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A Ilha do Fundão como hoje a conhecemos foi criada a partir de uma grande obra de aterro em um arquipélago de oito ilhas no início da década de 1950. Até então, as três ilhas maiores da região eram: a Ilha da Sapucaia, que corresponde agora à área da Reitoria, Parque Tecnológico e Vila Residencial; a Ilha do Fundão original, que abriga o Hospital Universitário; e a menos conhecida Ilha do Bom Jesus da Coluna, local onde, em 1705, foi erguida uma igreja homônima no estilo pós-barroco, atualmente tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) por conta de sua importância cultural.

Mas o destino reservava ainda outro marco digno de prestígio à Ilha de Bom Jesus. Em outubro de 2017, o bucólico local acabaria por se tornar a sede do mais importante centro de pesquisa e inovação da L’Oréal na América Latina, um dos sete hubs regionais que a empresa possui espalhados pelo mundo – os demais ficam no Japão, China, Índia e África do Sul e EUA, além da sede, na França.

A localização de um centro de pesquisa deste porte no Brasil é algo estratégico para a empresa. Além de ser o quarto maior mercado consumidor de cosméticos do mundo (atrás apenas de EUA, China e Japão), o Brasil também conta com um diferencial que é a riqueza da miscigenação de sua população. Diferentes tons de pele e diversos tipos de cabelos reunidos em um só local, por motivos óbvios, representam um valioso ativo para um centro de pesquisa do ramo de beleza. A proximidade geográfica com os principais institutos e laboratórios da maior universidade do Brasil completa o rol de vantagens do ambiente que abriga o imponente centro de pesquisa da L’Oréal.

A arquitetura do local, que ocupa 15 mil metros quadrados, por si só, já impressiona. Fruto de um projeto altamente compromissado com a sustentabilidade, a instalação faz reuso de água e em breve contará com geração própria de energia advinda de painéis solares. O centro também valoriza ao máximo a iluminação natural, o que acaba rendendo aos funcionários que ali trabalham uma vista privilegiada da Baía de Guanabara.

Conforme frisou Cristina Garcia, diretora científica da L’Oréal Brasil, que guiou recentemente uma visita da equipe da Agência UFRJ de Inovação à empresa, toda a estrutura foi meticulosamente pensada para criar o ambiente mais propício possível para a inovação. "O modelo flexível de trabalho e a estrutura com poucas paredes também favorecem a interação entre os diversos setores da equipe formada por cerca de cem pesquisadores. Até as bancadas dos laboratórios são móveis e com rodízios, o que permite o seu rápido deslocamento e rearrumação conforme a necessidade das pesquisas que estejam sendo desenvolvidas no momento”, explicou.

O esforço para promover a interação entre a equipe, aliás, parece ser um esforço constante por parte da empresa. Segundo a diretora de pesquisa avançada da L’Oréal Brasil, Fabiana Munhoz, apesar do grupo que atua especificamente na área de pesquisa avançada ainda ser relativamente pequeno, estes funcionários trabalham de maneira colaborativa e aberta, integrando-se a uma rede global composta por 23 centros de pesquisa ao redor do mundo. “Na verdade, este é um centro muito inovador até para os padrões internacionais da L’Oréal, porque nós nos preocupamos em trazer para cá esta questão da colaboração, da transversalidade, das diversas áreas trabalhando em conjunto. O objetivo final é desenvolver produtos e inovações disruptivas cada vez mais pensando naquilo que pode realmente mudar a vida do consumidor brasileiro, mas que tenham também um potencial global”, comentou.

 

DNA inovador

A inovação, por sinal, é algo que está profundamente arraigado na história da L’Oréal. “A empresa já conta com mais de cem anos de existência e desde o seu início tem a inovação em seu DNA”, ressaltou Fabiana remontando às origens da gigante dos cosméticos francesa. Em 1909, Eugène Schueller, um jovem químico com espírito empreendedor, fundou a empresa que se tornaria o Grupo L’Oréal. Tudo começou com as primeiras colorações capilares que ele formulou em sua garagem e vendeu para cabeleireiros parisienses.

Pouco mais de um século depois, a companhia conta com cerca de 4000 pesquisadores espalhados por todo o mundo. São eles os principais responsáveis por números como os do ano retrasado, quando a L’Oréal registrou impressionantes 472 pedidos de patentes. Ainda de acordo com Fabiana, os bons resultados têm uma razão de ser: “Nós temos o maior investimento da indústria cosmética em pesquisa e desenvolvimento. Aproximadamente 3,5% do faturamento do grupo são reinvestidos em P&D”.

Dentre os resultados práticos desta preocupação contínua com a pesquisa científica destaca-se, por exemplo, o surgimento da spin-off Episkin, que também dá nome ao modelo de pele humana reconstruída desenvolvido pelo grupo de cosméticos. “A Engenharia de Tecidos figura como um novo ramo do conhecimento que já se tornou praticamente uma ciência em si. Este é um dos principais eixos de pesquisa em que a L’Oréal tem investido nos últimos 30 anos, buscando substituir a experimentação animal e reforçar o compromisso da empresa com a segurança de seus produtos e seus consumidores”, explicou Rodrigo de Vecchi, gerente de pesquisa avançada da L’Oréal Brasil.

 

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Aproximação com a UFRJ

Sobre a interação com instituições científicas e tecnológicas e, mais especificamente, a prospecção de novas tecnologias em universidades, a equipe da L’Oréal explicou que não existe um modelo rígido de mapeamento. Segundo Fabiana Munhoz: “A nossa forma de prospecção não é processual. Atualmente, conforme as necessidades da empresa vão despertando interesse em determinados eixos de pesquisa, são realizadas buscas bibliográficas para encontrar as respectivas soluções. Mas muitas vezes a própria proximidade com os pesquisadores acaba sendo um importante atalho”.

Justamente por conta disso, a aproximação com a UFRJ é vista como algo importante para a empresa. “Nós já tivemos algumas interações mais pontuais com a UFRJ. E neste momento em que estamos de mudança para cá, gostaríamos de potencializar ao máximo esta proximidade física, desdobrando isso em uma proximidade científica. Estar aqui conversando com o núcleo de inovação tecnológica da Universidade é um passo muito grande para reforçarmos esta interação”, comentou Fabiana.

“É uma via de mão dupla. Tanto para que nós possamos conhecer melhor as potenciais pesquisas desenvolvidas nos laboratórios da UFRJ quanto para que os laboratórios da Universidade tomem conhecimento das nossas linhas de pesquisa e das nossas necessidades. Tenho certeza de que este encontro será um importante pontapé inicial neste sentido”, reforçou Cristina Garcia.

 

13ª edição do prêmio L’Oréal-UNESCO- ABC Para Mulheres na Ciência oferece bolsa de R$ 50.000 reais a sete jovens cientistas brasileiras

Buscando reconhecer a participação das mulheres na ciência e favorecer o equilíbrio de gênero na pesquisa brasileira, a L’Oréal organiza anualmente, desde 2006, o “Pra Mulheres na Ciência”. Neste ano, sete jovens cientistas brasileiras das áreas de Física, Química, Ciências da Vida ou Matemática serão premiadas com bolsas no valor de R$ 50 mil cada. De acordo com relatório da UNESCO, atualmente as mulheres correspondem a somente 30% dos pesquisadores do mundo.

As candidatas interessadas em participar da 13ª edição do prêmio devem se inscrever até 4 de maio através do site https://goo.gl/srU3vj . Para participar, é necessário ter concluído o doutorado a partir de 2011, ter residência estável no Brasil e desenvolver projetos de pesquisa em instituições nacionais. A cerimônia de premiação será realizada em outubro, no Rio de Janeiro. O regulamento completo consta em https://goo.gl/smQaLF.

Mais detalhes sobre o programa em:

www.facebook/paramulheresnaciencia

www.paramulheresnaciencia.com.br

 

 

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