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A Biologia Sintética é uma área emergente que busca a construção de novas vias biológicas artificiais ou o redesenho de sistemas biológicos naturais já existentes. O interesse pelo tema e o amplo leque de aplicações possíveis motivou estudantes de diferentes áreas a fundarem, com a mentoria da professora Mônica Montero Lomeli, do IBqM (Instituto de Bioquímica Médica – UFRJ), a Osiris, equipe que é pioneira neste ramo do conhecimento no estado do Rio de Janeiro.

O grupo é composto pelos estudantes da UFRJ Daniel Rodrigues (Biofísica), João Gabriel Silva (Biotecnologia), Vitória Almeida (Nanotecnologia), Lucas Teixeira e Isis Botelho (ambos da Engenharia de Bioprocessos). Eles acabam de lançar uma campanha de crowdfunding que visa a custear a participação da Osiris no iGEM, (International Genetically Engineered Machine), uma competição internacional de engenharia de sistemas biológicos que ocorre em Boston no final do ano.

A ideia dos universitários é apresentar o projeto DiagSyn, que consiste numa plataforma de diagnóstico para diferentes doenças transmitidas por mosquitos. Projetada para ser um dispositivo de detecção e rápido diagnóstico, ela permitirá identificar instantaneamente, usando apenas uma amostra de sangue, se o indivíduo possui os vírus responsáveis pelas doenças da dengue, zika e chikungunya. A ideia é montar um aparelho que funcionará utilizando ferramentas das ciências biológicas, no qual o reconhecimento do patógeno ocorrerá dentro do sistema, com detecção possível graças a uma fita de DNA estruturada (aptâmero) que irá reconhecer o vírus e indicar a doença.

Conforme explica João Gabriel Silva, o objetivo da equipe é demonstrar o potencial de impacto social da Biologia Sintética. “Doenças transmitidas por Aedes Aegypti são comuns no Brasil e podem ter picos alarmantes em certos períodos do ano, superlotando hospitais e, consequentemente, dificultando o atendimento correto aos pacientes. Um diagnóstico preciso e rápido poderia ser utilizado a fim de reduzir o tempo de espera do resultado de exames e diminuir a concentração em prontos atendimentos. Assim, nosso dispositivo estará focado em diagnosticar as doenças de dengue, zika e chikungunya para um melhor atendimento em hospitais e centros médicos”, explica o universitário.

Os interessados em contribuir ou em obter mais informações sobre o projeto podem fazê-lo através do endereço https://www.catarse.me/osiris. Lá também consta um vídeo com mais detalhes sobre o projeto.

 

 

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