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Otimizar a logística de transporte, manuseio e distribuição de frutas e hortaliças, diminuindo custos e evitando o desperdício. São estes os objetivos de um bem-sucedido projeto desenvolvido a partir de uma parceria envolvendo a UFRJ que acaba de resultar na concessão de uma patente de modelo de utilidade pelo INPI.

Os esforços conjuntos entre o Instituto de Macromoléculas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IMA - UFRJ), o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) culminaram com o desenvolvimento de um sistema de embalagens para frutas e hortaliças desenhado de modo a acomodar e proteger anatomicamente vegetais como manga, mamão, caqui, morango e palmito, entre outros. O projeto resultou em 39 depósitos de patentes, sendo dois pedidos de patente de invenção, três pedidos de modelo de utilidade e 34 registros de desenho industrial junto ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). Destas patentes, a mais recente a ser concedida é a de uma embalagem para morangos e similares.

A embalagem mais utilizada hoje em dia para o transporte e comercialização de morangos consiste em uma barca funda sem tampa, que é complementada por uma cobertura de filme plástico. Este formato induz ao empilhamento de frutos uns sobre os outros. Já a utilização de filme plástico para lacrá-la causa-lhes injúrias mecânicas, além de impedir seu perfeito processo de respiração.

Outro modelo muito utilizado são as embalagens do tipo barca com tampa acoplada, contendo furos para melhor arejamento das frutas. Todavia, esses furos muitas vezes são superdimensionados e distribuídos de forma inadequada, permitindo que insetos e sujeira entrem em contato com os frutos. Além disso, a embalagem também permite formar uma dupla camada de frutos, o que aumenta a possibilidade de injúrias mecânicas e redução de vida útil.

Em suma, as atuais embalagens não satisfazem todos os requisitos necessários ao perfeito acondicionamento, armazenamento, transporte, comercialização e exposição de morangos e similares. Os espaços que sobram ainda permitem o deslocamento dos frutos dentro dos nichos, promovendo seu choque e provocando danos e nódoas nos mesmos, o que reduz seu valor de mercado.

Já as novas embalagens, por conta de uma geometria otimizada, evitam a compressão e injúrias mecânicas dos frutos e, por consequência, aumentam sua vida útil ao manter suas propriedades. Finalmente, o perfeito acondicionamento também valoriza sua exposição para venda.

A iniciativa visa principalmente a solucionar parte do desperdício de alimentos que acontece por questões de inadequação e ineficiência logística. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), aproximadamente 40% dos vegetais produzidos em todo o mundo para a alimentação acabam não chegando ao prato do consumidor final por conta de sua deterioração. Curiosamente, esta porcentagem é observada tanto em países desenvolvidos quanto naqueles em desenvolvimento. A diferença é que nos primeiros o desperdício ocorre durante a fase de comercialização, enquanto nos países em desenvolvimento isso acontece durante os processos de transporte e armazenamento. Esse dado alarmante pode ser atribuído, em grande parte, à utilização de embalagens inadequadas. Daí a importância deste produto inovador.

 “Num país como o Brasil, em que muitas pessoas ainda não têm acesso à alimentação, jogar de 30% a 35% do que produzimos fora é um desperdício muito grande. Fala-se muito em aumento de produtividade, mas ao diminuir o desperdício, é possível aumentar a oferta, sem necessidade de aumentar a área plantada”, explica Antonio Soares Gomes, pesquisador da Embrapa que é um dos responsáveis pelo desenvolvimento do produto.

Este vídeo produzido pela Embrapa ilustra bem todo o potencial das novas embalagens.

 

 

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