Novos softwares da área de Saúde desenvolvidos na UFRJ ajudam diabéticos e pacientes com HIV

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Além das atividades relacionadas à proteção de invenções, modelos de utilidade, desenhos industriais e marcas, a Agência UFRJ de Inovação também é responsável pelo registro dos programas de computador elaborados pelo corpo social da UFRJ. Foi o que ocorreu recentemente com dois novos softwares relacionados à área da Saúde desenvolvidos por alunos da Universidade.
   
Vidas e Diabetes

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O primeiro é um programa destinado a gestantes diabéticas. Trata-se do Vidas e Diabetes, aplicativo para celulares que leva em consideração um novo perfil populacional que se utiliza cada vez mais destes instrumentos digitais tanto para o lazer quanto para educação e saúde.O objetivo do software é promover o acesso a informações de fontes seguras para as gestantes em controle glicêmico, assistidas no ambulatório de diabetes da Maternidade Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ME/UFRJ). A ideia é disseminar o acesso ao conhecimento sobre a doença, bem como aprimorar as habilidades das gestantes no manejo da insulinoterapia, de modo a conferir mais autonomia às pacientes, motivando, inclusive, mudanças em seus estilos de vida.

O software foi desenvolvido no Mestrado Profissional em Saúde Perinatal da Maternidade Escola da UFRJ pelo mestrando Juan Lincoln Oliveira em conjunto com os professores Rita Guérios Bornia e Joffre Amim Junior (orientadores), além de Ana Paula Esteves e Lenita Zajdenverg (revisoras). A adequação das informações à mídia digital foi de responsabilidade de Jean Pereira da Silva, Bacharel em Ciência da Computação.

 

Os pesquisadores explicaram que as buscas efetuadas nas plataformas de disponibilização de aplicativos voltados para mulheres com o diagnóstico de diabetes mellitus gestacional (DMG) apontaram apenas um software que se assemelha à nova proposta. E, no caso, ele está em língua estrangeira, o que dificulta sua compreensão. “Diante desta realidade, munidos também pelo desejo de retorno social, construímos um aplicativo com linguagem adaptada ao público leigo, caracterizado pela fácil compreensão do conteúdo, de uso simples e intuitivo”, explicam. Apesar disso, eles fazem a ressalva de que o software não tem nenhuma pretensão de substituir os profissionais de saúde: “O intuito não é substituir consultas com a equipe de saúde ou interferir nas recomendações dos profissionais de saúde que acompanham cada paciente”.

O aplicativo será disponibilizado para download gratuitamente em breve. Os interessados em obter mais informações podem entrar em contato através do email O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

SIRA-HIV

Outro programa de computador voltado para a área da Saúde que acaba de ser protegido pela Agência UFRJ de Inovação junto ao INPI é o software SIRA-HIV (Sistema de Identificação de Resistência do HIV-1 aos Antirretrovirais). Seu objetivo analisar sequenciamentos de nova geração obtidos a partir de amostras de pacientes HIV+, permitindo identificar possíveis mutações no genoma do vírus importantes na determinação da resistência aos antirretrovirais.

Para o funcionamento do sistema é necessário que o usuário forneça um arquivo contendo o sequenciamento obtido por meio de alguma plataforma. A partir das análises que o software realiza, o usuário passa a ter acesso a uma lista dos aminoácidos (e suas frequências) encontrados nas enzimas analisadas, bem a classificação de resistência do HIV aos antirretrovirais segundo quatro algoritmos de interpretação genotípica, sendo três internacionais (ANRS, HIVdb e Rega) e um nacional (Algoritmo Brasileiro). Além disso, o programa permite ao usuário escolher dois pontos de corte para avaliar o nível de resistência: um considerando apenas as mutações majoritárias; e outro levando em consideração também as mutações minoritárias.

“Na prática, o sistema funciona de maneira simples e rápida, eliminando a necessidade de que o usuário tenha conhecimentos de programação e linhas de comando, o que acontece na maioria das ferramentas de bioinformática”, explicam os autores.

O software foi desenvolvido pela estudante Letícia Martins Raposo junto ao professor Flávio Fonseca Nobre no Programa de Engenharia Biomédica da COPPE/UFRJ.

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