “Surf Adaptado”, além de outras atividades tradicionais de esporte adaptado e lazer.

Outro interessante projeto apresentado no primeiro dia de evento é o sistema Mapas de Acessibilidade, que está sendo construído pelo Instituto ReAbilitArte para orientar e facilitar a mobilidade de pessoas portadoras de necessidades especiais. Desenvolvida na UFRJ, a iniciativa busca fazer um levantamento interativo e dinâmico das condições de (in)acessibilidade da Universidade, apresentando um mapa que indica quanto cada local do campus é acessível ou não às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Através do aplicativo (disponível tanto na web quanto em dispositivos móveis), todos poderão planejar melhor suas visitas à UFRJ, evitando assim os contratempos e frustrações decorrentes da falta de acessibilidade. O mapa também permitirá identificar os locais que precisam de intervenções urgentes, para que estas possam ser planejadas adequadamente, de acordo com as necessidades reais das pessoas com deficiências. A ideia é que, após validado pelas comunidades de usuários, o Mapa de Acessibilidade seja progressivamente expandido aos demais campi da UFRJ, à cidade do Rio de Janeiro e a outras localidades para que cada um, independentemente da sua funcionalidade, possa participar mais intensamente da vida educacional, cultural e social, bem como aproveitar lazeres e esportes. O endereço do site é http://acessibilidade.nce.ufrj.br.

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O segundo dia do fórum foi marcado pela palestra de Martinha Clarete Dutra, diretora de Políticas de Educação Especial do SECADI-MEC. Em sua apresentação, Martinha explicou que, no que tange à questão da acessibilidade, as políticas públicas nacionais devem atuar em três eixos: o investimento em infra-estrutura arquitetônica baseado num desenho universal inclusivo; disponibilização de recursos tecnológicos; e formação docente. Em sua fala, Martinha também explicou que é necessário conceber a deficiência enquanto um fenômeno socialmente constituído: "O conceito de deficiência é cultural. Desvincular uma pessoa de uma posição estigmatizante como a de ‘deficiente’ depende daquilo que está ao seu redor. É disso que se trata a acessibilidade, ou seja, permitir que cada pessoa atue conforme suas especificidades. Em vez de tutela e de caridade, nossa luta deve ser por reconhecimento e autonomia".

A professora Denise Nascimento, vice-reitora da UFRJ, também esteve presente no evento. Segundo ela, o fórum foi "uma excelente oportunidade para se pensar novas maneiras de ampliar a inclusão não apenas dos alunos, mas da UFRJ como um todo. Ações deste tipo significam um salto de qualidade rumo a uma universidade mais plural e mais inclusiva".

O II Fórum de Acessibilidade e Tecnologia Assistiva da UFRJ foi organizado pela Agência UFRJ de Inovação em parceria com o Instituto Tércio Pacciti de Aplicações e Pesquisas Computacionais, o Instituto ReAbilitArte, o Laboratório Trabalho & Formação da COPPE e a Superintendência Geral de Políticas Estudantis, com apoio da Pró-reitoria de Planejamento de Finanças e patrocínio da Siemens.

 

II Fórum de Acessibilidade e Tecnologia Assistiva da UFRJ

acessibilidade

A UFRJ realiza nos dias 26 e 27/10/2015 o II Fórum de Acessibilidade e Tecnologia Assistiva da UFRJ “Conectando Projetos Institucionais em Diálogo com a Sociedade”, onde serão apresentadas pesquisas e projetos desenvolvidos na Universidade e discutidos aspectos críticos da implantação de tecnologias assistivas na educação e no trabalho. Temas como políticas públicas de acessibilidade e ferramentas de apoio para salas de aula multifuncionais também serão abordados. O evento é organizado pela Agência UFRJ de Inovação, o Instituto Tércio Pacciti de Aplicações e Pesquisas Computacionais, o Instituto ReAbilitArte, o Laboratório Trabalho&Formação da COPPE e a Superintendência Geral de Políticas Estudantis, com apoio da Pró-reitoria de Planejamento de Finanças e patrocínio da Siemens. A participação é gratuita e aberta a todos os interessados na temática, com destaque para alunos e profissionais das áreas de educação inclusiva e afins. As inscrições devem ser feitas até 19/10 pelo site www.reabilitarte.org.

 

Fase final do concurso Empurra que Vai ocorre de 7 a 11 de dezembro

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As inscrições para o concurso de ideias inovadoras Empurra que Vai, promovido pela Agência UFRJ de Inovação em parceria com a Incubadora de Empresas da COPPE, recebe inscrições até 19 de outubro.

O Empurra que Vai tem como objetivo estimular o espírito empreendedor na comunidade acadêmica através de um concurso de ideias para negócios inovadores que premiará a melhor ideia apresentada. É importante que as ideias de negócio tenham interação com a UFRJ. Entre os critérios de avaliação estão ainda o grau de inovação, a viabilidade técnica, a viabilidade econômica e o perfil empreendedor do grupo proponente. A ideia vencedora receberá um prêmio de R$5.000,00.

Os interessados em participar devem preencher a ficha de inscrição disponível no site www.incubadora.coppe.ufrj.br e enviar para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.. A candidatura pode ser individual ou em grupo de até cinco integrantes. Os grupos devem ser compostos por alunos de graduação, sendo que no mínimo um deles deve estudar na UFRJ. Após a inscrição, os candidatos devem acompanhar os comunicados sobre as etapas seguintes do concurso através do e-mail cadastrado na ficha de inscrição.

O evento é patrocinado pela Siemens. A competição também conta com apoio do Parque Tecnológico da UFRJ, SEBRAE e KLAM (empresa nativa da COPPE/UFRJ comprometida com o desenvolvimento de pesquisa e inovação).


A fase final, de imersão e premiação da melhor ideia ocorre dos dias 7 a 11 de dezembro.

 

Agência UFRJ de Inovação participará da 12ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

SNCT2015“Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz”. A emblemática frase atribuída ao filósofo grego Platão tem sua razão de ser. Em várias culturas antigas, a luz era reverenciada como símbolo da verdade e, ainda hoje, é utilizada, simbolicamente, enquanto sinônimo de conhecimento. A decisão da Assembleia Geral das Nações Unidas de proclamar 2015 como o Ano Internacional da Luz possivelmente tem um viés mais prático, uma vez que destaca a importância da luz e das tecnologias ópticas na vida dos cidadãos, bem como no futuro e no desenvolvimento das sociedades de todo o mundo.

Ainda assim, a metáfora cai como uma luva à 12ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que ocorrerá de 20 a 25 de outubro e contará com o tema “Luz, Ciência e Vida”. O evento tem âmbito nacional e contará com a participação de diversos órgãos governamentais, instituições de ensino e entidades da sociedade civil.

Na UFRJ, o recorte escolhido foi “Big Bang - Luz, Energia e Vida”. A Agência UFRJ de Inovação, por sua vez, participará do evento apresentando o ambiente “Energia para inovar e transformar”, no qual os alunos serão estimulados a se envolverem em atividades pedagógicas e lúdicas direcionadas à inovação. Na ocasião, os jovens poderão participar de jogos e oficinas sobre energia e inovação nos quais serão instigados a pensar novas soluções para obtenção de energia. Haverá também uma exposição de painéis que oferecerá aos alunos a possibilidade de conhecer algumas invenções brasileiras, bem como a oportunidade de realizar pesquisas no portfólio de patentes da UFRJ e do INPI. A ideia é disseminar a existência das invenções nacionais relacionadas à energia, com destaque àquelas desenvolvidas na UFRJ.

Os interessados em participar devem comparecer ao prédio da reitoria da UFRJ, na Avenida Pedro Calmon, 550, na Ilha do Fundão. Vale destacar que todos os eventos da SNCT são gratuitos.

 

Plataforma Somos – UFRJ já está em funcionamento

somos2O portal Somos – UFRJ já pode ser acessado através do site www.somos.ufrj.br. Lançada no final de junho, quando ainda em fase final de testes, a plataforma passou por um período de finos ajustes nos últimos meses e, atualmente, já permite o acesso aos dados referentes à produção do corpo docente da Universidade. O próximo passo é a inserção dos dados relativos à infraestrutura dos laboratórios da UFRJ. No momento, estas informações estão sendo mapeadas por empresas juniores e inseridas gradativamente na plataforma.

Viabilizado a partir de uma parceria envolvendo a Agência UFRJ de Inovação, a UFMG e a empresa Siemens, o sistema Somos trata-se, na prática, de um portal que faz uso de dados contidos na plataforma Lattes para permitir a identificação, de maneira detalhada, simples e organizada, dos pesquisadores da Universidade e de sua produção científica. Além disso, o sistema também viabiliza o acesso a informações sobre unidades acadêmicas, departamentos, ativos de propriedade intelectual e infraestrutura laboratorial, apenas para citar algumas de suas funcionalidades. Seu objetivo é facilitar o mapeamento das competências da instituição e incrementar a interação entre a Universidade e outras instituições públicas e privadas, especialmente nas áreas de pesquisa científica e tecnológica.

Idealizada pela Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica da UFMG, sob a direção do professor Ado Jorio de Vasconcelos, a plataforma Somos é hoje utilizada em instituições de ensino como a Unicamp, UFSCar, UFJF, Unesp, entre outras, além da própria UFMG. A título de exemplo, apenas a plataforma Somos – UFMG já recebe cerca de 30 mil visitas por mês, originadas, em sua totalidade, em 159 países. Deste modo, estima-se que a implementação da plataforma pela UFRJ represente um grande passo na universalização e gestão do conhecimento produzido pela instituição, favorecendo, num futuro próximo, não apenas as pesquisas científicas, mas também as interações entre o conhecimento acadêmico e o setor produtivo, especialmente no que tange à transferência e aplicação de inovações tecnológicas.

 

Agência UFRJ de Inovação inicia novo ciclo de palestras

palestraA falta de conhecimento por parte de alunos e professores universitários acerca do tema da Inovação acaba muitas vezes por constituir um empecilho que representa um autêntico desperdício de oportunidades. Não só os pesquisadores, mas a universidade, e, em última análise, o próprio crescimento econômico nacional saem prejudicados. É neste sentido que, visando à divulgação da cultura da inovação, a equipe da Agência UFRJ de Inovação deu início ao seu novo ciclo de palestras. O objetivo é contribuir para um melhor aproveitamento do conhecimento técnico gerado no ambiente acadêmico através da supressão da lacuna que muitas vezes acaba por inviabilizar a aproximação entre o meio universitário e o ambiente empresarial.

A primeira dessas palestras ocorreu em julho no NUPEM/UFRJ – Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Sócio-Ambiental de Macaé –, um núcleo multidisciplinar de pesquisas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, historicamente associado ao Instituto de Biologia. Na ocasião, professores e alunos de Macaé, além de tomarem contato com o tema da Inovação, tiveram a oportunidade de fazer questionamentos e sanar dúvidas relativas ao assunto. A boa receptividade do público foi a deixa para a organização da segunda palestra deste ciclo, intitulada "Patente e proteção de bens intangíveis: transformando sua pesquisa em ferramenta de negócios", que ocorreu no dia 11 de agosto no Centro de Tecnologia da UFRJ, no campus Ilha do Fundão. Na oportunidade, além de questões específicas acerca de Inovação, também foram abordados pontos relativos ao tema do Empreendedorismo e da Inovação Social, áreas em que a Agência UFRJ de Inovação também atua.

As duas palestras foram ministradas pelo professor Adelson Antonio de Castro, que também trabalha como agente de inovação na UFRJ. Segundo ele, as duas experiências foram muito proveitosas: “Quando os pesquisadores passam a enxergar a perspectiva de transformar suas pesquisas em uma ferramenta de negócios, eles experimentam um novo olhar para a aplicação do conhecimento gerado, abrindo um viés de mudança desejável para a evolução tecnológica do país".

Os interessados em agendar alguma dessas palestras podem entrar em contato através do seguinte email: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

 

INPI abre inscrições para curso de Busca e Redação de Patentes

INPIlogoAté 18 de setembro (ou até que todas as vagas sejam preenchidas), estarão abertas as inscrições para o curso de Busca e Redação de Patentes do Instituto Nacional de Propriedade Industrial. O curso será ministrado entre o período que vai de 6 a 9 de outubro na própria sede do INPI, no Centro do Rio de Janeiro, contando com carga horária total de 24 ou 32 horas. Esta carga horária maior é destinada, especificamente, aos participantes da área de Biotecnologia, que contarão com uma disciplina específica de redação de patentes envolvendo esta temática.
 
O pré-requisito geral para todos os interessados é já ter cursado o Curso de Extensão em PI (antigo intermediário em PI). Já para o módulo específico, serão  aceitos somente  os  interessados com formação comprovada na área de Biotecnologia e que tenham participado do Módulo Geral.
 
São oferecidas 28 vagas e as inscrições podem ser realizadas através do seguinte endereço: http://epesquisa.inpi.gov.br/index.php/317863/lang-pt-BR.

 

Grupo Fleury lança prêmio de inovação em saúde

fleuryA primeira edição do Prêmio de Inovação do Grupo Fleury receberá inscrições de estudantes e pesquisadores universitários até 28 de agosto. Com a proposta de promover a interação da equipe de Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo Fleury com os futuros cientistas do país e estreitar o relacionamento com as universidades, esta iniciativa de valorização do conhecimento acadêmico é um dos pilares do estímulo à inovação da companhia.

Podem ser inscritas pesquisas (em fase de finalização) em níveis de "graduação", "pós-graduação" e "jovem pesquisador/jovem inovador". Isso inclui trabalhos de iniciação científica, estágio e pesquisa, teses de mestrado e doutorado, pós-doutorados, pequenas empresas e startups. Em todos os níveis, as pesquisas devem ser voltadas para as áreas de ciências biológicas, farmácia, medicina, biomedicina ou outras áreas relacionadas à saúde. “O objetivo é apoiar pesquisas que resultem em inovação tecnológica na área de medicina diagnóstica e saúde”, esclarece Jeane Tsutsui, diretora executiva Médica, Técnica e de Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo Fleury.

Os trabalhos poderão ser inscritos em duas categorias: Pesquisa, Desenvolvimento e Novas Metodologias (PDM) e trabalhos originais e derivados de Pesquisa (PESQ). Os pesquisadores que tiverem seus trabalhos reconhecidos terão oportunidade de passar 15 dias na área de Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo Fleury, em São Paulo. “Nesta imersão, os jovens cientistas poderão ver como a pesquisa acadêmica pode ser aplicada em uma empresa”, explica Jeane.

Os interessados podem consultar o edital completo em www.fleury.com.br/pif.

 

Parcerias e projetos apoiados pela Agência UFRJ de Inovação estão com inscrições abertas

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Visando à propagação da cultura da inovação e à disseminação do conhecimento científico, a Agência UFRJ de Inovação sempre busca firmar parcerias e apoiar projetos que tenham o condão de aproximar este tema ao cotidiano da comunidade científica e acadêmica. O Encontro Sabores e Saberes e o Projeto Inovadores com Menos de 35 Anos ilustram este esforço.

O Encontro Sabores e Saberes é um evento anual da UFRJ que já se encontra em sua sétima edição. Seu objetivo é promover a troca de experiências e de saberes tradicionais e científicos em torno da alimentação nas perspectivas culturais, ambientais, sociais e da saúde. A iniciativa é decorrente de uma parceria entre Agência UFRJ de Inovação, o Restaurante Universitário, e o Instituto de Nutrição Josué de Castro.

A edição de 2015, que ocorrerá nos dias 14 e 15 de outubro no bloco N do CCS e no Restaurante Universitário Central, contará com mesas redondas, oficinas, atividades culturais e uma feira agroecológica. Os interessados em inscrever seus trabalhos científicos para participarem destas atividades devem ter produções relativas aos seguintes temas: alimentação, educação e cultura; agroecologia; ciência e tecnologia de alimentos; desenvolvimento social; design de serviços e inovação social; produção de alimentos e desenvolvimento local; segurança alimentar e nutricional. O prazo para envio do material se encerra em 31 de agosto. Para tanto é necessário preencher um formulário através deste link.

 

inovadores35Já o Projeto Inovadores com Menos de 35 Anos tem como objetivo descobrir e reconhecer os talentos de jovens brasileiros que trabalham para encontrar soluções desafiadoras e revolucionárias que resolvam problemas reais da sociedade através da tecnologia.

As inscrições podem ser realizadas até 27 de agosto. Depois disso, um painel de especialistas irá avaliar os projetos dos candidatos, juntamente com uma equipe editorial do MIT Technology Review, e eleger dez vencedores. Seus projetos serão publicados na edição em Português do MIT Technology Review e concorrerão aos prêmios de Inovador Social e Inovador do Ano.

Os interessados podem se inscrever através do endereço que segue: http://www2.technologyreview.com/tr35brazil/nominate/.

 

Implementada a plataforma de gestão do conhecimento "Somos - UFRJ"

somosEm 24 de junho, o auditório do CGTEC-CT2, sediou a cerimônia de lançamento da plataforma Somos – UFRJ, um portal que reunirá informações detalhadas sobre professores, laboratórios e pesquisas desenvolvidas na Universidade. A implementação do Somos – UFRJ foi viabilizada a partir de uma parceria envolvendo a Agência UFRJ de Inovação, a Universidade Federal de Minas Gerais e a empresa de tecnologia integrada Siemens.

Participaram do evento o atual reitor da UFRJ, Carlos Antônio Levi da Conceição, o vice-reitor, Antônio José Ledo Alves da Cunha, o coordenador da Agência UFRJ de Inovação, Ricardo Pereira, e a pró-reitora de pós-graduação e pesquisa, Debora Foguel, além de representantes da Siemens, patrocinadora do projeto de implementação do portal, e da UFMG, universidade onde o sistema foi desenvolvido.

A apresentação exibiu ao público os recursos da plataforma, que, apesar de ainda estar em fase final de testes, já demonstrou seu potencial para facilitar pesquisas que envolvam principalmente dados quantitativos relacionados à produção acadêmica da UFRJ. Na prática, o Somos trata-se de um portal que faz uso de dados contidos na plataforma Lattes para permitir a identificação, de maneira detalhada, simples e organizada, dos pesquisadores da Universidade e de sua produção científica. Além disso, o sistema também viabiliza o acesso a informações sobre unidades acadêmicas, departamentos, ativos de propriedade intelectual e infraestrutura laboratorial, apenas para citar algumas de suas funcionalidades. Objetiva-se, desta maneira, facilitar o mapeamento das competências da instituição e incrementar a interação entre a Universidade e outras instituições públicas e privadas, especialmente nas áreas de pesquisa científica e tecnológica.
 
Idealizada pela Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica da UFMG, sob a direção do professor Ado Jorio de Vasconcelos, que apresentou o software durante a cerimônia, a plataforma Somos é hoje utilizada em instituições de ensino como a Unicamp, UFSCar, UFJF, Unesp, entre outras, além da própria UFMG. Na ocasião, Ado Jorio ressaltou que “nenhum pesquisador precisará preencher formulários para o Somos, já que os dados serão automaticamente importados de seus currículos Lattes”. Neste sentido, passa a ser essencial que cada professor mantenha seu respectivo Lattes atualizado, uma vez que são as informações ali presentes que constituirão, na plataforma, o perfil de cada pesquisador da Universidade.
 
De acordo com os números apresentados, apenas a plataforma Somos – UFMG já recebe cerca de 30 mil visitas por mês, originadas, em sua totalidade, em 159 países. Deste modo, estima-se que a implementação da plataforma pela UFRJ represente um grande passo na universalização e gestão do conhecimento produzido pela instituição, favorecendo, num futuro próximo, não apenas as pesquisas científicas, mas também as interações entre o conhecimento acadêmico e o setor produtivo, especialmente no que tange à transferência e aplicação de inovações tecnológicas.

 

Rio de Janeiro recebeu o evento Hightech Nation

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No início de junho, as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro sediaram o evento Hightech Nation. A edição carioca aconteceu no centro de convenções da bolsa de valores, no Centro da cidade, e contou com a participação de atores do governo e do setor privado, além de representantes da Technion – Israel Institute of Technology.

 

O evento, que foi apoiado pela Agência UFRJ de Inovação, tratou de temas como a geração e aceleração de negócios, alta tecnologia e inovação. Os principais destaques foram as apresentações de Boaz Golany e de Rafi Nave, ambos da Technion, que, fundada em 1912, trata-se da mais antiga universidade de Israel.

 

A primeira apresentação ficou por conta do professor Boaz Golany, vice-presidente de relações externas e desenvolvimento de recursos da Technion. A tônica da apresentação foram as peculiaridades que compõem o ecossistema de inovação de Israel. O professor Golany explicou que o papel de protagonismo que o país desempenha na área de inovação deve-se a uma combinação de ações governamentais que primam pela diversificação econômica e que, por isso, visam sempre ao incentivo ao empreendedorismo. Prova disso é que Israel representa hoje em dia a 2ª região do mundo onde mais surgem start ups, ficando atrás apenas do Vale do Silício, nos EUA.

 

Segundo Golany, há também um fator cultural que não deve ser negligenciado: “A sociedade israelense constitui-se enquanto um corpo social desierarquizado e informal que tende a questionar qualquer forma de autoridade, o que acaba repercutindo no desenvolvimento de uma mentalidade mais suscetível ao empreendedorismo”. A existência de recursos humanos qualificados é outro fator crucial para explicar o sucesso de Israel no que se refere à inovação. Nos dez anos compreendidos entre o período de 1989 e 1999, Israel recebeu cerca de um milhão de imigrantes soviéticos. Obviamente, veio junto uma imensa carga de conhecimento gerado na antiga URSS.

 

A segunda apresentação ficou a cargo de Maurício Guedes, que, além de ser diretor do Parque Tecnológico da UFRJ, coordena a Incubadora de Empresas da Coppe. Segundo ele, a missão do parque é “criar um ambiente de cooperação entre universidade, governo e setor privado”. Maurício explicou que no Parque Tecnológico, inaugurado em 2003, estão atualmente localizados centros de pesquisa de 11 grandes empresas, 6 laboratórios, 7 pequenas e médias empresas, além de 30 start ups, resultando na geração de mais de 2000 empregos diretos até o momento.

 

Em seguida, foi a vez de Rafi Nave, diretor do centro de empreendedorismo da Technion, falar. Segundo Nave: “A dinâmica do empreendedorismo é análoga à de uma gravidez, mas a diferença é que uma gravidez tem 90% de chance de ser bem sucedida, e um empreendimento tem 90% de chance de fracassar”. A frase de efeito ilustra bem a tônica da apresentação de Nave, que foi a relação de interdependência entre a disposição para a assunção de riscos e a existência de uma cultura empreendedora. Além da coragem para assumir riscos, Nave atribui o sucesso de Israel na área de inovação à baixa interferência estatal na economia, fruto de uma política que sempre se mostrou contrária ao excesso de regulação governamental.

 

Cabe ressaltar, contudo, algumas especificidades conjunturais israelenses. Israel trata-se de um país pequeno com um mercado interno incipiente (apenas 8 milhões de habitantes) e que conta com vizinhos, digamos, não muito amigáveis, impossibilitando negociações econômicas. Conforme o próprio Nave explicou: “Diante deste panorama de falta de opções, é natural primar pelo livre mercado”. Deste modo, se o Brasil pode aprender importantes lições com a experiência israelense, é preciso ter em mente que o cenário brasileiro é bem diferente e possui características próprias que demandam soluções igualmente originais.

 

Agência UFRJ de Inovação marca presença no 9º Fortec

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A cidade de Curitiba sediou entre os dias 19 e 22 de maio o 9º Encontro Anual da Associação Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec). O evento ocorreu na sede da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e recebeu mais de 400 inscritos de 22 estados brasileiros. Com a proposta de promover a interação entre a academia, o setor produtivo e o setor público, o Fortec é tido como uma oportunidade única para o estabelecimento de debates qualificados acerca do desenvolvimento tecnológico nacional. Durante os quatro dias de evento, foram realizadas palestras, minicursos, painéis e apresentações de resultados obtidos com pesquisas na área de inovação.

O primeiro dia do evento foi voltado à realização de minicursos com especialistas da área. “Gestores de inovação: abrindo a caixa preta e entendendo os números” foi o nome do curso ministrado por Vanessa Rasoto e Armando Rasoto, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), quando foram abordados aspectos ligados ao controle absoluto financeiro, geração de balancetes patrimoniais e demonstrativos de resultado sobre o tema. Em outro minicurso, o assunto “Prospecção e Mercado” foi trabalhado pelo consultor da empresa Kaiser, Antônio Nápoli. Os principais pontos desenvolvidos foram a importância da aproximação entre o mercado e os segmentos que realizam pesquisas, além dos processos que agilizam e contribuem para o aumento dos pedidos de patentes.

Um dos pontos altos do segundo dia do Fortec foi a palestra magna de Armando Milioni, titular da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A tônica da apresentação foram as ações de fomento à inovação no Brasil. Segundo o palestrante, tais políticas se fazem necessárias uma vez que “o Brasil tem sido muito bem sucedido em transformar dinheiro em ciência, mas tem tido dificuldade em transformar ciência em dinheiro”. Outros destaques foram as apresentações de Renee Ben-Israel narrando o sucesso da Yissum, companhia de desenvolvimento e pesquisa da Universidade Hebraica de Jerusalém, e da advogada Cristina Assimakopoulos descrevendo o papel dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) nos contratos e convênios de pesquisa e desenvolvimento entre o Brasil e a União Europeia.

Infelizmente, as aguardadas apresentações sobre a Emenda 85 e sobre as alterações no acesso ao Patrimônio Genético nacional, a cargo, respectivamente, do professor Gesil Amarante da UESC e da pesquisadora Celeste Emerick da Gestec/Fiocruz, acabaram prejudicadas pelo pouco tempo concedido para perguntas e debates em função de atrasos na programação.

 

IMG 8487O terceiro dia de evento ficou marcado pelo painel “Conte algo que eu não sei!”, que contou com a relatoria de Ricardo Pereira, vice-coordenador da regional Sudeste do FORTEC. Na ocasião foram apresentados exemplos de caminhos e soluções encontradas por Núcleos de Inovação Tecnológica de todo o Brasil para superar limitações e problemas que frequentemente os afetam. Uma das experiências bem sucedidas relatadas por Ricardo Pereira, que também coordena a Agência UFRJ de Inovação, foi a possibilidade de estabelecimento de parcerias entre os Núcleos de Inovação tecnológica e outros institutos das respectivas universidades. Na UFRJ duas parcerias do gênero já foram travadas entre a Agência e o Instituto de Biblioteconomia e a Faculdade de Direito, por exemplo. Outra prática apresentada no Fortec que vem gerando bons resultados está relacionada aos estímulos ao setor de Inovação Social. Um relevante projeto da Agência neste segmento é a Unidade de (Des)envolvimento Intensivo, proposta que visa à tratar a inovação, literalmente, como um projeto de vida, relacionando-a aos próprios projetos de desenvolvimento pessoal dos sujeitos envolvidos nas ações inovadoras. Finalmente, outra experiência compartilhada no Fortec foi a possibilidade de abertura de concursos públicos para o cargo de tecnólogo, voltado especificamente para atuação nos Núcleos de Inovação Tecnológica. A previsão existe na Lei 11.091, configurando-se como uma alternativa para problemas relativos ao quadro de pessoal dos NITs.

A ideia é que este se torne um painel permanente nas futuras edições do Encontro e que possa figurar também no portal do Fortec na internet. Conforme explica Ricardo Pereira, trata-se de uma oportunidade importante para priorizar o âmbito prático dos NITs, focando em suas experiências bem sucedidas: “A concepção do painel partiu do fato de que a consolidação da Agência UFRJ de Inovação em muito se deveu ao compartilhamento de experiências dos Núcleos mais antigos. Seria, portanto, uma forma de a Agência retribuir um pouco desta ajuda recebida e de ampliá-la ao incluir as experiências dos demais NITs”.

 

Novo Marco da Biodiversidade deve reduzir a burocracia para pesquisadores

biodiversidadeO último dia 20 de maio ficou marcado pela sanção da Lei 13123/15, também conhecida como Marco Legal da Biodiversidade. O texto, que já havia sido votado na Câmara e no Senado, foi finalmente aprovado pela presidenta Dilma Rousseff. O governo espera fazer as regulamentações finais da lei dentro do prazo de seis meses.

A nova legislação incorpora diversos compromissos assumidos pelo governo brasileiro perante a Convenção sobre Diversidade Biológica, tratado da Organização das Nações Unidas que regula o tema. A lei estipula novas regras para o acesso de pesquisadores e empresas ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional associado, além de normatizar os direitos dos povos tradicionais à repartição dos benefícios oriundos da utilização de seus conhecimentos.

De acordo com as biólogas Flávia do Carmo e Mariana Bottino, que atuam na Agência UFRJ de Inovação, a redução da burocracia deve ser o principal legado da nova legislação. “Estamos em um momento especial, onde será reduzida a burocracia para o desenvolvimento de novos produtos. Essa nova lei ampliará o acesso à biodiversidade e facilitará a vida dos pesquisadores brasileiros”, explica a professora Flávia do Carmo. Esta também é a visão da pesquisadora Mariana Bottino: “A ideia da nova lei é estimular a inovação e diminuir a burocracia que envolve a realização de pesquisas científicas com recursos genéticos de plantas e animais nativos”.

Um ponto importante da lei é a estipulação de normas de pagamento pelo uso de recursos genéticos naturais por parte das empresas. Esta é uma medida que trará benefícios não apenas ao governo, mas também aos povos tradicionais, como as comunidades indígenas. Outra novidade é a instituição do Fundo Nacional para a Repartição de Benefícios (FNRB), que será vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e terá como objetivo a valorização do patrimônio genético e dos conhecimentos tradicionais associados, promovendo seu uso de forma sustentável. O fundo será constituído a partir de diversas fontes de receitas, dentre elas uma porcentagem da arrecadação líquida anual obtida com a exploração econômica de produtos criados a partir de material existente na biodiversidade brasileira. Um tratamento diferenciado será dispensado às microempresas, empresas de pequeno porte e microempreendedores individuais, os quais ficarão isentos deste pagamento. Deste modo, busca-se evitar a oneração dos pequenos empresários.

A lei também prevê o perdão de até 90% do valor multas cobradas de empresas e pesquisadores que desrespeitaram a legislação anterior, desde que os mesmos se comprometam a se adequarem às novas regras. Há até mesmo a possibilidade de total anistia, a depender do caso em questão.

O inteiro teor da Lei 13123/15 pode ser conferido aqui.

 

Lógica fuzzy é mote para nova parceria entre a UFRJ e a Universidade de Manchester

manchesterUma nova parceria envolvendo a UFRJ e a Universidade de Manchester acaba de ser estabelecida. Em abril deste ano, um grupo de seis pesquisadores do Laboratório de Lógica Fuzzy da Coppe realizou uma visita à Manchester Business School, uma das maiores faculdades de Administração do Reino Unido, com uma agenda destinada à abertura de oportunidades para o diálogo entre as instituições.

Compondo a equipe de pesquisadores brasileiros, esteve Paulo Reis, que também atua no setor de Empreendedorismo e Inovação Social da Agência UFRJ de Inovação. Segundo Paulo, a visita foi muito prolífica na medida em que viabiliza futuros projetos e parcerias entre as instituições: “A Universidade de Manchester demonstrou interesse em desenvolver novas pesquisas juntamente à UFRJ, o que pode significar uma importante possibilidade de internacionalização do conhecimento”. Entre os objetivos desta soma de esforços está o desenvolvimento de atividades de colaboração científica e tecnológica que promovam o uso da lógica fuzzy na solução de questões relativas ao zoneamento econômico, relação entre produtos, otimização, flutuação de preços e tomada de decisões.

A lógica fuzzy, também conhecida como lógica difusa, é um modelo matemático que leva em consideração o uso da argumentação, podendo ser entendida como uma área de pesquisa sobre tratamento da incerteza. Ao passo que a lógica tradicional pode ser considerada um sistema binário, admitindo, por exemplo, que uma declaração seja classificada tão somente enquanto verdadeira ou falsa, a lógica fuzzy, por outro lado, abre espaço para que uma proposição seja classificada como parcialmente verdadeira ou parcialmente falsa. Em outras palavras, ela suporta modos de raciocínio que são aproximados ao invés dos modelos exatos com os quais estamos naturalmente acostumados a trabalhar.

As pesquisas sobre lógica fuzzy do Programa de Engenharia de Produção da COPPE datam da década de 70, com a constituição dos primeiros estudos de impactos econômicos desenvolvidos pelo professor Carlos Alberto Nunes Cosenza. A evolução desses estudos agregou complexidade matemática na constituição de modelos locacionais avançados, hoje descritos de maneira formal nas aplicações do Modelo Coppe Cosenza de localização industrial, que desponta também como um modelo eficaz para tomada de decisões e solução de problemas de alta complexidade nas áreas de Medicina, Arquitetura e Robótica, entre outras.

 

Licenciamento de pesquisa desenvolvida na UFRJ pode resultar na aprovação de novo medicamento para problemas de próstata

professoraclaudiaUma recente parceria estabelecida por intermédio da Agência UFRJ de Inovação entre a Universidade e uma empresa do ramo de fármacos pode representar um significativo avanço no combate aos problemas de próstata. Trata-se de um contrato de licenciamento firmado no início de abril entre a UFRJ e a Biozeus Desenvolvimento de Produtos Biofarmacêuticos S.A. O acordo possibilita a continuidade do desenvolvimento de um projeto acadêmico que poderá, assim, culminar com a chegada de um novo medicamento ao mercado.

Através de uma pesquisa desenvolvida no Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, foi possível chegar a novas substâncias para o tratamento clínico dos sintomas do trato urinário inferior, também conhecidos pela sigla LUTS (do inglês Lower Urinary Tract Symptoms). Dentre os LUTS mais comuns incluem-se a dificuldade de esvaziar a bexiga, o gotejamento, a urgência e a noctúria (necessidade de se levantar várias vezes durante a noite para urinar, interrompendo o sono). Além disso, essas novas substâncias também inibem in vitro a proliferação de células prostáticas de pacientes com hiperplasia prostática benigna (HPB), condição caracterizada pelo aumento progressivo do volume da próstata.

A próstata é uma glândula acessória do aparelho reprodutor masculino que fica localizada na base da bexiga e é atravessada pela uretra. Muitas vezes, a próstata tende a crescer vagarosamente à medida que o homem envelhece. Nos pacientes com HPB, o aumento da glândula pode chegar a obstruir a uretra, provocando os sintomas urinários. De acordo com a professora Cláudia Lúcia Martins da Silva, responsável pelo projeto que originou essas novas substâncias: “A prevalência da HPB aumenta em geral a partir dos 50 anos, e afeta negativamente a qualidade de vida do paciente. Se não for tratada adequadamente pode haver necessidade de procedimento cirúrgico”. A originalidade dessas substâncias reside no mecanismo de ação multi-alvo proposto visando a bloquear a contração prostática e frear a progressão da doença, resultando na redução dos LUTS.

Desta forma, mais uma pesquisa iniciada na esfera acadêmica segue para o setor produtivo, viabilizando as demais etapas necessárias à continuidade do projeto. Essas etapas, apesar de demoradas e de alto custo, são essenciais uma vez que podem resultar na aprovação de um novo medicamento, gerando uma expressiva melhoria na qualidade de vida dos pacientes com HPB.

A parte química do projeto foi desenvolvida pelo professor Luiz Antônio Soares Romeiro na Universidade Católica de Brasília, e os ensaios farmacológicos foram realizados no Laboratório de Farmacologia Bioquímica e Molecular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, por doutorandas do programa de pós-graduação em Farmacologia e Química Medicinal (Jéssica Barbosa Nascimento Viana e Fernanda Chagas da Silva), sob orientação dos professores Cláudia Lúcia Martins Silva (orientadora) e François Noël (co-orientador).

 

Novo Marco da Biodiversidade é aprovado pela Câmara e segue para sanção presidencial

camaraNo último dia 27 de abril, a Câmara dos Deputados concluiu a votação do Projeto de Lei 7735/14, anunciado como “Marco da Biodiversidade”. Doze das 23 emendas anteriormente propostas pelo Senado foram aprovadas pelos deputados. As novas regras devem ter maior efeito na área de pesquisa e na indústria farmacêutica e de cosméticos.

O objetivo maior do projeto é diminuir a burocracia que atualmente envolve a realização de pesquisas científicas com recursos genéticos de plantas e animais nativos ou que usem conhecimento de povos indígenas, de modo a incentivar a produção de novos fármacos, cosméticos e insumos agrícolas. O texto já havia passado pela votação dos deputados no começo do ano, mas foi alterado pelo Senado, resultando em uma nova votação na Câmara. A matéria segue agora para sanção ou veto da presidente Dilma Rousseff.

Uma das mais celebradas alterações que o projeto sofreu na Câmara foi a exclusão da possibilidade de que empresas jurídicas sediadas no exterior e sem vinculação com instituições nacionais de pesquisa científica e tecnológica conseguissem autorização para acesso ou remessa de patrimônio genético ou de conhecimento tradicional associado. Por outro lado, algumas alterações realizadas anteriormente pelo Senado que protegeriam os povos indígenas e populações tradicionais como quilombolas e ribeirinhos foram rejeitadas sob a justificativa da necessidade de prezar pelas cadeias produtivas nacionais. Estas previsões, relacionadas essencialmente ao montante de royalties que deverão ser pagos às comunidades locais, acabaram sendo derrubadas pela bancada ruralista. O texto também prevê a anistia de multas de empresas e pesquisadores que desrespeitaram a legislação atualmente em vigor, desde que se comprometam a adequarem-se às novas regras.

O inteiro teor do Projeto de Lei 7735/14, que segue agora para sanção presidencial, pode ser lido aqui.

 

Inovação como projeto de vida

udiDe um modo geral, quando se pensa em “inovação”, a primeira coisa que vem à mente são as últimas novidades tecnológicas relacionadas a produtos e a processos produtivos. Ainda que esta visão corresponda, de fato, a uma grande parte das atividades desempenhadas dentro da seara da inovação, outras ações igualmente importantes não podem ser deixadas de lado. Pensando nisso, a Agência UFRJ de Inovação dispõe de um setor específico de Empreendedorismo e Inovação Social.

 
O empreendedorismo representa uma atitude indispensável ao processo de inovação, uma vez que se trata de uma característica pessoal que influencia diretamente o modo de solucionar problemas e de propor novas estratégias. A inovação social, por sua vez, tem como alguns de seus principais objetivos a melhoria das práticas sociais e organizacionais, bem como da qualidade de vida dos indivíduos através de serviços e produtos que gerem novas soluções para questões socialmente relevantes.

Buscando atender a estes propósitos, a Agência UFRJ de Inovação, por meio da sua Coordenação de Empreendedorismo e Inovação Social, passou a contar com a colaboração da equipe de Estágio “Psicologia Aplicada em Novos Contextos” da Divisão de Psicologia Aplicada do Instituto de Psicologia da UFRJ. O resultado desta ação conjunta é um projeto que, sugestivamente, foi batizado com a sigla UDI (Unidade de Desenvolvimento Intensivo). Destinada a alunos, ex-alunos e servidores da Universidade, a proposta desta soma de esforços é tratar a inovação, literalmente, como um projeto de vida, relacionando-a aos próprios projetos de desenvolvimento pessoal dos sujeitos envolvidos nas ações inovadoras.

Segundo a supervisora da equipe de estágio, Sandra Korman: “Tão importante quanto pensar o empreendedorismo a partir da visão das ferramentas técnicas de planejamento, é considerar as próprias trajetórias e projetos de vida dos sujeitos”. Buscando-se o incremento dos espaços para empreender de forma crítica e comprometida, passou a fazer-se necessária na Universidade a ampliação de ambiências capazes de alavancar projetos empreendedores que promovam uma inserção profissional diferenciada ao jovem universitário. É justamente isso o que busca a UDI, conforme explica Iris Mara Guardatti, responsável pelo setor de Empreendedorismo e Inovação Social da Agência: "A UDI prevê a construção de uma ambiência positiva para o estímulo ao desenvolvimento de ideias inovadoras, seja na dimensão do comportamento, seja na dimensão do planejamento, fomentando a cultura empreendedora na nossa universidade".

Além disso, a unidade aponta para a necessidade da criação de espaços de co-planning para o desenvolvimento de projetos inovadores, sejam eles de trajetória profissional ou de aplicação prática, através da participação em oficinas, cursos, workshops e palestras. Para tanto, a UDI conta com a participação estratégica de uma equipe multidisciplinar composta por universitários, membros e ex-membros de empresas juniores, servidores, empreendedores e pesquisadores comprometidos com o fomento ao contínuo diálogo entre as iniciativas de inovação social e o empreendedorismo.

Embalagens inovadoras combatem o desperdício de produtos hortifrutícolas

embalagens1Otimizar a logística de transporte, manuseio e distribuição de frutas e hortaliças, diminuindo custos e evitando o desperdício. Estes são os objetivos de um bem-sucedido projeto desenvolvido a partir de uma parceria entre o Instituto de Macromoléculas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IMA - UFRJ), o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).


Os esforços conjuntos entre as três instituições culminaram com o desenvolvimento de um sistema de embalagens para frutas e hortaliças desenhado de modo a acomodar e proteger anatomicamente vegetais como manga, mamão, caqui, morango e palmito, entre outros. Resultantes de um processo de escaneamento 3D que determina a melhor forma de armazenar estes alimentos, as embalagens são compostas por uma bandeja reciclável de geometrias variadas, e uma base articulada e retornável que se dobra e arma com um simples movimento, o que reduz o tempo de montagem. Além disso, seus formatos são compatíveis com os pallets utilizados tanto no Brasil quanto na Europa, viabilizando a sua utilização tanto no mercado doméstico quanto nos países que importam de nós estes produtos.
 
A iniciativa visa principalmente a solucionar parte do desperdício de alimentos que acontece por questões de inadequação e ineficiência logística. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), aproximadamente 40% dos vegetais produzidos em todo o mundo para a alimentação acabam não chegando ao prato do consumidor final por conta de sua deterioração. Curiosamente, esta porcentagem é observada tanto em países desenvolvidos quanto naqueles em desenvolvimento. A diferença é que nos primeiros o desperdício ocorre durante a fase de comercialização, enquanto nos países em desenvolvimento isso acontece durante os processos de transporte e armazenamento. Esse dado alarmante pode ser atribuído, em grande parte, à utilização de embalagens inadequadas. Daí a importância deste produto inovador.
 
Não é à toa que as embalagens obtiveram reconhecimento nacional, ganhando o Prêmio Brasil Design Award 2013 na categoria Embalagens para Alimentos. Internacionalmente, a condecoração veio através do International Forum Design Award, um dos mais prestigiados prêmios de excelência em desenho industrial. O projeto resultou também em 39 depósitos de patentes, sendo dois pedidos de patente de invenção, três pedidos de modelo de utilidade e 34 registros de desenho industrial junto ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).
 

A Agência UFRJ de Inovação recebe novos servidores

novosservidoresEm 23 de fevereiro, tomaram posse os servidores aprovados no concurso público para provimento de vagas de cargos técnico-administrativos da UFRJ regido pelo edital 70/2014. A Agência UFRJ de Inovação foi uma das unidades contempladas pelo certame com a nomeação de quatro novos servidores para comporem o seu quadro funcional. Os novos cargos criados são os de tecnólogo de comunicação, de engenharia de produção, de farmácia e de física.

De acordo com o coordenador da agência, Ricardo Pereira: “A chegada dos novos servidores revigora não apenas a Agência em si, mas a própria universidade”. Segundo ele, as nomeações serão importantes para estreitar os laços entre a UFRJ e a sociedade: “Esta oxigenação da Agência ajudará a promover uma maior integração entre a sociedade e a Universidade através da difusão do conhecimento produzido dentro da instituição”.

Vale ressaltar que esta expansão do quadro de servidores da Agência praticamente coincide com um importante marco nacional sobre o tema da inovação que é a Emenda Constitucional 85, promulgada pelo Congresso Nacional em 26 de fevereiro. A partir da emenda, o texto da Constituição Federal passa a incorporar de maneira expressa o termo “inovação”, e não mais apenas “ciência e tecnologia”, ao fazer referência às atividades que devem ser estimuladas pelo setor público. Esta é uma alteração constitucional que, além de reconhecer formalmente a importância com a qual deve ser tratada em âmbito nacional a questão da inovação, confere uma perspectiva de otimismo em relação às futuras possibilidades de atuação dos núcleos de inovação tecnológica no país.

 

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