No dia 8 de novembro, o Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR) sediou a Oficina "Patrimônio Genético e Conhecimento Tradicional Associado: a Lei da Biodiversidade na prática". O evento foi realizado através de uma parceria que envolveu a Fiocruz, a Associação Brasileira da Indústria de Química Fina (Abifina), o Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (UEZO), a L'oréal Brasil e a Agência UFRJ de Inovação.

A oficina buscou promover um debate entre diferentes atores vinculados à Lei 13.123/15 (Marco Legal da Biodiversidade) no que tange ao acesso ao Patrimônio Genético e Conhecimento Tradicional Associado. Esta legislação incorporou diversos compromissos assumidos pelo governo brasileiro perante a Convenção sobre Diversidade Biológica, tratado da Organização das Nações Unidas que regula o tema. A lei estipulou novas regras para o acesso de pesquisadores e empresas ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional associado, além de ter normatizado os direitos dos povos tradicionais à repartição dos benefícios oriundos da utilização de seus conhecimentos.

Deste modo, tornou-se imperioso um diálogo entre governo, comunidades tradicionais, academia e empresas, buscando traçar os melhores rumos para o aproveitamento ético e sustentável da riqueza da sociobiodiversidade brasileira. Este foi exatamente o mote principal do evento. Outro objetivo foi ouvir propostas de melhorias da plataforma do Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado (SisGen), que havia entrado no ar apenas dois dias antes, em 06 de novembro.

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Panorama atual da legislação

A primeira palestra ficou a cargo de Rafael Marques, presidente do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético. Ele iniciou sua apresentação lembrando da vantagem comparativa que o Brasil possui em relação a outros países por conta de sua rica biodiversidade: “Além de contarmos com 22% da biodiversidade do planeta, mais de 305 etnias indígenas e mais de 40 denominações de comunidades tradicionais, o país possui grande capacidade produtiva e de pesquisa para explorar isso. E agora foi somado à equação um marco legal melhor que o de qualquer outro país para fazermos isso acontecer”.

Rafael Marques explicou que existe atualmente um panorama mundial que justifica a necessidade de se fazer uma gestão eficiente do patrimônio genético e do conhecimento tradicional associado: “O mundo está clamando por produtos orgânicos e que sejam ambientalmente responsáveis, que tenham responsabilidade social. O consumidor está pedindo isso de tal forma que em quase todos os mapas prospectivos de macrotendências já figuram temas como a Biotecnologia, ativos da flora, responsabilidade ambiental. São oportunidades para o futuro. Paralelamente, dados têm mostrado que mesmo em tempos de crise, alguns dos setores relacionados ao uso da biodiversidade continuam crescendo. Há, portanto, a necessidade de se fazer a gestão disso. Tanto da biodiversidade quanto dos conhecimentos tradicionais relacionados”.

Segundo ele, outro fator que evidencia a importância de uma iniciativa como o Sisgen está relacionado à necessidade de preservação ambiental. “A conservação do patrimônio genético in situ é um ativo base da inovação em biotecnologia. Várias etnias contam atualmente com apenas um último herdeiro vivo de suas comunidades. Isso significa que centenas de anos de conhecimento acumulado sobre a biodiversidade dos seus respectivos entornos está em risco. Uma biblioteca inteira some cada vez que uma comunidade dessas desaparece. Some-se a isso o fato de que uma em cada quatro espécies de mamíferos corre risco de entrar em extinção nos próximos vinte anos. Quanto às aves e peixes a coisa não é muito diferente. Em relação aos anfíbios, 41% podem ser extintos neste período. A nossa impressão sobre o que está acontecendo com a biodiversidade está muito aquém da realidade. Mas as estratégias de conservação não funcionam se a sociedade não tiver como obter valor econômico e social da biodiversidade”, relatou.

Conforme explicou, isso só é possível através de uma integração entre cadeias produtivas que viabilize um desenvolvimento econômico inclusivo às comunidades tradicionais, de modo a garantir a renda que elas precisam para não dependerem tanto de políticas públicas e nem de atividades que não sejam ambientalmente sustentáveis. Neste sentido, a Lei da Biodiversidade determina que a empresa que utilizar conhecimento tradicional associado ao patrimônio genético deve fazer um acordo monetário com a comunidade detentora do conhecimento, além de depositar 0,5% da receita líquida da venda dos produtos no Fundo Nacional para a Repartição de Benefícios (FNRB). Este fundo, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, será utilizado pelo governo para repartir os benefícios entre outras comunidades detentoras daquele conhecimento que reclamem este direito, promovendo seu uso de forma sustentável. Um tratamento diferenciado será dispensado às microempresas, empresas de pequeno porte e microempreendedores individuais, os quais ficarão isentos deste pagamento. Deste modo, busca-se evitar a oneração dos pequenos empresários.

Ele também ressaltou a necessidade de que nosso sistema de inovação em biotecnologia integre políticas de meio ambiente, inclusão social, desenvolvimento econômico e de saúde pública. A importância da elaboração conjunta de políticas públicas que garantam o desenvolvimento da biotecnologia no Brasil foi, por sinal, uma tônica ao longo de toda sua apresentação.

“Nós temos uma legislação que é funcional o suficiente para garantir uma convergência que viabilize o desenvolvimento integrado dos três setores (academia; indústria; povos indígenas e comunidades tradicionais). Este novo modelo é mais fácil de ser cumprido pelas empresas e pesquisadores e, ao mesmo tempo, permite uma maior fiscalização, garantindo mais preservação ambiental. Por outro lado, é difícil construir consenso. A nossa legislação talvez ainda não seja perfeita. Mas além de nos preocuparmos com a construção de um consenso, é necessário definir o que o Estado fará para construir um modelo organizacional que garanta o desenvolvimento real da biotecnologia no Brasil, o uso da biodiversidade e a continuidade das comunidades tradicionais enquanto sociedades. É um desafio para todos nós encontrar os indicadores que nos ajudarão a seguir neste caminho”, disse.

Rafael Marques encerrou sua fala com otimismo, destacando a importância deste tipo de evento. “O Brasil está na frente. O SisGen coloca o Brasil na vanguarda do sistema de ABS (Access and Benefit Sharing) mundial. E podemos seguir como um país de referência neste tema mundialmente, mas precisamos ter serenidade para dirimir os nossos conflitos internos. Daí a importância de eventos como este”, destacou.

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A perspectiva dos diferentes atores da sociedade civil

A seguir foi realizada a mesa-redonda “A lei da biodiversidade sob a perspectiva dos diferentes atores da sociedade civil”, a qual contou com Manuela da Silva, assessora da Vice-Presidência de Pesquisa e Laboratórios de Referência e coordenadora das Coleções Biológicas da Fiocruz; Ana Claudia Oliveira, da Abifina; e Maira Smith, representando o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Funai. A moderação ficou a cargo de Fabiana Munhoz, da L’Oréal.

Em sua apresentação, Manuela da Silva destacou a importância de atentar à necessidade de efetuar um cadastramento prévio das atividades de acesso ao patrimônio genético ou ao conhecimento tradicional associado.

“Eu tenho recomendado que se faça este cadastro logo no início para evitar esquecimentos. Sem isso, ao se levar, por exemplo, um pôster a um congresso divulgando resultados parciais de determinada pesquisa, haverá uma ilegalidade passível de multa. E isto ainda pode ser revertido pela respectiva instituição em nome do próprio pesquisador para que ele arque com esta pena”, alertou.

A próxima a falar foi Ana Claudia Oliveira, representante da Abifina. Ela destacou a importância de que se tenha uma noção clara da diferença que existe entre o “envio” e a “remessa”, institutos presentes na Lei da Biodiversidade que ainda geram muita confusão.

A remessa é considerada mais crítica porque implica uma transferência de amostra de patrimônio genético para instituição localizada fora do país com a finalidade de acesso, para quem é transferida a responsabilidade sobre a amostra. Neste caso, é necessário firmar um termo de transferência de material (TTM) entre remetente e destinatário da remessa ao exterior. O envio, por sua vez, consiste apenas no despacho ou transporte de amostra oriunda do patrimônio genético para prestação de serviços no exterior como parte de pesquisa ou desenvolvimento tecnológico onde a responsabilidade sobre a amostra é de quem realiza o acesso no Brasil.

“Muitos fiscais do Ibama ainda não têm conhecimento da Lei e não entendem esta diferença. Por conta disso, várias amostras estão presas, principalmente no aeroporto de Viracopos. E as empresas estão tendo prejuízos já que muitos extratos, por exemplo, possuem um prazo de validade para serem encaminhados. É preciso um trabalho de capacitação dos fiscais”, comentou.

Maira Smith, representando o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Funai, encerrou a mesa. Segundo ela, os detentores dos conhecimentos tradicionais associados não reconhecem esta legislação enquanto uma “Lei da Biodiversidade”. Um dos motivos é o fato destas comunidades não terem participado ativamente da elaboração da lei, acabando alijados deste processo.

“O meu objetivo maior aqui é melhorar este diálogo, fazendo com que os detentores destes conhecimentos tradicionais associados sejam reconhecidos com a sua lógica própria. Para eles é impossível, por exemplo, dissociar o patrimônio genético dos seus conhecimentos tradicionais, que envolvem uma dimensão espiritual para estes povos. Estamos tratando, portanto, de uma dimensão muito maior, que engloba aspectos culturais e identitários. E é neste sentido que eles se sentem desrespeitados. É preciso reconhecer o direito destes povos de dizer não”, explicou Maira.

Ela reconheceu, contudo, que a Lei avançou em relação à medida provisória que a antecedia. “Do ponto de vista da Funai, apesar da lei ter muitos problemas ainda, reconhecemos que ela é bem melhor do que o marco regulatório anterior, a Medida Provisória 2186, que privatizava o patrimônio genético, um bem comum do povo brasileiro”, disse.

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Oficina Prática de Navegação pelo SisGen

Na parte da tarde foi realizada uma oficina prática de navegação pelo SisGen, seguida pela elaboração de um relatório com propostas de ajustes para a próxima versão do SisGen, oportunidades nas quais os participantes puderam dirimir uma série de dúvidas práticas acerca do sistema.

Para Danilo Ribeiro de Oliveira, professor da UFRJ e um dos organizadores do evento, a oficina foi muito além de um teste prático do sistema.

“Ela possibilitou o diálogo entre diferentes atores da sociedade civil, a saber, os usuários do patrimônio genético e do conhecimento tradicional associado, representados pela academia e pelo setor produtivo (empresas cosméticas, farmacêuticas etc.), e os provedores do conhecimento tradicional associado, discutindo desde aspectos éticos, até a abrangência da Lei 13.123/15. Ficou demonstrada a necessidade de ajustes para uma versão 2.0 do sistema, bem como a importância de que as diferentes Câmaras Setoriais do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético proponham orientações técnicas e resoluções para solucionar as lacunas e as dúvidas deixadas pela legislação vigente”, disse.

Através do SisGen, o usuário pode cadastrar o acesso ao patrimônio genético ou ao conhecimento tradicional associado, bem como o envio de amostra que contenha patrimônio genético para prestação de serviços no exterior ou remessa de amostra de patrimônio genético. Também pode notificar produto acabado ou material reprodutivo; solicitar autorização de acesso ao patrimônio genético ou ao conhecimento tradicional associado e de remessa ao exterior com anuências do Conselho de Defesa Nacional e do Comando da Marinha; solicitar credenciamento de instituições mantenedoras das coleções ex situ que contenham amostras de patrimônio genético; obter comprovantes de cadastros de acesso, cadastros de remessa e de notificações; obter certidões do procedimento administrativo de verificação; e solicitar atestados de regularidade de acesso.

O novo sistema conta com um suporte técnico para usuários que encontrem dificuldades ao instalar o módulo de segurança ou utilizar a plataforma. Por conter dados sigilosos de empresas, o SisGen conta com segurança semelhante a de grandes bancos na internet. O suporte está disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h (horário oficial de verão de Brasília), e poderá ser solicitado pelo telefone (61) 2028-2217 ou através deste formulário.

O Encontro Nacional de Acessibilidade Cultural – ENAC é uma iniciativa do Curso de Especialização em Acessibilidade Cultural, desenvolvido pelo Departamento de Terapia Ocupacional e o Fórum de Ciência e Cultura (FCC) da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A iniciativa tem apoio do Ministério da Cultura e será realizada em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte.


A proposta do ENAC é dar continuidade à sua missão: divulgar e aproximar experiências, iniciativas, parceiros e instituições que atuem em prol da cultura acessível; promover reflexão sobre a cidadania cultural da pessoa com deficiência e fomentar intercâmbios e redes.


No V ENAC, a ideia é ampliar o olhar sobre diferentes iniciativas de acessibilidade cultural. Nesta perspectiva está sendo lançada a chamada de apresentação para trabalhos científicos que retratam a promoção da cidadania cultural das pessoas com deficiência. Faz-se necessário identificar novas pesquisas, trabalhos e experiências em todo o país bem como, ampliar o intercâmbio de profissionais, pesquisadores, estudantes e trabalhadores com o objetivo de acrescentar novos pares à rede de Articulação, Fomento e Formação em Acessibilidade Cultural.


O ENAC de 2017 ocorrerá nos dias 13, 14 e 15 de novembro, na cidade do Rio de Janeiro. As mesas redondas, tradicionais do encontro acontecerão no dia 13. Nos dias 14 e 15, ocorrerá a apresentação oral de trabalhos.


Mais informações em: https://enacufrj.wordpress.com/

 

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No intuito de consolidar a cooperação científica e tecnológica entre o Brasil e os demais países integrantes do BRICS, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Ministério da Ciência,Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), e o Programa Quadro BRICS de C,T&I lançaram chamada de apoio a projetos conjuntos de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

O apoio será destinado às seguintes áreas temáticas: Recursos hídricos e tratamento da poluição; Energias novas e renováveis e eficiência energética; Biotecnologia e biomedicina incluindo saúde humana e neurociências; Tecnologias de informação e computação de alta performance; Ciências dos materiais incluindo nanotecnologia; e Prevenção e Monitoramento de Desastres Naturais.

O projeto deve estar claramente caracterizado como de pesquisa científica, tecnológica ou de inovação e deverá estar de acordo com o regulamento internacional do Programa BRICS/STI disponível em http://brics-sti.org/?p=new/15. Recomenda-se a existência de outras parcerias com instituições que desenvolvam atividades científicas, tecnológicas e de inovação, sediadas no Brasil e nos demais países integrantes dos BRICS.

A submissão de propostas vai até dia 15 de dezembro de 2017.

Veja a chamada na íntegra

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Nos dias 4 e 5 de dezembro, a cidade do Rio de Janeiro sediará a edição 2017 do Encontro Nacional de Inovação em Fármacos e Medicamentos (ENIFarMed). Após dez anos sendo realizado em São Paulo, a realização do evento no Rio de Janeiro neste ano possibilitará atender a uma antiga demanda de instituições tradicionalmente presentes ao evento como FIOCRUZ (Farmanguinhos e Biomanguinhos), IVB, UFF, UFRJ, UERJ, UEZO, BNDES, Finep, INPI etc.

O evento será o fórum para ​o debate ​sobre políticas públicas de fomento ​à inovação da indústria farmacêutica como base para os programas de acesso universal aos medicamentos do sistema público de saúde. Por outro lado, vai debater como incentivar o setor produtivo a elevar a sua competitividade para assegurar o desenvolvimento da oferta local de medicamentos em geral. Além disso, será a oportunidade de estruturar uma plataforma para a formulação e validação de uma pauta base para o crescimento dos setores farmoquímico e farmacêutico com fabricação própria, visando reduzir as dificuldades no âmbito regulatório, legal, patentário e de oportunidades em subvenção.

Além disso, o momento político do país recomenda que esta pauta base desenvolvida na 11ª edição do ENIFarMed seja levada a todas as mídias e aos meios políticos para servir de guia nas formulações setoriais de suas plataformas políticas, considerando que o tema das eleições dominará a agenda de 2018.


Mais informações aqui.

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Na tarde desta terça-feira, o auditório do Parque Tecnológico da UFRJ sediou a palestra "A força da comunicação", ministrada por Heloisa Fischer, colaboradora da Agência UFRJ de Inovação e consultora de linguagem clara.

De acordo com o que foi explicado, “uma comunicação está em linguagem clara quando o texto, a estrutura e o design são tão claros que o público-alvo consegue encontrar facilmente o que procura, compreender o que encontrou e usar essa informação”.

Usar linguagem clara significa priorizar o leitor. Descobrir o que os leitores querem saber, de que informação precisam, e ajudá-los a alcançar suas metas. O objetivo é que o leitor consiga compreender um documento escrito em linguagem clara logo na primeira leitura. Mas além disso, a linguagem clara também inclui questões relativas a design, diagramação etc.

Não é difícil de entender a importância deste tema quando se leva em consideração que vivemos em um país em que 65 milhões de pessoas não possuem sequer o ensino fundamental completo e o analfabetismo funcional atinge 27% da população. Heloisa explicou que textos fáceis de entender ajudam a construir uma sociedade com relações mais honestas e comunicação mais ágil, por exemplo.

Mais informações sobre o tema estão disponíveis no site www.comclareza.com.br.

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A Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa, em parceria com o Parque Tecnológico da UFRJ, premiará cinco trabalhos desenvolvidos, entre os programas de pós-graduação da Universidade, que tenham como tema Ações Afirmativas. O objetivo é dar visibilidade às suas diferentes abordagens, como a importância para a visão inclusiva de sociedade, a interface com a temática dos direitos humanos e o papel do ensino universitário neste debate.

Para concorrer ao prêmio Ações Afirmativas da UFRJ, o trabalho deve atender aos seguintes critérios:

- Pelo menos um dos seus autores deve ter mantido vínculo formal com programas de pós- graduação da UFRJ como discente em 2016 e/ou 2017;
- Ter sido produzido nos últimos dois anos (2016-2017);
- Analisar dados relacionados à inclusão de grupos excluídos e marginalizados ou propor ações, técnicas, sistemas, equipamentos e similares, visando à inclusão e/ou melhoria da qualidade de vida de grupos excluídos e marginalizados por questões étnicas, limitações físicas ou psicológicas, de gênero etc.

Serão considerados como critérios para a análise dos trabalhos a originalidade ou o caráter inovador, bem como a profundidade de suas análises ou o potencial de aplicabilidade prática.

As inscrições devem ser realizadas até o dia 15/12/17, na Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PR-2).

Rua Paulo Emídio Barbosa, 485, Quadra 1A

Parque Tecnológico da UFRJ, Ilha do Fundão - Rio de Janeiro, RJ

CEP: 21941-907

Horário de atendimento presencial: segundas, quartas e sextas das 10h30 às 15h.

Aos cuidados de Liliane Lopes Brandão Trocate.

Acesse o edital completo e o formulário de inscrições na página a seguir: http://www.pr2.ufrj.br/noticia/1484

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30/10/2017 - Inscrições abertas para Minicurso de Inovação e PI para Empresários

O INPI está com inscrições abertas para o Minicurso de Inovação e PI para Empresários, a ser realizado em 24 de novembro. São 40 vagas e o curso é gratuito. As incrições podem ser realizadas através deste link. O objetivo é capacitar recursos humanos do setor empresarial para utilizar de maneira eficiente os instrumentos de PI e proporcionar um maior entendimento sobre a importância da propriedade industrial (PI) para o processo de inovação.


26/10/2017 - Inscrições abertas para curso "Oficina de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas"

O INPI está com inscrições abertas para o curso "Oficina de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas", a ser realizado em 23 de novembro. Os participantes deverão, ao final do curso, ser capazes de identificar o que são indicações geográficas diferenciando-as das marcas coletivas; reconhecer as diferenças entre a indicação de procedência e a denominação de origem identificando corretamente os usos delas em casos concretos; bem como adquirir noções gerais sobre os pedidos de registro de marcas coletivas e de indicações geográficas. São pré-requisitos ter concluído ou o Curso Básico de P.I., modalidade presencial, promovido pelo INPI; ou o Curso Geral de Propriedade Intelectual [DL 101 P BR] , modalidade à distância, promovido pelo INPI & OMPI a partir do ano de 2012. O curso é gratuito e as inscrições ocorrem até 12 de novembro através deste endereço.


26/10/2017 - Inscrições abertas para curso à distância de Propriedade Intelectual

No dia 7 de dezembro, o INPI irá promover, em parceria com a Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI), a segunda edição da "Oficina de Propriedade Intelectual para Profissionais de Comunicação Social". O evento é gratuito e será realizado na cidade do Rio de Janeiro. As inscrições vão até o dia 28 de novembro e as vagas são limitadas. O treinamento tem o propósito de auxiliar os profissionais da área para uma abordagem estratégica dos temas ligados à propriedade intelectual e à inovação tecnológica, além de apresentar fontes de informação confiáveis para pesquisas sobre PI. Dentre as temáticas a serem abordadas estão: os ativos de PI e a importância da proteção; o contexto geral e a simplificação dos temas ligados à PI; e a questão da quebra de patentes e o licenciamento compulsório, por exemplo. As inscrições devem ser feitas por meio deste link.


16/10/2017 - Inscrições abertas para curso à distância de Propriedade Intelectual

Estão abertas, até o dia 21 de outubro ou enquanto houver vagas, as inscrições para a 4ª edição de 2017 do Curso Geral de Propriedade Intelectual à Distância (DL 101P BR), oferecido pelo INPI em parceria com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). O curso é on-line, gratuito, possui carga horária de 75 horas e apresenta uma visão geral sobre diversos temas relativos à Propriedade Intelectual, com enfoque na legislação brasileira. O curso será realizado entre os dias 23 de outubro e 22 de dezembro, com o exame final entre 17 e 19 de dezembro. As inscrições devem ser feitas por meio deste link.


 

 

leticiasiraA aluna de doutorado da Coppe/UFRJ Letícia Raposo desenvolveu um sistema capaz de identificar mutações do HIV que provocam resistência ao tratamento da doença. Batizado de SIRA - HIV (Sistema de Identificação de Resistência aos Antirretrovirais), o sistema faz parte de sua pesquisa de doutorado, sob a orientação do professor Flavio Nobre, do Laboratório de Engenharia de Sistemas de Saúde, Programa de Engenharia Biomédica da Coppe.

Atualmente a escolha dos medicamentos usados no combate ao HIV se baseia nos resultados obtidos pelos sistemas tradicionais, que identificam apenas as mutações majoritárias, ou seja, as que se encontram em alta frequência na população de vírus que circula no paciente (acima de 20%). "Já o SIRA-HIV, que trabalha com o resultado do sequenciamento da nova geração, a Next Generation Sequencing (NGS), identifica as mutações majoritárias e minoritárias (acima de 1%) do HIV", explica Letícia, que é bolsista nota 10 da Faperj e estima defender sua tese na Coppe até fevereiro de 2018.

No mês de julho a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta sinalizando a tendência de aumento de resistência do vírus HIV aos medicamentos existentes. No relatório divulgado, a OMS aponta que mais de 10% das pessoas em tratamento antirretroviral possuem vírus resistentes a algum medicamento. Esse percentual foi encontrado em 6 dos 11 países analisados na África, Ásia e América Latina. Outro relatório, do Programa da Organização Mundial da Saúde sobre Aids (Unaids), revela um aumento de 18% no número de pessoas com Aids no Brasil, entre 2010 e 2015. Essa população saltou de 700 mil para 830 mil pessoas. Hoje a doença é a causa de 15 mil mortes por ano no país.

Fruto de uma parceria entre o Laboratório de Engenharia de Sistema de Saúde da Coppe e o Laboratório de Virologia Molecular do Departamento de Genética do Instituto de Biologia da UFRJ, o SIRA-HIV é uma ferramenta de bioinformática que permite avaliar de forma rápida e eficiente a resistência de cada paciente às drogas antirretrovirais.

“O SIRA torna possível executar uma medicina personalizada, com a aplicação de medicamentos adequados a cada paciente. Os resultados apresentados abrem perspectivas para o desenvolvimento de sistemas similares que, aplicados a outras doenças, poderão prever reações adversas a medicamentos e possibilitar a escolha de outros mais adequados”, explica o professor Flavio Nobre.

Sobre o sistema

O SIRA – HIV integra três principais sistemas utilizados no mundo para testes de genotipagem: o americano Stanford HIV DrugResistanceDatabase (HIVdb), a Agência Nacional Francesa de Pesquisas sobre Aids e Hepatites Virais(ANRS) e o REGA Algorithm.

Robusto, o sistema desenvolvido na Coppe é capaz de analisar sequências de nova geração com o objetivo de identificar as mutações majoritárias e minoritárias presentes no vírus. Além disso, o novo sistema classifica o nível de resistência dos pacientes aos medicamentos.

“Isso tudo possibilita antecipar predisposições a resistências futuras, contribuindo para a escolha de medicamentos mais adequados e eficazes. O Sistema Único de Saúde (SUS) realiza cerca de 6 mil testes de genotipagem por ano. Estima-se que esse número possa chegar a 12 mil testes, capaz de ser coberto pela tecnologia de NGS acoplada à interpretação do SIRA-HIV”, em sua capacidade de multiplexação de diferentes alvos terapêuticos e pacientes para cada ensaio”, ressalta o professor de Genética do Instituto de Biologia da UFRJ, Rodrigo Brindeiro.

Segundo Mônica Arruda, professora visitante e biotecnóloga do mesmo departamento, o médico também poderá prever, não só o impacto da terapia de resgate no vírus resistente majoritariamente circulante no paciente em falha terapêutica, como também os padrões futuros de resistência viral às terapias de resgate pela fixação das populações mutantes minoritárias.

Vantagens do SIRA-HIV

A maioria das ferramentas de bioinformáticas utilizadas pelos sistemas para identificar as mutações dos vírus exigem do usuário domínio de linguagem de programação, o que limita a utilização pelos laboratórios médicos e pelos pesquisadores que estão buscando avanços na área.

Desenvolvido com o apoio do CNPQ e da Capes, o SIRA-HIV vem sendo testado no Laboratório de Virologia Molecular da UFRJ pelo biólogo Guilherme Borba, que o está comparando com outro sistema, o HyDRA Web, já em uso pelo governo canadense. Segundo Guilherme, o sistema brasileiro apresenta algumas vantagens em relação ao canadense.

“Apesar do Hydra também analisar dados de sequenciamento de nova geração, ele fornece apenas as mutações do vírus, não apresentando os níveis de resistência aos medicamentos, o que obriga o usuário a buscar os sistemas internacionais para realizar a classificação manualmente”, explica Guilherme.

Segundo Letícia, o sistema brasileiro já fornece a classificação, dispensando essa última etapa. Além disso, sua análise é mais detalhada devido ao fato de que usa um algoritmo que foi desenvolvido especificamente para caracterização de vírus.

“O SIRA-HIV já foi validado. No momento, estamos realizando os últimos testes de usabilidade, a fim de tornar o sistema ainda mais amigável para o usuário”, conclui Letícia.

reuniaoprotocolodemadriEm reunião no dia 24 de outubro, no escritório da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), no Rio de Janeiro, o INPI apresentou o projeto de adequação da estrutura do Instituto, passo fundamental para a possível adesão do Brasil ao Protocolo de Madri, uma vez que a Presidência da República encaminhou, em junho deste ano, mensagem sobre o tema ao Congresso Nacional.

Atendidas as necessidades operacionais do Instituto, o projeto prevê que, no fim de 2018, o prazo de registro de marcas no Brasil passará dos atuais 25 meses (marcas sem oposição) para os 18 meses exigidos, ficando o INPI em condições de iniciar a recepção de pedidos internacionais, via Sistema de Madri, em 2019.

Por videoconferência, o diretor-geral da OMPI, Francis Gurry, destacou a importância da propriedade intelectual nas negociações globais, e mais especificamente sobre as marcas e o Sistema de Madri. Ele reforçou o apoio da organização ao INPI para o sucesso da implantação do projeto.

O diretor regional do Escritório da OMPI no Brasil, José Graça Aranha, apresentou um panorama do Sistema de Madri, o qual permite o registro internacional de uma marca em vários países, com significativa redução de custos, rapidez e facilidade na gestão de portfólios de marcas. Segundo Graça Aranha, há 1,3 milhão de marcas registradas no sistema, que tem 116 países cobertos por 100 membros, o que representa 80% do comércio mundial

Por sua vez, o presidente do INPI, Luiz Otávio Pimentel, falou da importância da adesão do Brasil ao Protocolo de Madri, o que permitirá a internacionalização de diversas marcas de empresas brasileiras. No entanto, ele reforçou, entre outras medidas, a necessidade de adequação do Instituto, principalmente no que se refere à infraestrutura de tecnologia da informação e à autorização para contratação, por concurso público, de novos examinadores de marcas e técnicos.

Pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), estiveram presentes: o Embaixador Carlos Márcio Cozendey, subsecretário-geral para Assuntos Econômicos e Financeiros; o Ministro Pedro Miguel da Costa e Silva, diretor-geral do Departamento Econômico; e o Conselheiro Daniel Roberto Pinto, chefe da Divisão de Propriedade Intelectual.

Além do presidente do INPI, também participaram Leila Campos, diretora-substituta de Marcas, Desenhos Industriais e Indicações Geográficas; Schmuell Cantanhede, coordenador-geral de Marcas; Pedro Burlandy, coordenador-geral de Planejamento e Gestão Estratégica; Leopoldo Coutinho, coordenador de Relações Internacionais; e membros de suas equipes.

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A 16ª Conferência Anpei de Inovação, realizada pela Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras, acontecerá neste ano em Belo Horizonte, entre os dias os dias 30 de outubro a 1º de novembro no ExpoMinas, em Belo Horizonte – MG.

Com o tema “Vivendo a inovação em um mundo em transformação”, a 16ª edição da Conferência Anpei de Inovação, realizará palestras com especialistas nacionais e internacionais, que irão abordar tendências e movimentos no Brasil e no mundo que podem auxiliar o país nas políticas e práticas para o setor de PD&I e o ambiente de negócios, apresentados em um layout integrador, painéis simultâneos, experimentações, networking e vivências se integrarão no mesmo espaço.A programação também inclui apresentações de cases de inovação em sessões paralelas.

Segundo os comitês técnico e executivo, esse momento é uma excelente oportunidade para que as empresas mostrem o seu esforço inovativo e compartilhem experiências com um público bastante especializado, fazendo benchmarking de suas práticas com outras companhias.

A Anpei destaca a importância de debates com a iniciativa privada, o governo e instituições científicas e tecnológicas para traçar melhores políticas e práticas para fomentar a inovação no país, e acredita que esse é o caminho para que o Brasil se conecte com o mundo e participe ativamente, tanto nas cadeias nacionais e internacionais de ciência, tecnologia e inovação, quanto em diferentes mercados, gerando produtos e serviços de alto valor agregado.

Inscrições pelo site: http://www.anpei.org.br/conferencia2017/inscricoes.


Diretora executiva do governo de Utah participará do evento

kristencoxKristen Cox, diretora executiva do governo de Utah, irá apresentar o modelo de gestão que lhe rendeu o título de melhor gestora pública dos Estados Unidos em 2016, o Success Framework, durante a 16ª Conferência Anpei de Inovação. “O objetivo é apresentar o modelo de gestão utilizado no governo de Utah, com foco em melhorar os resultados e em criar a capacidade de fazer mais com menos recursos. Utilizamos a Teoria das Restrições, que é empregada em empresas e governos ao redor de todo o
mundo”, aponta Kristen.

De acordo com a diretora executiva, o Success Framework, desenvolvido com base na metodologia da Teoria das Restrições, engloba um conjunto de princípios e ferramentas de gestão que auxiliam agências de governo a obter maior valor para cada dólar dos contribuintes investido. “Esta estrutura foi implementada há quatro anos. A primeira fase do programa focou em aumentar o desempenho dos principais sistemas governamentais em pelo menos 25%. Com esse objetivo cumprido, o programa se concentra, atualmente, na construção da capacidade interna dentro das agências para dimensionar e sustentar essa abordagem”, aponta.

A Teoria das Restrições difere-se de outras metodologias de melhoria, na medida em que foca nas menores mudanças organizacionais necessárias para gerar os maiores aumentos de desempenho. “O desperdício e a variabilidade existem em todos os departamentos de uma organização. Se a liderança tentar focar, simultaneamente, em todos os pontos que necessitam de melhorias, toda a organização ficará dispersa e sem uma melhoria mensurável. A Teoria das Restrições concentra o tempo de gerenciamento nas poucas restrições que bloqueiam o cumprimento do objetivo principal da organização”, explica Kristen Cox.

O painel internacional intitulado “Case de Utah (EUA): Resultados excepcionais utilizando a Teoria das Restrições”, será composto por Kristen, que irá debater sobre o tema do ponto de vista da gestão pública, e pelo presidente do conselho e CEO da Neogrid, Miguel Abuhab, que irá abranger o ponto de vista da gestão privada e trazer a discussão para o cenário brasileiro. Moderado por Aureo Villagra, CEO da Goldratt Consulting Brasil, o painel acontecerá no dia 1º de novembro às 11h no Palco Minas Digital.

 

Ação iTec reúne empresas, ICTs e agências do governo em apresentações de desafios e oportunidades tecnológicas durante a 16ª Conferência Anpei de Inovação

O Programa iTec, iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) com execução da Anpei em prol do desenvolvimento da inovação aberta com transferência de tecnologia entre empresas de todos portes, instituições de pesquisa e agências do governo, realizará a Ação iTec nos dias 31 de outubro e 1° de novembro no Palco Ouro Preto Valley da Estação Experiência, durante a 16ª Conferência Anpei de Inovação, no ExpoMinas, em Belo Horizonte - MG.

A iniciativa tem início às 14h do dia 31 de outubro com a palestra “Inovação Aberta: oportunidades e desafios do ecossistema brasileiro de inovação”, com a participação de Jorge Mário Campagnolo, Secretário Substituto de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTIC, e Luiz Mello, vice-presidente da Anpei. Logo em seguida, o painel “Oferta e demanda tecnológica: aprendizados e evolução” reunirá palestrantes da Techmall e Vale para apresentar suas experiências com inovação aberta.

O Comitê de Negociação e Relacionamento Institucional (CORI) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) apresentará seus programas de parcerias estratégicas, assim como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) irá falar sobre recursos para parcerias e novas tecnologias.

A Saint Gobain do Brasil irá apresentar alguns de seus desafios tecnológicos em inovação aberta. E as oportunidades ficarão por conta da Embrapa, que falará sobre inovação aberta no agronegócio; do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, que irá expor sobre inovação aberta no IPT e o novo modelo Embrapii-Sebrae; e da Fundação Educativa de Rádio e Televisão Ouro Preto, que apresentará o IOT 4 Mining, centro de tecnologias de Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial (AI) para a indústria de mineração em Minas Gerais.

No segundo dia de evento, a Ação iTec tem início com o “Workshop como estruturar sua estratégia de inovação aberta: do tema a seleção de parceiros”, ministrado pela Techmall. Em seguida acontece o painel “Contratos Sebrae/Senai e Sebrae/Embrapii: aproximando startups de grandes empresas”, que também falará sobre a parceria da Embrapa Agorenergia com a Embrapii. Nesse dia também acontecerão palestras de facilitadores. Às 11h será debatido o “Uso de informações tecnológicas na identificação de oportunidades e áreas a desenvolver iniciativas de inovação aberta”, ministrada pela Clarivate. E às 14h, o BNDES falará sobre soluções tecnológicas. No fim do dia, a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) apresentará sua demanda tecnológica no setor automotivo e o Sebrae irá expor uma oferta tecnológica para a mesma área.

O Programa iTec conta com um Comitê Técnico composto pelas seguintes organizações: MCTIC, Anpei, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Senai, Sebrae, Confederação Nacional da Indústria (CNI), Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec), BNDES e Finep. São parceiros da iniciativa: Unesco Brasil, Movimento Brasil Competitivo (MBC), Embrapa, Embrapii, INPI e CNPq.

Visite o site da Plataforma iTec: www.plataformaitec.com.br, conheça os desafios postados, proponha soluções tecnológicas a eles e utilize a ferramenta de inovação aberta para fomentar a inovação na sua empresa ou instituição.

cursodecompostagem

 

A compostagem pode ser entendida como o processo de reciclagem da matéria orgânica. É uma opção de tratamento descentralizado que estabiliza os substratos orgânicos, elimina patógenos, reduz a poluição em diversos aspectos diretos e indiretos e produz um material que pode ser usado na agricultura e na recuperação de áreas degradadas: o composto orgânico. É um processo biológico de ecologia complexa que depende da ação de variados grupos de microorganismos, bem como de equilíbrio físico-químico do meio.

O grupo MUDA UFRJ - Mutirão de Agroecologia nasceu em 2009 na Engenharia Ambiental e atua com Ensino, Pesquisa e principalmente Extensão de forma interdisciplinar. Sua história é marcada por diversos experimentos e projetos de compostagem. O maior e mais recente é o projeto de Iniciação Científica “Avaliação Experimental da Compostagem dos Resíduos Orgânicos do Restaurante Universitário do CT”, que tem como objetivo estudar um projeto piloto que viabilize o tratamento biológico dos resíduos orgânicos de toda Cidade Universitária.

Para dar continuidade à pesquisa e promover a capacitação de novas pessoas será promovido um curso de compostagem. Trata-se de um curso teórico e prático de capacitação que oferece certificado e valida horas de atividades complementares. Orientado pela Profa. Monica Pertel, do Departamento de Recursos Hídricos e Meio Ambiente (DRHIMA) e executado pelo bolsista de iniciação científica Tomé Lima, estudante de Engenharia Ambiental. O pátio de compostagem fica localizado no LaVAPer - Laboratório Vivo de Agroecologia e Permacultura, na entrada de carros do estacionamento do bloco A do CT.

Serão 6 encontros às segundas feiras entre 15h e 17h30, começando no dia 30/10/2017 e encerrando no dia 11/12/2017. Para participar basta preencher o formulário de inscrição, disponível no site muda.poli.ufrj.br.

Para tirar qualquer dúvida sobre ou saber mais sobre as demais atividades do MUDA, basta entrar em contato com e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

oficinapatrimoniogenetico

A Fiocruz, a ABIFINA, a Agência UFRJ de Inovação e a UEZO, em parceria com a L'oréal Brasil, realizarão, no dia 8 de novembro, a oficina “Patrimônio Genético e Conhecimento Tradicional Associado: a Lei da Biodiversidade na prática”.  O evento conta com apoio cultural do Museu de Arte do Rio, local que sediará a oficina.

Com a realização da Eco-92 no Rio de Janeiro, foi publicada a Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB, 1992), ratificada por mais de 180 países em todo o planeta. A CDB foi um marco ao reconhecer a soberania dos países em relação a seus patrimônios genéticos, bem como os direitos dos povos tradicionais sobre o conhecimento tradicional associado com a biodiversidade, determinando a necessidade de partilha justa e equitativa dos benefícios oriundos do acesso ao Patrimônio Genético (PG) e ao Conhecimento Tradicional Associado (CTA). A partir daí, foram publicadas a Medida Provisória 2.186/2001 e a Lei 13.123/2015 para regular o acesso ao PG e ao CTA.

Deste modo, tornou-se imperioso um diálogo entre governo, comunidades tradicionais, academia e empresas, buscando traçar melhores rumos para o aproveitamento ético e sustentável da riqueza da sociobiodiversidade brasileira.

Tendo isso em vista, o objetivo do evento a ser realizado em novembro é promover um debate entre diferentes atores da sociedade civil e do governo, vinculados à Lei da Biodiversidade - Lei 13.123/2015, no que tange ao acesso ao Patrimônio Genético e Conhecimento Tradicional Associado, sobre a interoperabilidade da plataforma do Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado (SisGen).

Como produto final, buscar-se-á testar e avaliar o SISGEN com usuários da indústria, academia, e outros atores vinculados ao conhecimento tradicional associado para elaboração de um relatório técnico com propostas de melhorias da plataforma.

Os interessados em participar podem fazer suas inscrições gratuitamente através do endereço https://www.sympla.com.br/oficina-de-patrimonio-genetico-e-conhecimento-tradicional-associado__198126

Data: 8 de Novembro de 2017
Horário: 09:00 às 18:00h
Local: Museu de Arte do Rio (MAR), Sala Escola do Olhar 2.2.
Praça Mauá, 5 - Centro, Rio de Janeiro – RJ


Programação:

09h30
Abertura do Evento

09h30 – 10h30
Palestra “Panorama atual da legislação de acesso ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional associado”
Palestrante: Rafael Marques - Diretor do DPG/MMA

10h45 – 12h00
Mesa-redonda “A lei da biodiversidade sob a perspectiva dos diferentes atores da sociedade civil
Moderadora: Fabiana Munhoz (L´Oréal)
Manuela da Silva (Fiocruz)
Ana Claudia Oliveira (ABIFINA)
Maira Smith (MJSP e FUNAI)

12h00 – 12h30
Evento Cultural

12h30 – 14h
Almoço

14h – 16h
Oficina Prática de Navegação pelo SisGen
Tutores: Manuela da Silva (Fiocruz), Ana Claudia Oliveira (ABIFINA), Rafael Marques (DPG/MMA), Natália Brayner (IPHAN)

16h15 – 17h45
Elaboração de Relatório/Propostas de ajustes para a versão 2 do SisGen

17h – 18h
Encerramento

parqueyoutube

 

No dia 17 de outubro, o Parque Tecnológico promoveu, como parte do ciclo de palestras Open Talk, o evento “Gestão de Projetos em Inovação”. A atividade foi feita em parceria com a Internacional Project Management Association (IPMA) e o Instituto de Desenvolvimento de Gestão e Projetos (IDGP).

Dividida em duas partes, a palestra foi realizada por Raphael Albergarias, especialista em gestão de projetos, consultoria empresarial e educação executiva e Ricardo Soares, mestre em Ciências Jurídicas e Empresariais. Raphael abordou temas como o conceito de inovação no cenário empresarial, citando os cases da Airbnb e da 3M Company. Ricardo Soares falou sobre sua experiência na área de desenvolvimento gerencial em empresas de médio e grande porte. Ele também abordou as competências que considera fundamentais para um gestor de projetos, divididas em três categorias: competência comportamental, técnica e contextual.

A competência comportamental envolve assumir atribuições diferentes e a adaptação à rotina de trabalho, ou seja, a predisposição para aceitar mudanças. A competência técnica é aquela aprendida por meio da educação formal, cursos de habilitação profissional e experiência acumulada durante a vida. Por fim, a competência contextual contempla os aspectos do gerenciamento de recursos humanos relacionados a projetos e programas dentro da empresa.

Segundo ele, um gestor de projetos também precisa pensar no coletivo. Um exemplo citado foi dar uma premiação por resultado para a equipe toda e não para um indivíduo, gerando assim maior engajamento entre os profissionais. Ricardo finalizou a palestra afirmando que é importante que os profissionais aprendam sobre a cultura das empresas para entenderem as demandas e criarem sintonia com os colegas no ambiente de trabalho.

dianacionaldainovacao

 

No Dia Nacional da Inovação, lembrado hoje (19), entidades de pesquisa e indústria e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) defendem mais investimentos no setor. A data foi criada para lembrar que a inovação contribui para o desenvolvimento do país e para a sua inserção em um cenário internacional marcado por novidades tecnológicas que vão da inteligência artificial à investigação de códigos genéticos, passando pela diversificação de fontes energéticas e pela exploração do espaço sideral.

O Brasil, que é a nona economia do mundo, ocupa atualmente a 69ª posição no Índice Global da Inovação, atrás de nações de dimensões menores, como Bahrein, Ilhas Maurício, Panamá, Sérvia, Lituânia e Armênia. A colocação do país permaneceu estável em relação a 2016, e subiu uma posição se comparada com 2015. A situação atual representa uma piora frente a anos anteriores. Em 2011, o Brasil chegou a ocupar o 47º lugar.

O levantamento existe desde 2007 e é produzido pela Universidade de Cornell, dos Estados Unidos, com apoio da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). São medidos indicadores como registro de patentes, bens e serviços criativos, investimento em educação, criação e difusão de conhecimento, força de trabalho e adoção de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs).

Entre os aspectos considerados para compor o índice do Brasil, os mais mal avaliados são o ambiente político e de negócios, a educação universitária, a infraestrutura geral (como rede elétrica e formação de capital bruto) e o impacto do conhecimento. Já as áreas com melhor situação são o tamanho do mercado, a sofisticação dos negócios e a absorção de conhecimento (incluindo pagamentos relativos a propriedade intelectual).

TICs

Parte importante da inovação atualmente está relacionada às Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs), base da economia digital. No relatório mundial sobre o tema, lançado pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, na sigla em inglês), o Brasil aparece em 7º na categoria de valor agregado de serviços de TICs, em uma lista das dez maiores economias. Os mais bem colocados são Estados Unidos, União Europeia, China, Japão e Índia. A soma brasileira representa 2% do volume de recursos adicionado pelas nações pesquisadas, que chegou em 2015 a US$ 2,657 trilhões.

No ranking de fabricantes de computador, constante no mesmo relatório, o Brasil cai para a última colocação (10ª). Os principais produtores são China, Estados Unidos, União Europeia, Coreia e Japão. Quando considerada a força de trabalho no setor de informação e comunicação, o país sobe para o 5º lugar. O país não aparece entre os 10 primeiros nas categorias de exportações de serviços de telecomunicações e de computadores e na lista de uso de robôs em fábricas.

Prioridades

Para o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu de Castro Moreira, não há cultura de inovação tanto em empresas quanto no Estado. Esse quadro ocorre por uma dificuldade das companhias de arriscar em investimentos em pesquisa, pela debilidade das políticas públicas de incentivo, pelo ambiente regulatório muito burocrático e pelo descompasso entre a ciência produzida na universidade e o desenvolvimento no setor privado.

“A gente compra muito de fora produtos com tecnologia agregada, enquanto nossa lógica comercial é focada muito na venda e exportação de produtos de baixa tecnologia. A gente não vai dominar todos os ramos, mas temos de apostar em grandes desafios a partir da escolha de prioridades. O país tem gigantesco potencial de recursos naturais e isso pode ser um grande programa mobilizador para a ciência brasileira”, defende Castro.

Investimentos

A diretora de Inovação da Confederação Nacional da Indústria, Gianna Sagazio, concorda que para qualificar o setor, são necessários mais investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Segundo a diretora, historicamente o índice desse tipo de aporte no Brasil tem sido de cerca de 1,2% do Produto Interno Bruto, enquanto esse percentual é de 4,4% em Israel, 3,2% na Suécia, 2,8% nos Estados Unidos e na Alemanha, 2,2% na França e 2% na China, por exemplo.

A ampliação de recursos voltados ao setor, acrescenta a representante da CNI, precisaria de mais estímulos, como melhor qualificação da força de trabalho pelas universidades, maior atuação de centros de pesquisa, qualificação do marco regulatório e a oferta de mais recursos.

“As empresas não inovam sozinhas, mas dentro de um ecossistema. A gente está na contramão do resto do mundo. Enquanto países desenvolvidos estão colocando mais recursos, a gente em uma situação inversa. Neste ano, tivemos corte de 44% no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), tivemos uma grande reserva e contingenciamento no Fundo Nacional para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Isso afeta em muito a inovação empresarial”, pontua Gianna.

Investimentos públicos

O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTIC, Álvaro Prata, reconhece que o momento é de “grandes dificuldades”, mas relata que o ministério vem se esforçando para recuperar o orçamento da área. “Nós gostaríamos que os recursos para a área estivessem sendo menos afetados. Mas estamos em uma perspectiva de recuperar um orçamento mínimo que permita alimentar o sistema de ciência e tecnologia”, afirma.

Entre as ações do MCTIC está a discussão no governo e com o Congresso de um modelo jurídico que impeça contingenciamentos no Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

No curto prazo, acrescenta o secretário, estão sendo preparadas ações como a regulamentação do Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei 13.243/2016), a melhoria da chamada Lei do Bem (Lei 11.196/2005) – que cria incentivos a empresas com pesquisas em inovação – e o estímulo ao empreendedorismo tecnológico.

No médio e longo prazos, um dos desafios é ampliar o investimento do setor privado. “A característica dos países referência para nós é que a maior parte dos investimentos vem do setor privado. O estímulo à pesquisa básica tem que ser apoiado pelo setor público. Mas queremos que o setor privado participe mais”, destaca.

meiPesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) trabalham no mapeamento das inovações que surgirão na indústria brasileira nos próximos dez anos. Parte do estudo foi apresentado no dia 16 de outubro durante a 18ª edição dos Diálogos da Modernização Empresarial pela Inovação (MEI), evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

David Kupfer, coordenador geral do projeto e pesquisador da UFRJ, avalia que a indústria no país está atrasada. “As inovações, hoje, estão numa fase em que não transformam, não melhoram a competição. Mas há grande possibilidade de isso acontecer na próxima década”, disse. Ele explica que não é necessária uma descoberta revolucionária para que a inovação chegue à indústria. “A convergência de tecnologias já existentes, emergentes, ao serem incorporadas, vão provocando o processo de transformação”, disse.

Segundo o coordenador do projeto, na comparação entre as áreas de transformação, chamadas de clusters, a nanotecnologia está entre as mais promissoras, com inovações frequentes e expectativa de amadurecimento em até cinco anos. A biotecnologia, especialmente o sequenciamento genômico, também mostra-se madura, na avaliação do especialista. Além disso, a inteligência artificial no setor de bens de capital encontra-se em fase um pouco mais avançada.

A maior parte dos clusters, no entanto, não tem previsão de avanços no curto prazo. “Em energia, nos próximos dez anos, não devemos esperar nada além de impactos moderados. Não haverá economia que venha a provocar transformações”, disse Kupfer. O especialista também acredita que os carros elétricos, setor que também investe em inovação, devem demorar ainda mais para se tornarem comuns. “O tempo de uso na vida real não é compatível com um prazo tão curto de tempo [de dez anos de investimentos]”.

Internet das Coisas

O especialista da Unicamp Antônio Bordeaux destaca a expectativa de que a Internet das Coisas – integração tecnológica que inclui recursos digitais na linha de produção, que resulta na produção de máquinas e dispositivos conectados – gere ganhos de 20% a 30% em produtividade.

A análise de dados é o diferencial da Internet das Coisas, segundo Bordeaux. “Os tesouros são os dados gerados a partir da observação da linha de produção. O que se coloca nos produtos que saem das fábricas”, disse. O especialista exemplifica com o caso da Tesla, empresa dos Estados Unidos que fabrica carros elétricos de alto desempenho e vende exclusivamente pela internet.

“Ela é, hoje, a empresa de maior aceitação do público no relacionamento com o mercado. Além do desempenho e apelo ecológico, no momento em que o seu carro está andando na rua, você recebe a mensagem sobre como fazer a manutenção, por exemplo”, disse ele.

Bordeaux incentiva os empresários a não esperar por uma iniciativa do governo federal para investir em inovação, pois é necessária agilidade neste campo. Ele também descarta outros receios, como o risco de ataques cibernéticos e a falta de profissionais qualificados. Em sua visão, o investimento em segurança da informação e a qualificação profissional podem superar os obstáculos que venham a surgir.

odontologia

 

No dia 09 de novembro, ocorrerá na UFRJ o Seminário de Inovação Tecnológica em Odontologia, oportunidade em que serão discutidos os temas da Escovação e uso da Alta-Rotação, o popular "motorzinho". O evento é gratuito e começa às 10h, no anfiteatro do Departamento de Prótese e Materiais Dentários, Rua Professor Rodolpho Paulo Rocco, 325, 2o andar, Cidade Universitária.

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Do dia 23 ao dia 26 de outubro, vai acontecer a 27ª Conferência Anprotec de Empreendedorismo e Ambientes de Inovação, maior evento de empreendedorismo inovador da América Latina. Realizada pela Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores) em parceria com o Sebrae, ela conta com a organização local do Parque Tecnológico da UFRJ. Comemorando os 30 anos da entidade, essa edição da conferência tem como tema "Inovação e empreendedorismo transformando cidades".

Serão quatro dias de atividades e trocas de experiências. Entre elas a de Boaz Golany, vice-presidente de Relações Externas e Desenvolvimento do Instituto de Tecnologia de Israel (Technion) na transformação de três cidades: Haifa, em Israel; Nova York, nos EUA; e Guangdong, na China. O evento contará também com palestras de Rubens Barbosa, ex-embaixador do Brasil em Londres e Washington e fundador do Instituto de Internacionais e Comércio Exterior (Irice); e Paulo Barros, carnavalesco que levou tecnologia ao mundo do samba e irá compartilhar sua experiência sobre a inovação que impulsiona as vocações das cidades.

As inscrições estão abertas e toda a programação do evento está disponível no site da 27ª Conferência Anprotec.

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O Programa de Mestrado Profissional em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação (PROFNIT) publicou no último dia 2 o edital para a seleção de candidatos às vaga para suas turmas de 2018.

O programa é voltado ao aprimoramento da formação profissional dos interessados em atuar nas competências dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) e demais ambientes promotores de inovação. Inspirado na experiência bem sucedida do PROFMAT (Programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional), a ideia do PROFNIT é atender à necessidade das Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) de capacitarem seus gestores para a difícil tarefa de conduzir as questões relacionadas aos NITs.

Maiores detalhes podem ser conferidos aqui.

incubadora2011

A Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ anunciou a entrada de cinco novas empresas e passa a totalizar 28 startups residentes. As companhias foram escolhidas em edital lançado em fevereiro deste ano e ficarão incubadas por um prazo de três anos podendo ser renovados por mais dois. As empresas terão à disposição infraestrutura física e tecnológica, além de assessorias e treinamentos para a viabilidade de seus negócios. As empresas selecionadas foram: Green Ant (soluções para gestão de energia elétrica); USSV (desenvolve embarcações autônomas para indústrias offshore, hidroelétrica, de pesquisa e de defesa); Laboratório de Longevidade (plataforma que auxilia gestores a lidarem com os desafios da longevidade); WESPA (sistema inteligente de monitoramento e segurança), e Peça Preço (plataforma que liga a necessidade de revisão e manutenção de veículos aos serviços disponíveis por meio dispositivo de aviso instalado no carro).

saboresesaberesvaldelyNos dias 30 e 31 de agosto, o CCS sediou a 9ª edição do Encontro Sabores e Saberes, organizada através de uma parceria que envolve o Instituto de Nutrição Josué de Castro (INJC), o Sistema de Alimentação da UFRJ e a Agência UFRJ de Inovação. O tema central desta edição foram as “Plantas alimentícias não convencionais (PANC)”.

A solenidade de abertura contou com uma mesa composta por Glória Valéria da Veiga, diretora do INJC, Maria Fernanda Quintela, decana do CCS, Elizabeth Accioly, coordenadora do evento, Carla Diaz, superintendente de integração da PR-5, Luisa Ferrer, estudante de Biologia que integra o Projeto de Extensão Capim Limão, e Ricardo Pereira, coordenador da Agência UFRJ de Inovação.

Plantas alimentícias não convencionais

“Temos uma alimentação monótona e repetitiva 365 dias por ano. As nossas roças e lavouras são monoculturas e a gente retroalimenta isso. Cada um de vocês é parcialmente culpado pela monocultura no campo porque o seu prato é monótono. Você vai 52 vezes por ano à feira pra comprar as mesmas coisas. Você não aceita mudar seus hábitos alimentares.” Foi com um tom crítico que Valdely Kinupp, biólogo e professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas, iniciou sua conferência sobre o assunto que foi o tema da edição de 2017 do Encontro Sabores e Saberes.

Valdely é autor do livro “Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil: guia de identificação, aspectos nutricionais e receitas ilustradas”, escrito a quatro mãos com o botânico Harri Lorenzi. A obra apresenta plantas nativas e exóticas que, apesar de não serem facilmente encontradas nas feiras ou balcões de mercados, são próprias para o consumo. Exemplos não faltam. Bertalha, serralha, caruru, vinagreira, vitória régia, ora-pro-nobis, dente-de-leão, maria-sem-vergonha, jenipapo são apenas algumas das 351 espécies de plantas não convencionais citadas pelo professor em seu livro ao longo de 1053 receitas ilustradas.

“As PANC são plantas que as pessoas não reconhecem como alimentos. Se elas não estão disponíveis no mercado com uma mínima regularidade, ainda que seja sazonal, na minha concepção, são plantas não convencionais”, explicou.

O acrônimo cunhado por Valdely também contempla as plantas alimentícias convencionais que têm partes alimentícias não convencionais, sejam as flores, folhas, o pólen, o rizoma, o caule, a haste, o látex, enfim, tudo aquilo que se pode consumir de forma sólida ou líquida. Muitas dessas plantas caíram em desuso na alimentação humana por causa de modismos temporários, influência da mídia e interesses econômicos. Mas ignorar ou subestimar estas possibilidades em nossa dieta tem consequências que geram um impacto direto em nosso cotidiano, ainda que muitas vezes não nos demos conta.

“Se você tem um prato monótono, você não pode reclamar da monotonia do campo. A nossa agricultura foi simplificada. E a monotonia do campo, a monoatividade, a monocultura, obviamente vai gerar impacto ambiental por demandar grandes quantidades de agrotóxico, além de uma motomecanização pesada que, por sua vez, gera êxodo rural”, avaliou Valdely Kinupp.

De fato, o Censo 2010 do IBGE apontava que a população rural brasileira é de apenas 15,6% do total da população, diante de uma população urbana que já chega a 84,4% do total. Tão alarmante quanto esta desproporção populacional são os dados relativos ao uso de defensivos agrícolas.

Para se ter ideia, desde 2008, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de consumo de agrotóxicos. Enquanto nos últimos dez anos o mercado mundial desse setor cresceu 93%, no Brasil o crescimento foi de 190%, de acordo com dados divulgados pela Anvisa.

A principal bandeira da utilização dos agrotóxicos é, ainda hoje, a ampliação sem precedentes da oferta de alimentos convencionais. Entretanto, este aumento de produtividade também camufla milhares de casos de intoxicação, bem como os efeitos da degradação do solo, o que acaba por retardar a introdução de práticas ecologicamente mais adequadas. Uma delas é justamente o consumo das PANC.

Felizmente, neste sentido a natureza não negou alternativas ao Brasil. Para se ter ideia, estima-se que haja no mundo em torno de 30.000 espécies de plantas com potencial uso alimentício, dentre as quais no mínimo 10.000 são nativas do país. É verdade que apenas uma porcentagem reduzidíssima desta rica diversidade acaba chegando às feiras e supermercados. Segundo Valedely, usamos apenas 0,04% desta riqueza, que representam a média de 150 plantas usualmente comercializadas por aqui.

A solução, aos olhos do professor, reside numa velha lei da economia: “Trata-se de uma questão de oferta e procura. Hoje nós comemos muito de poucas coisas. O homem acabou optando pela especialização em vez da diversificação alimentar. Repensar nossos hábitos também tem o condão de gerar uma demanda induzida para fugir desta restrição alimentar”.

Outra questão importante para ele é que o país conquiste o que chama de “soberania alimentar”. “O Brasil é o país da mega fitodiversidade. Muito se fala sobre biopirataria, mas nós só comemos plantas da Europa ou da Ásia. Além do imperialismo cultural, também sofremos com um imperialismo gastronômico alimentar. No mínimo 52% das espécies consumidas em larga escala no país são de origem euroasiática”, comentou.

Apesar disso, por conta de iniciativas como a da recente edição do Encontro Sabores e Saberes, que demonstram um aumento das discussões acerca das PANC, o professor já consegue enxergar o embrião de uma mudança de postura. “Nunca se falou tanto em PANC neste país. Este termo está saindo muito da boca das pessoas. A questão agora é a conscientização para que as PANC entrem em suas bocas”, brincou.

Os interessados em se aprofundar no tema podem conferir a palestra na íntegra aqui.

Farinha nutritiva à base de banana

Um exemplo de PANC citado por Valdely Kinupp em sua apresentação é o mangará, também conhecido como “coração de bananeira”. Conforme comentou: “Todo mundo conhece a bananeira como uma planta frutífera, mas ainda hoje poucos brasileiros têm consumido com regularidade o ‘umbigo de bananeira’, o ‘coração de bananeira’, que é uma delícia. Dá pra fazer estrogonofe, recheios de torta, de pastéis, bolos. Poderia estar todos os dias em nossos pratos”.

O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de banana, fruta de cultivo simples, de colheita permanente durante o ano e de rica composição nutricional. Para se ter ideia, atualmente, a bananeira é cultivada em todos os estados brasileiros. Apesar disso, a inflorescência da banana é descartada durante a separação do cacho para comercialização da fruta, mesmo contendo índices de nutrientes e de minerais muito superiores àqueles apresentados pela casca e pelo próprio fruto. Este é um típico caso de desperdício que, apesar de ser desnecessário, acaba dando margem a uma nova possibilidade de negócio.

 

farinha nutritiva a base de banana

A Agência UFRJ de Inovação tem em seu portfólio de patentes uma invenção relacionada a isso. Trata-se da “farinha nutritiva à base de banana”, uma farinha natural obtida de inflorescências desidratadas da bananeira. A proteção intelectual da UFRJ também engloba o seu processo de produção. Por conta de seus elevados teores de fibras e minerais (potássio, fósforo, cálcio, magnésio, sódio, manganês, zinco, ferro e cobre), o uso dessa farinha é voltado para a complementação alimentar de mamíferos humanos ou não humanos.

Os interessados em conhecer mais sobre esta tecnologia que está disponível para licenciamento ou parcerias que visem inseri-la no mercado produtivo podem entrar em contato através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

projetocasaufrjOs estudantes, técnicos(as) e funcionários(as) da UFRJ terão uma oportunidade incrível dentro da Universidade! O projeto CASA (Comunidade Acadêmica que dá Suporte à Agricultura), vinculado à Rede de Agroecologia da UFRJ, surgiu com o intuito de promover a aproximação entre agricultores(as) e consumidores(as).

Você sabe de onde vem seu alimento? Quem o produz? E como é produzido? Para nós, que vivemos nas cidades, é comum não sabermos as respostas desses questionamentos. Queremos que os consumidores sejam prosumidores: pessoas ativas, que não apenas comprem os alimentos, mas que se envolvam com todo o processo. Por isso, o projeto vem com o objetivo de promover uma alimentação saudável e consciente, além de estreitar os laços entre o campo e a cidade, não apenas através de uma relação comercial, mas pela troca de experiências e saberes.

E como isso irá ocorrer?

A Feira Agroecológica da UFRJ acontece toda quinta feira em 4 pontos do campus Fundão: Centro de Tecnologia (CT), Letras, Parque Tecnológico (PT) e Centro de Ciências da Saúde (CCS).

A parceria ocorre com o apoio financeiro do(a) prosumidor(a) para que o(a) agricultor(a) possa planejar sua produção e garantir alimentos saudáveis. Dessa forma, o investimento pela produção ocorre antecipadamente e com periodicidade mensal. Este pagamento mensal nos possibilita buscar, semanalmente, no ponto escolhido, uma cesta agroecológica com alimentos colhidos naquela semana, de acordo com a sazonalidade, produzidos com amor, livres de agrotóxicos e fertilizantes químicos!

Para atender melhor a todos, teremos dois tamanhos de cesta:

- A cesta família contará com 6 itens (um tipo de cada), sendo eles: raíz, folha, fruta, legume, tempero e beneficiado. O investimento para essa cesta será de R$35,00/semana;

- A cesta individual contará com 4 itens (um tipo de cada), sendo eles: raíz, folha, fruta e legume. O investimento para essa cesta será de R$25,00/semana.

* O valor investido será entregue no primeiro dia de retirada da cesta, sendo o valor semanal multiplicado pelo número de semanas no mês (exemplo: R$25,00 x 4 semanas = R$100,00)

Se interessou? Para participar, basta preencher o  Formulário de Inscrição e aguardar um retorno via email!

ATENÇÃO: as vagas no CT estão ESGOTADAS e não teremos neste momento o ponto da Letras! Então podem se associar no CCS ou no Parque Tecnológico :)

Mas, caso ainda tenha alguma dúvida antes de se associar, pedimos que escreva para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., que poderemos conversar e esclarecer suas questões!

Dê suporte à agricultura familiar, agroecológica e local! Conheça o alimento que te nutre, e os(as) agricultores(as) responsáveis por levá-los à feira fresquinhos até você!

parquesanguebom

No dia 30 de agosto, o Parque Tecnológico da UFRJ, em parceria com o Hemorio e a Fundação COPPETEC, vai promover a terceira edição de sua campanha de doação de sangue. Para doar sangue é preciso estar alimentado e em boas condições de saúde, ter entre 16 e 65 anos (menores devem ter autorização de um responsável), pesar mais de 50kg e trazer um documento de identificação com foto.

A ação será realizada de 9h às 14h, no auditório do Parque Tecnológico da UFRJ. Antes de doar, recomenda-se fazer refeições leves e não gordurosas. Os interessados em participar deverão enviar um e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

O auditório do Parque fica no prédio da administração do Parque, na Rua Paulo Emídio Barbosa, 485, ao lado do restaurante Couve-Flor. Mais informações sobre doação e sangue no site do Hemorio. Em caso de dúvidas, envie um e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou ligue para 3733-1841.

Nos dias 30 e 31 de agosto de 2017, será realizado o 9º Encontro Sabores e Saberes. O evento é organizado, desde a sua primeira edição (2009), pelo Instituto de Nutrição Josué de Castro, pela Agência UFRJ de Inovação e pelo Sistema de Alimentação da UFRJ/Restaurantes universitários. O tema central em 2017 é “Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC)”. A ideia é desenvolver atividades relacionadas às propostas temáticas das Nações Unidas que decretaram 2017 como o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento. A edição deste ano também marca as comemorações do dia do nutricionista, celebrado anualmente em 31 de agosto.

Ao evento integra-se a Feira Agroecológica, que representa um conjunto de pequenos agricultores do interior do estado do Rio de Janeiro que, semanalmente, expõem seus produtos, oriundos de agricultura familiar e orgânica, no campus Fundão da UFRJ. Além dos agricultores, outros expositores comporão a feira cultural, com ênfase em experiências de sustentabilidade ambiental, geração de renda e inclusão social. A programação (ver cartaz a seguir) inclui palestras, oficinas e apresentação de trabalhos acadêmicos.

As atividades científicas ocorrerão no auditório Hélio Fraga no Bloco K, 2º andar do prédio sede do CCS/UFRJ. As exposições culturais, acadêmicas e a feira agroecológica estarão localizadas no hall do auditório e do bloco L do referido bloco.

O evento é gratuito e as inscrições podem ser feitas a partir deste link: http://saboresesaberes.injc.ufrj.br/inscricao.

Mais informações em: http://saboresesaberes.injc.ufrj.br.

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convite seminario inter v3Nos dias 28 e 29 de agosto, a ABC em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) promovem o "International Seminar on the Promotion, Development, Support and Evaluation of Innovation". O encontro, gratuito e aberto ao público, visa discutir a inovação no Brasil. O evento acontece na sede da ABC e contará com a presença dos presidentes da Academia e da Finep, Luiz Davidovich e Marcos Cintra, respectivamente, além de especialistas convidados.

A dificuldade encontrada pelas agências de financiamento em avaliar os resultados tangíveis e intangíveis dos programas de inovação desenvolvidos com recursos públicos motivou a organização do encontro. O seminário tem, assim, como objetivo a criação de um espaço de diálogo em que será possível analisar e discutir metodologias e experiências de organizações governamentais e empresas privadas, nacionais e internacionais, de programas de promoção e financiamento da inovação. A intenção dos organizadores é suscitar um denso debate nos itens que auxiliarão na formulação e consolidação de uma plataforma de avaliação a ser utilizada por agências como a Finep.

O encontro abordará questões cruciais para o estabelecimento de uma cultura de inovação. As sessões foram organizadas de forma a trazer múltiplos olhares sobre o tema, incluindo não só conferencistas que são referência no país, como também a participação de especialistas estrangeiros, cujas experiências acrescentarão e enriquecerão o debate local.

Ao final das conferências, o membro titular da ABC e professor da Coppe/UFRJ Edmundo Albuquerque de Souza e Silva  conduzirá sessão especial, onde serão apresentadas as conclusões e sugestões metodológicas que poderão ser úteis no aprimoramento das plataformas de avaliação de inovação no Brasil.

O seminário conta com o apoio do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) e do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação da instituição (Pesc/Coppe).

Para participar do evento, é preciso fazer inscrição prévia no link.
Confira aqui a programação completa.
O seminário contará também com transmissão ao vivo, que poderá ser conferida em http://transmissao.abc.org.br.
A ABC vai emitir certificado de participação a quem solicitar.

Serviço


Data: 28 e 29 de agosto de 2017
Local: Sede da Academia Brasileira de Ciências - Rua Anfilófio de Carvalho, 29, 3º andar, Centro - Rio de Janeiro/RJ (próximo ao metrô Cinelândia)
Mais informações: Marcia Graça-Melo
Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. / (21) 3907-8119

eventoacessibilidadeO auditório Professor Rodolpho Paulo Rocco (Quinhentão) foi sede, nos dias 16/8 e 17/8, de uma sensível mobilização em prol do aprendizado e da inclusão de pessoas com deficiência na UFRJ. A primeira edição do Encontro de Sensibilização UFRJ pela Acessibilidade reuniu membros de toda a comunidade universitária em diversos momentos para sensibilizar e informar sobre como tornar a Universidade mais acessível.

O evento, organizado pelo Fórum Permanente UFRJ Acessível e Inclusiva, teve presentes na mesa de abertura o reitor, Roberto Leher; a decana do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Maria Fernanda Quintela; e a presidente do Fórum e docente da Faculdade de Educação (FE), Mônica Santos. Durante a fala inicial, Santos lembrou que mais do que educar é preciso reeducar a sociedade para promover uma inclusão mais plena e ressaltou que a Universidade vem abrindo espaços para tanto. “Oportunidade de firmarmos politicamente um acordo coletivo do que podemos fazer e acolhermos os candidatos. Mais do que receber as diferenças, celebrá-las.”

Leher, por sua vez, enfatizou que, com o contexto difícil em que o país e o mundo vivem, promover a inclusão é de extrema importância. Para ele, o endurecimento dos discursos de ódio contra negros, mulheres, portadores de deficiência, entre outros, é um sinal de que tais grupos sociais têm conquistado cada vez mais seus direitos, fruto de muita luta. “A Universidade é o espaço onde podemos construir conhecimento científico, cultural e artístico para promover a análise dolorosa de nós mesmos para reconhecermos em todos os outros a nossa face” disse.

Na segunda etapa do evento, foram apresentadas as leis que embasam as políticas de acessibilidade, além de um grande momento de sensibilização e educação sobre como lidar com cada deficiência específica, enfatizando que cada pessoa apresenta necessidades diferentes. O professor do Instituto Tércio Pacitti de Aplicações e Pesquisas Computacionais, José Antônio Borges, abordou a importância das tecnologias assistivas na inclusão e como a entrada de pessoas com deficiência pode influenciar no crescimento da ciência, tecnologia e da própria UFRJ. “Com uma universidade mais plural, podemos criar novas tecnologias que possam auxilar na inclusão. Assim podemos usar tecnologia brasileira dentro do país.”

O evento foi encerrado por mais uma edição da plenária do Fórum Permanente UFRJ Acessível e Inclusiva.

Foto: Raphael Pizzino/ CoordCOM UFRJ

temposcompulsivos

 

Em 10 de agosto, o Parque Tecnológico da UFRJ promoveu uma palestra ministrada por Sandra Edler, mestre e doutora em Teoria Psicanalítica pela UFRJ, que recentemente lançou, pela editora Casa da Palavra, o livro “Tempos compulsivos: a busca desenfreada pelo prazer”. O evento foi o segundo encontro do programa Trajetória X, que se propõe a discutir questões de gênero no ambiente de trabalho e no universo do empreendedorismo.

Em sua recente obra, a psicanalista estabelece uma relação entre nosso modo de vida e o crescimento de compulsões pelos mais variados elementos, como alimentos, exercícios, dinheiro, compras, uso da internet, jogos, sexo e até mesmo trabalho.

Antes de chegar às compulsões propriamente ditas, Sandra realizou uma série de abordagens sobre a questão do tempo. Ela esmiuçou, por exemplo, as diferenças entre o tempo cronológico e o conceito de tempo subjetivo. “O tempo cronológico é aquele que pode ser mensurado, é aquele que remete ao Cronos, o tempo inexpugnável que rege os destinos e a tudo devora. Já o tempo subjetivo é o tempo interno, é aquele que guarda relação com o estado de ânimo do indivíduo. Existem momentos em que dois minutos podem parecer uma vida inteira, ao contrário dos períodos de férias, que quase sempre percebemos que passam rápido demais”, explicou.

Ela comentou que uma queixa recorrente nos consultórios hoje em dia é a de que “o tempo é curto”, de que “a vida não cabe nas 24 horas do relógio”. Pesadas rotinas de trabalho, compromissos presenciais e virtuais, listas intermináveis de tarefas que dificilmente conseguem ser cumpridas acabam produzindo pessoas exaustas, sobrecarregadas e, não raramente, frustradas.

“Antes o homem era obediente ao ciclo da natureza, dormia ao escurecer e despertava ao raiar do dia. Hoje subvertemos a noção de dia e noite e usamos, indistintamente, os dois espaços em nossas atividades e lazer”, comentou.

A mudança foi fruto da Revolução Industrial, quando a velocidade das máquinas e da produção invadiu a rotina dos homens, impondo extrema aceleração na maneira de viver. Isso se acentua ainda mais no século XXI com o alto desenvolvimento tecnológico e das comunicações. E estas transformações trouxeram consigo consequências internas que aparecem nos sujeitos na forma de depressões, quadros de violência e como sintomas que são justamente as compulsões.

Na entrevista a seguir, a autora de “Tempos Compulsivos” explora um pouco mais estas questões:

1) De uma forma geral, o que podemos entender por compulsão?

A palavra compulsão sugere coerção, estar compelido a repetir incessantemente, sem a possibilidade de escolha e até mesmo contra a vontade consciente do sujeito. Uma condição de aprisionamento que nem sempre se mostra clara no início. Muitas vezes começa com uma busca por algo prazeroso e, depois de algum tempo, torna-se necessária para que o sujeito continue a viver.

2) Você comentou que uma reclamação cada vez mais frequente nos consultórios psiquiátricos é: "eu não tenho tempo". Em seu recente livro, é feita uma correlação entre os quadros compulsivos e a noção de tempo. Como funciona esta relação?

Traço essa correlação porque cada tempo tem uma marca, um sintoma social. Vivemos um tempo de tanta velocidade e atropelo que facilmente o sujeito cai numa rotina vertiginosa e passa a agir como um autômato, um “zumbi” como muitos depoimentos revelam. Não é difícil nesses "Tempos Compulsivos" desenvolver uma compulsão. Abordo no livro várias condições sociais que abrem espaço à ampliação desses quadros.

3) Quais são os quadros compulsivos mais usuais atualmente?

Dentro da minha pesquisa e experiência clínica aparecem compulsões ligadas à internet (jogos, uso ininterrupto levando a prejuízos na saúde), sexo, distúrbios alimentares de diversos tipos e compulsões ligadas ao uso de álcool e drogas. Noto também ampliação na compulsão às compras.

4) O século XXI parece marcado por um fenômeno que encontra ancoragem nas novas modalidades de mídia: a superexposição. Nossos universos particulares nunca foram tão amplamente visíveis e deliberadamente publicizados. Não mais basta ter. É preciso mostrar que se tem. Não mais basta ser. É preciso mostrar que se é. Neste sentido, as redes sociais de internet despontam como novas arenas para a busca dos “quinze minutos de fama” tão difundidos no imaginário coletivo moderno. Como você avalia o uso que tem sido feito destas ferramentas? Esta ânsia pela visibilidade pode ser considerada uma forma de compulsão?

A virada do século acentuou de maneira significativa o fenômeno da superexposição. A cultura da imagem, a cultura do parecer. Parecer para existir. A internet é uma ferramenta poderosa, capaz de mobilizar grande contingente de pessoas, promover campanhas, levantar recursos e possibilitar grandes causas para o bem comum. No entanto, dado o alto grau de narcisismo que impera na cultura, muitas vezes fica a serviço da exposição de vaidades e, por vezes, mesmo das futilidades do dia-a-dia. Muitas pessoas que visam apenas seus quinze minutos de fama encontram nesse veículo um meio ideal para se promover. Essa modalidade de compulsão foi definida pelo filósofo alemão C. Türcke (Sociedade excitada) e significa postar, responder rapidamente para estar sempre presente nas redes, alimentando o narcisismo e a onipotência.

5) Até que ponto é possível dizer que o narcisismo é uma fonte de compulsões?

O narcisismo está muito associado aos problemas contemporâneos e é alimentado pela cultura do consumo. A compulsão às compras, por exemplo, está associada. A compulsão em retocar constantemente a imagem através de cirurgias e procedimentos estéticos também. Tudo o que se refere ao desespero com a imagem guarda, de uma forma ou de outra, relação com o narcisismo.

6) Como é possível se recuperar de um quadro compulsivo?

Para procurar recuperação de um quadro compulsivo o sujeito deverá buscar ajuda de preferência especializada. E há farto material disponível na internet, junto a grupos de ajuda mútua, palestras, movimentos inclusive gratuitos. Como psicanalista indico, de preferência, o atendimento psicanalítico que por vezes pode não ser o único. Dependendo do contexto poderá haver necessidade de atendimento médico, assistência à família, com a presença de outros profissionais e equipe multidisciplinar.

jornalnacional

O Jornal Nacional estreou ontem uma série de reportagens sobre inovação e o Parque Tecnológico da UFRJ foi destaque com a apresentação da tecnologia de realidade aumentada, produzida em dos laboratórios instalados no Parque, o LAMCE. Confira a matéria no link: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/08/serie-do-jn-sobre-inovacao-mostra-que-futuro-chegou-e-ate-ja-passou.html

simpbiotec

 

Entre os dias 31 de julho e 4 de agosto, ocorreu, nos campi Fundão e Xerém, o Simpósio de Biotecnologia – UFRJ (SimpBiotec), evento que contou com a participação de mais de 110 alunos de graduação e pós-graduação. O simpósio teve como objetivo promover debates multidisciplinares através de palestras e minicursos relacionados às biociências.

Os dois primeiros dias foram voltados exclusivamente a palestras no Centro de Ciências da Saúde (CCS). Nas demais datas, a programação seguiu apenas no campus Xerém, sendo que, em 3 de julho, profissionais da Agência UFRJ de Inovação participaram de discussões relativas ao tema do Empreendedorismo.

“Para o minicurso de Empreendedorismo, convidamos diversos palestrantes que pudessem de alguma forma mostrar aos alunos os caminhos a serem seguidos, as dificuldades a serem vencidas no atual cenário brasileiro e as oportunidades e ajudas que a UFRJ oferece para as pessoas que pensam em inovar e empreender”, explicou Verônica Valadares, uma das organizadoras do evento,

Estas questões foram levantadas através de apresentações como “O papel da Agência no movimento empreendedor e de Inovação Social da Universidade” (por Iris Mara Guardatti, coordenadora de Inovação Social da Agência UFRJ de Inovação) e “Inovação como projeto de vida: desafios para a construção de ambientes de empreendedorismo e inovação” (por Sandra Korman, que também atua na Agência). Lucimar Dantas, gerente da Incubadora de Empresas da Coppe e de articulações corporativas do Parque Tecnológico da UFRJ, também participou do evento explicando como ocorre a interação entre empresas e a Universidade.

Segundo Verônica, que também é aluna de graduação de Biotecnolgia na UFRJ, “a palestra da Iris foi importante, pois ela explicou e exemplificou muito bem o papel da Agência no movimento empreendedor e de inovação social da Universidade”.

A organizadora do simpósio também destacou a apresentação de Sandra Korman. “Foram travadas boas discussões acerca da importância do indivíduo se conhecer, reconhecer a sua situação, vontades e necessidades, além de identificar que é necessário conhecimento sobre o setor no qual se quer atuar para que o sujeito empreendedor comece a traçar seus projetos de vida”, comentou.

“Foi uma ação muito boa, não apenas pela aproximação como pela difusão de experiências, conhecimentos e atividades oferecidas pela Agência naquele campus”, disse Sandra.

Verônica também destacou as possibilidades de integração que o evento proporcionou. “Ao possibilitar que parte do simpósio acontecesse na Baixada Fluminense, acreditamos ter contribuído para a interiorização da informação e da ciência, já que, por causa da distância e outros fatores, muitos alunos de Xerém não conhecem realmente os trabalhos e oportunidades que a UFRJ oferece no Fundão, inclusive o trabalho da Agência”, relatou.

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Apesar de cientificamente avançado, o Brasil ocupa a posição 69 no ranking que avaliou o nível de inovação de 141 países. Por que o Brasil não avança se todos sabem que é impossível que uma sociedade alcance a justiça social e econômica sem promover a geração de bens e produtos baseados no conhecimento?

O diretor do Parque Tecnológico da UFRJ, José Carlos Pinto, discute, em artigo publicado no Valor Econômico e entrevista ao Canal Futura esta questão. De forma crítica, avalia que a interrupção de investimentos na área de ciência e tecnologia pode provocar grandes estragos, capazes de desmontar um patrimônio que só se constrói no logo prazo. Confira abaixo o artigo do Valor Econômico e a matéria do Futura no link https://www.youtube.com/watch?v=cOT7Ql8Xh8U.

 

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Alunos, professores e técnicos da Universidade Federal do Rio de Janeiro realizam, nos dias 16 e 17 de agosto, o I Encontro de Sensibilização UFRJ pela Acessibilidade. O evento vai acontecer no Auditório Professor Rodolpho Paulo Rocco (mais conhecido como Quinhentão), localizado no subsolo do Bloco K do Centro de Ciências da Saúde (CCS), na Cidade Universitária (Ilha do Fundão), à Avenida Carlos Chagas Filho, número 373, no Rio de Janeiro.

O I ESUA é uma promoção da Reitoria por meio do Fórum Permanente UFRJ Acessível e Inclusiva (FPAI), realizado pela Comissão Executiva e pela Câmara Acadêmica do FPAI em parceria com o Instituto Tércio Pacitti de Aplicações e Pesquisas Comunicacionais (NCE/UFRJ) e conta com o apoio do Sistema de Alimentação da UFRJ e da Cibus Empresa Júnior dos Cursos de Gastronomia e Nutrição.

Destinado a todo Corpo Social da Universidade, inclusive aos terceirizados, o I ESUA tem por objetivo elucidar sobre a relevância da acessibilidade e da quebra de barreiras atitudinais e comunicacionais com vistas ao convívio igualitário e à inclusão das pessoas com deficiência no ambiente acadêmico. O evento vai contar com os recursos de LIBRAS e audiodescrição. As inscrições são gratuitas e é imprescindível que sejam feitas previamente, até o dia 14 de agosto, pela internet. Para participar, os interessados devem se inscrever acessando o link disponível no final desta apresentação. Não serão aceitas inscrições no dia do evento.

A programação do I ESUA tem início às 8h da manhã do dia 16 de agosto, com o credenciamento dos participantes. Das 9h às 10h acontece a cerimônia de abertura. Das 10h às 12h, segue-se a apresentação do Módulo de Acolhimento, estruturado em três tópicos. Em forma de palestra, o primeiro e o segundo tópicos reúnem, respectivamente, legislação e orientações para melhor acolher e conviver com pessoas com deficiência a recursos de Tecnologia Assistiva. O terceiro é uma atividade prática, quando os participantes vão vivenciar uma breve experiência com relação à deficiência.  Visando oportunizar a participação no I ESUA a todo Corpo Social da UFRJ, o Módulo de Acolhimento será apresentado também à tarde (das 14h às 16h) e à noite (das 18h às 20h) no dia 16 de agosto e mais uma vez na manhã do dia 17 (das 10h às 12h). Todas as apresentações vão acontecer no Quinhentão onde também encerra-se o I ESUA na tarde do dia 17, das 14h às 17h, com a realização da Plenária mensal do Fórum Permanente UFRJ Acessível e Inclusiva.

Para mais informações, clique aqui.

simposiofarmanguinhos2017

 

Entre os dias 7 e 9 de novembro, a Farmanguinhos realizará a 4ª Edição do Simpósio Internacional sobre Novas Tecnologias e Desafios em Descobertas de Drogas e Produção Farmacêutica. O simpósio tem como objetivo a integração de cientistas e profissionais que atuam na descoberta e desenvolvimento de medicamentos, bem como estimular o debate sobre o investimento na pesquisa de novos compostos bioativos de origem sintética ou de origem na biodiversidade.

Docentes e discentes interessados em submeter trabalhos para o simpósio têm até o dia 30 de agosto para fazê-lo.

O evento ocorrerá na Tenda da Ciência, no Campus da Fiocruz, em Manguinhos, no Rio de Janeiro. As inscrições ficam abertas até o dia 15 de outubro.

Mais informações estão disponíveis em http://symposiumcntp.far.fiocruz.br.

maglev17A partir de hoje, dia 1º de agosto, as viagens demonstrativas do Maglev-Cobra, o trem de levitação magnética da Coppe/UFRJ, serão realizadas, das 11 às 15 horas, todas às terças-feiras. Dessa forma, o veículo circulará duas horas a mais, podendo atender a um número maior de passageiros. Para embarcar e levitar no Maglev, basta se dirigir à estação do Centro de Tecnologia da UFRJ, que fica no segundo andar do Bloco I-2000 (altura do Bloco H), na Av. Horácio Macedo, 2030, Cidade Universitária. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

O Maglev-Cobra completou em fevereiro um ano de testes bem-sucedidos, com mais de 4 mil passageiros transportados. As viagens abertas ao público comprovaram a eficiência, confiabilidade e segurança da tecnologia. A certificação do veículo é o próximo passo para viabilizar a transferência da tecnologia, a fabricação do produto em escala industrial e a sua colocação no mercado.

O Maglev-Cobra é o primeiro veículo no mundo a transportar passageiros utilizando a tecnologia de levitação magnética por supercondutividade. A Alemanha e a China também já fazem experiências com essa mesma tecnologia, mas os seus projetos ainda se encontram em fase de testes em laboratório. Ainda não foram implantadas linhas de teste nestes países. O projeto da Coppe está no nível 6 da escala de evolução utilizada pela Nasa (TRL - Technology Readiness Level), para medir o grau de amadurecimento de uma nova tecnologia. A escala TRL vai até o nível 9, quando o produto está pronto para ser posto à disposição da sociedade, comercialmente.

Um ano de testes bem sucedidos

Desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Aplicações de Supercondutores (Lasup) da Coppe, sob a coordenação do professor Richard Stephan, o Maglev-Cobra é um veículo compacto e leve que se desloca silenciosamente sobre trilhos imantados, sem emitir poluentes. A linha experimental construída na Cidade Universitária é alimentada por quatro painéis de energia solar fotovoltaica.

Planejado para ser uma alternativa de transporte em centros urbanos, o Maglev-Cobra levita sobre esbeltas passarelas suspensas que não competem pelo já reduzido espaço das grandes cidades e cuja construção dispensa as caras e impactantes obras civis dos metrôs e trens de superfície convencionais. Além de ser eficiente do ponto de vista ambiental, é economicamente vantajoso. O custo de implantação por quilômetro é de cerca de 1/3 do valor necessário para implantação de um metrô subterrâneo na mesma extensão.

A expectativa é de que o veículo obtenha a certificação e que, em 2020, entre em operação em uma linha de 5 km, na Cidade Universitária, ligando a Estação de BRT Aroldo Melodia ao Parque Tecnológico, conforme previsto no Plano Diretor da UFRJ. No futuro, a linha poderá ser expandida, fazendo a conexão entre os aeroportos Galeão e Santos Dumont.

backlogdepatentesCom o objetivo de garantir transparência ao processo e alinhar as medidas de combate ao backlog de patente com as demandas da sociedade, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) informam que está aberta uma consulta pública a respeito da proposta de norma sobre um procedimento simplificado de deferimento de pedidos de patente.

A proposta prevê que os pedidos de patente com protocolo do depósito ou do requerimento de entrada na fase nacional realizado até a data da publicação da norma e que aguardam exame serão deferidos no prazo de 90 dias, desde que preencham certos requisitos e não tenham recebido subsídios fundamentados por terceiros. Os pedidos de patente sobre produtos e processos farmacêuticos estão excluídos deste procedimento simplificado. 

Os interessados terão até 21 de agosto de 2017 para enviar as sugestões. Após este prazo, o MDIC e o INPI vão analisar as propostas recebidas.

Os usuários podem acessar a minuta da norma e a proposta do fluxo administrativo no site do INPI, bem como o formulário para responder à consulta e o documento de justificativa da proposta, na página de Consultas Públicas.

Kit para identificação de aditivos em combustíveis e óleos

O mês de julho está sendo marcado pelo aumento do preço dos combustíveis. Com dificuldades em recuperar a arrecadação, o governo decidiu aumentar tributos para arrecadar R$ 10,4 bilhões e cumprir a meta fiscal de déficit primário de R$ 139 bilhões. O Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre a gasolina, o diesel e o etanol foram majorados para compensar as dificuldades fiscais, segundo nota conjunta, divulgada pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento. A decisão impactou diretamente o mercado do varejo de combustível.

Diante deste aumento de preços, é natural que surjam preocupações acerca da qualidade destes produtos. Atualmente a UFRJ conta com tecnologias relacionadas ao tema disponíveis para licenciamento ou parcerias com possíveis interessados em inseri-las no mercado produtivo.

Uma delas é o "Kit para identificação de aditivos em combustíveis e óleos". O mercado de combustíveis e óleos no Brasil movimenta grande volume de recursos financeiros através de uma cadeia produtiva que conta com diversos distribuidores e revendedores. Por outro lado, a existência destes intermediários aumenta as chances de adulteração dos produtos. E, devido à carência de ensaios para a identificação da presença de aditivos, os consumidores se vêem obrigados a se basearem apenas na credibilidade das empresas fornecedoras e nos órgãos que fazem o monitoramento dos combustíveis. Mas, ainda que tais órgãos possam atestar que os mesmos se encontram dentro das especificações, não há como garantirem a inexistência de aditivos. Por conta disso, a tecnologia em questão é de grande relevância ao viabilizar uma fiscalização mais eficiente deste setor.

A presente invenção descreve um processo para monitoramento da qualidade de combustíveis e óleos lubrificantes, e também um kit para realizar o referido monitoramento. O processo identifica aditivos detergentes e/ou dispersantes em combustíveis e óleos lubrificantes com eles aditivados através da diferença de comportamento cromatográfico. O processo de monitoramento da presente invenção é simples, barato, seguro e de fácil execução e pode ser utilizado quer pelo consumidor e órgão fiscalizador, quer pelo produtor ou distribuidor.

 

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Dispositivo portátil para análise do teor de álcool na gasolina

O mês de julho está sendo marcado pelo aumento do preço dos combustíveis. Com dificuldades em recuperar a arrecadação, o governo decidiu aumentar tributos para arrecadar R$ 10,4 bilhões e cumprir a meta fiscal de déficit primário de R$ 139 bilhões. O Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre a gasolina, o diesel e o etanol foram majorados para compensar as dificuldades fiscais, segundo nota conjunta, divulgada pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento. A decisão impactou diretamente o mercado do varejo de combustível.

Diante deste aumento de preços, é natural que surjam preocupações acerca da qualidade destes produtos. Atualmente a UFRJ conta com tecnologias relacionadas ao tema disponíveis para licenciamento ou parcerias com possíveis interessados em inseri-las no mercado produtivo.

Uma delas é o "Dispositivo portátil para análise do teor de álcool na gasolina". Esta invenção tem por objetivo criar um instrumento portátil de rápida e simples utilização que avalie qualitativamente a gasolina e o percentual de álcool nela presente, servindo como um indicador de adulteração de combustível no momento do abastecimento. Este teste é realizado baseando-se na avaliação da densidade de gasolina e de álcool, podendo determinar composições fraudulentas em relação ao volume de álcool presente na gasolina. Tal dispositivo é de utilização bastante simplificada, permitindo que até mesmo crianças possam vir a utilizá-lo.

A presente Patente de Invenção é constituída basicamente de um tubo, preferencialmente produzido em material polimérico transparente e maleável, provido superiormente de uma boca larga roscada a ser vedada com tampa também roscada; de uma parte inferior internamente dobrada para dentro permitindo que o dito tubo permaneça em pé; de uma faixa horizontal envoltória impressa na parte mediana, de uma linha envoltória horizontal superiormente localizada em relação à dita faixa e interiormente dotado de um flutuador reagente em álcool.

 

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startupscriativas

 

No dia 02 de agosto, a Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ irá apresentar o Programa de Startups Criativas, realizado pela Anprotec com patrocínio da Samsung e parceria da Embrapa. O programa, que tem a Incubadora como participante, irá selecionar empreendimentos que receberão aporte de R$ 50 mil a R$ 250 mil.

Os empreendedores que quiserem conhecer mais sobre o programa e tirar todas as dúvidas deverão se inscrever pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. O encontro será no auditório da Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ, às 14h.

O objetivo do Programa de Startups Criativas é fomentar a cultura do empreendedorismo inovador e incentivar a geração de negócios de impacto no Brasil.

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Com a missão de fomentar a pesquisa acadêmica na área de propriedade intelectual, o INPI promoveu em 2008 o I Encontro Acadêmico de Propriedade Intelectual, Inovação e Desenvolvimento (Enapid). O evento começou “tímido”, alavancado pela força de vontade do pequeno corpo docente da recém-criada Academia do Instituto. Realizado no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, o I Enapid não teve financiamento nem parceiros institucionais, mas contou com a participação em peso dos alunos da primeira turma de Mestrado e de alguns especialistas externos. A qualidade das apresentações chamou atenção e a iniciativa ganhou fama nacional, atraindo participantes de diferentes estados nos anos seguintes. E assim chegou a sua 10ª edição em 2017, que acontecerá de 19 a 21 de setembro, também no Rio. 

Na época em que o encontro foi criado, os estudos acadêmicos sobre PI no Brasil eram escassos (e ainda constituem um desafio). Poucos eventos e publicações científicas aceitavam trabalhos da área, inclusive no exterior. O debate era concentrado no campo do Direito e percebia-se a necessidade de se estabelecer interfaces com outras disciplinas. Diante desse cenário, a Academia do INPI decidiu criar um evento que desse visibilidade para suas ações e estimulasse os alunos a se engajarem na produção acadêmica.

– Pela minha experiência na pós-graduação, sugeri fazermos um encontro produzido pelos próprios alunos, para que eles aprendessem a organizar um evento acadêmico, soubessem o que é submeter um trabalho e construíssem um corpus teórico. Apesar da Academia ter assumido a organização do Enapid, a participação dos alunos foi grande e tivemos inclusive parte da pesquisa de uma dissertação apresentada. Foi uma vivência típica de universidade pelo clima de diálogo aberto – lembra a doutora Patrícia Peralta, que idealizou o formato inicial do Enapid, encampado pelo professor Eduardo Winter, também organizador do evento.

Para Patrícia, foi marcante na edição de 2008 do Enapid a apresentação do professor Fabrício Polido, então doutorando em Direito Internacional na Universidade de São Paulo (USP). Ele questionava que, enquanto o Brasil havia criado em 2004 a Lei da Inovação, as universidades ainda mantinham estatuto jurídico da década de 1970 e não conseguiam se beneficiar com a mudança. Visionário, o advogado antecipou as discussões que vieram mais tarde, em 2011, e resultaram na sanção do Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, em 2016.  

Na época da criação do Enapid, outro projeto nasceu: os seminários PI em Questão, buscando envolver nas discussões sobre PI academia, governo e indústria. O PI em Questão é realizado todos os anos pelos alunos da Academia.

X Enapid

O X Enapid será realizado no Rio de Janeiro e terá como tema, este ano, "10 anos de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Inovação no Brasil: passado, presente e futuro".

O evento busca discutir questões relacionadas ao desenvolvimento científico e tecnológico por meio da propriedade intelectual, transferência de tecnologia e promoção da inovação. O encontro também tem o objetivo de incentivar o empreendedorismo nos âmbito local, regional e nacional, nas diversas áreas do conhecimento.

O Enapid ocorre entre os dias 19 e 21 de setembro. A programação pode ser conferida aqui. O evento é gratuito e não há custos de inscrição, submissão e/ou para publicação dos trabalhos. As inscrições devem ser feitas através deste link.

transferenciadetecnologianocenariobrasileiro

Motivado pelas recentes novidades no setor, como a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que concede ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) autorização para modificar contratos de transferência de tecnologia, assim como a nova Instrução Normativa 70/2017 do Instituto, o Subcomitê de Propriedade Intelectual da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio) realiza o evento ‘’A Transferência de Tecnologia no Cenário Brasileiro’’.

O evento acontecerá no dia 16 de agosto (quarta-feira) e contará com as palestras ‘’Fomento e desenvolvimento do ambiente de inovação do Rio de Janeiro’’, por Carla Santos de Souza Giordano (gerente de inovação da FIRJAN), ‘’A decisão do STJ sobre a intervenção do INPI nos contratos de transferência de tecnologia’’, por Pedro Barroso (sócio do escritório BMA Advogados e membro do subcomitê de Propriedade Intelectual) e ‘’Instrução Normativa 70/2017 – Modificação no Padrão de Análise de contratos de transferência de tecnologia?’’, por Dirceu Teruya (coordenador geral de contratos de tecnologia do INPI).

A discussão é aberta também a outros temas pertinentes ao assunto, como estímulo à pesquisa, processos de importação e direitos de patentes. O encontro será moderado por Andreia Gomes (sócia do escritório TozziniFreire Advogados e vice-presidente do subcomitê de Propriedade Intelectual) e Isabel Boardman (associada do escritório Veirano Advogados e membro do subcomitê de Propriedade Intelectual).

A AmCham Rio, por meio de seus comitês setoriais, trabalha pela criação de um ambiente de negócios favorável a partir de discussões de temas de interesse dos integrantes, dialogando junto às autoridades do setor público e privado, bem como aprimorando as relações bilaterais entre Brasil e EUA. O Subcomitê de Propriedade Intelectual é parte do Comitê de Assuntos Jurídicos, um dos nove comitês da Câmara.

A Transferência de Tecnologia no Cenário Brasileiro

Data: 16/08/2017, quarta-feira
Credenciamento e welcome coffee: 8h45
Horário do evento: 9h as 11h
Local: AmCham Rio – Praça Pio X, nº 15, 5º Andar – Centro
Inscrições: http://www.amchamrio.com.br/site-evento?evento.id=294

premiossaude

 

Roche e 100 Open Startups abrem inscrições para desafio que busca soluções na área de oncologia

Com o objetivo de antecipar e desenvolver soluções cada vez mais completas, a Roche, patrocinadora do Movimento 100 Open Startups (plataforma que conecta startups a grandes empresas), anuncia o desafio “Transformando a Jornada Oncológica”, para startups e grupos de pesquisa e desenvolvimento que tenham abordagens inovadoras em projetos na área da saúde.

Para concorrerem, os projetos precisam se enquadrar nas seguintes categorias:

1) Descobertas Oncológicas - startups e grupos de P&D que tenham terapias de primeira classe, bem como novas plataformas tecnológicas com o potencial de transformar descobertas e gerar medicamentos inovadores:

• Imunoterapia de câncer: terapias que promovam a imunidade contra o câncer, por meio de modulação da função de células efetoras do sistema imune e do microambiente tumoral;

• Terapias moleculares direcionadas: parcerias que proporcionem acesso a plataformas, tecnologias e dados de saúde;

• Tecnologias inovadoras: parcerias para aumentar a capacidade de P&D e complementar o portfólio da empresa, em particular relacionadas às modalidades: moléculas pequenas, anticorpos, terapias direcionadas, terapias baseadas em oligonucleotídeos e entrega de fármacos.

2) Oncologia Digital – iniciativas para aumentar a eficiência da prestação de cuidados de saúde, trazendo soluções digitais que ampliem a produtividade dos hospitais e capacitem pacientes com câncer para um melhor gerenciamento de cuidados pós-hospitalares:

• Softwares de gestão hospitalar e excelência operacional;

• Plataformas de gerenciamento de cuidados integrados centradas no paciente;

• Ferramentas de relatório de desempenho hospitalar para transparência para com o paciente;

• Dispositivos médicos domésticos e tecnologias para cuidados remotos;

• Smart wearables para monitoramento de saúde.

3) Oncologia Acessível - soluções para resolver a distribuição desigual de recursos e serviços de câncer e melhorar a qualificação e distribuição de profissionais de saúde e equipamentos em todo o país:

• Conectar mais pacientes ao sistema de saúde e aos serviços de tratamento de câncer;

• Melhorar a detecção e diagnóstico do câncer;

• Melhorar a qualificação e distribuição de profissionais e equipamentos de saúde.

A startup ou o grupo de pesquisa vencedor será anunciado em novembro de 2017 e receberá da Roche os seguintes incentivos: subsídio de serviços corporativos; serviços de consultoria (construção de modelo de negócio, estratégia de crescimento ou estruturação interna); subsídio de materiais de escritório/reagentes ou patrocínio para participar de um evento ou congresso internacional de referência.

As inscrições podem ser realizadas até o dia 31 de julho pelo site www.openstartups.net/Roche.


III Prêmio Empreenda Saúde oferece prêmio de R$50 mil

As inscrições para o III Prêmio Empreenda Saúde estão abertas até o dia 1º de setembro. Esta é uma iniciativa da everis, por meio de sua Fundação, com o objetivo de incentivar o empreendedorismo e a inovação, desenvolver talentos e reconhecer negócios com grande potencial na área da saúde.

Essa iniciativa busca estimular profissionais e estudantes de áreas diversas a desenvolverem projetos que possam contribuir para a melhoria das práticas, processos, tecnologias e métodos de gestão no setor de saúde, aplicada em três áreas: Assistência Integral à Saúde; Eficiência em Produtos e Processos Assistenciais; e Mecanismos de Integração Educacional e Saúde. O projeto vencedor receberá um prêmio equivalente a R$50 mil em barras de ouro, além de orientação profissional especializada para colocar a ideia em prática no mercado brasileiro. A escolha do ganhador ficará a cargo de uma comissão de avaliação e um corpo de jurados, compostos por membros renomados das áreas de ensino, pesquisa e inovação, e de empresários das mais diversas esferas da saúde no país.

Para mais informações, acesse: www.premioempreendasaude.com.br.


Ferring Brasil oferece financiamento de até R$300 mil para projetos na área de saúde

A Ferring Brasil, através do "Ferring Innovation Grats Program", está buscando projetos de inovação promissores em desenvolvimento no país. São elegíveis propostas de projetos nas áreas de Gastroenterologia, Reprodução e Obstetrícia, Ortopedia, Uro-oncologia e Saúde Sexual Masculina. Entre os objetivos do programa estão: identificar projetos de inovação promissores em desenvolvimento no Brasil em áreas específicas de interesse da Ferring Brasil; selecionar e avaliar as melhores oportunidades entre os projetos identificados; financiar em até R$300 mil cada projeto aprovado, de um total de até um milhão de reais em fomento à pesquisa; e promover parcerias de co-desenvolvimento e/ou a absorção de novas tecnologias pela Ferring Brasil.

Os projetos deverão ser submetidos até o dia 3 de setembro através do preenchimento do formulário disponível no link http://conteudo.biominas.org.br/ferring. O regulamento completo do programa está disponível em http://biominas.org.br/ferring.

xuliaNo dia 10 de julho, o Instituto Tércio Pacitti de Aplicações e Pesquisas Computacionais (NCE/UFRJ) sediou o lançamento do software Xulia (Xestión Unificada da Linguaxe con Intelixencia Artificial), destinado a portadores de deficiência motora. Lançado por meio de uma parceria entre o Instituto Novo Ser e o programador Antonio Losada González, da Universidade de Santiago de Compostela, na Espanha, o programa é o primeiro do tipo a reconhecer todos os comandos de texto no idioma português utilizando o reconhecimento de voz do Google.

Baseado no software Motrix, desenvolvido há 13 anos por José Antônio Borges, professor do NCE, o Xulia atualiza as principais funções de seu antecessor. O maior diferencial deste novo programa é permitir, diferentemente do Motrix, que o usuário dite textos completos em português em vez de ter de soletrar cada palavra.

Segundo Ricardo González, um dos idealizadores do software e usuário ativo dele, o Xulia é capaz de reconhecer mais de 140 comandos utilizados normalmente em ambiente Windows e permite uma maior autonomia no uso do computador. “O Xulia aumenta a produtividade de quem não pode utilizar as mãos, permitindo o uso de diversos comandos. O programa é facilmente customizável para atender a demanda de casa usuário”, explicou.

Já Borges lembrou da importância do Motrix, desenvolvido na UFRJ, para a inclusão de portadores de deficiência motora no uso de computadores e ressaltou que o NCE trabalhará nos testes e futuros ajustes no Xulia. “Nosso papel como Universidade é de abrir fronteiras e divulgar iniciativas como essa”, afirmou.

O Instituto Novo Ser disponibiliza o download gratuito do programa, além de suporte para sua instalação e uso. Para saber mais sobre o programa, clique aqui.

Características do programa

O programa utiliza tecnologia de reconhecimento de voz da Microsoft para reconhecimento dos comandos, a qual atualmente não suporta o idioma português. Os comandos são reconhecidos somente em inglês, espanhol, francês, alemão, japonês e chinês. O ditado de voz (utilizado para escrever palavras e textos), no entanto, utiliza tecnologia Google e pode ser feito em qualquer idioma, inclusive o português.

No modo de ditado contínuo em português é necessário estar conectado à internet pois o reconhecimento da fala é feito remotamente pelos servidores Google. O desempenho do ditado é excelente e pode ser usado também por pessoas sem limitações físicas.

Foi desenvolvida uma versão com os comandos em português para casos especiais em que o usuário tem extrema dificuldade na pronúncia de comandos em inglês. Essa versão utiliza tecnologia de reconhecimento de voz online da Google para tradução dos comandos para o português e é recomendada somente para situações específicas pois seu desempenho é limitado.

Pré-requisitos
- Sistema operacional Windows 7 ou superior
- Navegador Google Chrome instalado
- .NET Framework 4.5 ou superior instalado

OBS: .NET Framework 4.5.1 está instalado no Windows 8, Windows 7 SP1 ou Windows Vista SP2. Nos demais sistemas é necessário a instalação pelo usuário.

Outros recursos são necessários porém são instalados automaticamente pelo programa:
- Máquina virtual Java 1.7 32bits
- Servidor de aplicações Tomcat

Instalação do programa

Existem três versões disponíveis para serem instaladas:]

1) Versão com comandos em inglês e ditado em português. Utiliza a tecnologia de reconhecimento de voz mais moderna da Microsoft para os comandos e tecnologia Google para o ditado contínuo. Requer sistemas operacionais em inglês e o recurso de reconhecimento de voz da Microsoft (Speech Recognition) ativo. (Recomendado)

2) Versão com comandos em inglês e ditado em português. Reconhecimento de voz utiliza versão 4.0 (mais antiga) da biblioteca Microsoft Speech. Esta biblioteca permite instalação do programa independentemente do idioma do sistema operacional. Possui desempenho inferior a primeira versão porém é útil em casos de sistemas operacionais que não permitem instalação de outros idiomas (p.ex.: Windows Single Language).

3) Versão com comandos e ditado em português. Utiliza tecnologia de reconhecimento de voz Google tanto para o modo de comandos quanto para o modo de ditado. Recomendado somente para situações especiais em que o usuário possui extrema dificuldade na pronúncia de comandos em inglês e não necessita de desempenho avançado do programa.

O Instituto Novo Ser disponibiliza o download gratuito do programa, além de suporte para sua instalação e uso.

Sobre o Instituto Novo Ser

O Instituto Novo Ser é uma instituição sem fins lucrativos cuja missão é a busca pelo respeito e a valorização da cidadania das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, com o intuito de promover os seus direitos, a equalização das oportunidades e a superação dos obstáculos sociais predominantes ao processo de inclusão.

alunoscontadores2017

 

Apoiado pela Agência UFRJ de Inovação, o projeto Alunos Contadores de Histórias é uma ação realizada pelo Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira, que relaciona a atividade de humanização da saúde com os conceitos de Inovação Social. A cada semestre, esse projeto de extensão universitária capacita uma nova turma de alunos. Munidos de jalecos coloridos e sacolas repletas de livros infantis, eles dedicam duas horas semanais ao projeto, doando e recebendo sorrisos ao contar histórias infantis para as crianças atendidas no IPPMG, Instituto de Pediatria da UFRJ, localizado na Ilha do Fundão. Desde 2008 o projeto incentiva o hábito da leitura e ajuda a amenizar o sofrimento das crianças e adolescentes no ambiente hospitalar.

Os interessados em fazer parte desta história devem ler o edital de inscrição onde é possível encontrar mais informações sobre o projeto, esclarecimentos acerca do funcionamento do processo seletivo para a turma de 2017.2 e o intuito da Palestra de Apresentação do projeto. As inscrições se encerram às 12h do dia 8 de agosto. Mais informações através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

seminario100anosufrj

 

De 4/9 a 6/9, o seminário A UFRJ Faz 100 Anos: História, Desenvolvimento e Democracia vai abrir à comunidade um espaço para interlocução e comemoração do aniversário de 97 anos da instituição. Para participar, é necessário se inscrever, até 24/7, em uma das quatro modalidades: ouvinte, apresentador de trabalho, participante dos diálogos sociedade e universidade ou sem certificado. É permitido se inscrever em apenas uma das modalidades.

Com o objetivo de reunir um momento para todas e todos que vivem, pensam e querem transformar a UFRJ, a iniciativa busca fazer uma autorreflexão e escrita coletiva institucional para o centenário da instituição, que se concluirá em 7/9/2020. Para isso, são convidados para participar estudantes, docentes, técnicos-administrativos e terceirizados, incluindo ex-estudantes e aposentados.

Os apresentadores de trabalho podem optar entre dez eixos temáticos que relacionam a Universidade a diversos campos de atuação. São eles: UFRJ: acesso, permanência e movimento estudantil; UFRJ: diversidade, gênero, etnia e justiça social; UFRJ: educação pública, ensino e formações; UFRJ: extensão, integração acadêmica e sociedade; UFRJ: história, memória e desenvolvimento institucional; UFRJ: meio ambiente, sustentabilidade e tecnologias; UFRJ: pesquisa, saberes e fazeres na Universidade; UFRJ: política, autonomia, democracia e desafios;  UFRJ: saúde, saúde pública e hospitais universitários; UFRJ: trabalho, corpo social, estrutura e gestão. É necessário escolher somente um deles.

Para mais informações sobre o evento e a inscrição, clique AQUI.

biotecammoda

A Biotecam, startup residente da Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ, foi a responsável pelo desenvolvimento de tecidos biológicos, criados a partir de bactérias, para a exposição “Interface interlace”, lançada ontem, 13 de julho, no Museu do Amanhã. A startup, o LAA- Laboratório de Atividades do Amanhã, do Museu do Amanhã, e a plataforma multicultural O Cluster fizeram uma parceria para a realização do programa “Tecnologia Na Moda”. O projeto reuniu cientistas de microbiologia, especialistas em impressão 3D, eletrônica sensorial e profissionais da moda para a realização de oficinas com o objetivo de desenvolver e experimentar novos processos de roupas e acessórios funcionais a partir de biotecidos. A proposta dos tecidos inteligentes é trazer uma roupa que melhore a vida das pessoas, que traga funcionalidade, além vestir.  As peças criadas pelos participantes poderão ser vistas pelo público a partir de hoje.

Para Ricardo Amaral, sócio da Biotecam, o projeto é importante não só para os envolvidos, mas para a sociedade como um todo:“ A interação e colaboração com o Museu do Amanhã e com a equipe do Laboratório de Atividades do Amanhã (LAA), tem sido uma oportunidade produtiva e instigante. Foram muitas trocas de experiência e uma ótima oportunidade de proporcionar avanços para a economia criativa no Rio de janeiro, além de ser um incrível canal de comunicação da inovação que vem sendo feita nesse ambiente”. A startup vem dando suporte ao Laboratório de Atividades do Amanhã em temas de biotecnologia, genoma e correlatos.

habitat2017A Incubadora de Empresas HABITAT e a sua gestora Biominas Brasil anunciam chamada para seleção de empreendimentos. A chamada tem o objetivo de identificar e selecionar empresas e projetos de base tecnológica no setor de ciências da vida para ingressar no programa de incubação da HABITAT, ainda no segundo semestre deste ano. As inscrições deverão ser realizadas até as 23h59min (horário de Brasília) do dia 15 de agosto de 2017, através do e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Poderão ser inscritas empresas nascentes que tenham atuação no setor de ciências da vida nas áreas de saúde humana e animal, agronegócios, insumos, meio ambiente e TI com foco em saúde, cujos empreendedores tenham interesse em desenvolver empresas na HABITAT que está localizada em Belo Horizonte. Além disso, a empresa deve corresponder a uma das seguintes categorias: (i) nova empresa instituída ou em constituição por pessoa física; (ii) nova empresa instituída ou em constituição por pessoa jurídica; (iii) empresa transferida, da região, de outras cidades do país ou do exterior; (iv) unidade organizacional de desenvolvimento tecnológico de empresa que pretenda desenvolver produtos e ou processos de base biotecnológica.

A proposta a ser apresentada pelos interessados consiste em um Plano de Negócio cujo conteúdo deve atender ao roteiro anexado ao edital que solicita informações técnicas, econômico-financeiras, mercadológicas e gerenciais do projeto. O edital está disponível para download neste link.

Já está agendado para o dia 07 de agosto de 2017, às 14h, um workshop ‘Como elaborar um Plano de Negócio - Edital 02/2017 Habitat’, com o objetivo de esclarecer as dúvidas sobre a elaboração do Plano de acordo com o roteiro da Incubadora e sobre o processo de seleção, além de apresentar as facilidades do programa de incubação da HABITAT. Inscrições limitadas para o workshop, até dia 04 de agosto de 2017, pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Os planos de negócio selecionados terão a oportunidade de se desenvolver em uma estrutura arquitetônica especialmente projetada para empreendimentos sensíveis às regulamentações sanitárias, com acesso a salas de uso privativo, laboratórios, almoxarifados, câmaras frias, central de esterilização, salas de reunião e área de convivência, todos de uso compartilhado,

Além disso, a HABITAT oferece um programa com metodologia para o desenvolvimento do negócio, suporte para o planejamento orientado para o mercado, assessorias, cursos, suporte ao licenciamento e ampla rede de contatos e mentores.

 
Incubadora de Empresas HABITAT

Operacional há 20 anos, a HABITAT, gerida pela Biominas Brasil, é uma incubadora de empresas dedicada a criar, desenvolver e graduar empresas que tenham potencial competitivo para impulsionar áreas do setor de Ciências da Vida.

Atualmente conta em seu programa com a participação de 14 empreendimentos, tendo graduado outros 30. Esse conjunto de empresas, incubadas e graduadas, soma mais de R$1,8 bilhão de faturamento e 238 milhões em impostos gerados.

Avenida José Cândido da Silveira, 2100, Bairro Horto, Belo Horizonte/MG

Contatos: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. / (31) 3486-1733


Biominas Brasil

A Biominas Brasil é uma instituição privada que tem em seu core business iniciativas voltadas ao empreendedorismo e à inovação no setor de ciências da vida. Com uma atuação nacional e internacional, atua no desenvolvimento de projetos, desde a etapa de ideação à expansão, por meio de suas três áreas de atuação: Empreendedorismo, Consultoria e Relacionamento.

A Biominas Brasil é a gestora da Incubadora HABITAT, uma iniciativa que faz parte da sua área de Empreendedorismo.

inpidl101pbr

 

Estão abertas as inscrições para o Curso Geral de Propriedade Intelectual à Distância (DL 101P BR), oferecido pelo INPI em parceria com a OMPI (Organização Mundial de Propriedade Intelectual). O curso é gratuito, possui carga horária de 75 horas e apresenta uma visão geral sobre diversos temas relativos à propriedade intelectual (com enfoque na legislação brasileira).

Inscrições em: http://bit.ly/2pdo7Aq

anprotec2017

 

Em 2017, o maior evento de empreendedorismo inovador da América Latina, realizado por Anprotec e Sebrae, volta ao Rio de Janeiro, com organização local do Parque Tecnológico da UFRJ.  A 27ª Conferência Anprotec de Empreendedorismo e Ambientes de Inovação será realizada entre os dias 23 e 26 de outubro no Centro de Convenções SulAmérica. Comemorando o aniversário de 30 anos da Anprotec, o evento tem como tema central “Inovação e empreendedorismo transformando cidades” e vai reunir especialistas do Brasil e do mundo sobre o tema. Confira a programação e faça sua inscrição no site http://conferenciaanprotec.com.br/.

premiocelsofurtadoO Prêmio Celso Furtado de Desenvolvimento Regional foi lançado em 2009 pelo Ministério da Integração Nacional (MI) por meio da Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR) com o objetivo de promover a reflexão, do ponto de vista teórico e prático, acerca do desenvolvimento regional no Brasil, envolvendo o poder público e a sociedade civil na discussão e na identificação de medidas concretas, conforme a Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), atuando na redução das desigualdades regionais e fortalecimento da coesão social, econômica, política e territorial do Brasil.

Realizado a cada dois anos, o número de participantes no Prêmio cresce a cada edição. Na primeira, realizada em 2010, foram 500 inscritos. Em 2012 o número cresceu para 700 e na última edição, em 2014, foram mais de 880 trabalhos. Vale ressaltar que todos os estados se fizeram representar e; com relação ao público-alvo, inscreveram-se segmentos representativos de toda a sociedade alinhados ao tema. Os brasileiros Celso Furtado, Rômulo de Almeida e Armando Dias Mendes foram os homenageados nas outras séries pela atuação marcante na condução do processo de reconhecimento político, social e econômico da questão regional brasileira e de inserção do tema na agenda de governo e no centro do debate nacional.

Em sua quarta edição, o Prêmio homenageia o geógrafo Milton Santos. Suas teorias contribuíram para a compreensão do território nacional contemporâneo, bem como do processo de urbanização da América Latina e do Brasil. Autor de dezenas de livros que marcaram o estudo geográfico no país, Milton Santos é reconhecido internacionalmente.

Nas três primeiras edições, o Prêmio era composto por três categorias: Produção de Conhecimento Acadêmico, Práticas Exitosas de Produção e Gestão Institucional e Projetos Inovadores para Implantação no Território. Neste ano, inova com a inclusão de categorias específicas para as regiões Amazônica, Nordeste (semiárido) e Centro-Oeste (Faixa de Fronteira), áreas de atuação das Superintendências do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), do Nordeste (Sudene) e do Centro-Oeste (Sudeco). A proposta reforça a valorização dos recursos e as especificidades culturais, sociais, econômicas e ambientais das localidades, com o objetivo de criar condições reais para redução de desigualdades.

Podem participar pesquisadores que possuam ou já tenham possuído vínculo com instituição de ensino superior sediada no país ou no exterior, desde que o trabalho seja elaborado e inscrito por brasileiro e o objeto de estudo se relacione a um tema ligado à problemática regional brasileira; e autônomos com atividades, referentes à temática de desenvolvimento regional.

O Prêmio é direcionado também para pessoas vinculadas às instituições públicas, privadas, paraestatais, entidades de classe, agências e companhias que promovam o desenvolvimento regional; e pessoas vinculadas às instituições da sociedade civil vocacionadas ao desenvolvimento regional, como Organizações Não Governamentais (ONGs), Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs), Organizações Sociais (OS), cooperativas, associações, fóruns, consórcios e conselhos.

Os vencedores receberão R$ 15 mil reais e os segundos colocados receberão R$ 10 mil reais, além de diplomas de reconhecimento de mérito na categoria em que concorreram.

Existem seis categorias:

Categoria I: Produção do Conhecimento Acadêmico;
Categoria II: Práticas Exitosas de Produção e Gestão Institucional;
Categoria III: Projetos Inovadores para Implantação no Território;
Categoria IV: Amazônia – Tecnologia e Inovações para o Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia;
Categoria V: Centro-Oeste – Desenvolvimento para a Faixa de Fronteira; e
Categoria VI: Nordeste – Inovação e Sustentabilidade.

Inscrições: de 1o de junho a 31 de julho de 2017, via www.mi.gov.br/premio

Informações: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

(61)2034-5344/5673/5421

finepstartup

 

No dia 14 de julho, o Parque Tecnológico da UFRJ irá receber a equipe responsável pelo programa de investimento em startups inovadoras Finep Startup. O encontro é destinado a empreendedores nos mais variados segmentos e tem como objetivo apresentar o programa e esclarecer dúvidas. Para participar é preciso fazer a inscrição através deste link.

O Programa Finep Startup tem por objetivo apoiar a inovação em empresas nascentes intensivas em conhecimento através do aporte de recursos financeiros para execução de seus planos de crescimento. O foco do Programa é cobrir o gap de apoio e financiamento existente entre o aporte feito por programas de aceleração, investidores-anjo e ferramentas de financiamento coletivo (crowdfunding) e o aporte feito por Fundos de Seed Money e Venture Capital.

Para participar do programa é preciso ser uma empresa inovadora cujo produto, processo  ou serviço, objeto principal da captação de recursos, esteja no mínimo na fase de protótipo ou testes, que tenha sido registrada na junta comercial e seja atuante nas áreas previstas no edital.

rocheoncologia

 

Com o objetivo de antecipar e desenvolver soluções cada vez mais completas, a Roche, líder global em biotecnologia e patrocinadora do Movimento 100 Open Startups, plataforma internacional que conecta startups a grandes empresas, anuncia o desafio “Transformando a Jornada Oncológica”, para startups e grupos de pesquisa e desenvolvimento que tenham abordagens inovadoras em projetos na área da saúde.

A startup ou o grupo de pesquisa vencedor será anunciado em novembro de 2017 e receberá da Roche os seguintes incentivos: subsídio de serviços corporativos; serviços de consultoria (construção de modelo de negócio, estratégia de crescimento ou estruturação interna); subsídio de materiais de escritório/reagentes ou patrocínio para participar de um evento ou congresso internacional de referência.

“O 100 Open Startups é uma oportunidade de incentivar projetos inovadores que estejam alinhados ao nosso papel de transformar conhecimento científico em benefícios para a sociedade, com descobertas e iniciativas que respondam às necessidades médicas, especialmente em áreas ainda não atendidas, e ao nosso compromisso de buscar alternativas junto aos setores público e privado para que essas inovações sejam inseridas na cadeia de saúde, à disposição de quem precisa delas”, comenta Rolf Hoenger, presidente da Roche Farma Brasil.

As inscrições podem ser realizadas até o dia 31 de julho, pelo site www.openstartups.net/Roche.

Para concorrerem, os projetos precisam se enquadrar nas seguintes categorias:

Descobertas Oncológicas - startups e grupos de P&D que tenham terapias de primeira classe, bem como novas plataformas tecnológicas com o potencial de transformar descobertas e gerar medicamentos inovadores:

• Imunoterapia de câncer: terapias que promovam a imunidade contra o câncer, por meio de modulação da função de células efetoras do sistema imune e do microambiente tumoral;

• Terapias moleculares direcionadas: parcerias que proporcionem acesso a plataformas, tecnologias e dados de saúde;

• Tecnologias inovadoras: parcerias para aumentar a capacidade de P&D e complementar o portfólio da empresa, em particular relacionadas às modalidades: moléculas pequenas, anticorpos, terapias direcionadas, terapias baseadas em oligonucleotídeos e entrega de fármacos.

Oncologia Digital – iniciativas para aumentar a eficiência da prestação de cuidados de saúde, trazendo soluções digitais que ampliem a produtividade dos hospitais e capacitem pacientes com câncer para um melhor gerenciamento de cuidados pós-hospitalares:

• Softwares de gestão hospitalar e excelência operacional;

• Plataformas de gerenciamento de cuidados integrados centradas no paciente;

• Ferramentas de relatório de desempenho hospitalar para transparência para com o paciente;

• Dispositivos médicos domésticos e tecnologias para cuidados remotos;

• Smart wearables para monitoramento de saúde.

Oncologia Acessível - soluções para resolver a distribuição desigual de recursos e serviços de câncer e melhorar a qualificação e distribuição de profissionais de saúde e equipamentos em todo o país:

• Conectar mais pacientes ao sistema de saúde e aos serviços de tratamento de câncer;

• Melhorar a detecção e diagnóstico do câncer;

• Melhorar a qualificação e distribuição de profissionais e equipamentos de saúde.

Dados da Organização Mundial da Saúde mostram que o número de novos casos de câncer deverá crescer exponencialmente nas próximas duas décadas ao redor do mundo. A sobrecarga de mortalidade por câncer na América Latina é maior do que na Europa ou nos EUA e aumentará para mais de um milhão de mortes por ano até 2030. “Temos um desafio enorme com o câncer e esta é a oportunidade para startups da área de saúde se conectarem a nós a fim de desenvolvermos, em parceria, projetos inovadores no combate à doença”, finaliza Hoenger.

Sobre o Movimento 100 Open Startups

O 100 Open Startups é uma plataforma patrocinada por empresas globais que em conjunto selecionam as startups mais atraentes para juntos colaborarem no desenvolvimento de inovações de alto impacto para a sociedade e para o mercado. Atualmente, executivos de 350 empresas de 23 países fazem parte da rede. Conheça o Movimento “100 Open Startups”: http://www.openstartups.org.br

Sobre a Roche

A Roche é uma empresa global, pioneira em produtos farmacêuticos e de diagnóstico, dedicada a desenvolver avanços da ciência que melhorem a vida das pessoas. Combinando as forças das divisões Farmacêutica e Diagnóstica, a Roche se tornou líder em medicina personalizada - estratégia que visa encontrar o tratamento certo para cada paciente, da melhor forma possível.

ferringbrasil

 

A Ferring Brasil, através do "Ferring Innovation Grats Program", está buscando projetos de inovação promissores em desenvolvimento no país. Idealizado pela Ferring Brasil e pela Biominas, o programa consiste em um conjunto de ações integradas com o objetivo de contribuir para a inovação e inserção no mercado de novas tecnologias de produtos ou processos que contribuam para a saúde humana.

São elegíveis propostas de projetos nas áreas de Gastroenterologia, Reprodução e Obstetrícia, Ortopedia, Uro-oncologia e Saúde Sexual Masculina. Entre os objetivos do programa estão: identificar projetos de inovação promissores em desenvolvimento no Brasil em áreas específicas de interesse da Ferring Brasil; selecionar e avaliar as melhores oportunidades entre os projetos identificados; financiar em até R$300 mil cada projeto aprovado, de um total de até um milhão de reais em fomento à pesquisa; e promover parcerias de co-desenvolvimento e/ou a absorção de novas tecnologias pela Ferring Brasil.

Os projetos deverão ser submetidos até o dia 3 de setembro através do preenchimento do formulário disponível no link http://conteudo.biominas.org.br/ferring. A inscrição será confirmada através do email informado no formulário de submissão em até três dias úteis.

O regulamento completo do programa está disponível em http://biominas.org.br/ferring.

abellha

 

Na próxima terça-feira, dia 11/07, o Centro de Inovação e Sustentabilidade do COPPEAD e o Full-time MBA do COPPEAD recebem, com apoio da USIS e LASIN, a AbeLLha, incubadora de negócios de impacto social.

Estarão presentes Ana Julia Ghirello e Max Kejzelman para falarem sobre o Honeycomb, metodologia de gestão estratégica para empresas que querem operar com mais foco e transparência. O Honeycomb cria organizações focadas nas pessoas porque conecta o propósito da empresa com o dos seus colaboradores.

Ana Julia e Max falarão também sobre o ecossistema de negócios de impacto social formado em torno da AbeLLha.

A AbeLLHa será parceira nas atividades de campo de uma nova disciplina do FULL TIME MBA do COPPEAD voltada para Negócios de Impacto Social, discutindo as temáticas da inovação social e do empreendedorismo social.


Local: Rua Pascoal Lemme, 355 - Cidade Universitária, sala 218 - 2º andar
Data: 11/07/2017
Horário: 13:00 às 15:00

 

Os interessados devem confirmar sua participação enviando um email para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Na manhã desta quinta-feira, o Centro de Ciências da Saúde (CCS/ UFRJ) sediou a apresentação "Aceleração de Startups", de Fabio Dias, agente do programa InovAtiva Brasil. Foi uma ótima oportunidade para empreendedores e estudantes interessados pelo tema do Empreendedorismo aprofundarem seus conhecimentos sobre o assunto.

Fruto de uma parceria entre o Senai, Sebrae e o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o InovAtiva Brasil é um programa de aceleração gratuito com mais de 415 empresas aceleradas e 600 mentores de alto nível que oferecem capacitação gratuita para empresas.

O programa está com inscrições abertas até o dia 10 de julho para 300 vagas do seu segundo ciclo de aceleração de 2017.

Mais informações em: http://www.inovativabrasil.com.br

 

apresentacaofabiodiasinovativabrasil

Novos empreendedores e estudantes interessados pelo tema do Empreendedorismo terão uma ótima oportunidade de aprofundar seus conhecimentos sobre o assunto nesta semana. Na quinta-feira, dia 6 de julho, o Centro de Ciências da Saúde - CCS / UFRJ receberá a palestra "Aceleração de startups", de Fabio Dias, do programa InovAtiva Brasil.

Fruto de uma parceria entre o Senai, Sebrae e o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o InovAtiva Brasil é um programa que oferece mentoria e capacitação gratuita para empresas. Atualmente, ele está com inscrições abertas para 300 vagas do seu segundo ciclo de aceleração de 2017.

A palestra tem início às 10h, na sala de reuniões 106 do bloco N, no prédio do CCS - UFRJ (Fundão).

Mais informações sobre o programa em: http://www.inovativabrasil.com.br

 

aceleracaodestartupsinovativa

softwaressaude

Além das atividades relacionadas à proteção de invenções, modelos de utilidade, desenhos industriais e marcas, a Agência UFRJ de Inovação também é responsável pelo registro dos programas de computador elaborados pelo corpo social da UFRJ. Foi o que ocorreu recentemente com dois novos softwares relacionados à área da Saúde desenvolvidos por alunos da Universidade.
   
Vidas e Diabetes

softwarevidasediabetes

O primeiro é um programa destinado a gestantes diabéticas. Trata-se do Vidas e Diabetes, aplicativo para celulares que leva em consideração um novo perfil populacional que se utiliza cada vez mais destes instrumentos digitais tanto para o lazer quanto para educação e saúde.O objetivo do software é promover o acesso a informações de fontes seguras para as gestantes em controle glicêmico, assistidas no ambulatório de diabetes da Maternidade Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ME/UFRJ). A ideia é disseminar o acesso ao conhecimento sobre a doença, bem como aprimorar as habilidades das gestantes no manejo da insulinoterapia, de modo a conferir mais autonomia às pacientes, motivando, inclusive, mudanças em seus estilos de vida.

O software foi desenvolvido no Mestrado Profissional em Saúde Perinatal da Maternidade Escola da UFRJ pelo mestrando Juan Lincoln Oliveira em conjunto com os professores Rita Guérios Bornia e Joffre Amim Junior (orientadores), além de Ana Paula Esteves e Lenita Zajdenverg (revisoras). A adequação das informações à mídia digital foi de responsabilidade de Jean Pereira da Silva, Bacharel em Ciência da Computação.

 

Os pesquisadores explicaram que as buscas efetuadas nas plataformas de disponibilização de aplicativos voltados para mulheres com o diagnóstico de diabetes mellitus gestacional (DMG) apontaram apenas um software que se assemelha à nova proposta. E, no caso, ele está em língua estrangeira, o que dificulta sua compreensão. “Diante desta realidade, munidos também pelo desejo de retorno social, construímos um aplicativo com linguagem adaptada ao público leigo, caracterizado pela fácil compreensão do conteúdo, de uso simples e intuitivo”, explicam. Apesar disso, eles fazem a ressalva de que o software não tem nenhuma pretensão de substituir os profissionais de saúde: “O intuito não é substituir consultas com a equipe de saúde ou interferir nas recomendações dos profissionais de saúde que acompanham cada paciente”.

O aplicativo será disponibilizado para download gratuitamente em breve. Os interessados em obter mais informações podem entrar em contato através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

SIRA-HIV

Outro programa de computador voltado para a área da Saúde que acaba de ser protegido pela Agência UFRJ de Inovação junto ao INPI é o software SIRA-HIV (Sistema de Identificação de Resistência do HIV-1 aos Antirretrovirais). Seu objetivo analisar sequenciamentos de nova geração obtidos a partir de amostras de pacientes HIV+, permitindo identificar possíveis mutações no genoma do vírus importantes na determinação da resistência aos antirretrovirais.

Para o funcionamento do sistema é necessário que o usuário forneça um arquivo contendo o sequenciamento obtido por meio de alguma plataforma. A partir das análises que o software realiza, o usuário passa a ter acesso a uma lista dos aminoácidos (e suas frequências) encontrados nas enzimas analisadas, bem a classificação de resistência do HIV aos antirretrovirais segundo quatro algoritmos de interpretação genotípica, sendo três internacionais (ANRS, HIVdb e Rega) e um nacional (Algoritmo Brasileiro). Além disso, o programa permite ao usuário escolher dois pontos de corte para avaliar o nível de resistência: um considerando apenas as mutações majoritárias; e outro levando em consideração também as mutações minoritárias.

“Na prática, o sistema funciona de maneira simples e rápida, eliminando a necessidade de que o usuário tenha conhecimentos de programação e linhas de comando, o que acontece na maioria das ferramentas de bioinformática”, explicam os autores.

O software foi desenvolvido pela estudante Letícia Martins Raposo junto ao professor Flávio Fonseca Nobre no Programa de Engenharia Biomédica da COPPE/UFRJ.

parqueyoutube

 

O Parque Tecnológico da UFRJ irá promover, no dia 05 de julho, o encontro Economia Circular em Pauta - 9th International Knowledge Exchange Meeting: Achieving sustainable growth through circular economy. A ação faz parte do ciclo de palestras “Encontros no Parque” em parceria com o NEC – Núcleo de Economia Circular, grupo de estudo constituído em parceria com a Exchange 4 Change Brasil e sediado no Parque.

 

Serão realizadas duas palestras, uma online com Arthur Tem Wolde, especialista em design de economia circular, e outra presencial com Ditte Lysgaard, diretora executiva da The Circular Way.

 

O encontro é gratuito e acontecerá de 8h30h às 12h, no auditório do Parque Tecnológico, localizado na Ilha do Fundão – UFRJ. Lembrando que as palestras serão realizadas em inglês e para confirmar presença basta enviar um e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Lançada no final de junho de 2015, a plataforma SOMOS-UFRJ permite o acesso a várias estatísticas referentes ao corpo docente da Universidade e sua produção acadêmica.

umanodesomosSuponhamos três casos hipotéticos:

1) Um aluno de graduação tem interesse em desenvolver uma monografia de conclusão de curso sobre a Leishmania, gênero de protozoários que inclui os parasitas causadores das leishmanioses, e precisa de algum professor para orientá-lo.

2) Um jornalista necessita de uma fonte para dar um depoimento sobre a recente epidemia de dengue em uma de suas matérias.

3) Um professor preocupado com as mudanças climáticas, após ler a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2016-2019, decide desenvolver uma pesquisa sobre o tema “Eficiência Energética” e está em busca de parceiros para auxiliá-lo.

Apesar de distintos, os casos têm algo em comum: a demanda por especialistas em temas específicos. Como fazer para encontrá-los? Ligar para a Administração Central da UFRJ? Enviar uma mensagem para a página de Facebook da Universidade? Estas soluções possivelmente serão pouco eficientes. Não por conta da má vontade de servidores, mas por causa das próprias dimensões “universais” da Universidade (com perdão da redundância) e da dificuldade que é gerir todo o imenso volume de conhecimento que é aqui gerado.

Um plano B quase instintivo nos dias de hoje seria dar uma “googlada”. Mas resolveria o problema? Certamente demandaria tempo, esforço, e o resultado, possivelmente, não seria o mais satisfatório.

Por outro lado, em questão de segundos, digitando o termo “Leishmania” na plataforma Somos-UFRJ, é possível descobrir que a professora Bartira Rossi Bergmann, do Instituto de Biofísica da UFRJ, já utilizou esta palavra-chave 159 vezes em suas pesquisas. Digitando-se o termo “dengue” na plataforma, é possível chegar a Roberto de Andrade Medronho, Diretor da Faculdade de Medicina da UFRJ, que já utilizou a palavra-chave 89 vezes em suas publicações. O mesmo vale para Roberto Schaeffer, professor de Economia da Energia da UFRJ, que por 56 vezes utilizou as palavras-chave “Eficiência Energética” em seus trabalhos.

Estes são apenas alguns exemplos do potencial que o Somos-UFRJ possui e que já vem sendo explorado por membros da comunidade acadêmica, bem como por pessoas externas, já que o acesso ao portal é livre, rápido e completamente intuitivo. Conforme acrescenta Ricardo Pereira, coordenador da Agência UFRJ de Inovação: “É difícil não se surpreender positivamente com a facilidade e a eficiência que esta plataforma proporciona a quem a ela recorre. Temos que difundir mais sua existência por toda a UFRJ”.

Portal é fruto de parceria que envolve a Agência UFRJ de Inovação

Viabilizado a partir de uma parceria envolvendo a Agência UFRJ de Inovação, a UFMG e a empresa Siemens, o sistema Somos trata-se, na prática, de um portal que faz uso de dados contidos na plataforma Lattes para permitir a identificação, de maneira detalhada, simples e organizada, dos pesquisadores da Universidade e de sua produção científica. Além disso, o sistema também viabiliza o acesso a informações sobre unidades acadêmicas, departamentos, ativos de propriedade intelectual e infraestrutura laboratorial, apenas para citar algumas de suas funcionalidades. Seu objetivo é facilitar o mapeamento das competências da instituição e incrementar a interação entre a UFRJ e outras instituições públicas e privadas, especialmente nas áreas de pesquisa científica e tecnológica.

Idealizada pela Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica da UFMG, sob a direção do professor Ado Jorio de Vasconcelos, a plataforma Somos é hoje utilizada em instituições de ensino como a Unicamp, UFSCar, UFJF, Unesp, entre outras, além da própria UFMG. A título de exemplo, apenas a plataforma Somos-UFMG já recebe cerca de 30 mil visitas por mês, originadas, em sua totalidade, em 159 países. Deste modo, a implementação da plataforma pela UFRJ representa um grande passo na universalização e gestão do conhecimento produzido pela instituição.

Em constante desenvolvimento, no dia 8 de junho o sistema foi novamente atualizado. O próximo passo é a inserção dos dados relativos à infraestrutura dos laboratórios da UFRJ. No momento, essas informações estão sendo mapeadas por empresas juniores e inseridas gradativamente na plataforma.

ceox1diaEstudantes de graduação do penúltimo e último ano interessados em participar da 3ª edição do programa CEO por um Dia podem efetuar inscrição online até 31 de julho no site www.ceox1dia.com.br. Serão selecionados 22 universitários que em setembro irão acompanhar integralmente a rotina do principal dirigente de uma grande corporação. “Os alunos terão uma experiência inédita e irão viver uma situação que muitos executivos mais seniores nunca viveram”, diz Luiz Wever, CEO da Odgers Berndtson, que organiza o programa.

A companhia é uma das líderes globais do segmento de recrutamento e seleção de executivos e realiza o programa há oito anos em países como Espanha, Portugal, África do Sul, Canadá, Alemanha, Inglaterra, Finlândia e Emirados Árabes Unidos. No Brasil, a Odgers Berndtson conta com a parceria do Estado, PDA International, Machado Meyer Advogados e Centro de Carreiras da FGV-Eaesp.

O CEO da Odgers ressalta que os jovens participarão de um dia de gestão no comando de uma empresa com grande visibilidade de mercado. “Eles terão a chance de assistir qual é a real missão, função e agenda de um CEO. Queremos desmistificar a ideia de que o presidente de uma companhia é uma pessoa que só fica dando ordens e participando de reuniões”, diz. “Os CEOs são pessoas que participam estrategicamente, pessoalmente e culturalmente da gestão do negócio, exercendo grande liderança todos os dias nas empresas que comandam”, acrescenta Wever.

Na prática

Verônica Pricoli Scheel participou da edição 2016 do programa. Era estudante de engenharia de produção na Unicamp e acompanhou um dia de trabalho do CEO da empresa da sucos Natural One, Ricardo Ermírio de Moraes (foto). “Ele é muito aberto, me deu grande atenção e contou bastante a respeito da sua experiência profissional”, conta. Hoje a jovem é trainee de engenharia na Volkswagen do Brasil e comenta como a participação no CEO por um dia ainda influencia sua vida profissional: “Aprendi que o trabalho em equipe, sem competição ou omissão de informações entre os colegas, torna o ambiente transparente, colaborativo e agradável. Além disso, um presidente não faz nada sozinho e depende de todos trabalhando em prol do mesmo objetivo”.

Verônica afirma que também aprendeu que o respeito dos colaboradores por seu gestor se conquista por meio da competência e conhecimento. A jovem ressalta que o CEO é o exemplo máximo na empresa: “Ele é o porta-voz que tem de convencer os outros que se deve apostar em certa estratégia, e isso irá ocorrer desde que ele seja realmente respeitado”.

A trainee afirma que a humildade e proximidade do CEO com os funcionários, como viu na Natural One e como ocorre, segundo diz, na Volkswagen com o CEO David Powels, é fundamental para o desenvolvimento das organizações.

Expectativa

Wever conta que a primeira edição do programa, ocorrida em 2015, teve oito participantes: “No ano passado, foram 16. Nesta edição, teremos CEOs de 22 empresas”. Segundo ele, a expectativa para este ano é receber inscrições de, aproximadamente, mil alunos de mais de 60 instituições de ensino. “O primeiro filtro reduz esse número para 50 a 60. Estes passam por teste psicométrico feito com ferramenta do PDA, um dos nossos patrocinadores. Após esse teste, restarão 30 finalistas, que serão entrevistados pessoalmente pelos sócios da Odgers ou por meio de vídeo conferência, caso residam em outros Estados”, explica.

De acordo com ele, os selecionados que tiverem necessidade de viajar terão as despesas com o transporte e estadia cobertas pela empresa participante que irá receber esse aluno.

comunicacaoentreveiculoscoppeTecnologias que farão parte do carro do futuro, incluindo os autônomos, já começam a ser projetadas de forma que possam ser implantadas também em automóveis comuns. De acordo com os especialistas, em breve um dos desafios será garantir a segurança na mobilidade em vias sobre as quais estarão circulando, simultaneamente, veículos autônomos, semiautônomos e comuns. No intuito de responder a esse desafio, pesquisadores do Grupo de Teleinformática e Automação (GTA) da Coppe/UFRJ estão desenvolvendo o Sistema de Posicionamento Cooperativo de Precisão (SPCP), cujo objetivo é promover a comunicação entre veículos.

O sistema, que poderá ser instalado em qualquer veículo, tem inúmeras funções como, por exemplo, alertar ao motorista em relação a riscos iminentes, sugerindo medidas a serem tomadas, a exemplo de reduzir a velocidade para evitar um acidente. Dependendo das características do automóvel, o próprio sistema acionará a frenagem e, em seguida, assumirá o controle do acelerador, só devolvendo o comando ao condutor quando a situação estiver normalizada.

Estruturado pelo aluno de doutorado da Coppe, João Batista Pinto Neto, sob a orientação do professor Luís Henrique Costa, do Programa de Engenharia Elétrica (PEE), o SPCP promove, por meio de redes sem fio, a comunicação entre veículos, incluindo dados sobre a infraestrutura ao longo das vias, de forma a manter o motorista informado sobre a necessidade de redução de velocidade e risco de colisão, em um raio de 1 km. O pacote também antecipa informações sobre “fechamento” de sinais (semáforos), curvas acentuadas, ultrapassagens perigosas, entre outros. As informações são atualizadas a cada décimo de segundo.

Sistema brasileiro é uma boa alternativa para carros populares

Por determinação do Departamento de Transportes americano, a partir de 2020, nos EUA, todos os carros terão que sair das montadoras com equipamento para comunicação veicular. Tais equipamentos terão que operar com um mesmo padrão de mensagem que informe localização geográfica, velocidade, altitude e aceleração.

Antecipando a aplicação de novas regras, que em algum momento também terão que ser implementadas no Brasil, o sistema da Coppe foi desenvolvido prevendo o futuro com carros conectados e levando em conta as diferenças de modelos das montadoras automotivas.

O professor Luis Henrique, que coordena o Programa de Engenharia Elétrica da  Coppe, diz que o SPCP é uma boa alternativa para os carros mais populares, principalmente quando tiverem a companhia dos veículos autônomos nas ruas. Segundo o professor da Coppe, para monitorar seu posicionamento e distanciamento, o carro autônomo possui ferramentas avançadas com uso de ultrassom, feixe de laser e sensores, que geram informações precisas.

“Como a maioria da população brasileira não terá, inicialmente, condições financeiras de adquirir um veículo como esse, o nosso Sistema de Posicionamento Cooperativo de Precisão torna-se uma opção bem atrativa. Ele poderá ser instalado em qualquer veículo, gerando informações similares e, caso o veículo autônomo também utilize o sistema, haverá maior redução de risco de acidentes até mesmo para ele, uma vez que todos terão a mesma comunicação, a mesma linguagem” afirma o professor da Coppe.

O equipamento a ser instalado nos carros é denominado unidade de bordo. Ele analisa as circunstâncias na pista de forma que as informações cheguem filtradas no visor da tela, disparando o alerta quando houver risco real de acidente. O monitoramento é feito em relação aos veículos que estão na mesma direção, seja na mesma pista ou na faixa ao lado, e também nos que transitam nas faixas de sentido contrário. “O sistema alertará o motorista sobre riscos que estejam ao seu redor ou daqueles que ele mesmo possa gerar. Ao ameaçar uma ultrapassagem, por exemplo, o alerta poderá disparar caso tenha possibilidade de colisão com um carro que trafegue na faixa ao lado, independente do sentido”, explica João Batista.

Saiba mais sobre o sistema brasileiro

De acordo com o aluno da Coppe, o sistema foi configurado de forma que o proprietário possa alterar alguns itens do veículo como, por exemplo, suas dimensões que podem ser as originais de fábrica ou alteradas como, por exemplo, ao engatar um reboque para transporte de outro veículo ou uma lancha. Estas alterações das dimensões interferem  nos cálculos do sistema para situações de manobra e também nas informações geradas para os outros carros.

“O sistema está apto a fornecer outras informações como condições do tempo, que pode afetar a visibilidade do motorista, pista molhada e até queda de barreiras. Para tanto, é necessário que tenha unidades de acostamentos instaladas ao longo das vias, com acesso à Internet para gerar essas informações” conclui o aluno da Coppe.

Embora utilize o GPS comercial autônomo, o sistema é original por acrescentar geometrias elíptica e esférica, o que dá precisão às informações, independente do risco de o veículo estar na mesma via ou em ruas transversais. “O GPS comercial autônomo comete erro típico de até 10 metros de posicionamento, que não atende a precisão requerida para segurança veicular. Com a introdução das ferramentas que desenvolvemos para o SPCP, a precisão do posicionamento foi aumentada, convergindo para os limites tolerados para aplicações de segurança veicular”, explica João Batista.

Os equipamentos que farão parte da infraestrutura são denominados unidades de acostamento. Esses poderão ser acoplados a sinais de trânsito, possibilitando informar o motorista o instante que ele deve iniciar a frenagem para parar o veículo com segurança no cruzamento, caso o sinal esteja fechado. Essa informação é importante principalmente para veículos que estiverem atrás de ônibus e caminhões, que dificultam a visão. Outras unidades de acostamento poderão ser instaladas em curvas para evitar a saída da pista por velocidade excessiva, ou ainda para indicar ao motorista o quanto tem que reduzir, em frente a colégios, hospitais e outros lugares que requerem redução de velocidade.

Para evitar problemas na troca de informações, João diz que utiliza o mesmo padrão de comunicação de rede veicular que define a faixa de frequência, taxa de transmissão e tamanho das mensagens, usado no mundo, o IEEE802.11p. Uma grande vantagem da rede veicular é que ela não sofre interferências de outras redes sem fio, como a rede WI-FI, porque funciona em faixa de frequência exclusiva e, portanto, o tráfego de dados é dependente somente do número de veículos dentro de uma determinada área.

inovativa2017Empreendedores interessados em alavancar seus negócios devem ficar atentos a mais uma oportunidade oferecida pelo InovAtiva Brasil. O programa, que oferece mentoria e capacitação gratuita para empresas, está com inscrições abertas para o seu segundo ciclo de aceleração de 2017. Para se candidatar a uma das 300 vagas oferecidas, os interessados precisam se inscrever no site do programa até o dia 10 de julho e aguardar a seleção.

De acordo com dados da Associação de Empresas Aceleradoras de Inovação e Investimentos (ABRAII), a aceleração gera impacto direto na validação do produto, reduzindo em até cinco meses o tempo que esse processo levaria sem o acompanhamento dos mentores. Além disso, o estudo ainda aponta o crescimento de 17,2% no faturamento médio das empresas analisadas que passam pela aceleração.

O Secretário de Inovação e Novos Negócios do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Vinícius de Souza, acredita que a expansão do programa acontece pois existem empresas de altíssimo nível prontas para disputar vagas, inclusive no exterior. ‘‘A inovação no Brasil ganhou bastante força com as startups aceleradas pelo InovAtiva. Com o apoio de grandes mentores voluntários, os empreendedores vão apresentar seus projetos a executivos experientes, além de terem diversas vantagens adicionais como possíveis parcerias de renome e até apoio para internacionalização dos projetos’’, comentou.

Primeiro ciclo de 2017 teve mais de mil inscritos

No ciclo 2017.1, foram 1793 projetos inscritos que passaram por uma peneira onde 300 foram selecionados. Entre eles constavam empresas inovadoras iniciantes espalhadas por 103 cidades de 24 estados, englobando 18 setores da economia, com destaque para tecnologia da informação (25%), serviços (16%), saúde (12%) e agronegócios (11%). ‘‘Neste ciclo foram 1793 propostas submetidas, 30% a mais que o melhor resultado anterior, o que significa que a competição foi muito maior”, informou o Secretário.

Ele destacou que o objetivo do InovAtiva Brasil é qualificar startups com ideias e tecnologias incríveis, mas com pouco conhecimento de negócio. “São empreendedores com grande potencial, mas que em geral ainda não falam a língua do mercado, não sabem como atingir o seu cliente e abordar um potencial investidor. Auxiliamos nesse primeiro passo e entregamos elas mais estruturadas apenas quatro meses depois”, completou.

O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, também ressaltou a relevância da ação para o segmento: “O InovAtiva traz uma série de impactos positivos para as empresas participantes. Esses resultados podem ser percebidos no aumento da sobrevivência das empresas, da expectativa de faturamento e da valorização no mercado em que atuam”, disse.

Expectativas para o ciclo 2017.2

A expectativa é que ainda mais empresas se cadastrem no segundo ciclo. ‘‘A aceleração é o diferencial do ecossistema de inovação no país. Tivemos um time de primeira apoiando os novos empreendedores no primeiro ciclo e, para o segundo, vamos manter os cursos e mentorias, pois o desafio é aumentar a quantidade de startups aceleradas sem perdermos a qualidade do programa’, comentou Leandro Carioni, diretor do Centro de Empreendedorismo Inovador da Fundação CERTI.

A diretora técnica do Sebrae, Heloisa Menezes, acredita que a grande diversidade de negócios acelerados pelo programa dá visibilidade ao empreendedorismo no Brasil. “O programa coloca à disposição das startups selecionadas um grupo de mais de 300 mentores, dentre eles vários executivos de grandes empresas e especialistas que as orientam na formatação do seu negócio. E o mais importante, o programa promove relacionamento entre essas startups e investidores que vão realizar aporte de capital nesses projetos”, comentou.

O InovAtiva Brasil é realizado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e Sebrae, e executado pela Fundação CERTI. As inscrições devem ser feitas até 10 de julho a partir do seguinte link: http://www.inovativabrasil.com.br/plataforma/desafio/16.

enapid2017O prazo da submissão de trabalhos, para apresentação oral ou pôster, no X Encontro Acadêmico de Propriedade Intelectual, Inovação e Desenvolvimento (Enapid), foi prorrogado até o dia 3 de julho.

Realizado na cidade do Rio de Janeiro e tendo como tema, este ano, "10 anos de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Inovação no Brasil: passado, presente e futuro", o Enapid é um evento que busca discutir questões relacionadas ao desenvolvimento científico e tecnológico por meio da propriedade intelectual, transferência de tecnologia e promoção da inovação.

O encontro busca incentivar ainda o empreendedorismo nos âmbito local, regional e nacional, nas diversas áreas do conhecimento.

O evento é gratuito e não há custos de inscrição, submissão e/ou para publicação dos trabalhos.

Acesse o passo a passo para a submissão.

embrapiiA Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) formaliza nesta segunda-feira (12), em São Paulo, o contrato com o Sebrae que irá subsidiar pequenas empresas interessadas em investir em projetos de inovação industrial. A iniciativa prevê a liberação de R$ 20 milhões em duas linhas de financiamento: a primeira, voltada para o desenvolvimento tecnológico, destina-se apenas aos microempreendedores individuais, startups, micro e pequenas empresas. A segunda é destinada ao encadeamento tecnológico e pode contar com empresas de todos os portes. O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, participa da cerimônia junto com o presidente do Sebrae, Afif Domingos, e o diretor-presidente da Embrapii, Jorge Almeida Guimarães.

O financiamento irá ajudar os empresários a completar suas contrapartidas nos projetos desenvolvidos pela Embrapii. Pelo modelo de negócios, a organização pode investir até 1/3 das despesas com projetos, enquanto o valor restante é dividido entre a Unidade e a empresa parceira. Na modalidade "desenvolvimento tecnológico", o aporte financeiro do Sebrae será de até 70% da contraparte da empresa. Já na segunda modalidade – "encadeamento tecnológico" – o aporte será de até 80% da contraparte da empresa, sendo que ela não poderá ser inferior a 10% do valor total do projeto. Estima-se que cerca de 200 pequenas e microempresas se beneficiem com a iniciativa.

A Embrapii mantém contrato de gestão com o MCTIC, acordo do qual o Ministério da Educação também participa como instituição interveniente. O MCTIC oferece suporte institucional e orçamentário a projetos da organização, dentro de política pública de estímulo à inovação e desenvolvimento da produtividade no país.

oifuturoO Oi Futuro, instituto de responsabilidade social da Oi, está lançando seu laboratório de Inovação Social, o Labora, que pretende ser um ponto de conexão, de aprendizagem e de criação para organizações e empreendedores comprometidos com transformações de impacto. Seguindo este esteio, foram abertas as inscrições para o “Programa de Aceleração de Negócios Sociais do Labora/Oi Futuro”, cuja ideia é fortalecer e acelerar negócios capazes de gerar soluções criativas e escaláveis para os desafios da sociedade.

O programa é voltado para empreendedores, sejam pessoas físicas ou jurídicas, que possuam propostas de negócios inovadores e com protótipos desenvolvidos que visem à melhoria da condição de vida das pessoas nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife ou Porto Alegre. As propostas devem ser autossustentáveis, escaláveis e replicáveis, além de voltadas ao desenvolvimento de soluções de impacto para problemas sociais.

Serão avaliados: o empreendedor e equipe; o modelo de negócios e sustentabilidade (se é disruptivo, potencial de mudança); se o negócio tem potencialidade para replicabilidade e escalabilidade; qual é a tecnologia utilizada; urgência do problema social; e potencial do negócio.

A habilitação dos projetos inscritos será realizada por uma comissão composta por especialistas da Yunus Negócios Sociais. Os projetos que forem habilitados passarão por uma etapa de seleção a ser realizada por profissionais da Oi e especialistas do Oi Futuro e da Yunus Negócios Sociais.

Durante a sua execução, o programa realizará mentorias que acontecerão no período de três meses (de julho a setembro de 2017), com carga horária de 98 horas de aceleração distribuídas em três blocos de encontros presenciais, a serem realizados no Labora/Oi Futuro, localizado à Rua Dois de Dezembro, 107, Flamengo – Rio de Janeiro – RJ.

Os empreendedores selecionados devem se comprometer a participar integralmente de todo o processo de aceleração e dos eventos indicados, bem como se responsabilizar pelas despesas de transporte, hospedagem e/ou alimentação. Também será necessário disponibilizar infraestrutura (computador e internet) para realizar os encontros remotos ao longo dos meses de aceleração.

A participação no processo de seleção do programa é gratuita e as inscrições ficam abertas até 18 de junho, devendo ser feitas pelos próprios empreendedores ou por seus procuradores formalmente autorizados. Não serão aceitos como proponentes pessoas físicas ou jurídicas que, respectivamente, sejam ou possuam entre seus dirigentes ou funcionários, cônjuges ou parentes até o segundo grau de colaboradores do Oi Futuro ou das empresas Oi e Yunus Negócios Sociais.

As inscrições devem ser feitas através do preenchimento de um formulário eletrônico que deve ser solicitado através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

becaemenprendimientosocialA Fundação Arquia, em colaboração com a Barcelona Activa, está oferecendo uma bolsa de Empreendedorismo Social na Espanha.

A bolsa tem como objetivos: promover a cultura do empreendedorismo e o empreendedorismo como motor do crescimento econômico, apoiando propostas inovadoras no campo do empreendedorismo social; dar conhecimentos e ferramentas para que os candidatos posam complementar as suas competências empresariais e permitir-lhes realizar o seu projecto empresarial; impulsionar novos projetos empresariais decorrentes de valores como o esforço, unidade e inovação.

Podem participar graduados em Ciências Sociais, Direito, Artes, Ciências da Saúde, Economia, Administração, Engenharia e Arquitetura, dentre outros cursos, desde que tenham cursado faculdade em uma universidade espanhola ou tenham o título homologado na Espanha, além de permissão para residir em território espanhol. Também é aceita a participação de equipes multidisciplinares compostas por profissionais com uma ideia de negócio viável, criativa e inovadora.

A bolsa oferece: uma vaga no programa Empreendedorismo Social de seis meses da Barcelona Activa, uma instituição de prestígio no campo do empreendedorismo e inovação; um prêmio de 7.000 euros que cobrem os embarques para assistir às sessões do programa; um conselheiro pessoal que irá supervisionar o projeto durante o curso do programa.

A preferência será dada a projetos que envolvam soluções inovadoras para os desafios sociais decorrentes do envelhecimento da população, a cobertura das necessidades básicas da população do mundo ou que promovam a sustentabilidade e  orespeito ao meio ambiente .

O prazo de inscrição é 30 de junho de 2017.

Mais informações em: http://fundacion.arquia.es/es/concursos/otrosconcursos/emprendimiento/social/Convocatoria?anyo=2017.

INPIlogoEstão abertas as inscrições para aqueles que desejarem se candidatar a uma vaga no "Curso Intermediário de Marcas", agendado para o dia 07 de julho de 2017, das 8h30 às 17h30, na Academia do INPI, localizada no Centro do Rio de Janeiro. Podem se candidatar alunos que tenham concluído o "Curso Básico de PI", com carga horária de 40 horas, oferecido por algum dos parceiros do INPI (com instrutores do INPI) ou o "Curso Geral de Propriedade Intelectual - DL 101 P BR".
 
O curso é gratuito e o aceite da inscrição está sujeito ao cumprimento dos pré-requisitos e ao limite de vagas disponíveis.
 
As inscrições são feitas exclusivamente por meio do link: http://epesquisa.inpi.gov.br/index.php/443441/lang-pt-BR.
 
A Academia do INPI não se responsabiliza por falhas dos candidatos no preenchimento ou no envio dos formulários.
 
Eventuais dúvidas podem ser esclarecidas por meio do seguinte endereço eletrônico: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

semanadomeioambiente

O Parque Tecnológico da UFRJ realiza, entre os dias 5 e 9 de junho, diversas ações para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho. Serão realizadas diversas atividades, entre elas debate sobre meio ambiente e exibição de filme sobre o tema, plantio de árvores, criação de uma horta comunitária, corridas com a equipe de educação física da UFRJ e um encontro sobre empreendedorismo, sustentabilidade, agricultura dentro das cidades e fabricação de cerveja artesanal.

A ação é uma parceria entre o Parque Tecnológico da UFRJ, as empresas Siemens e Paysagem, a Prefeitura Universitária, os projetos Organokits, Recicla CCS e HUB UFRJ, o Laboratório Ecoaplicada e a Escola de Educação Física da UFRJ.

Para participar das atividades basta se inscrever no link https://danielle182.typeform.com/to/QWhZRC.

Confirma a programação completa abaixo:


Dia 5 de junho

10h às 11h - Palestra sobre eficiência energética e sustentabilidade
Local: Auditório da Siemens – Parque Tecnológico da UFRJ

11h – jornal interativo de realidade aumentada onde os visitantes poderão interagir com notícias ligadas aos temas sustentabilidade e meio ambiente.
Local: Siemens


Dia 6 de junho

9h às 10H – Inauguração da Horta Comunitária do parque com oficinas de práticas sustentáveis, plantio de mudas e adoção de uma muda árvore de reflorestamento que será plantada no dia 21 de setembro, dia da árvore.
Local: Horto do Parque

10h30 às 11h30 – Encontros na Horta Comunitária com alunos da escola Tenente Antônio João para o projeto Horta Escolar.
Local: Horto do Parque.


Dia 07 de junho

13h às 15h – Plantio de mudas de árvores na Orla do Parque
Local: Ponto de encontro no prédio da administração do Parque.


Dia 8 de junho

10h às 11:30 – Esporte de Orientação – corrida e caminhada praticada em contato direto com a natureza contando somente com um mapa e uma bússola. A modalidade esportiva usa a própria natureza como campo de jogo, com isso criou-se o conceito da preservação do meio ambiente entre seus praticantes. A atividade será orientada por uma equipe do curso de educação física da UFRJ.
Ponto de encontro: Prédio da Administração do Parque

17h30 às 20h- Hubber - Bate papo sobre produção de alimentos dentro das cidades, arquiteturas associadas a agricultura urbana e degustação de cerveja artesanal
Local: Espaço HUB UFRJ

 


Dia 9 de junho

11h às 12:30 – Cine Recicla: Exibição do filme Lixo Extraordinário seguido de debate sobre sustentabilidade e meio ambiente.
Local: Auditório do Parque Tecnológico da UFRJ

sercientistaAo longo da história, a humanidade já fez muitas descobertas científicas importantes. E o que está no coração de todas essas descobertas é uma metodologia especial que os cientistas usam para pensar sobre as coisas: o método científico. Buscando justamente suscitar o pensamento e os questionamentos que são os pilares do método científico, no mês de maio, o Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis (IBqM/UFRJ) lançou o site Ser Cientista.

Fruto de uma iniciativa que vem sendo desenvolvida desde a década de 1980, este projeto promove uma série de eventos no ensino básico cujo objetivo é estimular a experimentação como forma de aprender e ensinar ciências. A ideia é, além de proporcionar a capacitação de professores, mostrar que todos, inclusive as crianças, podem fazer ciência.

O projeto faz parte da Rede Nacional de Educação e Ciência, um programa que envolve 39 grupos de 23 instituições de ensino e pesquisa, visando buscar novos caminhos para a educação em ciências no Brasil. Ele pode ser levado a escolas, museus de ciências e outras instituições que desejem proporcionar a crianças e jovens uma oportunidade de entender como a ciência funciona.

Embora o Brasil ocupe o 13º lugar nos principais rankings de produção científica, a performance das escolas nessa disciplina ainda é bastante baixa. Segundo dados do PISA 2015, o país ocupa a 63ª posição dentre as 70 possíveis na produção feita por estudantes na área. Segundo Andrea da Poian, professora do IBqM e uma das idealizadoras do projeto, o conhecimento não está sendo transferido para a educação básica. “Essa iniciativa integra alunos e professores na promoção do conhecimento científico, vivenciando sua metodologia”, comentou.

Neste cenário, desde 1985 o Instituto de Bioquímica promove a alunos e professores cursos experimentais investigativos, a fim de permitir a compreensão do processo científico como um todo. O projeto já levou suas atividades a áreas isoladas e com pouca infraestrutura, como as comunidades paraenses de Alter do Chão e Urucureá, para atividades com crianças de 4 a 10 anos. Para as organizadoras, não são necessários muitos recursos para promover o pensamento científico, apenas a vontade de aprender. “A ciência nasce das perguntas e da busca por conhecimento”, enfatiza Luisa Ketzer, professora do polo Xerém da UFRJ.

O site surge para ampliar o projeto e estimular a divulgação científica com vídeos, depoimentos e um espaço para debates. “Precisamos acabar com a ideia de que a ciência é um enigma inalcançável. E isso acontecerá por meio do estímulo ao pensamento e à metodologia científica”, concluiu Ketzer.

Saiba mais sobre o projeto no site www.sercientista.com.br

O Centro de Referência para Mulheres Suely Souza de Almeida (CRM-SSA) é um projeto integrante do Núcleo de Estudos em Políticas Públicas em Direitos Humanos (NEPP-DH), Órgão Suplementar do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CFCH/UFRJ). Desde 2000, esse trabalho vem sendo realizado na Maré pelo Centro de Referência para Mulheres Carminha Rosa (CRMM-CR).

Os objetivos do projeto são, a partir do exercício interdisciplinar: atender e oferecer acompanhamento psicossocial e jurídico; orientar nas desigualdades de gênero e fortalecer a cidadania das mulheres em situação de violência doméstica; promover debates, estudos e propostas sobre a realidade social brasileira da mulher; produzir indicadores sociais; desenvolver e testar metodologias inovadoras de formulação, execução, monitoramento e avaliação de políticas sociais; assim como realizar estudos prospectivos.

Em 30/05, das 13h30min às 15h30min, no CRM-SSA (Praça Machado Moreira s/n, próximo à Prefeitura Universitária), ocorrerá a atividade "Cine Pipoca" com a apresentação do filme "Mãe Só Há Uma". O filme é inspirado em uma história real ocorrida nos anos 1990, que ficou conhecida como “o caso Pedrinho”. Ele retrata o processo de reaproximação com a família biológica de um rapaz que descobre na adolescência que foi sequestrado quando recém nascido. Após a exibição do longa metragem, haverá roda de conversa para debate acerca de possíveis questões levantadas pelo filme.

O evento é gratuito e aberto a toda a comunidade. A classificação etária é 16 anos.

 

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nisiobrumNo Brasil, cerca de 40% dos gastos com energia elétrica, nas grandes cidades, advém do uso de aparelhos de ar condicionado. Em entrevista ao site “Projeto Colabora”, o professor Nísio Brum, do Programa de Engenharia Mecânica da Coppe, fala sobre novos materiais e formas de climatizar residências e locais de trabalho consumindo menos energia e, consequentemente, reduzindo a conta de luz.

Na edição do mês de fevereiro, a revista Science publicou um artigo sobre a invenção de uma película capaz de revestir telhados, isolando a radiação infravermelha ao mesmo tempo em que permite a passagem da luz visível. Desenvolvida pelos pesquisadores Xiaobo Yin e Ronggui Yang, da Universidade do Colorado Boulder (EUA), a película é feita de um metamaterial, composto por polímero e material vítreo, que isola parte da temperatura externa, possibilitando um menor gasto de energia para a refrigeração de ambientes fechados. A estimativa é que o material possa ser produzido a um custo de 50 centavos de dólar por m².

“O que essa película faz é reduzir a carga térmica que o aparelho de ar-condicionado teria de combater. Ele trabalharia com mais folga, e utilizaria menos energia elétrica. Tem grande importância pela eficiência", explica o professor.

Segundo Nísio Brum, a exemplo da película desenvolvida na Universidade do Colorado, há alternativas cuja finalidade é proporcionar maior conforto térmico em dias quentes, sem consumir tanta energia elétrica. "Temos hoje em dia, na parte de fenestração, vidros com grande capacidade de reter infravermelho, vidros de baixa emissividade. No teto podemos colocar tintas reflexivas, ou jardins, quando possível, que fazem o bloqueio da energia solar. Já no projeto da residência é possível calcular qual a melhor orientação do prédio e usar a própria estrutura como um retardo da energia solar incidente", esclareceu.

De acordo com o professor da Coppe, com uma temperatura ambiente de 24ºC e umidade do ar em 50%, em uma atividade profissional normal, apenas 6% das pessoas em um ambiente, como um escritório, ficariam insatisfeitas com essas condições. "É como se definisse o número de chatos", brincou Nísio.

“O ar condicionado não precisa ser “um vilão tão grave”, afirma Nísio, embora admita que certo consumo de energia continuará sendo necessário para climatizar ambientes quando a temperatura externa chegar, por exemplo, a 40ºC. Algum preço teremos que pagar por esse conforto, é a nossa sina", concluiu o professor da Coppe.

 

FONTE: PLANETA COPPE

inpipilotoprioridadeictsCom o objetivo de facilitar a inserção de produtos e serviços inovadores desenvolvidos pelas instituições de ciência e tecnologia (ICTs) brasileiras no mercado global, o INPI está implementando uma nova modalidade de exame prioritário de patentes. Trata-se do projeto-piloto Patentes ICTs, que foi instituído pela Resolução nº 191, publicada na Revista da Propriedade Industrial (RPI) nº 2420, de 23 de maio de 2017.

O presidente do INPI, Luiz Otávio Pimentel, assinou a resolução após palestra magna no dia 18 de maio no XI Encontro Anual da Associação Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec), em Fortaleza.

Essa é mais uma medida que o INPI adota para mitigar os efeitos negativos do atraso na decisão de pedidos de patente, de acordo com a diretriz institucional de enfrentar o backlog, conforme o Plano de Ação 2017 do Instituto.

O projeto

Com início previsto para o dia 22 de junho, o Patentes ICTs terá duração de um ano ou até que 200 pedidos de patente sejam considerados aptos, o que ocorrer primeiro, sendo que cada depositante poderá efetuar apenas um requerimento por mês. O INPI espera que a decisão final dos pedidos aceitos no projeto-piloto ocorra no prazo de oito a dez meses, em média, desde que atendidos todos os requisitos.

O número de depósitos de pedidos de patentes das ICTs vem aumentando a cada ano no Brasil, conforme apontou o levantamento feito pelo Instituto em sua base de dados, a partir do CNPJ das instituições que preencheram o Formulário para Informações sobre a Política de Propriedade Intelectual das Instituições Científicas, Tecnológicas do Brasil (FORMICT). Entre janeiro de 2010 e junho de 2016, foram 4.471 pedidos de patentes de 132 ICTs, sendo que, em 2014 e 2015, foram solicitados cerca de 800 por ano, quase o dobro de depósitos (436) no ano de 2010.

Para mais informações, acesse a página do projeto-piloto Patentes ICTs.

 

FONTE: INPI

INPIlogoEstão abertas as inscrições para o curso "Oficina de Busca e Redação de Patentes - Engenharia", que ocorrerá entre os dias 06 e 09 de junho, das 8h30 às 17h30, na sede do INPI, na Rua Mayrink Veiga, 09, no Centro do Rio de Janeiro. O objetivo do curso é aprofundar os conhecimentos sobre redação de patentes na área das Engenharias específicas de interesse local.

A carga horária é de 24 horas (para participantes que não são da área de Engenharia) ou 32 horas (para os da área de Engenharia). O curso consiste nas seguintes disciplinas: Busca (8 horas), Redação de Patentes Geral (16 horas), Redação de Patentes específica para Biotecnologia (8 horas).

Serão oferecidas 25 vagas distribuídas por ordem cronológica das inscrições, desde que atendido o pré-requisito de já se ter realizado o Curso de Extensão em PI (antigo intermediário em PI), além do envio do Termo de Responsabilidade. Também deve ser observado o limite de três participantes por instituição externa ao INPI.

Para o módulo específico serão  aceitos  somente  os  interessados  com  formação comprovada na área de Engenharias e que tenham participado do Módulo Geral.

O curso é gratuito e as inscrições devem ser feitas a partir deste endereço: http://epesquisa.inpi.gov.br/index.php/795665/lang-pt-BR.

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A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) inaugurou, no dia 12 de maio, o primeiro espectrômetro de ressonância magnética nuclear (RMN) de 900MHz da América Latina. O equipamento poderá reduzir pela metade os processos que duravam até um ano, nas pesquisas sobre câncer, Alzheimer e Parkinson, entre outras, além de permitir pesquisas inéditas nestes temas.

O espectrômetro também qualificará os estudos sobre dengue, zika, febre amarela e chikungunya, beneficiando uma rede de aproximadamente 400 pesquisadores do Brasil e América Latina. Antes, era necessário ir à Europa ou aos EUA para usar a tecnologia.

Organizado pelo Centro Nacional de Biologia Estrutural e Bioimagem (Cenabio-UFRJ) e pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Biologia Estrutural e Bioimagem (Inbeb), o evento aconteceu pela manhã, no Centro de Ciências da Saúde da UFRJ.

O diretor do Cenabio, professor Adalberto Vieyra, falou das iniciativas do centro em quase duas décadas de atuação. “A palavra mais proeminente hoje em pesquisa é inovação. Nós acreditamos na pesquisa básica, na pesquisa fundamental”, disse.

“Que as fundações de apoio à pesquisa possam trazer linhas de investimentos, para que o Cenabio continue na perspectiva de incorporar novas tecnologias, promovendo o desenvolvimento acadêmico da nossa universidade”, disse Denise Nascimento, vice-reitora da UFRJ. Ela também destacou as novas perspectivas de avanços na prevenção e tratamento de doenças como dengue e chikungunya.

O evento contou com homenagens ao professor Mario Alberto Cardoso da Silva Neto, que participou ativamente do projeto e faleceu na quinta-feira (11/5).

Também participaram da mesa de abertura (foto) Mark Chaykovsky, representante da Bruker, fabricante do equipamento, Andrew Macrae, coordenador de assuntos internacionais do Centro de Ciências da Saúde da UFRJ e Jerson Lima, professor do Instituto de Bioquímica Médica (IBqM) da UFRJ e diretor científico da Faperj.

Pesando cerca de cinco toneladas, o equipamento foi adquirido com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTIC), com contrapartidas da UFRJ e do Inbeb.

Técnica permite estudo de moléculas em condições próximas às fisiológicas

Amplamente usada na área de biologia, química, física e medicina, a espectrometria de ressonância magnética nuclear possibilita a determinação da estrutura de moléculas em solução, desde metabólitos a moléculas maiores, como proteínas, carboidratos e ácidos nucléicos.

O novo espectrômetro, por possuir campo magnético mais forte que os demais em funcionamento no Centro, permite a obtenção de um espectro mais delimitado de estruturas moleculares e, consequentemente, a visualização e interpretação de estruturas mais complexas.

A técnica, que permite o estudo de moléculas em condições próximas às fisiológicas, rendeu um Nobel em Química (2002) ao professor Kurt Wu¨thrich, pesquisador visitante especial da UFRJ e do Inbeb, e permite compreender melhor funções e atividades de macromoléculas, assim como o entendimento de patologias e possível desenvolvimento de terapias.

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FOTOS: Jean Souza e Diogo Vasconcellos

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Imbuído pela convicção de que o conhecimento produzido pela pesquisa acadêmica deve ultrapassar os muros da Universidade, um grupo de docentes da UFRJ uniu esforços para sistematizar o projeto “UFRJ Doa Uma Aula”. A iniciativa busca levar às escolas públicas de ensino médio e fundamental aulas teóricas e práticas, palestras e promover debates acerca de temas que sejam de interesse da comunidade escolar.

Não há restrições temáticas, de modo que qualquer docente com interesse e disponibilidade pode participar do projeto, atuem eles nas áreas da saúde, de humanas ou tecnológicas. O escopo final do projeto é fomentar um contínuo diálogo sobre possíveis colaborações que tenham como norte a melhoria do ensino na Educação Básica e Superior.

Conforme explicam os integrantes do projeto: “Para defender a educação como um bem público e lutar por uma política educacional que atenda às necessidades da população, é imprescindível o diálogo entre a Universidade e a escola, no que concerne à política educacional, científica e cultural brasileira. Esperamos que a experiência obtida pelos encontros com a escola possa servir de base para promover estudos visando o aprimoramento do ensino superior e de sua articulação com os demais níveis de ensino, primeiro passo na construção de uma proposta de ações para solucionarmos os problemas que temos hoje na educação básica brasileira”.

Os interessados em solicitar as atividades do UFRJ Doa Uma Aula podem acessar o seguinte endereço: http://www.ufrjdoaumaaula.com.br/cardapio.php. Através deste link é possível ter acesso aos professores participantes desse projeto, bem como às possíveis temáticas a serem abordadas, que estão distribuídas entre os seguintes grupos: Ambiente; Biologia; Biotecnologia; Ciência; Comunicação; Engenharia; Filosofia; Física; Geografia; História; Informática; Literatura; Matemática; Materiais; Política; Português; Química; Saúde; Sociedade; Tecnologia; Temas Gerais; Urbanismo. Ao todo, já são mais de cem aulas/ atividades cadastradas. O processo de solicitação é muito simples e demanda informações básicas como o público estimado, local e data da aula, infraestrutura e material disponível etc.

A professora Débora Foguel, que integra da equipe de professores do projeto, por exemplo, oferece a aula “Como as proteínas adquirem suas  estruturas e funções?”. Ela lembra que “os pesquisadores dos programas Cientistas do Nosso Estado (CNE)  e Jovens Cientistas do Nosso Estado (JCNE) precisam oferecer uma atividade junto as escolas por ano. Essa é uma ótima oportunidade para a melhora da nossa educação básica tão combalida”.

Os docentes que se interessarem em integrar esta iniciativa devem acessar o seguinte endereço: http://www.ufrjdoaumaaula.com.br/junte-se-a-nos.php.

 

FOTO: Alessandra Coelho

hackinghealthA cidade do Rio de Janeiro vai sediar, de 26 a 28 de maio de 2017, o Hacking Health, movimento global que reúne profissionais das áreas de saúde, tecnologia, design e empreendedorismo em um hackathon para pensar e criar soluções sobre o sistema de saúde. Criado no Canadá em 2012, o Hacking Health está presente em mais de 21 países e já gerou mais de 650 projetos e soluções de melhoria nas condições de saúde nos locais de atuação.

No Rio de Janeiro, o Hacking Health Rio (HH Rio), em sua 1ª edição, acontecerá na Nave do Conhecimento, no Engenho de Dentro, Zona Norte do Rio. O evento é gratuito e as inscrições estão abertas, com vagas limitadas, no site http://hackinghealth.ca/city/rio-de-janeiro-brazil/.

O Hacking Health chegou ao Brasil em 2016, com edições já realizadas em Ribeirão Preto (SP), Londrina (PR) e Joinvile (SC). No Rio de Janeiro a proposta é reunir, em três dias, especialistas e entusiastas para romper as barreiras na inovação nas áreas de saúde pública, saúde no ambiente de trabalho e saúde no esporte. No hackaton será possível construir protótipos das ideias elaboradas e apresentá-los para uma banca de especialistas, investidores, parceiros e apoiadores que irão avaliá-los como negócios possíveis de serem desenvolvidos e aplicados na sociedade.

“O HH Rio é mais que uma reunião de empreendedores e especialistas. É uma oportunidade incrível para pessoas se conhecerem, trocarem cartões, pensarem em conjunto e criarem soluções efetivas. Queremos que esta seja uma iniciativa perene e que irá colocar o Rio de Janeiro nos rankings de inovação em saúde do Brasil e do mundo”, conta Alex Lucena, organizador do evento e sócio da 4H Tecnologia em Saúde. O HH Rio é uma iniciativa da 4H Tecnologia em Saúde, realizada pelo Sebrae e Prefeitura do Rio de Janeiro.

O evento conta com a parceria do Parque Tecnológico da UFRJ e o Laboratório de Engenharia de Software (LES) do CTC/PUC-Rio e o apoio das seguintes instituições: MED PUC, Associação Brasileira de Startups de Saúde, Instituto Reação, Instituto D´Or de Ensino e Pesquisa, Escola de Vôlei Bernardinho, Perinatal, Anjos do Brasil, Brain Ventures, ACRio, TI Rio, Herrera & Rosado Advogados, Sesi, Assespro, Rio Soft, CREMERJ, SBIS, Fiocruz, Gávea Angels, CBEXs e da Aceleradora Grow+.

fotomapadainovacaosocialAcaba de ser disponibilizado um novo espaço virtual voltado à divulgação de projetos e produção de informações relativas à temática da inovação social. Trata-se do Mapa da Inovação Social, que pode ser acessado neste link.

A iniciativa pretende ser um espaço fomentador de articulações responsável por promover o diálogo com com as pessoas que atuam neste campo, auxiliando a pensar a atuação da Universidade nas respostas aos desafios da sociedade contemporânea. Assim, através de uma produção colaborativa de conhecimento, espera-se criar uma rede de pessoas e organizações que lidam com esta temática, dando mais visibilidade e subsídios à produção de conhecimento neste campo.

A ideia de construção de uma plataforma voltada a iniciativas sociais inovadoras vem desde 2008, quando foi desenvolvido o projeto do Instituto Virtual de Inovação Social (IVIS). Uma série de percalços que vão desde dificuldades técnicas até barreiras na cultura institucional, não permitiu o avanço da iniciativa. No entanto, a importância de se ter um espaço de divulgação e articulação de uma rede de iniciativas de interesse social nascidas na UFRJ se manteve presente. É esta lacuna que o Mapa da Inovação Social pretende preencher.

“É sabido que há um conjunto de informações que estão dispersas em diferentes espaços de consulta e sem uma organização orientada pelas questões específicas do tema da inovação social e outros grupos interessados nas temáticas afins. O que esperamos é que além das informações organizadas, consigamos fomentar uma produção de conhecimento aplicada à ação dos atores acadêmicos e socais e dos formuladores de políticas públicas para este campo”, explica Iris Guardatti, responsável pelo setor de Inovação Social da Agência UFRJ de Inovação.

Como foi construído?

O trabalho foi feito pelo estudante Guilherme Monteiro, que, além de cursar graduação em Defesa e Gestão Estratégica Internacional (DGEI) na UFRJ, também é estagiário da Agência UFRJ de Inovação. A metodologia utilizada para a construção do mapa envolveu a análise de banco de dados abertos, tais como a base minerva e as plataformas Somos UFRJ e Pantheon. Nelas, foram realizadas buscas a partir das palavras-chave: tecnologia social, economia solidária e inovação social. A seleção das tags seguiu o critério de números de citação na plataforma Somos UFRJ.

forumacessibilidade2017Retomando os trabalhos da última sessão, o Fórum Permanente UFRJ Acessível e Inclusiva realizou na quinta-feira, dia 20/4, sua 5ª plenária, no salão nobre da Decania do Centro de Tecnologia (CT). O evento contou com a presença do reitor, Roberto Leher, e de membros da comunidade universitária, entre eles, alunos, docentes e técnicos-administrativos.

Responsável por assuntos acadêmicos, a Câmara II apresentou a proposta do módulo geral de capacitação, aprovado na íntegra pela plenária. Funcionando como uma espécie de “curso de acolhimento”, o objetivo da ação é sensibilizar e preparar a Universidade para receber pessoas com deficiência.

O projeto ganhou prioridade com a Lei 13.409, sancionada no final do ano passado, que inclui pessoas com deficiência entre os beneficiários de reserva de vagas nas universidades federais e nas escolas federais de ensino médio técnico. A tendência é que o número de pessoas com deficiência ingressando na Universidade comece a aumentar já no próximo semestre. 

Iris Guardatti, da Agência de Inovação UFRJ e membro da PR-2, destacou a importância do funcionamento pleno dos recursos de acessibilidade já existentes na Universidade, visando garantir mínimas condições para receber os novos membros. A curto prazo, “a ideia é mitigar algumas das problemáticas envolvendo acesso e mobilidade”, afirmou.

Entre as ferramentas já disponíveis estão os ônibus internos, as rampas e as calçadas da Cidade Universitária, com pisos táteis e sinalizações adaptadas nos maiores pontos de circulação do campus. 

Reconhecendo o atraso da UFRJ nas questões envolvendo acessibilidade, o reitor, Roberto Leher, lembrou da necessidade imediata da implantação de políticas que garantam acesso, mobilidade e inclusão de pessoas com deficiência no espaço universitário. Leher celebrou a realização de mais uma edição do Fórum e a evolução na construção de uma política de acessibilidade e inclusão efetiva. “Que os encaminhamentos sigam a trajetória otimista que estamos traçando”, desejou.

Site

O projeto do Portal do Fórum Permanente UFRJ Acessível e Inclusiva foi apresentado na plenária. Desenvolvido pela Coordenadoria de Comunicação da UFRJ (CoordCOM) em parceria com a Superintendência de Tecnologia da Informação (TIC-UFRJ), o site já possui conteúdo e está em estágio final de teste. A versão definitiva será lançada ainda neste ano.

O objetivo da ferramenta é facilitar a comunicação entre o Fórum e a comunidade acadêmica, divulgando ações e materiais produzidos nas plenárias, além de informar sobre eventos e datas importantes. Com a missão inclusiva e o desafio de garantir conteúdo 100% acessível, o Portal está sendo aperfeiçoado e já atingiu 80% de aprovação em testes realizados sob os padrões estabelecidos pelo governo.

Entre os recursos já disponíveis, estão o contraste para pessoas com baixa visão e a opção de fontes especiais, próprias para pessoas com dislexia. A próxima plenária está marcada para o dia 18/5, em local a definir.

 

FOTO: Diogo Vasconcellos (CoordCOM) 

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No dia 26 de abril, o auditório do Parque Tecnológico da UFRJ sediou um evento em comemoração ao Dia Mundial da Propriedade Intelectual em parceria com a empresa residente TechnipFMC. Mais de 70 pessoas assistiram ao debate, que reuniu representantes de diversas instituições ligadas ao tema para discutir o papel da propriedade intelectual na promoção da inovação e da criatividade.

Na mesa de abertura, James Story, cônsul dos Estados Unidos no Rio de Janeiro, falou sobre a história do registro de patentes em seu país, que tem início 1790 e que teve Thomas Jefferson como um dos primeiros examinadores, para sublinhar a importância dada à propriedade intelectual. Ele também abordou os efeitos negativos da pirataria e o impacto do registro de patentes na economia e na inovação. O cônsul destacou que o tempo de concessão de um pedido de patente nos EUA, que é de cerca de dois anos, ainda é muito longo e acaba por comprometer o desenvolvimento e às vezes até inviabilizar grande parte das start-ups.

A fala estava em sintonia com a de Luiz Otávio Pimentel, presidente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). A diferença é que no Brasil o tempo de concessão de um pedido de patente é consideravelmente superior. Não raramente, chega a alcançar 11 anos. O motivo, segundo ele, é a sobrecarga nos servidores. Não à toa, um dos grandes desafios apontados por ele é agilizar o registro das marcas e patentes, o que requer um aumento do número de examinadores que avaliam os pedidos. “Trabalhamos com servidores de altíssimo nível, mas que são muito sobrecarregados. O INPI é um órgão superavitário. Arrecadamos muito mais do que gastamos. Por isso temos lutado muito para conseguir aumentar o nosso quadro e melhorar o nosso plano de carreira para desencorajar a saída desses servidores”, comentou.

Pimentel também comentou sobre a necessidade de uma mudança de cultura em relação à propriedade industrial: “Notamos que ainda existe um grande preconceito em falar em conhecimento gerando riqueza, em conhecimento gerando negócios. O Brasil precisa mudar essa cultura”.

A próxima a falar foi Laura Hammel, vinculada ao USPTO, o escritório de registro de marcas e patentes dos Estados Unidos. Ela apresentou estatísticas mais pormenorizadas sobre “patent pendency” (o tempo médio gasto até a concessão de uma patente). O último relatório, de março de 2017, revelou que este tempo, atualmente, é de 25,7 meses. Apesar deste lapso ser sensivelmente inferior ao que acontece no Brasil, ela também comentou que a instituição está trabalhando duro para contratar mais examinadores.

Laura também destacou o programa “Patent for Humanity”, uma competição que reconhece e premia inventores que façam uso de tecnologias inovadoras para atender a desafios humanitários globais. Conforme explicou, através do programa, o USPTO oferece incentivos e procedimentos mais céleres para patentes que tenham este viés, demonstrando que este tipo de engajamento social, ao contrário do que muitos ainda pensam, não é necessariamente incompatível com os interesses empresariais.

Em seguida, Paulo Parente, presidente da Comissão de Propriedade Industrial e Pirataria da OAB-RJ, comentou sobre propostas que já foram encaminhadas ao Ministério da Educação com o intuito de incluir disciplinas relativas à propriedade intelectual na grade curricular de universidades e escolas públicas.

Contundente em sua fala, Maria Carmen de Souza Brito, presidente da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual (ABPI), expôs a necessidade de que o tema da PI comece a ser tratado com a sua devida importância para o desenvolvimento nacional. “Ainda existe muito desconhecimento e preconceito em relação ao sistema de patentes. É sintomático que o Brasil produza um número fantástico de artigos científicos, mas tenha um número baixíssimo de patentes domésticas. É verdade que as patentes possuem uma característica defensiva, mas ao mesmo tempo elas são um poderoso instrumento de desenvolvimento e de recuperação de investimentos. Já passou da hora de sairmos do discurso. Enquanto o INPI não for colocado no seu devido lugar de protagonista, nós vamos continuar dando um passo pra frente e dez passos pra trás”, criticou.

A mesa de abertura também contou com a participação de Evelyn Montellano, Global IP Transactions Sr. Counsel da TechnipFMC e representante das empresas no Conselho Diretor do Parque; José Graça Aranha, diretor regional da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI); e Miriam Tendler, pesquisadora da Fiocruz.

O papel da propriedade intelectual no fomento à inovação brasileira


O evento também incluiu um painel sobre o papel da propriedade intelectual no fomento à inovação brasileira, que teve a participação de Júlio Cesar Moreira, diretor de Patentes do INPI; Ricardo Silva Pereira, coordenador da Agência UFRJ de Inovação; e Eduardo Gomes dos Santos, gerente do Cenpes (Centro de Pesquisas da Petrobras).

Segundo Júlio Cesar Moreira, o encontro foi uma oportunidade preciosa para ouvir diferentes atores engajados na disseminação da cultura da propriedade intelectual. Um dos pontos altos de sua fala foi sobre o projeto PPH (Patent Prosecution Highway), do INPI. Trata-se de um instrumento que garante que um pedido de patente cujo membro de mesma família tenha sido deferido no Escritório de Primeiro Exame (OEE) seja elegível para ser priorizado no Escritório de Segundo Exame (OLE) com um procedimento simples, a pedido do requerente. O PPH, através do uso de todas as informações relacionadas com a pesquisa ou exame do OEE, auxilia os depositantes em seus esforços para obter direitos patentários mais estáveis e de modo mais eficiente em diversos países. Assim, o projeto almeja melhorar a qualidade do exame dos principais escritórios de patente no mundo. Apesar disso, por ser relativamente recente, conforme explicou, “ainda observamos um baixíssimo uso deste instrumento”.

Ricardo Pereira, coordenador da Agência UFRJ de Inovação, falou, entre outros temas, sobre a importância da implementação de uma nova política de propriedade intelectual na Universidade que contemple a questão do compartilhamento de laboratórios e também a manutenção de patentes. De acordo com Ricardo, existem patentes muito antigas e que, apesar de comporem o patrimônio da UFRJ, na prática, acabam se revelando um ônus. “A proteção intelectual através de uma patente, ou de um registro de software, por exemplo, não faz sentido caso o produto em questão não chegue ao mercado. A transferência de tecnologia é a razão de ser dos núcleos de inovação tecnológica. E algumas patentes de nosso portfólio, por serem antigas, acabaram ficando obsoletas e dificilmente chegarão a gerar algum tipo de retorno à instituição. Nestes casos, pode ser interessante discutir se não seria preferível ceder suas titularidades aos próprios pesquisadores ou mesmo deixar que elas caiam em domínio público. Atualmente se faz necessário debater isso junto ao corpo acadêmico”, explicou.

INPIlogoEstão abertas as inscrições para aqueles que desejarem se candidatar a uma vaga no curso "Oficina de Software", agendado para o dia 26 de maio de 2017, das 8h30 às 17h30, na Academia do INPI, localizada no Centro do Rio de Janeiro.

O objetivo do curso é aprofundar os conhecimentos sobre o registro de software enquanto forma de assegurar aos seus autores direitos de exclusividade na produção, no uso e na comercialização de suas criações, bem como explorar a possibilidade de novas patentes de invenções implementadas por programas de computador.

São pré-requisitos: ter concluído o Curso Básico de P.I. (modalidade presencial, promovido pelo INPI) ou o Curso Geral de Propriedade Intelectual (DL101PBR, modalidade à distância, promovido pelo INPI & OMPI a partir do ano de 2012).

O curso é gratuito e o aceite da inscrição está sujeito ao limite de vagas disponíveis (40 vagas distribuídas por ordem cronológica das inscrições).

As inscrições são feitas exclusivamente por meio do link: http://epesquisa.inpi.gov.br/index.php/174349/lang-pt-BR.

edital

A UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO – UFRJ torna público e comunica aos interessados em apresentar propostas para cumprimento do objeto deste edital para contratação de empresa para o licenciamento de direito de uso e de exploração exclusiva de criação protegida que, até 30 dias após a publicação no sítio eletrônico oficial da UFRJ (tornado público em 12 de abril), receberá os envelopes dos interessados contendo a documentação prevista nos itens 4 e 5 do presente Edital na Agência UFRJ de Inovação, Rua Hélio de Almeida, s/n, Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ, Prédio 2, Sala 25, CEP 21941-972, Cidade Universitária, Ilha do Fundão, Rio de Janeiro-RJ.

O edital tem por objetivo estabelecer condições destinadas à seleção de proposta mais vantajosa, para contratação de empresa ou consórcio de empresas, para o licenciamento em caráter exclusivo dos direitos e obrigações para uso, exploração, desenvolvimento, industrialização e comercialização da criação intitulada “PROCESSO PARA FABRICAÇÃO DE PRODUTOS CERÂMICOS DE BAIXA DENSIDADE - PLACAS LEVES” (PI 0902611-8), depositado em 31/07/2009 no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

A criação revela um processo que favorece a formação de vesículas estanques cheias de gás sobre pressão que provocam a expansão de corpos cerâmicos, tornando o material resultante mais leve e resistente, o que permite sua conformação sobre pressões e temperaturas elevadas em placas planas.

palestrainovacaoparqueO Parque Tecnológico da UFRJ lançou no dia 12 de abril, seu planejamento estratégico para os próximos 30 anos. O documento é resultado de um trabalho de oito meses que buscou pensar o futuro da instituição, levando em consideração os rumos da pesquisa e do desenvolvimento tecnológico, a relação com a universidade e a contribuição ao desenvolvimento socioeconômico do Brasil. Como resultado, uma série de novos desafios e transformações, entre elas a definição de uma nova Missão, Visão de Futuro e Posicionamento.

“Fortalecer a capacidade de inovação do ecossistema para a criação de riqueza e bem-estar da sociedade, em um ambiente de conexões de iniciativas empreendedoras e geração de conhecimento” é a nova Missão do Parque. A Visão para 2045 é ser “um ambiente dinâmico, diverso e que gera inovações relevantes para o desenvolvimento econômico e socioambiental”. O trabalho do Parque para implementação da nova estratégia será baseado nos Valores “comprometimento com a inovação”, “colaboração” e “atitude empreendedora”.

“Durante o processo de elaboração deste trabalho, alguns eixos de atuação apareceram como fundamentais para esses próximos anos do Parque. Um deles é o que chamamos de humanização do Parque. Ou seja, é essencial criarmos um ambiente em que as pessoas sintam vontade de estar permanentemente trabalhando e desenvolvendo novas atividades. Outro eixo estratégico é o que classificamos como transbordamento do Parque. Ou seja: as ações do Parque e as conexões criadas são muito mais importantes do que as limitações geográficas. As atividades do Parque não cabem mais neste pequeno pedaço da Ilha da Cidade Universitária e estamos eliminando as restrições geográficas das ações do Parque Tecnológico da UFRJ. Entendemos por transbordamento como a capacidade de interagir com empreendimentos, pessoas e instituições que se estendem por todo o globo. E, quando falo o globo, não falo de uma maneira ambiciosa. É justamente porque não existe inovação apenas com caráter local. Por isso estamos focando na construção de relacionamento com outros ambientes de inovação, no Brasil e fora daqui. Assinamos em 2016, por exemplo, um convênio muito importante com o Parque Tecnológico da China para troca de experiências. Pretendemos que, ao final de 2017, sejamos capazes de relatar muitas outras alianças estratégicas”, detalha José Carlos Pinto, diretor do Parque Tecnológico da UFRJ.

O novo planejamento estratégico foi apresentado no evento pelo diretor do Parque, José Carlos Pinto, e foi seguido de um debate sobre o papel da inovação no desenvolvimento do Brasil. Mediada pelo reitor da UFRJ, professor Roberto Leher, a discussão contou com a presidente da Fiocruz Nísia Trindade, o deputado federal Otávio Leite, a secretária municipal de Desenvolvimento, Emprego e Inovação, Clarissa Garotinho, o diretor de Inovação da Finep, Márcio Girão, e a representante das empresas residentes do Parque e gerente jurídica da Technip FMC, Evellyn Montellano. O evento contou com a presença de mais de 100 pessoas, entre representantes da comunidade acadêmica da UFRJ, das empresas e laboratórios do Parque, além de outras instituições do ecossistema de empreendedorismo e inovação do Rio de Janeiro.

O conteúdo completo do planejamento está disponível no site www.parque.ufrj.br.

biohacking2Entre os dias 20 e 24 de fevereiro, foi ministrado no Espaço Hub UFRJ, localizado no Parque Tecnológico, o curso “Biohacking e Empreendedorismo Maker voltado para Biotecnologia”. A iniciativa do Programa de Pós-graduação em Biotecnologia Vegetal (ou PBV para os íntimos), criado em 1993 na Decania do Centro de Ciências da Saúde, se destaca por conta de seu pioneirismo. Conforme explicou Camila Cristane, responsável pela disciplina, esta foi a primeira vez que uma matéria relacionada a biohacking foi oferecida numa universidade.

Inspirada no curso do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) “Como fazer quase tudo” (How to make almost anything), a disciplina buscou promover a inserção dos alunos na cultura maker e do empreendedorismo, abordando a ideologia de science hacking voltada especificamente para o campo da Biotecnologia. A ideia foi proporcionar o contato dos discentes com ferramentas, pessoas, empresas e iniciativas que, apesar de, a princípio, parecerem algo muito distante das noções normalmente difundidas dentro das universidades, podem representar valiosos complementos a estes aprendizados.

Conforme explicou Camila Cristane, “Ainda existe uma forte resistência acadêmica a este tipo de iniciativa por parte dos professores com uma visão mais tradicional. Mas em tempos em que impera nos alunos uma preocupação com o desemprego pós-faculdade, os docentes mais visionários já enxergam que empreender nesta área pode ser uma alternativa”.

O professor Márcio Ferreira parece se identificar com este último grupo descrito pela mestranda em Biotecnologia, uma vez que, segundo ela, foi o próprio docente quem a incentivou a ministrar a disciplina. Bagagem, de fato, não falta à estudante. Camila contou que há alguns anos foi chamada para integrar o makerspace Olabi (laboratório de inovação e tecnologia direcionado à cultura maker) com outros dois amigos da UFRJ e lá teve seus primeiros contatos com o biohacking.

Cabe aqui um breve parêntese para clarificar o real significado de biohacking. Isto requer, por sua vez, uma breve análise do termo “hacker”, o qual teve sua origem no inicio da década de 60, quando alunos do MIT começaram a utilizar o computador da universidade com o intuito de aprimorar os seus conhecimentos sobre a máquina e descobrir novas possibilidades para o seu uso. Não tardou para que se estabelecesse uma ética hacker, cujos pilares estão fundamentados na noção de que todo conhecimento deve ser livre, aberto, acessível e ilimitado.

Do encontro dessa ética hacker com o movimento maker surge o science hacking, algo que pode ser classificado como uma espécie de “ciência de garagem”. Some-se o prefixo “bio” e fica fácil entender o significado de biohacking. Nas palavras de Camila Cristane, a ideia central é “democratizar as Ciências Biológicas e empoderar as pessoas para que elas possam resolver os seus próprios problemas”. Mas não única e exclusivamente os próprios problemas, como revela a própria trajetória de Camila.

Em 2015 ela participou do evento Startup Weekend BH Biotech & Digital Health, idealizado pela Fundação Techstars (Google for Interpreneurship) e organizado pela incubadora e aceleradora Biominas. Na ocasião, Camila e uma equipe composta por outros estudantes desenvolveram um projeto relacionado a wearable technology para portadores de próteses de membros superiores que utilizava a substituição sensorial para garantir sensações de toque e temperatura. O objetivo era tornar estes dispositivos mais confortáveis e funcionais, humanizando-os. A qualidade do trabalho rendeu-lhes o terceiro lugar na competição e impulsionou a criação da startup OpenHands.

O curso

biohacking3Inspirada em grande parte por toda a experiência adquirida fora dos muros acadêmicos, Camila contou que durante o curso buscou o tempo todo preparar os alunos para terem contato com a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos na Universidade, além de explorar a noção de rede. “O modus operandi acadêmico ainda é muito engessado. As pessoas não trabalham colaborativamente. É necessário trazer a realidade para dentro da bolha acadêmica”, comentou.

Neste sentido, Camila explicou que pode ser extremamente saudável e proveitoso desconstruir certas lógicas que ainda reinam da academia. “No curso de biohacking nós recebemos estudantes com escolaridades e formações diferentes. Tivemos alunos de Biomedicina, Biofísica, Gastronomia, Nutrição, Economia, enfim, das mais diversas áreas, e que não necessariamente estão diretamente relacionadas às Ciências Biológicas. Ainda é muito difícil para alguns aceitar isso, mas acredito que hoje em dia qualquer um pode ser um cientista, independentemente da sua formação. Isso porque existe muito mais liberdade para fazer e para criar quando não se está vinculado diretamente a uma instituição. Mas para isso é essencial saber interagir e trabalhar em rede”, explicou.

Os frutos desta interatividade foram ideias embrionárias para novas empresas ligadas ao setor de Biotecnologia. “Conseguimos despertar nos alunos um senso de pertencimento e abrimos seus olhos para a possibilidade de empreender. Eles abraçaram a ideia e se organizaram em empresas fictícias, sendo que três delas se destacaram bastante. Um grupo criou o ‘Doctor Go’, um sistema baseado em arduino (plataforma de prototipagem eletrônica de hardware livre e de placa única) para melhorar a comunicação interna em ambientes hospitalares. Outro grupo criou um produto batizado de ‘spirulinda’, um kit caseiro para cultivo de spirulina, que é uma microalga muito rica em proteínas. E, finalmente, tivemos um grupo que desenvolveu o ‘Kbio’, um desodorante feito à base de kombucha (biofilme obtido a partir da simbiose entre leveduras e bactérias)”, conta Camila.

Segundo ela, o feedback obtido foi muito positivo, o que despertou na mestranda o desejo de oferecer novamente o curso em breve, além de ministrar palestras e workshops sobre o tema futuramente. Se a dedicação e o comprometimento forem como os demonstrados em sua última empreitada, o sucesso já está garantido. Afinal, como ela mesma afirmou: “Foi o trabalho que eu fiz com o maior carinho da minha vida”.

Espaço Hub do Parque Tecnológico

Até por conta de todabiohackings estas características, dificilmente o curso de biohacking poderia ter sido oferecido em um lugar mais apropriado do que o Espaço Hub do Parque Tecnológico. “Trata-se de um espaço para ‘desajustados’, no sentido de que lá podem ser desenvolvidas diversas atividades que não têm lugar nos laboratórios científicos tradicionais, onde não há muito espaço para o questionamento”, explica Guilherme Monteiro, um dos fundadores do Hub, que também participou do curso.

O Hub UFRJ é um laboratório em rede de projetos experimentais montado com a intenção de se tornar uma referência para a comunidade acadêmica da UFRJ que tem interesse em empreender e impactar a sociedade através de descobertas científicas e tecnológicas. Acumulando características de um makerspace (oficina de uso coletivo), um fablab (oficina de projetos digitais) e um medialab (laboratório para projetos interdisciplinares em diversas áreas como design, artes, comunicação etc), este espaço físico permite o compartilhamento de recursos, equipamentos e serviços para transformar o conhecimento adquirido na Universidade em inovações e atividades empreendedoras. Assim, o espaço busca ser referência para aqueles que queiram inovar em suas áreas e precisam de suporte para o desenvolvimento das atividades, promovendo uma rede de apoio a projetos sociais, startups e projetos colaborativos.

No dia 26 de maio será realizado o Pharma Meeting Brazil 2017. O evento acontece na cidade de São Paulo no Novotel Morumbi e é destinado a empresas do setor industrial farmacêutico e do segmento da saúde que estejam oferecendo ou procurando oportunidades de licenciamentos (in e out), co-marketing, co-promotion, além de empresas especializadas em pesquisa e desenvolvimento de medicamentos, terceirização de produção, desenvolvimento de novas formas de aplicação e suprimento de APIs.

Mais informações em: http://pharmameetingbrazil.com.br.

 

pharmameetingbrazil2017

 

forumite2017Os interessados em apresentar trabalhos de pesquisa na área de inovação têm até o dia 16 de abril para se inscreverem no VI Fórum de Inovação, Tecnologia e Educação (ITE), promovido pelo Instituto Federal de Ciência, Educação e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ).

O Fórum ITE começou como um evento bienal constituído de ações propositivas voltadas para a disseminação da cultura de inovação e para a discussão sobre a política institucional de proteção à propriedade intelectual (PI) e outras formas de transferência de tecnologia.

Devido ao seu sucesso no que tange a público e diversidade/qualidade de trabalhos apresentados, o Fórum ITE foi passado à categoria de evento anual, pretendendo oferecer, nesta sexta edição, espaço para a ampliação das ações que integram as dimensões estruturantes do eixo ensino-pesquisa-extensão do IFRJ.

O evento ocorrerá em dois dias completos, nos dias 07 e 08 de junho de 2017, contemplando toda a comunidade dos quinze campi do IFRJ, além do público externo. Está prevista a realização de eventos culturais, mesas-redondas coordenadas, palestras com pesquisadores externos, comunicações orais, sessões de pôsteres e minicursos, em que serão discutidas as maneiras e a importância de inovar para continuar crescendo em um período desfavorável como o atual.

O edital pode ser conferido aqui.

 

Local: Campus Rio de Janeiro - IFRJ, Rua Senador Furtado, nº 121/125, Maracanã.

pesquisadorescolaboradoresNo dia 5 de abril, a Agência UFRJ de Inovação recebeu a visita de vários profissionais que revelaram interesse em desenvolver atividades em conjunto com o setor. Na ocasião, foram firmados acordos de colaboração com cada um destes especialistas que dominam uma série de competências que integram os desafios e objetivos inerentes às rotinas da Agência.

O cerne deste modelo de relacionamento está no pressuposto de um mútuo reconhecimento de relevância de práticas profissionais. Segundo Iris Guardatti, responsável pela área de Inovação Social da Agência: “Numa perspectiva de oferta de ganho para ambas as partes envolvidas, os colaboradores passam a usufruir dessa vinculação com a Agência, e têm como benefício a possibilidade de interação com nossos projetos e redes de articulação. Em troca, a Agência se beneficia com algum tipo de contribuição. Neste sentido a Agência reconhece as potencialidades de cada um destes parceiros e o parceiro reconhece as potencialidades da Agência”.

As contribuições em questão serão frutos das próprias competências e interesses dos colaboradores, que podem ou não ter vinculação direta com a UFRJ. É fundamental, contudo, que os projetos estejam associados às demandas e áreas de interesse da Agência, de modo a possibilitar um proveitoso intercâmbio técnico-científico.

É importante ressaltar que este relacionamento não envolve nem recursos financeiros, nem cobrança de presença física. O colaborador fica responsável pela condução de seus próprios projetos e, caso os mesmos dialoguem com os projetos desenvolvidos pela Agência, ações em conjunto podem ser planejadas e executadas tais como cursos, workshops e palestras, por exemplo.

Conforme explica Iris, "A intenção maior é a de estabelecer uma forma de interação produtiva que tenha como base de sustentação a vontade de realizar".

cursoimpressao3dAinda estão abertas as inscrições para o curso de impressão 3D oferecido no Espaço Hub, no Parque Tecnológico da UFRJ. Trata-se de uma ótima oportunidade para alunos que estão em busca de estágio e desejam tornar seus currículos mais atraentes.

Durante o curso, serão ensinados todos os processos de criação, desde a modelagem das ideias iniciais até a fabricação por impressão 3D propriamente dita.

O investimento é de R$600, porém as primeiras quatro turmas terão desconto de 40%, 30%, 20% e 10%, respectivamente. As vagas serão preenchidas pela ordem da pré-inscrição!

As aulas da primeira turma têm início no dia 10 de abril, com carga horária de 24h (aulas práticas e teóricas) e serão ministradas das 17h30min às 20h30min, de segunda a quinta.

Os primeiros a realizarem a pré-inscrição receberão um e-mail e então terão 48h para realizar o depósito bancário de um sinal ou do valor integral para garantir a vaga. O pagamento poderá ser realizado por cartão de débito ou crédito em até 3x sem juros, sendo necessário depositar um sinal para garantir a vaga. É oferecido um desconto de 10% no pagamento por depósito bancário.

Os interessados podem conhecer um pouco mais sobre o curso e sobre impressão 3D assistindo a esta entrevista de Pedro Accioly, responsável pelo curso.

O link para realizar a pré inscrição é: https://pedroaccioly3d.typeform.com/to/jbnGHx

equipeinovativaO projeto kit hospitalar (Biodetergente + Luminol-UFRJ), desenvolvido por professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi selecionado para participar da 1ª Etapa do Ciclo de Aceleração InovAtiva Brasil 2017. Dentre as 1793 propostas inscritas nesse ciclo de aceleração, o kit apresentado pelos professores da UFRJ Claudio Lopes, Denise Freire e Anderson Fragoso dos Santos, além da estudante Taissa Souza, que estagiou na Agência UFRJ de Inovação, logrou o êxito de ficar entre as 300 com maior potencial inovador de todo o Brasil.

Duas empresas residentes na Incubadora de Empresas COPPE/UFRJ também foram selecionadas. São a Cellen, que criou o primeiro banco de células-tronco para uso animal, e a Vórtex, que desenvolve sistemas de suporte à indústria de óleo e gás e à indústria portuária. A Scrum Half, que é spin-off da graduada GPE, também foi aceita.

O programa InovAtiva Brasil, realizado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), com execução pela Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (CERTI), tem por objetivo oferecer capacitação, mentoria e conexão para negócios inovadores no Brasil.

 

Luminol-UFRJ

 

O Luminol-UFRJ foi desenvolvido no Laboratório de Síntese e Análise de Produtos Estratégicos (Lasape), vinculado ao Departamento de Química Analítica do Instituto de Química da UFRJ, e coordenado pelo professor Claudio Cerqueira Lopes. A substância tem potencial de uso em áreas como, por exemplo, a de saúde e de vigilância sanitária, viabilizando o diagnóstico de limpeza de unidades hospitalares, odontológicas e frigoríficos.

O luminol atua como ferramenta de controle nos processos de higienização destes ambientes, atestando a remoção de sangue e a eficiência dos processos de desinfecção. Entre os benefícios que podem ser gerados estão a diminuição dos índices de contaminação hospitalar e dos períodos de permanência de pacientes após cirurgias, além da erradicação da presença do vírus da hepatite C e outros microrganismos patogênicos do ambiente hospitalar.

internetdascoisasDiversas iniciativas tornaram o Brasil referência mundial em digitalização, como a informatização do sistema eleitoral, o programa de declaração do Imposto de Renda, e também a inovação do atendimento virtual oferecido pelo sistema bancário aos usuários. Na avaliação do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Gilberto Kassab, o Brasil se prepara agora para o desenvolvimento do mercado de Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês).

"Agora, estamos caminhando para ser pioneiros no campo da Internet das Coisas", afirmou Kassab, nesta segunda-feira (27), em Brasília (DF), ao lembrar que o MCTIC, por meio de um convênio com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e uma consultoria de empresas, elabora um plano para o desenvolvimento do mercado de IoT no país. "Tudo, a partir dos próximos anos, terá uma vinculação com a internet. A expectativa é de que esse setor movimente R$ 200 bilhões na economia do Brasil nos próximos dez anos."

Além disso, Kassab ressaltou que o uso da internet no Brasil ganhará um impulso com o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que será utilizado para melhorar de forma significativa o sistema de defesa do país na área de fronteira, levar banda larga a equipamentos públicos nas áreas de saúde e educação, além de garantir o acesso à internet da população que vive em regiões de difícil acesso.

Ele reforçou ainda que o curso jurídico, promovido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) em parceria com o Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS Rio), é importante para a boa gestão da internet.

O secretário de Política de Informática do MCTIC, Maximiliano Martinhão, que coordena o Comitê Gestor de Internet no Brasil (CGI.br), destacou que o comitê é uma iniciativa da qual o país se orgulha. "O CGI foi criado há 20 anos com uma estrutura multissetorial que reuniu governo, academia, terceiro setor e setor privado para discutir internet. Foi algo realmente inovador."

A ENGIE Brasil está organizando a 3ª edição do Prêmio ENGIE Brasil de Inovação e está buscando soluções inovadoras relacionadas a Cidades do Amanhã nas seguintes áreas: Geração Descentralizada de Energia, Mobilidade Urbana Sustentável, Eficiência Energética, Iluminação Pública e Smart Grid. O vencedor será premiado durante o ENGIE Brasil Innovation Day 2017, que acontecerá no Museu do Amanhã, Rio de Janeirio, no dia 01 de junho, e participará do ENGIE Innovation Week, um evento internacional de inovação em Paris. As inscrições podem ser feitas até o dia 07 de maio através do site: www.engiefab.com

 

premioengie2017

palestraIMANo dia 14 de março, o auditório do Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano (IMA) sediou a aula inaugural do Programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Polímeros. O evento comemorou os 40 anos do programa, que é oferecido desde março de 1977, e contou com uma palestra de Ricardo Pereira, coordenador da Agência UFRJ de Inovação.

As boas vindas aos novos alunos ficaram a cargo do professor Luis Claudio Mendes (diretor do IMA) e do professor Emerson Oliveira da Silva (coordenador). Os docentes fizeram questão de pontuar a excelência dos cursos de mestrado e doutorado em Ciência e Tecnologia de Polímeros, que já renderam, respectivamente, 495 dissertações e 277 teses. Atualmente ambos estão avaliados com conceito 7 pela CAPES.

A professora Elizabeth Monteiro e o professor emérito Ailton de Souza Gomes também estiveram presentes na aula inaugural. Os docentes contaram a trajetória do Instituto desde a sua origem e destacaram os esforços despreendidos pela sua fundadora, a professora Eloisa Biasotto Mano.

O Uso Ético da Informação e da Propriedade Intelectual

Na sequência, Ricardo Pereira, responsável pela Agência UFRJ de Inovação, apresentou a palestra intitulada O Uso Ético da Informação e da Propriedade Intelectual. Logo no início de sua apresentação, Ricardo suscitou uma provocação aos presentes. "Faz algum sentido que nos apropriemos do conhecimento gerado dentro desta instituição?", provocou.

Diante da dúvida instaurada, ele explicou que o caráter público da Universidade, de nenhuma forma, anula a necessidade de proteção intelectual do conhecimento que nela é gerado. “Suponhamos que um pesquisador da UFRJ desenvolva um novo fármaco com potencial para salvar várias vidas. O desenvolvimento de um novo medicamento demanda muitos investimentos e um grande esforço dos pesquisadores. Caso este medicamento não venha a ser patenteado, qualquer pessoa poderá produzi-lo e comercializá-lo. Isso em tese. Mas e na prática? Vocês acham que é uma pessoa comum, um trabalhador, um operário quem chegará, de fato, a produzir esse medicamento? Ou será uma empresa farmacêutica, possivelmente de outro país, com recursos e grande capacidade de investimento que irá se apoderar dele? E, pior, sem gerar qualquer tipo de retorno à instituição”.

Em seguida, completou: “Através da proteção intelectual, fica assegurado que qualquer pessoa ou empresa poderá explorar o conhecimento gerado na UFRJ. Mas elas ficam obrigadas a pagar royalties à Universidade quando os respectivos produtos chegarem à cadeia produtiva, o que pode, inclusive, financiar a continuidade das pesquisas futuramente”.

Outro ponto levantado por Ricardo foi uma dúvida que, surpreendentemente, acomete ainda hoje vários pesquisadores. Trata-se do dilema entre publicar ou patentear suas pesquisas. Segundo ele, esta se trata, na verdade, de uma falsa questão: “A dúvida entre patentear ou publicar é uma mera questão de timing. Estas ações não se excluem. Não há impedimentos para publicar e patentear, mas é primordial ter em mente que a ordem das escolhas afeta profundamente o resultado”.

Uma história comumente lembrada em ambientes acadêmicos para destacar a importância da patente é a origem do fármaco Captopril, usado para tratar hipertensão. A substância é produzida a partir do veneno de uma serpente brasileira, a jararaca, e diversas revistas médicas mencionam o professor da USP Sérgio Henrique Ferreira como seu inventor. Na década de 60, no entanto, ele publicou a íntegra de seu estudo em revistas internacionais, sem se preocupar com o potencial econômico de sua criação. Poucos anos depois, um laboratório norte-americano patenteou a técnica para obter o princípio ativo e passou a vender o remédio em todo o mundo com um nome comercial.

Se por um lado, a academia cumpriu seu papel de gerar conhecimento, por outro, deu aos laboratórios internacionais a possibilidade de produzir um medicamento anti-hipertensivo que há anos tem rendido bilhões de dólares para as multinacionais farmacêuticas e absolutamente nenhum retorno financeiro à universidade onde se deu a gênese de seu desenvolvimento. Exemplos do tipo ilustram bem as consequências práticas do desconhecimento acerca da propriedade intelectual ou, em muitos casos, como comentou Ricardo Pereira, “de uma aversão ideológica em relação ao patenteamento”.

Contingenciamentos e orçamento insuficiente afetam pesquisadores

Durante a palestra, Ricardo Pereira também comentou que neste momento de enorme restrição orçamentária pelo qual passa a Universidade, a Agência UFRJ de Inovação segue em busca de um apoio institucional mais forte. “Atualmente o custo médio de depósito de patente gira em torno de R$5400. Hoje em dia, em função dos cortes de orçamento, os próprios professores estão tendo que arcar com este custo”, explicou. Até por conta disso, a Agência tem realizado uma avaliação minuciosa do que deve ou não a ser protegido. “A proteção intelectual através de uma patente, ou de um registro de software, por exemplo, não faz sentido caso o produto em questão não chegue ao mercado. Em última análise, a transferência de tecnologia é a razão de ser dos núcleos de inovação tecnológica. É fundamental que tenhamos mais apoio institucional para poder levar estes processos adiante”, disse Ricardo, que em seguida destacou os principais casos de sucesso do portfólio da Agência UFRJ de Inovação.

Embalagens inovadoras combatem o desperdício de produtos hortifrutícolas

Um dos casos citados foi o que envolve a pesquisa da professora Elen Beatriz Acordi Vasques Pacheco, do próprio Instituto de Macromoléculas, e que resultou em 39 depósitos de patentes, sendo dois pedidos de patente de invenção, três pedidos de modelo de utilidade e 34 registros de desenho industrial junto ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).

Os esforços conjuntos envolvendo a UFRJ, o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) culminaram com o desenvolvimento de um sistema de embalagens para frutas e hortaliças desenhado de modo a acomodar e proteger anatomicamente vegetais como mangas, mamões, caquis, morangos e palmitos, entre outros. Resultantes de um processo de escaneamento 3D que determina a melhor forma de armazenar estes alimentos, as embalagens são compostas por uma bandeja reciclável de geometrias variadas, além de uma base articulada e retornável que se dobra e arma com um simples movimento, o que reduz o tempo de montagem. Além disso, seus formatos são compatíveis com os pallets utilizados tanto no Brasil quanto na Europa, viabilizando a sua utilização tanto no mercado doméstico quanto nos países que importam de nós estes produtos.

A iniciativa visa principalmente a solucionar parte do desperdício de alimentos que acontece por questões de inadequação e ineficiência logística. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), aproximadamente 40% dos vegetais produzidos em todo o mundo para a alimentação acabam não chegando ao prato do consumidor final por conta de sua deterioração. Curiosamente, esta porcentagem é observada tanto em países desenvolvidos quanto naqueles em desenvolvimento. A diferença é que nos primeiros o desperdício ocorre durante a fase de comercialização, enquanto nos países em desenvolvimento isso acontece durante os processos de transporte e armazenamento. Esse dado alarmante pode ser atribuído, em grande parte, à utilização de embalagens inadequadas. Daí a importância deste produto inovador.

Não é a toa que as embalagens obtiveram reconhecimento nacional, ganhando o Prêmio Brasil Design Award 2013 na categoria Embalagens para Alimentos. Internacionalmente, a condecoração veio através do International Forum Design Award, um dos mais prestigiados prêmios de excelência em desenho industrial.

ministroirlanda

 

No dia 16 de março, o Ministro da Inovação da Irlanda, John Halligan (Minister of State for Training, Skills and Innovation), proferiu uma palestra no auditório do Centro de Pesquisas da Vallourec, no Parque Tecnológico da UFRJ. O evento, cujo tema foi empreendedorismo, inovação e educação, foi promovido pela Agência UFRJ de Inovação e contou com a presença de professores e pesquisadores da Universidade, além de representantes da Unidade Embrapii-Coppe. Ao longo de sua apresentação, o Ministro apresentou as medidas tomadas pelo país para superar a crise e reencontrar o caminho do crescimento econômico e da geração de empregos, além de destacar a necessidade de cooperação entre o Brasil e a Irlanda nas áreas de inovação e pesquisa.

Espirituoso, John Halligan iniciou sua palestra lembrando os presentes de que aquela se tratava da véspera de uma data muito celebrada em seu país, o Saint Patrick’s Day, festa anual comemorada em 17 de março para homenagear a morte do padroeiro da Irlanda. A terra de São Patrício, conforme lembrou o Ministro, foi o berço de cientistas como o físico John Tyndall, responsável por importantes descobertas relativas à radiação infravermelha, e Robert Boyle, considerado um dos pais da Química moderna. John Halligan citou também invenções como a de John Philip Holland, engenheiro que construiu o primeiro submarino a ser oficialmente utilizado pela Marinha dos Estados Unidos e pela Marinha Real Britânica, o HMS Holland 1.

O seu ponto era demonstrar através de exemplos históricos que os irlandeses são pessoas naturalmente criativas. Conforme explicou o Ministro, apesar da Irlanda possuir uma população relativamente pequena (aproximadamente 4,5 milhões de habitantes), estima-se que haja cerca de 70 milhões de descendentes de irlandeses espalhados pelo mundo, muitos dos quais atualmente ocupam posições de destaque em seus respectivos campos de atuação.

Muito disso se deve ao sistema educacional do país, que figura entre os vinte melhores do mundo. Para se ter ideia, todas as universidades irlandesas constam no ranking Top 5% das melhores universidades do mundo*. Segundo o Ministro Halligan, os investimentos do governo irlandês em conhecimento e ensino superior tiveram um crescimento anual médio de 10% na última década. Para efeitos comparativos, as taxas médias da União Europeia e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) são de apenas 3%.

Em termos financeiros, isso significa que o governo investe, por ano, mais de 782 milhões de euros em pesquisa nas instituições de ensino superior na Irlanda atualmente. O impacto deste financiamento faz com que as universidades irlandesas liderem pesquisas em diversas áreas de conhecimento, tais como Imunologia, Veterinária e Pesquisa Animal, Nanociência, Ciências da Computação e Ciências dos Materiais.


ministroirlanda2Educação, inovação e interação universidade-indústria

Outra questão muito explorada por John Halligan ao longo de sua apresentação foi a importância da inovação na recuperação econômica da Irlanda. “A combinação de educação de qualidade e inovação invariavelmente leva à geração de empregos. Mas a inovação não pode ser alcançada sem educação. Por isso, investir em tecnologia, pesquisa e inovação sempre acaba passando necessariamente por investimentos em educação”, explicou.

De acordo com o Ministro, as empresas estão voltando a investir na “economia real”, e, por conta deste movimento, há, por parte das multinacionais, um crescente reconhecimento de todos os esforços que são realizados pelo governo irlandês nas áreas de pesquisa e inovação. Ele lembrou que empresas como Google, Facebook, Pfizer, Apple, Intel, Genzyme e EA Games, por exemplo, que demandam mão de obra altamente qualificada, optaram por instalarem seus escritórios na Irlanda.

Por outro lado, Halligan explicou que não se pode depender exclusivamente deste tipo de empresas para a geração de novos postos de trabalho. “Não se pode confiar apenas às multinacionais a geração de novos empregos. Estudos realizados na Irlanda mostraram que as maiores taxas de desemprego do país eram aquelas relativas a trabalhadores que atuavam habitualmente nas pequenas e médias empresas e que acabaram sendo demitidos durante o período de crise econômica”, explicou.

Diante desta constatação, houve uma mudança nas políticas públicas do país, que passaram a tratar com mais equilíbrio a relação entre o incentivo à instalação de multinacionais e o financiamento público das SMEs (pequenas e médias empresas). Segundo Halligan, a combinação entre o aporte de recursos externos provenientes das multinacionais e o oferecimento de suporte e de financiamento às pesquisas desenvolvidas nas universidades, bem como às pequenas e médias empresas locais, foi a fórmula responsável pelo revigoramento do ecossistema empresarial nacional.

Não à toa, segundo a agência Enterprise Ireland, a Irlanda figura hoje como um dos países mais empreendedores da Europa, abrigando: 9 das 10 principais empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação; 8 das 10 principais empresas desenvolvedoras de games; 15 das 20 principais fabricantes de equipamentos médicos; e 50% das principais empresas de serviços financeiros do mundo.

O Ministro comentou que grande parte destes resultados positivos podem ser atribuídos à proximidade entre as universidades locais e a indústria. Quando questionado, por exemplo, pelo professor Andrew Macrae, do Instituto de Microbiologia da UFRJ, sobre como é feita a avaliação da produção docente na Irlanda, o Ministro comentou que lá não existe uma distinção entre a pontuação atribuída a patentes e a publicações, como a que ocorre no Brasil, o que acaba fomentando a disputa comumente conhecida por aqui como “corrida Lattes”. “Isso simplesmente não faz sentido na Irlanda. Nossa filosofia é outra. Lá as universidades colaboram com as empresas. As empresas, por sua vez pagam as universidades para fazerem uso de seus equipamentos e laboratórios. Existe uma estreita conectividade entre ambas. Muitas vezes isso faz com que os pesquisadores acabem deixando a academia para irem trabalhar na indústria. Sempre existirá essa possibilidade”, descreveu.

Mas isso não preocupa Halligan nem um pouco: “As nossas universidades estão sempre formando novos profissionais preparados para assumirem estes cargos que acabam ficando vagos. Esta dinâmica faz parte de um ecossistema científico saudável. Nós estamos sempre olhando para o próximo nascer do sol e nunca para o passado”.

 

*Fonte: QS, Ranking Mundial de Universidades

incubadoraseleciona

 

A Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ abriu edital para seleção de novas empresas focadas em tecnologia e inovação.  As inscrições podem ser feitas até o dia 26 de maio de 2017 e as informações completas estão no site http://www.incubadora.coppe.ufrj.br.

As propostas apresentadas deverão atender aos critérios: o produto ou serviço deve ser inovador, interagir com a UFRJ e apresentar viabilidade técnica e econômica. Os candidatos devem agendar uma entrevista, através do telefone fornecido no edital, para retirada do roteiro da proposta a ser apresentada.

De acordo com Lucimar Dantas, gerente da Incubadora, “as empresas selecionadas poderão ficar incubadas por um prazo máximo de até três anos, durante os quais terão à disposição infraestrutura física e tecnológica (sala de uso privativo, auditório, salas de reunião, internet e telefonia), além de um pacote de serviços para o desenvolvimento da empresa na área de negócios (assessorias, treinamentos e acompanhamento)”.

Em mais de 20 anos de atividade, a Incubadora já apoiou a geração de mais de 80 empresas, responsáveis pela criação de mais de 1272 postos de trabalho altamente qualificados. Em 2015, as residentes e graduadas alcançaram um faturamento de R$ 288 milhões.

Sobre a Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ

A Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ é um ambiente especialmente projetado para estimular a criação de novas empresas baseadas no conhecimento tecnológico gerado em grupos de pesquisas localizados no ambiente acadêmico. A Incubadora possui, atualmente, 23 empresas residentes e 63 graduadas.

INPIlogoEstão abertas as inscrições para aqueles que desejarem se candidatar a uma vaga no "Mini-Curso de Inovação e Propriedade Industrial para Empresários", agendado para o dia 19 de abril de 2017, das 8h30 às 17h30, na Academia do INPI, localizada no Centro do Rio de Janeiro.

O curso é gratuito e o aceite da inscrição está sujeito ao limite de vagas disponíveis.
 
As inscrições são feitas exclusivamente por meio do link: http://epesquisa.inpi.gov.br/index.php/842884/lang-pt-BR e os candidatos selecionados serão informados por e-mail.
 
A Academia do INPI não se responsabiliza por falhas dos candidatos no preenchimento ou no envio dos formulários.
 
Em caso de dúvidas, os interessados podem entrar contato com Tatiana Parente, por meio do endereço eletrônico Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

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O conceito de Inovação Social, de acordo com a Stanford Social Innovation Review, é uma nova solução, mais efetiva, eficiente, sustentável ou justa que as soluções já existentes e cujo valor gerado beneficia, prioritariamente, a sociedade ou uma comunidade como um todo, e não apenas alguns poucos indivíduos.

Em outros termos, as inovações sociais respondem às necessidades de melhorar práticas sociais ou organizacionais, pactuando com a redução das desigualdades e privilegiando a melhoria da qualidade de vida. Tendo isso em vista, a Agência UFRJ de Inovação sempre está em busca de novas articulações e colaborações de dentro e de fora da Universidade, que estimulem o diálogo entre as iniciativas de inovação social.

Um dos frutos deste esforço é um workshop internacional que acontecerá entre os dias 27 e 29 de abril integrando parte dos trabalhos desenvolvidos pelo projeto LASIN (Latin American Social Innovation Network ou Rede de Inovação Social Latino Americana). O evento, que recebe o nome de Studio será realizado nas instalações da UFRJ e da UNIRIO e contará com a Agência UFRJ de Inovação em sua organização, conjuntamente com a COPPE e a SIX (Social Innovation Exchange), que opera em Londres.

A atividade também marca a inauguração da Unidade de Suporte à Inovação Social da UFRJ (USIS). Será, portanto, uma ótima oportunidade para discutir e divulgar o tema da inovação social dentro do ambiente acadêmico.

Serão realizados quatro Studios em diferentes países da América Latina: Chile, Brasil, Colômbia e Panamá, sendo que vinte participantes serão selecionados para participarem do evento nacional. A candidatura pode ser feita por qualquer indivíduo com uma ideia de inovação social (no caso de um grupo, um representante tomará parte nas atividades do Studio). Para tanto, os interessados deverão enviar um texto de 300 palavras para o email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. propondo um desafio que pretendam resolver e explicando o que entendem por inovação social (maiores orientações neste folder).

A definição dos 20 participantes do Studio no Brasil será realizada por comitê composto por membros (professores e técnicos) da UFRJ e UNIRIO, com contribuição da Social Innovation Exchange em etapa única. Serão considerados a clareza na apresentação dos desafios e idéias, bem como seus potenciais de desenvolvimento.

O prazo para submissão foi prorrogado até 31 de março. Os resultados serão divulgados no dia 14 de abril.

Sobre o LASIN

Financiado pela Comissão Europeia e coordenado pela Universidade Caledônia de Glasgow, o projeto envolve um consórcio de treze parceiros, incluindo onze universidades, dentre as quais está a Universidade Federal do Rio de Janeiro. As atividades do projeto se basearão em quatro regiões da América Latina: Mercosul (com sede no Chile), Comunidade Andina (com sede na Colômbia), Brasil e América Central (com sede no Panamá).

Ao longo de três anos, os participantes do projeto vão conceber uma metodologia para nortear uma série de atividades curriculares e extracurriculares dentro das instituições participantes, a fim de promover e apoiar a inovação social. A ideia é que através de unidades especializadas de apoio à inovação social, as universidades possam desenvolver novas iniciativas e ações sustentáveis que contribuam diretamente para a coesão social, a igualdade e o desenvolvimento socioeconômico em cada região.

Embora o projeto envolva diretamente a comunidade acadêmica, ele pretende ter um alcance muito maior, impactando as atividades de organizações comunitárias, autoridades locais, ONGs; pequenas e médias empresas, jovens, mulheres, populações indígenas e muitos outros. Pretende-se que as universidades possam dar um verdadeiro contributo para as suas comunidades através da construção de um novo paradigma para a transferência de conhecimento no ambiente universitário, apoiando o conceito de inovação social como chave para o desenvolvimento e a coesão, tanto a nível regional como internacional.

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O Parque Tecnológico da UFRJ abre as suas portas todo mês para visitantes que querem conhecer o ambiente, dentro da UFRJ, que abriga centro de pesquisa de mais de 50 empresas nacionais e internacionais. As visitas são guiadas por profissionais da Instituição e voltadas para qualquer pessoa ou grupo interessado em conhecer o ambiente de inovação, tecnologia e empreendedorismo do Parque.  

O programa consiste em uma apresentação sobre a Instituição, visita a laboratórios e/ou empresas e tour pelas instalações do Parque e da Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ a bordo de jardineiras elétricas.

Para participar basta se inscrever pelo site www.parque.ufrj.br.

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No dia 20, o Parque Tecnológico da UFRJ, em parceria com o Hemorio, vai promover a segunda edição de sua campanha de doação de sangue. Para doar sangue é preciso estar alimentado e em boas condições de saúde, ter entre 16 e 65 anos (menores devem ter autorização de um responsável), pesar mais de 50kg e trazer um documento de identificação com foto.

A ação será realizada de 9h às 14h, no auditório do Parque Tecnológico da UFRJ. Antes de doar, recomenda-se fazer refeições leves e não gordurosas. Os interessados em participar deverão enviar um e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

O auditório do Parque fica no prédio da administração do Parque, na Rua Paulo Emídio Barbosa, 485, ao lado do restaurante Couve-Flor. Mais informações sobre doação de sangue no site do Hemorio. Em caso de dúvidas, envie um e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou ligue para 3733-1841.

As inscrições para o programa Shell Iniciativa Empreendedora estão abertas para candidatos a partir de 20 anos, com ensino médio completo, que morem no Norte Fluminense ou no Sul Capixaba. O programa tem como missão o desenvolvimento de novas oportunidades econômicas e sociais por meio do fomento a iniciativas de empreendedorismo, possibilitando o surgimento, a capacitação e a formalização de empreendedores locais para serem inseridos na cadeia de valor do setor de Óleo e Gás. Entre os objetivos do programa estão:

- Promover ações de formação e estímulo ao empreendedorismo em municípios do Rio de Janeiro e Espirito Santo;
- Fornecer subsídios de gerenciamento de negócios que permitam a empreendedores organizar suas ideias, objetivos e estratégias em um plano de negócios;
- Apoiar o fortalecimento de instituições e políticas públicas locais de desenvolvimento social e econômico;
- Fomentar nos empreendedores uma cultura de ética, transparência e sustentabilidade e estimular os processos de cooperação em redes;
- Captar voluntários interessados na temática do empreendedorismo sustentável;
- Promover o empreendedorismo como opção efetiva para inserção e permanência do futuro empreendedor no sistema produtivo.

 

Maiores informações em www.iniciativaempreendedora.org.br.

shelliniciativaempreendedora

 

Pesquisadores desenvolvem um capacete plástico capaz de resfriar a cabeça de bebês com falta de oxigenação no cérebro

capaceterozentalUma touca inflável, desenvolvida pelo grupo do médico Renato Rozental, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), poderá salvar a vida de milhares de bebês com asfixia perinatal – falta de oxigenação no cérebro –, reduzir sequelas neurológicas permanentes ou, até mesmo, evitar que elas ocorram. A touca é feita de duas lâminas de material plástico flexível superpostas, com as bordas unidas, formando um espaço interno, que, quando inflado com dióxido de carbono (CO2), se molda à cabeça do recém-nascido, formando uma espécie de capacete. O objetivo é resfriar o cérebro da criança, interrompendo as atividades elétricas anormais causadas pela falta de oxigênio, que pode causar lesões irreversíveis ou até mesmo a morte.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que consta da publicação Neonatal and perinatal mortality: Country, regional and global estimates, de 2006, a estimativa de mortes por asfixia em bebês nos países em desenvolvimento é de sete mortes por mil nascimentos, enquanto nos países desenvolvidos essa proporção é inferior a uma morte. Dois estudos no início da década passada, no Brasil, mostraram a prevalência de asfixia em recém-nascidos. O professor de obstetrícia da UFRJ, Jorge Rezende Filho, lembra de um estudo de 2003 feito para uma tese de doutorado defendida na Fiocruz. “Na época, o número de casos de asfixia perinatal, sem ser necessariamente seguido de morte, no Brasil era de 2,1% ou 21 casos por mil partos”, diz. Outro estudo, de pesquisadoras da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), publicado na Revista Brasileira de Crescimento e Desenvolvimento Humano e coordenado pela médica Maria Esther Jurfest Rivero Ceccon, chefe do Centro de Tratamento Intensivo Neonatal 2 do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas (HC) da USP, mostrou uma prevalência geral de asfixia em recém-nascidos de 3,2 por mil nascimentos durante o período de janeiro de 2004 a janeiro de 2005 na Unidade Neonatal do Hospital Santa Marcelina, no bairro do Itaim Paulista, na capital paulista.

Existem vários fatores que podem levar à asfixia de bebês durante a gestação ou no momento do parto, segundo Rozental, que é pesquisador do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fiocruz e professor de neurofisiologia da UFRJ. Entre os mais comuns está o estrangulamento causado pelo cordão umbilical enroscado no pescoço, chamado de circular do cordão. “Ela pode também ser originada pelo descolamento da placenta, problema que, às vezes, ocorre durante a gestação”, acrescenta. “A asfixia pode ser causada ainda por traumas que ocorrem durante o parto.”

Seja qual for a causa, a consequência é a queda da taxa de oxigenação do cérebro. Nesse caso, a situação é de emergência médica, porque algumas áreas do tecido encefálico, que variam de caso a caso, ficam mais suscetíveis a lesões. “Se não agirmos rapidamente, podem ocorrer danos neurológicos irreparáveis”, explica Rozental. “Há um período crítico, chamado de janela terapêutica, que é de no máximo quatro horas, em que o recém-nascido precisa receber tratamento.” Além de medicamento, o procedimento padrão, usado há muito tempo, é a hipotermia terapêutica em que a temperatura do cérebro deve ser reduzida para interromper a atividade elétrica anormal, que ocorre quando o cérebro não está recebendo o oxigênio necessário.

A médica Maria Esther explica que todo recém-nascido com asfixia deve ser resfriado imediatamente após o parto e permanecer assim por 72 horas. “O resfriamento diminui o metabolismo no cérebro, evitando ou minimizando lesões”, diz. “Ao mesmo tempo, enquanto é resfriado, é dado ao bebê fenobarbital, medicamento que evita convulsões e pode regenerar alguns lesões cerebrais causadas pela asfixia.” O problema é que o resfriamento só pode ser feito em máquinas e equipamentos mais comuns em grandes hospitais. “Além disso, mesmo nos grandes centros de atendimento, a hipotermia é feita no corpo inteiro, pois não há equipamento para resfriar apenas a cabeça”, explica Rozental. “O risco é que esse procedimento, de baixar a temperatura corporal do recém-nascido, cause arritmia cardíaca e leve o bebê à morte.” Por isso, Rozental e sua equipe buscaram uma solução para ser usada em pequenas cidades e outros locais distantes, sem assistência médica hospitalar adequada, que pudesse, ao mesmo tempo, resfriar apenas o cérebro e dar tempo de o bebê ser transportado a um centro de atendimento médico bem equipado. O capacete flexível é inflado com dióxido de carbono, um gás acessível e barato usado em hospitais, misturado ao oxigênio.

Protótipo e prêmio

Rozental conta que a ideia de desenvolver o dispositivo surgiu há 15 anos, quando ele era professor no Albert Einstein College of Medicine, nos Estados Unidos. “Desde então, meu trabalho consiste em desenvolver estratégias terapêuticas ou equipamentos para tratar casos de baixa oxigenação, deficiências de fluxo sanguíneo e traumas do sistema nervoso central”, explica. Mas somente em julho de 2015, quando recebeu financiamento do Ministério da Saúde, e posteriormente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), foi possível criar o primeiro protótipo. Em 2017, um lote desses protótipos deverá ser usado em testes com pacientes. O objetivo é conseguir a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que a touca possa ser usada no serviço público de saúde dentro de dois anos.

A touca deverá ter um baixo custo de produção. “O preço das máquinas de hipotermia usadas nos hospitais é de US$ 5 mil a US$ 30 mil”, informa Rozental. “Nosso capacete custará no começo entre R$ 600 e R$ 700, preço que deverá cair em dois anos para algo entre R$ 200 e R$ 300, conforme o escalonamento da produção. Se o produto for adotado em larga escala no Sistema Único de Saúde (SUS), nossa expectativa é de que esse valor se reduza ainda mais.” O capacete criado por Rozental recebeu o prêmio de voto popular em 2016 do consórcio “Saving Lives at Birth”, composto pela Fundação Bill & Melinda Gates, Banco Mundial e entidades governamentais dos Estados Unidos, Noruega, Reino Unido e Coreia do Sul. “O projeto foi conceituado como de inovação radical, por não existir no mercado. Foi um dos 49 selecionados entre 750 projetos de 78 países e recebeu o diploma de reconhecimento científico do consórcio.”

Alguns protótipos do capacete estão sendo desenvolvidos no Instituto Vital Brazil (IVB), em Niterói, do governo do estado do Rio de Janeiro. Depois de comprovadas a funcionalidade e a eficiência, o dispositivo será produzido comercialmente por uma empresa. “Ainda temos pela frente cerca de um ano para finalizar e aprimorar o protótipo funcional ideal”, diz Rozental. “Nesse período, estamos selecionando a empresa que irá fabricá-lo em larga escala.”

INPIlogoAté 13 de março (ou até que todas as 40 vagas sejam preenchidas e um cadastro de reserva formado) estarão abertas as inscrições para a Oficina de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas oferecida pelo Instituto Nacional de propriedade Industrial (INPI).

O objetivo é que os participantes, ao final do curso, sejam capazes de: identificar o que são indicações geográficas diferenciando-as das marcas coletivas; reconhecer as diferenças entre a indicação de procedência e a denominação de origem; e identificar corretamente os usos delas em casos concretos. Além disso, deverão ter noções do que consistem os pedidos de registro de marcas coletivas e de indicações geográficas.

O curso será ministrado no dia 24 de março, na Rua Mayring Veiga, 09, Centro, Rio de Janeiro, contando com carga horária total de oito horas. Os pré-requisitos são já haver concluído o Curso Básico presencial de P.I., promovido pelo INPI, ou a conclusão do Curso Geral de Propriedade Intelectual (DL101PBR), modalidade à distância, promovido pelo INPI & OMPI a partir do ano de 2012.

A oficina é gratuita e as inscrições podem ser feitas aqui.

 

 

aedescoppe1Pesquisadores da Coppe/UFRJ desenvolveram um sistema que poderá contribuir para tornar mais rápido e eficiente o combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor de doenças como a dengue, a zika e a chikungunya. O sistema permite que a informação sobre prováveis focos do mosquito seja transmitida e verificada em tempo real, possibilitando a ação imediata dos agentes de saúde. Também agilizará o acesso à informação, por parte do poder público, cuja missão é combater um inseto que, em poucos dias, passa do estágio de larva à fase adulta. A ferramenta, que vem sendo utilizada por servidores públicos federais, já está disponível para as prefeituras de todos os municípios do país.

Desenvolvida por meio de uma parceria entre o Centro de Apoio a Políticas de Governo (CAPGov) da Coppe, a spin off Lemobs, da Incubadora de Empresas da Coppe, e o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, o sistema pode ser acessado via web ou por aplicativo de celular (disponível tanto para Android como para iOS) e permite o gerenciamento das ações de vistoria e limpeza de focos do mosquito. Desde janeiro vem sendo alimentado por servidores da Administração Pública Federal treinados - cerca de 16 mil até o momento -  que atuam em praticamente todos os estados do país executando tarefas rotineiras de prevenção em seus locais de trabalho.

No último dia 30 de janeiro, o sistema foi disponibilizado para inscrição de municípios interessados em agilizar o combate ao inseto. Diversas prefeituras municipais já buscaram o Ministério em busca de informações para realizar parcerias, dentre as quais Nova Friburgo (RJ), Recreio (MG) e Jequié (BA). Em uma terceira etapa, à sociedade civil poderá registrar e comunicar a existência de focos do mosquito, por meio de um "módulo cidadão", no qual cada pessoa, independentemente de treinamento, poderá registrar e comunicar a existência de focos do mosquito.

Agilidade e eficácia no monitoramento

Batizado de Combate Aedes, o sistema agiliza o preenchimento do "Formulário de Acompanhamento das Ações Contra o Aedes aegypti", criado pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, e torna o monitoramento mais eficaz. Os servidores treinados para atuar no Combate Aedes realizam, uma vez por semana, um "ciclo" pelas instalações de sua unidade, verificando a existência de focos de mosquitos e adotando as providências cabíveis.

aedescoppe2A utilização do sistema vem no bojo de uma bem-sucedida parceria para otimização de gastos em TI.  O projeto é coordenado pelo professor do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação da Coppe, Geraldo Zimbrão. "O aplicativo inicialmente vai incentivar os funcionários públicos a relatarem os potenciais focos de proliferação do aedes no seu entorno. Mas ele vai além disso, pois vai permitir acompanhar as ações tomadas pelas equipes responsáveis para eliminar o foco, permitindo a cobrança de ações efetivas", afirma Zimbrão.

"Os dados eram lançados semanalmente. Agora são lançados, em tempo real, e com georreferenciamento. O lançamento, antes declaratório, agora pode ser acompanhado por imagens que comprovam a existência do foco, possibilitando ao agente de saúde determinar uma ação mais rápida naquela região, já que o aplicativo móvel guarda a localização exata, georrefenciada", esclarece o pesquisador da Coppe, Sérgio Rodrigues, que acredita que o uso bem-sucedido do sistema pelos servidores federais possa levar o Combate Aedes a ser utilizado também pelos municípios.

De acordo com o diretor de Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Eduardo César, o uso do sistema abre novas possibilidades para o enfrentamento ao Aedes, em termos de recursos. "Nós vislumbramos ganhos muito grandes em termos de navegabilidade e usabilidade. O uso do georreferenciamento permite insights de novas formas de combate ao mosquito. Confere ainda mais celeridade e eficiência à resposta do poder público. Isso tem um valor inestimável nesse contexto", afirma Eduardo.

O sistema, que pode ser acessado pela Web ou via App (disponível para celulares com sistema operacional Android, na Google Play), permite o preenchimento de diversos campos de informação, como: treinamento: no qual é registrado o quantitativo de pessoal que recebeu a primeira capacitação;  vistorias: em que o servidor registra o quantitativo de prédios e instalações públicas que receberam um ciclo completo de ações de vistoria e limpeza. O usuário pode ainda indicar a quantidade de focos de larva encontrados e as medidas adotadas.

O Combate Aedes utiliza a plataforma Sistema de Gestão de Limpeza Urbana (Sigelu) que, além do módulo de combate ao mosquito Aedes, gera relatórios inteligentes, mapas operacionais, monitoramento de caminhões, rotas e equipes, conservação urbana e um completo sistema de autuação e gestão de multas para aqueles que sujam a cidade.

embrapii

A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), organização federal criada para fortalecer a capacidade de inovação brasileira, prevê crescimento de 9% em projetos de inovação em 2017, em relação ao período anterior. O percentual representa um montante de cerca de R$ 160 milhões injetados em alguns dos mais importantes projetos de inovação no Brasil.

A estimativa se deve ao aumento do número de Unidades Embrapii para este ano e ao interesse das empresas, que vêm percebendo no modelo de negócios da organização uma oportunidade de investimento para aumentar a competitividade de seus negócios.

A Embrapii atualmente tem Chamada Pública para credenciar novas Unidades, com resultado que deve ser divulgado em março. Espera-se credenciar até cinco novos institutos de tecnologia neste processo, subindo para 33 o número de Unidades aptas a desenvolver projetos de inovação em parceria com empresas.

“Uma das prioridades dos novos projetos neste ano será a Indústria Química, que de acordo com as políticas públicas de ciência e tecnologia está carente de demandas”, afirma o diretor-presidente da Embrapii, Jorge Guimarães. Ele acrescenta que os setores de Defesa e Saúde também deverão ser contemplados na nova Chamada. “A produção farmacêutica também está em nossos planos. Esperamos credenciar ao menos uma Unidade nesse segmento”, declarou.

Outro dado importante observado é o aumento no nível de confiança das empresas em investir nos projetos de inovação Embrapii. Em 2016, a contrapartida investida pelas empresas foi maior que a dos demais parceiros: 45%. De acordo com o modelo, a Embrapii investe até 1/3 do valor total do projeto, enquanto os valores restantes são divididos entre a empresa e a Unidade. “Esse dado mostra que as empresas estão observando a Embrapii como uma parceira em seus negócios. Acreditamos que essa situação irá se repetir este ano, se não for maior”, acredita Jorge Guimarães.

Ranking – Em 2016, a indústria Eletroeletrônica/Informática liderou o ranking de segmentos que mais investiram em projetos Embrapii: 25,7%, seguido de Metalurgia (16,7%) e Mecânica (11,5%). Esse resultado mostra uma manutenção da tendência obtida pela Pesquisa de Inovação (Pintec) 2014, produzida pelo IBGE, que apontou o setor de Eletricidade com o maior percentual de empresas que realizaram atividades de P&D de forma contínua no período (91,9%).

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